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	<title>Arquivos Reportagem - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos Reportagem - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Marco Zero é contemplada em programa internacional e oferece duas vagas para jornalistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Oct 2021 13:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Processo seletivo está aberto até o dia 15 de outubro, sendo uma vaga para repórter multimídia recém-formado ou recém-formada e outra para fotojornalista A Marco Zero Conteúdo será uma das duas organizações de jornalismo independente da América Latina a contar com repórteres do Report for the World, iniciativa da organização norte-americana sem fins lucrativos The [&#8230;]</p>
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<h4 class="wp-block-heading"><em>Processo seletivo está aberto até o dia 15 de outubro, sendo uma vaga para repórter multimídia recém-formado ou recém-formada e outra para fotojornalista</em></h4>



<p>A Marco Zero Conteúdo será uma das duas organizações de jornalismo independente da América Latina a contar com repórteres do <em>Report for the World,</em> iniciativa da organização norte-americana sem fins lucrativos The GroundTruth Project, sediada em Boston. O outro contemplado será o portal de jornalismo <a href="https://infoamazonia.org/">InfoAmazônia</a>, veículo independente que utiliza dados, mapas e reportagens geolocalizadas para contar histórias sobre a maior floresta tropical contínua do planeta. </p>



<p>Esta é a primeira vez que organizações brasileiras fazem parte da iniciativa. “Estou muito animada para ver a Report for the World se expandir para o Brasil”, disse Simone Cunha, diretora institucional da Énois e integrante do conselho consultivo, que desempenhou um papel fundamental para a expansão do projeto. “Redações em todo o mundo precisam de apoio para reportar questões pouco abordadas e fortalecer o jornalismo representativo”.&nbsp;</p>



<p>Durante pelo menos um ano, a <em>Report for the World</em> vai dividir com a Marco Zero os salários de dois novos profissionais. O programa já apoia seis jornalistas em organizações jornalísticas na <a href="https://reportfortheworld.org/members/?rfw_location=india&amp;rfw_beat_tag=&amp;rfw_year=">Índia</a> e na <a href="https://reportfortheworld.org/members/?rfw_location=nigeria&amp;rfw_beat_tag=&amp;rfw_year=">Nigéria</a> desde maio. Para esta segunda etapa, que acontecerá de novembro de 2021 a outubro de 2022, além da Marco Zero e da InfoAmazônia, a Report for the World também financiará jornalistas em mais duas organizações nigerianas e indianas (<a href="https://www.premiumtimesng.com/">Premium Times</a> e <a href="https://thewire.in/">The Wire</a>, respectivamente).</p>



<p>Os jornalistas contratados nestas redações vão fortalecer as coberturas de saúde, meio ambiente e violência contra as populações indígenas, entre outras pautas. Pela pela primeira vez, o programa apoiará jornalistas multimídia.&nbsp;“Onde as notícias locais falham, a democracia falha e a verdade começa a desaparecer”, disse Charles Sennott, CEO da GroundTruth, fundador e editor-chefe, no Congresso Mundial do International Press Institute em Viena, no mês passado. Ele acrescenta: “Estamos respondendo a uma necessidade global. Precisamos de mais jornalistas locais &#8211; anos atrás, ontem e hoje &#8211; para reportar sobre questões encobertas, fornecer informações vitais para suas comunidades e responsabilizar os poderosos”.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Vagas</strong>: Aqui na Marco Zero, a seleção será por meio de um processo aberto, sendo uma vaga para repórter multimídia recém-formado ou recém-formada e outra para fotojornalista e que também produza conteúdo audiovisual. Durante o contrato de um ano, os selecionados receberão treinamento e se juntarão a uma rede internacional de jornalistas comprometidos com reportagens locais transformadoras.&nbsp;Os critérios foram definidos pelo programa internacional, que tem como objetivo contribuir na formação e valorização de novos talentos, além de garantir a diversidade nas redações.</li></ul>



