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	<title>Arquivos preconceito gênero - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos preconceito gênero - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Ministério Público recebe denúncia contra chefe da Guarda Civil de Jaboatão por transfobia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Feb 2022 16:11:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Camilla Figueiredo, da agência Diadorim* Ter sido a primeira mulher trans concursada em uma Guarda Civil Municipal do país passou a ser motivo de sofrimento assim que Abby Silva Moreira, 45 anos, tomou posse, em 2017, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife. A servidora relata que o assédio moral durante esse período [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Camilla Figueiredo, da agência <a href="https://www.adiadorim.org/noticia/mppe-recebe-denuncia-de-transfobia-contra-chefe-da-guarda-civil-do-jaboatao-pe" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Diadorim</a></strong>*</p>



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<p>Ter sido a primeira mulher trans concursada em uma Guarda Civil Municipal do país passou a ser motivo de sofrimento assim que Abby Silva Moreira, 45 anos, tomou posse, em 2017, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife. A servidora relata que o assédio moral durante esse período culminou em problemas de saúde e no seu afastamento do trabalho. Situação agravada, diz, desde maio do ano passado, quando o inspetor Admilson de Freitas assumiu o comando da corporação.</p>



<p id="viewer-ceas8">Além de afastada do cargo que ocupava, Moreira conta que também teve cortadas suas gratificações salariais. No último dia 8 de fevereiro, o Sindicato dos Guarda Municipais do Jaboatão dos Guararapes (Sindiguardas) protocolou no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) uma denúncia contra Freitas.</p>



<p id="viewer-8vmqs">Há 5 anos na Guarda Civil, a servidora conta que é desrespeitada recorrentemente por colegas e chefes, que não reconhecem a sua identidade de gênero. “Eles sempre me trataram pelo masculino, negando meu gênero, desrespeitando, até a questão do banheiro era muito sofrida. Claramente eu não era, nunca fui bem quista ali”, conta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Me expulsou da instituição&#8221;</h2>



<p id="viewer-agk2u">Abby Silva Moreira passou quase dois anos afastada do trabalho por licença médica. Ela precisou fazer tratamento de depressão. Em 21 de outubro de 2021, uma junta médica do Jaboatão dos Guararapes recomendou a readaptação da funcionária ao setor administrativo da Guarda Civil.</p>



<p id="viewer-biva0">O comandante Admilson de Freitas, no entanto, emitiu um despacho transferindo Moreira para outro departamento da Prefeitura – que, sem vaga, não conseguiu absorvê-la. Em seguida, Freitas decidiu afastar a servidora, como ela conta. “Meu inferno na guarda piorou quando o atual comandante assumiu. Ele é transfóbico e extremamente radical como religioso. Nunca me tratou com educação e decência, sempre com arrogância e raiva”, desabafa.</p>



<p id="viewer-55dku">Até março Abby Silva Moreira seguirá de licença médica. Mas agora não sabe para onde voltará quando for novamente autorizada. “Ele não pode me exonerar porque sou concursada, mas o comandante usou de um poder que não tem, não cumpriu a portaria, que era obrigação dele me readaptar, e me expulsou da instituição”, diz.</p>



<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/BUNQ-lSFTTi/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/BUNQ-lSFTTi/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank" rel="noopener"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/BUNQ-lSFTTi/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por Prefeitura do Jaboatão (@prefjaboatao)</a></p></div></blockquote> <script async="" src="//www.instagram.com/embed.js"></script>



<h3 class="wp-block-heading">Denúncia ao MPPE</h3>



<p id="viewer-de0sk">A denúncia feita ao MPPE contra Admilson Freitas acusa o comandante de transfobia e assédio moral. Em nota ao g1, o a assessoria de imprensa do órgão confirmou o recebimento e disse que ela será avaliada pela promotora titular de Defesa da Cidadania de Jaboatão dos Guararapes (Direitos Humanos), Isabela Bandeira.</p>



<p id="viewer-dterm">“Fora as irregularidades vividas por Abby sob a gestão desse comandante, tem outras que pretendemos acompanhar e colocar para frente, que é o desvio de finalidade da coisa pública em favorecimento próprio”, afirma o presidente do Sindguardas, Erick Daivison, entidade que tem dando suporte jurídico e administrativo à servidora.</p>



