<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Especial Educação e internet no Interior - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/category/especial-educacao-e-internet-no-interior/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/category/especial-educacao-e-internet-no-interior/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Feb 2024 14:05:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Especial Educação e internet no Interior - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/category/especial-educacao-e-internet-no-interior/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Por que EAD não se resume a professor e alunos conectados à internet</title>
		<link>https://marcozero.org/por-que-ead-nao-se-resume-a-aula-online/</link>
					<comments>https://marcozero.org/por-que-ead-nao-se-resume-a-aula-online/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Educação e internet no Interior]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=30967</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA). Cladisson Rafael e Maria Souza Dificuldades de concentração, crises de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/por-que-ead-nao-se-resume-a-aula-online/">Por que EAD não se resume a professor e alunos conectados à internet</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3-300x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png" alt="" class="" loading="lazy" width="129">
            </picture>

	                </figure>

	


<p><strong><span class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color">Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA).</span></strong></p>



<p><strong><strong>Cladisson Rafael e Maria Souza</strong></strong></p>



<p>Dificuldades de concentração, crises de ansiedade, desistências, malabarismos para manter estudantes motivadas. Alunas e professoras do ensino fundamental do interior de Pernambuco relatam que o ensino à distância, modalidade que é a menina do olhos do governo federal na educação e terminou sendo imposta ao cotidiano nacional por conta da pandemia, guarda questões que precisam ser extensamente debatidas. Educação à distância (EAD), como a pandemia mostra, não se resume a aluno ouvindo professor através da internet.</p>



<p>Para Alice Correia, 25 anos, professora há cinco anos da Escola Instituto Presbiteriano de Heliópolis, em Garanhuns, cidade do Agreste pernambucano a 230 quilômetros de Recife, o principal desafio é manter os alunos interessados nas aulas online. “Além disso, a falta de estímulos pelos familiares para os estudos gera uma crescente desistência dos alunos pelas aulas”, conta. Alice ainda aponta outra questão: a desigualdade social. “O que sempre existiu, em meio à pandemia, ficou mais evidente. Muitos alunos começaram a passar por apertos financeiros e começaram a trabalhar e outros nem tiveram a chance de tentar participar da modalidade à distância, por não terem acesso”, comenta.</p>



<p>Miriã Porto, 17, aluna de Alice, diz que sua maior dificuldade com as aulas remotas é a manutenção do foco. “Ficou extremamente difícil me concentrar nas aulas através da internet, principalmente por ser em casa, em isolamento com toda a família. Nem sempre tem silêncio, nem sempre está tudo bem. Isso dificulta bastante.” A estudante conta que vários colegas desistiram dos estudos pois estavam passando por dificuldades financeiras e precisaram trabalhar.</p>



<p>A 178 quilômetros de Miriã, está Isabely Costa, 18, estudante da Escola Estadual Ana Faustina, em Surubim. Para ela, a maior dificuldade é manter a disciplina nos estudos com as aulas online. “Sinto mais falta de recursos tecnológicos e o ambiente não é tão viável para a aprendizagem. Os fatores psicológicostambém atrapalham muito”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/escola-ana-faustina-21-300x169.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/escola-ana-faustina-21-1024x576.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/escola-ana-faustina-21-1024x576.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Escola Estadual Ana Faustina, em Surubim: retorno presencial é questionado por professores estaduais.</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Professor de Matemática em Surubim, Geraldo Lima, 24, está sentindo na pele as problemáticas do ensino à distância. Alguns dos seus alunos não possuem acesso aos recursos tecnológicos, mesmo os mais básicos. Para ele, faltam políticas públicas para tornar a educação mais inclusiva para alunos e professores. “A tecnologia avançou bastante, mas os cursos de licenciatura ainda deixam a desejar”.</p>



<p>Na cidade situada a 118 quilômetros de Recife, as aulas presenciais das escolas estaduais foram paralisadas dia 18 de março. De acordo com Edjane Ribeiro, da Gerência Regional de Educação Vale do Capibaribe, 1.871 alunos estão regularmente matriculados nas cinco escolas estaduais do município. Até o momento, não há dados exatos sobre a evasão de alunos que eram regularmente matriculados no ensino presencial e migraram para o ensino remoto devido à pandemia. “Isso porque alguns estudantes podem não estar acessando os conteúdos todos os dias, mas, caso ele acesse um dia, oficialmente não será evasão”, explica.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Ester-Falcão1-300x225.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Ester-Falcão1-1024x768.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Ester-Falcão1-1024x768.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Ester, aluna da rede privada: horário integral antes da pandemia foi mantido mesmo com aulas online. Crédito: Arquivo Pessoal</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Adaptação na rede privada</h2>



