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	<title>Arquivos Polícia Militar - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 14 Nov 2025 17:22:02 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Polícia Militar - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<item>
		<title>MPPE denuncia PM por estupro e perícia encontra sêmen de outros homens em posto policial no Cabo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 20:20:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>
		<category><![CDATA[violência de gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O caso da mulher de 48 anos estuprada dentro do posto do Batalhão de Polícia Rodoviária no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, teve mais dois capítulos importantes. Nesta quarta-feira, 12 de novembro, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Central de Inquéritos da Capital, denunciou o subtenente Luciano Valério de [&#8230;]</p>
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<p>O caso da mulher de 48 anos <a href="https://marcozero.org/advogadas-pedem-afastamento-imediato-de-pm-acusado-de-estupro-em-posto-policial-no-litoral-sul/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estuprada dentro do posto do Batalhão de Polícia Rodoviária</a> no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, teve mais dois capítulos importantes. Nesta quarta-feira, 12 de novembro, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Central de Inquéritos da Capital, denunciou o subtenente <a href="https://marcozero.org/subtenente-acusado-de-estupro-em-blitz-se-apresenta-e-e-preso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luciano Valério de Moura</a>, 49 anos, pelos crimes de estupro e de prevaricação. Ele agora passa a responder formalmente pelas acusações.</p>



<p>Além disso, a perícia encontrou sêmen de outros homens em mais de um local dentro do alojamento onde o fato aconteceu, em outubro. O material genético achado em colchões não é compatível com o de Luciano, preso preventivamente no último dia 15.</p>



<p>Na avaliação de Maju Leonel, advogada da vítima, a conclusão pericial sugere um alerta.“Por que tem sêmen em mais de um colchão num posto policial como aquele? Seria essa a razão de os outros dois policiais de plantão terem se recusado a fornecer espontaneamente seu material genético? Existem outras vítimas?”, questiona.</p>



<p>“A vítima já havia me adiantado que seria muito improvável que os vestígios encontrados fossem da situação dela, já que o que ele (Luciano) fez com ela não foi na cama. Então o fluido seria decorrente de outras circunstâncias”, comenta. Segundo a mulher, o subtenente Luciano obrigou-a a fazer sexo oral nele para ser liberada após a constatação de débitos no veículos que ela conduzia. No vestido da mulher, não foi encontrado material genético diverso ao delasuficiente para identificação, de acordo com a perícia, a qual a <strong>Marco Zero</strong> teve acesso.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Relembre o caso</span>

		<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p><em>A vítima estava conduzindo seu carro em direção a praia de Gaibu no dia 10 de outubro. Ao chegar ao posto policial, na PE-60, ela foi parada numa blitz composta por três PMs. A mulher entregou os documentos a um deles, que informou que, por constar, no sistema, um débito referente ao licenciamento, o carro teria que ser apreendido.</em></p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p><em>Por ordem do policial, a vítima saiu do carro e, no pátio externo do posto, explicou que desconhecia a dívida por ter comprado o veículo há pouco tempo. Então foi conduzida para dentro da unidade. No caminho, o policial disse aos dois colegas que ela iria “beber água” – a vítima sequer havia mencionado que estava com sede.</em></p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p><em>Ao entrar em um quarto com dois beliches, o terror começou. O PM apagou a luz e tentou penetrá-la. A mulher resistiu, mas foi obrigada a fazer sexo oral no policial, que ejaculou em sua boca e a obrigou a beber água para limpar os resíduos. “Beba água para tirar a gala da boca”, teria dito. Enquanto isso, os outros dois PMs, do lado de fora, nada fizeram.</em></p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
	</div>



<p>“É extremamente grave a gente localizar em colchões diversos, dentro de um posto policial, a presença de sêmen. Definitivamente, ainda que não possa estar havendo algum ato delitivo propriamente dito no espaço, está havendo condutas impróprias”, coloca Maju. “Então é importante que a Corregedoria averigue essa situação, inclusive porque, desde que a vítima relatou o caso, ela fala que o acusado olha para os outros dois policiais e fala que ela vai beber água. Desde o início, a gente tem dúvidas de que isso possa eventualmente ser um código”, cobra.</p>



<p>O inquérito, sob responsabilidade da major Luciana de Oliveira Moraes, ainda não foi concluído. Ela solicitou postergação do prazo de entrega porque ainda aguarda outras perícias. “Mas, até então, há, por parte da autoridade policial, pelo menos é o que mostra os encaminhamentos que vêm sendo demonstrados no documento, que há indícios já suficientes de autoria e materialidade de que o crime ocorreu”, afirma Maju.</p>



<p><strong>Confira a nota da Secretaria de Defesa Social:</strong></p>



<p><em>Todo o processo segue em andamento, observando o devido rigor técnico e legal necessário à apuração. Importante ressaltar que desde o primeiro momento da denúncia, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social instaurou um Processo Administrativo Disciplinar Militar (PADM) para aferir, sob o aspecto ético-disciplinar, a conduta do policial indicado como suposto agressor, bem como dos demais militares integrantes da equipe que atuava no local. Na esfera jurídico-penal, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) concluiu e remeteu o inquérito ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que já ofereceu denúncia na Justiça Militar.</em></p>



<p><em>A SDS atuou de imediato para que todas as medidas cabíveis fossem adotadas com o devido rigor, assegurando a responsabilização do fato, e reitera que não compactua com qualquer tipo de violência, repudiando veementemente condutas que violem os direitos humanos e os princípios que regem a atividade policial.</em></p>



<p>Matéria atualizada em 14 de novembro de 2025, às 14h21</p>
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		<title>A delegada, o coronel e os livros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 15:45:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Caruaru]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em que tipo de empreendimento um casal formado por uma delegada da Polícia Civil e um coronel da Polícia Militar decidiu investir depois que ela se aposentou e ele foi para a reserva? Se você não escolheu a última opção, preferindo as mais óbvias, lamento informar: você se precipitou. Na contramão dos estereótipos dos profissionais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em que tipo de empreendimento um casal formado por uma delegada da Polícia Civil e um coronel da Polícia Militar decidiu investir depois que ela se aposentou e ele foi para a reserva?</p>



    <div class="lista mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #EBEB01;">
        <span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>1. </span>Empresa de vigilância privada;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>2. </span>Clube de tiro;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>3. </span>Cursinho para jovens interessados em prestar concurso para a polícia;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>4. </span>Loja de armas;</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>5. </span>Livraria especializada em literatura universal e autores de esquerda, com exposições de arte e debates sobre temas progressistas.</p>
            </div>
            </div>



<p>Se você não escolheu a última opção, preferindo as mais óbvias, lamento informar: você se precipitou.</p>



<p>Na contramão dos estereótipos dos profissionais de segurança e da realidade do mercado editorial brasileiro, a delegada Rita de Cássia Valença e o coronel Givanildo dos Santos apostaram no interesse dos caruaruenses em ler clássicos, literatura contemporânea e ensaios sobre a revolução proletária.</p>



<p>Sejamos sinceros, quem escolheu a opção “1” acertou parcialmente.</p>



<p>O coronel Givanildo é dono de uma empresa de “gerenciamento de riscos” que já funcionava no mesmo prédio em que a <a href="https://www.instagram.com/cultural_livraria_cafeteria">Livraria Cultural</a> foi instalada em maio deste ano. A decisão de abrir um estabelecimento que funcionasse como espaço cultural foi de Rita, recém-aposentada: “revisitei muito o meu passado, percebi que queria algo completamente diferente de lidar com violência e crime. Sempre que pensava em abrir uma empresa ou negócio, a primeira palavra que me vinha à mente eram os livros”.</p>