<p>“Estamos felizes por termos sido escolhidos pelo <em>Report for the World</em>. Em um momento político tão complexo como o que vivemos no Brasil, com sucessivas de perdas de direitos e ameaça à democracia, é fundamental para a Marco Zero parcerias como essa. Fortalecer o jornalismo independente no Nordeste e Norte brasileiros é um dos caminhos possíveis para diminuição das diferenças entre as regiões em um país tão grande e desigual”, comenta Inês Campelo, Presidenta da Marco Zero.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como se inscrever?</strong></h2>



<p>Se você se interessa em ocupar uma das duas vagas, a seleção estará aberta até o dia 15 de outubro. Atenção para as informações a seguir:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Fotojornalista</strong></p><p>Vaga, com contrato inicial de um ano, onde a/o profissional selecionada(o) irá atuar na produção de conteúdo áudio visual (fotografia, vídeo e edição para foto e vídeo) para Marco Zero Conteúdo. Como defendemos a diversidade, incentivamos a todas e todos &#8211; independentemente de orientação sexual, raça, religião, idade, deficiência ou outras características pessoais &#8211; a se candidatar.</p><p><strong>Atividades</strong></p><p>&#8211; Fotografar e tratar as imagens</p><p>&#8211; Filmar e editar vídeos</p><p>&#8211; Participar das reuniões de pauta</p><p>&#8211; Sugerir e construir conteúdos multimídia</p><p><strong>Qualificações necessárias</strong></p><p>&#8211; Edição e tratamento de fotografia</p><p>&#8211; Edição de vídeo no Premiere</p><p>&nbsp;&#8211; Habilidade para transmissão de imagens quando necessário (por celular)</p><p>&nbsp;&#8211; Ser uma pessoa criativa, organizada, proativa e atenta aos detalhes</p><p>&nbsp;&#8211; Aprendizagem e cooperação</p><p>&nbsp;&#8211; Possuir equipamento fotográfico</p><p>&nbsp;&#8211; Experiência comprovada nas atividades descritas acima</p><p>&nbsp;<strong>Remuneração:</strong></p><p>R$ 3.000,00 por mês (PJ)</p><p>&nbsp;<strong>Carga horária:</strong></p><p>30 horas semanais</p><p>&nbsp;Os interessados devem enviar currículo e portfólio, até 15 de outubro de 2021, exclusivamente para o e-mail <strong>selecao2021@marcozero.org </strong>(Assunto “Seleção 2021/Vaga Fotojornalista”):</p><p>&nbsp;Currículo atualizado</p><p>Carta de intenção (até 2 mil caracteres) com os motivos de interesse em trabalhar na Marco Zero</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Jornalista multimídia</strong></p><p>Vaga, com contrato inicial de um ano para jornalistas com até três anos de formado na data de encerramento do prazo de inscrição. O/A profissional selecionada(o) irá atuar na produção de reportagens multimídias para Marco Zero Conteúdo. Como defendemos a diversidade, incentivamos a todas e todos &#8211; independentemente de orientação sexual, raça, religião, deficiência ou outras características pessoais &#8211; a se candidatar.</p><p><strong>Atividades</strong></p><p>&#8211; Apurar e produzir reportagens multimídia</p><p>&#8211; Participar das reuniões de pauta</p><p>&#8211; Sugerir e construir conteúdos para as redes sociais</p><p><strong>Qualificações necessárias</strong></p><p>&#8211; Capacidade de apurar, interpretar e construir narrativas multimídia</p><p>&#8211; Familiaridade com temas relativos a direitos humanos, diversidade e justiça social</p><p>&#8211; Conhecimento básico de ferramentas de design e edição de imagem</p><p>&#8211; Ser uma pessoa criativa, organizada, proativa e atenta aos detalhes</p><p>&#8211; Aprendizagem e cooperação</p><p><strong>Remuneração:</strong></p><p>R$ 2.500,00 por mês (PJ)</p><p><strong>Carga horária:</strong></p><p>30 horas semanais</p><p>Os interessados devem enviar currículo e portfólio, até 15 de outubro de 2021, exclusivamente para o e-mail <strong>selecaomultimidia2021@marcozero.org </strong>(Assunto “Seleção 2021/Vaga Jornalista Multimídia”):</p><p>Currículo atualizado</p><p>Carta de intenção (até 2 mil caracteres) com os motivos de interesse em trabalhar na Marco Zero</p></blockquote>