<p><br>Enquanto a rede pública de ensino luta para que estudantes tenham acesso à educação remota de qualidade, o ensino na rede privada também passa por um processo de adaptação. A rotina de Ester Falcão, 17, estudante do terceiro ano do ensino médio de uma escola privada em Caruaru, é um exemplo.</p>



<p>Desde o início do isolamento social, ela está no processo de adaptação para aprender de forma online. A escola na qual estuda dispõe de salas de aula virtuais e encontros por videoconferência com os professores nos turnos da manhã e da tarde.</p>



<p>Os horários são diferentes de acordo com os dias da semana. Na segunda-feira, ela tem ensino integral remoto que começa às 7h15 e termina às 18h10. No restante da semana são semi-integrais. “Exceto a segunda-feira, consigo lidar bem e ter uma rotina de estudos”.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/por-que-ead-nao-se-resume-a-aula-online/">Por que EAD não se resume a professor e alunos conectados à internet</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/por-que-ead-nao-se-resume-a-aula-online/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando é preciso ensinar aquilo que você nunca aprendeu</title>
		<link>https://marcozero.org/quando-e-preciso-ensinar-aquilo-que-voce-nunca-aprendeu/</link>
					<comments>https://marcozero.org/quando-e-preciso-ensinar-aquilo-que-voce-nunca-aprendeu/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 21:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Educação e internet no Interior]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=30942</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA). Layane Lima Em um país onde cerca de 1,8 milhão [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/quando-e-preciso-ensinar-aquilo-que-voce-nunca-aprendeu/">Quando é preciso ensinar aquilo que você nunca aprendeu</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3-300x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png" alt="" class="" loading="lazy" width="111">
            </picture>

	                </figure>

	


<p><span class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color"><strong>Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia.  Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA).</strong></span></p>



<p><strong>Layane Lima</strong></p>



<p>Em um país onde cerca de 1,8 milhão de pessoas entre 9 e 17 anos não são usuários de internet e 4,8 milhões de crianças e adolescentes residem em domicílios que não possuem acesso à rede (<a href="https://www.telesintese.com.br/48-milhoes-de-criancas-e-adolescentes-vivem-em-casas-sem-internet/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação/Cetic.br</a>), estudar durante o período de pandemia pode ser tarefa quase impossível.</p>



<p>O atual cotidiano da família de Marinez Odete, 36 anos, e da pequena Mirian Raquel, 9, é um bom exemplo desse desafio. A criança, que vive em Lagoa dos Gatos, a 132 quilômetros do Recife, estuda através das atividades e aulas enviadas via WhatsApp pelos professores da Escola Municipal Cordeiro Filho. Mas Marinez, uma entre os 11 milhões de pessoas analfabetas no país, sente que não tem condições de ensinar a criança. “Eu não tenho estudo, o que sei é muito pouco, não sei nem ler”, desabafa. Ana Clarice, 14, e Evanielson, 17, irmã e irmão de Mirian, também estão tendo aulas on-line e não sobra muito tempo para ajudar a caçula.</p>



<p>Existe um outro problema: o celular de Marinez é o único aparelho eletrônico que eles possuem na casa para manter a comunicação com a escola de Mirian e a de seus irmãos. “Só tem eu como pai e mãe deles, é uma tarefa puxada, uma preocupação para estar sempre auxiliando. Eu incentivo Mirian a fazer as coisas da escola. No começo foi difícil pelo acesso ao meu celular, pois tudo é feito por ele, e às vezes preciso sair de casa e levá-lo. Isso atrasa um pouco a entrega das atividades”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Crislayne-300x225.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Crislayne-1024x768.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Crislayne-1024x768.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Crislayne não se adaptou totalmente ao ensino pelo celular e reclama do barulho em casa: &#8220;não consigo me concentrar&#8221;. Crédito: Layane Lima</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Esta realidade não é muito diferente de outros alunos que estudam na rede municipal da cidade. Crislayne Vitória, 13, estuda no sétimo ano da mesma escola e conta que nunca havia participado de aulas remotas e não estava preparada para o ensino à distância. “Eu uso meu celular, mas não é muito bom”, explica a garota, que também aponta a própria dinâmica da sua casa como outro impeditivo para estudar melhor. “Uma das minhas maiores dificuldades é o barulho”.</p>



<p>Ela também estuda através do grupo criado pelos professores no Whatsapp. “Eu entrego todas as atividades e envio fotos delas para os professores colocando o nome completo e a série. Durante as aulas, nós tiramos as dúvidas com os professores no privado e eles respondem“.</p>