<p id="viewer-dhjcj">Procurada pela <strong>Agência Diadorim</strong>, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes informou, por meio de nota, que tem prestado assistência à servidora e guarda municipal e determinou a abertura de processo administrativo para apurar as denúncias. Também reforçou “que não compactua, de forma alguma, com qualquer tipo de ato discriminatório”.</p>



<p><strong>*A Diadorim é uma agência de jornalismo independente, sem fins lucrativos, engajada na promoção dos direitos da população LGBTI+. Com um pé em São Paulo e outro em Pernambuco, nasceu para contar as histórias da comunidade, fiscalizar o poder público, denunciar violências e promover um debate plural e crítico.</strong></p>



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		<title>Mães lésbicas e trans se impõem contra preconceito</title>
		<link>https://marcozero.org/maes-lesbicas-e-trans-se-impoem-contra-preconceito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 May 2021 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[dia das mães]]></category>
		<category><![CDATA[mães lésbicas]]></category>
		<category><![CDATA[mães trans]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito gênero]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=37081</guid>

					<description><![CDATA[<p>Neste domingo (9), as redes sociais serão tomadas por fotos, vídeos e hashtags em homenagem a muitas mulheres. Na televisão e no rádio, peças publicitárias vão explorar famílias felizes, na tentativa de vender seus produtos, afinal de contas é Dia das Mães &#8211; historicamente a segunda melhor data para o comércio, só perdendo para o [&#8230;]</p>
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<p>Neste domingo (9), as redes sociais serão tomadas por fotos, vídeos e hashtags em homenagem a muitas mulheres. Na televisão e no rádio, peças publicitárias vão explorar famílias felizes, na tentativa de vender seus produtos, afinal de contas é Dia das Mães &#8211; historicamente a segunda melhor data para o comércio, só perdendo para o Natal.<br><br>Este será o segundo Dia das Mães em meio à pandemia do coronavírus, então boa parte das mensagens, sobretudo as comerciais, deverão trazer em seu contexto as recomendações sanitárias para prevenir a covid-19. Outra certeza são os formatos de famílias e as figuras maternas que tenderão a ser representados nesses comerciais.<br><br>O que também ainda é tradição neste domingo é o movimento de invisibilização das mães lésbicas e das mães que são mulheres trans. Umas são críticas à data “por ser mais uma oportunidade de exploração do capitalismo”, já outras acham “importante a comemoração”. O que todas elas concordam, é que o Dia das Mães é uma oportunidade para visibilizar todas as configurações familiares e de “lutar contra a discriminação”.<br><br>A professora Layla Pereira Sampaio, 33, engravidou há 9 anos, depois de uma noite com um amigo. Já consciente da sua orientação sexual e tendo após isso apenas relacionamentos com outras mulheres, ela só soube da gestação quando estava no quinto mês, depois de desconfiar do ganho de peso e procurar um ginecologista. Na época, Layla tinha concluído a graduação em matemática e se preparava para a seleção de mestrado fora do Brasil.<br><br>“Embora não estivesse nos meus planos, recebi a notícia da gravidez com tranquilidade. No dia seguinte à confirmação, comuniquei ao meu amigo, agora pai da minha filha Luiza, e de imediato começamos a organizar tudo para a chegada dela”, lembra Layla.<br><br>Desde então, todas as consultas e demais compromissos que envolvam a pequena Luiza, os dois cumprem juntos, tudo é dividido. “Com Lulu eu percebo que o preconceito aparece quando eu conto nossa história a quem não nos conhece, aí sempre se referem ao pai dela como meu ex-marido ou ex-namorado, mesmo explicando que sempre fomos amigos”, conta.<br><br>Há quase três anos, Layla começou a namorar a veterinária Isabel Sampaio, 33. Desde o início da relação, Bel, como é chamada, externou seu desejo de ser mãe estando em um relacionamento ou não. Pouco depois de um ano de casadas resolveram fazer uma inseminação caseira a partir do semen de um doador anônimo. A intervenção deu certo e Lília está para chegar em junho.</p>



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	                                        <p class="m-0">Para Layla (d), o Dia das Mães tem sido uma data para o consumismo e deveria ser encarado como &#8220;mais um dia importante de luta&#8221;. Crédito: Arquivo Pessoal</p>
	                
