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	<title>Arquivos agrotóxicos - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos agrotóxicos - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Agrotraficantes de veneno agem entre pequenos produtores de arroz no Baixo São Francisco, em Sergipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 21:02:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>por Iracema Corso e Cristian Goés, do Mangue Jornalismo “Infelizmente, hoje, o rio São Francisco parece um esgoto. Além da salinização, tem o gravíssimo problema do agrotóxico jogado na agricultura das margens que acaba contaminando as águas, os peixes, as pessoas. O rio está pedindo socorro”, desabafa o padre Isaías Nascimento, que atua no Baixo [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Iracema Corso e Cristian Goés, do <a href="https://manguejornalismo.org/agrotraficantes-de-veneno-agem-entre-pequenos-produtores-de-arroz-no-baixo-sao-francisco-em-sergipe-pescadores-denunciam-contaminacao-do-rio-e-doencas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mangue Jornalismo</a></strong></p>



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<p>“Infelizmente, hoje, o rio São Francisco parece um esgoto. Além da salinização, tem o gravíssimo problema do agrotóxico jogado na agricultura das margens que acaba contaminando as águas, os peixes, as pessoas. O rio está pedindo socorro”, desabafa o padre Isaías Nascimento, que atua no Baixo São Francisco em Sergipe.</p>



<p>O pescador José Castelo, da Comunidade da Ingazeira, em Ilha das Flores, a 128 km de Aracaju, confirma o desabafo do padre. “Com o veneno jogado aí, a água fica poluída. O pessoal tem coceira, diarreia, vômito… Muitas doenças, até câncer. Antes a gente tomava banho no rio e não tinha isso. Mas agora está contaminado com o esgoto que vem do arroz”, afirmou o pescador.</p>



<p>A situação do rio São Francisco é mesmo dramática, seja pela salinização, pelo despejo de agrotóxicos nas produções agrícolas localizadas às margens ou ainda pelos esgotos de povoados e cidades ribeirinhas direcionados diretamente ao rio.</p>



<p>Em reportagem anterior, a&nbsp;Mangue Jornalismo&nbsp;mostrou as graves consequências da fragilidade imposta ao rio por conta da retenção de suas águas por nove hidroelétricas. Em direção à foz, ele corre muito frágil e pobre até ser invadido pelas águas salgadas do Oceano Atlântico. </p>



<p>Na reportagem de hoje, a&nbsp;Mangue Jornalismo&nbsp;trata do problema dos agrotóxicos com foco no Baixo São Francisco, onde o rio divide os estados de Sergipe e Alagoas. Nesse último trecho, o Velho Chico também tem se transformado em um grande repositório de agrotóxicos despejados nas culturas agrícolas em boa parte de suas margens nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.</p>



<p>Para piorar esse quadro cumulativo de problemas, também são jogados no rio os esgotos de comunidades e cidades ribeirinhas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-mangue-jornalismo wp-block-embed-mangue-jornalismo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="zc1psvwfCT"><a href="https://manguejornalismo.org/agua-salgada-avanca-sobre-o-rio-sao-francisco-fome-e-sede-sao-os-efeitos-mais-perversos-da-crise-climatica-vividos-por-pescadoras-em-sergipe/">Água salgada avança sobre o rio São Francisco. Fome e sede são os efeitos mais perversos da crise climática vivida por pescadoras em Sergipe</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Água salgada avança sobre o rio São Francisco. Fome e sede são os efeitos mais perversos da crise climática vivida por pescadoras em Sergipe&#8221; &#8212; Mangue Jornalismo" src="https://manguejornalismo.org/agua-salgada-avanca-sobre-o-rio-sao-francisco-fome-e-sede-sao-os-efeitos-mais-perversos-da-crise-climatica-vividos-por-pescadoras-em-sergipe/embed/#?secret=vRCppFr5jX#?secret=zc1psvwfCT" data-secret="zc1psvwfCT" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Rede de agrotraficantes atua no São Francisco</strong></h2>



<p>O despejo de agrotóxicos nas margens do Velho Chico não é ação isolada, voluntária ou pontual. Existe uma rede de agrotraficantes empresários – alguns de Alagoas e Pernambuco – que aliciam produtores familiares de arroz no Baixo São Francisco.</p>



<p>“Empresários do agro contratam intermediários, geralmente lideranças de ribeirinhos, para assediar pequenos produtores. Eles financiam ureia, trator e remédio [referência aos agrotóxicos], e o agricultor paga com arroz”, revela um rizicultor local que, por motivo de segurança para ele, a Mangue preserva sua identidade. Ele será chamado apenas pelo nome fictício de João.</p>



<p>O que está ocorrendo no Baixo São Francisco sugere semelhança com a ação de narcotraficantes em grandes capitais brasileiras, além de indícios da existência de trabalho análogo à escravização.</p>