<p>Procurada para informar quantas crianças e jovens estão hoje matriculadas na rede municipal, a secretária municipal de educação, Gislene Albuquerque, informou que cada escola é responsável por precisar o número de estudantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A tarefa árdua de quem ensina</h2>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Profa-Daniela-274x300.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Profa-Daniela.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Profa-Daniela.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">A professora Daniela entende que o ensino remoto não é democrático em um país profundamente desigual. Crédito: Layane Lima</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Daniela Correia, 26, é professora de língua portuguesa de Crislayne. Exerce a profissão há quatro anos e nunca havia lecionado virtualmente. Com a imposição das aulas on-line por conta da pandemia, a professora observa que as dificuldades não surgem apenas para os estudantes, mas professores e escolas também vivenciam impasses. A própria estrutura precária comum para várias famílias é uma questão.</p>



<p>Para Daniela, a estratégia adotada – o ensino virtual &#8211; não é democrática, pois não abrange todos os discentes. “Eu observei a questão do celular. Muitas vezes o aparelho está com a mãe e ela trabalha, o aluno tem que aguardar a chegada da mãe para fazer o uso do mesmo. A falta de equipamentos tecnológicos e da internet é uma realidade de muitos no Brasil, temos consciência disso”. Mas, no final, a profissional sublinha que ficar sem estudar neste período também não poderia ser alternativa. “Seria pior para os alunos em todos os sentidos, tanto emocional como racionalmente. A educação liberta a luta, persistência e resistência de todos nós, e isso não pode parar”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Edjailson-1-300x225.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Edjailson-1-1024x768.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Edjailson-1-1024x768.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Entrega de apostilas para famílias sem acesso à internet é saída adotada pela Escola Cordeiro Filho, conta Ediailson. Crédito: Layane Lima</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Edjailson Aquino, 45, é gestor da escola Cordeiro Filho. De acordo com ele, cerca de 20% dos alunos do local não têm acesso à rede, e uma das estratégias usadas pelas escolas municipais para diminuir uma possível exclusão desses alunos é a entrega mensal de apostilas para os pais com as mesmas atividades que são enviadas no Whatsapp.</p>



<p>Sobre a relação entre escola e família, o gestor afirma que outra dificuldade encontrada foi de explicar como os estudantes serão avaliados no final do ano letivo. “Alguns pais acham que os filhos irão passar de todo jeito e relaxam. Estamos conversando com eles e falando que se os estudantes não participarem das aulas, ano que vem terão que estudar as duas séries. Explicamos também que é necessário que o aluno tenha uma postura nas aulas on-line, assim como eles teriam em sala de aula”.</p>



<p>Na Escola Parque Nossa Senhora das Graças, o único colégio de rede particular de Lagoa dos Gatos, uma das maiores dificuldades encontradas pelas alunas foi a adaptação ao uso das plataformas digitais como meio de estudo. Lá, utiliza-se o Zoom para atividades síncronas (alunos e professores reunidos online em uma mesma sala) e o WhatsApp para o envio de atividades.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Sueviliane-300x241.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Sueviliane-1024x821.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Sueviliane-1024x821.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Conexão ruim é o grande desafio para Sueviliane manter suas atividades escolares. Crédito: Layane Lima</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A estudante Sueviliane Santana, 15, mora na Vila do Entroncamento. Seu maior desafio é conseguir assistir as aulas virtuais por conta da má conexão que chega à vila. “Às vezes os professores estão explicando um assunto importante e do nada a internet cai e isso me prejudica”. Éllida Gabriela, 13, é estudante do oitavo ano da Escola Parque e conta que levou um tempo para se adaptar. “Uma das minhas maiores dificuldades foi aprender a entrar no Zoom. Um dos pontos positivos é que estamos em casa, é mais confortável”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Ellida-225x300.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Ellida-768x1024.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Ellida-768x1024.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Éllida sentiu dificuldades de acessar o Zoom para acessar as aulas remotamente. Crédito: Layane Lima</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Alayz Vasconcelos, 29, é professora da Escola Parque Nossa Senhora das Graças. Para ela os desafios surgem desde a preparação das aulas, até chegar ao aluno. “Queríamos abranger a todos por questão de igualdade e direito”. Para Alayz, um bom resultado tanto em aulas presenciais quanto virtuais, depende em boa parte do que o aluno recebe em casa. “Cada professor está fazendo sua parte da maneira que pode. Existem muitas famílias que não ajudavam nem quando o aluno estava em sala de aula e muito menos agora na pandemia. Nossa sociedade necessita de mudanças, os pais precisam entender que somos nós que ensinamos, mas eles não as pessoas que educam, e tudo só vai dar certo quando finalmente existir uma junção entre família e escola”, desabafa.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/quando-e-preciso-ensinar-aquilo-que-voce-nunca-aprendeu/">Quando é preciso ensinar aquilo que você nunca aprendeu</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/quando-e-preciso-ensinar-aquilo-que-voce-nunca-aprendeu/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O cotidiano na escola de uma comunidade quilombola no Sertão</title>
		<link>https://marcozero.org/o-cotidiano-na-escola-de-uma-comunidade-quilombola-no-sertao/</link>
					<comments>https://marcozero.org/o-cotidiano-na-escola-de-uma-comunidade-quilombola-no-sertao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 21:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Educação e internet no Interior]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=30940</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA). Géssica Amorim Na comunidade quilombola Teixeira, zona rural do município [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-cotidiano-na-escola-de-uma-comunidade-quilombola-no-sertao/">O cotidiano na escola de uma comunidade quilombola no Sertão</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3-300x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png" alt="" class="" loading="lazy" width="126">
            </picture>

