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	<title>Arquivos PEC 03/2022 - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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		<title>Muro Alto e Cupe: uma amostra da privatização das praias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 21:59:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PEC 03/2022]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A PEC 03/2022, conhecida como PEC das Praias, voltou à discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania nesta quarta-feira (04). Com novas emendas e alterações no texto original incorporadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a proposta que prevê mudanças significativas na propriedade e gestão dos terrenos de marinha no Brasil que pertencem à União [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A PEC 03/2022, conhecida como PEC das Praias, voltou à discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania nesta quarta-feira (04). Com novas emendas e alterações no texto original incorporadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a proposta que prevê mudanças significativas na propriedade e gestão dos terrenos de marinha no Brasil que pertencem à União teve sua votação adiada mais uma vez.</p>



<p>Apesar de não citar expressamente a privatização das praias, retirar da União a responsabilidade desses terrenos pode dar margem para dificultar ainda mais o acesso da população ao litoral brasileiro.</p>



<p>Mesmo sem a PEC, as praias de Pernambuco já vivem essa realidade. </p>



<p>Um belo exemplo são as praias de Muro Alto e Cupe, em Ipojuca, no litoral sul. Nós percorremos aproximadamente sete quilômetros, entre a praia de Gamboa e o Pontal do Cupe, e encontramos ao menos 35 empreendimentos entre hotéis, residenciais e resorts à beira-mar, mais sete em construção. Todos eles ocupando terreno de marinha e formando uma barreira de imóveis que impedem o acesso da população.</p>



<p>Em 5,5 quilômetros da praia de Muro Alto existem apenas seis acessos públicos. A distância entre eles passa de 900 metros. Em alguns trechos seria necessário percorrer quase um quilômetros para chegar a um desses acessos. Sem contar a extensão do próprio acesso, geralmente ladeados por dois muros altos,  para conseguir chegar à praia livremente. </p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Para um pedestre, chegar à praia de Muro Alto requer longas caminhadas
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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                    </figure>

	


<p>No Cupe, percorremos cerca de 1,5 quilômetros e contamos quatro acessos, um deles quase impossível de passar, mesmo a pé. Em um desses acessos, a Alameda Loly, para chegar à praia o banhista tem de caminhar 325 metros disputando espaço com buggies entre os muros do hotel Ocaporã e da pousada Tabapitanga. </p>



<p>Em um <a href="https://congressoemfoco.uol.com.br/area/congresso-nacional/a-pec-das-praias-em-cinco-pontos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado no Congresso em Foco</a>, Ronaldo Christofoletti, presidente do Grupo de Especialistas em Cultura Oceânica da Unesco<em>, </em>aponta os pontos de alerta incluídos na proposta. “A privatização dos terrenos de marinha pode levar a um modelo de desenvolvimento econômico que amplifica a desigualdade social e reduz os benefícios coletivos”, afirma.</p>



<p>Essas áreas são protegidas por regras específicas e a proposta busca transferir a posse desses terrenos para estados, municípios ou para iniciativa privada, se já os ocuparem. “Grandes empreendimentos em áreas litorâneas frequentemente resultam em exclusão, transformando o acesso às praias em um privilégio de poucos”, completa Ricardo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Votação suspensa</h2>



<p>A votação foi suspensa temporariamente, sem nova data prevista, por um pedido de vista coletiva solicitado por senadores e senadoras. Esta medida possibilita que os parlamentares analisem melhor as alterações realizadas no texto.</p>



<p>Durante a discussão o Senador Rogério Carvalho (PT/SE), fez o alerta: “a constituição hoje não estabelece nenhum requisito para que as pessoas tenham acesso à praia. Ele (o senador Flávio Bolsonaro do PL/RJ) condiciona ao plano diretor o que pode ser ou não pode ser livre acesso, portanto, ele piora o projeto de lei dele. Os ricos que mais têm terreno de marinha fazendo especulação imobiliária ficam livres de pagar o laudêmio e de indenizar a União”.</p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/12/Muro-Alto.jpg" alt="A foto mostra uma rua de terra cercada por muros e prédios em construção de ambos os lados. O muro à esquerda exibe imagens de um projeto arquitetônico de um possível resort, com piscinas e áreas de lazer. Os prédios de concreto estão inacabados, com aberturas para janelas e portas. Ao fundo, há palmeiras altas e um caminhão estacionado. O local parece ser uma área em desenvolvimento, possivelmente turística." class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">A distância entre um acesso e outro é de quase um quilômetro
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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                    </figure>

	<p>O post <a href="https://marcozero.org/muro-alto-e-cupe-uma-amostra-da-privatizacao-das-praias/">Muro Alto e Cupe: uma amostra da privatização das praias</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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