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	<title>Arquivos voto feminista - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Sep 2024 20:59:32 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos voto feminista - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Plataformas ajudam eleitor que pretende votar em candidaturas indígenas, negras e LGBTQIA+</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 20:37:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eu voto em negra]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas últimas eleições municipais, que ocorreram em 2020, o perfil médio dos candidatos eleitos foi de homens brancos. Das 58 mil candidaturas que venceram o pleito, 84% eram homens e apenas 16% mulheres. Além disso, 948 câmaras municipais não possuem nenhuma mulher eleita. Já no que [&#8230;]</p>
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<p>De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas últimas eleições municipais, que ocorreram em 2020, o perfil médio dos candidatos eleitos foi de homens brancos. Das 58 mil candidaturas que venceram o pleito, 84% eram homens e apenas 16% mulheres. Além disso, 948 câmaras municipais não possuem nenhuma mulher eleita. Já no que diz respeito à raça, 53,5% dos eleitos se declararam brancos/as e 44,7% negros/as, enquanto indígenas não chegam nem a 1% do total.</p>



<p>A composição das casas legislativas não refletem o perfil da população brasileira, que, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), é de maioria feminina e negra. De acordo com o <a href="https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/copy2_of_noticias/mir-lanca-informe-de-monitoramento-e-avaliacao-com-dados-oficiais-do-censo-demografico-2022#:~:text=No%20que%20se%20refere%20aos%20dados%20com%20recorte%20de%20cor/ra%C3%A7a" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Informe de Monitoramento e Avaliação</a> do Ministério da Igualdade Racial, o Brasil possui uma população de mais de 57 milhões de mulheres pardas e negras.</p>



<p>A fim de mudar a falta de representatividade nas casas legislativas do Brasil, e incidir na eleição de candidaturas comprometidas com pautas feministas e antirracistas, plataformas online criam campanhas para reunir a apresentar aos eleitores uma diversidade de candidatos/as negros/as, LGBTQIA+, feministas e indígenas.</p>



<p>Confira abaixo algumas dessas plataformas e saiba como acessá-las:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a href="https://2024.votelgbt.org/"><strong>Vote LGBT</strong> <strong>e Antra</strong></a></h2>



<p></p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:33% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="729" height="548" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/09/voto-lgbt.jpg" alt="" class="wp-image-66026 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>O Vote LGBT é uma iniciativa que desde 2014 desenvolve uma gama de ações com o objetivo de construir uma política LGBT+. A plataforma é responsável por gerar dados, apoiar lideranças e mobilização do eleitorado, criar ferramentas digitais e campanhas de sensibilização e incidência.</p>
</div></div>



<p>Nestas eleições, a plataforma registrou 3.037 nomes distribuídas em 28 partidos. Neste ano, pela primeira vez, o Tribunal Superior Eleitoral possibilitou que as candidaturas pudessem se declarar LGBT+. Na plataforma, é possível ver as candidaturas por estado e também encontrar os dados de raça, identidade e orientação sexual/afetivas dos/as candidatos/as. Além das propostas que são prioridades para as candidaturas. De acordo com a plataforma, em Pernambuco há 32 candidaturas LGBT+, a maioria do PSOL.</p>



<p>O advogado, professor e educador social, Eduardo Paysan (PSOL), é um dos candidatos indicados pela plataforma e fala sobre a importância de ter pessoas LGBTQIA+ ocupando as casas legislativas municipais: “é necessário que a gente ocupe esse espaço na política para que a gente possa falar por nós mesmos através das nossas vivências e das nossas próprias conquistas Temos esperança de ocupar a câmara municipal para travar lutas em prol da nossa comunidade, mas não só por ela, porque nós somos LGBT, mas somos bem mais que isso também”.</p>