	                </figure>

	


<p><span class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color"><strong>Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA).</strong></span></p>



<p><strong>Géssica Amorim</strong></p>



<p>Na comunidade quilombola Teixeira, zona rural do município de Betânia (394 quilômetros do Recife) professores e alunos da Escola Padre Eurico Frank, que atende estudantes do ensino infantil e fundamental das mais de 300 famílias da comunidade, estão tentando se adaptar à nova dinâmica online.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Samuel-Mailza-e-Maryse-300x221.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Samuel-Mailza-e-Maryse-1024x754.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/Samuel-Mailza-e-Maryse-1024x754.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Mesmo em séries diferentes, os irmãos, os irmãos Samuel e Maryse precisam dividir o celular da mãe, Mailza, para terem acesso a atividades e participarem de encontros remotos. Crédito: Géssica Amorim</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Os irmãos Maryse Istefany, 10 anos, e Jhonatam Samuel, 8, (5°e 3°anos do fundamental) têm acesso à internet em casa, mas para acompanhar as chamadas de vídeo que são realizadas uma vez por semana com os seus professores e colegas de classe, precisam dividir o celular da mãe, a conselheira tutelar e presidente da Associação de Moradores de Teixeira, Mailza Maria dos Santos Costa, 30. “Às vezes, acontece de eles terem videochamadas ao mesmo tempo. Aí eu peço para as professoras esperarem um pouco depois da aula, para que eles consigam acompanhar e saber sobre o que foi passado na aula e tirar alguma dúvida”, conta Mailza.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/marta-e-a-sua-irmã-jamile-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/marta-e-a-sua-irmã-jamile-1024x683.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/marta-e-a-sua-irmã-jamile-1024x683.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Quando não consegue fazer contato com sua professora para tirar dúvidas, Marta, que está no 3o ano do Fundamental, conta com a ajuda da irmã Jamile, que está no 6o ano. Crédito: Géssica Amorim</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>As atividades complementares dos pequenos são enviadas todos os dias em anexos disponibilizados em grupos formados no aplicativo de mensagens Whatsapp, que reúnem todos os pais dos alunos de cada turma da escola. Sobre como os filhos têm se adaptado a esse novo sistema e como têm respondido ao que é proposto pelos professores sem um contato direto, Mailza se diz preocupada. “Samuel, mesmo, regrediu muito. Não é a mesma coisa da sala de aula. Ele leva meio na brincadeira. Acredito que com as crianças dessa idade deve ser assim, infelizmente. Ainda é tudo muito novo, eles estão perdendo bastante”.</p>



<p>Em Teixeira, os alunos que não têm wifi precisam usar dados móveis para ter acesso ao conteúdo disponibilizado pelos professores. É o caso da estudante Marta Daniele dos Santos, 9 anos, 3° ano do fundamental, que utiliza o celular da sua mãe para participar de chamadas de vídeo e receber as atividades enviadas pela sua professora. Como não tem internet em casa, a mãe de Marta, a agricultora Josefa Eva dos Santos Clemente, 30, compra créditos para o seu número de celular sempre que possível, para que a filha consiga estudar durante este período.</p>



<p>O problema é que os créditos acabam rápido quando Marta precisa participar de alguma chamada ou assistir a alguma vídeo aula. Segundo a sua mãe, Josefa, quando é possível, são gastos aproximadamente R$ 12,00 a cada vez em que os créditos acabam e é necessário utilizar a internet.</p>



