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	<title>Arquivos Pastor Cleiton Collins - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos Pastor Cleiton Collins - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Única emenda aprovada pela Alepe na reforma de Raquel Lyra abre brecha para financiamento de Comunidades Terapêuticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 20:51:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades terapêuticas]]></category>
		<category><![CDATA[Pastor Cleiton Collins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi uma mudança sutil. A única emenda aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para a reforma administrativa da governadora Raquel Lyra (PSDB) traz pequenas mudanças nas competências da recém-criada Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas. De autoria do deputado pastor Cleiton Collins (PP), a emenda muda o [&#8230;]</p>
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<p>Foi uma mudança sutil. A única <a href="https://www.alepe.pe.gov.br/proposicao-texto-completo/?docid=10309&amp;tipoprop=e" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emenda</a> aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para a reforma administrativa da governadora Raquel Lyra (PSDB) traz pequenas mudanças nas competências da recém-criada Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas. De autoria do deputado pastor Cleiton Collins (PP), a emenda muda o texto de atribuições da secretaria de apenas “redução” ao uso abusivo de drogas para &#8220;redução, prevenção e cuidado&#8221;. O final do texto proposto pelo executivo dizia que a Secretaria deve atuar em consonância com “as diretrizes do Sistema Único de Saúde e do Sistema Único de Assistência Social e Social&#8221;. O deputado acrescentou &#8220;através do incentivo à uma política estadual de acolhimento às pessoas em uso abusivo de drogas”.</p>



<p>Parece pouco, mas pode ser um movimento em direção ao financiamento das Comunidades Terapêuticas pelo Governo do Estado. Na nova redação das atribuições da secretaria estadual, os termos “cuidado”, que é bastante forte no léxico evangélico, mas também na área de saúde mental, e o “incentivo” a uma “política estadual de acolhimento”, que ainda é inexistente, levantam sobrancelhas, mas é o próprio autor da emenda e a comemoração que ele fez da aprovação nas redes sociais que chamou mais a atenção das especialistas ouvidas pela Marco Zero Conteúdo. Além de pastor e deputado, Collins e a esposa, a vereadora do Recife Michelle Collins, são fundadores da Saravida, <a href="https://marcozero.org/o-jogo-politico-partidario-por-tras-das-comunidades-terapeuticas-em-pernambuco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uma das CTs mais estruturadas localmente</a>.</p>



<p>Integrante do Conselho Estadual de Saúde e do Conselho Regional de Psicologia em Pernambuco, Íris Maria afirma que a emenda é um movimento do deputado em busca de financiamento para as CTs . “A família dos Collins se apoderou da narrativa de redução de danos também. Como eles perderam o financiamento das comunidades terapêuticas no âmbito da Saúde, eles passaram a afirmar que as CTs fazem redução de danos. São estratégicos: criam um projeto que dialoga com a proposta, mas não dizem como é feita essa redução de danos”, afirma.</p>



<p>Coordenadora do Centro de Prevenção às Dependências, Ana Glória Melcop critica e lamenta também o fim da Secretaria de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas, que com a reforma administrativa de Raquel Lyra foi incorporada à Secretaria de Desenvolvimento Social.</p>



<p>“Pouquíssimos estados do Brasil tinham uma secretaria exclusiva. Mas essa secretaria ficou mesmo mais ligada à execução do Programa Atitude e do Juventude Presente. Não foi uma secretaria que avançou na política sobre drogas. Não contemplou povos indígenas, mulheres, adolescentes. De fato, o estado de Pernambuco precisa de uma política sobre drogas”, afirmou Melcop, fazendo um adendo. “Mas não cabe nesta política o financiamento às CTs. Primeiro, pelo princípio e origem das CTs no Brasil, ligadas à questão religiosa, quando nosso estado é laico. E é necessário uma equipe de profissionais da saúde. Um usuário de álcool, por exemplo, pode entrar em crise de abstinência e morrer, porque não há médicos. Não há tratamento adequado nas CTs”, diz.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/o-jogo-politico-partidario-por-tras-das-comunidades-terapeuticas-em-pernambuco/" class="titulo">O jogo político-partidário por trás das comunidades terapêuticas em Pernambuco</a>
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<p>Em relação ao Governo Raquel Lyra, Melcop espera que haja diálogo com a sociedade civil. “Pernambuco é vanguarda nessa área. Há mais de 30 anos se começou a política de redução de danos no governo de Jarbas Vasconcelos. Também tivemos recentemente a lei de plantio e uso da cannabis medicinal. Nossa expectativa é de que Pernambuco venha a ter de fato uma política sobre drogas. Democrática, que atenda todos os segmentos da sociedade, e que haja um impacto de fato e que as pessoas possam ter sua liberdade&#8221;, afirma Melcop.</p>



