<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Reforma da Previdência - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/reforma-da-previdencia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/reforma-da-previdencia/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 25 Feb 2025 19:55:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Reforma da Previdência - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/reforma-da-previdencia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Câmara Municipal aprovou reforma da previdência às pressas e também às cegas</title>
		<link>https://marcozero.org/camara-municipal-aprovou-reforma-da-previdencia-as-pressas-e-tambem-as-cegas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2021 23:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=38579</guid>

					<description><![CDATA[<p>Além de tramitar às pressas, a reforma da previdência de João Campos (PSB) foi aprovada às cegas pela Câmara do Recife. Alguns vereadores vêm cobrando da prefeitura um estudo que comprove o déficit previdenciário da cidade e que, portanto, justifique o projeto da forma como foi apresentado, além da atualização do censo do funcionalismo municipal. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/camara-municipal-aprovou-reforma-da-previdencia-as-pressas-e-tambem-as-cegas/">Câmara Municipal aprovou reforma da previdência às pressas e também às cegas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Além de tramitar às pressas, a reforma da previdência de João Campos (PSB) foi aprovada às cegas pela Câmara do Recife. Alguns vereadores vêm cobrando da prefeitura um estudo que comprove o déficit previdenciário da cidade e que, portanto, justifique o projeto da forma como foi apresentado, além da atualização do censo do funcionalismo municipal.</p>



<p>Em <a href="https://marcozero.org/sob-protesto-vereadores-do-recife-comecam-tramitacao-relampago-da-reforma-da-previdencia-municipal/">tramitação relâmpago</a>, com prazo de urgência de apenas cinco dias para ser debatido e receber sugestões de emendas na Câmara, o pacote de mudanças apresentado pelo prefeito interfere diretamente na vida de quase 20 mil servidores e impacta sobretudo as mulheres.</p>



<p>Chama a atenção o fato de os projetos não conterem nenhum anexo com estudos atuariais. A questão foi colocada em debate na sessão plenária até mesmo pelo vereador Alcides Cardoso (DEM), que votou a favor da reforma. A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> questionou a <a href="http://www.recife.pe.leg.br/comunicacao/noticias/2021/06/projetos-da-reforma-da-previdencia-sao-aprovados-na-camara">prefeitura</a> e solicitou, nesta terça-feira, 22 de maio, pela manhã, o envio do estudo que embasa a reforma, porém não teve resposta até o momento.</p>



<p>O texto de apresentação dos cinco projetos que compõem o pacote, assinado pelo prefeito João Campos (PSB), justifica a reforma por conta do forte impacto atual nas contas públicas, motivado sobretudo pela pandemia, além da necessidade de se adequar às novas regras impostas pela reforma da previdência nacional e de aumentar a capacidade de investimento do município. Não há, no entanto, menção a cálculos ou dados numéricos.</p>



<p>Segundo o vereador Osmar Ricardo (PT), que preside o sindicato que representa o funcionalismo público municipal, o Controlador-Geral do Município, Ricardo Dantas, e a secretária de Finanças, Maíra Fischer, estiveram na casa, mas não mostraram um estudo completo.</p>



<p>A vereadora Dani Portela (Psol) reforça dizendo que foi feita uma apresentação de slides, algo “en passant” (“de passagem”). “Se falou muito dos cálculos atuariais, mas nada foi enviado à Câmara do Recife. Não tem no projeto, não foi discutido nem debatido”, atesta. Foi dito, na ocasião, que o Reciprev, que representa os servidores ativos, é superavitário, e que o Recifin, mais antigo e que engloba os inativos, é deficitário.</p>



<p>Entre outros pontos impostos pela reforma do Recife, a idade mínima para se aposentar sobe de 55 para 61 anos, para as mulheres, e de 60 para 64 anos, para os homens. Há uma redução de cinco anos para professores e professoras. Já a alíquota, igual para todos, passa de 12,8% para 14%, o que representa uma perda salarial principalmente para quem recebe menos.</p>



<p>A Câmara Municipal aprovou as medidas em segunda votação nesta terça (22), durante reunião ordinária, por videoconferência. Do conjunto de cinco proposições, apenas uma ainda falta ser votada, a emenda à Lei Orgânica nº 86/2021 (“Constituição do Recife”) que revisa as normas previdenciárias do Regime Próprio de Previdência dos servidores e altera as idades mínimas para se aposentar.</p>



<p>Osmar Ricardo (PT) considera que a oposição foi “tratorada, massacrada” na votação, que resultou em 32 votos a favor e apenas sete contra. Agora segue para sanção do prefeito. “O governo sabe da força da caneta que ele tem”, coloca. “Quem era para estar fiscalizando o poder público está votando uma proposta sem estudos atuariais e sem o censo”, acrescenta o vereador, que menciona ainda que a última atualização censitária é de 2016. O censo serve para saber quantos servidores existem, quantos são ativos e inativos, quantos estão perto de se aposentar e também os valores salariais da categoria.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>O que é cálculo atuarial?</strong></p><p>É a ciência das técnicas específicas de análise de riscos e expectativas, principalmente na administração de seguros, regimes previdenciários e fundos de pensão. Esta ciência aplica conhecimentos específicos das matemáticas estatística e financeira.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Prefeitura tinha prazo até novembro</strong></h2>



<p>Quem defende o projeto tem colocado que, se a reforma não fosse aprovada, o Recife deixaria de receber repasses da federação. Mas, além da questão das injustiças tributárias e da perda de direitos, a vereadora Dani Portela (PT) chama a atenção para itens que não teriam obrigatoriedade de estarem sendo votados neste momento, pois a reforma nacional, de 2019, atinge também estados e municípios. </p>



<p>Pelo prazo estabelecido e já renovado liminarmente por conta da calamidade da pandemia, seria obrigatório adequar agora apenas a vedação da instituição de novos regimes próprios de previdência e a atualização das alíquotas.</p>



<p>Caso não fosse cumprida a reforma, lembra Dani, o que estaria em jogo seriam as transferências voluntárias &#8211; já que a federação não pode mexer nas obrigatórias -, referente a verbas para serviços e obras, somando R$ 1,5 bilhões.</p>



<p>Sobre as alíquotas, havia duas opções: uma única (escolhida pelo prefeito), com mínimo de 14% para todos os servidores, ou adotar uma tabela progressiva para contribuição de todos, sejam eles ativos, pensionistas ou aposentados, indo 7,5% a 22%, de acordo com o salário de servidor. “Isso traria minimamente uma perspectiva de justiça tributária. Uma alíquota de 14% não tem o mesmo impacto para quem recebe um salário mínimo e para quem recebe R$ 20 mil”, coloca Dani.</p>



<p>Tudo o mais, explica a vereadora, era discricionário, ou seja, foi uma escolha, com destaque para as ampliações de idade para se aposentar, o que, na prática, faz com que as pessoas trabalhem menos e ganhem mais. “Por que a prefeitura não cobra dívidas ativas de grandes contribuintes e sonegadores junto ao Fisco? Quem mais deve são os grandes empresários e as pessoas mais ricas”, provoca.</p>



<p>A reportagem solicitou entrevista também com o vereador Alcides Cardoso (DEM), mas ele estava sem tempo na agenda para entrevistas.</p>



<p>O vereador Marco Aurélio Filho (PRTB) desmentiu os vereadores da oposição afirmando que &#8220;o cálculo atuarial está disponível desde a LDO [<a href="http://transparencia.recife.pe.gov.br/uploads/pdf/LDO%202021_Portal%20da%20Transpar%C3%AAncia_b5aabf2c19a00ab27bb4b50c8d3c86fc.pdf">Lei de Diretrizes Orçamentárias</a>], inclusive o Presidente da Comissão Finanças e Orçamento faz parte do Conselho da Previdência&#8221;. O que está disponível nas páginas 28 a 36 da LDO não é propriamente um estudo atuarial. É uma tabela com o balanço da previdência dos servidores entre 2017 e 2019. E o resultado revela um superávit de R$ 178 milhões, além de uma projeção indicativa do déficit para as próximas décadas.</p>



<p>Nesta terça (22) às noite, também procuramos a assessoria do vereador Samuel Salazar (MDB), que preside a Comissão de Finanças e Orçamento. Aguardamos posicionamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Números seriam irreais</h3>



<p>Procuramos o conselho gestor do ReciPrev. O conselheiro Carlos Elias explicou que a projeção deficitária seria resultado de um &#8220;estudo atuarial que não levou em consideração o censo dos servidores, usa suposições, cálculos fictícios, além de também não considerar o impacto do concurso público, pois a PCR não tem feito concurso, tem contratado apenas funcionários temporários, que contribuem para o regime geral da previdência, e não para a previdência municipal. Realizar concurso seria incluir novos contribuintes e evitar um déficit lá na frente&#8221;.</p>



<p>O conselheiro também disse que a prefeitura, por decisão própria, &#8220;transferiu servidores que eram aposentados pelo ReciFin para o ReciPrev, o que onerou o fundo mais recente e superavitário, além da apropriação indevida do dinheiro dos servidores no ano passado, o que foi questionado também pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-4-300x39.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-4.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-4.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong></em></p><p><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em></p><p><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em></p><p><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em></p><p><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em></p><p><em>É hora de assinar a Marco Zero</em></p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para doar</strong></a></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/camara-municipal-aprovou-reforma-da-previdencia-as-pressas-e-tambem-as-cegas/">Câmara Municipal aprovou reforma da previdência às pressas e também às cegas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sob protesto, vereadores do Recife começam tramitação relâmpago da reforma da previdência municipal</title>
		<link>https://marcozero.org/sob-protesto-vereadores-do-recife-comecam-tramitacao-relampago-da-reforma-da-previdencia-municipal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jun 2021 22:23:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[João Campos]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[previdência]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[vereadores]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=38467</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aprovar instantaneamente temas complexos e que interferem na vida de milhares pessoas parece ter se tornado uma especialidade dos vereadores do Recife. Apenas nove dias depois de apresentada pelo prefeito João Campos (PSB), o projeto de reforma da previdência, que deverá levar 19 mil servidores públicos da cidade a trabalhar mais tempo para se aposentar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sob-protesto-vereadores-do-recife-comecam-tramitacao-relampago-da-reforma-da-previdencia-municipal/">Sob protesto, vereadores do Recife começam tramitação relâmpago da reforma da previdência municipal</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Aprovar instantaneamente temas complexos e que interferem na vida de milhares pessoas parece ter se tornado uma especialidade dos vereadores do Recife. Apenas nove dias depois de apresentada pelo prefeito João Campos (PSB), o projeto de reforma da previdência, que deverá levar 19 mil servidores públicos da cidade a trabalhar mais tempo para se aposentar ganhando menos, foi aprovado por duas comissões da Câmara Municipal e já está apta a ser votada em plenário.</p>



<p>A reunião da Comissão de Legislação e Justiça demorou pouco mais de uma hora. Os pareceres do vereador Samuel Salazar (MDB), relator escolhido para analisar a proposta, foram lidos e só mereceram ressalvas de Osmar Ricardo (PT), que também preside o sindicato que representa o funcionalismo público municipal, e de Renato Antunes (PSC), político ligado à base bolsonarista.</p>



<p>Ricardo criticou o regime de urgência imposto pela prefeitura: “Tínhamos até novembro deste ano para mudar a previdência. Até a reforma previdência nacional foi amplamente discutida dentro do Congresso, não precisávamos fazer isso de forma remota e com apenas cinco dias para apresentar emendas”. Antunes repetiu algumas vezes a necessidade da Câmara reduzir os prejuízos aos servidores e disse que &#8220;o poder Legislativo poderia compensar a falta de diálogo da prefeitura quando o assunto chegar ao plenário&#8221;.</p>



<p>O relator Salazar saiu em defesa do prefeito e rebateu a crítica do petista Ricardo alegando que não faltou tempo para a discussão, “tanto que foram apresentadas quase 90 emendas, das quais 20 foram acatadas no parecer”. A maior parte das 70 emendas rejeitadas pelo relator eram de autoria coletiva do próprio Osmar Ricardo junto com Dani Portela (PSOL), Ivan Moraes (PSOL), Jairo Brito (PT) e Liana Cirne (PT).</p>