<p>Pensando em valores de planos básicos oferecidos por empresas que fornecem o serviço, imaginamos que seria mais fácil e compensatório investir na contratação de um pacote de banda larga que possibilite uma conexão contínua para facilitar os estudos de Marta, mas a renda instável da família não garantiria o valor integral do que seria cobrado todos os meses, nesse caso. Josefa e o seu marido, Josildo Manoel Clemente, 41, são agricultores, não têm um salário fixo e, além de Marta, têm mais duas filhas: Jamile dos Santos, 12, que está no 6° ano, e Josiérica Josefa dos Santos, 17, que está no último ano do ensino médio.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/maryse-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/maryse-1024x683.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/maryse-1024x683.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Apesar de Maryse e seu irmão, Samuel, terem acesso à internet em casa, dividir o mesmo celular dificulta o contato e impede que os irmãos participem de aulas ao mesmo tempo. Crédito: Géssica Amorim</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“Ela se estressa, deixa o caderno pra lá, quando não consegue fazer a tarefa, aí fica difícil. Mas as irmãs dela ajudam. É que tem muita coisa que ela ainda não viu, coisa que é novidade. E, sem ajuda da professora, ela não consegue resolver sozinha pra mandar de volta”, conta Josefa, sobre a dificuldade da filha, não tendo uma orientação direta por falta de recursos.</p>



<p>Em entrevista online, a professora Elizabeth Teles, 45, que trabalha dando aulas para o 3° ano do ensino fundamental da Escola Padre Eurico Frank, em Teixeira, conta que esse período tem sido difícil também para os professores e diz ter consciência das perdas de adaptação ao sistema remoto. “Olha, a gente teve que reaprender a lecionar. Tivemos que nos adaptar a uma realidade para a qual não fomos preparados. Nos deparamos com algo novo e as ferramentas e o auxílio para lidar com isso são escassos. A gente sabe que há perda. Os alunos recebem as atividades, mas a gente sabe que as atividades e os horários não são cumpridos por diversos motivos, que estão relacionados às necessidades de cada um”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/professora-elizabeth-209x300.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/professora-elizabeth-714x1024.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/professora-elizabeth-714x1024.jpg" alt="" class="" loading="lazy" width="365">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Diante da dificuldade e da falta de apoio para trabalhar durante a pandemia, a professora Elizabeth Teles teve que reaprender a lecionar. Crédito: Géssica Amorim</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A secretária de Educação de Betânia, Espedita Leite, 42, reconhece as dificuldades de alunos e professores com relação ao ensino remoto no município, mas diz ser satisfatória a resposta que tem recebido.“ Veja, no geral, as aulas remotas não seriam o modelo de aula que a gente queria, mas é o formato possível para mantermos o vínculo do aluno com a escola e ofertar a aprendizagem que lhe é de direito. E tem dado certo, recebemos as devolutivas de atividades realizadas pelos nossos alunos que são excelentes, percebemos que a aprendizagem está acontecendo”, afirma.</p>



<p>Segundo o Conselho Nacional de Educação, atividades realizadas à distância podem ser aproveitadas nos cronogramas escolares, contanto que o aproveitamento seja autorizado pelas autoridades educacionais dos estados ou municípios. Tais autoridades, ao concordar que as aulas continuem de forma não presencial tendo a sua carga horária aproveitada, devem trabalhar para proporcionar o acesso de todos os estudantes ao aprendizado. Ainda segundo o Conselho Nacional de Educação, como o ensino a distância precisa de metodologias específicas, as escolas devem adotar ferramentas próprias de fornecimento do conteúdo e acompanhamento, contribuindo para a participação e aprendizagem efetivas dos alunos.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/o-cotidiano-na-escola-de-uma-comunidade-quilombola-no-sertao/">O cotidiano na escola de uma comunidade quilombola no Sertão</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/o-cotidiano-na-escola-de-uma-comunidade-quilombola-no-sertao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ensino superior público e privado: desafios  e fragilidades</title>
		<link>https://marcozero.org/ensino-superior-publico-e-privado-desafios-e-fragilidades/</link>
					<comments>https://marcozero.org/ensino-superior-publico-e-privado-desafios-e-fragilidades/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2020 19:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Educação e internet no Interior]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=30959</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA). Cladisson Rafael e Maria Souza Não há dúvidas que os [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/ensino-superior-publico-e-privado-desafios-e-fragilidades/">Ensino superior público e privado: desafios  e fragilidades</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3-300x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png" alt="" class="" loading="lazy" width="116">
            </picture>