<p>A extinção da Secretaria é vista com preocupação por Íris Maria. “Quando um gestor assume um cargo, ele deve fazer uma abertura para o diálogo. Não houve. Sou do Conselho Estadual de Saúde e só houve uma conversa antes do governo começar. É muito pouco para a complexidade do estado de Pernambuco. A política de drogas ainda tem um viés proibicionista, visando apenas a abstenção e prisão dos usuários”, critica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recife, que já foi exemplo, hoje financia CTs</h2>



<p>A movimentação com a emenda, acreditam as especialistas, pode ser algo como se viu na Prefeitura do Recife, durante a gestão de Geraldo Julio (PSB). Com verbas para as CTs barradas na Secretaria de Saúde, o deputado Cleiton Collins (PP) e a vereadora Michelle Collins (PP) moveram suas estratégias para a Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Políticas sobre Drogas, que, a partir de 2018, começou a dar verbas para CTs. Em 2019, a então secretária Clara Marques exaltava que Recife era a única cidade do Estado de Pernambuco a oferecer vagas em CTs. </p>



<p>O financiamento das Comunidades Terapêuticas tem continuado no governo de João Campos (PSB). Só no primeiro semestre do ano passado, a prefeitura liberou quase de R$ 4 milhões paras as CTs e nada para a Rede de Atenção Psicossocial, de acordo com <a href="https://www.brasildefatope.com.br/2022/06/22/recife-investiu-quase-r-4-mi-em-comunidades-terapeuticas-e-nada-no-servico-equivalente-do-sus" target="_blank" rel="noreferrer noopener">levantamento do Brasil de Fato</a>. </p>



<p>Íris Maria acredita que a meta dos Collins com a emenda é também conseguir verbas do Governo do Estado por meio da nova Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas.“É a mesma estratégia que usaram na Prefeitura do Recife. Saíram da área da saúde, porque foram barrados, e agora estão indo buscar financiamento na assistência social”, disse. “ Encontraram um terreno fértil justamente em um governo que na campanha ficou isento em relação a várias temáticas”, diz Isís.</p>



<p>A psicóloga e redutora de danos Alda Roberta Campos lembra que a cidade do Recife já foi considerada um exemplo em política sobre drogas, com a criação do programa Mais Vida, em 2003, na gestão do prefeito João Paulo. Durou até 2016, no início do governo de Geraldo Julio. “Foi feita a integração da política de saúde mental e álcool e outras drogas”, afirma. Hoje, enquanto as CTs recebem milhões da prefeitura, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) estão sucateados.</p>



<p>“As equipes estão adoecidas, precisam de suporte e supervisão. O jeito de um governo dizer que algo não funciona é sucateando. Se houver investimento, cuidado e interesse de fazer acontecer, dá certo. Práticas como o aluguel social, a reinserção no trabalho e o retorno à vida escolar, com um trabalho com equipe multidisciplinar, dão certo”, afirmou a psicóloga.</p>



<p>A ideia das Comunidades Terapêuticas foi criada pelo psiquiatra sul-africano Maxwell Jones, na década de 40. No Brasil, o termo foi apropriado há mais de 40 anos por setores evangélicos, que desvirtuaram o conceito. “Enquanto Jones pregava um substitutivo do hospital psiquiátrico, com a auto gestão e a valorização da escuta, no Brasil, as CTs se transformaram em manicômios renomados. Há uma mistura do que é tratamento e o que é missão religiosa, o que é um risco imenso. Dentro da Lei da Reforma Psiquiátrica há a desinstitucionalização e o que se vê nas CTs são pessoas trancafiadas por meses, muita LGBTIfobia e violação dos direitos humanos”, diz Alda.</p>



<p>Para se contrapor aos avanços das CTs, Alda defende um diálogo maior entre a sociedade civil, as organizações sociais e os governos, o fortalecimento dos conselhos e comitês da área de saúde mental, para que possam fiscalizar e monitorar as atividades dessas comunidades.</p>