<p>E se o assunto era tempo, o presidente da comissão, Felipe Francismar (PSB), tinha pressa. Sempre que um vereador pedia a palavra, ele cobrava “celeridade”.</p>



<p>Imediatamente depois, começou a reunião da comissão de Finanças e Orçamento, que também aprovou sem qualquer discussão os projetos de lei enviados pelo prefeito, pois sequer houve intervenções contrárias. A segunda reunião parecia continuação da primeira, pois, curiosamente, o presidente da comissão de Finanças é o mesmo Salazar, relator da proposta na comissão que havia acabado de se reunir.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/as-pressas-vereadores-aprovam-lei-que-libera-especulacao-imobiliaria-nas-zeis/" class="titulo">Às pressas, vereadores aprovam lei que libera especulação imobiliária nas Zeis</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/territorio/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Território</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Sem tempo para mobilizar</h2>



<p>A tramitação rápida da proposta atrapalhou a mobilização. O protesto na frente da Câmara Municipal começou ainda pela manhã com queima de pneus. No final da tarde, dirigiu-se para o cruzamento das avenidas Norte e Cruz Cabugá, em Santo Amaro, contando com algumas dezenas de funcionários públicos que, às pressas, foram mobilizados pelos sindicatos dos servidores e dos professores da rede pública.</p>



<p>Quem não foi ao protesto, lotou a seção de comentários do canal de YouTube da Câmara com queixas contra os vereadores, apesar das duas reuniões remotas das comissões terem sido acompanhadas por, no máximo, 69 pessoas enquanto aconteciam.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/Protesto-contra-reforma-da-previdencia-no-Recife_Credito-Sergio-Gaspar-300x171.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/Protesto-contra-reforma-da-previdencia-no-Recife_Credito-Sergio-Gaspar-1024x583.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/Protesto-contra-reforma-da-previdencia-no-Recife_Credito-Sergio-Gaspar-1024x583.jpg" alt="Protesto contra reforma da previdência no Recife" class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Protesto dos servidores começou de manhã e só acabou no início da noite. Crédito: Sérgio Gaspar</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Os pontos que mais afetarão os funcionários serão o aumento da idade mínima para se aposentar de 55 para 61 anos, no caso das mulheres, e de 60 para 64 anos, no caso dos homens. A alíquota do desconto para o fundo de previdência municipal também vai subir de 12,8% para 14%, o que representa uma perda salarial. Já o valor da pensão a ser deixado pelos funcionários em caso de morte será reduzido para a metade.</p>



<p>Na apresentação da proposta do dia 8 de junho, representantes da prefeitura usaram o discurso de que a reforma será positiva para os servidores, pois deixará a previdência “mais sustentável”, porém no Diário Oficial, a reforma foi apresentada como sendo um “conjunto de medidas para ampliar investimentos em R$ 1,5 bilhão”, de acordo com a manchete do jornal.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/vereadores-do-recife-aprovam-513-emendas-e-228-artigos-do-plano-diretor-em-apenas-uma-sessao/" class="titulo">Vereadores do Recife aprovam 513 emendas e 228 artigos do Plano Diretor em apenas uma sessão</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/territorio/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Território</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-2-300x39.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-2.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/06/AAABanner-2.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong></em></p><p><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em></p><p><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em></p><p><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em></p><p><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em></p><p><em>É hora de assinar a Marco Zero</em></p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para doar</strong></a></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sob-protesto-vereadores-do-recife-comecam-tramitacao-relampago-da-reforma-da-previdencia-municipal/">Sob protesto, vereadores do Recife começam tramitação relâmpago da reforma da previdência municipal</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Chega uma hora que a saída é ao modo do filme Bacurau, entende?&#8221;, adverte Ricardo Antunes</title>
		<link>https://marcozero.org/chega-uma-hora-que-a-saida-e-ao-modo-do-filme-bacurau-entende-adverte-ricardo-antunes/</link>
					<comments>https://marcozero.org/chega-uma-hora-que-a-saida-e-ao-modo-do-filme-bacurau-entende-adverte-ricardo-antunes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2020 18:54:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Antunes]]></category>
		<category><![CDATA[uberização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=26390</guid>

					<description><![CDATA[<p>A metáfora é de autoria do sociólogo e um dos maiores pesquisadores brasileiros do mundo do trabalho, Ricardo Antunes. Em entrevista à Marco Zero, ele analisou os impactos da pandemia de novo coronavírus na vida da classe trabalhadora do Brasil, a partir de conceitos abordados em seu último livro, O Privilégio da Servidão (Editora Boitempo). [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/chega-uma-hora-que-a-saida-e-ao-modo-do-filme-bacurau-entende-adverte-ricardo-antunes/">&#8220;Chega uma hora que a saída é ao modo do filme Bacurau, entende?&#8221;, adverte Ricardo Antunes</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A metáfora é de autoria do sociólogo e um dos maiores pesquisadores brasileiros do mundo do trabalho, Ricardo Antunes. Em entrevista à Marco Zero, ele analisou os impactos da pandemia de novo coronavírus na vida da classe trabalhadora do Brasil, a partir de conceitos abordados em seu último livro, <em>O Privilégio da </em>Servidão (Editora Boitempo). Na obra, Ricardo traça a atual situação de trabalhadoras e trabalhadores que vivem o contexto de legitimação e expansão do trabalho intermitente, assim como o crescimento do trabalho digital.</p>



<p>O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não se detém apenas a apontar todas as tragédias que já se anunciam na vida de boa parte da população brasileira. Para Ricardo, nesse momento de agravamento da crise econômica, levantes sociais podem mudar os rumos da onda neoliberal no mundo. Leia a entrevista completa:</p>



<p><strong>No Brasil que aprovou a lei da terceirização, as reformas trabalhista e da previdência, como você analisa os impactos da pandemia de novo coronavírus na vida dos trabalhadores?</strong></p>



<p>Se você tem uma classe trabalhadora estável e com direitos, quaisquer decisões tomadas pelos governos e empresas têm que estar respaldadas nesses direitos. O que acontece quando os trabalhadores e as trabalhadoras foram devastados, especialmente desde 2016 para cá, no que diz respeitos aos seus direitos do trabalho? É o que estamos vendo hoje. Uma massa imensa de trabalhadores intermitentes que não tem outra alternativa se não trabalhar oito, dez, 12 e até 14 horas por dia. Porque, se eles não trabalharem, não dispõem de nenhum direito. Um trabalhador da Uber, da Rappi, do ifood e o que for, como ele vai fazer agora? Que direito ele tem de ficar em casa esperando essa tragédia passar? A sociedade política, o Estado e o capitalismo brasileiro não lhe deram esse direito. É por isso que eu chamo de escravidão digital. Esses trabalhadores e essas trabalhadoras estão aprisionados entre a informalidade predominante nessas plataformas digitais. Nelas, existe uma enorme manipulação dizendo que eles são prestadores de serviços e, portanto, não são assalariados e nem assalariadas e, por isso, não têm direitos. Todos os trabalhadores uberizados que eu entrevistei eram metalúrgicos, engenheiros e já ouvi um veterinário também. Todos precisam de 12 horas de domingo a domingo para tirar em média R$ 3 mil líquidos. As despesas de gasolina, limpeza, segurança, educação, alimentação, o celular, o seu aplicativo e tudo mais, são responsabilidades do trabalhador. O que é que eles vão fazer agora? No passado, eu chamei de “sociedade da terceirização total” quando o Temer, o senhor dos pântanos, liberou a terceirização total, estava evidente que nós íamos jogar para a tragédia um conjunto enorme de trabalhadores e trabalhadoras. Esse quadro se acentuou com a reforma trabalhista do Temer, que eu chamo de contrarreforma trabalhista. O trabalho intermitente agora é “legal” e “formal”. Mas é um legal que legitima a ilegalidade. É um formal que legitima a informalidade. O Bolsonaro fez o que o Temer não conseguiu que é desmontar a previdência. Há uma massa imensa de homens e mulheres que não têm como encontrar a formalidade e recorrem ao cadastro de Micro Empreendedor Individual (MEI) e isso é uma tentativa de tapar o sol com a peneira. Quem trabalha 12 horas por dia não é microempresário, mas sim um proletário de si mesmo. E a pergunta é “E agora, José?”. São mais de cinco milhões, alguns falam de 5 milhões e meio de jovens trabalhadores de aplicativos. Como vão fazer? Vão entregar alimentação quando está todo mundo recolhido em casa? Nós estamos vivendo em uma sociedade selvagem que praticou uma corrosão ilimitada do trabalho e a resultante disso vai ser de indivíduos sem previdência e sem sistema de saúde.</p>



<p><strong>Há os trabalhadores que atuam em aplicativos, mas há também o comércio informal que, muitas vezes, acolhe imigrantes e outras parcelas da população mais vulneráveis economicamente e socialmente falando. Como você analisa a situação dessas pessoas diante do cenário da pandemia?</strong></p>



<p>Esses são a ponta mais precarizada do sistema. Só o desempregado está pior do que eles, porque está no desespero completo. Os que estão no trabalho informal das ruas são a espécie de trabalhador subutilizado, vão para o trabalho informal porque não encontram vagas no mercado formal. O Brasil tem bem mais de 40% da população ocupada na informalidade, várias capitais do Nordeste estão acima dos 50% e 60%. Não é por acaso que alguns desses trabalhadores são imigrantes, se você pega os exemplos da Europa ou até dos Estados Unidos também vê a mesma coisa. O trabalhador imigrante é a ponta mais precarizada do que eu chamo de precarização do trabalho em escala global. Um trabalhador só sai da África, Ásia, do Oriente Médio para ir para Europa ou Estados Unidos, considerados “mais desenvolvidos”, porque ele já vive um vilipêndio completo da ausência do trabalho. Se o mercado formal, o mundo da valorização do capital está parado em amplitude global, a bolsa de valores vem despencando a níveis espetaculares, o que está acontecendo com esse mercado de trabalho informal? É a ausência como tragédia. Primeiro, a ausência de comprador. Por consequência, a ausência de receber a quantidade mínima de recursos para a sobrevivência. O terceiro ponto é a ausência de um sistema previdenciário e, como se fosse pouco, também tem a inexistência de um serviço público de saúde capaz de atendê-los. O Brasil tem o Sistema Único de Saúde (SUS), que é uma experiência muito importante, mas ele vem sendo destroçado. A PEC que proíbe o aumento de recursos para a saúde, educação e previdência, aprovada durante o governo terceirizado do Michel Temer, faz com que os trabalhadores cheguem aos hospitais e não tenham atendimento mesmo se contaminando com o coronavírus e contaminando seus parentes. É importante fazer a distinção, essa tragédia não é causada pelo coronavírus, ela é amplificada exponencialmente pela pandemia. Porque a tragédia antecede a atual situação. Se comparamos com países escandinavos como Suécia e Dinamarca, onde os índices de trabalho informal são menores, as pessoas se guardam em casa e serão remuneradas, terão serviço público de saúde. Nos países da periferia como o Brasil, os trabalhadores informais e precários são jogados nas ruas e, mais duramente, os imigrantes e os negros. Se estivéssemos nos países da América Hispânica, como a Colômbia ou o Peru, por exemplo, os mais atingidos seriam os indígenas. Estamos a beira de um colapso social profundo, mas que não é novidade, porque esse país está em colapso. A cena que vimos do ex-capitão Jair Bolsonaro indo à manifestação pró-Governo Federal, enquanto paira muita dúvida se ele está contaminado pelo vírus ou não, porque ele não mostrou nenhum documento de nenhum órgão de saúde atestando e assinado… Como ele pôde ir a um encontro desse e saudar populares? Para não falar da dimensão golpista e leviana desses movimentos. São as hordas fascistas e alguns ingênuos no meio que, nos momentos de caos, tentam criar a agitação, esse é um traço muito importante do fascismo. Foi assim na Itália e foi assim na Alemanha. No que diz respeito ao Brasil, nós estamos em uma situação que é trágica. Nos Estados Unidos, as grandes empresas vão buscar recursos para poder minimizar a tragédia. No Brasil, o neoliberalismo é devastador e as empresas não vão pagar os trabalhadores que não trabalharem, os aplicativos todos não vão pagar porque os trabalhadores são prestadores de serviço. A previdência vai estar fechada para eles e a saúde pública vai depender dos atendimentos e dos leitos existentes na precária situação da saúde pública que foi destruída pelos governos neoliberais do Brasil.</p>