	                </figure>

	


<p><strong><span class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color">Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA).</span></strong></p>



<p><strong>Cladisson Rafael e Maria Souza</strong></p>



<p>Não há dúvidas que os prejuízos materiais, educacionais, de saúde e simbólicos no ensino superior do país devido à pandemia da Covid-19 são enormes. Faculdades, universidades e institutos federais fechados e estudantes distantes das salas de aula escancararam problemas como a mercantilização do ensino e a ainda difícil relação com a tecnologia entre estudantes e docentes. A desigualdade social também foi super exposta. Basta pensar que 70,2% dos alunos e alunas dos Institutos Federais (Ifes) do Brasil vivem com uma média mensal familiar de até um e meio salário mínimo, segundo a Associação dos Reitores das Universidade Federais (Andifes).</p>



<p>Em Pernambuco, para minimizar as consequências da suspensão das aulas presenciais, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) apresentou o Semestre Suplementar (2020.3), proporcionando a oportunidade dos estudantes continuarem a sua formação por meio de educação remota. As aulas acontecem de maneira síncrona (estudantes e professoras reunidos em sala de aula virtual) e assíncrona (atividades realizadas remotamente e individualmente). Parece simples, mas não é.</p>



<p>Apesar de o ensino remoto ser a alternativa de retorno às aulas, Edson Sobral, 20 anos, considera a modalidade muito cansativa e sente falta do contato físico. Ele é estudante do curso de Licenciatura em Matemática no Centro Acadêmico do Agreste (UFPE/CAA) e mora em Altinho, cidade do interior de Pernambuco a mais de 34 quilômetros de Caruaru, onde fica o campus. No semestre suplementar, Edson, que dá aula para estudantes que estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), se matriculou em várias disciplinas, lotando a grade de horários, justamente pensando na rotina quando as aulas presenciais retornarem.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/matéria-3-ensino-superior-e-internet-no-Interior-300x225.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/matéria-3-ensino-superior-e-internet-no-Interior.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/matéria-3-ensino-superior-e-internet-no-Interior.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Edson estuda e ainda dá aulas para estudantes que estão se preparando para o Enem. Crédito: Arquivo Pessoal.</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A adaptação, segundo ele, tem sido difícil. “Meu desempenho tem sido inferior ao comum devido à falta de concentração”, comenta o estudante. Para Edson, as atividades são mais proveitosas e efetivas quando os professores têm uma maior desenvoltura tecnológica. </p>



<p>O estudante também continuou com as atividades de pesquisa e extensão e cita que algumas delas foram prejudicadas. Ele participa de três projetos. Dos projetos de extensão, um está paralisado devido à pandemia e o outro surgiu depois do início do isolamento social. O terceiro é um projeto de pesquisa integrado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para incentivo à pesquisa no Brasil, que, em abril <a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/04/governo-bolsonaro-exclui-humanas-de-edital-de-bolsas-de-iniciacao-cientifica.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">teve cursos da área de humanas cortados do edital </a>para acesso a 25 mil bolsas de iniciação científica oferecidas pelo órgão federal. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Docentes em meio ao furação</h2>



<p></p>



<p>Além de estudantes, professores também estão no processo histórico de adaptação ao formato remoto. O professor de Licenciatura em Matemática do Centro Acadêmico do Agreste (UFPE/CAA), Ivanildo Carvalho, 41 anos, é um deles. O desafio, para ele, é a garantia instável no acesso à conectividade e às tecnologias necessárias.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/caa-300x225.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/caa.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/caa.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Centro Acadêmico do Agreste, em Caruaru, possui 4.367 estudantes matriculados em 11 cursos de graduação</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O professor cita aplicativos de quadros interativos e <em>quizzes</em> como recursos fundamentais,<em> </em>embora reitere que as versões gratuitas são limitadas. “Para o ensino da matemática é crucial uma mesa digital, por exemplo, e nem sempre é possível ter esses equipamentos”, comenta. Para Ivanildo, a falta de suporte e garantia de equipamentos como esse para os professores do ensino público significa perda no processo de aprendizagem. Como ele não tinha o material necessário, teve que usar recursos próprios para investir em câmera, iluminação, aumento do plano de dados da internet e um extensor de sinal wi-fi para conseguir dar aulas com qualidade.</p>



