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	<title>Arquivos saúde - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Dec 2025 18:39:51 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos saúde - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Maior pesquisa da América Latina sobre saúde das mulheres está sendo realizada no Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 20:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em menos de dez anos, Pernambuco viveu duas novas epidemias, a da zika e a da covid-19. Desde 2020, uma pesquisa investiga os impactos dessas epidemias na saúde reprodutiva de mulheres pernambucanas. Na atual etapa, o estudo DeCode Zika e Covid (DZC) pretende entrevistar mais de duas mil mulheres de 23 a 39 anos, de [&#8230;]</p>
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<p>Em menos de dez anos, Pernambuco viveu duas novas epidemias, a da zika e a da covid-19. Desde 2020, uma pesquisa investiga os impactos dessas epidemias na saúde reprodutiva de mulheres pernambucanas. Na atual etapa, o estudo DeCode Zika e Covid (DZC) pretende entrevistar mais de duas mil mulheres de 23 a 39 anos, de várias localidades do Grande Recife.</p>



<p>O estudo, que segue até 2029, é financiado pela Universidade da Pensilvânia e liderado pela demógrafa brasileira Letícia Marteleto. “O estudo começou com a crise da microcefalia, que atingiu as mulheres grávidas na epidemia de zika. Quando a pandemia da covid começou em 2020 tínhamos duas opções: ou desistir da pesquisa ou incorporar a covid ao estudo. A pesquisa foi então reformulada para incluir a covid-19 e outras arboviroses, investigando como essas crises de saúde pública afetam as decisões reprodutivas e o acesso a serviços de saúde”, disse a socióloga Ana Paula Portella, que coordenou o estudo no Brasil até o final de outubro deste ano.</p>



<p>Como a pandemia da covid-19 teve mais impacto na população, a pesquisa ganhou mais profundidade. “Durante a pandemia, por exemplo, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi intensamente afetado, o que pode ter levado à falta de contraceptivos ou à impossibilidade de atendimento médico e de enfermagem para procedimentos como o uso de implantes hormonais”, disse a socióloga, sobre uma das investigações da pesquisa. “O medo de sair de casa ou o fechamento/redirecionamento de postos de saúde para o atendimento de pacientes com covid durante os períodos de lockdown, fez com que mulheres deixassem de usar métodos contraceptivos”, afirmou.</p>



<p>A interrupção no uso de contraceptivos deixou as mulheres pernambucanas mais expostas ao risco de uma gravidez não planejada. “A pesquisa também investiga o que aconteceu quando essas gestações indesejadas surgiram, e se foram levadas a termo ou não”, contou.</p>



<p>As pesquisadoras afirmam que a DZC é o maior estudo em painel com mulheres da América Latina. “A pesquisa em painel é um tipo de estudo que se caracteriza por acompanhar o mesmo grupo de participantes em diferentes momentos ao longo do tempo. No contexto da nossa pesquisa, isso significa que o mesmo grupo de mulheres está sendo acompanhado desde a primeira onda de coleta de dados em 2020, com planos de continuar até 2029”, explicou Ana Paula.</p>



<p>Uma característica inerente a esse tipo de pesquisa é que há uma perda de participantes ao longo do tempo, que pode acontecer desde mudança no contato e desinteresse em continuar respondendo à pesquisa até adoecimento ou falecimento das participantes. Para mitigar essa perda e manter a representatividade da amostra, é comum em estudos de painel realizar uma renovação da amostra. “Estamos na quarta onda desta pesquisa e, além de continuar acompanhando as mulheres desde 2020, uma nova amostra de 2.400 mulheres começou a ser entrevistada para renovar o grupo de estudo. A partir da onda número 5, as duas amostras serão combinadas em uma única”, disse a pesquisadora.</p>



<p>Com a pesquisa nesta fase concentrada na Região Metropolitana do Recife, os condomínios verticais têm sido um obstáculo para encontrar as participantes. “Porteiros ou síndicos frequentemente barram a entrada da equipe de pesquisa antes mesmo que eles consigam falar com os moradores dos apartamentos sorteados. Para tentar contornar isso, temos enviado cartas, ido aos prédios para conversar com síndicos e empresas, e também são disponibilizados telefones e o site da pesquisa para garantir a segurança e a ética do trabalho”, disse Portella, que faz um apelo para que as mulheres contactadas atendam as entrevistadoras.</p>



<p>A DZC contratou a empresa Datamétrica, cujas entrevistadoras usam crachá com nome e foto, e portam uma carta de apresentação da Universidade da Pensilvânia. Há também um QR Code com informações da pesquisa para que as pessoas possam verificar a autenticidade e se sintam seguras em participar. Essa etapa de entrevistas segue até dezembro deste ano.</p>



<p>Ainda que o estudo final só saia em 2029, a pesquisa DZC já publicou 18 artigos sobre o tema. Um deles se debruçou sobre o impacto da perda de renda das mulheres durante a pandemia de covid e a intenção de ter ou não filhos. A pesquisa concluiu que a ideia de adiar a gravidez ou de não ter mais filhos dependia, parcialmente, se a mulher já havia sido mãe ou não. As que não tinham filhos, eram mais inclinadas a engravidar logo e a perda de renda não fazia diferença. As que já eram mães, tinham diferentes opiniões, a depender da perda ou não de renda.</p>



<p>A pesquisa também constatou que as mulheres que eram mães e perderam renda eram mais inclinadas tanto a desistir de ter filhos quanto a adiar uma nova gravidez. E mães de duas ou três crianças que tiveram perda na renda eram as mais propensas a desistir de ter outra criança. Todos os artigos já publicados estão disponíveis no site, <a href="https://web.sas.upenn.edu/dzc-en/papers/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">somente na versão em inglês</a>.</p>



<p>A ideia é de que a pesquisa ajude a fomentar políticas públicas voltadas para a saúde reprodutiva das mulheres brasileiras e seja um guia no caso de futuras epidemias. Mais informações sobre a pesquisa estão disponíveis no site do projeto em português: <a href="https://web.sas.upenn.edu/dzc-pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://web.sas.upenn.edu/dzc-pt/</a></p>
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		<title>Dengue do tipo 3 reacende alerta em Pernambuco, mas clima deve evitar epidemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 20:38:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Butantan]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[dengue]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde 2002, a dengue do tipo 3 quase não aparecia em Pernambuco. Em 2023, voltou timidamente, com a identificação de quatro casos no Estado, subindo para 17 casos no ano seguinte. Já nos sete primeiros meses deste ano, houve um salto, com a identificação de mais 150 casos. Em uma população majoritariamente com anticorpos contra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde 2002, a dengue do tipo 3 quase não aparecia em Pernambuco. Em 2023, voltou timidamente, com a identificação de quatro casos no Estado, subindo para 17 casos no ano seguinte. Já nos sete primeiros meses deste ano, houve um salto, com a identificação de mais 150 casos. Em uma população majoritariamente com anticorpos contra os sorotipos 1 e 2 da dengue, a presença de casos da dengue 3 gera um alerta: a segunda infecção pelo vírus da dengue, seja por qual sorotipo for, costuma ser mais grave, gerando mais hospitalizações e mortes.</p>



<p>No Brasil, é comum que os sorotipos 1 e 2 se revezam ao longo dos anos. Os sintomas de todos os sorotipos são parecidos – dor no corpo, febre alta, dor de cabeça e atrás dos olhos, mal estar, manchas vermelhas pelo corpo. De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue 3 é considerada um dos sorotipos mais virulentos do vírus da dengue, ou seja, tem maior potencial de causar formas graves da doença. Há também a ameaça de uma alta de casos, já que a maioria da população não tem anticorpos contra o sorotipo 3. </p>



<p>Mas Pernambuco pode ter dado sorte. Isso porque a maioria dos casos de dengue 3 foi identificado já no final da sazonalidade da doença por aqui, que vai de março a julho. Há uma inversão na tendência de queda ao final da sazonalidade, mas não um aumento de casos – que, no geral, está 61% menor que no ano passado, de acordo com o último boletim epidemiológico das arboviroses em Pernambuco.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p class=" "><strong>O que são sorotipos da dengue?</strong></p>
<p class=" ">Sorotipos são variações do vírus que, embora pertençam à mesma espécie, possuem diferenças em sua composição. No caso da dengue, os quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) são suficientemente distintos para que uma infecção por um deles não ofereça imunidade contra os outros.</p>
<p class=" ">Isso significa que uma pessoa pode ser infectada até quatro vezes durante a vida, uma por cada sorotipo. Além disso, infecções subsequentes por diferentes sorotipos aumentam o risco de formas mais graves da doença.</p>
<p class=" ">A infecção por determinado sorotipo tem efeito protetor permanente contra aquele sorotipo especifico e efeito protetor temporário contra os outros sorotipos.</p>
<p>Fonte: Ministério da Saúde</p>
        </div>
    </div>



<p>Os casos de dengue 3 se concentram na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata. De acordo com o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Eduardo Bezerra, o clima contribui para segurar uma provável epidemia de dengue 3. “Foi um inverno atípico, com temperaturas mais baixas em geral, o que dificulta a reprodução do mosquito <em>Aedes aegypti</em>”, disse.</p>