<p><strong>Empresas como a Uber, 99, Rappi e Ifood anunciaram a criação de fundos para os trabalhadores que forem contaminados pela doença e não puderem trabalhar e também a distribuição de kits de higiene para aqueles que estão atuando. É perceptível que a preocupação é de manter os serviços funcionando e não com a saúde das pessoas. Você acredita que essas medidas correspondam, em algum nível, às necessidades desses trabalhadores?</strong></p>



<p>As únicas bandeiras possíveis agora seriam acabar com a PEC do Fim do Mundo e acabar com o limite do orçamento para a saúde, educação e previdência. Medidas paliativas são inaceitáveis. Kit de higiene para o trabalhador desempregado que vai chegar na casa de uma família que pode estar contaminada? É acintoso, o mínimo que devemos ter é a garantia de um salário integral pago pelo Estado. O crucial não é salvar as empresas, porque tem se ouvido “Vamos salvar as empresas de aviação”, mas vai salvar a empresa sem demitir ninguém? Como assim dar subsídios para as empresas sem dizer que eles estão proibidos de demitir? O problema mais de fundo é que nós temos uma classe dominante que não tem higiene. Eu estou falando no sentido metafórico e quero dizer que ela não tem sentido humano e de sociedade. Na França, na Espanha ou mesmo em tribunais de Londres, o que se está fazendo é determinar que trabalhadoras e trabalhadores que atuam em uma jornada extenuante para essas empresas de aplicativos têm que ter direitos do trabalho. E, no momento em que não podem trabalhar, tem que ficar em casa recebendo do Estado e da previdência pública. Só que o nosso país está sendo totalmente destruído por um governo e está nos levando a mais destruições a cada dia. A ordem do dia tem sido manter um desgoverno que é um exemplo do descalabro inimaginável. O Paulo Guedes (ministro da Economia) foi chamado por um grande economista do capital financeiro, que lucra em cima do capital financeiro, de “liberalista primitivo”. Você está percebendo o tamanho do caos que estamos vivendo? O neoliberal financista e amante da riqueza chamou o Paulo Guedes de neoliberal primitivo. E quem paga a conta da burguesia primitiva são os trabalhadores e trabalhadores e, quão mais sem direitos, mais violento será esse processo. Isso não pode durar muito tempo, não há uma sociedade que suporte tanta devastação e o que eu estou dizendo não tem bola de cristal. É o caso do Chile, onde já acontecem quatro meses de explosões. E aí vale tudo, não há uma semana que não tenha manifestação e a polícia atua de modo brutal porque o exército lá é fascista, a polícia é pinochetista. Então vem o massacre e a população responde com mais confronto.</p>



<p><strong>Temos visto a população reivindicar respostas eficazes para essa pandemia. Seja por meio de panelaços ou nas redes sociais, já que parte da sociedade hoje está recolhida em suas casas. Em Portugal, trabalhadoras que atuam em um comércio no shopping protestaram com cartazes solicitando a garantia do direito de ficar em casa e não se expor à contaminação do novo coronavírus. No Brasil, você acredita que levantes da classe trabalhadora podem se intensificar?</strong></p>



<p>Seria uma análise mais profunda tentar entender o porquê estamos nesse quadro de relativa desmobilização e apatia dos movimentos populares. O que posso te dizer é que uma coisa são os levantes e as rebeliões organizadas, outra coisa são os levantes e as rebeliões de pessoas que estão desesperadas, porque não têm o que comer, não tem como pegar transporte e trabalhar. E, se são velhos, não tem aposentadoria. O Chile foi o modelo que inspirou a previdência do Bolsonaro e do Guedes, os velhos pobres não tem previdência pública. Não têm! Após décadas de trabalho, eles recebem um valor irrisório que às vezes é 1/3 do que eles ganhavam como trabalhadoras e trabalhadores que, na América Latina como um todo, são muito mal pagos. Mesmo sem ter canais de organização, porque esses estão muito fraturados, mas chega em uma hora que os levantes acontecem. Se a população estiver morrendo de doença, ela vai esperar morrer sem reagir? O filme <em>Bacurau</em> é uma bela metáfora do mundo. Não tinha organização na metáfora de<em> Bacurau</em>, é uma fotografia do destroçamento do país. Chega uma hora que a população se indigna e, claro, os exércitos virão para massacrar e trucidar. Mas, há cerca de 200 jovens no Chile que perderam a visão de pelo menos um olho, entende? A violência policial e militar é tão brutal que ela foca nos olhos. O que acontece é que você tem 12 milhões de desempregados e mais cinco ou seis milhões no desalento e mais sete ou oito milhões no subemprego. Tem também 50% na informalidade e, nos estados do Nordeste, como na cidade de Salvador que tem mais de 60%, são índices reais e não aqueles maquiados. No meio de uma pandemia que a população só vai se dar conta que ela pode ser brutal daqui a um tempo, os dados que vem da Itália mostram que não são só idosos os acometidos pela doença, há pessoas jovens nas UTIs dos hospitais do norte da Itália. Chega um momento em que a população, como <em>Bacurau</em>, diz que não dá mais. E então vão procurar ali o grupo que tem um foco de resistência que vai estruturar a organização para aniquilar o invasor estrangeiro. Um invasor ávido por saquear as riquezas da nossa população trabalhadora. É essa metáfora que nós temos que entender. O filme <em>Parasita</em> é outra metáfora, porque a família de coreanos pobres se curvou até onde pode a uma classe média rica para poder pegar o emprego. Fizeram o que tinham que fazer, mas na hora da vingança o pai de família que tinha bolado todo o plano de se curvar para sustentar a família, quem foi que ele matou? É simbólico. Ele matou o responsável por tudo aquilo, o seu patrão. E você não pode dizer que eles eram uma família de esquerda, eram simplesmente uma família trabalhadora que preparava caixas de pizza para delivery. O Brasil não é um país dócil, o Gilberto Freyre com a ideia da cordialidade ajudou a mascarar uma situação real. Nós temos uma burguesia predatória e a violência é parte do país. Quantas ações militares foram necessárias para arrebentar o quilombo dos Palmares? E, ao mesmo tempo, nós temos histórias de muitas rebeliões no Brasil. Eu não estou antecipando nada, mas você deve lembrar que há três meses a imprensa citava o Chile como exemplo mais maravilhoso na América Latina. Agora, se você for nesse país, está tudo arrebentado, porque a população cansou. E o que causou esse levante foi o aumento da passagem do metrô, não foi a morte de 100 pessoas, mas é o acúmulo de saques e de vilipêndios. De devastação social, de sujeição e desumanização e arrebentamento da dignidade humana. Chega uma hora que a saída é ao modo do <em>Bacurau</em>, entende? Não estou antecipando nada. Mas eu duvido que uma sociedade pode destroçar tanto assim, ilimitadamente e eternamente.</p>



<p><strong>Estamos no meio de uma crise pandêmica que acontece justamente em um período de avanço do neoliberalismo, o que implica em perca de direitos e outras consequências sociais. Temos contextos sociais na história recente do Brasil que podemos comparar ao atual momento?</strong></p>



<p>Se estivéssemos conversando entre 2011 e 2013, eu diria que nós estamos em uma era espetacular de rebeliões. A geração “nem estuda e nem trabalha” na Espanha, os precários inflexíveis em Portugal, o Occupy Wall Street nos Estados Unidos, explosões na França, Inglaterra e Grécia. Explosão em vários países do Oriente Médio. Nós tivemos uma era de rebeliões que não se converteu em uma era de revoluções porque são duas coisas bastante distintas. Uma coisa não é sinônimo da outra. E, ao contrário, uma era de rebeliões desdobrou-se em uma era de contrarrevoluções. E aí temos a eleição de Donald Trump, o Boris Johnson na Inglaterra, e temos governos de extrema-direita na Áustria e na Polônia. Vivemos uma era de contrarrevoluções. A onda é da extrema-direita, mas a onda passa. Entende? E sabe como ela pode começar a passar? O Trump tem grandes chances de ser derrotado pelo coronavírus, por uma crise econômica que ele não imaginou que pudesse chegar onde chegou. E, se o Trump cai, o Bolsonaro perde o seu “ídalo”. Porque não é ídolo, é o grotesco e o farsante. Os dois são grotescos e muito farsantes. Estou falando metaforicamente, mas se o Trump perde as eleições, o fascismo perde o seu grande braço mundial. Nós podemos ter o início de uma era de revoltas. É claro que o Brasil não é uma ilha, a mundialização do capital é também mundialização das rebeliões e das lutas sociais. Só que tem uma coisa, a história é imprevisível. Anote aí! O professor Ricardo Antunes é que está falando. Se estivéssemos em 1988, e dissesse para você que a União Soviética iria desaparecer, você diria que sou louco. E a segunda maior potência mundial desapareceu em algumas semanas. Porque a história é impiedosa. Onde estão o Hitler e o Mussolini hoje? Na lata de lixo da história.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/chega-uma-hora-que-a-saida-e-ao-modo-do-filme-bacurau-entende-adverte-ricardo-antunes/">&#8220;Chega uma hora que a saída é ao modo do filme Bacurau, entende?&#8221;, adverte Ricardo Antunes</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/chega-uma-hora-que-a-saida-e-ao-modo-do-filme-bacurau-entende-adverte-ricardo-antunes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Velho &#8220;toma lá, dá cá&#8221; garante aprovação da reforma que dificulta a aposentadoria</title>
		<link>https://marcozero.org/velho-toma-la-da-ca-garante-aprovacao-da-reforma-que-dificulta-a-aposentadoria/</link>
					<comments>https://marcozero.org/velho-toma-la-da-ca-garante-aprovacao-da-reforma-que-dificulta-a-aposentadoria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jul 2019 13:11:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Nova política]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Maia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=17325</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Vasconcelo Quadros (Brasília) O discurso de um novo estilo de governabilidade, prometido durante a campanha e reafirmado à exaustão nos primeiros seis meses de governo pelo presidente Jair Bolsonaro, caiu por terra nas 48 horas que antecederam à votação da reforma da previdência, aprovada em primeiro turno às 20h07 desta quarta-feira, com 379 votos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/velho-toma-la-da-ca-garante-aprovacao-da-reforma-que-dificulta-a-aposentadoria/">Velho &#8220;toma lá, dá cá&#8221; garante aprovação da reforma que dificulta a aposentadoria</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<strong>Por Vasconcelo Quadros (Brasília)</strong>

O discurso de um novo estilo de governabilidade, prometido durante a campanha e reafirmado à exaustão nos primeiros seis meses de governo pelo presidente Jair Bolsonaro, caiu por terra nas 48 horas que antecederam à votação da reforma da previdência, aprovada em primeiro turno às 20h07 desta quarta-feira, com 379 votos a favor e 131 contrários. Não há nada de novo na relação do novo governo com o Congresso. O “toma lá, dá cá” voltou com cara amarrotada e com mais força.

Para garantir a aprovação, foram empenhados, desde o início de julho, mais de R$ 2,5 bilhões (quase o dobro de tudo o que foi empenhado e liberado nos seis primeiros meses do ano) em emendas parlamentares, parte desse valor com uma característica inédita no novo balcão de negócios: para mais de R$ 1 bilhão em emendas empenhadas entre segunda e terça-feira não há nem previsão orçamentária.

Uma das emendas, de 93 milhões, foi aprovada e está registrada na Comissão de Seguridade Social da Câmara em valor infinitamente inferior, de 2 milhões, o que levou a bancada da oposição, liderada pelo PT, a ingressar com denúncia no Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de improbidade administrativa com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que proíbe a liberação de recursos para interferir em decisões do Legislativo.