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		<title>Marco Zero é finalista do Prêmio CNH de Jornalismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2018 18:46:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Marco Zero Conteúdo está na final do 25º Prêmio CNH de Jornalismo. O trabalho &#8220;Salgueiro, a cidade que ficou no meio do caminho&#8220;, da repórter Mariama Correia, concorre na categoria Transporte.&#160; A&#160;reportagem conta como Salgueiro, no Sertão pernambucano, foi do auge ao declínio econômico a partir da interrupção de grandes obras federais, sobretudo da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Marco Zero Conteúdo está na final do 25º Prêmio CNH de Jornalismo. O trabalho &#8220;<a href="http://marcozero.org/salgueiro-a-cidade-que-ficou-no-meio-do-caminho/">Salgueiro, a cidade que ficou no meio do caminho</a>&#8220;, da repórter Mariama Correia, concorre na categoria Transporte.&nbsp; A&nbsp;reportagem conta como Salgueiro, no Sertão pernambucano, foi do auge ao declínio econômico a partir da interrupção de grandes obras federais, sobretudo da Ferrovia Transnordestina.</p>
<p>Realizada em uma parceria entre a Marco Zero Conteúdo e o The Intercept Brasil, a reportagem foi publicada simultaneamente por ambos os veículos de jornalismo independente em maio deste ano.</p>
<p>Este ano o Prêmio CNH bateu o recorde histórico de 675 reportagens inscritas em todo o país.&nbsp;Este ano, a tradicional premiação também conta com uma novidade: a inscrição de fotografias, que contou com 364 trabalhos para avaliação. Uma equipe de jornalistas e fotógrafos experientes selecionou<a href="http://www.media.latam.cnhind.com/pagina/352/visualizarelease.aspx?codigo=NTUzMA=="> 40 reportagens e 12 fotografias </a>&nbsp;finalistas por sua excelência jornalística, qualidade, criatividade e contribuição para a sociedade. Na lista figuram trabalhos de destaque que abordaram assuntos relevantes dentro das quatro categorias: Agronegócio, Macroeconomia, Construção e Transporte.</p>
<p style="color: #2b383b;">Agora, os vencedores serão selecionados pela Comissão Julgadora, composta por jornalistas, economistas, acadêmicos, especialistas e representantes de associações e órgãos públicos e privados. A entrega dos prêmios acontece no dia 22 de novembro.</p>
<h2><strong>Sobre o Prêmio CNH Industrial de Jornalismo</strong></h2>
<p>Há 25 anos, o Prêmio CNH Industrial de Jornalismo prestigia e reconhece os profissionais que explicam e traduzem as informações econômicas e sociais que acontecem no Brasil e no mundo. Assim, tornou-se, nestas mais de duas décadas, uma das premiações mais respeitadas do setor, com muita credibilidade e grande prestígio no meio jornalístico.</p>
<p>O Prêmio mantém as categorias trabalhadas na última edição e, de forma inédita, premiará também as melhores fotografias publicadas em veículos de comunicação. Dessa forma, continuará a reconhecer reportagens econômicas e também fotografias que abordam os segmentos de atuação da CNH Industrial, com o objetivo de valorizar e reforçar a importância de cada um deles para o desenvolvimento do Brasil. São elas: Agronegócio, Macroeconomia, Construção e Transporte.</p>
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		<title>Da busca por um sorriso nasce a luta pelo direito à cidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 13:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça o duro cotidiano dos artistas de rua do Recife, marcado por dificuldades que vão desde a degradação e a privatização do espaço público até a inexistência de políticas públicas para o setor e a consequente falta de recursos para que possam exercer a profissão com dignidade Por Sandro Barros* Todos os dias eles acordam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/2774980_CreateAgif.gif"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2303 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/2774980_CreateAgif.gif" alt="2774980_CreateAgif" width="120" height="90"></a><em>Conheça o duro cotidiano dos artistas de rua do Recife, marcado por dificuldades que vão desde a degradação e a privatização do espaço público até a inexistência de políticas públicas para o setor e a consequente falta de recursos para que possam exercer a profissão com dignidade<br />
</em></p>
<p><strong>Por Sandro Barros*</strong></p>