<p>Outro fator é que não tivemos fenômenos climáticos como o La Niña e El Niño, o que também contribuiu para a diminuição de casos de dengue neste ano. “Apesar do aumento de casos de dengue 3, não houve um crescimento exponencial ou explosivo no número total de casos neste ano, o que leva a uma expectativa de que não se atinja um quadro mais grave devido às condições climáticas favoráveis. Eu, particularmente, acho que não vamos ter um crescimento de casos neste ano”.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/pesquisa-da-fiocruz-confirma-quanto-mais-calor-mais-dengue/" class="titulo">Pesquisa da Fiocruz confirma: quanto mais calor, mais dengue.</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>O <em>Aedes aegypti </em>é um mosquito que gosta de calor — mas não muito. A reprodução dele é mais eficaz em temperaturas de 25 a 30 graus, enquanto que a transmissão da dengue pode ocorrer entre 17 e 34 graus, sendo mais eficaz aos 29º. Com um inverno mais frio, tanto a reprodução quanto a transmissão foram afetadas. “Em regiões como Garanhuns e Salgueiro houve diminuição da proliferação do mosquito. No entanto, na região metropolitana, essa baixa de temperatura pode não ser suficiente para afetar a capacidade de reprodução do mosquito. A expectativa é que o final do período de chuvas e a entrada em um período mais quente e com menos chuva ajudem a evitar uma explosão de casos”, diz Eduardo.</p>



<p>Ainda que as temperaturas aumentem nas próximas semanas, com o fim das chuvas, a tendência é que a água parada diminua, fazendo com que o mosquito perca seu local de reprodução. </p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Casos de dengue diminuíram 60,1% em relação ao ano passado</span>

		<p><span style="font-weight: 400;">O mais recente Boletim Epidemiológico de Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), divulgou nesta quarta-feira (20), com dados das semanas epidemiológicas de 29/12/2024 a 16/08/2025, aponta 28.503 casos notificados de dengue, representando uma diminuição de 60,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior no estado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram confirmados 6.818 casos de dengue em Pernambuco, incluindo 147 casos graves e 5 óbitos confirmados. O Boletim 33 revela que 114 municípios pernambucanos têm baixa incidência de casos de dengue, 43 localidades apresentam incidência média e 20 apresentam alta incidência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O boletim também traz 4.509 casos notificados de Chikungunya, com 676 confirmações. Para o Zika, houve 958 casos notificados, porém sem confirmações. Pernambuco também registra 183 casos de Febre do Oropouche desde maio de 2024, com 7 casos confirmados em 2025.</span></p>
	</div>



<h2 class="wp-block-heading">Vacina brasileira contra a dengue pode mudar cenário</h2>



<p>Em dezembro de 2023, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou a vacina Qdenga, do laboratório japonês Takeda. Mas, com poucas doses disponíveis, o público foi limitado. Hoje, só pessoas entre 10 e 14 anos podem receber a vacina pelo SUS, que é em duas doses. De acordo com Eduardo Bezerra, ainda não há mudanças epidemiológicas desde a adoção da vacina. Além de ser uma faixa etária restrita, há poucas doses e baixa adesão da população.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/conheca-a-vacina-do-butantan-capaz-de-prevenir-a-dengue-com-apenas-uma-dose/" class="titulo">Conheça a vacina do Butantan capaz de prevenir a dengue com apenas uma dose</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/entrevista/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Entrevista</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>“Embora cerca de 90 mil crianças tenham recebido a primeira dose em Pernambuco, apenas 35 mil retornaram para a segunda dose. A segunda dose é considerada muito importante para fixar e manter a imunidade”, afirmou Bezerra.</p>



<p>A Qdenga também não tem doses suficientes para ser distribuída em todo o estado, apenas nas regionais do Grande Recife, de Garanhuns (Agreste) e Salgueiro (Sertão). É mais eficaz contra os sorotipos 1 e 2, os prevalentes no Brasil. “Apesar de ter uma eficácia de 47% contra a dengue tipo 3, esse percentual é considerado muito bom no contexto da farmacologia e da imunologia, e não deve ser interpretado com a mesma lógica de cálculos gerais”, acrescenta o diretor de vigilância ambiental de Pernambuco.</p>



<p>A Qdenga é encontrada também na rede privada, com cada dose custando cerca de R$ 570. O intervalo entre as duas doses é de três meses.</p>



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	                                        <p class="m-0">Vacina Qdenga pelo SUS é restrita a pessoas entre 10 e 14 anos. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O que pode realmente ter impacto no controle da dengue é uma vacina em dose única e amplamente oferecida à população. Desde o começo deste ano a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan a partir de um protótipo do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. Em dose única, a possível vacina é vista como a principal promessa para uma imunização ampla da população.</p>



<p>A expectativa do Butantan era de que a vacina fosse aprovada ainda neste ano. Em nota à Marco Zero, a Anvisa afirmou que recebeu, no dia 6 de fevereiro deste ano, o pedido de registro da vacina. “A partir desse pedido, a avaliação teve início, sendo que, em 14 de fevereiro, a Agência enviou à equipe do laboratório uma exigência técnica, solicitando informações e dados complementares necessários para o prosseguimento da análise”, informou a nota.</p>



<p>A resposta ao primeiro pedido foi dada pelo Butantan em 7 de março. Uma nova exigência técnica foi feita pela Anvisa em 22 de maio e atendida pelo laboratório em 13 de junho. “Esse tipo de solicitação ocorre quando a Anvisa identifica alguma lacuna de informação nos dados e estudos apresentados, exigindo explicações ou dados complementares. Trata-se de uma dinâmica comum na análise de vacinas e medicamentos, e as equipes da Agência e do Butantan mantêm um canal constante de comunicação”, diz a nota.</p>



<p>A nota da Anvisa também informa que no dia 31 de julho foi realizado um painel com consultores externos para discussão dos dados da vacina apresentados pelo Butantan. “A próxima etapa será discutir com o Instituto Butantan sobre os encaminhamentos necessários para o prosseguimento do processo de registro, com vistas à formalização do termo de compromisso, necessário para a conclusão da análise técnica”, diz a nota, que concluiu afirmando que “a Anvisa está comprometida com a avaliação da eficácia e da segurança da vacina, de forma que sua análise ocorra no menor tempo possível”.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">A prevenção contra a dengue</span>

		<p>Embora medidas amplas como saneamento básico universal e limpeza urbana sejam as medidas realmente efetivas, é possível fazer alguma diminuição individual de riscos. Evitar o acúmulo de água é o principal deles.</p>
<p><strong>Os cuidados essenciais são:</strong></p>
<p>&#8211; manter caixas d’água limpas e vedadas;</p>
<p>&#8211; fechar bem sacos de lixo e lixeiras;</p>
<p>&#8211; dispensar o uso ou preencher com areia os “pratinhos” de plantas;</p>
<p>&#8211; manter as calhas limpas e livres para o total escoamento da chuva;</p>
<p>&#8211; esfregar o fundo e as laterais dos potes de água oferecidos a animais;</p>
<p>&#8211; manter em dia a manutenção de piscinas.</p>
<p>A fim de reforçar os cuidados, vale instalar telas nas janelas e portas, e mosquiteiros em cima de camas e berços. Também é recomendado aplicar repelente na parte da pele exposta e por cima da própria roupa.</p>
<p>Fonte: Instituto Butantan</p>
	</div>



<p>Em nota à MZ, o Butantan afirmou que os ensaios clínicos do imunizante foram encerrados em junho do ano passado, quando o último participante completou 5 anos de acompanhamento. Os dados de segurança e eficácia divulgados da vacina mostram 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. “Resultados da fase 3 do ensaio clínico publicados na The Lancet Infectious Diseases mostraram, ainda, uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos”, diz a nota.</p>



<p>Em caso de aprovação pela Anvisa, o Instituto Butantan poderá disponibilizar cerca de 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde nos próximos três anos. De acordo com o órgão, um milhão de doses da vacina poderão ser entregues já em 2025, em caso de aprovação. “As outras cerca de 100 milhões de doses poderão ser entregues nos anos de 2026 e 2027. A definição dos critérios de vacinação da população deverá ser feita pelo Ministério da Saúde, por meio do PNI (Programa Nacional de Imunizações)”, diz a nota.</p>



<p>Enquanto a vacinação ampla não chega, a prevenção, ainda que difícil, segue sendo a saída. “A composição urbana atual das cidades e as mudanças climáticas tornam a prevenção ainda mais desafiadora hoje em dia”, afirma Bezerra, que alerta que a dengue não é uma doença que deve ser subestimada. “É preciso estar muito atento aos sintomas, já que a dengue pode se agravar e pode levar ao óbito num período muito curto. Não se deve demorar para procurar assistência médica”, ressalta Eduardo Bezerra.</p>
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			</item>
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		<title>Vacina do Butantan contra gripe aviária será testada em Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo</title>
		<link>https://marcozero.org/vacina-do-butantan-contra-gripe-aviaria-sera-testada-em-pernambuco-minas-gerais-e-sao-paulo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 16:44:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[gripe]]></category>
		<category><![CDATA[influenza]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se houvesse uma bolsa de apostas para qual será a doença responsável pela próxima pandemia, a gripe aviária estaria lá no topo da preferência dos apostadores. Nas últimas três décadas, o vírus apareceu em aves em todos os continentes. De 2021 para cá, há uma pandemia entre animais, com o vírus matando aves, felinos, vacas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se houvesse uma bolsa de apostas para qual será a doença responsável pela próxima pandemia, a gripe aviária estaria lá no topo da preferência dos apostadores. Nas últimas três décadas, o vírus apareceu em aves em todos os continentes. De 2021 para cá, há uma pandemia entre animais, com o vírus matando aves, felinos, vacas, focas e até golfinhos. Já é considerado um dos maiores surtos virais entre animais de que se há conhecimento.</p>