As suspeitas, as manifestações controladas à força pelas polícias legislativa e militar, com o uso de gás pimenta e bloqueios que impediram o ingresso de grupos contrários à reforma pelo Anexo II da Câmara, não impediram a vitória acachapante da confusa base parlamentar.

Embora o governo tenha pago a conta, os louros foram para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apontado por todos os líderes, inclusive o do PSL e o do governo, como o grande “construtor” e “condutor” da agenda que deu na aprovação de uma reforma. Se confirmada pelo Senado, a PEC tirará 80% de R$ 1 trilhão de economia, prevista para os próximos 10 anos, de trabalhadores que estão no Regime Geral da Previdência, com teto de R$ 5,8 mil, mas que recebem, em média, pouco mais de R$ 1,2 mil.

O texto aprovado, no geral, cria idade mínima para aposentadoria (65 anos para homens e 62 para mulheres), aumenta o tempo de contribuição (homens 20 anos, mulheres 15 anos), estabelece cinco faixas de transição para quem já está no mercado de trabalho, reduz benefícios como abono salarial, pensões para viúvos ou herdeiros e impõe regras de transição para os setores público e privado, segundo as quais, será necessário trabalhar o dobro do tempo que hoje falta para se aposentar.

“É uma ação do Executivo com o Legislativo. O protagonismo do Parlamento não sublima o Executivo ”, disse o deputado Major Vitor Hugo, para quem, embora tenha evitado citar Maia, o Legislativo passa a ter o papel de contraponto ao governo. O líder governista foi isolado pelo presidente da Câmara desde maio, quando compartilhou em suas redes sociais uma charge em que Maia aparece negociando com deputados portando uma mala de dinheiro. O líder do partido de Bolsonaro, Delegado Waldir (PSL-GO), foi mais enfático sobre o papel de Maia.

“A reforma não existiria sem Rodrigo Maia”, disse, num reconhecimento implícito de que não há base governista articulada. A “Nova Previdência”, tecla mais batida pelo líder governista, depende do Congresso e não mais do Executivo, embora o governo tenha recorrido ao estilo de governabilidade baseado na distribuição de recursos de emendas, surrado método patrimonialista de relacionamento político que, se é previsto em lei, também é fontes de corrupção, como nos escândalos dos “Anões do Orçamento” e “Sanguessugas”.

Ao discursar pouco antes de anunciar o resultado da votação, Maia afirmou que Bolsonaro, que não tocou no tema durante a campanha, não tinha compromisso com a reforma da previdência e aproveitou para alfinetar o governo e seus apoiadores, que até nas manifestações de rua pedem o fechamento do STF e do Congresso. “Investidor de longo prazo não investe em país que ataca as instituições”, cutucou.

A deputada Jandira Feghali, líder do PC do B, acha que o “é dando que se recebe” reeditado pelo governo, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), caracteriza crime de responsabilidade por Bolsonaro e mostra que a aprovação da PEC da previdência só foi possível graças a “venda de direitos por tostões”, entregando aos bancos o que era uma proteção garantida pela Constituição de 1988. “Mentirosos, hipócritas. É canalhice”, afirmou a deputada, puxando o coro “reforma injusta”, entoado pelos oposicionistas. “Não vai jorrar dinheiro. Vai jorrar povo pobre”, afirmou.

O líder da oposição, Alessandro Molon (RJ) lembrou que, ainda que tenha votado em bloco contra a reforma, a oposição conseguiu afastar do texto-base injustiças mais graves, como a redução do BPC (Benefício de Prestação Continuada, destinado a idosos e deficientes), a redução da aposentadoria rural, a desconstitucionalização da Previdência e o sistema de capitalização, sonhos de consumo do ministro da Economia, Paulo Guedes. “É uma reforma que olha para os números. Nós estamos olhando o que está atrás dos números, que são as pessoas. É irresponsabilidade social”, acusou Molon.

Líder do PSB, o deputado Tadeu Alencar (PE) disse que a reforma é um reajuste fiscal, não combate privilégios e passaria porque “o povo está anestesiado”, sem entender os “efeitos dramáticos” que serão produzidos assim que a lei for sancionada.

“É o primeiro passo. Depois virão a reforma tributária e o pacto federativo”, justificou o deputado pernambucano Silvio Costa Filho, líder do PRB que, ao contrário do pai, que foi vice-líder do governo da ex-presidente Dilma Rousseff na Câmara, “pensando na próxima geração”, enfileirou-se junto aos bolsonaristas. “Se pensasse na próxima eleição seria mais cômodo votar contra”, disse, abrindo os braços de seu partido para possíveis dissidentes do PDT, como a deputada Tabata Amaral (SP), e do PSB, que estão ameaçados de expulsão por se aliarem aos reformistas. “Se essa reforma não passar, o Brasil vai quebrar”, acredita Costa Filho.

Até ser sancionada por Bolsonaro, a PEC da Previdência precisa ainda ser aprovada em segundo turno na própria Câmara dos Deputados depois que forem afastados todos os destaques que, teme o governo, pode desidratar o projeto. Graças a um cochilo de governistas e reformistas pró-Rodrigo Maia, que no momento comemoravam a vitória, a oposição por pouco não conseguiu aprovar um destaque que retirava os professores da reforma aprovada. O placar da votação que poderia incluir a emenda ao texto foi de 265 votos favoráveis contra 187, o que levou Maia a suspender a sessão, transferindo a decisão para esta quinta.

Maia quer resolver o texto-base em primeiro turno até o final de semana, com a íntegra do que foi aprovado na Comissão Especial. Depois, a proposta segue para o Senado onde, segundo o futuro relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve incluir estados e municípios numa proposta de reforma paralela que deve ser enviada separadamente para a Câmara para não mexer no que já foi aprovado.<p>O post <a href="https://marcozero.org/velho-toma-la-da-ca-garante-aprovacao-da-reforma-que-dificulta-a-aposentadoria/">Velho &#8220;toma lá, dá cá&#8221; garante aprovação da reforma que dificulta a aposentadoria</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/velho-toma-la-da-ca-garante-aprovacao-da-reforma-que-dificulta-a-aposentadoria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Votação da reforma da Previdência divide bancada pernambucana na Câmara</title>
		<link>https://marcozero.org/votacao-da-reforma-da-previdencia-divide-bancada-pernambucana-na-camara/</link>
					<comments>https://marcozero.org/votacao-da-reforma-da-previdencia-divide-bancada-pernambucana-na-camara/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jul 2019 20:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[deputados federais]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=17296</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Helena Dias e Mariama Correia Na expectativa pela votação, que pode começar nesta terça-feira (9) e terminar apenas no sábado (12), os deputados federais de Pernambuco têm opiniões divergentes sobre a&#160;reforma da Previdência. Mas até o momento o&#160;placar é favorável para a proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL), com nove a favor, sete [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/votacao-da-reforma-da-previdencia-divide-bancada-pernambucana-na-camara/">Votação da reforma da Previdência divide bancada pernambucana na Câmara</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<strong>Por Helena Dias e Mariama Correia</strong>

Na expectativa pela votação, que pode começar nesta terça-feira (9) e terminar apenas no sábado (12), os deputados federais de Pernambuco têm opiniões divergentes sobre a&nbsp;reforma da Previdência. Mas até o momento o&nbsp;placar é favorável para a proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL), com nove a favor, sete contra e um indefinido, entre os 17 parlamentares da bancada do estado que responderam à reportagem da Marco Zero Conteúdo. São 25 no total.

O PSB é o partido que tem mais deputados na bancada pernambucana. São cinco. O presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira (MG), já disse que haverá punições para os parlamentares socialistas que votarem a favor da reforma. Apenas a assessoria de imprensa do deputado federal Danilo Cabral respondeu à reportagem confirmando que ele seguirá a orientação do partido de votar contra o texto. Tadeu Alencar; João Campos; Gonzaga Patriota e Felipe Carreras não responderam. No Instagram, João Campos publicou um vídeo recentemente onde se posiciona contra a proposta. &#8220;Quem leu a PEC 06 sabe: essa reforma é covarde! Sou contra&#8221;, disse.

Além de rejeitarem a proposta, deputados que estão nos partidos de oposição ao governo Bolsonaro prometem adotar uma tática de obstrução da pauta. Ou seja, eles vão tentar adiar a votação para ganhar tempo de articulação.“Queremos que a população tenha prazo suficiente para entender o quanto a aprovação dessa reforma é danosa para o trabalhador”, disse o deputado Carlos Veras, do PT.&nbsp; Veras adiantou que, caso o texto seja aprovado, a oposição tentará ganhar campo na votação dos destaques. Ao todo, seriam 11 os destaques apresentados pela oposição, incluindo mudanças nas regras para os professores, que teriam maior tempo de contribuição pela proposta atual.

A deputada Marília Arraes (PT) se posicionou contra o texto recentemente em sua conta no Twitter. No grupo que vai tentar obstruir a pauta, Renildo Calheiros, do PCdoB, diz que o partido deve apresentar um destaque relacionado às pensões. Pela atual proposta, os valores das pensões podem ficar até 60% menores, sendo que a maioria passaria a ser inferior ao salário mínimo. Os&nbsp;deputados Túlio Gadelha e Wolney Queiroz, do PDT, também votam contra.

Entre os deputados federais pernambucanos favoráveis à reforma estão André de Paula (PSD); Daniel Coelho (Cidadania); Luciano Bivar (PSL); Pastor Eurico (Patriota); Fernando Rodolfo (PL); Raul Henry (MDB); Silvio Costa Filho (PRB); Ricardo Teobaldo (Podemos) e Augusto Coutinho (Solidariedade). O deputado Fernando Rodolfo disse, por meio de sua assessoria, que tem críticas às mudanças para a aposentadoria dos professores, que teriam tempo de contribuição aumentado para homens e mulheres. O parlamentar chegou a apresentar uma proposta para retirar os professores da reforma, mas foi derrotado.
<div dir="ltr" style="color: #222222;">Augusto Coutinho informou que o Solidariedade irá apresentar um destaque &#8220;apenas que diz respeito à regra de transição&#8221;, que prevê&nbsp;<span style="color: #272727;">pedágio de 100% do tempo de contribuição que faltar a partir da promulgação das novas regras.&nbsp;</span></div>
Raul Henry informou que defende a inclusão de estados e municípios, que ficaram de fora do texto que vai pra votação. A assessoria do deputado Daniel Coelho enviou nota informando que o partido do parlamentar apresentou um destaque (a ser votado em plenário) para retirar do texto a redução do valor das pensões caso os dependentes tenham renda. “O objetivo é evitar que, nestas situações, nenhum pensionista receba menos que um salário mínimo”, diz a nota.

