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	<title>Arquivos deserto de notícias - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos deserto de notícias - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Coletivo Acauã é a nova iniciativa de jornalismo independente no interior de Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 May 2022 17:26:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Acauã foi criado por jovens jornalistas e estudantes de Comunicação do campus de Caruaru da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, para preencher lacunas de informação em municípios considerados desertos ou quase desertos de notícias, com pouca ou nenhuma cobertura de imprensa local no sertão [&#8230;]</p>
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<p>O Acauã foi criado por jovens jornalistas e estudantes de Comunicação do campus de Caruaru da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, para preencher lacunas de informação em municípios considerados desertos ou quase desertos de notícias, com pouca ou nenhuma cobertura de imprensa local no sertão e agreste de Pernambuco. </p>



<p>A princípio, a produção do coletivo se concentrará nas cidades de Betânia e Flores (Sertão do Moxotó e Sertão do Pajeú, respectivamente), Santa Cruz do Capibaribe, Cachoeirinha e Caruaru, no Agreste. O <a href="https://mapadamidiape.marcozero.org/coletivo/acaua/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Acauã já integra o Mapa da Mídia Independente e Popular</a>.</p>



<p>Uma das integrantes do grupo é a repórter da Marco Zero, Géssica Amorim, autora do texto inaugural do Coletivo Acauã. Além dela, os demais  responsáveis pela iniciativa são Cladisson Rafael, Márcio Correia, Maryane Martins e Mayara Bezerra.<br></p>



<p>***</p>



<h2 class="wp-block-heading">“Agricultura é barriga cheia”: conheça dona Gera, a produtora da goma de macaxeira mais famosa do Lombo das Areias</h2>



<p><strong>Publicado originalmente no <a href="https://medium.com/@coletivoacaua/agricultura-%C3%A9-barriga-cheia-conhe%C3%A7a-dona-gera-a-produtora-da-goma-de-macaxeira-mais-famosa-do-e9fe2b77d276">Coletivo Acauã</a></strong></p>



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	                                        <p class="m-0">Perfil da agricultora Gera do Beiju é o primeiro do novo coletivo. Crédito: Géssica Amorim / Coletivo Acauã</p>
	                
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<p>A goma produzida pela agricultora faz tanto sucesso, que, para vendê-la, dona Gera não precisa nem ir até a cidade, os clientes é que vão até ela, na zona rural. Por mês, as vendas chegam a ultrapassar os 250 quilos do produto. O dinheiro que recebe é utilizado para custear despesas básicas da casa, pagar a conta de energia e as mensalidades do plano de internet que a agricultora adquiriu há pouco mais de um ano.</p>



<p>Dona Gera do Beiju cresceu trabalhando em casas de farinha, plantando, colhendo, raspando, moendo e lavando a massa da raiz, para extrair o amido e produzir a goma que hoje vende em casa. O seu plantio de macaxeira, que mantém com a ajuda do marido, é orgânico. Eles não fazem uso de nenhum tipo de agrotóxico ou adubo químico no cultivo da raiz. Quando necessário, utilizam apenas esterco animal para a adubação do solo.</p>



<p id="902a">Trabalhando no roçado, Antônio cava as covas na terra e Dona Gera planta as manivas, que são pedaços do caule da planta da macaxeira. O casal também trabalha junto na colheita e em outras tarefas da propriedade, mas, na casa de farinha, o trabalho fica por conta da agricultora. Da raspagem da raiz, até a pesagem e embalagem da goma.</p>



<p id="dcd7">A propriedade do casal tem pouco mais de 25 hectares e, em boa parte do terreno, dona Gera e seu Antônio também cultivam milho e algumas frutas, mas a principal cultura é a da macaxeira. E o cultivo é dos dois tipos: da macaxeira mansa e da macaxeira brava.</p>



<p id="0fb7">A mansa é aquela que compramos na feira e cozinhamos em casa. Essa, Gera e Antônio plantam e colhem para consumo próprio. Já a brava, é mais utilizada para a produção da goma, da farinha e outros derivados. Por possuir um alto teor de ácido cianídrico, esse outro tipo de macaxeira não deve ser consumido sem antes passar por alguns procedimentos de lavagem, moagem, separação e secagem. É que o ácido cianídrico é uma substância que, quando consumida, toma o espaço do oxigênio no sangue, podendo causar náuseas, tonturas, asfixia e até levar à morte, dependendo da quantidade ingerida.</p>



<p id="ccdc">O escritor mineiro Guimarães Rosa, na década de cinquenta, já falava sobre as propriedades e variedades da macaxeira, em <em>Grande Sertão: Veredas:</em></p>



<p id="ec1c">“(…) Melhor, se arrepare: pois num chão, e com igual formato de ramos e folhas, não dá mandioca mansa, que se come comum, e a mandioca-brava, que mata? Agora, o senhor já viu uma estranhez? A mandioca doce pode de repente virar azangada — motivos não sei; às vezes se diz que é por replantada no terreno sempre, com mudas seguidas, de manaíbas — vai em amargando, de tanto em tanto, de si mesma toma peçonhas. E, ora veja: a outra, a mandioca-brava, também é que às vezes pode ficar mansa, a esmo, de se comer sem nenhum mal. (…) Arre, ele (o demo) está misturado em tudo” (2001, p. 27)</p>



<p id="ba4a">Dona Gera do Beiju tem um grande respeito pela terra e pelo seu trabalho. “Aqui, nós vivemos da agricultura e com a agricultura vamos permanecer. A agricultura, pra mim, é barriga cheia. Tenho o maior prazer em ser agricultora, de ter condições de colocar o alimento na minha casa, sem ter o trabalho de ir lá no mercado comprar. Nasci e me criei nesse sistema e irei permanecer nele”.</p>



