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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Homem é preso na UFPE depois de assediar alunas e filmar mulher amamentando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 22:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Dominyque Regison Tomaz dos Santos* Às 14h desta terça-feira (28), foi preso em flagrante, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE, Carlos Eduardo Benites, de 50 anos, suspeito de assediar sexualmente duas estudantes da instituição e a filha de uma delas, uma menina de 3 anos. Após duas horas de protestos [&#8230;]</p>
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<p><strong>por</strong> <strong>Dominyque Regison Tomaz dos Santos</strong>*</p>



<p>Às 14h desta terça-feira (28), foi preso em flagrante, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFPE, Carlos Eduardo Benites, de 50 anos, suspeito de assediar sexualmente duas estudantes da instituição e a filha de uma delas, uma menina de 3 anos. Após duas horas de protestos e ameaças de linchamento, a polícia militar precisou ser acionada e enviou quatro viaturas. Segundo uma das vítimas, o homem a gravou em momento íntimo de amamentação.&nbsp;</p>



<p>Segundo um colega da <em>Eliane</em>, a primeira vítima, o suspeito, que se identificou com advogado, chegou na universidade ainda pela manhã. Em entrevista antes de a prisão acontecer, ele conta que estava sentado com sua amiga na frente do Centro de Educação, ao lado do prédio do CFCH, por volta das 11h, quando começaram os assédios.&nbsp;</p>



<p>O estudante relata que nunca tinha visto o homem no campus e que estava conversando com a amiga no momento em que ela foi abordada com falas agressivas, sem fundamento e obscenas, incluindo perguntas como&nbsp; “Elas podem me assediar e eu não posso assediar elas de volta?” e “Elas ficam com essas poses eróticas e eu que tenho que conter os meus desejos?”</p>



<p>Percebendo que começou a ser filmado, o suspeito fugiu em direção ao CFCH e se escondeu no auditório do terceiro andar, onde estava acontecendo o evento RecFil 2023, reunindo estudantes de Filosofia da UNICAP, UFPE e UFRPE. Foi lá que aconteceu o segundo assédio. <em>Thayane*</em>, estudante de Educação Física, conta que estava amamentando sua filha, de três anos, quando percebeu que estava sendo filmada pelo homem.&nbsp;</p>



<p>Enquanto isso, por volta das 11h30, pelo menos cinco seguranças da TKS, empresa privada que presta serviços à UFPE, foram acionados e cercaram o prédio, mas não retiraram o homem do evento. Testemunhas contam que chegaram a avisar do ocorrido à organização, mas estes teriam optado por não interromper as palestras. Foi quando começaram os protestos. Os organizadores do evento postaram nota repudiando o acontecimento.</p>





<p>Ao meio dia, já haviam mais de 100 pessoas na entrada do prédio gritando pela prisão do suspeito, mas foi apenas às 13h30, quando acabou o evento, que ele foi escoltado para o térreo. Lá, ficou sentado por aproximadamente meia hora, enquanto se intensificavam os protestos pedindo sua prisão, além de ameaças de linchamento. Somente às 14h08, com a chegada de três advogados e dez policiais militares em quatro viaturas, o homem foi escoltado à delegacia. Os manifestantes permitiram a passagem dos policiais sem truculência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Assédios e abusos na UFPE</strong></h2>



<p>O protesto desta terça-feira é reflexo de uma onda de assédios que já vinha acontecendo no campus da universidade. Com um total de 15 andares e poucas câmeras, a administração do CFCH já estava há quase um mês controlando a entrada de não-estudantes por causa da recorrência do problema.&nbsp;</p>



<p>Receosas, duas estudantes do curso de Geografia contam já ser de conhecimento público crimes cometidos nos banheiros femininos do 11º andar por um estudante de História &#8211; que permanece impune. <em>Karine*</em>, uma das estudantes a frente do protesto, relata sentir-se insegura, revoltada e que também aconteceram outros casos recentes no Centro de Ciências da Saúde (CCS), a 800 metros do local do crime de hoje.</p>