<p>Entre humanos, o primeiro caso foi descrito em 1997 em Hong Kong. O &#8220;pulo&#8221; do vírus para humanos se repetiu na Ásia e na Europa nos anos seguintes. Desde então, diversas variações do vírus da gripe aviária, como o H9N2, H7N3, H5N6 e o H7N9, ocorreram em surtos com infecções em humanos, com diferentes graus de gravidade da doença e de mortalidade.</p>



<p>No último ano, os casos em humanos aumentaram. Desde fevereiro de 2024 foram detectados 70 casos de gripe aviária em humanos nos EUA, com uma morte registrada. Reino Unido e México também registraram casos neste ano. Por ora, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a gripe aviária como de baixo risco para a população em geral e de baixo para moderado risco para quem trabalha com animais em países onde a fauna foi atingida.</p>



<p>A circulação da doença entre humanos ainda está controlada porque o vírus não tem a capacidade de passar de uma pessoa para outra. Todos os infectados, até agora, foram pessoas que trabalhavam ou tiveram contato direto com animais infectados.</p>



<p>Quando, ou se, ocorrer uma mutação no vírus no qual ele consiga passar de uma pessoa para outra, há poucas dúvidas de que ele se espalhará rapidamente pelo mundo, provocando uma nova pandemia. Uma facilidade para o espalhamento é que o reservatório dele é em aves silvestres e migratórias, que percorrem grandes distâncias, como o maçarico, que sai do Canadá até a Ilha de Itamaracá todos os anos. Nas aves, o vírus atinge o estômago e o intestino, sendo liberado pelas fezes, conseguindo assim contaminar outras espécies.</p>



<p>Mas, ao contrário da covid-19, pode ser que dessa vez os países estejam mais preparados para uma pandemia. Como, biologicamente, é um vírus muito próximo da Influenza A, a mesma técnica de vacinas usada para a vacina da gripe humana, pode ser usada para a da gripe aviária. A dificuldade são as mutações. Hoje, acredita-se que três cepas mais perigosas tenham uma probabilidade maior de fazer a mutação para passar de humano para humano, que são a H5N1, H5N8 e H7N9.</p>



<p>Assim, laboratórios estão ou se preparando ou já produzindo vacinas para humanos contra essas cepas. Nos Estados Unidos, com o aumento de casos no gado, está sendo feita também a vacinação massiva de trabalhadores rurais contra a gripe sazonal, que embora não ofereça proteção contra a gripe aviária, reduz o risco dos trabalhadores serem infectados pelos dois vírus ao mesmo tempo, o que facilita as mutações.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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	                                        <p class="m-0">Gripe aviária matou aves silvestres ou de criação em todo o mundo
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Roee Shpernik</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre da influenza aviária, o Brasil não tem registro da doença em aves em crianção comercial, apenas em aves silvestres (163 casos, desde 2023) e de substistência, com três focos. </p>



<p>Apesar da relativa calmaria no Brasil, o Instituto Butantan já começou a desenvolver uma vacina contra a gripe aviária, usando a variante H5N8. “É a mesma variante que o CDC, dos EUA, escolheu para desenvolver a vacina deles também”, explica o pesquisador Rafael Dhalia, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-PE). A diferença está na tecnologia: enquanto a norte-americana é baseada em RNA, mais cara, a do Butantan é de vírus inativado. “É a mesma tecnologia da vacina da gripe comum. É mais barata e dá pra produzir em maior escala. Para a realidade do Brasil é a melhor opção”, diz Dhalia, que está liderando o estudo em Pernambuco para o desenvolvimento da vacina, ao lado de Carlos Brito, do Plátano Centro de Pesquisas Clínicas. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Testes de nova vacina no Recife</strong></h2>



<p>Após a aprovação da Anvisa, prevista para ainda este semestre, a candidata para ser a primeira vacina brasileira contra a gripe aviária em humanos entrará na fase de testes clínicos. A expectativa é de que 700 voluntários participem dos testes nos estados de Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, entre dois grupos etários (18-59 anos e 60+).</p>



<p>A primeira fase avaliará a segurança e a eficácia imunológica da nova vacina. Os participantes receberão duas doses da vacina ou do placebo, com intervalo de 21 dias entre as aplicações. Apenas um em cada sete voluntários receberá o placebo.</p>



<p>Os voluntários serão acompanhados durante os sete meses seguintes, com exames para avaliar a segurança e a eficácia imunológica do imunizante. Os testes incluirão ainda uma triagem inicial com exames bioquímicos, hematológicos e sorológicos que serão realizados no Real Hospital Português, e análise de imunidade celular da vacina, que será conduzida na Fiocruz Pernambuco. Como é um vírus que não circula no Brasil, é por meio desses testes que os pesquisadores vão avaliar a eficácia da vacina.</p>



<p>“A tecnologia é a mesmíssima da vacina da gripe comum que tem no posto de saúde. A diferença é que a cepa que está sendo usada é uma cepa de gripe aviária. A questão da eficácia a gente vai avaliar agora, mas quando falamos de segurança é importante dizer que é uma tecnologia já usada há mais de 30 anos no mundo todo e que o Butantan tem a expertise, produzindo há mais de 20 anos as vacinas de gripe para o SUS. A diferença é que em vez de usar as cepas de influenza A e B que usamos hoje, vai ser usado apenas a H5N8 da gripe aviária”, explica Dhalia.</p>



<p>Se tudo der certo, a vacina pode ser desenvolvida rapidamente, em cerca de um ano. E, ainda que não tenha muitas doses, pode ser usada para conter surtos. “Se aparecer surtos em humanos, pode ser utilizada como cinturão em volta, com a finalidade de contenção de surto, para evitar uma pandemia”, diz o pesquisador da Fiocruz.</p>



<p><strong>Os interessados em realizar a pré-inscrição para se voluntariar devem acessar o link: <a href="https://forms.office.com/r/kBXB5misc4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://forms.office.com/r/kBXB5misc4</a>.</strong></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/04/vacina-Butantan-interna-pdp.jpg" alt="Na imagem, vemos uma pessoa em um ambiente de laboratório vestida com um jaleco branco, luvas azuis e uma touca de proteção. Ela está sentada em frente a uma cabine de biossegurança, um equipamento ventilado usado para proteger tanto o usuário quanto o ambiente contra patógenos. Dentro da cabine, há vários materiais de laboratório, como frascos com tampas laranjas, pipetas e outros equipamentos. A pessoa parece estar manipulando ou preparando amostras, possivelmente para um experimento ou análise." class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Expectativa é que 700 voluntários participem dos testes
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Instituto Butantan</span>
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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/vacina-do-butantan-contra-gripe-aviaria-sera-testada-em-pernambuco-minas-gerais-e-sao-paulo/">Vacina do Butantan contra gripe aviária será testada em Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Oficina Nacional debate estratégias de comunicação para a saúde da população negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 19:31:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[FioCruz]]></category>
		<category><![CDATA[ministério da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[população negra]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Marco Zero Conteúdo esteve presente na Oficina Nacional de Comunicação para o Fortalecimento da Saúde da População Negra, evento promovido pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz que aconteceu nos dias 22 e 23 de janeiro, em Brasília. A oficina reuniu comunicadores de todo o Brasil para debater estratégias que contribuam para o avanço [&#8230;]</p>
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<p>A Marco Zero Conteúdo esteve presente na Oficina Nacional de Comunicação para o Fortalecimento da Saúde da População Negra, evento promovido pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz que aconteceu nos dias 22 e 23 de janeiro, em Brasília. A oficina reuniu comunicadores de todo o Brasil para debater estratégias que contribuam para o avanço da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. A repórter Giovanna Carneiro, mestre em Comunicação pela UFPE, representou a MZ na atividade.</p>



<p>Essa política, instituída há 16 anos, tem como objetivo reduzir as desigualdades étnico-raciais e combater o racismo institucional no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar da sua relevância, apenas 371 dos 5.570 municípios brasileiros aderiram à iniciativa e possuem estruturas para coordenar ações específicas voltadas à população negra, segundo dados do Ministério da Saúde.</p>



<p>Durante a oficina, foram discutidos caminhos para ampliar o alcance e a efetividade da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Um dos principais resultados do evento foi a criação de um Grupo de Trabalho, que irá apoiar a construção de um plano de ação para fortalecer as pautas prioritárias na saúde da população negra.</p>



<p>A Marco Zero Conteúdo se soma a essa mobilização, reconhecendo o papel essencial da comunicação para dar visibilidade à luta contra o racismo e para promover o direito à saúde de forma mais equitativa e inclusiva.</p>
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		<item>
		<title>Único hospital público de Itamaracá está em estado de abandono, denuncia o Coren-PE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 17:23:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Fiscalização]]></category>
		<category><![CDATA[hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) realizou uma inspeção no Hospital Municipal Alzira Figueiredo, em Itamaracá, e encontrou uma série de problemas, incluindo estrutura física precária, falta de profissionais de enfermagem e medicamentos vencidos. A unidade é o único hospital público do município e atende em média seis mil pessoas por mês, mas enfrenta dificuldades por causa do descaso da gestão pública. O Coren-PE já havia feito uma inspeção em 2022 e notificado a direção do hospital, a prefeitura e o Ministério Público de Pernambuco sobre as condições precárias, mas a situação não mudou</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) realizou nesta quarta-feira (13) uma operação de fiscalização no Hospital Municipal Alzira Figueiredo, em Itamaracá. De acordo com o Conselho, o hospital se encontra em um estado de abandono e precariedade. A ação, intitulada &#8220;Operação à Deriva&#8221;, constatou diversos problemas estruturais, falta de profissionais de enfermagem e medicamentos vencidos.</p>



