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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Nenhum direito a menos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariama Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 23:48:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de retrocesso de políticas públicas e de fragilização dos avanços sociais já conquistados, as mulheres foram às ruas nesta quinta-feira, &#160;8 de março, para marcar posição por nenhum direito a menos. O lema resume a pluralidade das bandeiras de pelo menos 30 movimentos sociais e entidades que se uniram durante a paralisação no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de retrocesso de políticas públicas e de fragilização dos avanços sociais já conquistados, as mulheres foram às ruas nesta quinta-feira, &nbsp;8 de março, para marcar posição por nenhum direito a menos. O lema resume a pluralidade das bandeiras de pelo menos 30 movimentos sociais e entidades que se uniram durante a paralisação no Dia da Mulher, no Recife. Cerca de cinco mil participantes, nas contas das organizadoras, aderiram à manifestação em prol das lutas feministas na capital pernambucana. No estado, também foram realizados atos no Sertão do Pajeú e no Sertão do Araripe. O movimento local também integra uma programação de atos em vários estados brasileiros e se une à paralisação internacional no Dia da Mulher.</p>
<div id="attachment_7349" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-08-at-5.29.38-PM.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7349" class="wp-image-7349 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-08-at-5.29.38-PM-300x225.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-08 at 5.29.38 PM" width="300" height="225"></a><p id="caption-attachment-7349" class="wp-caption-text">Movimentos sociais feministas defenderam suas bandeiras</p></div>
<p>Com cartazes, faixas, pinturas pelo corpo e gritos de ordem,&nbsp; mulheres de perfis, ideais e idades distintas caminharam unidas em passeata pelas ruas do centro do Recife, do Parque 13 de maio até a Praça do Derby. Na concentração, iniciada às 13h, foram realizadas rodas de conversas nos dez eixos temáticos do movimento. Esses <a href="http://marcozero.org/8-de-marco-dez-razoes-para-apoiar-a-luta-das-mulheres/">temas contemplam aspectos diversos das reivindicações femininas </a>&nbsp;como paridade na política; direito à previdência; direito à terra, água e moradia; enfrentamento do racismo; descriminalização do aborto; direito à creche; enfrentamento da LBTfobia, entre outros.</p>
<p>Durante toda a caminhada, pautas específicas dos grupos ali representados foram defendidas do alto do carro de som que puxava a caminhada. Em vários momentos esses grupos realizaram intervenções na rua, como a leitura de poemas e encenações teatrais. Gritos e canções em defesa dos direitos femininos também foram repetidos pelas participantes em uníssono durante todo o percurso. A caminhada culminou com apresentações culturais na Praça do Derby<span style="color: #4b4f56;">.</span><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/7qawMrnAgXY" allowfullscreen="allowfullscreen" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Pela vida das mulheres</strong></p>
<p>O enfrentamento da violência é uma das temáticas principais dos movimentos feministas. Em Pernambuco, no ano passado, 2.134 mulheres foram vítimas de estupro e mais de 300 de homicídio, de acordo com dados do Governo do Estado. E, neste aspecto, negras e pobres estão entre o público mais vulnerável. A mesma realidade se reproduz quando o assunto é encarceramento feminino, por exemplo, com as negras representando 90% das encarceradas no Brasil. A maior quantidade de mortes por aborto igualmente acontece entre as mais pobres.</p>
<p>Exigindo o fim do racismo, inclusive religioso, a coordenadora da Rede de Mulheres Negras, Mônica Oliveira, pondera que o problema está no fato de as políticas públicas não resolverem as desigualdades. “As ações do governo não levam em conta o fato das mulheres negras estarem sempre na última posição quando se trata de oportunidades, justiça social e participação na política, por exemplo. Aparecemos em primeiro lugar apenas em rankings de feminicídio e trabalho precarizado”, argumenta.</p>
<div id="attachment_7347" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-08-at-5.13.51-PM.jpeg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7347" class="wp-image-7347 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/WhatsApp-Image-2018-03-08-at-5.13.51-PM-300x168.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-03-08 at 5.13.51 PM" width="300" height="168"></a><p id="caption-attachment-7347" class="wp-caption-text">Enfrentamento à violência foi um tema central</p></div>
<p>No bojo do tema de enfrentamento da violência contra a mulher, lésbicas e bissexuais têm seu sofrimento invisibilizado pelos dados oficiais. Divulgado nesta semana, o primeiro Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil mostrou um crescimento da violência contra mulheres lésbicas com 126 assassinatos entre entre 2014 e 2017. “Há uma subnotificação porque não se leva em conta a orientação sexual da mulher nos boletins de ocorrência”, considera Ana Carla Lemos, coordenadora do Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais (Comlesbi-PE).</p>
<p><strong>Nenhum direito a menos</strong></p>
<p>&#8220;A gente vem perdendo direitos desde o golpe que retirou a presidenta Dilma do poder e culmina com o enfraquecimento de políticas públicas&#8221;, considerou a coordenadora do Fórum de Mulheres, uma das entidades organizadoras do evento, Dolores Fastoso, que defende a paridade das mulheres na política e o direito à previdência. &#8220;A reforma trabalhista, por exemplo, atinge diretamente as trabalhadoras mais pobres e a proposta de reforma da Previdência do Governo Federal também vai impactar principalmente os públicos mais vulneráveis socialmente. Por isso, mais do que nunca, a importância desse ato em defesa dos nosso direitos&#8221;, acrescentou.</p>
<p>[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;34&#8243; gal_title=&#8221;Por nenhum direito a menos&#8221;]</p>
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