<p>Em resumo: agrotraficantes contratam agenciadores nas próprias comunidades – normalmente, lideranças locais, estes, por sua vez, reúnem pequenos produtores e entregam adubo, sementes e horas de trator, tudo com financiamento direto. No pacote dessa “bondade”, o agente inclui o “remédio” (agrotóxico) para combater pragas e fazer o arroz e outros produtos crescerem mais rápido.</p>



<p>O convencimento junto aos produtores familiares está na obrigação de usar o veneno para produzir rápido, caso contrário, o produtor não terá como pagar a dívida com o veneno, o adubo e as horas de trator.</p>



<p>Assim, são despejadas grandes quantidades de agrotóxicos na produção de arroz, frutas, verduras e do camarão (carcinicultura). O rizicultor João afirma que os agrotóxicos entram em Sergipe sem qualquer fiscalização e muitos deles são proibidos em vários países.</p>



<p>Como o arroz é plantado na área de várzea próxima ao São Francisco, quando os lotes enchem d´água, todo o veneno despejado no arroz desce para o Velho Chico através do bombeamento feito pela estrutura da Codevasf.</p>



<p>Essas produções regadas por muitos agrotóxicos acabam contaminando as águas, os peixes, os produtos, as pessoas e a vida do Velho Chico.</p>



<p>Como o veneno é caro (um litro chega a R$ 1,5 mil) e as horas de trator são inflacionadas, os pequenos produtores não têm como pagar o financiamento e têm que entregar quase toda a produção de arroz aos empresários como pagamento, em um ciclo sem fim.</p>



<p>“Importante dizer que esses empresários não aparecem aqui, [eles] mandam gerentes para acompanhar e fiscalizar o agenciador local e lucram com o financiamento a juros absurdos, recebendo de graça quase toda a produção de arroz. Os pequenos são engolidos, inclusive com a ação de cooperativas ligadas a esses empresários”, diz João.</p>



<p>A&nbsp;Mangue Jornalismo&nbsp;confirmou as informações da existência de agrotraficantes agindo no Baixo São Francisco com mais três outras fontes. Elas se recusaram a falar, mesmo com nomes preservados. Uma delas, que trabalha em um órgão de fiscalização, apenas disse que nos últimos três meses foram despejados 12 poderosos tipos de venenos somente na cultura do arroz.</p>



<p>Todos foram unânimes em nomear o principal e mais comum agrotóxico usado na região: trata-se do Roundup, produzido pela empresa Monsanto e tem em sua composição o temido glifosato. Sobre isso, leia: <strong><a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/agrotoxico-faz-mais-mal-do-que-se-pensava">Agrotóxico faz mais mal do que se pensava</a></strong>.</p>



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	                                        <p class="m-0">Flagrante de uso de agrotóxico no Baixo São Francisco em junho de 2023 (Crédito: FPI/MPSE)</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Contaminação das águas e das pessoas, dos peixes e dos produtos</strong></h3>



<p>João diz que órgãos de agricultura e de fiscalização em Sergipe sabem dessa realidade. “Não é raro encontrar técnicos do governo ajudando os agentes dos venenos junto às famílias aqui na região. Como é que entra tanto agrotóxico ilegal e ninguém vê? Tem gente facilitando e ganhando com isso”, acredita o produtor.</p>



<p>Antes de iniciar os trabalhos na produção do arroz, são realizadas reuniões nas comunidades com os agentes. Em algumas delas, sempre alguém denuncia doenças por conta do agrotóxico. “O que se vê são homens, mulheres, crianças e idosos despejando veneno sem nenhum equipamento de proteção individual (EPI), com bombinhas nas costas, sem proteção e até usando as mãos”, denuncia João.</p>



<p>No povoado Serrão, em Ilha das Flores, pescadoras e pescadores da Comunidade da Ingazeira reclamam da poluição do rio pelo despejo de agrotóxicos usados no arroz. A maioria da população lá não tem água potável e usa o rio para quase tudo.</p>



<p>“No verão, como agora, o sol é forte e a água poluída da rizicultura forma uma espuma tão fedorenta, uma espuma tão grossa que dá pra cortar com faca. É um crime o que estão fazendo com o rio e com a gente”, disse Zilda Souza, presidenta da Associação de Mulheres e Homens Pescadores Nossa Senhora Aparecida do Serrão/ Ilha das Flores.</p>



<p>Ela denuncia que crianças, adultos e idosos estão com problemas de saúde. “Tive uma pessoa da associação, uma pescadora com 35 anos, que teve câncer e morreu. A gente não sabe se foi por causa da água contaminada que as pessoas estão com tumor, mas a gente sabe que o agrotóxico é prejudicial à saúde”, disse a presidenta.</p>