<p>Todos os dias eles acordam cedo para conseguir sobreviver de seu ofício. Mesmo diante das muitas adversidades, perseveram na luta por uma cidade mais democrática, que garanta espaços de promoção para uma arte pública de rua. Sim, os artistas de rua existem e estão nas vias públicas do Recife em busca de respeito e dignidade. É difícil precisar o número exato desses artistas na capital pernambucana, mas cerca de dez grupos participam do Movimento de Teatro Popular de Pernambuco. Isso sem contar aqueles que atuam individualmente.</p>
<p>Além do amor irrestrito pelo que fazem e da busca incessante por um sorriso do público, cada um destes artistas populares compartilha um cotidiano marcado pela superação de barreiras para se expressarem. Dificuldades que passam pelo direito ao espaço público onde possam exibir seus trabalhos, pela captação de recursos para as produções e, principalmente, pela quase total inexistência de políticas públicas voltadas para o setor. Um drama que será contado aqui na voz dos próprios personagens.</p>
<p><div id="attachment_2330" style="width: 710px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-01PP.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2330" class="size-full wp-image-2330" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-01PP.jpg" alt="Apresentação da Trupe Circuluz durante o 6º Festival de Cultura Negra do Quilombo Sambaquim – Cupira – PE. Foto: Sandro Barros" width="700" height="467"></a><p id="caption-attachment-2330" class="wp-caption-text">Apresentação da Trupe Circuluz durante o 6º Festival de Cultura Negra do Quilombo Sambaquim – Cupira – PE. Foto: Sandro Barros</p></div></p>
<p><strong>Primeiro ato: O direito à cidade</strong></p>
<p>O raciocínio é simples e lógico: o artista de rua precisa do espaço público para se expressar. Poucos como eles se relacionam, conhecem e sofrem com os problemas da cidade. Esse é o caso da historiadora, mãe de dois filhos, mestra em teatro, atriz, palhaça eintegrante do Movimento de Teatro Popular de Pernambuco (MTP-PE), Raquel Almeida. Como artista de rua, ela fala com propriedade do sucateamento das praças e do excesso de estímulos que a população recebe para não habitar os espaços públicos:</p>
<blockquote><p><em>“Existe uma ação em curso, gradualmente, enquanto pensamento e políticas públicas, na tentativa de privatização e negação dos espaços públicos, que são vendidos, cerceados, abandonados. Então, para nós fazedores da arte pública, estar nos diferentes espaços urbanos significa possibilitar um grito simbólico de chamamento ao governo para que instaure efetivamente nas cidades o amplo uso e circulação de ideias, pensamento e afetividades nas ruas, praças, viadutos, ruelas, assentamentos. Existem comunidades que nem praça têm, suas ruas são puro esgoto e lixo, muitas das praças são abandonadas, escuras, as pessoas têm medo de usá-las em determinado horário. E não se enganem, pois a rua vazia, desabitada, as pessoas trancafiadas em suas casas, conectadas à televisão,só serve para a desmobilização e alienação. Para distanciar as pessoas umas das outras e fecundar o medo”.</em></p></blockquote>
<p>Em tempos onde a sociedade contemporânea reivindica novas ordens, como os direitos urbanos, direitos culturais e diante de uma crescente onda tradicionalista, com o fortalecimento das políticas conservadoras, os artistas populares temem um aumento da coerção social da população e da privatização dos espaços públicos. Nesse aspecto o produtor cultural, ator integrante do MTP e do Grupo de Teatro de Rua Cafuringa, Alexandre Menezes, exemplifica claramente o momento atual:</p>
<blockquote><p><em>“Cada vez mais, estão sendo privatizados os espaços públicos. Os teatros por exemplo ainda atendem uma determinada classe social que certamente não são os que estão na periferia. Na comunidade as pessoas não precisam pegar um ônibus, nem colocar a melhor roupa, basta chegar na roda. Às vezes abrem sua porta ou janela e estão diante de uma peça teatral. Ao se depararem com a arte pública em espaços abertos, se emocionam e se reconhecem ali”.</em></p></blockquote>