<p>“Outra coisa importante é a necessidade de todos os serviços serem laicos. Na pandemia vimos os danos relacionados ao negacionismo, que ceifaram vidas. O governo de Pernambuco não pode repetir essa história e colocar na mão de negacionistas o cuidado com a vida das pessoas. É fundamental uma política de drogas no âmbito estadual. As CTs estão aí e não adianta fazer de conta que não existem. Há estudos, há comprovação científica de que o tratamento em liberdade, dentro do território, nos conceitos do Sistema Único de Saúde (SUS), é a solução para o tratamento do uso abusivo de drogas. As CTs precisam ser fiscalizadas”, afirmou.</p>



<p>A Marco Zero entrou em contato com o deputado pastor Cleiton Collins para saber porque ele propôs as mudanças na redação das atribuições da secretaria, mas não obteve retorno. A Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas também foi questionada se haveria alguma mudança com a emenda, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.</p>



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		<title>Sociedade civil repudia nome do PP para assumir Secretaria de Desenvolvimento Social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2017 18:15:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[negociação Secretaria Defesa Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As articulações do&#160;governador Paulo Câmara (PSB) para ampliar o espaço do Partido Progressista (PP)&#160; no Governo do Estado com vistas ao apoio à sua reeleição em 2018 mobilizaram a sociedade civil organizada. As entidades repudiaram em Carta Aberta à Sociedade Pernambucana a possibilidade de o partido assumir a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Criança e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[As articulações do&nbsp;governador Paulo Câmara (PSB) para ampliar o espaço do Partido Progressista (PP)&nbsp; no Governo do Estado com vistas ao apoio à sua reeleição em 2018 mobilizaram a sociedade civil organizada. As entidades repudiaram em Carta Aberta à Sociedade Pernambucana a possibilidade de o partido assumir a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, responsável pela condução&nbsp;de políticas de assistência social, do sistema socioeducativo, da criança e juventude, das pessoas com deficiência e das pessoas idosas, da população LGBTI, da população negra e das políticas de drogas.

As entidades criticam a falta de diálogo e de transparência do governador e o perfil conservador e fundamentalista religioso do deputado e pastor Cleiton Collins e da vereadora Michele Collins, que estariam à frente das negociações pelo PP. Perfil que colocaria em xeque as políticas sociais, de diversidade e de inclusão em Pernambuco como tem acontecido em nível nacional com o apoio do Partido Progressista ao Governo Temer.

<strong>Carta​ ​aberta​ ​da​ ​sociedade​ ​civil​ ​pernambucana​ ​sobre​ ​as negociações​ ​políticas​ ​envolvendo​ ​a​ ​Secretaria​ ​de​ ​Desenvolvimento Social,​ ​Criança​ ​e​ ​Juventude​ ​(SDSCJ)​ ​do​ ​Estado​ ​de​ ​Pernambuco</strong>

<strong>DEMOCRACIA​ ​E​ ​DIREITOS​ ​SÃO​ ​INEGOCIÁVEIS</strong>

As organizações e coletivos da sociedade civil pernambucana abaixo assinadas denunciam a escandalosa negociação a que o governo Paulo Câmara / PSB tem submetido a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ).

Mais uma vez, os direitos da população são utilizados como moeda de troca em acordos políticos que visam, exclusivamente, a manutenção do apoio do PP (Partido Progressista) nas eleições de 2018, numa tentativa de garantir a continuidade de uma gestão que tem falhado sistematicamente com a sociedade pernambucana.

O modo como tais transações políticas têm sido noticiadas na imprensa durante a última semana, com informações contraditórias e especulações diversas sobre nomes, é consequência da falha da atual gestão em manter uma relação democrática com a sociedade, baseada no diálogo e conduzida com transparência.

Enquanto, nesta sexta-feira (17), Paulo Câmara confirmava à imprensa a existência de negociações com o PP, os conselhos de participação social ligados à Secretaria permaneciam desinformados sobre a questão. O que é exemplar à política da atual gestão do Governo de Pernambuco, acostumada a se isentar da consulta à sociedade na condução de políticas tão importantes à superação das desigualdades sociais como as das áreas da assistência social, do sistema socioeducativo, da criança e juventude, das pessoas com deficiência, das pessoas idosas, da população LGBTI, da população negra e das políticas de drogas – todas subordinadas à SDSCJ.