<p>Elisângela Santos, pescadora também na Ingazeira, reclama da “poluição do rio” que tem provocado coceiras, lesões na pele e diarreia. “Não uso a água para beber, apenas para lavar a louça e para o almoço. Mas o pescador fica o tempo todo em contato com essa água. É um perigo”, disse Elisângela.</p>



<p>Genivaldo Santos pesca há muitos anos na Ingazeira. “Aqui tem a bomba da Codevasf que joga a água suja, imunda e com veneno, uma água amarelada que vem dos lotes do arroz. É veneno, é lama, tudo o que não presta. Como é que a gente pesca nessas condições? A gente já sabe as consequências disso e não bebemos dessa água e até evitamos tomar banho. A situação é grave”, diz Genivaldo.</p>



<p>“Não conheço estudos sobre as consequências do agrotóxico despejado aos montes nas plantações no Baixo São Francisco. O que se sabe é que tem contaminação de pessoas, do solo, do arroz, das águas, dos peixes. O veneno degrada o solo, vicia a terra, e a cada ano se joga mais veneno”, disse Mauro Luiz Cibulski, que atua na Cáritas (organização da Igreja Católica) e coordena a Rede Balaio de Solidariedade.</p>



<p>Praticamente todos ouvidos pela Mangue Jornalismo denunciam a ausência de autoridades na região. “O Estado é completamente ausente. Praticamente não existem mais técnicos da Emdagro e da Codevasf atuando por aqui”, informa João. A Emdagro é a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe, e a Codevasf é a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.</p>



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	                                        <p class="m-0">“Como é que a gente pesca nessas condições?”, perguntou Genivaldo (Crédito: Iracema Corso/Mangue Jornalismo)</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mais de 20 mil litros de agrotóxico descobertos em fiscalização</strong></h3>



<p>Em agosto deste ano, a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), do Ministério Público e vários órgãos federais e estaduais, apreendeu 430 litros de agrotóxicos em Propriá, Japoatã e Neópolis. O veneno não possuía receita agronômica e a manipulação, armazenamento e descarte estavam sendo feitos de forma irregular e incorreta.</p>



<p>Em julho passado, a equipe de agrotóxicos da FPI já tinha descoberto 20 mil litros de veneno e 2 toneladas do produto químico granulado em condições irregulares em uma usina no município de Japoatã. A coordenadora da equipe de agrotóxicos da FPI, Paula Braz, diz que uma das situações que mais chamou a atenção foi um trabalhador fazendo refeições no mesmo ambiente onde o veneno é armazenado.</p>



<p>Em entrevista à assessoria do MP, o procurador do Trabalho e coordenador da FPI, Albérico Neves, disse que a equipe de agrotóxicos “também teve um enfoque na saúde do trabalhador, a exemplo da fiscalização do local apropriado para armazenamento dos agrotóxicos e correto uso dos equipamentos de proteção individual, bem como da necessidade de área para descontaminação e lavagem das vestimentas utilizadas”. A equipe de agrotóxicos da FPI é formada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea), Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e Polícia Militar do Estado de Sergipe.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Existe arroz agroecológico no Baixo São Francisco</strong></h4>



<p>Nem todos os pequenos rizicultores no Baixo São Francisco em Sergipe acabam cedendo às pressões dos agenciadores de agrotraficantes. Um dos exemplos de resistência a isso está na Comunidade da Resina, no município de Brejo Grande, a 130 km de Aracaju.</p>



<p>Lá, quilombolas do território de Brejão dos Negros realizam o cultivo do Arroz Agroecológico Velho Chico, produzido sem uso ostensivo de agrotóxico, o que tem dado excelentes resultados. A prova de sucesso dessa opção saudável é a colheita este ano de 180 toneladas de arroz agroecológico em apenas 23 hectares.</p>



<p>No pacote do Arroz Velho Chico está escrito: “produzido pelo campesinato do Baixo São Francisco, em Sergipe, a partir de práticas agroecológicas: com redução do uso de agrotóxicos. Ao consumir nossos alimentos, você contribui com a preservação dos recursos naturais e promove a economia socialmente justa, solidária e sustentável”.</p>



<p>A&nbsp;Mangue Jornalismo&nbsp;fez uma reportagem sobre a festa da colheita do arroz produzido no território de Brejão dos Negros.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-mangue-jornalismo wp-block-embed-mangue-jornalismo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="YPjxebtdSy"><a href="https://manguejornalismo.org/comunidade-quilombola-em-sergipe-vai-colher-180-toneladas-de-arroz-agroecologico-velho-chico-festa-da-colheita-sera-amanha-em-brejo-grande/">Comunidade quilombola em Sergipe vai colher 180 toneladas de Arroz Agroecológico Velho Chico. Festa da Colheita será amanhã, em Brejo Grande</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Comunidade quilombola em Sergipe vai colher 180 toneladas de Arroz Agroecológico Velho Chico. Festa da Colheita será amanhã, em Brejo Grande&#8221; &#8212; Mangue Jornalismo" src="https://manguejornalismo.org/comunidade-quilombola-em-sergipe-vai-colher-180-toneladas-de-arroz-agroecologico-velho-chico-festa-da-colheita-sera-amanha-em-brejo-grande/embed/#?secret=b1stQ3G08U#?secret=YPjxebtdSy" data-secret="YPjxebtdSy" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<h4 class="wp-block-heading"><strong>Codevasf diz que realiza campanhas de orientação</strong></h4>