<p><div id="attachment_2331" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-02PP.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2331" class="size-full wp-image-2331" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-02PP.jpg" alt="Apresentação da Trupe Circuluz durante o 6º Festival de Cultura Negra do Quilombo Sambaquim – Cupira – PE. Foto: Sandro Barros" width="800" height="533"></a><p id="caption-attachment-2331" class="wp-caption-text">Trupe Circuluz aproveita festivais, como o de Cultura Negra do Quilombo Sambaquim, para levar sua arte ao Interior do Estado. Foto: Sandro Barros</p></div></p>
<p><strong>Segundo ato: a eterna ausência de políticas públicas</strong></p>
<p>Esse segundo raciocínio também é óbvio: uma expressão artística que se situa à margem da chamada indústria cultural, como é o caso do teatro de rua, só pode existir se estiver inserido em um conjunto de políticas públicas articuladas, democráticas, transparentes e eficientes. Dentro deste contexto, Raquel Almeida avalia as políticas públicas estaduais pensadas especificamente para arte pública de rua:</p>
<blockquote><p><em>“Eu levo em conta uma dimensão que compreende o incentivo com recursos, com um edital que compreenda a especificidade do nosso fazer. Na prática, temos um edital em nível estadual que não prevê essas singularidades e ainda por cima coloca valores menores de incentivo em relação às outras linhas de teatro. Além disso, temos festivais estaduais e municipais com formatos de produção e organização que não pensam e refletem acerca do fazer cênico para os espaços públicos, com programações voltadas muito mais para palcos e espaços fechados. Esses dados geram uma lacuna na produção e fruição do teatro de rua em Pernambuco, tanto como montagem, quanto como pesquisa, circulação e intercâmbio”.</em></p></blockquote>
<p>Muitas são as críticas de quem faz teatro de rua no Recife. Essas críticas também são referendadas por outras expressões artísticas ligadas à cultura popular no estado. Os artistas que dialogam com estéticas alinhadas com a indústria cultural, mercadológica, acabam se destacando, pois seus padrões estéticos estão inseridos em contextos globais (mainstream). Essa estética começa no figurino, passa pelos instrumentos, padrões vocais, entre outros. Quando observamos a estética voltada para a cultura popular, o seu diálogo é com as culturas tradicionais. Essa identidade cultural é pouco vivenciada pela maior parte da população no Estado, com exceção das festas ligadas ao calendário oficial, como Carnaval e São João, por exemplo.</p>
<p>Nesse momento observa-se que as políticas culturais sub fomentam brincadeiras que despertem a valorização das identidades locais, e quando olhamos mais atentamente, o teatro de rua acaba tendo uma visão bastante deturpada da sua concepção primária, que é de informar, educar e promover arte pública em territórios onde pouco se fomenta arte. Alexandre Menezes fala abertamente sobre as políticas culturais pensadas para uma arte pública de rua:</p>
<blockquote><p><em>“Digo com total clareza que não existe uma Política Cultural nesta cidade e sim uma politicagem cultural estabelecida pelas gestões que estão no poder. Já participei de diversos fóruns temáticos, consultas públicas, setoriais e nenhuma proposta ou instrumento foi levado em consideração. As conferências municipais e estaduais não são respeitadas e nem colocadas em prática. Então não existe uma fomentação, principalmente para as manifestações artísticas feitas para espaços abertos”.</em></p></blockquote>
<p><div id="attachment_2332" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-03PP.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2332" class="size-full wp-image-2332" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-03PP.jpg" alt="Circulação do Grupo Cafuringa, apresentação na praça da Paz, Cidade Tabajara, Olinda - PE. Foto: Sandro Barros" width="800" height="533"></a><p id="caption-attachment-2332" class="wp-caption-text">Circulação do Grupo Cafuringa, apresentação na praça da Paz, Cidade Tabajara, Olinda &#8211; PE. Foto: Sandro Barros</p></div></p>
<p><strong>Terceiro ato: o dinheiro sumiu</strong></p>