<p>Em nota, o Diretório Central dos Estudantes da UFPE (DCE) informou já ter ciência dos casos e que está construindo um documento-síntese sobre os casos de assédio e violência para apresentar à reitoria. Já a Administração Central da Universidade informou que está acompanhando a situação, “repudia todo e qualquer caso de violência contra a mulher e permanece à disposição para colaborar com o que for solicitado&#8221;.</p>



<p>A primeira vítima foi encaminhada à Diretoria de Gestão em Operações de Segurança da UFPE para prestar um boletim interno. Já a segunda vítima foi com a família diretamente para a delegacia e deve processar o suspeito por posse e produção de pornografia infantil.</p>



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	                                        <p class="m-0">Momento da prisão de Carlos Benitez no CFCH. Crédito: Dominyque Regison Tomaz dos Santos</p>
	                
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                    </figure>

	


<ul class="wp-block-list"><li><strong>Os nomes dos estudantes foram alterados, a pedido deles, por medo de represálias.</strong></li><li><strong>Texto atualizado às 16h13min de quarta-feira, 29 de março. </strong></li></ul>



<p><strong>*Esta reportagem foi produzida como trabalho acadêmico da disciplina Redação Jornalística 1 do curso de Jornalismo da UFPE, do qual Dominyque Regison é aluno.</strong></p>
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		<title>Estudantes paralisam escola no centro do Recife em protesto contra assédio sexual</title>
		<link>https://marcozero.org/estudantes-paralisam-escola-no-centro-do-recife-em-protesto-contra-assedio-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2022 22:47:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[assédio sexual]]></category>
		<category><![CDATA[educação pública]]></category>
		<category><![CDATA[EREM Sizenando Silveira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 15 de março, estudantes e docentes da Escola de Referência em Ensino Médio Sizenando Silveira, na rua do Hospício, centro do Recife, participaram do encerramento de um projeto pedagógico chamado Respeita as Minas, com apresentação da cirandeira Lia de Itamaracá e da sambista Karynna Spinelli. Durante a realização do projeto não faltaram debates [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia 15 de março, estudantes e docentes da Escola de Referência em Ensino Médio Sizenando Silveira, na rua do Hospício, centro do Recife, participaram do <a href="http://www.educacao.pe.gov.br/portal/?pag=1&amp;cat=37&amp;art=6855">encerramento de um projeto pedagógico chamado Respeita as Minas</a>, com apresentação da cirandeira Lia de Itamaracá e da sambista Karynna Spinelli. Durante a realização do projeto não faltaram debates sobre machismo e o lugar da mulher na sociedade. Dez dias depois, o clima era absolutamente diferente.</p>



<p>Pelo menos uma centena de estudantes fecharam por alguns momentos o cruzamento e formaram uma corrente humana diante dos portões do colégio para protestar contra a impunidade de professores e funcionários que, recorrentemente, estariam importunando e assediando sexualmente as alunas, em sua maioria adolescentes com menos de 18 anos. Os casos de assédio sexual não seriam novidade na escola, mas o silêncio só foi rompido após a criação de um perfil anônimo no instagram, que logo recebeu na seção de comentários dezenas de denúncias diferentes, algumas se referindo ao ano de 2015.</p>



<p>A gota d’água para a criação do perfil teria ocorrido logo depois das atividades do projeto com abordagem feminista mencionado na abertura deste texto. Um professor de matemática teriam abordado duas alunas e perguntado se elas costumavam “fazer programa”, pois ele estaria interessado. Assustadas, as adolescentes reagiram imediatamente e denunciaram o assediador à direção da escola.</p>



<p>Foi a reação da diretoria que provocou a fúria dos estudantes. De acordo com as denúncias publicadas no perfil e confirmadas por estudantes com quem a equipe da Marco Zero manteve contato durante o protesto, diretores e coordenadoras da Sizenando Silveira teriam pressionado as meninas a não levar o caso adiante. Não deu certo, a notícia espalhou-se pelos corredores e, logo depois, o caso estava sendo comentado nas redes sociais.</p>



