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	<title>Arquivos dia da consciência negra - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 18 Nov 2025 20:20:30 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos dia da consciência negra - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Marcha da Consciência Negra toma as ruas do Recife nesta quinta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 20:11:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Marco Zero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, as ruas do Recife vão ser ocupadas pela Marcha da Consciência Negra 2025. A mobilização, organizada pela Articulação Negra de Pernambuco em parceria com diversos movimentos sociais, terá concentração a partir das 14h, no Marco Zero. O percurso seguirá pelas ruas do Recife Antigo e do bairro [&#8230;]</p>
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<p>Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, as ruas do Recife vão ser ocupadas pela Marcha da Consciência Negra 2025. A mobilização, organizada pela Articulação Negra de Pernambuco em parceria com diversos movimentos sociais, terá concentração a partir das 14h, no Marco Zero. O percurso seguirá pelas ruas do Recife Antigo e do bairro de Santo Antônio, com encerramento no Monumento a Zumbi dos Palmares, localizado no Pátio do Carmo.</p>



<p>Com o tema “Pelo fim da violência policial, por reparação e bem viver”, a marcha deste ano denuncia a criminalização da população negra pelas forças policiais. A escolha do tema faz referência à chacina ocorrida nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, no início do mês. E também se conecta à Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, marcada para o dia 25 de novembro, em Brasília.</p>



<p>A marcha propõe o debate sobre “reparação” como acesso a direitos, redistribuição de oportunidades, preservação da memória e transformação das estruturas que sustentam o racismo. Já o conceito de “bem viver” é apresentado como um projeto coletivo baseado na dignidade, autonomia e segurança da população negra.</p>



<p>A programação inclui falas políticas, intervenções artísticas e apresentações culturais. Às 15h, começam as falas e intervenções; às 15h45, ocorre a Batalha de MCs; às 16h30, apresentação do Maracatu Real da Várzea; às 17h15, Coco de Água Doce. A saída do ato está prevista para 17h30, com cortejo de batucadas. Às 18h, haverá intervenção com pintura no chão com a frase “Vidas Negras Importam”, seguida por intervenção com velas e performance de Cris Nascimento na Praça do Diário, às 18h30. O encerramento está marcado para as 19h.</p>



<p>Esta será a segunda edição da marcha após o Dia da Consciência Negra ter sido reconhecido como feriado nacional, por meio da Lei nº 14.759/2023. A data homenageia Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, morto em 1695, símbolo de resistência e organização política do povo negro.</p>



<p></p>
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		<title>Do artesanato à luta por direitos: as conquistas das mulheres quilombolas da Serra das Viúvas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2024 18:31:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Alagoas]]></category>
		<category><![CDATA[artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade quilombola]]></category>
		<category><![CDATA[dia da consciência negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Na década de noventa ninguém sabia o que era ser quilombola, tínhamos aqui as pessoas pretas com seus costumes, com sua cultura, mas ninguém imaginava o que era ser quilombola e foi graças a união das mulheres que nós demos entrada no processo de autoidentificação e conseguimos ser reconhecidos como uma comunidade quilombola”. Enquanto escuta [&#8230;]</p>
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<p>“Na década de noventa ninguém sabia o que era ser quilombola, tínhamos aqui as pessoas pretas com seus costumes, com sua cultura, mas ninguém imaginava o que era ser quilombola e foi graças a união das mulheres que nós demos entrada no processo de autoidentificação e conseguimos ser reconhecidos como uma comunidade quilombola”. Enquanto escuta o depoimento de Maria Helena Menezes sobre a história do quilombo Serra das Viúvas, a matriarca da comunidade, Marlene de Araújo, não contém as lágrimas. Aos 61 anos, a líder quilombola conta que “passa um filme na cabeça de toda a luta que a gente viveu”.</p>



<p>Maria Helena e Marlene são partes de uma mesma história, uma história que elas lutam para dar continuidade e ainda buscam por algumas respostas sobre a origem. Moradoras da Serra das Viúvas, localizada no município de Água Branca, no Alto Sertão de Alagoas, as descendentes quilombolas lideram e coordenam a Associação das Mulheres Artesãs e Quilombolas do Quilombo da Serra das Viúvas (AMAQUI).</p>