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	                                        <p class="m-0">Sala de raio-x está sem funcionar há mais de 12 anos e é usada como depósito. Foto: Coren-PE/Divulgação
</p>
	                
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<p>O hospital municipal, único público do município, atende cerca de seis mil pessoas por mês em situações de urgência, desde casos simples até partos e afogamentos. A estrutura física do local apresenta mofo, sujeira e salas inadequadas para atendimento, colocando em risco a saúde de pacientes e profissionais. A sala de raio-x está inoperante há mais de 12 anos, com equipamentos sucateados abandonados no local.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Fiscalização encontrou medicamentos e insumos usados na sala vermelha vencidos. Foto: Coren-PE/Divulgação
</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Além da estrutura precária, o Coren-PE identificou a falta de medicamentos básicos e a presença de insumos e medicamentos vencidos na sala vermelha, destinada a pacientes em estado grave. Entre os medicamentos vencidos, foi encontrada atropina, utilizada em casos de parada cardiorrespiratória.</p>



<p>O ambulatório também estava fechado durante a inspeção, e pacientes eram medicados em cadeiras no corredor após a triagem. A falta de profissionais de enfermagem, apontada em fiscalização anterior realizada em 2022, persiste. Na época, o Coren-PE notificou a direção do hospital, a prefeitura de Itamaracá e o Ministério Público de Pernambuco sobre o déficit de pelo menos 12 profissionais (2 enfermeiros e 10 técnicos de enfermagem).<br><br>A chefe do Departamento de Fiscalização do Coren-PE, Ivana Andrade, afirmou que a falta de um protocolo de atendimento impede a garantia de assistência de qualidade à população. O Coren-PE informou que acionará sua Procuradoria Jurídica e encaminhará um relatório com os problemas encontrados à Prefeitura de Itamaracá e ao Ministério Público de Pernambuco.<br><br>A Marco Zero entrou em contato por e-mail com a assessoria de comunicação do município, mas ainda não obteve resposta sobre as denúncias do Coren-PE. </p>
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		<title>Pernambuco confirma terceiro óbito fetal por febre oropouche</title>
		<link>https://marcozero.org/pernambuco-confirma-terceiro-obito-fetal-por-febre-oropouche/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Aug 2024 21:57:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[óbito fetal]]></category>
		<category><![CDATA[oropouche]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aumento de casos, os primeiros registros de mortes e de novos sintomas relacionados à febre oropouche estão deixando pesquisadores brasileiros com várias perguntas. A doença não é uma novidade. A primeira vez que o vírus foi isolado no Brasil foi ainda na década de 1960, mas, até recentemente, era uma doença endêmica em povoados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O aumento de casos, os primeiros registros de mortes e de novos sintomas relacionados à febre oropouche estão deixando pesquisadores brasileiros com várias perguntas. A doença não é uma novidade. A primeira vez que o vírus foi isolado no Brasil foi ainda na década de 1960, mas, até recentemente, era uma doença endêmica em povoados ribeirinhos na Amazônia Legal, com raros surtos registrados fora dessas áreas.</p>



<p>Mas este ano está sendo atípico, com um aumento de quase 200 vezes na incidência em comparação aos casos notificados na última década. Pelo menos 21 dos 27 estados já confirmaram casos do final de 2023 para cá. Foram registrados 831 casos em 2023 e 7.653 em 2024.</p>



<p>O vírus está espalhado por todo o país, mas se apresenta com mais força no Norte: 83,2% (6.895 de 8.284, dados de 2023 até maio deste ano) das infecções do Brasil foram lá. Em Pernambuco já são confirmados 122 casos da febre oropouche e três óbito de fetos &#8211; o mais recente confirmado nesta terça-feira, 20 de agosto -, <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/o/oropouche/painel-epidemiologico">de acordo com o painel do Ministério da Saúde</a>. </p>



<p>Várias hipóteses – que não são excludentes, mas se somam – estão sendo levantadas e pesquisadas para explicar essa mudança no comportamento do vírus.</p>



<p>Uma delas é alertada há muito tempo por especialistas: as mudanças climáticas e o desmatamento, que fazem com que esses vírus avancem pelas áreas rurais, urbanas e de climas mais amenos. No estado de Santa Catarina, por exemplo, já foram confirmados 176 casos neste ano. “Todas essas mudanças que estão ocorrendo nos últimos anos sem dúvida têm favorecido um deslocamento maior de muitas espécies de insetos e de vírus, antes restritos aos ambientes silvestres, ampliando assim as áreas de risco de transmissão&#8221;, diz a pesquisadora do departamento de Entomologia da Fiocruz Pernambuco Alice Varjal.</p>



<p>Outra hipótese é a de que não há necessariamente um aumento tão significativo, mas sim um maior diagnóstico da doença &#8211; que, clinicamente, pode ser facilmente confundida com outras arboviroses. Isso porque, em 2023, o Ministério da Saúde descentralizou os testes que detectam a febre oropouche, que antes ficavam concentrados no Instituto Evandro Chagas, no Pará. Ou seja, até mais ou menos um ano atrás, todo caso suspeito era encaminhado para lá para ter a confirmação, o que dificultava o diagnóstico laboratorial.</p>



<p>Com a descentralização, os Laboratórios Centrais (Lacens) de todos os estados conseguem fazer o teste de RT-PCR, que foi desenvolvido pela equipe do pesquisador Felipe Naveca, da <a href="https://amazonia.fiocruz.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fiocruz Amazônia</a>. O teste molecular identifica a presença do vírus se for realizado em até cinco dias após os primeiros sintomas. Os testes sorológicos para confirmar se as pessoas tiveram ou não a doença após esse período ainda não estão descentralizados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma nova cepa do oropouche</h2>



<p>Essas duas hipóteses se somam a uma recente descoberta: o vírus mudou. A pesquisadora da Fiocruz Pernambuco Clarice Morais, coordenadora do Serviço de Referência em Arboviroses, explica que a cepa do vírus identificada neste surto atual não é a mesma de décadas anteriores e sim uma combinação de dois tipos do vírus <em>Orthobunyavirus oropoucheense</em> (OROV), que causa a doença.</p>



<p>Ela cita dois artigos publicados no final de julho com a liderança de pesquisadores brasileiros que lançam luz sobre esta nova cepa e o novo comportamento do vírus. Ambos estudos ainda estão em <em>preprint</em> – ou seja, ainda sem revisão de pares – e são assinados por pesquisadores de várias instituições importantes como a Fiocruz, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>



<p><a href="https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.07.23.24310415v1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Uma das pesquisas sequenciou e analisou 382 genomas completos</a> do OROV em amostras humanas coletadas entre 2022 e 2024 em quatro estados do Norte com o objetivo de rastrear a origem e a evolução genética do vírus que levou ao surto atual. As análises genômicas revelaram que a nova linhagem é a combinação de um segmento do vírus detectado na região leste da Amazônia, de 2009 a 2018, e de dois segmentos de vírus detectados no Peru, Colômbia e Equador de 2008 a 2021.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/08/oropouche.jpg" alt="A foto mostra uma criança de costas, em pé em um cais de madeira, segurando um guarda-chuva amarelo e preto. A criança está olhando para um rio de águas barrentas. Na margem oposta do rio, há várias casas coloridas sobre palafitas e barcos atracados ao longo da margem. O céu está nublado, sugerindo que pode estar chovendo ou que choveu recentemente. A cena parece retratar a vida cotidiana em uma comunidade ribeirinha" class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Doença era mais comum na Amazônia, mas agora está espalhada pelo Brasil
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Nicolas Rénac</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O estudo indica que essa nova linhagem provavelmente emergiu na região central do estado do Amazonas entre 2010 e 2014 e se espalhou silenciosamente durante a segunda metade da década de 2010.</p>



<p>Já <a href="https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.07.27.24310296v1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o outro artigo</a> sugere que o surto atual pode estar relacionado com uma maior eficiência de replicação desta nova linhagem do vírus, que também escaparia à imunidade por infecção anterior.</p>



<p>A pesquisa combinou múltiplas fontes de dados, incluindo dados moleculares, genômicos e sorológicos, com dados epidemiológicos do Brasil de 1º de janeiro de 2015 até 29 de junho deste ano. O estudo mostrou que esse novo rearranjo do vírus da oropouche replicou aproximadamente 100 vezes mais rápido nas células de mamíferos em comparação com uma cepa protótipo.</p>



<p>Até então, o que a ciência sabia era que havia quatro tipos do vírus da oropouche e que a infecção por qualquer um deles gerava anticorpos para proteger contra a reinfecção. Este novo estudo sugere que essa nova cepa pode infectar também quem já teve a doença. </p>



<p>Mas ainda não se sabe se o vírus está mais perigoso – e, por isso, capaz agora de causar mortes, como a das duas mulheres, com menos de 30 anos e sem comorbidades, na Bahia, que são os primeiros casos de mortes por oropouche já registrados. Ou se o vírus já havia causado mortes antes, mas passaram sem o diagnóstico correto, já que o exame laboratorial não era acessível e os profissionais de saúde não estavam atentos a esta possibilidade. </p>