<p>A UFPE informou, por meio da Assessoria de Comunicação, que não há previsão de início de um semestre 2020.4, porém já iniciou a discussão sobre essa possibilidade. Quanto ao retorno às aulas presenciais e à retomada do semestre 2020.1, que está suspenso desde março deste ano, informou que o tema tem sido amplamente discutido na universidade. A instituição possui 3 campi e 13 Centros Acadêmicos, sendo um deles em Caruaru, fundado em 2006 e, atualmente, com 4.367 estudantes matriculados nos 11 cursos de graduação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Evasão nas universidades privadas</h2>



<p>Em todo o Brasil, de acordo com um levantamento do Semesp, órgão que representa o setor de ensino privado superior no Brasil, as universidades particulares perderam 265 mil estudantes em apenas dois meses por conta da Covid-19. Em 2020, as faculdades particulares sofreram um aumento de 51% na inadimplência e 14% na evasão dos estudantes durante o 1º semestre. Além disso, as matrículas sofreram uma queda de 50% em comparação com o ano anterior. A evasão foi quase 32% maior em relação ao mesmo período de 2019. Segundo o levantamento, em torno de 11,3% dos estudantes devem terminar o ano inadimplentes, com ao menos uma parcela atrasada.</p>



<p>Eloíza Rocha, 23, é estudante do curso de Direito na Unifacol, em Vitória de Santo Antão. Antes da pandemia, fazia um trajeto de quatro horas de ônibus de Surubim até a universidade. Bolsista pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), ela conta que precisa conciliar os estudos com o trabalho, pois seu financiamento não é 100%, ou seja, precisa trabalhar para pagar parte da mensalidade.</p>



<p>“O maior desafio é ter que dividir meu horário e conciliar o trabalho e o estudo com os cuidados com minha filha. Além disso, vejo reclamações de colegas a respeito das mensalidades que não foram ou foram muito pouco reduzidas, mesmo com a qualidade do ensino caindo”, comenta.</p>



<p>Para Samara Mirelle, 19, estudante do curso de Medicina Veterinária na Unifavip em Caruaru, o desafio é manter o foco nas aulas. “Estudar em casa demanda mais comprometimento. Você precisa conciliar família, trabalho e estudos. Isso acaba muitas vezes gerando estresse,você olha e pensa que o período está perdido”. Samara é bolsista pelo ProUni e lamenta a falta de acompanhamento para as aulas práticas tão importantes para sua área de formação. “No meu curso a prática é essencial, mas, no momento, com as aulas remotas, isso não é possível. Me sinto prejudicada”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/PHOTO-2020-09-17-22-27-05-300x169.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/PHOTO-2020-09-17-22-27-05-1024x575.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/PHOTO-2020-09-17-22-27-05-1024x575.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">O professor Júnior Baltazar diz que os professores tiveram muitas dificuldades em se adaptar ao ensino remoto num prazo muito curto de tempo</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O professor Júnior Mário Baltazar, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unifavip, acredita que o ensino remoto é o próprio desafio em si, e é a primeira vez que precisa lidar com o formato de aulas à distância. “Durante a nossa carreira, não tivemos em nenhum momento algo desse tipo ou, então, durante a pós-graduação em veterinária, algo que nos capacitasse para as plataformas digitais. Acredito que esse é o maior desafio, em um curto espaço de tempo, nos adaptarmos a essas plataformas e mudarmos a didática presencial para um ambiente remoto”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/PHOTO-2020-09-18-12-28-01-225x300.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/PHOTO-2020-09-18-12-28-01-770x1024.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/PHOTO-2020-09-18-12-28-01-770x1024.jpg" alt="" class="" loading="lazy" width="385">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Clarissa, bolsista do ProUni, tem que estudar e trabalhar ao mesmo tempo, o que dificulta o aprendizado. Crédito: Arquivo Pessoal</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Clarissa Santos, 24, estudante de administração, conta que na pandemia precisou dividir sua rotina entre as aulas remotas da faculdade e as vendas de sua loja online. “Às vezes deixo a aula de lado para poder atender os clientes e isso dificulta mais e mais o meu aprendizado” A estudante é bolsista Prouni na faculdade UniSãoMiguel, em Recife, e com a pandemia retornou para a casa dos pais em Surubim, que já teve registrados mais de 1.100 casos de Covid-19, segundo a prefeitura municipal.</p>