André Ferreira (PSC); Sebastião Oliveira (PL); Eduardo da Fonte (PP); Fernando Coelho Filho (DEM); e Fernando Monteiro (PP) não responderam até a publicação desta matéria. O deputado Ossésio Silva (PRB) informou que seu voto ainda não está definido.
<h4>Votação</h4>
<p style="color: #272727;">O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), espera aprovar o texto-base da reforma da Previdência nesta terça-feira (9) e iniciar a votação dos destaques na quarta-feira (10). Maia afirma que tem 330 votos &#8211; são necessários 308 &#8211; para aprovar a proposta, mas a Minoria diz que o governo chegou a apenas 280 votos favoráveis ao texto até o momento.</p>

<blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt">
<p dir="ltr" lang="pt">O que os deputados federais de Pernambuco falaram sobre a <a href="https://twitter.com/hashtag/ReformadaPrevid%C3%AAncia?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ReformadaPrevidência</a> nas suas redes sociais? Confira nessa sequência que montamos com alguns posts dos parlamentares sobre o tema.</p>
— Marco Zero Conteúdo (@mzconteudo) <a href="https://twitter.com/mzconteudo/status/1149064936154419200?ref_src=twsrc%5Etfw">10 de julho de 2019</a></blockquote>
<script src="https://platform.twitter.com/widgets.js" async="" charset="utf-8"></script><p>O post <a href="https://marcozero.org/votacao-da-reforma-da-previdencia-divide-bancada-pernambucana-na-camara/">Votação da reforma da Previdência divide bancada pernambucana na Câmara</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/votacao-da-reforma-da-previdencia-divide-bancada-pernambucana-na-camara/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ato de encerramento da Greve Geral lota a avenida Guararapes</title>
		<link>https://marcozero.org/ato-de-encerramento-da-greve-geral-lota-a-avenida-guararapes/</link>
					<comments>https://marcozero.org/ato-de-encerramento-da-greve-geral-lota-a-avenida-guararapes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2019 20:09:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[#VazaJato]]></category>
		<category><![CDATA[Greve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=16699</guid>

					<description><![CDATA[<p>O ato de encerramento da Greve Geral no cruzamento da avenida Guararapes com a rua do Sol foi bem mais vermelho que as manifestações de maio em defesa da educação. Apesar da presença de estudantes universitários e secundaristas, a maior parte dos grupos que começaram a chegar no início da tarde era formada por sindicalistas, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/ato-de-encerramento-da-greve-geral-lota-a-avenida-guararapes/">Ato de encerramento da Greve Geral lota a avenida Guararapes</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[O ato de encerramento da Greve Geral no cruzamento da avenida Guararapes com a rua do Sol foi bem mais vermelho que as manifestações de maio em defesa da educação. Apesar da presença de estudantes universitários e secundaristas, a maior parte dos grupos que começaram a chegar no início da tarde era formada por sindicalistas, militantes das bases partidárias e trabalhadores.

Cada sindicato acrescentou suas pautas e bandeiras específicas ao mote geral de protestar contra a reforma da previdência. Além disso, era nítido o ânimo da militância com a Vaza Jato. Como reflexo do escândalo dos vazamentos das conversas de Sérgio Moro e Deltan Dalangnol, ninguém se constrangeu em usar as palavras de ordem invocando a inocência e a libertação de Lula.

Se as modificações introduzidas no relatório na Comissão Especial da Câmara não agradaram ao ministro Paulo Guedes, também não deixaram nada satisfeitos os trabalhadores que foram à avenida Guararapes. “Houve flexibilização, que relator cedeu, mas ainda tem alguns ajustes e dá para avançar mais. Quando o ministro diz que não vai ter concurso público, o objetivo é afetar a imagem de todo o serviço público para sucatear e realizar a privatização projetada por eles”,afirma Halisson Tenório, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios em Pernambuco (Sintect-PE).

A presidente do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Maria Cazé, que está participando de um curso em Recife junto com outros 30 agricultores e agricultoras familiares, seguiu na linha de Halisson: “Enquanto tiver a ameaça da capitalização e da desconstitucionalização existir, não muda a essência da reforma”.
<blockquote><strong>Leia também: <a href="http://marcozero.org/trabalhadores-de-pernambuco-aderem-a-greve-geral-contra-a-reforma-da-previdencia/">Trabalhadores de Pernambuco aderem à greve geral contra a reforma da previdência</a></strong></blockquote>
A secretária-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Civis de PE (Sinserp), Ceci Feitosa, foi uma das que fez questão de ressaltar a bandeira específica da categoria que representa: “Nossa luta também é contra o Governo do Estado, pois há quatro anos estamos sem reajuste ou reposição salarial. Além disso, se servidores estaduais e municipais vão ficar de fora, é por pouco tempo. Temos milhares de servidores precisando se aposentar, mas não podem porque, se forem para casa, morrem de fome”.

Às 16h30min, a multidão começou a percorrer a avenida Conde da Boa Vista. Com muita gente comemorando pequenas conquistas obtidas desde as manifestações pela educação, no começo de maio, as lideranças já começavam a discutir quando seria a próxima paralisação. Ou seja, a mobilização social está só começando.

[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;96&#8243; gal_title=&#8221;Greve geral tarde&#8221;]<p>O post <a href="https://marcozero.org/ato-de-encerramento-da-greve-geral-lota-a-avenida-guararapes/">Ato de encerramento da Greve Geral lota a avenida Guararapes</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/ato-de-encerramento-da-greve-geral-lota-a-avenida-guararapes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Trabalhadores de Pernambuco aderem à greve geral contra a reforma da previdência</title>
		<link>https://marcozero.org/trabalhadores-de-pernambuco-aderem-a-greve-geral-contra-a-reforma-da-previdencia/</link>
					<comments>https://marcozero.org/trabalhadores-de-pernambuco-aderem-a-greve-geral-contra-a-reforma-da-previdencia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2019 12:46:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[centrais sindicais]]></category>
		<category><![CDATA[cortes na educação]]></category>
		<category><![CDATA[Greve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[manifestacao]]></category>
		<category><![CDATA[paralisação]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=16638</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Helena Dias, Inês Campelo, Mariama Correia e Raíssa Ebrahim Em Pernambuco, as principais categorias de trabalhadores aderiram à Greve Geral desta sexta-feira (14) contra a reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL). Antes mesmo do dia amanhecer, rodoviários já se mobilizavam em frente às garagens das empresas de transporte e a paralisação dos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/trabalhadores-de-pernambuco-aderem-a-greve-geral-contra-a-reforma-da-previdencia/">Trabalhadores de Pernambuco aderem à greve geral contra a reforma da previdência</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<strong>Por Helena Dias, Inês Campelo, Mariama Correia e Raíssa Ebrahim</strong>

Em Pernambuco, as principais categorias de trabalhadores aderiram à Greve Geral desta sexta-feira (14) contra a reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL). Antes mesmo do dia amanhecer, rodoviários já se mobilizavam em frente às garagens das empresas de transporte e a paralisação dos metroviários só não foi total por causa de ordem judicial da CBTU que estabeleceu o funcionamento em horários de pico.

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/greve-geral_.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-16683" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/greve-geral_.jpg" alt="greve geral_" width="1600" height="600" /></a>

A união entre trabalhadores e a educação foi vista logo cedo, quando estudantes fecharam a entrada da Universidade Federal de Rural de Pernambuco (UFRPE) com cartazes em apoio à Greve Geral. No início da manhã, trabalhadores do Sindipetro e do Sintepav se posicionavam em frente a Refinaria Abreu e Lima, onde a adesão foi de 100% do primeiro turno. A paralisação chegou a 80% no setor administrativo e 70% nos terceirizados .

Nas estradas, o apoio à paralisação veio por meio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) bloqueando a circulação de pessoas e mercadorias na Região Metropolitana do Recife (RMR). Foram quatro bloqueios: uma na BR-232 e três na BR-101. Houve paralisações ainda nas rodovias BR-104, PE-71 e PE-21. De acordo com a presidente da Fetape, Cícera Nunes, os 176 sindicatos ligados à federação estão fechados hoje. Em diversos municípios do estado, os setores do comércio que estão ligados aos sindicatos também aderiram à greve, como mostram as fotos enviadas pela Fetape que estão da galeria. Houve atos maiores nos municípios de  Garanhuns e Ouricuri. Em Flores, houve manifestação na Câmara de Vereadores do município.

<div id="attachment_16684" style="width: 1608px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/greve-geral_1.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16684" class="size-full wp-image-16684" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/greve-geral_1.jpg" alt="Crédito: MST/PE" width="1598" height="602" /></a><p id="caption-attachment-16684" class="wp-caption-text">Crédito: MST/PE</p></div>

Durante toda a semana, a paralisação dos rodoviários foi uma dúvida. O sindicato da categoria manteve o posicionamento frente à Greve Geral em suspenso, porque os trabalhadores estão em processo de campanha salarial que já foi protocolada. Caso aderissem à greve, informavam, a entidade estaria sujeita a multa. Contudo, a paralisação nesta sexta foi puxada pela oposição à gestão do sindicato que, desde quarta-feira, afirmava o desejo dos trabalhadores de se engajarem nas manifestações contra a reforma da previdência e o governo Bolsonaro.

“O sindicato agiu tentando desmobilizar a categoria, usando o argumento da campanha salarial para se munir de defesa e não aderir à paralisação”, diz Aldo Lima, da oposição do Sindicato dos Rodoviários. Para ele, o argumento da diretoria do sindicato expõe a postura de omissão da luta porque as rodadas de negociação nem sequer começaram.

<div id="attachment_16685" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/greve-geral_2.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16685" class="wp-image-16685 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/greve-geral_2.jpg" alt="Crédito: Mariama Correia e Raíssa Ebrahim/MZ Conteúdo" width="1280" height="1446" /></a><p id="caption-attachment-16685" class="wp-caption-text">Crédito: Mariama Correia e Raíssa Ebrahim/MZ Conteúdo</p></div>

Trabalhadores das empresas de ônibus Caxangá, Itamaracá e Vera Cruz estão mobilizados na Greve Geral. São cerca de 400 ônibus parados, somando as garagens da Caxangá e Itamaracá que aderiram 100%. No terminal integrado Tancredo Neves, onde operam mais de 20 linhas, houve uma redução de passageiros por conta das chuvas da última quinta-feira (13).

Já a adesão dos metroviários aconteceu mesmo com uma liminar da Justiça determinando o funcionamento de 100% das linhas do metrô recifense. Segundo o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindimetro), a adesão à greve geral foi massiva. Mais de 80% do operacional, que significa 1,7 mil funcionários, e 100% dos maquinistas estão participando da paralisação.

As estações do VLT Cajueiro-Cabo e Cajueiro-Curado estarão fechadas durante toda a sexta. As demais funcionam apenas nos horários das 5h às 10h e das 16h às 20h.

O diretor de comunicação do Sindimetro, Thiago Mendes, destacou que a categoria reivindica pautas para além da crítica à reforma da previdência. &#8220;Queremos melhores condições de trabalho, melhores salários, passagens mais acessíveis para os usuários e também somos contra a privatização do metrô&#8221;, ressaltou.

O Sindicato dos Urbanitários confirmou a participação na Greve Geral e funcionários da Compesa cruzaram os braços hoje. Segundo a entidade, houve 50% de adesão dos trabalhadores que são da Chesf, Compesa e Celpe.

Já os bancários, realizaram ato público na frente do Banco do Nordeste, na Avenida Conde da Boa Vista, antes de seguirem para o ato unificado no início da tarde na Avenida Guararapes. 19 agências bancárias na RMR ficaram paralisadas até o meio dia no corredor das avenidas Conde da Boa Vista, Guararapes e Dantas Barreto. Há, também, agências fechadas nos municípios de Arcoverde e Brejo da Madre de Deus.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, explicou que a categoria decidiu aderir à Greve Geral em resistência à pauta de perda de direitos promovida pelo governo Bolsonaro. &#8220;Essa greve significa que nós, enquanto classe trabalhadora, não aceitamos o desmonte que este governo está fazendo em nossos direitos e, principalmente, a nefasta reforma da previdência. Ela prejudica os trabalhadores e trabalhadoras rurais, os viúvos e viúvas. A proposta de capitalização só vai beneficiar os bancos. Esse estado não tem compromisso social com os trabalhadores nem com os pobres&#8221;, criticou.

<strong>Centrais sindicais</strong>
CUT, CTB, Conlutas, Força Sindical, Intersindical, Nova Central Sindical, UGT e CGTB puxam a greve desta sexta-feira contra a reforma da previdência. É um marco na história dos movimentos sindicais, já que a divergências entre as centrais foram deixadas de lado em prol de mobilizações unificadas. O relatório da reforma da previdência foi apresentado na comissão especial da Câmara dos Deputados na última quinta-feira (13) e começará a ser debatido na próxima quinta (18).

O presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), Paulo Rocha, afirma que a luta dos trabalhadores é também contra a reforma trabalhista.  “Nós vamos continuar na luta contra a reforma previdenciária e para retirar a reforma trabalhista. Senão, as pessoas vão continuar sem direito nenhum. É para lembrar o que Bolsonaro disse, que a população precisa escolher se tem direito ou emprego. Foi dito que a reforma trabalhista iria gerar emprego, mas não gerou. Gerou desemprego”.