<p>A agricultora diz que nunca quis fazer outra coisa na vida, além de lidar com a terra. “Eu estudei até a quarta série. Ainda fiz curso de corte e costura, artesanato. Sempre busco o conhecimento, ainda que pouquinho, de uma coisa aqui e outra ali, mas nada é como a agricultura. Eu acho que nasci pra ser agricultora mesmo”.</p>



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<p></p>
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		<title>Jornalismo digital começa a &#8220;povoar&#8221; desertos de notícias no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 23:01:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aproximadamente 34 milhões de brasileiros não têm acesso a qualquer informação jornalística sobre o lugar onde vivem. Eles fazem parte da população de 3.280 municípios que são considerados desertos de notícias. Seis em cada dez municípios no Brasil estão nessa situação. O dado é parte dos resultados obtidos na quarta edição do Atlas da Notícia,iniciativa [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p>Aproximadamente 34 milhões de brasileiros não têm acesso a qualquer informação jornalística sobre o lugar onde vivem. Eles fazem parte da população de 3.280 municípios que são considerados desertos de notícias. Seis em cada dez municípios no Brasil estão nessa situação. O dado é parte dos resultados obtidos na quarta edição do Atlas da Notícia,iniciativa anual do Projor patrocinada desde 2018 pelo <a href="https://www.facebook.com/journalismproject/home">​Facebook Journalism Project​ (FJP)</a> e o maior e mais completo levantamento sobre a presença do jornalismo local no país.</p>



<p>Realizada em parceria institucional com a ​<a href="https://www.abraji.org.br/">Abraji​</a> e <a href="http://www.portalintercom.org.br/">​Intercom</a>​, a quarta edição contou com a colaboração de 219 voluntários de 74 organizações, como escolas de jornalismo. O relatório detalhado da pesquisa será divulgado nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, pelo ​<a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/">Observatório da Imprensa</a>.</p>



<p>A nova edição inclui um pacote de dados na linguagem R que visa facilitar o acesso aos dados por parte de pesquisadores, jornalistas e programadores. O front de pesquisa, análise e mapeamento do Atlas está a cargo da agência ​<a href="https://www.voltdata.info/">Volt Data Lab</a>​, liderada pelo jornalista Sérgio Spagnuolo. Já a coordenação da equipe de pesquisadores e da redação dos resultados da pesquisa é de responsabilidade do jornalista Sérgio Lüdtke.</p>



<p>O Atlas da Notícia mapeou 13.092 veículos jornalísticos em atividade em 2020. O levantamento também apontou o fechamento de 272 veículos e incorporou à base 1.170 novos veículos nativos digitais, a maior parte deles na região nordeste do país. O registro desses novos meios digitais levou à redução do número de desertos em cerca de 5,9% em relação à terceira edição da pesquisa.</p>



<p>Outros 113 municípios passaram a fazer parte da lista de quase desertos de notícias,municípios que contam com apenas um ou dois veículos de comunicação local. Esses quase desertos são habitados por 28,9 milhões de brasileiros. Segundo o levantamento,1.187 municípios estão nessa condição, o que representa dois em cada dez municípios do país.</p>



<p>Os estados do Tocantins e Rio Grande do Norte têm a maior incidência de desertos da notícia. Apenas dois em cada dez municípios contam com algum meio de comunicação com produção de notícias locais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Censo</h2>



<p>“O Atlas da Notícia é uma espécie de censo da imprensa local brasileira&#8221;, diz Francisco Belda, presidente do Projor. &#8220;Além do mapeamento geográfico, a pesquisa gera também dados importantes como o tipo de conteúdo publicado e o fechamento de veículos. São informações essenciais para iniciativas focadas no aprimoramento do jornalismo local brasileiro.&#8221; </p>



<p>&#8220;Como em qualquer &#8216;censo&#8217;, os dados precisam de tempo e de constante atualização para começar a refletir mudanças importantes,&#8221; diz Sérgio Spagnuolo. &#8220;Em levantamentos anteriores, os dados mostravam o impresso ainda muito presente. Agora, com a ampliação das nossas bases e aprofundamento da pesquisa,conseguimos ver a expansão do jornalismo online.&#8221;</p>



<p>&#8220;Nesta quarta edição, dividimos nossos esforços em duas frentes&#8221;, diz Sérgio Lüdtke,coordenador da equipe de pesquisadores. &#8220;Por um lado, procuramos qualificar a base do Atlas, atualizando e agregando mais informações aos veículos que já constavam dela. E, por outro lado, nos focamos nas áreas que apareciam como desertos nas pesquisas anteriores&#8221;. Para isso, os pesquisadores usaram softwares como CrowdTangle para identificar novos veículos e os colaboradores passaram a coletar também dados de outros estados&#8221;.</p>



<p>&#8220;O Facebook está comprometido em criar parcerias e investir no ecossistema de notícias locais para apoiar a imprensa em toda a região. Desde 2018, patrocinamos o Atlas da Notícia com o objetivo de colaborar com a indústria de notícias para entender suas necessidades e trazer recursos relevantes aos veículos e às suas comunidades.&#8221; afirma a gerente de Programas para Veículos de Notícias da América Latina do Facebook, Dulce Ramos. Realizada localmente nas cinco regiões brasileiras, a pesquisa do Atlas conta com os seguintes pesquisadores regionais: Angela Werdemberg (Centro-Oeste), Dubes Sônego (Sudeste), Jéssica Botelho (Norte), Marcelo Fontoura (Sul) e Mariama Correia (Nordeste), ex-repórter da <strong>Marco Zero Conteúdo</strong>.</p>



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