<p>Teatro, mesmo o popular, não se faz só com amor. Para colocar um espetáculo na rua, claro, precisa-se de dinheiro. Dinheiro que, por conta da inexistência de uma política pública voltada para o setor, praticamente não existe. Para ilustrar os valores destinados à produção do teatro de rua, a última vez que a Prefeitura do Recife ofertou uma seleção pública nesta áreafoi em 2010. Na ocasião, o edital previa o pagamento de R$ 20 mil e, ainda assim, que <a href="http://www.recife.pe.gov.br/2010/01/05/aberto_edital_de_fomento_as_artes_cenicas_170014.php" target="_blank" rel="noopener noreferrer">só foram liberados com um ano e meio de atraso</a>.</p>
<p>No âmbito estadual, a Secretaria de Cultura do Estado de Pernambucano (SECULT-PE) se apoia no Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). Na chamada pública de 2015/2016 foram destinados R$ 1.210.000,00 para propostas em artes cênicas. Esse montante é dividido em dezesseis linhas de ações. Das ações existentes, apenas uma linha de ação, a linha 02, está voltada exclusivamente para teatro de rua, destinando o valor máximo de R$ 64 mil para montagem de espetáculo específicos dessa modalidade, conforme <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/01/TEATRO.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Resolução da Comissão Deliberativa do Funcultura Nº 02/2014</a>.</p>
<p>O Coordenador de Artes Cênicas da SECULT-PE, Jorge Clésio, que também é ator, reconhece a discrepância nos valores das linhas de ações ofertadas atualmente no Funcultura e fala que a secretária atualmente trabalha na revisão dos valores:</p>
<blockquote><p><em>“As discrepâncias entre os valores das produções de Teatro estão sendo revistas. Assim como todo edital do Funcultura, essa discussão aconteceria a partir de setembro desse ano, mas diante dos acontecimentos políticos, e principalmente pela extinção do Ministério da Cultura (MINC), a Secult revolveu adiantar esse processo, o que já está ocorrendo nesse momento”</em>.</p></blockquote>
<p>Jorge fala sobre a perseverança dos artistas de rua do Estado, suas lutas para promover uma arte sem muros e mais próxima do cidadão, e também das contribuições desses artistas para a construção da cidade que queremos:</p>
<blockquote><p><em>“Destaco a perseverança dos atores de rua na afirmação da sua arte e sua contribuição na discussão sobre a cidade que queremos. Há uma lacuna entre a sociedade civil e o poder público neste aspecto. Cultura não está associada a nossa cidade”.</em></p></blockquote>
<p><div id="attachment_2333" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-04PP.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2333" class="size-full wp-image-2333" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-04PP.jpg" alt="Circulação do Grupo Cafuringa, apresentação na Academia da  Cidade, Ipojuca - PE. Foto: Sandro Barros" width="800" height="533"></a><p id="caption-attachment-2333" class="wp-caption-text">Circulação do Grupo Cafuringa, apresentação na Academia da Cidade, Ipojuca &#8211; PE. Foto: Sandro Barros</p></div></p>
<p><strong>Quarto ato: a resistência</strong></p>
<p><strong></strong>O Movimento de Teatro Popular de Pernambuco, com sede no bairro dos Coelhos, Recife, composto por grupos e artistas individuais, reúne-se semanalmente para discutir caminhos, estratégias, e ações em prol do teatro popular no estado. Fazem parte deste movimento os grupos Cafuringa, Ifá-Rhadha de art’Negra, Teamu e Cia, Arteiros, Grupo de Teatro Drão, Loucos e Oprimidos da Maciel, Trupe Circuluz, Cia Máscaras de Teatro, Luci da Poesia, POESIS – Grupo Cultural do Alto José do Pinho, entre outros artistas.</p>
<p>O MTP-PE atua como mediador dos grupos junto às instituições públicas e órgãos públicos responsáveis pela fomentação cultural nas três esferas do governo. As pautas surgem a partir de decisões coletivas, fruto das reuniões semanais, assim como decisões para realizações de intervenções públicas e ações como o Festival de Teatro de Rua do Recife. Em dezembro de 2013 ocorreu sua 10º edição, e já com uma latência de três anos, tendo em vista que a 11ª edição do festival não ocorrerá este ano, por falta de apoio financeiro nacesfera governamental.</p>
<p>Para a produtora Cultural, palhaça, mãe de dois filhos e integrante do movimento, Marília Vilas Boas, o MTP tem a função de agrupar e fortalecer politicamente os grupos que estão a ele vinculado, instigando sua jornada através de suas ações e empoderamento sociocultural, buscando sempre aprimorar os conhecimentos dos artistas:</p>