<p>Em dois pavimentos, o térreo e um mezanino, a loja do casal de policiais está longe de ser uma megalivraria como a falida Cultura do Paço Alfândega, principal referência de Rita de Cássia. Mesmo assim, tem dois pavimentos, o térreo e o mezanino o que, convenhamos, parece imensa para uma cidade como Caruaru.</p>



<p>Espalhadas pela loja, há homenagens a livreiros e produtores culturais, com destaque para Tarcísio Pereira, o criador da famosa Livro 7. “Não o conheci pessoalmente, mas admiramos muito o legado dele”, admite a delegada, que, na juventude, pensou em cursar Biblioteconomia antes de optar por Direito.</p>



<p>O mais surpreendente é o conteúdo de suas prateleiras. Logo na entrada, há um espaço dedicado a livros que tratam de revoluções populares: soviética, sandinista, zapatista, vietnamita, cubana ou a comuna de Paris.</p>



<p>Entre as estantes ou por trás do balcão da cafeteria, a proprietária circula com seu boné verde-oliva com bandeirinha de Cuba e estrela vermelha. “O livro ainda é uma das formas mais potentes de resistência, de educação e de cuidado com o outro. A livraria é o meu jeito de contribuir para um mundo mais consciente e sensível”, explica a delegada.</p>



<p>O posicionamento da esposa, expresso na decoração e no acervo para que nenhum cliente tenha dúvidas, não incomoda o coronel Givanildo, um oficial que já foi comandante do batalhão de policiamento de Caruaru. “Partilhamos com grande força o pensamento político social, e isso, tornou mais prazeroso realizar em conjunto a construção deste ambiente de livros”, resumiu Givanildo.</p>



<p>“Muitos colegas esperavam que eu abrisse um clube de tiro, mas fizemos um clube de livros”. Givanildo é bom em frases de efeito, como se confirmará mais adiante.</p>





<h2 class="wp-block-heading">Vendas surpreendem</h2>



<p>E o público ainda compra livros? Em Caruaru não falta clientela, garante Givanildo. “Desde o início o movimento nos surpreende positivamente, não sei se é porque havia uma carência desse tipo de estabelecimento aqui na cidade, mas nosso resultado de vendas está ótimo, não temos do que reclamar”, explica o coronel da reserva e livreiro iniciante.</p>



<p>Segundo o casal, um dos trunfos do empreendimento é o modelo de negócios adotado. “Não é só uma livraria, é um espaço cultural, um ponto de encontro, um ambiente para pequenos eventos”, explica Rita de Cássia. Segundo ela, o desafio é manter o público interessado: “este é um trabalho permanente, as atividades precisam ser bem pensadas para que as pessoas sintam prazer em descobrir o quanto a leitura e o conhecimento podem ser fascinantes”.</p>



<p>Os livros que vão parar nas estantes são escolhidos sob critérios inegociáveis. Inflexíveis mesmo. “Nosso acervo é voltado à filosofia, história do mundo, história do Brasil, antropologia, psicologia e literatura”, explica a delegada, ressalvando que é preciso energia para conter as editoras que tentam empurrar apenas os gêneros que vendem milhões.</p>



<p>Bem humorado, seu marido faz a lista dos gêneros que, de jeito nenhum, são vendidos na Cultural: “não trabalhamos com livros de autoajuda, coach, pseudociência e dogmas religiosos!”</p>



<p></p>
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		<title>Subtenente acusado de estupro em blitz se apresenta e é preso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 00:39:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O subtenente Luciano Valério de Moura acusado de estupro em blitz no Batalhão de Polícia Rodoviária, no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul do estado, foi preso preventivamente. A informação foi confirmada pela governadora Raquel Lyra (PSD) em suas redes sociais na noite desta quarta-feira, 15 de outubro. A punição, a depender das investigações, pode [&#8230;]</p>
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<p>O subtenente Luciano Valério de Moura acusado de <a href="https://marcozero.org/advogadas-pedem-afastamento-imediato-de-pm-acusado-de-estupro-em-posto-policial-no-litoral-sul/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estupro em blitz</a> no Batalhão de Polícia Rodoviária, no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul do estado, foi preso preventivamente. A informação foi confirmada pela governadora Raquel Lyra (PSD) em suas redes sociais na noite desta quarta-feira, 15 de outubro. A punição, a depender das investigações, pode excluir Valério da corporação.</p>



<p>Quando era terceiro sargento, ele recebeu, em dezembro de 2013, uma medalha de bronze do comando geral &#8220;por bons serviços prestados à ordem, segurança e tranquilidade do estado&#8221;. Foi designado para o Batalhão de Polícia Rodoviária em 2011, como soldado.</p>



<p>Em nota, a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que a ordem de prisão foi representada pela Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), responsável pelas investigações, e expedida pela Justiça Militar. </p>



<p>A SDS detalhou que ele apresentou-se voluntariamente, acompanhado de seu advogado, na sede da DPJM, no Quartel do Derby, no Recife. Segundo a nota, foram realizadas as formalidades legais e o subtenente será encaminhado ao Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Abreu e Lima, onde permanecerá recolhido à disposição da Justiça. &#8220;As investigações seguem até a conclusão do inquérito&#8221;, disse a SDS.</p>



<p>A pasta afirma que &#8220;assim que o fato chegou ao conhecimento do Comando, todos os policiais que estavam de serviço no posto, incluindo o suspeito, foram imediatamente afastados das atividades operacionais, de forma preventiva, passando a exercer funções administrativas&#8221;. O afastamento de Luciano, no entanto, só foi publicado oficialmente nesta quarta (15). A reprodução da portaria está no final desta matéria.</p>



<p>Nas redes, Raquel publicou: &#8220;Mesmo em missão internacional, sigo acompanhando as investigações que levaram ao mandado de prisão contra o policial suspeito de estuprar uma mulher. Estamos trabalhando para garantir o acolhimento da vítima e na investigação severa desse caso. Uma coisa é certa: aqui, em PE, não toleramos violência contra mulher&#8221;.</p>





<p>O Inquérito Policial Militar (IPM) será encaminhado à Justiça e à Corregedoria Geral da SDS, que instaurará um Conselho de Disciplina para avaliar a conduta do policial.</p>



<p>Dois dos três policiais militares presentes no plantão do Batalhão de Polícia Rodoviária no momento do estrupo da uma mulher de 48 anos <a href="https://marcozero.org/estupro-na-blitz-pms-confirmam-que-vitima-saiu-do-posto-policial-seguida-pelo-subtenente-suspeito-de-estupro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">confirmaram que viram a vítima</a> saindo de dentro do posto policial, com um copo de água na mão, seguida do subtenente suspeito do crime. Os agentes – um sargento e um soldado &#8211; foram ouvidos na tarde de terça (14) no quartel no Recife.</p>



<p>As oitivas evidenciaram que o crime realmente aconteceu. A vítima afirmou não reconhecer nenhum dos dois depoentes como o criminoso. Ambos se recusaram a passar por exame de coleta de material genético. O terceiro PM, o subtenente preso, não compareceu ao reconhecimento mediante atestado médico de três dias devido a um acidente.</p>



<p>O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, declarou: “A nossa prestigiosa Polícia Militar é formada por milhares de homens e mulheres que, diariamente, se dedicam com coragem à proteção da sociedade. Infelizmente, um servidor que não honrou a farda cometeu um crime bárbaro e deve ser punido exemplarmente. É absolutamente inadmissível que uma violência dessa natureza seja praticada por um agente do Estado, dentro de uma repartição pública. Por isso, agimos com agilidade e rigor para esclarecer o caso e garantir a responsabilização do autor&#8221;.</p>



