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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Sem debate, deputados aprovam auxílios que somarão 12 mil reais a mais aos seus salários na Alepe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 21:55:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[aumento de salários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em apenas 15 minutos e sem nenhum debate, os deputados e deputadas da Assembleia Legislativa de Pernambuco finalizaram a votação e aprovaram os projetos de resolução 3844, 3845 e 3846 de 2023, que instituem os auxílios moradia, alimentação e saúde para os parlamentares. Durante a sessão plenária, que aconteceu remotamente e foi transmitida no canal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em apenas 15 minutos e sem nenhum debate, os deputados e deputadas da Assembleia Legislativa de Pernambuco finalizaram a votação e aprovaram os projetos de resolução 3844, 3845 e 3846 de 2023, que instituem os auxílios moradia, alimentação e saúde para os parlamentares. Durante a sessão plenária, que aconteceu remotamente e foi transmitida no canal do YouTube da Alepe, apenas os deputados João Paulo (PT), José Queiroz (PDT) e Jô Cavalcanti (Juntas &#8211; PSOL), pediram a palavra e declararam seus votos abertamente.</p>



<p>Enquanto Jô Cavalcanti e João Paulo foram contrários às propostas alegando que os valores dos auxílios, que somados chegam ao valor mensal de R$ 12.377,77 para cada um dos 49 parlamentares,eram exagerados e incoerentes com a realidade da maioria da população pernambucana, o deputado José Queiroz disse que tinha inicialmente a intenção de votar contra os auxílios, mas que havia mudado de opinião ao conversar com o também deputado Tony Gel (PSB).  Os dois têm base política em Caruaru. </p>



<p>Segundo Queiroz, já que ele está de saída da Alepe por não ter sido reeleito, as pessoas poderiam interpretar seu voto contrário como um gesto para não enfrentar a opinião pública. &#8220;Para que não pareça um voto de conveniência&#8221;, alegou o deputado após declarar o voto favorável à criação dos auxílios. A fala de Queiroz gerou revolta do público que acompanhava a votação pela transmissão ao vivo no YouTube e ocupou o chat com comentários críticos à postura do parlamentar.</p>



<p>A sessão plenária, que estava prevista para iniciar às 14h30, teve um atraso de mais de uma hora. Na segunda (16), a direção da Alepe havia informado que a sessão não seria transmitida ao público devido a problemas técnicos. O posicionamento da Casa aumentou a cobrança da população pernambucana pela transparência dos processos legislativos.</p>



<p>“A transparência deve ser plena, afinal, os parlamentares são eleitos pelos cidadãos para representá-los, tendo os seus salários bancados pelos impostos pagos pelos contribuintes. No bom português, são nossos funcionários. Assim sendo, é natural que a sociedade tenha total conhecimento do que fazem os seus funcionários, até mesmo, se for o caso, para dispensá-los nas próximas eleições. Com os avanços da tecnologia e das redes sociais, as votações devem ser transmitidas ao vivo, e a Assembleia deve também manter o link da votação disponível no site após o encerramento da sessão, bem como o resultado da votação e o posicionamento de cada parlamentar”, defendeu o economista e presidente da Associação Contas Abertas, Gil Castelo Branco.</p>



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	                                        <p class="m-0">A sessão plenária foi transmitida pelo YouTube da TV Alepe. Crédito: Reprodução/ YouTube TV Alepe. </p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Auxílios aprovados</strong></h3>



<p>A aprovação dos auxílios representa um acréscimo de 42% nos vencimentos dos deputados e um gasto mensal adicional de R$ 606.491,51 para o Legislativo. Considerando a soma de salário e auxílios, os deputados pernambucanos passarão a receber R$ 41.777,77 até o dia 1º de abril, quando acontece mais um reajuste de salário e a remuneração passa a ser de R$ 43.577,77. Graças a uma proposta de aumento de salário dos parlamentares, que já havia sido aprovada em dezembro de 2022, e que determinou um reajuste salarial escalonado para os próximos dois anos, em fevereiro de 2025 os deputados pernambucanos terão uma remuneração de R$ 47.077,77, sendo 34,7 mil de salário e 12,3 mil de auxílios.</p>



<p>Durante a sessão plenária, a lista de votação da proposta não foi divulgada. Porém, o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros (PSB), afirmou que os projetos de criação dos auxílios moradia e alimentação tiveram 5 votos contrários, e o auxílio saúde 7 posições contrárias. Destes, apenas João Paulo (PT) e a codeputada das Juntas, Jô Cavalcanti (PSOL), expuseram e justificaram seus votos.</p>



<p>Confira a lista dos parlamentares que votaram contra os auxílios de acordo com informações divulgadas posteriormente pela Mesa Diretora da Alepe:</p>



<p><strong>Votaram contra o auxílio-saúde:</strong></p>



<p>Juntas (PSOL)</p>



<p>Waldemar Borges (PSB)</p>



<p>João Paulo (PT)</p>



<p>Dulci Amorim (PT)</p>



<p>Teresa Leitão (PT)</p>



<p>Clarissa Tercio (PP)</p>



<p>Aluísio Lessa (PSB)</p>



<p><strong>Votaram contra o auxílio-moradia:</strong></p>



<p>Juntas (PSOL)</p>



<p>Waldemar Borges (PSB)</p>



<p>João Paulo (PT)</p>



<p>Clarissa Tercio (PP)</p>



<p>Aluísio Lessa (PSB)</p>



<p><strong>Votaram contra o auxílio-alimentação:</strong></p>



<p>Juntas (PSOL)</p>



<p>Waldemar Borges (PSB)</p>



<p>João Paulo (PT)</p>



<p>Clarissa Tercio (PP)</p>



<p>Teresa Leitão (PT)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Reforma administrativa também aprovada</strong></h3>



<p>O Projeto de Lei 3841/2023, reforma administrativa proposta pela governadora Raquel Lyra (PSDB), também foi aprovado na sessão plenária desta terça-feira sem que houvesse nenhuma discussão aberta entre os deputados e deputadas presentes. Apenas João Paulo (PT), Jô Cavalcanti (Juntas/ PSOL) e José Queiroz (PDT) votaram contra o projeto.</p>



<p>O projeto de lei prevê a ampliação do número de cargos comissionados, que passarão de 2.585 para 2.753, e garante o aumento de 43% na gratificação de funções técnico-pedagógicas da rede estadual de ensino.</p>



<p>Além disso, a proposta aprovada institui algumas alterações nas estruturas das secretarias estaduais. São elas: a Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos é desmembrada em Mobilidade e Infraestrutura; e Recursos Hídricos e Saneamento. A pasta de Planejamento e Gestão inclui agora o Desenvolvimento Regional. Projetos Estratégicos, antes vinculado ao gabinete do governador, passa a ser uma secretaria. A Secretaria de Política de Prevenção às Drogas se funde à de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude. A administração de Fernando de Noronha passa a compor a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. A Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação é substituída pela Secretaria do Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo.</p>



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