Tal aspecto também é essencial para se entender outra falha gravíssima do atual governo: o fracasso em garantir a preservação da vida de cidadãs e cidadãos pernambucanos. As reduções de homicídios em Pernambuco através do Pacto Pela Vida já pertencem ao passado e o estado avança para a marca de 5 mil assassinatos em 2017 – que se tornará, assim, o ano mais violento da última década. Enquanto Paulo Câmara aposta continuamente na ampliação do policiamento ostensivo (uma medida de eficácia duvidosa mantém as políticas de segurança aquéns da apreciação popular e colaborações da sociedade – como reflete a ausência do conselho social de acompanhamento do programa, que é previsto no próprio estatuto do Pacto.

Agora, a incoerência da administração de Câmara demonstra a intenção de colocar erisco o princípio da laicidade estatal ao entregar a SDSCJ ao PP, cuja condução no estado é reconhecidamente caracterizada pela hegemonia do fundamentalismo religioso. Como seisso não bastasse, tal partido compõe a base aliada de Michel Temer e tem apoiado todo o desmantelamento que o governo ilegítimo vem promovendo contra direitos sociais historicamente conquistados pela população brasileira.

A nós, da sociedade civil, é impossível acreditar que tal partido tenha quadros realmente motivados a assumir a pasta de desenvolvimento social com a intenção de promover políticas públicas de garantia de direitos. Ou que sequer disponha de nomes capacitados a lidar com o cenário calamitoso em que se encontra a Fundação de Atendimento SocioEducativo (Funase), vinculada administrativamente à SDSCJ. Desde 2012, 48 adolescentes foram mortos enquanto cumpriam medidas e o cotidiano de violência na Fundação envolve numerosos registros de torturas – sendo comum, por exemplo, casos que tenham resultado em amputações.

Qualquer negociação política que se arrisque a agravar esse quadro é – no mínimo – negligente.

A inconsequência de se nomear para a secretaria uma gestão intimamente ligada a instituições religiosas também prejudica, evidentemente, a condução das políticas públicas voltadas à população LGBTI, a povos de matriz africana e à população usuária de drogas.

Não há como confiar a promoção da diversidade e o enfrentamento à homofobia a quem patologiza orientações sexuais não-hétero e combate o reconhecimento das identidades de gênero em nome da própria crença – buscando o controle do Estado para tanto. Assim,como não há fundamento para que propagadores de discursos que demonizam seguidores de outras religiões administrem órgãos responsáveis pelo tratamento da intolerância religiosa e igualdade racial no âmbito estatal – sob risco de completa omissão frente a violações. Além de considerar que o controle das políticas de drogas por tal segmento daria condições para a interferência do arbítrio e de interesses particulares – preocupados em ampliar suas bases eleitorais – nos rumos das ações da gestão pública na área. Haja visto que o PP agrega políticos como o deputado estadual Pastor Cleiton Collins, principal expoente da legenda em Pernambuco e autor do projeto de lei ordinária 1451/2017, que pretende integrar as comunidades terapêuticas administradas por igrejas à Rede Complementar da Política Estadual de Drogas.

Nossas entidades e coletivos compartilham da perspectiva de que a defesa e promoção dos direitos humanos dependem da continuidade, a longo prazo, de políticas públicas pautadas pelo interesse da sociedade, manifestado nas suas instâncias de participação. Tal processo só se efetivará pelo aprimoramento do processo democrático e não pela condução de gestões que fazem do Estado um ambiente hermético, dominado pelo arbítrio.

Nosso compromisso é com o interesse público e a defesa de direitos numa época de retrocessos e ameaças à democracia.

Se o governador se encontra preocupado com sua impopularidade e as consequências disso para sua permanência no Palácio das Princesas, cabe a ele protagonizar um processo de integração da efetiva participação popular nos rumos das políticas públicas em direitos.

A sociedade não pode ser penalizada pela condução irresponsável de um governo que visa apenas a satisfação das suas necessidades eleitorais – e que são consequência das próprias falhas cometidas pela gestão de Paulo Câmara.

Democracia e direitos humanos são inegociáveis!