<p>Na quarta-feira, 23 de março, dois dias após ser criado, o perfil já contava com 1.620 seguidores. Boa parte dos comentários mencionavam a prática de “abafar” as denúncias e intimidar estudantes que cobravam punição. Das redes sociais, para o protesto diante da escola, bastaram mais 48 horas, contando com a participação de algumas mães de alunos, de representantes da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e até de integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe).</p>



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	                                        <p class="m-0">Inconformados com passividade da direção, adolescentes cercaram escola no centro do Recife. Crédito: Arnaldo Srte/MZ Conteúdo</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Recebimento das denúncias</strong></h2>



<p>Uma das mães presentes era Michelle Santos, assessora jurídica da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, cujo filho é aluno do 3º ano da EREM Sizenando Silveira. Ela interviu quando o vice-diretor que se apresentou como Élber, foi até a grande e convocou alunos e alunas para uma reunião com a direção e gestores da Gerência Regional de Educação (GRE). Informada que só estudantes matriculados na EREM poderiam entrar, Michelle protestou: “São menores de idade, ninguém tem o direito de se reunir com eles sem o acompanhamento dos responsáveis”. Assim, acabaram participando da reunião a própria assessora jurídica, sindicalistas do Sintepe, uma integrante da Ubes e seis adolescentes.</p>



<p>De acordo com Michelle, durante a reunião, alunos e alunas “revelaram as dificuldades que encontram para estabelecer um diálogo com a gestão da escola e narraram algumas situações de abuso e assédio de que têm conhecimento e que também sofreram”. Ao final do encontro, a gestão da escola e a GRE se comprometeram a apurar as queixas e a criar um canal para recebimento de denúncias. Uma comissão de estudantes, acompanhados por um integrante da gestão, passariam nas salas de aula explicando o que foi acertado com a gestão da escola e a GRE. </p>



<p>Mesmo assim, a codeputada Carol Vergolino, do mandato das Juntas, que preside a comissão de Direitos Humanos da Alepe informou que pedirá uma audiência com o secretário de Educação para cobrar a apuração de todas as denúncias de assédio e questionar a passividade da direção da escola.</p>



<p>Na segunda-feira, 28 de março, o perfil do instagram foi desativado.</p>



<p>A Marco Zero procurou a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Educação, na segunda-feira, 28, para saber se as denúncias foram formalizadas e se os gestores estavam acompanhando o caso. Eis a íntegra da nota de esclarecimento enviada: </p>



<p>&#8220;A Secretaria de Educação e Esportes do Estado (SEE) esclarece que a Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Sizenando Silveira, situada no Centro do Recife, convocou, na última semana, as famílias das estudantes envolvidas no suposto caso de assédio para uma reunião com o suposto autor, um professor, onde a situação foi esclarecida. A gestão da unidade de ensino registrou um boletim de ocorrência na quinta-feira (24), contra o perfil no Instagram por calúnia e difamação. O caso será investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.&#8221;</p>



<p>Texto atualizado com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Educação às 11h09min de 29 de março de 2022</p>



<p><em><strong>As imagens desta reportagem foram produzidas com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project.</a></strong></em></p>



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		<title>Episódio #27: Afinal, a “segunda onda” da Covid-19 chegou a Pernambuco?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 18:46:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[segunda onda]]></category>
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</div><figcaption>Nos últimos dias você deve ter recebido de alguém em quem confia muito mensagens atribuídas a médicos das redes pública e privada sobre aumento de casos de Covid-19 no Recife, lotação em hospitais e uma provável segunda onda no estado. Primeiro é bom deixar claro que a primeira onda nunca acabou. Mas o que está acontecendo esta semana? Não é fácil explicar, mas Carol Monteiro, Raíssa Ebrahim e Inácio França trazem as opiniões e os dados de especialistas e pesquisadores sobre o momento atual no estado. No segundo bloco, Débora Britto entra na conversa para falar sobre assédio e abuso sexual nos ambientes de trabalho, a partir das denúncias contra o diretor do núcleo de humor da Globo, Marcius Melhem.</figcaption></figure>
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