<p>“Infelizmente a política tem sido dominada por um campo político conservador, reacionário, que tem andado de mãos dadas com uma pseudo fé e que tem promovido muito ódio contra a população LGBT e usado esse ódio como trampolim eleitoral e nós temos preparo para contrapor tudo isso e ser a voz da liberdade e do amor”, concluiu o candidato a vereador no Recife.</p>



<p>Desde 2014 a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) apresenta um levantamento das candidaturas de pessoas trans no Brasil. Para as eleições de 2024, <a href="https://antrabrasil.org/2024/08/28/nota-antra-dados-trans-eleicoes2024/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a associação publicou uma nota</a> reforçando a importância do TSE finalmente incluir e divulgar os dados de pessoas trans nas eleições. Graças aos dados públicos do TSE, a Antra não precisará mais fazer um mapeamento e monitoramento dos dados de forma independente. Com isso, a associação se juntou à plataforma Vote LGBT para reunir e indicar aos eleitores quem representa a população trans nessas eleições.</p>



<p>“O número de candidaturas em 2024 representa um aumento de 229% em relação ao ano de 2020, quando dados da ANTRA mapearam 294 candidaturas, demonstrando a importância de que o Estado assuma o compromisso de produzir essas informações de forma qualificada e comprometida”, destacou a nota publicada pela associação.</p>



<p>De acordo com os dados do TSE, nas eleições deste ano 968 candidaturas são de pessoas que se declararam transgêneras. O número representa 0,21% do total de 455.752 candidatos, sendo sete para prefeituras, 10 para vice-prefeitura e 951 para vereança. São 600 candidaturas negras, 352 brancas, nove indígenas, duas de pessoas autodeclaras amarelas e seis não informaram raça ou etnia. Destas, 702 são de pessoas transfemininas e 266 de transmasculinidades.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><a href="https://www.instagram.com/euvotoemnegra/">Eu Voto em Negra</a></strong></h2>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:21% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/09/voto.jpg" alt="" class="wp-image-66028 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Lançada em 2022, a campanha “Eu voto em negra” tem como objetivo apoiar mulheres negras com atuação política com uma perspectiva feminista e antirracista para enfrentar as crises democráticas no Brasil. </p>
</div></div>



<p>Mais do que ser uma plataforma para divulgar candidaturas, a iniciativa &#8211; que surgiu em 2018 por articulação das organizações Casa da Mulher do Nordeste, Centro das Mulheres do Cabo e Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR) e da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco -, apresenta várias ações de formação e comunicação para as candidatas.</p>



<p>&#8220;A estrutura do sistema eleitoral não foi feita para que as mulheres negras ocupem os espaços, porque ela exige um preparo e uma dedicação de tempo que, muitas vezes, as mulheres negras não dispõem. Além disso, dentro dos próprios partidos a gente encontra dificuldade para que as campanhas de mulheres recebam um bom financiamento. Por isso, iniciativas assim são um amparo para que nós possamos ocupar a política”, declarou a candidata a vereadora do Recife, Ailce Moreira (PSOL), integrante da campanha Eu Voto em Negra.</p>



<p>A campanha oferece uma variedade de ferramentas e formações para que as candidatas negras obtenham sucesso no ingresso e permanência na política institucional. Além disso, a iniciativa apresenta propostas e pautas que devem ser defendidas pelas candidatas, numa perspectiva de combate ao racismo e ao sexismo. As candidaturas que integram a campanha estão divulgadas no<a href="https://www.instagram.com/p/C_iVKgAuiOD/?img_index=5"> Instagram da Eu Voto em Negra.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><a href="https://campanhaindigena.info/painel-2024/">Campanha Indígena</a></strong></h2>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:46% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/09/voto-indio.jpg" alt="" class="wp-image-66032 size-full"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>De acordo com o estudo <em>Perfil do Poder &#8211; Eleições 2024</em>, realizado pelo Instituto de Estudo Socioeconômicos (Inesc), nestas eleições, os indígenas passaram de 2.172 candidaturas, em 2020, para 2.479 candidaturas registradas. O número representa uma alta de 14,13% e o crescimento foi notado em todas as regiões do Brasil.</p>
</div></div>