ASSINAM​ ​AS​ ​ENTIDADES:

● Ação Social Esperança e Vida / Sede Pesqueira – ASEVI/Pesqueira
● Articulação Brasileira de Jovens Gays – Artgay Jovem
● Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais / Pernambuco –
ABONG/PE
● Associação Brasileira de Saúde Mental Nordeste – ABRASME/NE
● Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas &#8211; ABRAMD / Núcleo
Pernambuco
● Associação de Portadores de Direitos Especiais / Sede Pesqueira –
PODE/Pesqueira
● Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente – ANCED
● Associação Nossa Senhora das Graças / Sede Pesqueira – AGRAÇA/Pesqueira
● Associação ProVida – APROVI
● Casa da Mulher do Nordeste – CMN
● Casa Menina Mulher
● Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco – CUT/PE
● Centro Artístico e Social Palaffit
● Centro Brasileiro de Estudos de Saúde / Núcleo Recife – CEBES/Recife
● Centro de Comunicação e Juventude do Recife – CCJ/Recife
● Centro das Mulheres do Cabo
● Centro de Assistência Social Sandra Moraes
● Centro de Cultura Luiz Freire – CCLF
● Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá – CENTRO SABIÁ
● Centro de Desenvolvimento e Cidadania – CDC
● Centro de Prevenção às Dependências – CPD
● Centro de Promoção dos Direitos Humanos / Sede Pesqueira –
CENPRODH/Pesqueira
● Centro Diocesano de Apoio ao Pequeno Produtor / Sede Pesqueira –
CEDAPP/Pesqueira
● Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social – CENDHEC
● Centro Popular de Direitos Humanos – CPDH
● Círculo Palmarino
● Coletivo Afronte
● Coletivo Antiproibicionista de Pernambuco
● Coletivo de Feministas Negras – Cabelaço/PE
● Coletivo Força Tururu
● Coletivo Intercambiantes / Núcleo Pernambuco
● Coletivo Lutas e Cores
● Coletivo Muda / Unicap
● Coletivo Transição
● Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco –
Comissão de Ética SINJOPE
● Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco
● Consulta Popular
● Direitos Urbanos – Recife
● Espaço Mulher
● Fórum da Juventude Negra de Pernambuco – FOJUNEPE
● Fórum das Entidades da Sociedade Civil de Olinda – FESCO
● Fórum Estadual dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social de
Pernambuco – FETSUAS
● Fórum Pernambucano de Comunicação – FOPECOM
● Fórum Popular de Segurança Pública de Pernambuco
● Fórum Popular Estadual Pessoas e Drogas de Pernambuco
● Frente de Evangélicos/as pelo Estado de Direito – Núcleo Pernambucano
● Frente de Luta Pelo Transporte Público de Pernambuco – FLTP
● Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares – GAJOP
● Gestos &#8211; Soropositividade, Comunicação e Gênero
● Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças – GCASC
● Grupo de Estudos sobre Álcool e outras Drogas – GEAD
● Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo – GTP+
● Instituto Recife de Apoio às Dependências – Instituto RAID
● Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora – INTERSINDICAL
● Levante Popular da Juventude
● Marcha da Maconha Recife
● Marcha das Vadias / Recife
● Movimento Cultural Boca do Lixo
● Movimento de Trabalhadores Cristãos / Regional NE II – MTC
● Movimento Despatologiza
● Movimento Infanto-Juvenil de Reivindicação – MIRIM BRASIL
● Movimento Nacional de Direitos Humanos de Pernambuco – MNDH/PE
● Movimento Negro Unificado de Pernambuco – MNU/PE
● Movimento PE de Paz
● Movimento Social e Cultural Cores do Amanhã
● Movimento Tortura Nunca Mais de Pernambuco
● Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de
Segurança – NEPS / UFPE
● PartidA / Recife
● Pastoral do Menor / Regional Nordeste 2
● Projeto Ciranda – Cidade pela Primeira Infância
● Rede de Mulheres Negras de Pernambuco
● Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas – RENFA
● Residência Multiprofissional em Saúde da Família com Ênfase no Campo –
RMSFC/UPE
● RUA – Juventude Anticapitalista
● Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de Pernambuco –
SINFITO/PE
● Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco – SINPOL
● SOS CORPO – Instituto Feminista para a Democracia
● Trabalhadores na Luta Socialista &#8211; TLS
● Troça Carnavalesca Mista Público-Privada Empatando Tua Vista
● União de Conselheiros e ex-Conselheiros Tutelares de Pernambuco – UNICEPE
● Usina da Imaginação – Projeto FavelaNews<p>O post <a href="https://marcozero.org/sociedade-civil-repudia-nome-do-pp-para-assumir-secretaria-de-desenvolvimento-social/">Sociedade civil repudia nome do PP para assumir Secretaria de Desenvolvimento Social</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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