O integrante da executiva nacional da CSP-Conlutas, Hélio Cabral, convocou a população para participar do ato unificado, às 14h, na Avenida Guararapes.“Nós estamos convocando você que está em casa, no trabalho e que está indo à escola. Que não vá, que venha aqui para a Avenida Guararapes, onde vai ser a grande concentração da finalização da Greve Geral. O coroamento de uma grande mobilização nacional para barrar a reforma da previdência”, disse em vídeo para a Marco Zero.

O presidente da Força Sindical de Pernambuco e vereador do Recife, Rinaldo Júnior, evidenciou a unidade entre as centrais. “Que os trabalhadores consigam enxergar que o futuro do país está nas nossas mãos e a forma mais certa que nós temos é reivindicar. Aqui em Pernambuco não é diferente. A gente está enxergando uma unidade muito grande, diversas centrais sindicais e diversos atores do movimento sindical pernambucano unidos em uma só causa que é barrar a reforma da previdência”.

<strong>Tumulto</strong>
No centro do Recife, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) interditou uma via próxima à Avenida Conde da Boa Vista. Pneus em chamas fecharam a rua e houve tumulto entre manifestantes e pessoas contrárias ao protesto. A militante do MTST, Elizângela Silva, tentou impedir que um homem mexesse nos pneus e levou um soco no braço. No mesmo local, um ambulante foi abordado pela polícia porque estava filmando o tumulto e pessoas interviram na abordagem. A codeputada das Juntas (PSOL-PE), Jô Cavalcanti, que estava acompanha da codeputada Carol Vergolino, questionou os policiais: &#8220;Só porque o rapaz é ex-detento. Cadê a ressocialização do estado?&#8221;.

Na Avenida Guararapes, no centro do Recife, todas as categorias já estão se organizando para o ato unificado da Greve Geral, que será iniciado às 14h.

[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;95&#8243; gal_title=&#8221;greve 14 de junho&#8221;]<p>O post <a href="https://marcozero.org/trabalhadores-de-pernambuco-aderem-a-greve-geral-contra-a-reforma-da-previdencia/">Trabalhadores de Pernambuco aderem à greve geral contra a reforma da previdência</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/trabalhadores-de-pernambuco-aderem-a-greve-geral-contra-a-reforma-da-previdencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Greve Geral mobiliza principais categorias nesta sexta-feira</title>
		<link>https://marcozero.org/greve-geral-mobiliza-principais-categorias-nesta-sexta-feira/</link>
					<comments>https://marcozero.org/greve-geral-mobiliza-principais-categorias-nesta-sexta-feira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2019 17:41:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Greve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=16599</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Greve Geral marcada para esta sexta-feira (14) irá mobilizar as categorias de trabalhadores que se posicionam contra a reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro. Convocada no 1º de maio deste ano, a paralisação representa um marco na história do movimento sindical, pois as centrais sindicais brasileiras deixaram as divergências de lado e uniram [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/greve-geral-mobiliza-principais-categorias-nesta-sexta-feira/">Greve Geral mobiliza principais categorias nesta sexta-feira</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[A Greve Geral marcada para esta sexta-feira (14) irá mobilizar as categorias de trabalhadores que se posicionam contra a reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro. Convocada no 1º de maio deste ano, a paralisação representa um marco na história do movimento sindical, pois as centrais sindicais brasileiras deixaram as divergências de lado e uniram forças contra a reforma que pode afetar a aposentadoria no país. É a primeira greve após a paralisação de 2017, realizada contra a proposta anterior de reforma da previdência feita pelo então presidente Michel Temer (MDB).

Outro ponto de apoio importante para a greve é a articulação entre os trabalhadores e os estudantes, vista desde as manifestações de maio em defesa da educação pública. UNE, Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo marcarão presença no ato unificado que acontecerá a partir das 14h, na Avenida Guararapes, no centro do Recife. Mobilizações devem acontecer por todo o estado com o apoio do MST, da Fetape e Fetaepe.

A mobilização desse ano continua reivindicando o essencial para que a proposta não afete negativamente a vida dos brasileiros: participação popular na construção da reforma. Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores&nbsp; (CUT-PE), a proposta do governo é inconstitucional. Para ele, a capitalização é o ponto mais nocivo da reforma de Bolsonaro.

“Quem ganha com a reforma são os bancos, porque com o sistema de capitalização as pessoas vão colocar mais dinheiro na iniciativa privada. Hoje, os recursos da previdência estão em bancos públicos e, com a reforma, o dinheiro da aposentadoria das pessoas migrará para os bancos privados. Outro segmento que ganha são os grandes empresários, porque vão deixar de pagar a previdência. Hoje, cada trabalhador e trabalhadora tem a contribuição da empresa, os impostos que são arrecadados”, explica.

CUT, CTB, Conlutas, Força Sindical, Intersindical, Nova Central Sindical, UGT e CGTB puxam a greve no estado. De acordo com o vereador do Recife e presidente da Força Sindical em Pernambuco, Rinaldo Júnior, as centrais sindicais conseguiram garantir a unidade no país todo. “Estamos felizes com a participação popular. A gente está passando pelas ruas do Recife e eu vejo que as pessoas estão começando a perceber a maldade que está acontecendo com o trabalhador”, afirmou Rinaldo em coletiva na última quarta-feira (12).

Metroviários, professores, bancários, metalúrgicos e petroleiros aderiram totalmente à greve. 20 agências bancárias das avenidas Conde da Boa Vista, Guararapes e Dantas Barreto irão retardar o início do expediente para às 12h. Os bancários organizam um ato em frente a sede do Banco do Nordeste, na Conde da Boa Vista, às 14h e seguem para o ato unificado das centrais sindicais.

Já o metrô amanhecerá paralisado na manhã da sexta-feira (14) e sindicatos de professores, tanto das redes públicas quanto da rede privada, também farão greve. Com os ônibus foi diferente, o posicionamento definitivo do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana (Sttrepe), que estava previsto para ser divulgado na coletiva da quarta, não teve o martelo batido e a entidade segue em reuniões ao longo de todo o dia de quinta-feira.

O impasse que envolve os rodoviários é a campanha de aumento salarial da categoria que já foi protocolada junto às empresas e, caso eles paralisem o funcionamento dos ônibus, o sindicato fica sujeito a multas. Em coletiva também na quarta, os representantes das centrais sindicais garantiram que a categoria vai parar. Uma oposição à gestão do sindicato afirma que pelo menos 90% dos rodoviários querem aderir à greve geral.

Ainda durante a coletiva de ontem, as centrais sindicais convocaram as demais categorias a aderirem à paralisação contra a reforma que diz respeito a toda a classe trabalhadora. Inclusive, fizeram um chamado para a categoria dos jornalista.
<h2>O novo texto da Reforma da Previdência</h2>
Na véspera da greve geral, o relator da Reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentou à comissão especial da Câmara dos Deputados o parecer sobre o texto proposto pelo governo Jair Bolsonaro. Vários pontos polêmicos foram desidratados. Entre eles, se destacam mudanças nas regras para as mulheres, na aposentadoria rural, nas regras de transição e a exclusão da proposta de capitalização.

Parte das novas regras do parecer fazem parte de exigências de 25 governadores que se reuniram em Brasília no começo da semana. Os governadores querem que as regras da previdência federal encampem também as previdências estaduais o que dispensaria articulações para votações em cada um dos estados.

Neste quesito, o parecer do relator não contempla os estados e municípios. A ideia é justamente pressionar para que os governadores atuem na defesa do novo texto e, assim, tenham seu pleito incluído na reforma.

O governo, apoiado pela presidência da Câmara, pretende votar a reforma até a primeira quinzena de julho. Após o recesso, em agosto, a pauta iria para o senado, sendo votada até outubro. A estratégia da oposição é manter a reforma na Câmara até o segundo semestre.

Confira os principais pontos do novo texto da reforma da previdência:

<strong>Exclusão do regime de capitalização</strong>
O texto do governo previa que os trabalhadores pagassem por títulos de capitalização para completar a futura aposentadoria. O relator levou em conta que os trabalhadores brasileiros têm baixos rendimentos e excluiu a proposta.

<strong>Professoras aposentadas aos 57 anos</strong>
O texto do relator estabelece idade mínima de 57 anos para professoras e de 60 anos para professores. Estão compreendidos na regra os professores que atuam nos ensinos infantil, fundamental e médio. A proposta de Bolsonaro é de 60 anos para todos.

<strong>Contribuição mínima de 15 anos para mulheres</strong>
Pela proposta de Bolsonaro, ambos os sexos (trabalhadores urbanos) terão de contribuir pelo menos por 20 anos para ter direito à aposentadoria. O texto do relator mantém os atuais 15 anos mínimos de contribuição, mas somente para as mulheres.

<strong>Aposentadoria rural</strong>
As mulheres continuam com idade mínima de 55 anos e 15 anos de contribuição. Os homens permanecem com idade mínima aos 60 anos, mas a contribuição sobe para 20 anos, de acordo com texto do relator. O governo Bolsonaro previa uma escala em que até 2030 as trabalhadores rurais se aposentariam também somente aos 60.

<strong>Benefício de Prestação Continuada (BPC) inalterado</strong>
O pagamento de um salário mínimo para idosos (a partir dos 65 anos) e deficientes de baixa renda segue com as mesmas regras pelo texto do relator. O governo quer a redução para R$ 400 a partir dos 60 anos e um salário mínimo a partir dos 70 anos.

<strong>Reajuste pela inflação mantido</strong>
O texto proposto por Bolsonaro excluía a garantia de que as aposentadorias fossem reajustadas pela inflação, indexação esta prevista na Constituição. A nova versão da reforma mantém o reajuste de acordo com a inflação.

<strong>Pensão por morte mantém redução</strong>
O texto original da reforma estabelecia redução de 100% do benefício para 60%, mais 10% para cada dependente do falecido contribuinte. O novo texto mantém esse percentual, mas faz algumas ressalvas: pelo menos um salário mínimo para beneficiários sem outra fonte de renda e 100% da aposentadoria para dependentes com grave deficiência.<p>O post <a href="https://marcozero.org/greve-geral-mobiliza-principais-categorias-nesta-sexta-feira/">Greve Geral mobiliza principais categorias nesta sexta-feira</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/greve-geral-mobiliza-principais-categorias-nesta-sexta-feira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Joice Hasselmann em nova embalagem</title>
		<link>https://marcozero.org/joice-hasselmann-em-nova-embalagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jun 2019 12:43:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Joice Hasselman]]></category>
		<category><![CDATA[plágio]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=16467</guid>

					<description><![CDATA[<p>Convém não subestimar uma mulher que mesmo sob a acusação, fartamente comprovada, de ter plagiado 65 textos de 42 autores diferentes e ser condenada por uso indevido da marca da revista da qual tinha sido demitida, conseguiu convencer 1.078.666 pessoas a elegê-la como uma paladina da ética e da honestidade. E, mesmo novata, ganhou no [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/joice-hasselmann-em-nova-embalagem/">Joice Hasselmann em nova embalagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[Convém não subestimar uma mulher que mesmo sob a acusação, fartamente comprovada, de ter <a href="http://www.sindijorpr.org.br/noticias/6066/conselho-de-etica-comprova-plagio-praticado-pela-jornalista-joice-hasselmann">plagiado 65 textos de 42 autores</a> diferentes e ser condenada por <a href="https://www.conjur.com.br/2018-mar-27/jornalista-condenada-indenizar-veja-uso-indevido-marca">uso indevido da marca da revista da qual tinha sido demitida</a>, conseguiu convencer 1.078.666 pessoas a elegê-la como uma paladina da ética e da honestidade. E, mesmo novata, ganhou no grito a função de líder do governo no Congresso, praticamente impondo seu nome ao recém-eleito Jair Bolsonaro.

Essas razões me motivaram a acompanhar a palestra da deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) para empresários na sede da Associação Comercial de Pernambuco, uma daquelas bonitas construções que emolduram a praça Rio Branco, vulgo Marco Zero.