<p>Neste ano, pela primeira vez o TSE permite que o candidato/a indique a qual povo indígena ele/a pertence.</p>



<p>Para garantir uma maior expressividade dessas candidaturas nas casas legislativas, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) possui, desde 2020, o site Campanha Indígena. A plataforma reúne informações sobre o estado, cidade, povo e partido ao qual os candidatos/as pertencem, além de um manifesto com propostas que pretendem assegurar a promoção e a defesa dos direitos indígenas no país.</p>



<p>Para as eleições deste ano, estão registradas na plataforma 2.508 candidaturas indígenas de 169 povos diferentes. O maior número de candidaturas registradas são do Amazonas. Em Pernambuco, há 145 candidaturas indígenas, a maioria do PT. </p>



<p>Uma das candidaturas indígenas indicadas pela plataforma é a do cacique Marcos Xukuru (Republicanos), liderança indígena do povo Xukuru do Ororubá, no município de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco. </p>
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		<title>Candidatas negras do Nordeste assinam carta compromisso</title>
		<link>https://marcozero.org/candidatas-negras-do-nordeste-assinam-carta-compromisso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2022 21:35:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[candidatas negras]]></category>
		<category><![CDATA[eu voto em negra]]></category>
		<category><![CDATA[voto feminista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira, 12 de agosto, Recife recebe o Encontro de Mulheres Negras do Nordeste &#8211; Enegrecendo o Parlamento. Cerca de 40 candidatas dos nove estados nordestinos estarão reunidas, num evento aberto ao público, para debater as estratégias de fortalecimento de candidaturas de mulheres negras com o objetivo de ampliar a presença na política institucional e [&#8230;]</p>
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<p>Nesta sexta-feira, 12 de agosto, Recife recebe o Encontro de Mulheres Negras do Nordeste &#8211; Enegrecendo o Parlamento. Cerca de 40 candidatas dos nove estados nordestinos estarão reunidas, num evento aberto ao público, para debater as estratégias de fortalecimento de candidaturas de mulheres negras com o objetivo de ampliar a presença na política institucional e nos espaços de decisão.</p>



<p>O encontro será uma afirmação das agendas de luta e dos compromissos, mas especialmente um momento de celebração da estratégia nacional que vem sendo implementada para ampliar a representatividade da população negra. Na ocasião, será apresentado o projeto político para o futuro do país com a assinatura de uma carta compromisso.</p>



<p>Será a partir das 17h no auditório da faculdade Esuda, Rua Bispo Cardoso Ayres, s/n, em Santo Amaro, no centro. A entrada é gratuita e não precisa de inscrições. “Nós somos parte da solução. Quando o país for melhor para as mulheres negras, o país vai ser melhor para todo mundo”, as palavras de Mônica Oliveira, da <a href="https://www.instagram.com/redemulheresnegraspe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rede de Mulheres Negras de Pernambuco</a>, representam o que está em jogo. </p>



<p>A iniciativa é da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e Casa da Mulher do Nordeste, através do Projeto Mulheres Negras Rumo aos Espaços de Poder. As candidaturas participantes recebem apoio da campanha <a href="https://www.instagram.com/euvotoemnegra/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eu Voto em Negra</a>, que fortalece candidaturas femininas negras desde as eleições de 2020, e se articula com Mulheres Negras Decidem, Instituto Peregum e Instituto Update.</p>



<p>“Nós mulheres negras somos o seguimento hoje melhor preparado para enfrentar o racismo, o machismo, as várias desigualdades que afetam a população negra, pobre, periférica neste país como um todo cotidianamente. Somos nós a maioria das chefes de família, somos nós que sustentamos nossas famílias e nossas comunidades, as responsáveis por prover alimentação, água, educação e cuidados para a maioria das famílias que vivem em situação de pobreza neste país”, reafirma Mônica.</p>



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