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	<title>Arquivos SRAG - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos SRAG - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Por que quase 100 crianças estão esperando um leito de UTI em Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 21:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[doenças respiratórias]]></category>
		<category><![CDATA[saúde em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma postagem do instagram que ultrapassa 130 mil visualizações, Jaqueline Patrícia, faz um apelo por uma vaga na UTI para a filha recém-nascida, com apenas um mês de vida, que está há dois dias internada na UPA da Caxangá com bronquiolite. Na legenda a mulher reforça o apelo à governadora do estado, &#8220;então peço [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em uma postagem do instagram que ultrapassa 130 mil visualizações, Jaqueline Patrícia, <a href="https://www.instagram.com/patricia_antana/reels/">faz um apelo por uma vaga na UTI para a filha recém-nascida, com apenas um mês de vida</a>, que está há dois dias internada na UPA da Caxangá com bronquiolite. Na legenda a mulher reforça o apelo à governadora do estado, &#8220;então peço a senhora, Governadora Raquel Lyra, que cuide das nossas crianças que estão agonizando amontoadas dentro das emergências dos hospitais&#8221;.  </p>



<p>O caso de Jaqueline Patrícia não é isolado nem uma exceção.</p>



<p>Quem tem acompanhado os noticiários do estado tem visto os constantes casos de crianças e bebês em fila de espera por uma vaga nas UTIs pediátricas e neonatais, a maioria devido a complicações por doenças respiratórias. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), nas 12 Gerências Regionais de Saúde, de janeiro até o último dia 17 foram solicitados 2.190 leito. Entre elas, o maior número foi solicitado pela I Regional de Saúde, na Região Metropolitana do Recife (RMR).</p>



<p>No dia 15 de maio, o estado bateu o recorde de números diários na fila, com 144 solicitações. Hoje, de acordo com a SES, 97 crianças com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão à espera de leitos na fila das UTIs, sendo 73 que aguardam vagas de UTI Pediátrica e 24 para UTI Neonatal.</p>



<p>Nesse cenário, o Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco (Seepe), tem recebido um número significativo de denúncias sobre as condições de trabalho dentro dos hospitais. Uma das unidades mais afetadas é o Hospital Barão de Lucena, localizado no bairro da Iputinga, zona oeste do Recife. As principais queixas são de escassez de materiais adequados, falta de leitos e sobrecarga no sistema. </p>



<p>“Não tem vaga de enfermaria, não tem vaga de UTI, que também é um dos grandes problemas. E aí a emergência fica sobrecarregada, porque esses pacientes ficam na emergência aguardando o leito”, afirma a presidente do Sindicato dos enfermeiros de Pernambuco, Ludmila Outtes.</p>



<p>Com isso, as denúncias têm sido levadas aos órgãos de instâncias maiores. “A gente sempre faz as denúncias ao Ministério Público e à Secretaria de Saúde. A gente teve uma reunião no último dia 16 e levamos, de uma maneira geral, as superlotações dos hospitais. O que eles dizem é que estão estudando e vendo como podem ajudar a resolver essa situação, mas nada de concreto”, completa. O MPPE não informou os dados relativos à quantidade de denúncias e solicitações para vagas de UTI pediátricas e neonatais, mas detalhou sua atuação em mais essa crise na saúde pernambucana.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que o Ministério Público está fazendo</span>

		<p>&#8220;&#8230;a audiência da sexta-feira (17) foi a terceira feita pelo MPPE neste mês (ou seja, uma por semana) sobre a temática dos leitos de UTI pediátrica.</p>
<p>Nessa audiência, os representantes da Secretaria Estadual de Saúde informaram que 10 novos leitos estavam previstos para serem abertos em Goiana. Também foi proposta a abertura de outros 10 leitos de UTI pediátrica no Hospital do Tricentenário, em Olinda.</p>
<p>Com relação à possibilidade de abertura de 10 leitos adicionais no Hospital Barão de Lucena, no Recife, a Secretaria de Saúde informou que o principal empecilho é falta de pediatras.</p>
<p>Para suplantar essa dificuldade, o Governo do Estado encaminhou projeto de lei para autorizar o aumento da gratificação do plantão extra, a fim de aproximar o valor ao que é pago na rede privada. A perspectiva é de que a lei seja apreciada pelos deputados estaduais ainda nesta semana e, uma vez aprovada, viabilize a contratação desses médicos e abertura dos 10 leitos adicionais, totalizando 30 a mais.</p>
<p>Por fim, a última alternativa apontada na audiência foi a conversão de 10 leitos de UTI adulto para UTI pediátrica no Hospital Brites de Albuquerque, em Olinda.</p>
<p>Reforçamos que as Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde da Capital fazem o monitoramento diário da lista de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS), não da rede privada&#8221;</p>
	</div>