Foi bom ter ido. Nos últimos dias, depois de vê-la em ação quebrando o pau publicamente com seu correligionário Major Olímpio, tive a sensação que a deputada iniciou a reelaboração de sua imagem e vai tentar o malabarismo de descolar-se do governo cuja liderança exerce no parlamento. Durante sua passagem pelo Recife, Joice deu claros sinais de que, sim, minha hipótese tem fundamento.
<h2>A entrevista: uma fêmea alfa no centro do universo</h2>
Uma entrevista coletiva pouco concorrida – além da Marco Zero Conteúdo, estavam lá apenas repórteres dos três jornais locais &#8211; antecedeu à palestra. A deputada chegou com 47 minutos de atraso. Estava comendo frutos do mar, no Pina, com a cúpula da Associação e alguns parlamentares de “partidos variados”.

E ela chegou chegando, dispensou formalidades e cumprimentou a todos em voz alta. Sem cerimônia, decidiu os lugares da mesa, definiu que responderia a um máximo de oito perguntas, porque havia muita gente à espera no andar de baixo. E só trataria ao tema da palestra, “A nova previdência”. Outros assuntos – talvez estivesse se referindo ao seu arranca-rabo com o senador Olímpio – poderiam ser abordados depois.

Logo no início da entrevista, o telefone tocou. “É a imprensa. ‘Alô, estou numa coletiva, ligue depois, obrigado’. É o dia todo assim, vocês jornalistas me ligando”.

Joice não é seguidora de Olavo de Carvalho, mas a julgar pela postura na entrevista, ela também tenta convencer os interlocutores que a Terra não gira em torno do Sol. Para Joice, a Terra gira em torno de Joice. O Sol também. A Reforma da Previdência, essa então, se sair, será por causa de Joice e de mais ninguém, afinal está dedicada a articular nos bastidores com os líderes, enquanto os demais estão brigando no plenário. Essa é a ideia que ela tenta vender indo de capital em capital, viagens que ela chama de “Caravana da Previdência”.

Nessa peregrinação, ela diz que vira “uma pedinte, eu peço para que os brasileiros se juntem para pressionar os deputados a votarem pela Reforma, a votarem pelo Brasil. Deixei para vir ao Nordeste em junho porque esse é um mês importante para os nordestinos”. O que uma coisa tem a ver com a outra, eu não sei. Também não perguntei.

No Nordeste, Joice adota uma curiosa tática para convencer os governadores a colocarem suas bancadas a favor da reforma: ela os constrange, chamando ora de hipócritas, ora de demagogos. Mais uma vez, deixei de perguntar como esse tipo de pressão tão contundente poderia funcionar. Deixei passar, nunca fui um grande entrevistador.

Arrisco: ela joga para sua plateia de milhões de seguidores nas redes sociais, não para construir pontes ou um bom ambiente para diálogo. Vai ver foi por isso que não havia encontro com Paulo Câmara em sua agenda recifense.

Quando a entrevista estava perto de terminar, perguntei se, depois da palestra, poderíamos conversar separadamente, pois meu interesse era abordar essa mudança da Joice incendiária para uma Joice mais articuladora, mais conciliadora. “Sim, vamos, no final podemos conversar, sim”. Minutos depois, eu iria me arrepender de ter tocado nesse assunto.
<h2>A palestra: o novo “mito” e muita autopromoção</h2>
Diante de uma plateia de, aproximadamente, 150 pessoas, Joice Hasselmann fez o que faz melhor: vendeu o produto Joice Hasselmann, que, em breve, estará disponível em nova embalagem.

De uma empresária, ou melhor, da filha de um empresário, ela recebeu flores e a frase de efeito: “Se a nova previdência não for aprovada, nem a divina providência salva o Brasil”. Pelo jeito, diante do derretimento de um presidente que mal sabe se comportar em público, a Reforma substituiu Bolsonaro na condição de novo “mito” para quem acredita em milagres, salvadores da pátria e soluções fáceis e definitivas.

Joice não explicou o que seria a tal “Nova Previdência”, não apresentou dados, não aprofundou informações. Longe disso. Sua lógica, sempre numa linguagem clara e bastante cênica, típica de uma youtuber, é bater com ênfase na mesma tecla, sem argumentos.

O primeiro 1/3 de sua fala de 45 minutos foi dedicado a pedir que os endinheirados presentes pressionassem seus deputados, o governador e a opinião pública. Segundo ela, isso está dando “super certo, porque quando comecei a Caravana da Previdência, apenas 30% do povo brasileiro aprovavam a reforma, agora são 60%”. Diz ela que há pesquisas sendo feitas todos os dias sobre o tema. Só não disse quem faz.

Nesse trecho, ela escancarou como converteu o gabinete da liderança do governo numa central de produção de memes: “Quando um deputado é atacado em seu estado por declarar apoio à reforma, nossa equipe produz peças adaptadas para a linguagem da região do deputado atacado. São 12 ou 15 peças por dia. Tudo isso para combater as <em>fake news</em> da oposição contra a reforma”.

É bom lembrar que no dicionário dos aliados de Bolsonaro, <em>fake news</em> é tudo aquilo que nega ou desmente o discurso ou a versão oficial que o governo tenta impor.

<a href="http://www.marcozero.org/assine"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13083 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg" alt="bannerAssine" width="730" height="95"></a>

Nos 15 minutos seguintes, a deputada dedicou-se a reelaborar sua imagem. Foi aí que me arrependi: “Quem diria que eu, a maior incendiária da política, iria atuar como articuladora, como a bombeira do Brasil”, disse ela. Para quem tem tanta prática em plagiar, o que é aproveitar um adjetivozinho?

Depois de autointitulada Madrinha da Lava Jato, ela começa a vestir a fantasia de Bombeira do Brasil. Se a reforma sair, seja do jeito que for, não duvido que ela mande costurar uma faixa de A Mãe da Nova Previdência.

Seu esforço, garante, é para buscar votos suficientes para aprovar a reforma. “Converso com todo mundo, sete deputados do PT já me prometeram de pés juntos que vão votar a favor”. No Paraná, em maio, ela havia dito que seriam oito petistas. Diálogo ela só não tem com as “maluquinhas do PSOL e com um ou outro petista, mas dá para conversar com alguns, tirando aqueles que não sabem nem matemática básica”.

Raiva mesmo ela tem de Maria do Rosário (PT-RS), aquela que não merecia ser estuprada por Bolsonaro. “Juro que, às vezes, tenho de contar até 10 pra não dar uns tapas nela, mas nesse tempo na Câmara eu aprendi que tenho um botão ‘fofo’, que me faz deixar passar umas coisas”.
<h2>O final: a embalagem nova está pronta</h2>
Perto de encerrar, Joice fez pouco caso de uma das teses preferidas do seu chefe: o conflito velha política x nova política. “Eu mesma falei tanto disso. Aí, chego lá e tem tanta gente que se elegeu com o mesmo discurso que eu e tá pensando na mesma coisa: cargos e esquemas. E tem gente que tem oito mandatos e faz tudo certo. Malandro tem em todo canto”.

É evidente que se referiu aos colegas do próprio partido, o PSL.

Por essas e outras, é tratada como traidora pela bancada governista. E, na oposição ou no centrão, poucos confiam nela, conforme garantiram dois deputados pernambucanos para quem telefonei antes de escrever esse texto. Esses parlamentares me contaram que, na Câmara Federal, sua tática é afastar-se dos outros líderes indicados pelo presidente &#8211; todos bastante queimados &#8211; e colar em Rodrigo Maia (DEM).

O cheiro de estragado de Bolsonaro também deve estar incomodando suas narinas. Tanto que, ao final da palestra, ela convidou os empresários a ingressarem no novo movimento que está criando, o Movimento Bom Brasil, “que é apartidário, não é ideológico, não é favor de Bolsonaro, não é da Joice, não é do PSL. É pelo Brasil”.

Vou usar suas próprias palavras para descrever o que ela define como um movimento político: “É um grupo de whatsapp onde eu vou municiar vocês com tudo o que é preciso saber sobre os temas importantes do País. Eu me proponho a fazer chegar no celular de vocês material quente, engraçado, gostoso, divertido, tudo papinha, tudo mastigadinho”. Juro que foi essa explicação.

Se isso não for uma evidência de que a líder do governo pretende distanciar-se do desgastado governo que ela representa, então alguém ajude a explicar o que é.

Finalmente, o microfone foi aberto para perguntas da plateia. Quando escutei o primeiro interlocutor dizer que ela traduzia os anseios do povo brasileiro, percebi que era hora de ir embora. Dispensei a entrevista exclusiva e saí sem dizer adeus, com uma certeza: convém não subestimar.<p>O post <a href="https://marcozero.org/joice-hasselmann-em-nova-embalagem/">Joice Hasselmann em nova embalagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Contra rejeição, Bolsonaro acena para o Nordeste e recebe crítica por governo &#8220;de uma nota só&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/contra-rejeicao-bolsonaro-acena-para-o-nordeste-e-recebe-critica-por-governo-de-uma-nota-so/</link>
					<comments>https://marcozero.org/contra-rejeicao-bolsonaro-acena-para-o-nordeste-e-recebe-critica-por-governo-de-uma-nota-so/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2019 21:59:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma da Previdência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=16043</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Débora Britto e Mariama Correia A estrutura do evento foi montada entre as estátuas de mármore e as pinturas clássicas do imponente salão do Instituto Ricardo Brennand, museu em formato de castelo, no Recife. Na manhã desta sexta-feira (24), todos os olhos e ouvidos, até os desses objetos inanimados, estavam voltados aos detalhes da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/contra-rejeicao-bolsonaro-acena-para-o-nordeste-e-recebe-critica-por-governo-de-uma-nota-so/">Contra rejeição, Bolsonaro acena para o Nordeste e recebe crítica por governo &#8220;de uma nota só&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<strong>Por Débora Britto e Mariama Correia</strong>

A estrutura do evento foi montada entre as estátuas de mármore e as pinturas clássicas do imponente salão do Instituto Ricardo Brennand, museu em formato de castelo, no Recife. Na manhã desta sexta-feira (24), todos os olhos e ouvidos, até os desses objetos inanimados, estavam voltados aos detalhes da primeira visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Nordeste desde a sua eleição. Com atraso de cinco meses, Bolsonaro se voltou para a região, onde seu governo mantém índices de rejeição acima da média nacional, com o anúncio do aumento de R$ 4 bilhões para o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. O aceno convenceu as lideranças apenas em parte.

Depois de meses de indiferença aos pleitos nordestinos, Bolsonaro veio ao Recife para participar da 25º reunião do Conselho Delibeativo da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), o Condel. No começo da semana, a hashtag #NordesteCancelaBolsonaro ficou entre as mais populares do Twitter. Todos os governadores da área de atuação da Sudene (além dos nove do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo), menos o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), estavam presentes no encontro, que também reuniu ministros, parlamentares e prefeitos do Nordeste. “Quando um presidente chega, a gente sempre espera que venham mais boas notícias. Foram boas, mas não foram tantas”, avaliou o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB).

Para um salão com muitas cadeiras vazias, o presidente fez, ao estilo confuso e pouco empolgante que tem sido sua marca, um breve discurso antes do início da reunião do Condel. “Temos um desafio pela frente. A reforma da Previdência, sem a qual não podemos sonhar parte do que estamos apresentando nessa reunião”, destacou em um trecho. Foi um claro pedido de apoio aos governadores nordestinos para a aprovação do projeto. Mais tarde, em conversa com os jornalistas, novamente condicionou investimentos à aprovação do projeto que, para ele, é a reforma mãe. “Enquanto não se fizer isso você não terá as suas contas estáveis”, destacou, defendendo que desavenças partidárias devem ser superadas em prol da aprovação do projeto.

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/MARCO_ZERO_HORA_DE_ASSINAR_BANNER.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13037" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/MARCO_ZERO_HORA_DE_ASSINAR_BANNER.jpg" alt="MARCO_ZERO_HORA_DE_ASSINAR_BANNER" width="730" height="95" /></a>

Alguns minutos antes da chegada do presidente ao salão onde aconteceu a reunião do Condel, contudo, governadores criticaram o “samba de uma nota só” do governo em relação ao tema da Previdência. “É importante fazer uma reforma que retire privilégios e não prejudique os mais pobres. Mas sobretudo apresentar uma outra agenda, da retomada do emprego, da renda. O país não pode ter uma agenda única”, criticou o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB).