<p>Como o crime ocorreu dentro de uma unidade militar e envolve um servidor militar, a investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Judiciária Militar, tendo uma oficial superior feminina à frente do inquérito. </p>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> procuou o MPPE para saber que diligências foram solicitadas e realizada, se foi oferecido para que a vítima fosse acompanhada por algum membro do MPPE e quais são as políticas que o MPPE está tomando com a vítima. </p>



<p>O Ministério Público respondeu em nota: &#8220;O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial, confirma recebimento de ofício do GAJOP e informa que um procedimento foi instaurado. O CAO Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial está trabalhando junto com os Núcleos de Apoio Especializado em Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (NAESP) e o de Apoio Às Vítimas (NAV), também do MPPE e acompanhando, inclusive, o trabalho da DPJM Mulher&#8221;.</p>



<p>E complementou: &#8220;Desde o conhecimento dos fatos, foram determinadas diligências imediatas para garantir a completa apuração do ocorrido com imparcialidade. O MPPE permanecerá atento e diligente na condução do caso, acompanhando os trabalhos policiais de forma contínua até sua conclusão. Reitera, por fim, seu compromisso com a Justiça, assegurando à sociedade pernambucana uma atuação firme, ética e transparente em defesa da legalidade e do interesse público&#8221;.</p>



<p>O caso aconteceu na última sexta (10), no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul do estado. A mulher seguia com uma amiga e duas filhas para a praia de Gaibu quando foi parada numa blitz composta pelos três agentes. Após ser informada que, por causa de débito de licenciamento, o carro teria que ser apreendido, o suspeito a levou para dentro de um quarto do Batalhão de Polícia Rodoviária e obrigou-a a fazer sexo oral nele, que ejaculou na sua boca.</p>



<p>Em seguida, ele obrigou que bebesse água para limpar os resíduos. “Beba água para tirar a gala da boca”, teria dito. Enquanto isso, os outros dois policiais militares, do lado de fora, nada fizeram.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/10/BPRV-afastamento.jpeg" alt="A imagem mostra um documento oficial do Governo de Pernambuco, publicado no Diário Oficial. É uma portaria da Secretaria de Defesa Social, datada de 15 de outubro de 2025, que trata do afastamento do policial militar Luciano Valério de Moura de suas funções. O texto, assinado pelo secretário Alessandro Carvalho de Mattos, explica que o afastamento é preventivo e temporário, enquanto o policial responde a um processo disciplinar. O documento detalha prazos, procedimentos e determinações sobre a conduta e o retorno às atividades após a conclusão do processo." class="" loading="lazy" >
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		<title>Estupro na blitz: PMs confirmam que vítima saiu do posto policial seguida pelo subtenente suspeito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 21:45:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dois dos três policiais militares presentes no plantão do Batalhão de Polícia Rodoviária no momento do estrupo de uma mulher de 48 anos confirmaram que viram a vítima saindo de dentro do posto policial, com um copo de água na mão, seguida do subtenente suspeito do crime. Os agentes &#8211; um sargento e um soldado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dois dos três policiais militares presentes no plantão do Batalhão de Polícia Rodoviária no momento do estrupo de uma mulher de 48 anos confirmaram que viram a vítima saindo de dentro do posto policial, com um copo de água na mão, seguida do subtenente suspeito do crime. Os agentes &#8211; um sargento e um soldado -foram ouvidos na tarde de terça-feira, 14 de outubro, no quartel do comando-geral no Recife.</p>



<p>As oitivas, de acordo com a advogada da vítima, Maju Leonel, deixam evidente que o crime realmente aconteceu. A vítima afirmou não reconhecer nenhum dos dois depoentes como o criminoso. Ambos se recusaram a passar por exame de coleta de material genético.</p>



<p>O terceiro PM, um subtenente, não compareceu ao reconhecimento mediante atestado médico de três dias devido a um acidente. A oitiva dele está marcada para a próxima sexta (17), em local ainda a ser confirmado. Em reunião, nesta quarta (15) à tarde, com a defesa da vítima, Ministério Público de Pernambuco e SDS, ficou decidido que qualquer procedimento será feito fora do quartel para evitar que a vítima seja revitimizada.  </p>



<p>Os outros dois policiais trabalharam no plantão daquela noite, mas, no momento do estupro, não estavam presentes no posto, pois acompanhavam uma diligência no Recife. A <strong>Marco Zero</strong> teve acesso ao inquérito. A Secretaria de Defesa Social do Estado informou, nesta terça (14), que o suspeito foi afastado. A portaria do afastamento, porém, ainda não foi publicada.</p>



<p>O caso aconteceu na última sexta (10), no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul do estado. A mulher seguia com uma amiga e duas filhas para a praia de Gaibu quando foi parada numa blitz composta pelos três agentes. Após ser informada que, por causa de débito de licenciamento, o carro teria que ser apreendido, o suspeito a levou para dentro de um quarto do Batalhão de Polícia Rodoviária e obrigou-a a fazer sexo oral nele, que ejaculou na sua boca.</p>



<p>Em seguida, ele obrigou que bebesse água para limpar os resíduos. “Beba água para tirar a gala da boca”, teria dito. Enquanto isso, os outros dois policiais militares, do lado de fora, nada fizeram.</p>



<p>Nesta quarta (15), o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, que pediu desculpas à mulher na terça (14), afirmou ao <a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2025/10/15/depoimentos-sobre-denuncia-de-estupro-em-posto-policial.ghtml">Portal G1</a> que não sabia do reconhecimento através das fotografias, mas que o procedimento presencial seguiu o rito previsto em lei e está sendo conduzido pela corregedoria da SDS-PE. Segundo ele, o reconhecimento por fotografia não é aceito pelos tribunais e pode ser considerado nulo.</p>



<p>Um dos questionamentos da advogada Maju Leonel, que defende a vítima, é que houve morosidade da polícia, uma vez que a mulher denunciou o crime no sábado à noite na Delegacia da Mulher do Cabo e reconheceu o acusado, por fotos mostradas pela corregedoria.</p>



<p>Há duas investigações em curso, uma na Polícia Militar e outra na Polícia Civil. A PM informou que pelo fato de o crime imputado ser de natureza militar, o caso está sendo investigado pela delegacia de Polícia Judiciária Militar. Caso as denúncias sejam comprovadas, os envolvidos podem pegar penas que variam de punições disciplinares à perda do cargo público.</p>



<p></p>
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		<title>PM não identificou nem afastou do serviço o militar acusado de estupro em posto policial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 15:57:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[violência da PM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Polícia Militar de Pernambuco admitiu que não afastou nem identificou o policial acusado de estuprar uma mulher de 48 anos nas dependências do posto do Batalhão de Polícia Rodoviária na rodovia PE-60, pouco depois do shopping center Costa Dourada, no Cabo de Santo Agostinho. “Assim que os policiais envolvidos forem identificados, eles serão afastados [&#8230;]</p>
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<p>A Polícia Militar de Pernambuco admitiu que não afastou nem identificou o policial acusado de estuprar uma mulher de 48 anos nas dependências do posto do Batalhão de Polícia Rodoviária na rodovia PE-60, pouco depois do shopping center Costa Dourada, no Cabo de Santo Agostinho. “Assim que os policiais envolvidos forem identificados, eles serão afastados de suas funções operacionais enquanto as investigações estiverem em andamento”, anuncia a nota oficial distribuída pela assessoria da PM na manhã desta terça-feira, três dias após o caso ter sido registrado na Delegacia da Mulher.</p>