<p>A SES informou por meio de nota que “vem trabalhando na abertura de novos leitos assistenciais, principalmente os de terapia intensiva, voltados para o acompanhamento de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave. Apenas neste ano, 158 leitos foram colocados em funcionamento com esta finalidade. Também serão abertos novos 10 leitos em Goiana e outros 30 serão abertos nas próximas semanas”.</p>



<p>Mas, essa conta não fecha. Se abertos hoje, os novos leitos atenderiam pouco mais de 40% da demanda em espera. Deixando quase 60 crianças aguardando por uma vaga. </p>



<p>Sobre a falta de materiais, a secretaria afirmou que “que existem processos de aquisição em curso pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), incluindo adesões e dispensas emergenciais. A unidade vem concentrando os esforços para normalização dos estoques de insumos, medicamentos e materiais diversos, e segue prestando assistência à população por meio de suas equipes multidisciplinares”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/05/barao-de-lucena.jpg" alt="Fachada da emergência pediátrica do hospital Barão de Lucena, em Recife. A imagem mostra um edifício moderno com uma fachada azul no térreo e níveis superiores brancos. Há uma ambulância estacionada em frente ao prédio, sugerindo que possa ser uma instalação médica. Um carro vermelho e um carro branco também estão estacionados nas proximidades. O céu está claro, e há árvores visíveis ao redor da área, indicando um ambiente urbano com alguma vegetação." class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Hospital com pior cenário de superlotação é o Barão de Lucena, na zona oeste do Recife
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Maíra Arrais/SES-PE</span>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>SES pode mudar atendimento no Barão de Lucena</strong></h2>



<p>Para solucionar a superlotação do Hospital Barão de Lucena, a SES informa “que estuda e avalia a possibilidade (do atendimento via regulação), sempre buscando a melhor estratégia e viabilidade técnica para assistência aos usuários dos serviços”. Ou seja, se efetivada, só vão dar entrada pacientes encaminhados, previamente atendidos pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas.</p>



<p>No entanto, para a presidente do Seepe a mudança não seria suficiente. “Só muda o cenário. Em vez de superlotar a emergência do hospital, vai superlotar as UPAs e policlínicas. Mas o problema permanece, porque o que precisa acontecer é o aumento de leitos. Enquanto não aumentarem os leitos de UTI e enfermaria, as emergências vão continuar lotadas, sejam elas de hospital, UPAs ou policlínica”, analisa Ludmila. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pediatra confirma aumento de casos</strong></h3>



<p>O nefrologista pediátrico do Hospital da Restauração e professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Fernando Cabral, lida com o aumento de casos de crianças que precisam de seu acompanhamento a partir de complicações causadas por síndrome respiratória aguda grave (SRAG).</p>



<p>Mesmo não estando diretamente na emergência, pois tem uma atuação terciária, ou seja, é acionado quando a criança está na UTI e precisa de diálise ou algum procedimento ligado à nefrologia. O médico tem acompanhado o aumento de casos respiratórios graves. “No último ano, vi crianças com quadro de pneumonia aguda comunitária de forma muito grave”, afirma.</p>



<p>“A gente teve um período recente muito ruim na nossa história que foi o comprometimento das campanhas vacinais, inclusive patrocinado por um organismo federal que negava a realidade, na época do governo Bolsonaro, e isso contribuiu de forma assustadora. Penso que isso é um fator que faz com que, hoje, a gente tenha um índice de quadros respiratórios aberrantes”, completa.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o médico nefrologista é o especialista que se dedica ao diagnóstico e tratamento clínico das doenças do sistema urinário, principalmente relacionadas ao rim.</p>
        </div>
    </div>
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