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	<title>Arquivos tiroteio - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos tiroteio - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Balas e histórias perdidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jan 2022 20:22:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[bala perdida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mekson Dias* Era começo da noite do dia 1º de novembro de 2002 e, no Coque, comunidade da região central do Recife, uma criança de apenas um ano e três meses foi atingida na cabeça por uma bala perdida. Estava na frente de casa, no colo de sua mãe, que demorou algumas horas para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Mekson Dias*</strong></p>



<p>Era começo da noite do dia 1º de novembro de 2002 e, no Coque, comunidade da região central do Recife, uma criança de apenas um ano e três meses foi atingida na cabeça por uma bala perdida. Estava na frente de casa, no colo de sua mãe, que demorou algumas horas para entender o que de fato tinha acontecido. A mãe era Hozana da Silva Dias, uma costureira, na época com 31 anos e dois filhos pequenos. O bebê, Mekson, era eu.</p>



<p>Em 2010, no caminho para a padaria, Juliana Gomes Cavalcante, uma adolescente de 14 anos, se assusta com um tumulto na rua do lado de onde morava. Escuta um barulho e, ao levar a mão ao rosto, sente o sangue escorrendo. Esconde-se na casa dos vizinhos para, em seguida, se dar conta que, mesmo sem nenhum envolvimento com o tiroteio, tinha sido baleada. Juliana se tornou mais uma vítima desse tipo de violência urbana que, só no Recife, em 2020, vitimou 24 pessoas.</p>



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	                                        <p class="m-0">Juliana fala sobre o trauma de ser atingida no rosto por uma bala perdida quando tinha apenas 14 anos. Crédito: Coletivo Revelar.si</p>
	                
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<p>O então aluno de ensino médio Vinícius Simões também entrou para as estatísticas das balas perdidas. Era 2018 e Vinícius estava com amigos em uma festa de rua, ao lado do canal Ibiporã, em Joana Bezerra. Enquanto tomavam a primeira cerveja, sentiu o impacto de dois projéteis. As marcas no seu pulso e coxa são cicatrizes que, três anos depois, aparecem nessa videorreportagem.</p>



<p>Não é só uma bala de calibre 38 que une essas três histórias. Nem é só por elas passarem todas na mesma periferia de Recife e nem pelo esforço que as vítimas precisaram fazer para, na chegada ao hospital, explicar que não eram bandidos. “Balas e histórias perdidas” é uma videorreportagem que traz à tona memórias de pessoas que sofreram esse tipo muito específico de violência. Pessoas que, assim como eu, tiveram suas vidas alteradas por um acontecimento violento e traumático.</p>



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	                                        <p class="m-0">Vinícius expõe a pressão que sofreu da polícia para provar que era vítima e não um criminoso. Crédito: Coletivo Revelar.si</p>
	                
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<p>Eu, enquanto uma dessas vítimas, sempre senti a urgência de abordar o assunto. Um tema que marcou minha vida, seja nas histórias contadas por minha mãe – que lembra com detalhes de quando eu cantarolei um brega logo após a cirurgia –, seja por ter ficado conhecido na minha rua e na escola como o “pirraia da bala”.&nbsp;</p>



<p>Segundo dados do Fogo Cruzado, instituto que monitora a violência por arma de fogo nas Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro e do Recife, 47 pessoas foram vítimas de bala perdida entre 2019 e 2021, somente na capital pernambucana. Já na Região Metropolitana do Recife, chegou a 115 o número de pessoas vitimadas por balas perdidas: 14 delas morreram.&nbsp;</p>



<p>Apesar de altos, esses números me dizem pouco e essa videorreportagem parte de um desejo de mergulhar no tema e transformar a cicatriz que carrego na cabeça em relatos, memórias e histórias partilhadas.</p>



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<p>* <strong>Mekson Dias é estudante de artes visuais, ator e comunicador popular. Integra a Rede Coque (R)existe e o coletivo Coquevídeo de formação e experimentação em audiovisual. Morador do Coque, foi vítima de bala perdida em 2002.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Esta reportagem é resultado da bolsa para o laboratório-escola Dados em Narrativas Jornalísticas, realizado em parceria pela Marco Zero Conteúdo, Instituto Fogo Cruzado, Escola de Comunicação da Universidade Católica de Pernambuco e Fundação Friedrich Ebert.</strong></p></blockquote>



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