<p>O comando da PM admite ainda que a corporação só ficou sabendo da denúncia ontem, segunda-feira: “nesta segunda-feira (13), a PMPE tomou conhecimento de uma denúncia registrada na 14ª Delegacia da Mulher do Cabo de Santo Agostinho. O caso, ocorrido em 10 de outubro de 2025, envolve um policial militar do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv)”.</p>



<p>A Secretaria de Defesa Social também emitiu uma nota de conteúdo genérico, repudiando condutas que desrespeitem os direitos humanos e informando que o caso está investigado tanto pela Corregedoria quanto pela Polícia Civil: “a Corregedoria Geral da SDS instaurou Investigação Preliminar (IP) para apurar a conduta sob o ponto de vista ético-disciplinar, de forma paralela à investigação criminal conduzida pela Polícia Civil. Todas as medidas cabíveis serão adotadas com o devido rigor, assegurando a responsabilização, caso as denúncias sejam confirmadas”.</p>



<p>Até o final da manhã desta terça-feira, a governadora Raquel Lyra ainda não tinha comentando a denúncia. <a href="https://www.instagram.com/reel/DPyewbpDsBw/?igsh=am1qMGw5Z3hheW5j">Seus perfis oficiais </a>nas redes sociais preferiram destacar a assinatura de um empréstimo junto ao Banco do Brasil e a presença da “carreta da mulher” diante do Palácio do Campo das Princesas.</p>



<p>Os posicionamentos oficiais da PM e da SDS-PE provocaram uma reação indignada na advogada da vítima, Maju Leonel: &#8216;&#8221;É inadmissível a SDS dizer que só tomou conhecimento dos fatos na segunda feira, porque no sábado, dia seguinte ao crime, a vítima foi à delegacia e informou o ocorrido. Inclusive, disseram que ela deveria fazer a denúncia na corregedoria, a conduziram até Recife, mas antes de chegar ao destino, mandaram voltar para o Cabo, informando que todo o procedimento seria feito lá. Os comissários entram em contato com a corregedoria, então o comandante de plantão, cujo nome desconhecemos, enviou fotos para que ela reconhecesse o acusado, ela o reconheceu, mas nada disso foiformalizado&#8221;.</p>



<p>Na Ordem dos Advogados do Brasil, as notas oficiais também repercutiram mal. Nara Santa Cruz Oliveira, presidente da comissão de Direitos Humanos da entidade, foi enfática: &#8220;não adianta só lamentar e ficar lamentando, é preciso tomar providências concretas&#8221;. Para ela, &#8220;há intencionalidade em tentar omitir o fato de que o caso era de conhecimento das autoridades desde o sábado e que providências não foram tomadas, não realizaram o exame de corpo delito, não a encaminharam a um serviço de saúde&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cobrança à governadora</h2>



<p>O Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), entidade que acompanha e monitora políticas de segurança pública e a violência policial, subiu o tom na manhã desta terça-feira e fez uma cobrança direta a Raquel Lyra: &#8220;posicionamento público da governadora de Pernambuco, reconhecendo a gravidade do ocorrido e assumindo compromisso político e institucional com a apuração rigorosa do caso. O silêncio ou a demora em se manifestar diante de um crime dessa natureza apenas reforçará a sensação de impunidade e enfraquecerá a confiança da sociedade nas instituições de<br>segurança pública&#8221;.</p>



<p>A Marco Zero também solicitou à assessoria do Governo do Estado um pronunciamento da governadora. Com viagem marcada para Dinamarca e China, ela concedeu entrevista à Rádio Folha, mas não tocou no assunto, limitando-se aos autoelogios e autopropaganda da gestão.</p>
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		<title>Advogadas pedem afastamento imediato de PM acusado de estupro em posto policial no litoral sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 01:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[violência da PM]]></category>
		<category><![CDATA[violência de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Advogadas, Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) e o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) pedem que um policial militar acusado de estuprar uma mulher dentro do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, seja imediatamente afastado de suas [&#8230;]</p>
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<p>Advogadas, Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) e o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) pedem que um policial militar acusado de estuprar uma mulher dentro do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, seja imediatamente afastado de suas funções. O caso aconteceu no último fim de semana e, até o momento, a vítima desconhece o nome do acusado, não sabe se ele está fora de suas funções e também não tem conhecimento se o inquérito policial foi instaurado.</p>



<p>A mulher estava conduzindo seu carro em direção a uma das praias do litoral sul. Ao chegar ao posto do Batalhão de Polícia Rodoviária, na rodovia PE-60, pouco depois do shopping center Costa Dourada, foi parada numa blitz composta por três policiais militares. Ela entregou os documentos a um dos PMs, que informou que, por constar no sistema um débito referente ao licenciamento, o carro teria que ser apreendido.</p>



<p>Por ordem do policial, ela saiu do carro e, no pátio externo do posto, explicou que desconhecia a dívida por ter comprado o veículo há pouco tempo. Ela chegou a telefonar para o vendedor, que atendeu, mas disse que só poderia fazer o pagamento na segunda-feira, pois estavam em pleno final de semana. Então, foi conduzida para dentro da unidade. No caminho, o policial disse aos dois colegas que ela iria “beber água” &#8211; a vítima sequer havia mencionado que estava com sede.</p>



<p>Até aí, a mulher achava que aquilo fazia parte do procedimento normal. Ao entrar em um quarto com dois beliches, o terror começou. O PM apagou a luz e tentou penetrá-la. A mulher resistiu, mas foi obrigada a fazer sexo oral no policial, que ejaculou em sua boca e a obrigou a beber água para limpar os resíduos. “Beba água para tirar a gala da boca”, teria dito. Enquanto isso, os outros dois policiais militares, do lado de fora, nada fizeram.</p>



<p>Antes de informar que ela estava “liberada”, o PM anotou seu telefone. Ela saiu sem olhar para trás. Desnorteada, seguiu para a casa de uma parente. Ainda no fim de semana, procurou a unidade da Delegacia da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, onde registrou a ocorrência e teve as roupas recolhidas para perícia, mas não foi levada para fazer exame de corpo delito, procedimento que foi colocado para ela como uma opção, não como um protocolo. Na delegacia, reconheceu por fotografia o policial que a estuprou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afastamento imediato</h2>



<p>O afastamento dos três policiais militares que estavam juntos de plantão, afirma a advogada da vítima, Maju Leonel, deveria ser feito imediatamente após a identificação do acusado. A mulher fez a denúncia na Corregedoria nesta segunda-feira, 13 de outubro, no Recife, porém as autoridades estaduais já sabiam oficialmente do ocorrido desde o sábado (11) à noite, quando ela registrou o Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher do Cabo e identificou o PM após fotos de vários policiais terem sido enviadas pela própria corregedoria e mostradas a ela.</p>



<p>Após a identificação, a vítima questionou o nome do acusado, ainda na delegacia, mas não tem conhecimento, até o momento, de como ele se chama. “Isso é informação pública. Se você chega hoje numa delegacia, vai ter policial de plantão. A informação do policial plantonista é pública. Então os policiais que fizeram a abordagem, ela tinha o direito de saber o nome. São agentes públicos prestando serviço público”, diz Leonel.</p>



<p>Ainda que a vítima sequer tivesse identificado o PM que a abusou, enfatiza a advogada, tem como o Estado saber quem eram todos os policiais de plantão naquele dia. “Inclusive para apurar os fatos, para chamar aquelas pessoas, porque a gente está diante de uma denúncia que é extremamente grave”, explica, dizendo que é preciso saber também se o inquérito policial foi instaurado.</p>