Mesmo assim o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), considerou que os anúncios feitos pelo presidente nesta sexta-feira foram importantes, tanto pelo aumento de recursos para o FNE, quanto no sentido da revalorização da Sudene, que precisa ser fortalecida enquanto fomentadora do desenvolvimento do Nordeste. Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco, também ressaltou a importância da Sudene “para o desenvolvimento da região, que ainda convive com os flagelos da seca e da fome”.

O acréscimo de R$ 4 bilhões para o FNE, fundo que é operado pelo Banco do Nordeste e representa uma importante fonte de financiamento de projetos para a região, serão liberados ainda este ano. O anúncio faz parte do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) do Governo Federal, que inclui diretrizes para investimentos em projetos hídricos, de educação, tecnologia, entre outros. Com o novo aporte, o volume de recursos passará de R$ 23,7 bilhões para R$ 27,7 bilhões. “Os recursos são dos retornos de investimentos do Banco do Nordeste”, explicou o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Para projetos de infraestrutura serão destinados R$ 3 bilhões. O restante (R$ 1 bilhão) vai para microcrédito.

Na reunião também ficou decidido que 30% do FNE será destinado para infraestrutura. Isso significa pelo menos R$ 15 bilhões em quatro anos para destravar projetos na região. Ainda não há detalhamento de quais projetos serão contemplados efetivamente. “Os governadores apresentaram projetos locais e regionais para a Sudene e para o Ministério do Desenvolvimento. Esse material foi integrado ao Plano de Desenvolvimento do Nordeste como o Anexo 3. A liberação, entretanto, dependerá da aprovação do governo e do Banco do Nordeste”, explicou o governador da Paraíba, João Azevêdo. “Essa lista de projetos vai orientar investimentos”, acrescentou.

Após o evento no Recife, Bolsonaro seguiu para Petrolina, no Sertão pernambucano, acompanhado do governador Paulo Câmara e do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) para inaugurar residencial do programa Minha Casa Minha Vida.  No começo da manhã, o bloqueio de bens do senador Bezerra Coelho, em decorrência das investigações da Operação Lava Jato, tinha sido noticiado pela imprensa. Perguntado sobre se essa notícia poderia fazer com que a liderança do governo no Senado fosse retirada do parlamentar, Bolsonaro ignorou o questionamento e encerrou a coletiva. O senador, que estava ao lado do presidente, também fingiu não ter ouvido a pergunta.

Por volta das 15h, postou na sua conta do Twitter um agradecimento a Pernambuco com um vídeo que mostra a recepção que seus apoiadores fizeram em Petrolina.  A população de Petrolina, no Sertão pernambucano derrubou o projeto que concedia cidadania petrolinense ao presidente.
<h3>O mesmo script</h3>
Na visita ao Recife, Jair Bolsonaro não fugiu ao script ao qual tem sido fiel desde a posse.  Esquivou-se das perguntas da imprensa com argumentos rasos. “Faça uma pergunta inteligente”, foi a resposta quando a nossa reportagem inquiriu sobre seu alto índice de rejeição na população nordestina.

O próprio formato da entrevista que concedeu após a reunião com os governadores, aliás, mostrou que o presidente não está disposto a responder toda e qualquer questão. Repórteres, cinegrafistas e fotógrafos, espremidos em um cercadinho, precisaram disputar no grito a oportunidade de fazer uma pergunta ao presidente, enquanto os assessores de imprensa do Planalto escolhiam para qual jornalista e pergunta dariam voz, direcionando o microfone.

O incômodo da presidência com a imprensa também ficou evidente no distanciamento dos jornalistas, que, durante a reunião do Condel, foram mantidos em um cercadinho longe das autoridades. Impedidos de acompanhar o debate entre os governadores e a presidência, os profissionais de imprensa foram mantidos em um auditório sem internet até a realização da entrevista com o presidente.
<h3>Manifestações pró e contra nas ruas</h3>
Do lado de fora, no bairro da Várzea, a rua em frente ao Instituto foi palco de manifestações pró e contra o presidente. Com forte policiamento, os grupos não chegaram a se confrontar fisicamente, mas provocações foram feitas dos dois lados. Grande parte dos policiais na linha de frente estavam sem identificação na farda.

Às 8h30 da manhã já havia apoiadores de Bolsonaro em frente ao local da reunião. O grupo só dissipou totalmente por volta de 13h15, quando o helicóptero com o presidente foi visto deixando o instituto. Cerca de 40 pessoas ainda tinham esperança de o presidente sair para saudar os apoiadores. Durante a manhã, o grupo se fez ouvir com carro equipado com som e gritos de “Fora Globo”, do mantra “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, do Hino Nacional e eventuais xingamentos direcionados a quem passasse na rua com manifestação contrária.

O grupo também chamou a atenção por carregar cartazes contra veículos de mídia local, a exemplo da Rádio Jornal, do Grupo Jornal do Commercio. Alguns manifestantes se recusaram a falar com jornalistas e perguntavam qual a tendência política do interlocutor. Além da crítica à imprensa, os cartazes atacavam o “centrão”, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM), e o Supremo Tribunal Federal (STF).

<div id="attachment_16032" style="width: 410px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/Manifestantes-presentes-na-visita-de-Jair-Bolsonaro-ao-Recife_-3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16032" class="wp-image-16032" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/Manifestantes-presentes-na-visita-de-Jair-Bolsonaro-ao-Recife_-3-300x224.jpg" alt="Manifestantes presentes na visita de Jair Bolsonaro ao Recife_ (3)" width="400" height="300" /></a><p id="caption-attachment-16032" class="wp-caption-text">Moradora do bairro, Bernadete Soares é apoiadora de Bolsonaro. Foto: Débora Britto</p></div>

Moradora do bairro, Bernadete Soares, que pediu para ser identificada como “do lar”, estava desde cedo acompanhando a movimentação. Foi até em casa e trocou de roupa para uma com as cores da bandeira. Segundo ela, a principal prioridade do governo deveria ser a saúde. “Se você não tiver saúde, como você vai estudar? Primeiro saúde, depois educação. Os professores precisam ser reconhecidos e bem remunerados e tem que acabar com o vandalismo nas escolas”, afirmou. Ao mesmo tempo, ela defende a reforma da Previdência. “O Brasil está passando por situação muito difícil e Jair Bolsonaro está começando agora. Ninguém pode questionar, ninguém pode falar. E ainda tem gente do PT lá. Ele está num conflito porque ele já pegou uma coisa ruim. Imagine você querer enxugar uma coisa que está ruim. Eu espero que seja de comum acordo a aprovação da reforma da Previdência”, explica.

Desde cedo, manifestantes  do ato  “Xô Bolsonaro” convocado pelo Comitê Popular da Várzea – formado pela comunidade estudantil e de moradores do bairro – distribuíam panfletos aos transeuntes que passavam em frente ao instituto com uma Carta Aberta a Bolsonaro, em que exigiam que o presidente “recue imediatamente e totalmente nos cortes do orçamento da Educação e na sua proposta cruel de reforma da previdência”. Ao ato se somaram estudantes, professores e servidos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

<div id="attachment_16030" style="width: 410px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/Manifestantes-presentes-na-visita-de-Jair-Bolsonaro-ao-Recife_-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16030" class="wp-image-16030" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/Manifestantes-presentes-na-visita-de-Jair-Bolsonaro-ao-Recife_-1-300x224.jpg" alt="Manifestantes presentes na visita de Jair Bolsonaro ao Recife_ (1)" width="400" height="300" /></a><p id="caption-attachment-16030" class="wp-caption-text">Irís Rodrigues, educadora social e também moradora da Várzea estava no ato contra o presidente. Foto: Débora Britto</p></div>

Irís Rodrigues, educadora social e moradora da Várzea, esteve no ato carregando um cartaz afirmando que sem educação não há evolução. Para ela, que observou a chegada dos apoiadores de Bolsonaro desde cedo, participar do ato é uma forma de mostrar indignação com as pautas apresentadas pelo presidente. “É um ataque desde o governo Temer aos direitos dos trabalhadores. Tiraram todos os direitos da CLT, e só com a reforma da Previdência ele vai atacar a população de várias maneiras. Eu não sei se essa galera entende que transformar a nossa previdência em capitalização é uma afronta”, disse, com relação às manifestações dos apoiadores do presidente.

“O país voltando atrás em todas as conquistas que a gente teve, mas principalmente em relação às universidades. Os estudantes hoje têm um perfil muito diferente daquela época em que eu fui estudante. A gente tem que estar aqui para defender que não tenha recuo nenhum”, afirmou Cristina Teixeira, professora de Comunicação da UFPE. Para ela, a chance de diálogo entre os dois lados – pró e contra – é muito pequena e credita isso ao sentimento de ódio. “Antes era o medo, mas acho que agora existe um ódio mútuo que inviabiliza qualquer discussão racional, pela questão do argumento. E os afetos estão permeados pela questão do ódio. A gente vê algo absolutamente apartado como havia na Esplanada há algum tempo”, comentou.

A tentativa de um casal de passar de um lado da rua para o lado em que estavam os apoiadores de Bolsonaro acabou em conflito com a polícia, que impediu a passagem dos pedestres. Segundo eles, estavam a caminho de casa. Uma policial tomou o celular de um manifestante que filmou o bloqueio e houve empurra-empurra entre policiais militares e manifestantes contra Bolsonaro. Ninguém foi detido. Às 10h40, após o tumulto, o Batalhão de Choque fez formação em frente aos manifestantes contrários a Bolsonaro. Por volta do meio dia, a manifestação contra Bolsonaro retornou ao local de saída, na UFPE.

<div id="attachment_16031" style="width: 410px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/Manifestantes-presentes-na-visita-de-Jair-Bolsonaro-ao-Recife_-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16031" class="wp-image-16031" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/05/Manifestantes-presentes-na-visita-de-Jair-Bolsonaro-ao-Recife_-2-300x224.jpg" alt="Manifestantes presentes na visita de Jair Bolsonaro ao Recife_ (2)" width="400" height="300" /></a><p id="caption-attachment-16031" class="wp-caption-text">Andreza Brandão e Yuri Anderson fazem parte de grupo apoiador de Bolsonaro desde a eleição. Foto: Débora Britto</p></div>

Do outro lado da rua, o grupo pró Bolsonaro não recebeu a mesma atenção ostensiva da polícia. Entre selfies, apertos de mão e tentativas de puxar conversa com policiais, manifestantes tinham mais espaço para se locomover, inclusive perto da entrada do Instituto. A advogada Andreza Brandão e o estudante de educação física Yuri Anderson saíram às 7h da manhã de Palmares, na Mata Sul do estado, para chegar ao ato pró Bolsonaro. “A gente tentou se organizar para ver se conseguia vê-lo, mesmo sabendo que era difícil. Viemos para dar apoio mesmo porque a gente sabia que ia ter manifestações contrárias. Meu grupo é pequeno, tem outro grupo aqui que é da capital. Nós temos um grupo no Whatsapp, nas redes sociais. Estamos nos organizando para vir na manifestação de domingo”, contou Andreza.

Na visão dela, pautas como o pacote anticrime devem ser aprovadas, mas com modificações. “Sabemos que não existe governabilidade porque o Parlamento é, em boa parte, de oposição. Eu acho que tanto a questão da previdência como do pacote anticrime não precisava ser tudo ao pé da letra, dá para se pensar em mudanças”, afirmou.

[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;93&#8243; gal_title=&#8221;Bolsonaro no Recife&#8221;]<p>O post <a href="https://marcozero.org/contra-rejeicao-bolsonaro-acena-para-o-nordeste-e-recebe-critica-por-governo-de-uma-nota-so/">Contra rejeição, Bolsonaro acena para o Nordeste e recebe crítica por governo &#8220;de uma nota só&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/contra-rejeicao-bolsonaro-acena-para-o-nordeste-e-recebe-critica-por-governo-de-uma-nota-so/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