<p>&#8220;Como é que esse vírus age no organismo? Quais são os mecanismos para ele estar realmente causando essas formas mais graves, que antes não tinham sido evidenciadas? Com a expansão do diagnóstico é que estamos vendo esses casos mais graves, que podem ter associação com essa linhagem nova que está circulando. Com o aumento das ações de vigilância epidemiológica e das pesquisas, as respostas para essas perguntas devem aparecer&#8221;, afirma Clarice Morais. </p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>O vírus da febre oropouche foi inicialmente descoberto na cidade de Vega de Oropouche, em Trinidad e Tobago, e por isso recebeu esse nome. Na década de 1960, o vírus foi detectado na região Amazônica. Embora a entrada exata do vírus na área não seja conhecida, ele está presente na Amazônia desde então, circulando principalmente em animais reservatórios e vetores silvestres, com mais força nos períodos chuvosos.</p>
<p>Além do Brasil, há aumento de casos de 2023 para cá na Colômbia, no Peru, na Bolívia e em Cuba.</p>
        </div>
    </div>



<h3 class="wp-block-heading">Sintomas parecidos com outras arboviroses</h3>



<p>A febre oropuche é uma arbovirose, mas essa classificação significa apenas que é um vírus transmitido por um artrópode, animal invertebrado que possui patas articuladas, neste caso um inseto. Apesar dos sintomas da doença serem parecidos com o de outras arboviroses, como a dengue, o OROV é de uma outra família viral.</p>



<p>Clinicamente, a febre oropuche não difere muito da dengue. Há febre de início repentino, dores pelo corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, moleza, dores nas articulações. “Um sintoma que pode ser diferenciador e é bem característico da oropouche é uma dor de cabeça muito forte, que não passa com analgésicos comuns”, pontua Clarice Morais.</p>



<p>Essa dor de cabeça lancinante também pode voltar após a fase aguda da doença, da mesma forma que as dores nas articulações causadas pela chikungunya também persistem. “A dor de cabeça pode ter recidivas, reaparecendo uma semana, 15 dias após os outros sintomas já terem passado. Mas não voltam todos os sintomas, só a dor de cabeça”, esclarece a pesquisadora.</p>



<p>Nos casos mais graves, a febre oropouche pode evoluir para hemorragias e inflamações neurológicas, como encefalite e meningite. É o chamado neurotropismo, quando um intruso, no caso um vírus, consegue ultrapassar a barreira hematoencefálica, que protege o sistema nervoso. <br><br>“Já sabemos que esse vírus consegue ultrapassar a barreira hematoencefálica, que é formada por células bem unidas, uma barreira difícil de penetrar. Mas os mecanismos com os quais o vírus da oropouche faz isso ainda estão sob investigação. Estamos com mais perguntas do que respostas no momento”, diz Clarice Morais, que acrescenta que uma pesquisa da Fiocruz Pernambuco está começando a estudar como o OROV infecta o sistema nervoso.</p>



<p>O Ministério da Saúde já montou três grupos de pesquisa sobre oropouche com objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o principal vetor da doença e o comportamento do vírus no organismo, além do acompanhamento de estudos científicos em andamento. Esses estudos estão sendo realizados em parceria com a Fiocruz, Instituto Evandro Chagas (IEC) e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado do Amazonas.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Oropouche em Pernambuco</span>

		<p>De acordo com o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde de <span style="font-weight: 400;">Pernambuco, o estado possui, atualmente, 122 casos confirmados da febre oropouche. O vírus oropouche foi identificado em pacientes dos municípios de: Jaqueira, Pombos, Água Preta, Moreno, Maraial, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso, Timbaúba, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Catende, Camaragibe, Ipojuca, Itaquitinga, Macaparana, Sirinhaém, Bonito, Garanhuns, Aliança e Machados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recomendação do Ministério da Saúde é de que todas as pessoas com sintomas de arboviroses que testem negativo para dengue, zika e chikungunya sejam também testadas para oropouche.</span></p>
	</div>



<h3 class="wp-block-heading">Maruim é o principal vetor</h3>



<p>No ambiente urbano, o vírus da Oropouche é transmitido aos seres humanos principalmente pelo maruim, um inseto menor que o bem conhecido e temido <em>Aedes aegypti</em>. “Para você ter uma ideia, já foram descritas mais de 150 espécies de maruim no Norte do País. Só aqui em Pernambuco, já foram descritas 16 espécies diferentes de maruim”, afirma Alice Varjal. <br><br>“Agora, isso significa dizer que todas essas espécies estão envolvidas com a transmissão do oropouche? não, porque essas espécies têm hábitos diferentes. Muitas delas sequer são suscetíveis a esse vírus. Existe toda uma relação que tem que acontecer entre o patógeno, que é o vírus, e o vetor, que é o inseto, para que ele realmente seja caracterizado como de importância para a transmissão”, explica a pesquisadora.<br><br>Comprovadamente, o principal vetor do OROV é o <em>Culicoides paraenses</em>, uma espécie de maruim encontrada na maioria dos estados brasileiros. Mas há suspeitas de que o <em>Culex</em> <em>quinquefasciatus</em>, a muriçoca comum, possa também ter alguma atuação na transmissão da oropouche. &#8220;Mas não de forma importante, pelo que conhecemos hoje da literatura. Ainda são necessário mais estudos que confirmem ou afastem esta possibilidade”, explica Alice Varjal.<br><br>No ambiente silvestre, a transmissão do OROV para outros hospedeiros vertebrados que também são considerados reservatórios naturais do vírus, como preguiças, marsupiais, primatas e pássaros, se dá não só pelo <em>C. paraensis</em> mas também pelos mosquitos <em>Aedes serratus</em>, <em>Coquillettidia venezuelensis</em> e o<em> Culex</em>, mais conhecido como mosquito comum ou muriçoca.<br><br>A menos que haja o envolvimento de outros vetores do vírus, mais frequentes e adaptados as áreas fortemente urbanizadas, a pesquisadora não acredita que a febre oropouche vá se espalhar tanto quanto as outras arboviroses com transmissão vetorial atribuída ao <em>Aedes aegypti</em>. &#8220;Ao que tudo indica, será uma nova arbovirose endêmica no país inteiro. Porém, não deve ter tantos casos nas cidades por conta das características do maruim, que prefere áreas de mata e plantações. A vigilância no Brasil está agora muito atenta para que a gente consiga desenvolver em cada região, em cada contexto, as ações necessárias para proteger as populações mais expostas&#8221;, diz Alice Varjal.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">As diferenças entre maruim e mosquito</span>

		<p>Maruins e mosquitos não são o mesmo inseto. Ambos são da ordem Diptera (porque têm duas asas funcionais), no entanto, os maruins pertencem a família Ceratopogonidae, enquanto os mosquitos pertencem a família Culicidae.</p>
<p>&#8220;O tamanho está entre as principais diferenças entre os muruins e os mosquitos. Enquanto o maruim mede de 1 a 3 milímetros, os mosquitos medem de 4 milímetros até no máximo 1 centímetro, portanto 4 a 5 vezes maiores que os maruins&#8221;, diz Varjal.</p>
<p>Os mosquitos <em>Aedes aegypti</em> e <em>Culex quinquefasciatus</em>, por exemplo, medem de 5 a 7 milímetros. Outras diferenças dizem respeito às picadas. A do maruim pode ser menos dolorida, porém mais incômoda porque provoca intensa coceira e irritação na pele.</p>
<p>&#8220;Os mosquitos são mais ágeis do que os maruins no reflexo de se afastar do hospedeiro ao menor sinal de movimento e consequentemente de se livrar das suas reações de defesa às picadas. Os maruins, geralmente, atacam um mesmo hospedeiro em maior número do que os mosquitos&#8221;, afirma a pesquisadora da Fiocruz.</p>
<p>Enquanto as larvas de <em>Aedes</em> se desenvolvem em água limpa e parada, as dos maruins crescem em criadouros no solo, em lugares úmidos, com pouca água e ricos em matéria orgânica, proveniente da decomposição de folhas, fezes e outros detritos. Ambientes de florestas, matas, manguezais, plantações de frutas  – como banana, cacau e áreas de criação de animais  – são locais ideais para os maruins.</p>
<p>Para a prevenção do maruim em áreas urbanas, o Ministério da Saúde recomenda que a população mantenha quintais limpos, evitando o acúmulo de folhas e lixo orgânico doméstico.</p>
	</div>



<h3 class="wp-block-heading">Grávidas devem ter atenção redobrada</h3>



<p>Como é uma doença que quase não era estudada, não há vacinas nem tratamento específico para a febre oropouche. A prevenção segue sendo a melhor estratégia. Pessoas grávidas ou tentando engravidar devem redobrar a atenção: o vírus pode ser transmitido para o feto caso a grávida seja infectada. </p>



<p>E há cada vez mais evidências de que a oropouche, assim como o zika vírus, pode causar morte fetal e o nascimento de bebês com malformações congênitas, como a microcefalia.</p>



<p>com maior vigilância e pesquisas entre os afetados pela febre oropouche, o Brasil ainda é o único a relatar casos da transmissão vertical do OROV durante a gravidez. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), essa relação já havia sido verificada também em um surto em Manaus entre 1980 e 1981, quando o vírus foi detectado em nove mulheres grávidas e dois abortos.</p>