<p>“É preciso saber se esses policiais ainda estão operando. Se esses policiais não vão fugir”, reforça. Além de ter identificado o PM abusador, o vestido da vítima foi coletado para análise ainda no sábado.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Estupro teria acontecido em posto próximo à cruz feita com carros na rodovia PE-60 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: reprodução/YouTube</span>
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                    </figure>

	


<p>“A gente sabe que a violência sexual é uma forma que a polícia tem de manter as torturas. Sobretudo quando estamos falando de periferia. Infelizmente não temos esses dados de maneira oficial. Porque as mulheres têm medo de retaliação, é óbvio. A polícia está circulando ali naquele ambiente toda hora. O estupro infelizmente é uma ação comum da polícia. Mas esse caso é emblemático porque foi um estupro a uma mulher no meio de uma abordagem de blitz, em que ele retira a mulher do carro e a leva para uma cama dentro da unidade policial”, avalia Maju.</p>



<p>E ressalta: “Há uma exaustão para além de tudo. Uma exaustão física e mental. Então você tem que resistir a tudo isso para poder prosseguir com uma denúncia. Você só resiste a isso se tiver minimamente um amparo. E a maior parte das mulheres não tem e não sabem nem a quem procurar”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ministério Público acionado</h3>



<p>O Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) e a comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) acionaram o Ministério Público solicitando a identificação do policial acusado, “bem como adoção das providências cabíveis, visando ao acompanhamento e à fiscalização das medidas investigativas pertinentes”.</p>



<p>No mesmo documento, o Gajop e a OAB pedem encaminhamento da mulher aos núcleos de apoio do MP para “assegurar escuta sensível, atendimento psicológico e acompanhamento especializado”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que diz o Governo do Estado?</h3>



<p>A Marco Zero questionou a Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) a respeito das providências tomadas para que a denúncia seja apurada. Até o momento de fechamento deste texto, não houve resposta. Foram enviadas as seguintes perguntas:</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p>1) Os policiais que estavam de plantão no dia do ocorrido já foram afastados ou continuam trabalhando normalmente?</p>
<p>2) Os policiais já foram convocados para prestar depoimento? Alguma diligência ou perícia já foi realizada no posto da BPRv, afinal a Polícia Civil está informada do fato desde sábado?</p>
<p>3) A vítima conta que, no sábado, reconheceu por fotografia o policial acusado do estupro. A SDS e a PM já têm a identificação dele? Se sim, qual o nome?</p>
<p>4) No sábado à noite, após o registro da ocorrência, a vítima foi trazida pela equipe da Delegacia da Mulher para a corregedoria, no Recife. No entanto, ao chegar na Imbiribeira, retornaram sob o argumento de que aquele não era o procedimento correto. Por que isso ocorreu?</p>
<p>5) Na Delegacia da Mulher, a vítima conta que foi questionada se queria fazer o exame de corpo delito. Ao informar que já tinha escovado os dentes várias vezes, não foi levada para fazer o exame. É opção da vítima não fazer o exame ou há um protocolo que independe da opinião da vítima?</p>
	</div>



<p>Já a Secretaria da Mulher informou &#8220;que acolheu a vítima assim que tomou conhecimento do caso. E imediatamente entrou em contato com a Delegacia da Mulher do Cabo de Santo Agostinho e com a gestora do Departamento de Polícia da Mulher&#8221;. </p>



<p>De acordo com a nota oficial enviada, &#8220;todos os procedimentos legais foram realizados com agilidade, acolhimento e total respeito à vítima. A própria secretária da Mulher, Juliana Gouveia, ligou pessoalmente para a corregedoria da Polícia Militar que falou diretamente com a vítima, reforçando que todos os encaminhamentos necessários foram tomados&#8221;. A assessoria da Secretaria da Mulher garante que irá continuar acompanhando o caso.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>As mães do Córrego do Sargento não vão ganhar o presente que mais desejam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 18:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Córrego do Sargento]]></category>
		<category><![CDATA[dia das mães]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Era noite de segunda-feira quando fomos à sala ao cômodo onde funciona o Sargento Perifa, no Córrego do Sargento, uma das mais atuantes organizações da sociedade civil na zona norte do Recife. Na semana que antecede ao Dia das Mães, as mulheres da comunidade foram convidadas para participar de uma roda de conversa sobra o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Era noite de segunda-feira quando fomos à sala ao cômodo onde funciona o Sargento Perifa, no Córrego do Sargento, uma das mais atuantes organizações da sociedade civil na zona norte do Recife. Na semana que antecede ao Dia das Mães, as mulheres da comunidade foram convidadas para participar de uma roda de conversa sobra o que é ser uma mãe negra na periferia do Recife.</p>



<p>O encontro seria mediado por uma psicóloga experiente, Ceça Costa, ela também uma mulher negra, ex-presidente do Conselho Regional de Psicologia.</p>



<p>A verdade é que equipe da Marco Zero não estava ali para cobrir a reunião. Nosso objetivo original era captar algumas imagens e conversar com algumas mulheres para uma pauta bem diferente, mas isso não durou muito.</p>



<p>Quando a mediadora pediu uma voluntária para fazer a fala de abertura, Lidiane, que aos 36 anos é mãe solo de três moças, adolescentes, e de um bebê com meses de vida, se ofereceu para falar. A contundência de suas palavras mudou a razão de nossa visita e deu o tom da conversa que viria a seguir.</p>



<p>Aquelas 40 mães e avós, que largaram a novela da televisão e interromperam as urgências do lar, não estavam ali para ouvir dicas de saúde, de alimentação ou educação. Tampouco tinham disposição para temas abstratos ou discutir o reino dos céus, mesmo a maioria evangélica.</p>



<p>O que Lidiane Maria da Paixão Silva colocou – ou melhor, arremessou com força &#8211; na roda de conversa foi a brutalidade da Polícia Militar de Pernambuco nas escadarias e becos. Quem lê essas linhas no sofá de um apartamento no Espinheiro ou em uma varanda ventilada de Setúbal, provavelmente, vai questionar “ora, a PM não vai combater o tráfico com flores&#8230;”.</p>



<p>Para a classe média, progressista ou reacionária, violência policial é uma abstração ou uma realidade distante, quase uma guerra na Ucrânia. Por isso, no dia das Mães, talvez seja melhor se dedicar à leitura de textos inspiradores sobre a maternidade ou apreciar a cara de satisfação da mãe ou esposa com o presente comprado no shopping.</p>



<p>Para as mulheres do Córrego do Sargento, o desrespeito é diário, as humilhações e o medo são constantes.</p>



<p>A psicóloga nem precisou estimular o debate com técnicas de dinâmica de grupo, uma a uma as vozes das mulheres iam se alternando. Elas estavam ansiosas para falar.</p>



<p>Uma delas, avó com mais de 70 anos, contou que teve a porta derrubada a pontapés no meio da madrugada por policiais que procuravam alguém que eles sabiam que não vivia ali.</p>



<p>Outra, bem mais jovem, relatou a vez em que os PMs encapuzados atirando quando no meio da tarde, quando crianças brincavam na escadaria na frente das casas.</p>



<p>Uma terceira, também avó, falou que esticou as mãos e gritou “me prenda, vá, me prenda”, quando um oficial ameaçou prendê-la por desacato por ter se queixado dos tiros disparados sem direção nem necessidade.</p>



<p>“Aqui é um dos poucos lugares que tenho pra falar. Uma empregada doméstica como eu não tem muito a oportunidade de ser escutada”, explica Lidiane, cuja filha se prepara para ser jornalista, enquanto o caçula é um bebê de colo. Ela perdeu o emprego quando informou à patroa que estava grávida.</p>