<p>Para Tenaflae Lordêlo, professor do curso de Comunicação da Unifavip, de maneira geral professores e IES privadas tiveram pouco tempo para responder ao desafio de transportar o modelo presencial para o remoto. “Em minha opinião, para o segmento privado, não ocorreu um período para criar um modelo validado, mas tivemos boas experiências para compartilhar”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/ft-1-maria-300x225.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/ft-1-maria-1024x768.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/10/ft-1-maria-1024x768.png" alt="" class="" loading="lazy" width="487">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Para o professor Tenaflae Lordêlo, o problema da educação no Brasil é maior do que a pandemia, &#8220;é estrutural&#8221;. Crédito: Arquivo Pessoal</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O professor acredita que uma construção colaborativa do conhecimento, que desafie alunos, professores e IES na remodelagem dos seus modelos educacionais, é o caminho para tornar a educação online mais inclusiva. “Algumas IES tiveram mais habilidades neste momento, pela relação que já tinham nas suas matrizes de componentes online. Mas não foi em muitos casos suficiente para evitar abandonos, dificuldades externas de conectividade. Neste sentido, a chave de inclusão digital é a mesma da educação presencial. A inclusão digital é uma questão social que se agravou na pandemia. Nosso problema é maior que a pandemia, é estrutural”.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/ensino-superior-publico-e-privado-desafios-e-fragilidades/">Ensino superior público e privado: desafios  e fragilidades</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/ensino-superior-publico-e-privado-desafios-e-fragilidades/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um Enem da ansiedade e do isolamento social</title>
		<link>https://marcozero.org/um-enem-da-ansiedade-e-do-isolamento-social/</link>
					<comments>https://marcozero.org/um-enem-da-ansiedade-e-do-isolamento-social/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 01:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Educação e internet no Interior]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=30972</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA). Cladisson Rafael e Maria Souza Estudantes de todo o país [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/um-enem-da-ansiedade-e-do-isolamento-social/">Um Enem da ansiedade e do isolamento social</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3-300x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/08/ovamzc-v3.png" alt="" class="" loading="lazy" width="119">
            </picture>

	                </figure>

	


<p><strong><span class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color">Cobertura especial sobre a educação nas cidades do Interior de Pernambuco em tempos de pandemia. Produzida por alunos do projeto de extensão Reportagens Especiais do curso de Comunicação Social do campus Caruaru (UFPE). Parceria da Marco Zero Conteúdo com o Observatório da Vida Agreste (OVA).</span></strong></p>



<p></p>



<p><strong>Cladisson Rafael e Maria Souza</strong></p>



<p>Estudantes de todo o país sofrem com os efeitos do isolamento social e a pressão e ansiedade para prestarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), adiado para janeiro e fevereiro de 2021.</p>



<p>Entre os quase 5,8 milhões de inscritos confirmados para o exame este ano estão as estudantes Miriã Porto, que almeja uma vaga em fonoaudiologia na Universidade Federal de Pernambuco, e Isabely Costa, que pretende cursar enfermagem na mesma instituição. Ambas conciliam os estudos do ensino regular com cursinhos preparatórios, online, para o exame.</p>



<p>A estudante Ester Falcão, 17, vai tentar psicologia. “Se tudo der certo, na federal em Recife ou João Pessoa”. Ela está complementando as aulas remotas estudando para o ENEM. Normalmente, seleciona duas horas para fazer as atividades da escola e mais uma para pesquisar algumas matérias do exame. Diante de todos os problemas escancarados durante a pandemia, ela considera um privilégio ter acesso à internet, computador e celular e, ainda, ter suporte dos professores.</p>



<p>Com a pressão de ter que escolher os próximos passos após o ensino médio, as estudantes têm sentido na pele os efeitos dessas cobranças. Resultado: ansiedade e frustração. Segundo o psicólogo Alan Rocha, especialista em psicologia educacional, diante de um cenário pandêmico, considerando que estamos lidando com uma situação atípica, as reações psíquicas também serão atípicas.</p>



<p>“Quadros leves de estresse, ansiedade e sintomas depressivos podem surgir, sem necessariamente que o sujeito seja enquadrado em um diagnóstico, visto que se trata de uma reação ‘normal’ diante de uma situação ‘anormal’. Então esse é um momento de mais cuidado e acolhimento e menos diagnósticos”, explica.</p>



<p>Para o especialista é preciso estar atento aos sinais de alerta e ao período de duração dos mesmos e procurar ajuda profissional, caso os sintomas se manifestem de forma mais aguda. “É possível fazer psicoterapia online, acompanhamento nutricional, orientação de exercícios físicos dentro da própria residência. Para além de tudo isso, é extremamente importante a manutenção de vínculos afetivos, as melhores ferramentas nesse momento, o cuidado de si e a capacidade de resiliência”.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/um-enem-da-ansiedade-e-do-isolamento-social/">Um Enem da ansiedade e do isolamento social</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/um-enem-da-ansiedade-e-do-isolamento-social/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