<blockquote><p><em>“O movimento tem uma grande importância para os brincantes de teatro de rua, atualmente nós artistas de rua não temos muitas oportunidades na questão de verba pública e na discussão sobre arte pública por parte do governo, só conseguimos ser remunerados com nossa arte através da compreensão dos espectadores ao rodarmos o chapéu, ou através de editais que acabam tornando-se um meio falho para remuneração da nossa arte”.</em></p></blockquote>
<p>A palhaça aponta como são tomadas as decisões e as ações culturais fomentadas pelo movimento:</p>
<blockquote><p><em>“Tudo é definido no coletivo, onde cada grupo tem um ou mais representantes que são incumbidos de levarem para seus grupos as decisões com o objetivo de manter uma coerência coletiva. No MTP-PE já temos três ações sistemáticas que são o Festival de Teatro de Rua do Recife, o Março de Teatro e o Teatro no Centro. No início do ano, mês de janeiro, acontece o planejamento anual, onde são deliberadas as demandas do Movimento baseando-se nas ações sistemáticas.</em></p></blockquote>
<p>Quando falamos sobre pautas e discussões que trazem à tona a fomentação de uma arte pública, que ocupe espaços abertos, que permita o contato direto do artista com seu público, Raquel Almeida diz:</p>
<blockquote><p><em>“Já em relação à discussão sobre arte pública e mesmo o teatro de rua, existiram diferentes tentativas. O Movimento de Teatro Popular de Pernambuco tenta impulsionar esse fazer, nas ações que promove. Contudo, ainda é algo muitas vezes pontual, não existindo um cronograma permanente de debates e mesmo de ações em torno desse tema, o que seria importante de acontecer. Mesmo assim, os grupos se lançam para a prática, efetivamente eles estão fazendo a arte pública. Os artistas estão nos espaços públicos, nos semáforos, praças, bares, avenidas, descampados, escolas etc. Pernambuco tem uma história depertencimento à arte pública, que se materializa em sua sambadas de maracatu e coco, nos seus brincantes de frevo, no seu carnaval de rua, na sua capoeiragem, nos seus poetas marginais”</em>.</p></blockquote>
<p>Alexandre diz ainda que, mesmo com a organização alavancada pelo MTP-PE, os grupos de teatro de rua ainda realizam ações de maneira isolada, o que dificulta o fortalecimento da expressão artística no âmbito local.</p>
<blockquote><p><em>“Hoje em Recife existem pelo menos seis grupos de teatro de rua atuantes, mas que ainda realizam suas ações de forma isolada e o conceito de arte pública, que é algo tão antigo e tão novo, está sendo discutido em todo Brasil através justamente dos grupos de teatro de rua. Digo isso porque conheço bem esses grupos do Recife e por mais que sejam relevantes seus trabalhos, por mais que participemos dos encontros enquanto Movimento de Teatro Popular de Pernambuco (MTP-PE), as ações ainda são pontuais e não avançamos nessa discussão. Temos que ter a clareza de saber o porquê, pra quê e pra quem fazemos teatro de rua”. </em></p></blockquote>
<p>Perguntado sobre como os artistas de rua conseguem garantir acessibilidade cultural não massificada à população de baixa renda, Alexandre traz à tona o teatro instrumento de transformação social, e resistência cultural diante da indústria cultural massificante e alienante:</p>
<blockquote><p><em>“Existem os que fazem teatro da arte pela arte, dos que fazem para comercializar suas produções e os que fazem com um cunho social e político. Eu prefiro a terceira opção. Foi o que escolhi. Com nossos espetáculos não garantimos somente o entretenimento, mas também damos olhos e principalmente ouvidos à população. Nossos espetáculos nascem das questões que afligem a nós e ao povo, dos direitos que foram e são negados até hoje. Na rua ou na praça estamos em roda, ombro a ombro, diante do trabalhador. Trocando e nos encontrando com o público e com nós mesmos”.</em></p></blockquote>
<p><div id="attachment_2334" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-05PP.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2334" class="size-full wp-image-2334" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-05PP.jpg" alt="Apresentação do Espetáculo Valentin, em Jardim Atlântico, Olinda - PE. Foto: Sandro Barros" width="800" height="533"></a><p id="caption-attachment-2334" class="wp-caption-text">Apresentação do Espetáculo Valentin, em Jardim Atlântico, Olinda &#8211; PE. Foto: Sandro Barros</p></div></p>