<p>No meio da discussão, surge o nome de um policial. Trata-se de homem que, há anos, aterroriza as comunidades da zona norte. A descrição de seu comportamento mais parecem com a de um psicopata ou um sádico em pleno surto, jamais de um “agente da lei”. Ele esfrega canos de pistolas nas bochechas de mulheres grávidas, destrói portas e janelas a qualquer hora, invade qualquer casa ou barraco quebrando móveis; rouba celulares de adolescentes, espanca crianças. E isso não é nem o começo.</p>



<p>Os córregos e altos do Recife ignoram a existência do mandado judicial. A Justiça de Pernambuco ignora a existência e os direitos de quem vive nos córregos e nos altos da capital.</p>



<p>É por isso que Eliane Lira, avó de 59 anos, aquela que não teve medo de ser algemadas pelo oficial, quer um apito dos mais estridentes no bolso de todas aquelas mães. Um apito que possa soar para alertar e unir a comunidade quando a PM invadir a casa de uma vizinha ou ameaçar quem quer seja. Em um córrego vizinho, o do Euclides, os apitos avisam quando uma mulher está sendo vítima de violência doméstica, lembram as participantes.</p>



<p>“Precisamos nos ajudar e ajudar até quem é errado, pois para eles basta ser preto para estar errado. Se é pra prender, que prenda, mas não precisa estourar a cabeça do preso na parede como fazem sempre”, brada Eliane. </p>



<p>Perto do fim da reunião, várias mulheres admitiram que todas precisam agir como Sueli, a vizinha que está sempre disposta a ajudar as demais, aquela que todas consideram como a amiga mais leal. Ela pede a palavra e aponta que todas precisam caminhar juntas para garantir seus direitos.</p>



<p>Mais de uma voz disse que, tanto as evangélicas quanto as do candomblé estão sujeitas aos mesmos ataques da PM. A união independe das crenças de cada uma.</p>



<p>É provável que, neste domingo, a maioria das mulheres daquele grupo que se reuniu na noite de segunda-feira receba presentes ou lembrancinhas dos seus filhos e filhas. No entanto, o presente que mais desejam – o respeito do poder público – não virá neste Dia das Mães.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/as-maes-do-corrego-do-sargento-nao-vao-ganhar-o-presente-que-mais-desejam/">As mães do Córrego do Sargento não vão ganhar o presente que mais desejam</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Policial expulsa por denunciar abusos e pedir ajuda psicológica é absolvida pela Justiça Militar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 13:49:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma decisão histórica, a Vara da Justiça Militar de Pernambuco reconheceu que a policial militar e advogada Mirella Virgínia não cometeu nenhum crime ao publicar um vídeo em que denunciava abusos e pedia ajuda após desenvolver um quadro de adoecimento psíquico durante sua atuação na Polícia Militar. O julgamento, realizado de forma online com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em uma decisão histórica, a Vara da Justiça Militar de Pernambuco reconheceu que a policial militar e advogada Mirella Virgínia não cometeu nenhum crime ao publicar um vídeo em que denunciava abusos e pedia ajuda após desenvolver um quadro de adoecimento psíquico durante sua atuação na Polícia Militar. O julgamento, realizado de forma online com a participação do Ministério Público, encerra um processo que se arrastava desde 2021 e marca uma vitória simbólica e judicial para Mirella, que lutava pelo reconhecimento das violações que sofreu.</p>



<p>A militar foi expulsa da PMPE em setembro de 2023, dois anos após publicar um vídeo em que, visivelmente abalada e sob efeito de medicamentos, pedia ajuda à cúpula da Polícia Militar e à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. No vídeo de 20 minutos, gravado em setembro de 2021, Mirella detalhava o processo de adoecimento psicológico causado pelas condições de trabalho na corporação, relatando crises de ansiedade e depressão.</p>



<p>“Eu só pedi ajuda. Fui tratada como criminosa por expor o que estava me adoecendo. Isso não é justiça, é silenciamento”, declarou Mirella na época de sua expulsão, quando foi incluída em uma lista com policiais afastados por crimes graves, como homicídio e roubo — mesmo sem nunca ter respondido por qualquer infração penal.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/soldada-expulsa-por-publicar-video-pedindo-apoio-psicologico-quer-ser-reintegrada-a-pm/" class="titulo">Soldada expulsa por publicar vídeo pedindo apoio psicológico quer ser reintegrada à PM</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/genero/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Gênero</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Durante sua trajetória, Mirella abriu diversos protocolos na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social denunciando abusos de poder, assédio moral, sexual e perseguições. Contudo, os processos foram ignorados ou arquivados. Em busca de reparação, ela entrou com dois recursos administrativos contestando sua expulsão — um direcionado à Secretaria de Defesa Social e outro ao Governo de Pernambuco.</p>



<p>Graças à pressão de organizações de direitos humanos e ao <a href="https://marcozero.org/conselho-nacional-de-direitos-humanos-recomenda-que-pernambuco-reintegre-policial-expulsa-da-pm/">apoio do Conselho Nacional de Direitos Humanos</a> o caso tomou outro rumo. Em outubro de 2023, a governadora Raquel Lyra anulou oficialmente a expulsão da policial e determinou sua reintegração ao quadro da PMPE. Devido ao diagnóstico de estresse pós-traumático, a policial militar foi encaminhada à reserva.</p>



<p>Mesmo após a reintegração, Mirella continuou em busca de justiça. Para ela, era fundamental que seu caso servisse de exemplo e alerta para a forma como a saúde mental dos profissionais da segurança pública é tratada e também para expor o abuso contra as mulheres. Agora, quase dois anos após a sua expulsão, a reparação tão almejada por Mirella finalmente aconteceu.</p>



<p>&#8220;A decisão foi publicada recentemente. Juridicamente estamos aguardando o trânsito em julgado, que é o momento em que não cabe mais recurso. Assim, a decisão não poderá mais ser mudada, tornando-se definitiva e gerando seus efeitos. Isso deve ocorrer nos próximos dias&#8221;, explicou Rafael Caldeira, advogado representante de Mirella. </p>



<p>&#8220;Nesse processo, não se falou em reparação. Ele serviu apenas para apurar se houve o cometimento de algum crime por parte de Mirella, e ficou determinado que não houve&#8221;, concluiu o advogado. </p>



<p>Na decisão da ação penal militar, o Conselho Permanente de Justiça absolveu Mirella Virgínia por unanimidade e reconheceu que ela não cometeu nenhuma infração penal, portanto, não deveria ter sido penalizada nem expulsa da corporação.</p>





<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Todos os juízes militares se desculparam&#8221;</h2>



<p>Em entrevista à Marco Zero, a PM contou como foi a audiência:</p>



<p>“Por volta das nove horas da manhã, a gente entrou na sala de audiência onde o meu caso seria julgado por quatro juízes da Polícia Militar de Pernambuco e um juiz togado. Todos eles formavam um conselho de Justiça que iria sentenciar se o meu caso tinha sido um caso de crime militar ou se eu realmente era vítima do assédio sexual e moral que eu tinha denunciado.</p>



<p>Foram mais de cinco horas de debate sobre tudo e foi infinitamente emocionante para mim, porque o Ministério Público iniciou a audiência levantando a tese de que eu fui vítima do assédio sexual e moral ao longo da minha carreira, desde 2018, na Polícia. E o representante do Ministério Público afirmou para os juízes militares que eles deveriam olhar para o meu caso como um caso que não deve ser seguido, porque eu merecia uma reparação por tudo que eu sofri, porque nos autos estava comprovado que eu era vítima e que eu vinha sendo vítima há muitos anos.</p>



