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	<title>Arquivos representação - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Sistema político, sub-representação e garantias democráticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 19:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>* Por Carmen Silva Há 15 dias eu falei por aqui sobre a escalada da violência política promovida pelos bolsonaristas no contexto eleitoral e como ela se articula com as ameaças golpistas do presidente. Aquilo se confirmou, porém, foi fortemente rebatido pela sociedade civil e até por instituições do Estado. Vencemos uma batalha. Mas, com [&#8230;]</p>
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<p><strong>* Por Carmen Silva</strong></p>



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<p>Há 15 dias eu falei por aqui sobre a escalada da violência política promovida pelos bolsonaristas no contexto eleitoral e como ela se articula com as ameaças golpistas do presidente. Aquilo se confirmou, porém, foi fortemente rebatido pela sociedade civil e até por instituições do Estado. Vencemos uma batalha. Mas, com o nosso sistema político, quem nos dará as garantias democráticas?</p>



<p>Neste conflito, além de movimentos sociais e outras organizações da sociedade, os Tribunais Superiores, as forças armadas na ativa, a presidência do Senado, as associações de profissionais da polícia federal e da ABIN (quem diria?), deram sinais de não aceitação do golpe. Falam que setores empresariais também estão articulando uma nota pública. Tudo isso indica um certo isolamento do presidente.</p>



<p>Um golpe para se confirmar carece de apoio do mercado, das armas e também da comunicação corporativa. Não há como ser bem-sucedido sem o mínimo de respaldo popular. Não há maiores indicativos de uma quartelada. Todavia, isso não exclui as tentativas de golpe por dentro da institucionalidade, como a hipótese de uma mudança brusca de regime a partir de decisões no Congresso Nacional que leve a um consequente adiamento das eleições. Isso também necessita sustentação política, o que não está nítido no horizonte, mas quem nos garante? De que forma esse sistema político pode nos dar garantias democráticas?</p>



<p>A conjuntura da relação entre os poderes da República produz insegurança democrática. Mas, a estrutura geral também. A nossa República, nascida de um golpe militar, nunca foi suficientemente democrática. Exemplo disso é o fato de termos saído da ditadura militar sem justiça de transição. Do ponto de vista político-cultural isso contribuiu para apagar a memória do terror que, agora, volta nos assombrando com o neofascismo bolsonarista.</p>



<p>Outro exemplo gritante de quão pouco democrática é nossa democracia, é o grau de desigualdade em nosso país e a sub-representação nos poderes dos grupos sociais mais vulnerabilizados pelo patriarcado, pelo racismo e pelo sistema econômico que estrutura a nossa vida. Nós mulheres, sendo mais de 50% do eleitorado, somos apenas 15,8% no Congresso Nacional. De 27 governadores eleitos em 2018, apenas uma mulher. A sub-representação só aumenta se olharmos para as pessoas negras, os povos indígenas, as juventudes, a comunidade de pessoas que se contrapõe à ordem heterossexual e o binarismo de gênero.</p>



<p>E por qual razão nós mulheres temos uma presença tão pouco expressiva no poder político? Não acreditem que é por falta de vontade ou porque as almas femininas não nutrem tais desejos. Simplesmente o sistema político apresenta pouca disposição para rever a legislação que o rege, de forma que ela enfrente a desigualdade sexista estrutural em nossa sociedade. As poucas mudanças, conquistas do movimento feminista, como a cota de candidaturas por sexo e a recente obrigatoriedade de melhor partição de recursos e tempo de propaganda, se mostram insuficientes para uma mudança radical na representação das mulheres.</p>



<p>Nos espaços políticos dos movimentos sociais, nós mulheres, somos maioria. Quanto mais próximo do local é a instância do movimento, maior é a presença de mulheres. O mesmo ocorre nos partidos de esquerda. Já nas instâncias estaduais e nacionais tem o número bem menor de lideranças femininas. Isso vem mudando com as conquistas feministas de paridade entre os sexos nesses espaços políticos, porém, a concentração de poder nos homens também aí se faz sentir.<br><br>Isso ocorre porque nós mulheres ainda somos responsabilizadas socialmente pelo trabalho doméstico e pelos cuidados com crianças e idosos, isso exige tempo e presença constante. Além disso, o Estado não provê suficiente, serviços para cobrir as necessidades familiares de reprodução. Às mulheres restam fazer política com tempo escasso, exaustas pela sobrecarga e aproveitando apenas as possibilidades locais que nos mantém próximas aos nossos. Os espaços políticos, mesmo os de esquerda, pouco se responsabilizam pelo enfrentamento deste problema.</p>



<p>Como se isso não bastasse, somos ainda criadas para busca de harmonia e para não competição, em especial com os homens. Criadas para servi-los. Isso se traduz na política como limites subjetivos para assertividade ou como estigmas que nos perseguem no exercício do poder.</p>



<p>Para as mulheres que, apesar de tudo isso, se colocam integralmente no jogo e assumem a linha de frente das disputas, o sistema e os homens, reservam a violência política. São formas sutis ou nitidamente escancaradas de nos “colocar no devido lugar”, de bradar que a política não é para as fracas, para as mulheres. Só que não. Nós mulheres feministas declaramos alto e bom som: lugar de mulher é onde ela quiser!</p>



<p>Falei da sub-representação na política dos grupos sociais que enfrentam as desigualdades para chamar a atenção para os riscos que corremos. São as pessoas mais vulnerabilizadas que constituem o alvo preferencial das forças bolsonaristas. Nesta campanha eleitoral manteremos a presença da política com amor, do respeito aos adversários, mas não podemos aceitar mais nenhum sacrifício. Tanto a sub-representação, como a escalada da violência, só será enfrentada com a força popular negra e feminista nas ruas. A única garantia democrática que temos é nossa coragem de seguir lutando.</p>



<p>* <strong>Carmen Silva é socióloga, constrói o SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia, é militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político.</strong></p>



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