<p><strong>Epílogo: A busca pelo Sorriso <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>
<p>Nessa busca incessante por um sorriso, por querer dar voz aos oprimidos, por acreditar que a arte é fundamental &#8211; assim como o pão de cada dia &#8211; milhares de artistas espalhados pelo mundo à fora vibram e choram de alegria quando conseguem despertar, por um segundo que seja, a atenção de quem há muito tempo sofre com as desigualdades nascidas desde o ventre.</p>
<p>Por tantos Severinos espalhados pelas periferias do mundo. Por tantas Macabéas parideiras de tantos Severinos. São para eles que os artistas de rua se motivam para levantar cedo todos os dias. Os artistas são as pessoas que provaram o néctar da vida, quando derramaram seu espírito criativo e tocaram no coração do próximo. No prazer de buscar no sorrido do outro a alegria do dia a dia e se alimentar de suas próprias lágrimas, os artistas de rua do Recife vão transcendendo suas próprias limitações.</p>
<p><div id="attachment_2335" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-06PP.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2335" class="size-full wp-image-2335" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/Sandro-Barros-06PP.jpg" alt="Circulação do Grupo Cafuringa, apresentação na Academia da  Cidade, Ipojuca - PE. Foto: Sandro Barros" width="800" height="533"></a><p id="caption-attachment-2335" class="wp-caption-text">&#8220;Os artistas estão dispostos a dar a sua vida por um momento &#8211; para que aquele verso, aquele riso, aquele gesto agite a alma do público&#8221;. Foto: Sandro Barros</p></div></p>
<blockquote><p><strong>OS ARTISTAS</strong></p>
<p>“Os artistas são as pessoas mais motivadas e corajosas sobre a face da terra. Lidam com mais rejeição num ano do que a maioria das pessoas encara durante toda uma vida. Todos os dias, artistas enfrentam o desafio financeiro de viver um estilo de vida independente, o desrespeito de pessoas que acham que eles deviam ter um emprego a sério e o seu próprio medo de nunca mais ter trabalho. Todos os dias, têm de ignorar a possibilidade de que a visão à qual têm dedicado suas vidas seja apenas um sonho. Com cada obra ou papel, empurram os seus limites, emocionais e físicos, arriscando a crítica e o julgamento, muitos deles a ver outras pessoas da sua idade a alcançar os marcos previsíveis da vida normal – o carro, a família, a casa, o pé-de-meia. Por quê? Porque os artistas estão dispostos a dar a sua vida inteira por um momento – para que aquele verso, aquele riso, aquele gesto agite a alma do público. Artistas são seres que provaram o néctar da vida naquele momento de cristal quando derramaram o seu espírito criativo e tocaram no coração do outro. Nesse instante, eles estão mais próximos da magia, de Deus e da perfeição do que qualquer um poderia estar. E nos seus corações, sabem que dedicar-se a esse momento vale mil vidas ”</p>
<p style="text-align: right;"><strong>David Ackert</strong></p>
</blockquote>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/ssNKU4JdLqA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/2016-07-27-PHOTO-00000048.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-2357" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/07/2016-07-27-PHOTO-00000048-150x150.jpg" alt="2016-07-27-PHOTO-00000048" width="150" height="150"></a>* Sandro Barros é estudante de jornalismo da UFPE, produtor e comunicador cultural, fotógrafo, músico, arte educador, assessor de imprensa e social media. Nasceu em Jaboatão dos Guararapes, mas foi em Olinda que descobriu o amor pela cultura popular e comunicação. Hoje atua no campo da comunicação comunitária, audiovisual e produção cultural. Acredita na comunicação e no jornalismo como instrumentos de transformação social através da fomentação e valorização da cultura popular. Compartilha do pensamento que à apropriação da cultura tradicional é vital para libertação do povo contra as instituições sociais opressoras e reguladoras.</p>
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