<p>A trajetória da AMAQUI é a continuação da memória do próprio quilombo e de suas conquistas. A história de formação da comunidade quilombola da Serra das Viúvas foi construída a partir de duas hipóteses. A primeira é que pessoas escravizadas se instalaram ali após fugirem das terras do Barão de Água Branca. Já a segunda é que as pessoas que ali se instalaram firmaram um compromisso de produzir e pagar ao Barão uma cota de uso da terra.</p>



<p>Já o nome da comunidade é uma referência a três famílias que ocuparam a região há séculos. Como contam os mais velhos, as viúvas são as mulheres ancestrais dessas três famílias fundadoras da comunidade que perderam seus maridos e ali permaneceram, criando seus filhos sozinhas. </p>



<p>“Infelizmente nós ainda não temos a confirmação da história da comunidade, não sabemos se essas famílias eram de pessoas escravizadas que aqui se refugiaram, e também não sabemos em que ano exatamente essas famílias chegaram aqui”, lamenta Maria Helena Menezes de Souza, doutora em Linguística e tesoureira da AMAQUI.</p>



<p>“Foi uma luta pra gente conseguir se aceitar como quilombolas, muita gente não entendia, só sabiam o que era ser descendente de escravo e isso ninguém queria ser. Só depois é que as pessoas foram entendendo melhor”, completa Marlene de Araújo.</p>





<p>Atualmente, o Quilombo da Serra das Viúvas conta com cerca de 250 habitantes e 90 famílias. Em visita a comunidade, foi possível perceber como a população reconhece a importância da cultura quilombola e se orgulha de fazer parte dela, tendo o artesanato e a agricultura como tecnologias ancestrais de grande valor. Graças a articulação das mulheres da AMAQUI, hoje o quilombo possui a sede da associação, uma casa de farinha e uma igreja, construções que só foram possíveis com o trabalho das artesãs. </p>



<p>&#8220;Os homens podem até contribuir, mas o trabalho pesado mesmo é das mulheres e são elas que fazem tudo isso acontecer, com muito esforço&#8221;, conta Maria Helena. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Reconhecimento da identidade quilombola a partir da cultura do artesanato</strong></h2>



<p>Através do trabalho como artesãs e agricultoras, as mulheres do quilombo são responsáveis por gerir boa parte da renda da comunidade. E foi graças à organização destas mulheres a partir do artesanato que a população da Serra das Viúvas se reconheceu e se fortaleceu enquanto quilombo.</p>



<p>A confecção de artesanatos a partir de materiais como palha de licuri, cipós e fibras de bananeira foi, até meados dos anos 1990, a principal fonte de sustento da comunidade. Bolsas, chapéus, vassouras, cestas e outros itens eram vendidos em feiras locais, garantindo a subsistência das famílias. Foi nessa época que surgiu um pequeno grupo de mulheres artesãs, que em 1998 e 1999 firmaram uma parceria com o SEBRAE. Através de cursos e oficinas, o grupo diversificou seus produtos e expandiu suas possibilidades no mercado.</p>



<p>Um grande marco dessa parceria aconteceu no ano 2000, quando o grupo de artesãs recebeu o convite para decorar as celebrações do Dia de Zumbi no Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas &#8211; há exatos 25 anos deste 20 de novembro. Com a demanda crescente, outras mulheres da comunidade foram convidadas para fazer parte do trabalho. Com isso, a organização ganhou força e as artesãs realizaram algumas parcerias com designers, o que possibilitou o desenvolvimento de outros produtos artesanais.</p>



<p>Enquanto o grupo de artesãs crescia, a identidade quilombola da comunidade se fortalecia. Em 2009, o reconhecimento oficial como quilombo chegou com a certificação da Fundação Palmares. No ano seguinte, as mulheres fundaram a Associação das Mulheres Artesãs e Quilombolas do Quilombo da Serra das Viúvas (AMAQUI), que hoje reúne cerca de 45 associadas com idades entre 18 e 65 anos. Hoje, a associação celebra 25 anos como principal força mobilizadora da Serra das Viúvas.</p>



<p>Antes da construção da sede, as reuniões e os trabalhos aconteciam na casa de farinha, embaixo dos pés de árvore. Em 2018, conseguiram a doação de materiais para a construção da sede, que era um sonho coletivo. Na sede são realizadas oficinas, reuniões, ensaios, cursos e é também onde funciona a creche municipal da comunidade.</p>