<p>Até esta terça-feira (20), Pernambuco já confirmou três perdas gestacionais em que os fetos foram diagnosticados com o vírus oropouche. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, não é possível ainda determinar se o mais recente caso confirmado, ocorrido na cidade de Machados, no Agreste Setentrional, foi causado pela infecção pelo vírus. Amostras da mãe e do feto serão encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas, no Pará.</p>



<p>Os outros dois óbitos com fetos positivos para a arbovirose foram registrados nos municípios de Rio Formoso e Ipojuca. Em apenas um deles, até o momento, foi confirmado que a febre oropouche foi o motivo do óbito.</p>



<p>O Ministério da Saúde recomenda uma série de medidas de proteção para evitar ou reduzir a exposição às picadas dos insetos, como o uso de roupas compridas, de sapatos fechados e de repelentes nas partes do corpo expostas, sobretudo nas primeiras horas da manhã e ao final da tarde.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/08/oropouche-repelente.jpg" alt="A imagem mostra uma pessoa vestindo uma camisa azul, segurando e pressionando o bico de um frasco de spray branco com a mão direita. O foco está na ação de borrifar, e o rótulo do frasco não está visível, sugerindo que o conteúdo pode ser qualquer coisa, desde protetor solar até repelente de insetos. O fundo está desfocado, mas parece ser um ambiente verde e exuberante, possivelmente ao ar livre." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Uso de repelentes e roupas de mangas compridas ajuda a prevenir picadas de maruins
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Reprodução</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Por ser muito pequeno, o maruim pode passar por telas contra mosquitos. Mas isso não significa que elas não funcionem inteiramente. “A tela de alguma forma sinaliza para os maruins que há uma barreira naquele local e ele vai procurar outro ponto em que tenha um acesso mais livre. A tela não vai impedir a passagem dele, mas vai minimizar”, diz</p>



<p>Uma medida bastante eficiente que funciona contra o maruim é o uso de roupas de manga comprida e calças. &#8220;A picada do maruim nem sempre consegue ultrapassar a barreira do tecido, justamente porque o seu aparelho bucal picador é bem pequeno comparado ao do mosquito, que às vezes consegue picar por cima das roupas. Portanto, os maruins vão buscar as partes do corpo que estiverem expostas, sobretudo pés, pernas, braços e mãos&#8221;, explica Alice Varjal.</p>



<p>Não há estudos que indiquem qual é o tipo de repelente mais eficaz contra os maruins, mas o uso de repelentes que funcionam contra mosquitos é indicado, como os que contém DEET, IR3535 ou icaridina. &#8220;No entanto, por conta da transmissão vertical do OROV para o feto, as grávidas são mais vulneráveis e não podem usar qualquer tipo de repelente. Normalmente, é recomendado que usem os que são à base de icaridina”, acrescenta a pesquisadora.</p>
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		<title>Doenças tropicais devem se intensificar com mudanças climáticas, alerta Médicos Sem Fronteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 21:04:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Das 19 doenças tropicais consideradas negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem ocorrências de 14 delas. São doenças que têm pouca visibilidade, poucas opções de medicamentos e pouca pesquisa. Mas estão longe de serem doenças raras: de acordo com estimativas OMS, mais de 1,7 bilhão de pessoas no mundo podem estar sob [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Das 19 doenças tropicais consideradas negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem ocorrências de 14 delas. São doenças que têm pouca visibilidade, poucas opções de medicamentos e pouca pesquisa. Mas estão longe de serem doenças raras: de acordo com estimativas OMS, mais de 1,7 bilhão de pessoas no mundo podem estar sob risco dessas doenças, que registram 200 mil mortes por ano. No Brasil, a estimativa do Ministério da Saúde é de que há 30 milhões de pessoas sob risco. São doenças como Chagas, parasitoses intestinais, tracoma, leishmaniose, esquistossomose e hanseníase.</p>



<p>“Na verdade, são populações negligenciadas”, diz a médica Lúcia Brum, pós-graduada em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e responsável médica das operações na América do Sul para a organização não governamental <a href="https://www.msf.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Médicos Sem Fronteiras</a>. “As populações que padecem da maioria dessas doenças estão no sul global. Mercados que são de pouco interesse, ou com uma margem pequena de lucro para as <em>big pharmas</em>, os grandes laboratórios farmacêuticos. Os mais atingidos são os países que não têm, muitas vezes, os meios para investimento em pesquisa nacional, em soberania em tecnologia e ciência”, diz.</p>



<p>E o cenário para essas doenças é ainda mais temerário com as mudanças climáticas, que estão causando maior recorrência de eventos extremos. “O processo de desmatamento e as queimadas têm impacto direto na saúde. Ainda estamos entendendo a dimensão do impacto das mudanças climáticas na saúde. Mas já há consequências: hoje já se atribui 30% dos casos de dengue diretamente às mudanças climáticas causadas pelo homem. Antes, a dengue tinha um período definido de ocorrência, agora se estende praticamente por todo o ano. Estamos vendo padrões epidemiológicos alterados para todas as arboviroses ou picos de casos fora das épocas em que eram tradicionais”, alerta, lembrando que o Brasil vem batendo ano após ano os recordes de casos de dengue.</p>



<p>A especialista aponta também que lugares em que não havia ocorrência de doenças tropicais, já têm registrado casos de dengue, como o sul da Europa. “A amplitude térmica possibilitou a ocupação por parte desses vetores em áreas que não habitavam porque antes não havia condições climáticas propícias”, explica.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Evento debate impactos do clima em populações vulnerabilizadas</span>

		<p>No dia 1º de agosto, às 9h, Lúcia Brum participa do debate <em>Os impactos da emergência climática nas populações vulnerabilizadas</em> no auditório da Fiocruz Pernambuco (Universidade Federal de Pernambuco &#8211; Campus da UFPE, Av. Prof. Moraes Rego, s/n &#8211; Cidade Universitária, Recife – PE). O evento vai debater quais são os impactos das emergências climáticas na saúde e quais são as soluções sustentáveis para enfrentar o problema. O acesso é gratuito, mediante inscrição pelo site: <a href="https://www.msf.org.br/transformacoes/recife/os-impactos-da-emergencia-climatica-nas-populacoes-vulnerabilizadas">https://www.msf.org.br/transformacoes/recife/os-impactos-da-emergencia-climatica-nas-populacoes-vulnerabilizadas</a></p>
	</div>



<p>As chamadas doenças tropicais negligenciadas incluem também condições como a picada de cobra, que causa mais de 80 mil amputações anualmente. “No dia que tiver cobras em grandes cidades europeias, pode ser que isso mude”, provoca Brum. “São patologias que ocorrem longe dos grandes centros de tomada de decisão. No caso do soro antiofídico houve investimentos, como a criação do Instituto Pasteur, para responder a demanda das então colônias, mas ainda há muito o que se aprimorar”, diz.</p>



<p>O Brasil, com instituições de pesquisa como a <a href="https://portal.fiocruz.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fiocruz</a> e o <a href="https://butantan.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Butantan</a>, ocupa um lugar de protagonismo na fabricação de remédios e soros para as doenças negligenciadas. No caso da esquistossomose, por exemplo, só a Biomanguinhos, da Fiocruz, fabrica o único medicamento disponível para a doença no Brasil, que é o <a href="https://marcozero.org/esquistossomose-os-perigos-presentes-e-futuros-do-declinio-do-praziquantel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">praziquantel</a>. “O Brasil tem buscado essa soberania nacional, tem muito a contribuir para o mundo. Mas precisamos rever várias questões que impactam a saúde dos brasileiros, como o uso de agrotóxicos. Estamos intoxicando e contaminando o lençol freático talvez mais rico do planeta, as maiores reservas de água doce. Há também a exploração de minas de forma descontrolada, com uma contaminação brutal de mercúrio, tudo isso tem um impacto enorme na saúde da população brasileira”, diz. </p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/Lucia-Brum.jpg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/Lucia-Brum.jpg" alt="Foto de Lúcia Brum em frente a uma parede com um logotipo e texto. O logotipo consiste em uma figura humana estilizada em vermelho com um recorte branco, seguido por duas linhas de texto. A linha superior diz “MEDECINS SANS FRONTIERES” em letras maiúsculas vermelhas, e a linha inferior diz “MÉDICOS SEM FRONTEIRAS,” em letras maiúsculas azuis. Lúcia Brum está vestindo uma jaqueta jeans azul claro sobre o que parece ser uma camisa branca com um emblema no lado esquerdo, igual ao logotipo na parede, mas menor. Esla é uma mulher branca com cabelo comprido castanho claro que passa dos ombros e tem tatuagens visíveis no braço direito." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Lúcia Brum destaca potencial do Brasil para fabricar medicamentos
</p>
	                
                                            <span>Crédito: MSF/Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Medicamentos eficazes para doenças negligenciadas</h2>



<p>Em 1999, a organização Médicos Sem Fronteiras ganhou o Prêmio Nobel da Paz. O dinheiro do prêmio foi investido em uma iniciativa para a pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para doenças negligenciadas, o <a href="https://dndial.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">DNDi</a>. “No caso da doença do sono, por exemplo, mais comum na África, aproximadamente 15% dos pacientes que tratávamos morriam por conta da toxicidade do remédio. Hoje, temos alternativas muito melhores. No caso da doença de Chagas, quase metade dos pacientes têm reações aos remédios e é importante fazer um acompanhamento de perto”, diz Lúcia.</p>