<p>Em nota, a Codevasf (4ª Superintendência Regional) disse que, “em parceria com os distritos de irrigação do Baixo São Francisco Sergipano, realiza periodicamente campanhas de orientação aos produtores sobre o uso correto de agrotóxicos. A Codevasf disponibiliza um galpão para o recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos, evitando o seu descarte inadequado e consequentes danos ambientais”.</p>



<p>A companhia também informou que “realiza periodicamente o monitoramento da qualidade da água em pontos específicos de captação no rio São Francisco, com os últimos testes verificando que os índices de agrotóxicos se encontravam dentro dos limites propostos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)”.</p>



<p>Para a Codevasf, “o sistema de captação e bombeamento de água, assim como a rede de drenagem, funcionam de forma satisfatória, garantindo eficiência tanto para a irrigação dos lotes como para o escoamento da água, viabilizando o cultivo de mais de 40 mil toneladas de alimentos por ano na região do Baixo São Francisco Sergipano. No projeto Betume, inclusive, cerca de 30% da água drenada é reaproveitada para irrigação, reduzindo o impacto no rio São Francisco”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Emdagro informa que fez 403 fiscalizações este ano</strong></h4>



<p>Aparecida Andrade, diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, disse que a empresa atua por meio do Sistema integrado de Gestão de Agrotóxicos (Siagro), integrado à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e Central de Embalagens vazias de agrotóxicos.</p>



<p>“A Emdagro realiza a gestão e auditoria sobre a cadeia comercial, propriedades rurais e unidades de recebimento de embalagens vazias. O objetivo é garantir o cumprimento das normas de comércio e uso de agrotóxicos e proteção do meio ambiente”, disse Aparecida. “Auditorias direcionam as fiscalizações em estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e unidades de recebimento de embalagens vazias, sempre com o propósito de garantir o cumprimento das normas de comércio e uso de agrotóxicos e proteção do meio ambiente”.</p>



<p>Além disso, a Emdagro “realizou inúmeras fiscalizações alicerçadas em provas documentais que culminaram em autuações de estabelecimentos e prestadores de serviços na aplicação de agroquímicos não registrados no estado, notificação por desvio de uso de agrotóxicos, destinação inadequada de embalagens vazias dos produtos, além de apreensões de agrotóxicos comercializados de forma irregular e produtos falsificados. Foram realizadas 403 fiscalizações este ano, que geraram 59 infrações, 14 apreensões e 70 advertências”.</p>



<p>A Emdagro disponibiliza um telefone da fiscalização e rastreamento dos agrotóxicos: 79 99831-7501 (WhatsApp) e 3234-2614 (telefone fixo).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Monitoramento da qualidade da água<em>&nbsp;in natura</em></strong></h4>



<p>Gabriel Campos, superintendente de Meio Ambiente e Expansão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), disse que a empresa “realiza periodicamente o monitoramento da qualidade da água&nbsp;<em>in natura</em>&nbsp;de seus mananciais, quer sejam os subterrâneos, quer sejam os de superfície, tal qual o Rio São Francisco, verificando se os parâmetros requisitados estão conforme exigências legais da ANVISA. No manancial em questão, é feito o controle de qualidade da água desde a barragem de Xingó até o povoado Saramém, em sua foz”.</p>



<p>Segundo o superintendente, “até o presente momento, o monitoramento não apontou qualquer anomalia em relação ao comprometimento da qualidade da água, quer seja por agrotóxicos, quer seja pelo lançamento de efluentes domésticos, tanto que o rio apresenta condições de balneabilidade em toda a extensão monitorada”.</p>



<p>Gabriel fez questão de destacar “que o acompanhamento feito pela DESO diz respeito ao compromisso com a qualidade da água bruta captada para posterior tratamento, potabilidade e distribuição, ficando a responsabilidade legal pelo monitoramento das condições de poluição do rio a cargo do órgão ambiental a nível federal, no caso o Ibama&#8221;.</p>



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		<title>Cisternas do semiárido chegam às aldeias Guarani Kaiowá, no cerrado do Mato Grosso do Sul</title>
		<link>https://marcozero.org/cisternas-do-semiarido-chegam-as-aldeias-guarani-kaiowa-no-cerrado-do-mato-grosso-do-sul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Mar 2023 16:36:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>por Adriana Amâncio* Se nas áreas rurais do semiárido as cisternas livram as populações da escassez hídrica há, pelo menos duas décadas, nos territórios indígenas do cerrado, onde há abundância hídrica, elas estão se tornando fundamentais por outra razão, pois evitam o consumo de água contaminada com agrotóxicos. Com quase metade de sua extensão ocupada [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Adriana Amâncio</strong>*</p>