<p>Com o reconhecimento e a titulação como território quilombola, as mulheres da AMAQUI avançaram em outras conquistas para a comunidade e buscaram políticas públicas para fortalecer a prática da agricultura. Com isso, as mulheres alcançaram um grande feito: o quilombo foi contemplado com o Programa Cisternas e atualmente todas as casas possuem a tecnologia de reservatório de água.</p>



<p>“Isso foi uma grande bênção porque antes a gente sofria muito sem água aqui, tínhamos que caminhar bem muito para pegar água e carregar nos potes, que muitas vezes quebravam no caminho”, conta a líder quilombola Marlene de Araújo.</p>



<p>Graças a história de resistência e conquistas, a AMAQUI foi uma das iniciativas escolhidas para integrar o X Encontro Nacional da Articulação Semiárido (EnconASA), que acontece entre os dias 18 e 22 de novembro nos estados de Sergipe e Alagoas. Em visita ao quilombo, parte dos agricultores e lideranças camponesas que participam do evento puderam conhecer as técnicas de artesanato, de agricultura e também a casa de farinha da comunidade da Serra das Viúvas. Os integrantes do grupo também trocaram experiências e saberes sobre a agricultura familiar em uma roda de diálogos.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/x-encontro-nacional-da-asa-promove-debate-sobre-justica-socioambiental-no-semiarido/" class="titulo">X Encontro Nacional da ASA promove debate sobre justiça socioambiental no semiárido</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/semiarido/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Semiárido</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>O EnconASA tem o apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Prefeitura Municipal de Piranhas, da Cáritas Francesa, e patrocínio da Fundação Banco do Brasil.</p>
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		<title>Combate ao racismo reúne diversos movimentos sociais na Marcha da Consciência Negra no centro do Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/combate-ao-racismo-reune-diversos-movimentos-sociais-na-marcha-da-consciencia-negra-no-centro-do-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Nov 2021 00:53:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[20 de novembro]]></category>
		<category><![CDATA[Antirracismo]]></category>
		<category><![CDATA[caso miguel]]></category>
		<category><![CDATA[dia da consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[Mirtes Renata Santana]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que se viu no centro do Recife, neste sábado 20 de novembro, foi uma verdadeira aliança entre movimentos sociais e entidades civis, ligados a diferentes causas, empenhados em construir um futuro onde a violência e a morte não serão mais a sina do povo brasileiro.  Independente de raça, classe e gênero, os manifestantes presentes [&#8230;]</p>
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<p>O que se viu no centro do Recife, neste sábado 20 de novembro, foi uma verdadeira aliança entre movimentos sociais e entidades civis, ligados a diferentes causas, empenhados em construir um futuro onde a violência e a morte não serão mais a sina do povo brasileiro. </p>



<p>Independente de raça, classe e gênero, os manifestantes presentes na Marcha da Consciência Negra, que aconteceu no histórico pátio do Carmo, defenderam que a luta antirracista precisa estar interligada a uma pluralidade de outras lutas, atravessadas pela violência que é fruto do racismo estrutural do Brasil. Por uma moradia digna, pelo fim da fome, por uma infância tranquila e saudável, por uma educação de qualidade, pelo fim da violência policial e por outras diversas causas, esse foi o tom das falas dos representantes de organizações sociais que seguraram o microfone no pátio e ao longo do trajeto até o Marco Zero, no Bairro do Recife. </p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;<strong>Faremos Palmares de novo</strong>&#8220;</h2>



<p>Ao longo da concentração, entre 14h e 16h, foi possível perceber a diversidade de bandeiras presentes. A pluralidade, contudo, não dificultou o clima de unidade dos que ali estavam. Em torno do mote do racismo, concentrados no local que há 40 anos foi palco da Missa dos Quilombos, foi possível perceber uma verdadeira consciência da luta antirracista e seus atravessamentos. </p>



<p>“É uma data que é de protesto e de resistência, mas é também uma data de confraternização de toda a diversidade do que é o movimento no Brasil e neste ano, especialmente, numa conjuntura política de um Governo Federal que é extremamente perverso com a população negra”, declarou Edilson Silva, presidente da União de Negros pela Igualdade (Unegro) no Recife.</p>