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<p>“Sofremos discriminação com três obstetras, ou insistiam na pergunta de quem era o pai, mesmo nós explicando que não tinha pai e sim um doador, ou questionando se eu era a amiga que estava acompanhando Bel e não sua esposa. É diferente do que aconteceu com Luiza, mas a raiz é o mesmo preconceito”, afirma Layla.<br><br>Para a professora, o Dia das Mães já deveria ter sido substituído oficialmente pelo Dia da Família. Do jeito que é, para ela, não passa de uma data para o consumismo. “Há vários formatos de família, inclusive, sem mãe. Imagine o sofrimento de uma criança na escola, por exemplo, como os filhos do ator Paulo Gustavo? Entendo que esta data precisa ser mais um dia importante de luta”, diz</p>



<h1 class="wp-block-heading">Reconhecimento</h1>



<p>Lutar é um dos verbos que fazem parte do vocabulário da líder comunitária, em Garanhuns (PE), Renata Alexsandra Gonçalves de Souza, 44. “Infelizmente nasci no corpo errado”, afirma a primeira mulher trans da cidade do agreste pernambucano.<br><br>Antes de completar 18 anos e tomar a decisão de fazer o processo de transição para o gênero que sempre se identificou, Renata foi casada com uma mulher, desde os 14 anos, com quem teve quatro filhos. “Por preconceito do meu pai e da minha família tradicional do município, ele colocava na minha cabeça que eu tinha que ser homem”, relembra.<br><br>Por quase 30 anos, Renata viveu se apresentando como era, uma mulher, mas oficialmente nos documentos os dados eram masculinos. A retificação dos registros oficiais é mais um dos problemas enfrentados por pessoas trans e que muitas vezes serve de instrumento para a discriminação.</p>



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	                                        <p class="m-0">Renata diz que ser mãe independe do sexo biológico: &#8220;é muito forte, não é pra qualquer uma&#8221;. Crédito: Arquivo Pessoal</p>
	                
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<p>Renata é chamada de pai pelos dois casais que são seus filhos e têm entre 24 e 28 anos. Além deles, ela já é avó de seis crianças.<br><br>“O Dia das Mães é uma data muito importante para nós mulheres trans e para todas as outras mulheres que também são mães. Ser mãe é algo muito forte, não é para qualquer uma e isso não depende do sexo biológico. É também uma data de reconhecimento para todas nós que assumimos a maternidade”, declara.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Espaço e visibilidade</h2>



<p>É numa casa, na cidade de Salgueiro, sertão de Pernambuco, que o Dia das Mães também ganha o sentido de resistência. A autônoma Adriana Gomes da Silva, 38, nunca pensou em gerar uma criança, mas sonhava em ser mãe por adoção. Quis o destino que ela não tivesse um, mas quatro filhos.<br><br>Adriana foi casada por 17 anos com outra mulher com quem criou o filho Davi, adotado de uma família do mesmo município. O casal participou de todo processo gestacional, consultas de pré-natal, compra de enxoval, preparação de quarto e até levou a mãe biológica à maternidade.<br><br>“Costumo dizer que Daniel é um presente de Deus. Aqui, por ser interior, é muito mais complicado para a pessoa homossexual assumir, não sofremos violência física, mas já fomos vítimas de muito preconceito. Uma vez na escola, um colega disse que ao meu filho que era para ele se afastar porque ele tinha duas mães. Conversamos com a professora e a família do menino e resolvemos a questão, hoje temos uma boa relação. Mas sabemos que nem sempre é assim”, conta.</p>



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	                                        <p class="m-0">Cristiane e Adriana estão casadas há 5 anos e juntaram os quatro filhos. Crédito: Arquivo Pessoal</p>
	                
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<p><br>Adriana ficou viúva e casou novamente há cinco anos com Cristiane, que já tinha três filhos, hoje com 18, 21 e 23 anos. “Não vemos a mídia mostrar família como a nossa e é importante que a gente apareça também no Dia das Mães porque as pessoas ainda julgam muito quem é homossexual. A partir do momento que as pessoas passam a conhecer, entender, acaba o preconceito. Aqui conquistamos o nosso espaço e podemos andar pela rua de mãos dadas, mas sei que na maioria dos lugares não, por isso é muito importante essa visibilidade”, explica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



<p><br></p>
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