<p>Se nas áreas rurais do semiárido as cisternas livram as populações da escassez hídrica há, pelo menos duas décadas, nos territórios indígenas do cerrado, onde há abundância hídrica, elas estão se tornando fundamentais por outra razão, pois evitam o consumo de água contaminada com agrotóxicos. Com <a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2021/11/por-que-o-cerrado-e-o-bioma-mais-ameacado-do-brasil">quase metade de sua extensão</a> ocupada pela pecuária e por cultivos de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o cerrado recebe por ano 600 milhões de litros de agrotóxicos, como detalham os autores do artigo <a href="https://revistas.ufpr.br/made/article/view/76212">Ecocídio dos Cerrados</a>. Grande parte destas substâncias contaminam as águas fluviais e subterrâneas. É aí que as cisternas entram, evitando o consumo humano dessa água.</p>



<p>O território indígena Guarani Kaiowá, no cerrado do Mato Grosso do Sul, atesta a eficiência dessa tecnologia. Documentos de implementação do projeto, apontam redução de doenças de veiculação hídrica, melhoria na qualidade de vida de idosos, ampliação da segurança alimentar e emancipação das mulheres.&nbsp;</p>



<p>Assim, o reservatório, que já é conhecido como “caixa d’água do Sertão”, também caiu no gosto dos indígenas que abordam técnicos dizendo “eu quero aquela caixa d’água aqui na comunidade”. Segundo antropólogos que participaram da implementação da cisterna, na cultura indígena, a água corrente é que tem valor, água parada, não. Por isso, quando um indígena solicita a implementação de uma cisterna, é sinal de que ele reconheceu a importância da tecnologia para a saúde.</p>



<p>No território Guarani Kaiwoá, em 2019, foram implementadas 632 tecnologias do tipo telhadão, com capacidade para armazenar 25 mil litros de água, captada por um telhado que mede 8&#215;10 metros. As famílias beneficiadas vivem nas comunidades Paraguaçu e Arroio Corá, no município de Paranhos, Pielito Kuê, em Guatemi, Iraquá, em Bela Vista, e Aldeia Cerrito, no município de Eldorado. Na região, chove 1.700 mm ao ano, o dobro da região semiárida, o que garante a cisterna abastecida o ano todo.</p>



<p>O coordenador de projetos da Humana Brasil, organização responsável por implementar as cisternas com recursos do Ministério da Cidadania, Idvandro Nery, avalia que foram alcançados resultados muito além da saúde. “Em primeiro lugar, o acesso à água potável com melhoria da qualidade de vida, combatendo doenças evitáveis que atingem a infância, especialmente, inclusão das mulheres, principais responsáveis por conduzir o projeto, com acesso à documentação, e indiretamente a melhoria na segurança alimentar”, pontua.</p>



<p>A professora indígena Jacy Caris Duarte, que mora na aldeia Paraguaçu, no município de Paranhos, no Mato Grosso do Sul, comemora a chegada da cisterna por possibilitar o acesso à água potável. “A nossa comunidade foi beneficiada com 180 cisternas. Essa cisterna veio em boa hora, principalmente porque a gente não tem água encanada. Com a cisterna, podemos aproveitar a água da chuva, né! Estamos muito felizes e agradecidos por receber esse projeto de cisterna”, avalia.&nbsp;</p>



<p>Logo após a instalação das cisternas, os moradores da aldeia mostraram desconfiança em relação à qualidade da água. Para solucionar o problema, revela o relatório de conclusão do projeto, foi realizado um teste de potabilidade pela Vigilância Sanitária, que encaminhou as amostras de águas coletadas das cisternas, para o Laboratório Central de Saúde Pública de Campo Grande. De acordo com o documento acessado pela nossa reportagem, “o resultado da amostra deu água potável, isenta de agentes patogênicos”. Só após a divulgação do resultado, as famílias indígenas passaram então a consumir a água.</p>



<p>Ivandro afirma que a implementação de cisternas em aldeias indígenas demanda adequações à cultura local. “Os indígenas não têm o hábito de usar torneira. Muitas vezes, nós chegamos na aldeia e tinha uma mulher lavando roupa com a torneira da cisterna aberta, há um tempão”, recorda. Todas as etapas de implementação do projeto são mediadas por antropólogos, que ajudam na comunicação verbal e não verbal. Os cursos de Gestão de Recursos Hídricos (GRH), que capacitam os indígenas em relação ao uso da cisterna, são mais curtos, pois, nas aldeias, não existe o hábito de se ficar horas sentados.&nbsp;</p>