<p>E todos os juízes militares se desculparam. Foi emocionante, porque eles reconheceram que eu fui vítima e que eu não sou culpada, nunca fui culpada. Eu fui vítima de um processo administrativo e um processo judicial militar por ser vítima, por ter sofrido a violência. Os juízes militares se solidarizaram comigo e extinguiram o processo, tendo como premissa de que eu era vítima e de que eu merecia ser reparada.</p>



<p>Nos debates finais todos afirmaram que tudo aquilo que aconteceu comigo precisava ser resolvido para que não acontecesse com outras pessoas, outras mulheres. E assim findou, com minha honra limpa e lavada, e com um pedido do Ministério Público reforçando o comprometimento dos juízes militares em pensar numa política pública baseada no meu caso para que isso não aconteça com mais nenhuma policial militar feminina”.</p>
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		<title>Violência sem motivo da PM em festa no agreste de Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 20:37:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[PM de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois policiais militares de Pernambuco agrediram com socos, tapas e cotoveladas um homem que não oferecia resistência nem demonstrava qualquer postura violenta durante uma abordagem realizada em meio a uma multidão que participava de uma festa de rua. A agressão aconteceu no último dia de shows da festa do padroeiro de Camocim de São Félix, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dois policiais militares de Pernambuco agrediram com socos, tapas e cotoveladas um homem que não oferecia resistência nem demonstrava qualquer postura violenta durante uma abordagem realizada em meio a uma multidão que participava de uma festa de rua. A agressão aconteceu no último dia de shows da festa do padroeiro de Camocim de São Félix, município do agreste pernambucano, a 105 quilômetros do Recife, e foi registrada por um empresário pernambucano residente na Inglaterra de passagem pela cidade onde vivem alguns parentes.</p>



<p>No vídeo, quatro policiais cercam um homem que, aparentemente, estava embriagado, mas se mostra tranquilo, sem fazer gestos agressivo ou violentos. Não é possível escutar o que é dito, mas o autor da filmagem acredita que os PMs mandaram que o homem vestisse a camisa. Logo em seguida, o policial que está à direita desfere um soco na lateral do corpo do rapaz, à altura das costelas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="ratio ratio-16x9"><iframe title="A violência gratuita da PM de Pernambuco | Camocim de São Félix/PE | Festa de São Félix" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/lTY1jzWYtaI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Depois, esse mesmo PM e seu colega de estatura mais baixa, no centro do grupo, se alternam desferindo tapas no rosto do homem, que, desnorteado, tenta vestir a camiseta, mas se atrapalha. A demora parece irritar o policial mais baixo, que então ataca a vítima com violência, dando golpes em sequência com os cotovelos.</p>



<p>Nesse momento, um rapaz de camisa vermelha se aproxima do agente que iniciou a agressão e avisa que a cena estava sendo filmada, apontando na direção do empresário, que está em um dos camarotes oficiais da festa. O policial faz gestos para que a gravação seja interrompida, mas é ignorado.</p>



<p>O empresário estava hospedado na fazenda de um parente, quando aceitou o convite para assistir aos shows dos cantores Natanzinho Lima, Renan Cruz, Mara Pavanelly e Lipe Lucena, contratados pela prefeitura. Na segunda-feira, 27, ele decidiu voltar para o hotel onde está passando as férias no Recife. Pouco antes de voltar para a Inglaterra, ele repassou o vídeo para a equipe da Marco Zero e explicou as circunstâncias da gravação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Denúncia na ouvidoria</h2>



<p>Em Camocim, o vereador César Lucena (PT) protocolou a denúncia na Ouvidoria da Polícia Militar, com encaminhamento para a Corregedoria da instituição. “Também estou enviando ofícios para a Polícia Civil e para o 4º Batalhão da PM pedindo informações sobre o número de ocorrências de crimes ocorridos durante a festa. Houve inúmeros furtos, roubos de celulares, de motos e de carros, mas os policiais escalados para fazer a segurança estavam mais preocupados em pegar bêbados”, criticou Lucena.</p>



<p>Depois de ver o vídeo gravado pelo empresário, o vereador procurou a unidade do 4º Batalhão na cidade e foi informado que os policiais envolvidos não são lotados no município. “Provavelmente, eles são de Caruaru ou de outra cidade. Se trabalhassem e morassem aqui, não teriam coragem de fazer isso, pois seriam reconhecidos imediatamente”, acredita.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">PM abriu sindicância</span>

		<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Em nota oficial, a Polícia Militar reagiu com ênfase: “A Polícia Militar de Pernambuco informa, por meio do 4º Batalhão, tomou conhecimento do fato nesta terça-feira (28) e que a ação dos policiais militares será apurada por meio de rigoroso Procedimento Administrativo Disciplinar. A PMPE não compactua com situações que envolvam abusos de autoridade e/ou agressões físicas e reafirma seu compromisso com a segurança e o bem-estar da sociedade pernambucana”.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>A PM esclareceu que as denúncias de violência policial podem ser feitos diretamente à Corregedoria pelo telefone (81) 3184.2772, e-mail <a href="mailto:denuncia@corregedoria.sds.pe.gov.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">denuncia@corregedoria.sds.pe.gov.br</a>, ou presencialmente na Avenida Conde da Boa Vista, nº 428, em Recife.</p>
<p>Outro canal é a ouvidoria da SDS, que atende pelo telefone 181 ou 0800-081-5001, com ligação gratuita, de segunda a sábado, das 7h às 19h. As denúncias também podem ser feitas pelo e-mail <a href="mailto:ouvidoria@sds.pe.gov.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ouvidoria@sds.pe.gov.br</a>, presencialmente na Rua São Geraldo, nº 110, de segunda a sexta, das 8h às 17h, ou pelo portal online no endereço <a href="http://www.portaisgoverno.pe.gov.br/web/ouvidoria/fale-conosco" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.portaisgoverno.pe.gov.br/web/ouvidoria/fale-conosco</a>.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --></p>
	</div>



<p></p>
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		<item>
		<title>&#8220;Esquerda e direita defendem a mesma coisa para a segurança pública: violência policial&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 01:25:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Tarcísio de Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A entrevista sobre a repercussão dos episódios da violência policial em São Paulo começou com o entrevistado, o pesquisador e coronel reformado da Polícia Militar paulista, Adilson Paes de Souza, discordando e desmontando a tese sobre a qual este jornalista tentava fundamentar a sua primeira pergunta. Eu havia mencionado que a esquerda brasileira não tem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A entrevista sobre a repercussão dos episódios da violência policial em São Paulo começou com o entrevistado, o pesquisador e coronel reformado da Polícia Militar paulista, Adilson Paes de Souza, discordando e desmontando a tese sobre a qual este jornalista tentava fundamentar a sua primeira pergunta. Eu havia mencionado que a esquerda brasileira não tem proposta para combater a violência urbana e que, por essa razão, acaba mantendo as políticas da direita para o setor.</p>



<p>Paes de Souza foi enfático: “Discordo. Os partidos de esquerda como o PT, PSB, PCdoB e PSOL, têm sim uma projeto para a segurança pública. É uma projeto igual ao da direita, baseado na letalidade e violência policial”.</p>



<p>A resposta surpreendente mudou os rumos da conversa, mas não prejudicou o conteúdo final deste texto. Afinal argumentos não lhe faltam: “desde a promulgação da Constituição de 1988 são 36 anos. Ao longo desse período em que nada mudou no sistema de segurança pública nacional tivemos pelo menos 23 anos de presidentes de centro-esquerda, vários programas nacionais de direitos humanos e de segurança pública e cidadania, a criação de normas, inclusão de disciplinas nas escolas. Mas o sistema não mudou”.</p>