<p>Lúcia Brum considera que essa emergência em saúde deve ser enfrentada de forma global. “Não existe um plano B, não existe uma segunda Terra. Temos que enfrentar juntos e o começo é pela educação. Precisamos preparar as nossas populações para uma mudança de pensamento e de paradigma da humanidade. É preciso fazer isso agora e não se pensar daqui a 50 anos. Em 2023, as ondas de calor na Europa aumentaram em 35% e houveram 35 mil mortes. É um problema de agora, para hoje”, diz.</p>



<p>Para isso, ela diz que é preciso formar profissionais sensibilizados, capazes de criar conexão com as comunidades vulneráveis. “Que olhem para o entorno, para fazer um diagnóstico que é para além do processo de saúde e de doença individual, é também ambiental e social”, acredita. </p>



<p>“Temos conseguido vários casos de sucesso, de medicamentos que foram inovadores, de fato. Agora mesmo, no Brasil, temos a tafenoquina, que é, em 60 anos, o primeiro medicamento aprovado no Brasil no combate a malária causada pelo <em>Plasmodium vivax</em>, tipo mais comum de malária no Brasil”, comemora Brum. O tratamento anterior levava de sete a até 21 dias de tratamento. Já a tafenoquina é de uso único, aumentando a aderência e facilitando o tratamento de populações em áreas de difícil acesso. “É um medicamento ainda não aprovado para bebê nem para gestantes, mas é um grande avanço no tratamento e o Brasil foi o primeiro país a usar essa medicação”, diz.</p>
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		<title>Saúde, educação e saneamento do bairro de Passarinho serão debatidos na Câmara Municipal do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 14:27:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Passarinho]]></category>
		<category><![CDATA[rio Beberibe]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (13), às 14h, os direitos à cidade, saúde e educação para o bairro de Passarinho vão ser debatidos em audiência pública na Câmara de Vereadores do Recife. A audiência é resultado das discussões iniciadas no 6º Ocupe Passarinho, movimento político-cultural que promove debates sobre a falta de políticas públicas na comunidade, que aconteceu [&#8230;]</p>
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<p>Nesta quinta-feira (13), às 14h, os direitos à cidade, saúde e educação para o bairro de Passarinho vão ser debatidos em audiência pública na Câmara de Vereadores do Recife. A audiência é resultado das discussões iniciadas no 6º Ocupe Passarinho, movimento político-cultural que promove debates sobre a falta de políticas públicas na comunidade, que aconteceu em outubro de 2023.</p>



<p>Durante as discussões, moradores denunciaram que, há muitos anos, a educação e a saúde são negligenciadas pelos governos estadual e municipal. No território, não há creche e existe apenas uma escola de Ensino Fundamental. Então, para acessar outros níveis de ensino, as crianças e adolescentes precisam ir a outros bairros. Já em relação à saúde, não há profissionais e medicamentos básicos para os mais de 20 mil habitantes do bairro.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/06/Passarinho.jpg" alt="Foto de Clea Santos, mais duas mulheres sentadas em cadeiras à direita da imagem. Elas do lado de fora de uma construção com uma fachada ao fundo. Clea é uma mulher negra, de meia-idade, de óculos, usando turbante e colorido e camiseta branca. Ela está gesticulando com as mãos enquanto fala. As outras duas pessoas estão sentadas à sua esquerda (à direita da imagem). Ao fundo, há um espaço urbano com fios elétricos e prédios com placas e um céu claro." class="" loading="lazy" width="312">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Clea Santos
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Ana Roberta Amorim</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“A expectativa é que com essa audiência pública a gente consiga o queremos: uma escola de Ensino Médio, um posto de saúde 24 horas, que os gestores escutem o que a gente vai falar e façam o que é preciso. Esse é ano de eleição, o ano que todo mundo promete tudo”, pontua Clea Santos, liderança do Grupo Espaço Mulher.</p>



<p>A comunidade também denuncia falta de acesso ao lazer, transporte, segurança, moradia e preservação do meio ambiente. Um exemplo é a poluição do rio Beberibe provocada por falta de saneamento, além de suas margens que são continuamente desmatadas e ocupadas.</p>



<p>“Aqui em Passarinho a gente tem hora para adoecer. Se for à noite, os carros de aplicativo não querem entrar porque é considerada área de risco. A gente vive num contexto de racismo ambiental onde não temos direito a nada, e quando temos é porque lutamos para ter”, denuncia Clea.</p>



<p>A audiência acontece em uma articulação do Grupo Espaço Mulher, em parceria com o mandato da vereadora Elaine Cristina (PSOL) e as organizações Casa da Mulher do Nordeste, Cidadania Feminina, Coletivo Mulher Vida, Grupo Curumim, FASE, Fórum de Mulheres de Pernambuco, Habitat para a Humanidade, Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (Renfa), Sindicato das Domésticas de Pernambuco, SOS Corpo e Visão Mundial.</p>


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		<title>Não há previsão para vacina contra dengue chegar a Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2024 21:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[dengue]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacina contra dengue]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após anos de testes e com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec), a vacina contra a dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Denominado Qdenga, o imunizante produzido pelo laboratório japonês Takeda começou a ser distribuído neste mês e, de acordo [&#8230;]</p>
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<p>Após anos de testes e com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec), a vacina contra a dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Denominado Qdenga, o imunizante produzido pelo laboratório japonês Takeda começou a ser distribuído neste mês e, de acordo com o Ministério da Saúde, até dezembro de 2024, pelo menos 6,2 milhões de doses devem ser aplicadas  em todo o país.</p>



<p>Contudo, devido a capacidade restrita do laboratório em produzir o imunizante em larga escala, o Ministério da Saúde resolveu montar um esquema de distribuição que prioriza os estados e municípios do país que possuem uma maior incidência de transmissão do vírus, além da faixa etária com maior risco de agravamento da doença &#8211; pessoas de 10 a 14 anos.</p>



<p>Devido a esta decisão, neste primeiro momento, Pernambuco ficou de fora da lista dos estados contemplados pelo Ministério da Saúde e ainda não há previsão de quando as doses serão disponibilizadas. “A Coordenação Estadual de Imunização informa que Pernambuco não foi contemplado com o Plano de Vacinação contra a dengue. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), diante da capacidade limitada de produção de vacinas pelo laboratório, foi necessário definir critérios para estratégia de vacinação em conjunto com Conass e Conasems, órgãos representantes de estados e municípios”, afirmou a secretaria estadual de Saúde por meio de nota enviada à reportagem.</p>



<p>A Secretaria de Saúde informou ainda que, em 2023, Pernambuco registrou uma diminuição de 42,5% nos casos de dengue em comparação ao ano anterior, com o registro de 8.910 casos prováveis &#8211; confirmados e em investigação, 54 casos graves da doença e três mortes confirmadas nos municípios de Limoeiro, Petrolina e Recife.</p>



<p>Na primeira etapa da distribuição, as doses foram enviadas para os estados de Goiás, Bahia, Acre, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Amazonas, São Paulo, Maranhão e o Distrito Federal.</p>



<p>De acordo com o Ministério da Saúde, a princípio o público vacinado será menor porque a Qdenga necessita de duas aplicações em um intervalo de três meses para a imunização completa, com isso, o órgão definiu os seguintes critérios para a fase inicial da distribuição: o grupo prioritário para receber a vacina são pessoas de 10 a 14 anos por ser o grupo com maior taxa de internação; tiveram prioridade municípios com mais de 100 mil habitantes e com alto índice de transmissão de dengue tipo 2 (tipo de vírus que não induz uma boa resposta imune).</p>



<p>Ainda de acordo com Governo Federal, em 2024 o Brasil já registrou 90 mortes causadas pela dengue e 532.921 casos prováveis da doença. Outros 348 óbitos estão em investigação. Entre os estados com maior índice de infecção estão o Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Acre e Goiás.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a Qdenga</strong></h3>



<p>O imunizante Qdenga foi aprovado pela Anvisa em março de 2023. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), a vacina é tetravalente e protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. A Qdenga é feita com vírus vivo atenuado e interage com o sistema imunológico para gerar uma resposta semelhante àquela produzida pela infecção natural, portanto, quem já teve dengue pode se vacinar. A vacina é exclusiva para a dengue e não protege contra as demais arboviroses como zika e chikungunya.</p>



<p>O imunizante é indicado para pessoas de quatro a 60 anos e apresenta contraindicação para gestantes e lactantes, além de pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas e indivíduos que tiveram reação de hipersensibilidade à dose. Os estudos clínicos comprovaram que a vacina pode gerar reações de gravidade leve a moderada e que duram de um a três dias, entre as reações relatadas com mais frequência estão dor na região de aplicação da vacina, dor de cabeça e dor muscular.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/o-que-falta-para-a-vacina-contra-a-dengue-chegar-aos-postos-de-saude/" class="titulo">O que falta para a vacina contra a dengue chegar aos postos de saúde</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

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		<title>O que fazer para (tentar) fugir das doenças do carnaval</title>
		<link>https://marcozero.org/o-que-fazer-para-tentar-fugir-das-doencas-do-carnaval/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 16:37:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[covid]]></category>
		<category><![CDATA[infecções]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carnaval é época de festa, alegria, fantasias, exuberância. Mas também um prato cheio para infecções. É comum que ao fim da festa haja o aumento de pessoas com uma grande variedade de viroses nas emergências hospitalares.Há aquelas doenças que podem ser evitadas com atitudes simples &#8211; como o uso de preservativo para as Infecções Sexualmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Carnaval é época de festa, alegria, fantasias, exuberância. Mas também um prato cheio para infecções. É comum que ao fim da festa haja o aumento de pessoas com uma grande variedade de viroses nas emergências hospitalares.Há aquelas doenças que podem ser evitadas com atitudes simples &#8211; como o uso de preservativo para as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) &#8211; e outras em que a redução de danos pode ajudar a diminuir os sintomas. A Marco Zero ouviu um médico clínico geral e uma médica infectologista para saber quais as infecções mais comuns nessa época e o que podemos fazer para não ficarmos muito doentes. .</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Viroses respiratórias e gastrointestinais</strong></h2>