<p>Em relação às mulheres, prossegue Ivandro, a abordagem é feita com cuidado. Muitas delas, além de quase nunca se ausentarem do lar, não possuem documentação. “Não foi fácil essa sensibilização. Já houve momentos de estarmos em um curso de GRH e um indígena entrar com um facão, reclamando que a mulher não fez o almoço. Nós contornamos a situação e tudo terminou bem.”, recorda Ivandro.</p>



<p>Nas aldeias, os telhados são de palha, por isso, os telhadões são construídos à parte da casa, exclusivamente para a captação de água. Além disso, na contrapartida do trabalho, não dá para contar com a participação dos indígenas na construção de alvenaria, pois eles não têm habilidades com cimento. Eles ajudam na construção dos telhadões, cortando e montando as estruturas de madeira.</p>



<p>Entre as comunidades rurais do semiárido e as aldeias indígenas, há muita semelhança, avalia Idvandro. De acordo com ele, “as aldeias indígenas encontradas pelas equipes do projeto, em 2018, se assemelha à região semiárida dos anos 2000, antes do Programa Cisterna”. Por outro lado, prossegue ele,  “satisfação nos olhos das mulheres indígenas com a tecnologia é o mesma das mulheres do semiárido quando veem que tem água adequada ao consumo humano perto de casa”, conclui.</p>



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	                                        <p class="m-0">Mulheres Guarani fazem curso de gestão de recursos hídricos. Credito: Humana Brasil</p>
	                
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<p>*<strong><a href="https://linktr.ee/AdrianaAmancio?fbclid=PAAaarbVfyoxn7Ma8U7VJ-CkX9PvPkULV-aoAcOwM_h3BBaZKWXKRUiyAC9Rg">Adriana Amâncio</a></strong> é <strong>jornalista freelancer, com 12 anos de atuação na cobertura de pautas nas áreas de direitos humanos, meio ambiente e gênero.</strong></p>



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		<title>“Sobre a cabeça, os aviões”: documentário mostra as histórias de crianças expostas aos agrotóxicos</title>
		<link>https://marcozero.org/sobre-a-cabeca-os-avioes-documentario-mostra-as-historias-de-criancas-expostas-aos-agrotoxicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 14:43:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filme do #Colabora, de Amanda Costa e Fausto Borges, revela que dez anos após ação criminosa de pulverização aérea de agrotóxico em escola rural de Rio Verde (GO), crianças continuam vulneráveis em comunidades do campo no estado. Era uma manhã qualquer de aula na Escola Municipal Rural São José do Pontal, no Projeto de Assentamento [&#8230;]</p>
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<p><strong>Filme do <a href="https://projetocolabora.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">#Colabora</a>, de Amanda Costa e Fausto Borges, revela que dez anos após ação criminosa de pulverização aérea de agrotóxico em escola rural de Rio Verde (GO), crianças continuam vulneráveis em comunidades do campo no estado.</strong></p>



<p>Era uma manhã qualquer de aula na Escola Municipal Rural São José do Pontal, no Projeto de Assentamento Pontal dos Buritis, em Rio Verde (GO). Durante o recreio, crianças lanchavam e brincavam no recém construído parquinho, enquanto estudantes mais velhos ocupavam a quadra de esportes ao lado. Professores e professoras ocupavam o alojamento. Entre as eufóricas vozes das crianças que se revezavam entre balanços e escorregador, o barulho de um avião ecoou no alto.</p>



<p>Ao olharem para o céu, viram-o sobrevoar suas cabeças. No mesmo instante, inúmeras gotículas de um líquido ainda desconhecido começaram a cair sob seus corpos e alimentos. “Chuva, chuva”, gritou Wendy de Lima, aluna de oito anos, do quarto ano do Ensino Fundamental. E começaram a correr ainda mais debaixo, entusiasmados, numa brincadeira que minutos depois e num futuro próximo se tornaria um pesadelo.</p>



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<p>A chuva, na verdade, era de veneno. A escola, que fica muito próxima a extensas lavouras de soja e milho, se tornou palco do caso criminoso de pulverização aérea do agrotóxico Engeo Pleno, produzido pela empresa Syngenta, que envenenou cerca de cem pessoas na ocasião. Prestes a completar 10 anos, o crime segue sem a devida reparação e ainda provoca sérios danos à saúde das pessoas atingidas.</p>



<p>O agrotóxico Engeo Pleno, de nome técnico Tiametoxam e Lambda-cialotrina, é um produto de classe toxicológica 4 – produto pouco tóxico e classificação ambiental 1 – extremamente perigoso, e foi aplicado de forma irregular pela aeronave pertencente à empresa Aerotex Aviação Agrícola LTDA**, já que a pulverização aérea do veneno, de acordo com informações da bula, não é permitida em culturas de milho, como foi o caso.</p>