<p>Paes de Souza fala com a experiência tanto de quem passou 30 anos como oficial da PM, onde chegou a comandar um batalhão de policiamento de rua, quanto de quem se tornou um respeitado pesquisador do tema. Depois de ir para a reserva, fez o mestrado em Direitos Humanos na prestigiada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Em seguida, cursou o doutorado em Psicologia e tornou-se pesquisador visitante da Universidade da Polícia da Noruega, em Oslo.</p>



<p>Sempre que confronta um político de esquerda com esses fatos, o pesquisador escuta a explicação de que isso se deve à “correlação de forças desfavorável”, que deixaria os governantes progressistas de mãos atadas, “sem ter o que fazer”. Por muito tempo, ele acreditou na justificativa dada por petistas, socialistas, comunistas, pós-comunistas.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/12/violencia-policial-Adilson-300x202.jpg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/12/violencia-policial-Adilson.jpg" alt="A imagem mostra Adilson Paes de Souza, homem branco, de meia idade, em destaque, sentado em uma sala de palestras ou auditório com cadeiras vermelhas. Ele está falando e gesticulando com uma expressão engajada, enquanto usa uma camisa branca e tem um casaco vermelho jogado sobre os ombros. Atrás dele, outras pessoas estão sentadas, algumas aparentam estar prestando atenção ou interagindo com algo, como escrevendo ou olhando em suas mãos. No fundo, há uma escada, extintores de incêndio fixados na parede e um ambiente iluminado por luz artificial, sugerindo que a foto foi tirada em um evento ou reunião em um espaço fechado." class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Paes de Souza acredita que esquerda e direita se igualam no tema segurança pública
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Antoninho Perri/Unicamp</span>
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                    </figure>

	


<p>“Eles têm esse discurso na ponta da língua, mas hoje estou convicto que isso é apenas retórica para esconder que eles pensam igual à direita, eles também acreditam que uma polícia violenta e letal é a única solução para a segurança pública”, ataca o especialista, que dá como exemplo a Bahia, estado governado ininterruptamente pelo PT há 18 anos e que, hoje, tem a Polícia Militar que mais mata no Brasil. “Uma nota oficial do governo da Bahia tem o texto igual a uma nota de esclarecimento do governo de São Paulo, do Rio ou de Minas. Eles fazem copia e cola”, ironiza.</p>



<p>Outro exemplo seria o debate em torno do assunto durante as eleições municipais de São Paulo: “Analisei os programas de governo do PSOL de Boulos, de Tábata Amaral, de Ricardo Nunes, de Datena. Eram praticamente iguais, todos defendiam a militarização da guarda municipal sem fazer menção aos abusos cometidos pela guarda. Diante do fato de Bolsonaro ter indicado um coronel da Rota para ser vice, sabe o que a campanha de Boulos fez? Arrumou um coronel da Rota dizendo que ia votar nele”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um fracasso que rende votos</h2>



<p>Um ano antes da promulgação da Constituição de 1988, o número de homicídios no Brasil ultrapassou por pouco o patamar de 23 mil mortes, o que dá uma taxa de 16,88 homicídios por 100 mil habitantes, de acordo com o <a href="https://www.unodc.org/documents/lpo-brazil/Topics_crime/Dados/Numero_e_taxa_de_homicidios_no_Brasil_PT.pdf">Escritório das Nações Unidas para as Drogas e o Crime (UNODC)</a>. Pelos números de 2023 – quase 40 mil assassinatos e uma taxa de 22,38 por 100 mil habitantes -, dá para afirmar que a militarização da segurança pública está longe de ser um sucesso.</p>



<p>É um raro caso de política fracassada que não muda nem recebe pressão para mudar.</p>



<p>Para Adilson Paes de Souza, a insistência nesse modelo se explica a partir do processo político que resultou no fim da ditadura militar.</p>



<p>“Já cansei de repetir que isso acontece porque a redemocratização não chegou à segurança pública. Os constituintes de 1988 sofreram muita pressão do lobby do Exército e dos comandos das PMs para que não mexessem num sistema criado para combater subversivos e para caçar gente”, recorda.</p>



<p>Segundo ele, isso não mudou porque falta coragem aos progressistas. “A democracia brasileira é tutelada pelas Forças Armadas, é refém dos militares. Quando Lula fala que só se preocupa com o futuro e não com a atuação dos militares no passado, ele está reconhecendo o poder das Forças Armadas”, explica.</p>



<p>O recuo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que disse ter errado ao rejeitar câmeras nos uniformes dos policiais, não significa mudança de rumos. Segundo o coronel e pesquisador, “é só uma mudança de discurso para sobreviver politicamente, pois a repercussão está sendo péssima, com setores da sociedade que não costumam criticar a polícia, passando a fazer porque perceberam que também podem ser atingidos por ela”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/12/violencia-policial-comando-300x225.webp">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/12/violencia-policial-comando.webp" alt="A imagem mostra a fachada de um prédio institucional com o nome Polícia Militar destacado na parte superior. No centro, há uma entrada ampla com janelas de vidro, acima da qual está o brasão da Polícia Militar de São Paulo. Em frente à entrada, há um mosaico com os dizeres Comando de Policiamento da Capital (CPC), acompanhado de um brasão colorido e uma inscrição que menciona São Paulo, Jan 2004, 450 anos, referindo-se ao aniversário da cidade. O prédio é revestido com paredes claras, possui janelas de moldura preta, e há mastros para bandeiras nas laterais." class="" loading="lazy" width="672">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Suicídio mata mais policiais do que o crime organizado em São Paulo
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil</span>
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<h3 class="wp-block-heading">Quem perde e quem ganha</h3>



<p>Para o pesquisador, há quem ganhe e quem perca com uma polícia militarizada e com altas taxas de letalidade decorrentes de suas ações. Quem mais perde é a sociedade. “Quanto mais se aposta nessa política, mas insegurança é gerada. Então, nós perdemos. Nós, que temos de nos preocupar com qual cartão de crédito sair para ir ao supermercado, nós que não podemos andar na rua segurando o celular na mão”, afirma.</p>



<p>Os policiais militares submetidos a pressões e constrangimentos pela hierarquia também perdem muito. Em março deste ano, o site <a href="https://ponte.org/sob-tarcisio-suicidio-de-pms-bate-recorde-em-sp-e-faz-duas-vezes-mais-vitimas-do-que-homicidios/">Ponte Jornalismo publicou reportagem</a> demonstrando, com dados oficiais, que no ano passado 31 Pms tiraram a própria vida, o dobro da quantidade dos que morreram em serviços. O dado é um indicativo de que ‘instituição está sendo mais nociva para os policiais do que os ditos marginais’,como diz trecho da matéria.</p>



<p>Não falta quem saia ganhando com a violência urbana: políticos populistas que surgem oferecendo mais violência, empresas de segurança privada, empresas que vendem soluções tecnológicas, empresas fornecedoras de serviços para presídios, policiais que ganham dinheiro extra fazendo escolta para integrantes do crime organizado e até concessionárias que administram cemitérios. “A morte virou uma <em>commoditie</em> no Brasil”, sentencia Paes de Souza.</p>



<p>Por essa razão, Paes de Souza prevê que, nos próximos dias, a violência policial voltará a cair, mas, em seguida, voltaremos a ver ”outros abalos sísmicos que constragem, que chamam a atenção da opinião pública, pois não se pretende curar a doença, o que se faz é apenas controlar a febre e agradar aos eleitores”.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/esquerda-e-direita-defendem-a-mesma-coisa-para-a-seguranca-publica-violencia-policial/">&#8220;Esquerda e direita defendem a mesma coisa para a segurança pública: violência policial&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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