<p>O último boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz, revela uma probabilidade de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) em 75% em Pernambuco. Os dados coletados até o dia 27 de janeiro apontam que Pernambuco já está em um risco muito alto para covid-19. Nacionalmente, 65% de todos os casos de SRAG que geralmente precisam de internação hospital são por conta da covid-19. </p>



<p>Para quem vai para o carnaval, a primeira coisa a se fazer é garantir que a vacinação está em dia. “É a nossa principal forma de prevenção. Também é importante evitar sair de casa se você estiver gripado. E se manter longe de pessoas com sintomas gripais e evitar tocar no rosto. Sei que estamos falando de um momento em que as pessoas vão aglomerar e brincar, mas o que conseguir fazer nesse  sentido é o ideal”, afirma a infectologista Camila Martins.  </p>



<p>“Muita gente ainda não tomou a bivalente da covid-19. Apesar da ciência ter mostrado que as taxas de mortalidade despencaram com a vacinação, ainda há resistência por uma parte da população. Por isso é importante sempre lembrar a importância da vacinação”, diz ela.</p>



<p>A infectologista lembra que a maioria das viroses não têm tratamento específico, como antivirais, apenas medicação para os sintomas. “São doenças autolimitadas, que têm seu período de evolução. O que a gente precisa mesmo fazer é descansar, se hidratar bem e esperar passar. Mas ficar alerta aos sinais de alarme, como febre que não passa e sintomas mais intensos, para procurar atendimento médico”.</p>



<p>Viroses gastrointestinais costumam passar após 48h ou 72 horas de sintomas. Já as infecções respiratórias até o terceiro dia devem apresentar melhora. </p>



<p>Mononucleose, a doença do beijo, também costuma aumentar no carnaval. “Uma dor de garganta importante com febre alta. E  algumas pessoas também têm dor abdominal. Como faz dor de garganta, às vezes há placas na garganta que se confundem com amigdalite bacteriana. E, se for prescrito antibióticos, é bem comum dar uma reação com manchas na pele, que pode ser confundida com uma reação ao medicamento mas é uma reação do vírus. Ou seja, mesmo com placas na garganta nem sempre é recomendável tomar antibiótico, ainda mais sem orientação médica”</p>



<p>Se mononucleose, não há tratamento específico, apenas sintomático. “Uma pessoa pode ter mononucleose várias vezes. É uma doença bastante incômoda e se pega de várias formas, não só pelo beijo, mas também por copo, saliva”.</p>



<p> </p>



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	                                        <p class="m-0">Sintomas de infecções respiratórias devem desaparecer após três dias. Crédito: Dragen Zigic/Freepik</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Alimentação, hidratação e mãos limpas</strong></h3>



<p>Para manter uma boa imunidade, a infectologista lembra que a vitamina C não tem respaldo científico e recomenda boa hidratação e alimentação. “E não se expor a qualquer comida de rua. Muitas diarréias se desencadeiam por contaminação oral. Então o melhor é evitar alimentos de origem duvidosa e manter as mãos limpas”, recomenda</p>



<p>Coordenador da Clínica Médica do Hospital Miguel Arraes, o médico Fábio Queiroga recomenda o uso de álcool em gel na rua, mas com atenção. “No carnaval é mais difícil lavar as mãos o tempo todo, mas se der para levar álcool em gel, é bom. Mas cuidado para não chegar perto de espetinhos, de qualquer fonte de fogo. Carnaval é sempre uma situação muito complicada, pela grande aglomeração”, diz. </p>



<p>Outro problema de saúde no carnaval é o exagero na bebida alcóolica. A recomendação de Queiroga é beber uma garrafinha de água para cada dose de bebida (uma lata de cerveja ou um drink). “Porque aí você vai intercalando, se mantém hidratado e diminui o ritmo de bebida.</p>



<p>Tem gente que fica bebendo e esquece de comer. Isso é um risco muito grande porque diminui as defesas e aí aumenta os riscos de doenças pós carnaval”, diz Queiroga, que aconselha um café da manhã reforçado. “Comer bastante cuscuz, inhame e frutas que hidratam, como melancia. E também ter muito cuidado com enlatados, salsichões, que não se sabe a procedência. Porque não adianta estar no fogo, se for uma comida estragada, não adianta. É importante saber onde se está comendo”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)</strong></h3>



<p>Para a grande maioria das infecções sexualmente transmissíveis, o uso de preservativo é eficiente. Mas, caso haja relação desprotegida, há hoje profilaxias &#8211; tratamentos pós exposição &#8211; que podem minimizar, e muito, os riscos. “As profilaxias pós exposição estão disponíveis para qualquer pessoa que quiser. Além do HIV, há medicação pós exposição para hepatites e clamídia. Para sífilis e gonorreia não há, então é importante fazer o teste e, se der positivo, fazer o tratamento”, explica Camila Martins. </p>



<p>O ideal é que a pessoa procure atendimento médico 72 horas após a relação desprotegida. “Isso pensando no HIV. Quanto mais rápido, melhor. E é importante frisar que independe de ser uma exposição consentida ou não consentida. Há também, para a prevenção do HIV, a PrEP (profilaxia pré exposição). Já temos disponível no SUS. Mas o paciente precisa fazer o cadastro no ambulatório especializado e fazer os exames prévios e o acompanhamento, para poder receber a medicação”, explica a infectologista</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-default"><blockquote><p><strong>Quando procurar atendimento médico</strong><br>“Geralmente os sinais de viroses são febre, náusea, dor de cabeça. Vomitar uma ou duas vezes e ter febre é normal. Não é nesses primeiros sintomas que vamos para o hospital. Mas uma febre que não cede, que só aumenta, que se toma remédio e não melhora depois de dois dias. Ou se a pessoa não para de vomitar é um sinal de alerta. Se a pessoa está com diarreia e não consegue sair do banheiro. O que foge do comum do processo viral é sinal de que se deve procurar o pronto socorro. Mas na grande maioria das vezes é as viroses são simples e se resolvem por si só. Se piorar depois de 48 horas é que deve procurar atendimento médico”, diz o médico Fábio Queiroga</p></blockquote></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Hemope Recife funcionará normalmente no carnaval</strong></h4>



<p>Segundo o Ministério da Saúde, no período de carnaval, ocorre uma baixa de até 20% nos estoques disponíveis para transfusões. Para tentar diminuir essa queda, o Hemope Recife funcionará normalmente no sábado (10/02, das 7h15 às 18h30), na segunda-feira (12/02, das 7h15 às 17h), na terça-feira (13/02, das 7h15 às 17h) e também na Quarta-Feira de Cinzas (14/02, das 7h15 às 18h30). Caso a pessoa queira agendar a doação, basta ligar para o Disque Doação: 0800 081 1535.</p>



<p>Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 69 anos -nesta última faixa etária, desde que a primeira doação no Hemope tenha sido feita até os 60 anos. Pesar, no mínimo, mais de 50kg, estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas), alimentado e apresentar documento original, com foto, emitido por órgão oficial (carteira de identidade, cartão de identidade de profissional liberal ou carteira de trabalho). O Hemope fica na <a href="https://maps.app.goo.gl/o4oH5APGAjeaPYUv5" target="_blank" rel="noreferrer noopener">rua Joaquim Nabuco, 171, Graças</a>. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Serviço de apoio à mulher vítima de violência funciona 24</strong> horas</h3>



<p>O Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa (SAMWL), sediado no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), permanece aberto nos quatro dias de Carnaval para atendimento a mulheres vítimas de violência.</p>



<p>A equipe multiprofissional do Wilma Lessa é formada por assistentes sociais, médicas(os), enfermeiras(os) e psicólogas(os). O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana para atender e acolher as pessoas com útero/vagina (mulheres cis e homens trans) vítimas de violência, principalmente sexual, acima de 12 anos de idade. O acesso ao atendimento pode ser de forma espontânea ou por meio de encaminhamento de unidade de saúde ou serviço de proteção.</p>



<p>Além do Wilma Lessa, há outras unidades de referência que realizam o atendimento integral às vítimas de violência sexual:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam – Pró-Marias) – Recife; </li><li>Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) – Recife; </li><li>Hospital da Mulher do Recife (Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência Sony Santos) – Recife; </li><li>Policlínica e Maternidade Arnaldo Marques  &#8211; Recife; </li><li>Maternidade Bandeira Filho – Recife; Unidade Mista Professor Barros Lima – Recife; </li><li>Hospital Geral de Camaragibe Aristeu Chaves &#8211; Camaragibe.</li><li>Hospital Jesus Nazareno – Caruaru.</li><li>Hospital Regional Inácio de Sá – Salgueiro.</li><li>Hospital Dom Malan – Petrolina.</li><li>Hospital Professor Agamenon Magalhães – Serra Talhada</li></ul>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/Hospital-Agamenon-Miva-Filho-1024x686.jpg">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Serviço do Hospital Agamenon Magalhães é referência para violência contra mulher. Crédito: Miva Filho/SES-PE</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

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