<p>Em 2018, o Ministério Público Federal condenou a Syngenta, junto com a Aerotex, a indenizar 92 alunos, professores e funcionários da escola. A Justiça Federal proferiu a sentença no julgamento de uma Ação Civil Pública, que pedia indenização por danos morais de R$ 10 milhões, porém, a indenização foi apenas de R$ 150 mil.</p>



<p>Desde o dia 03 de maio de 2013, crianças e adolescentes, hoje adultos, além de professores, professoras e funcionários enfrentam doenças, traumas e marcas que são resultados da ação ilegal. Wendy narra, agora aos 19 anos, que ao longo do tempo desenvolveu um problema nos olhos devido à exposição ao pesticida. “Como ficamos debaixo olhando, caiu muito (veneno) nos olhos, e eles ficaram ressecados”. E essa realidade não se restringe ao caso de Rio Verde.</p>



<p>Os recentes afrouxamentos na legislação ambiental frente a utilização de agrotóxicos no país têm provocado o aumento do seu uso indiscriminado e ilegal, além das contaminações de comunidades camponesas por meio da pulverização aérea. Paralelo a isso, a predominância do agronegócio na região coloca Goiás nas principais posições dos rankings anuais. De acordo com pesquisa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgada em agosto deste ano, o estado deve ocupar o quinto lugar no ranking nacional do Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária em 2022, representando aumento de 3,7% em relação a 2021. Só o tomate será responsável por 6,1% da agricultura de Goiás. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Agrotóxicos e o futuro em risco</h3>



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	                                        <p class="m-0">Crédito: Amanda Costa</p>
	                
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<p>A ligação entre o aumento do uso de agrotóxicos com os recordes de produção agropecuária do estado é percebida quando populações do campo denunciam <a href="https://projetocolabora.com.br/ods12/dos-relatos-a-ciencia-por-que-e-tao-dificil-comprovar-impactos-de-agrotoxicos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">impactos cada vez maiores</a>. Nos últimos anos, ouvir barulhos e avistar aviões pulverizadores sobrevoando casas passou a ser comum no Assentamento Dom Fernando, vizinho da Fazenda Califórnia, pertencente a Agropecuária Califórnia LTDA, no município de Itaberaí (GO). Ali, crianças e adolescentes às vezes se encantam e até sonham em ter um avião amarelo parecido, mas, na contramão do sonho, sentem o cheiro, a ardência e a coceira dos agrotóxicos em contato com a pele.</p>



<p>Diante desse contexto, não só o presente, mas todo o futuro daquelas pessoas está em risco. A pulverização aérea tornou-se realidade não só nas culturas de tomate, feijão e soja, próximas às parcelas dos assentados. Mais recentemente, desde 2021, também foram registrados sobrevoos de aviões pulverizadores em plantações de mandioca localizadas em pequenas porções de terra dentro do próprio assentamento, que têm sido arrendadas, a menos de 150 metros das casas – o que não é permitido pela legislação atual. Atualmente, o artigo 11 da Lei Estadual n° 19.423/16 estabelece os mesmos parâmetros da Instrução Normativa (IN) nº 02/2008 do Mapa, que indica pelo menos 500 metros de distância de povoações.</p>



<p>No Assentamento Leonir Orback, em Santa Helena de Goiás, região próxima a Rio Verde – <a href="https://projetocolabora.com.br/ods12/agronegocio-e-meio-ambiente-nao-andam-juntos-mas-deveriam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">berço do agronegócio no estado</a>, a realidade é ainda mais grave. No quintal do barraco, Helena fabrica bolinho de terra, Maria cuida das galinhas e Ana Carolina rega as diversas plantas do canteiro. Em uma brusca ruptura, o barulho do avião surge e logo se ouve Luciana, mãe das três meninas, gritar para que todas entrem o mais rápido possível. É o que relata a mãe ao contar sobre os constantes combates de veneno nas lavouras de cana-de-açúcar, soja e sorgo vizinhas.</p>



<p>No acampamento, apenas uma cerca de arame divide a estreita faixa de terra ocupada das imensas fazendas que cercam os barracos. As famílias ali acampadas disputam, desde 2015, uma área com cerca de 15 mil hectares e que acumula aproximadamente R$1 bilhão em dívidas com a União. Em meio a luta pela terra, as famílias lidam com o vento que espalha o agrotóxico e intoxica de crianças a idosos. A preocupação com as crianças é principalmente em relação à saúde no futuro, diante dos crescentes casos de ocorrência de doenças crônicas ligadas à exposição direta a compostos químicos utilizados nos combates.&nbsp;</p>



<p>A vida dessas crianças, que brota do chão camponês, se faz cotidianamente nos pés descalços sob a terra vermelha e no correr solto pelo quintal. Além do medo do adoecimento, a angústia de ser obrigado a deixar esse lugar e ir para a cidade. “Aqui não passa carro, dá para passear com o meu ‘loro&#8217;”, conta Samira, 10 anos.</p>



<p><strong><em>* Procurada pela reportagem, a empresa Aerotex Aviação Agrícola LTDA não respondeu até o fechamento dos conteúdos.</em></strong></p>



<p><strong><em>**Esta reportagem foi financiada por uma bolsa promovida pela Alter Conteúdo Relevante e pelo #Colabora, em parceria com a Fundação Heinrich Böll, para promover e aprofundar o debate sobre o uso de agrotóxicos e suas consequências.</em></strong></p>



<p><em>Amanda Costa é jornalista, documentarista e fotógrafa formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), atua na cobertura de pautas relativas aos direitos humanos no Brasil. Em 2018, realizou o premiado curta-metragem &#8220;Acolá, um ser-tão&#8221;. Atualmente realiza trabalhos para a Comissão Pastoral da Terra (CPT) nacional, entre eles reportagens sobre as realidades dos povos no campo.</em></p>



<p><em>Fausto Borges é jornalista pela Universidade Federal de Goiás (UFG), especialista em cinema pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e analista de comunicação da Agência Brasil Central, onde dirige o programa TBC Memória e apresenta o Curta Goiás. Fundador do Perro Loco &#8211; Festival de Cinema Universitário Latino-Americano, em 2007, trabalhando em todas as 6 edições.</em></p>
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		<title>ONU vai investigar &#8216;ataques químicos&#8217; contra camponeses da Mata Sul de Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/onu-vai-investigar-ataques-quimicos-contra-camponeses-da-mata-sul-de-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 19:47:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
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		<category><![CDATA[violência no campo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A disputa pela terra, que pelo menos desde 2015 vem provocando sucessivos episódios de violação dos direitos humanos na mata sul de Pernambuco, chegou à Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta sexta-feira, 20 de agosto, trabalhadores rurais denunciaram ao organismo internacional os recentes ataques que sofreram com despejo de agrotóxicos sobre suas casas e lavouras. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A disputa pela terra, que pelo menos desde 2015 vem provocando sucessivos episódios de violação dos direitos humanos na mata sul de Pernambuco, chegou à Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta sexta-feira, 20 de agosto, trabalhadores rurais denunciaram ao organismo internacional os recentes ataques que sofreram com  despejo de agrotóxicos sobre suas casas e lavouras.<br><br>O conflito na região, segundo relatório da <a href="https://fianbrasil.org.br/">Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas</a> (FIAN internacional) e FIAN Brasil, atinge aproximadamente 1.500 famílias e envolve uma área de 7 mil hectares de, pelo menos, cinco municípios da zona da mata sul. A tentativa de envenenamento, no entanto, foi concentrada nas comunidades que vivem nos Engenhos Barro Branco, Caixa D&#8217;Água, Batateiras e Fervedouro, em Jaqueira e em Maraial.<br><br>O agricultor José Silva dos Santos, do Engenho Fervedouro, em Jaqueira, foi um dos que deram o depoimento ao relator especial da ONU para substâncias tóxicas e perigosas e direitos humanos, Marcos Orellana. O trabalhador descreveu como aeronaves têm sido usadas para lançar o veneno sobre o território e as consequências desses ataques.<br><br>“Prejudicaram a lavoura, poluíram as águas, prejudicaram a saúde da gente. A gente pede que tomem uma providência porque ninguém aguenta mais. Meus pais, meus avós e minha sogra nasceram nessa terra, tudo prestando serviço para a Usina Frei Caneca”, contou o trabalhador.</p>



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<p>De acordo com a assessora jurídica da Comissão Pastoral da Terra Nordeste 2 (CPT NE2), Gabriela Santos, a audiência virtual foi o início de um processo que tem como objetivo notificar o Governo de Pernambuco e a União na ONU. A próxima etapa será o envio de documentos, processos, fotos e vídeos para embasar o relatório.<br><br>“Nossa expectativa é de que a comissão da ONU junto com o relator possa vir <em>in loco</em> para ver de perto que as empresas têm usado agrotóxicos para expulsar famílias, que há mais de 60, 70 e até 80 anos vivem no local. Esperamos que o estado seja questionado formalmente pelo órgão mais importante do mundo”, afirmou a advogada.<br><br>O representante da FIAN Brasil na reunião, Adelar Cupsinski, reforçou a importância de levar à ONU a situação que, embora emblemática em Pernambuco, tem acontecido com certa frequência em outras partes do país, sempre tendo como alvo camponeses, indígenas e outras comunidades tradicionais. No Estado, o assessor destacou que é preciso cobrar celeridade também no âmbito jurídico.<br><br>“Penso ser necessário que levemos essa caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pois não está sendo garantido o direito à justiça para esses trabalhadores. Uma intervenção do CNJ pode refletir na justiça de Pernambuco”, pontuou.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



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