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	                                        <p class="m-0">Pátio do Carmo é espaço simbólico na luta antirracista no Brasil.  Foto: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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<p>O clamor pelo Fora Bolsonaro e Mourão foi bastante presente durante toda a manifestação, mas, também houve um apelo dos manifestantes para que a estrutura do racismo, que segue se perpetuando ao longo de todos os anos independente de governos, não fosse esquecida. </p>



<p>“Para nós, é muito importante que essa grande articulação dos movimentos sociais não se resuma ao dia de hoje por causa do Fora Bolsonaro, porque a luta contra o racismo no Brasil é muito mais do que tirar Bolsonaro. É claro que, nesse momento, tirar Bolsonaro é uma prioridade, mas é importante compreender que isso não vai acabar com o racismo”, disse Mônica Oliveira, da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e da Coalizão Negra por Direitos.</p>



<p>As referências ao Quilombo dos Palmares e aos maiores símbolos nacionais de luta anti escravocrata, Zumbi e Dandara, estiveram bastante presentes nos atos. Os gritos de “faremos Palmares de novo” estava traduzido em palavras, mas também de forma simbólica com a forte presença dos movimentos de luta por moradia no ato do Dia da Consciência Negra.</p>



<p>Se Zumbi e Dandara lutaram para construir uma vida digna e feliz para o povo negro e tinham na garantia de um lugar seguro para morar e prosperar o seu maior objetivo, o crescimento do protagonismo dos movimentos por moradia é a prova de que existe um saber ancestral que segue potente no povo negro.</p>



<p>“Essa luta não é só do povo negro, ela também é de todo o povo pobre. Nós acreditamos no movimento popular e temos a consciência que precisamos lutar para que as transformações necessárias aconteçam na nossa sociedade”, afirmou Vítor Henrique, do Movimento de Luta por Terra e Trabalho (MLTT). </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A dor e a luta das mulheres negras</strong></h3>



<p>A Marcha do Dia da Consciência Negra foi puxada pelas mulheres negras. Durante todo o percurso, foi notável o protagonismo das mulheres, tanto na organização quanto na condução da manifestação. </p>



<p>“As mulheres negras são depositárias da resistência negra, depositárias do nosso sagrado, depositária da nossa cultura e as mulheres negras sempre tiveram um papel político importantíssimo. São as organizações de mulheres negras que têm atuado de forma mais consistente, mais qualificada e mais permanente e sistematicamente nessa luta contra o racismo”, declarou Mônica Oliveira.</p>



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	                                        <p class="m-0">Mulheres negras assumiram a linha de frente do ato. Foto: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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<p>Para muitas dessas mulheres negras, o dia 20 de novembro é uma triste e dolorida lembrança de violências e injustiças sofridas pelos seus filhos. Emocionada, Mirtes Renata, <a href="https://marcozero.org/um-ano-apos-a-morte-do-menino-miguel-mirtes-renata-continua-se-mobilizando-em-busca-de-justica/">mãe do menino Miguel</a>, morto quando estava sob cuidados da patroa em junho de 2020, esteve presente no ato e fez questão de reforçar a importância da luta antirracista. “Eu tô aqui hoje para, junto com os movimentos sociais, tentar combater esse racismo que vem destruindo nossos povos. A minha luta não é só por justiça por Miguel, mas também pela vida das nossas crianças negras que sofrem com o racismo até dentro do judiciário ”, disse. </p>



<p>Maria do Carmo Arcanjo, <a href="https://marcozero.org/apos-justica-decretar-prisao-preventiva-mae-de-arcanjo-reafirma-inocencia-do-filho/">mãe de André Arcanjo</a>, homem negro preso sob acusação de latrocínio, também esteve presente no ato clamando por justiça pelo seu filho. “Meu filho está preso injustamente, ele é um homem bom”, disse a mãe. Amigos e familiares de André carregaram faixas durante a manifestação e demonstraram toda a indignação com o caso. </p>



<p>Ao final do ato, no Marco Zero do Recife, os manifestantes acenderam velas, ligaram as lanternas dos celulares, e fizeram um jogral em homenagem às vítimas do racismo. Em seguida, após gritos carregados de revolta, um silêncio de dor marcou o minuto final da manifestação.</p>



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	                                        <p class="m-0">Mirtes Renata denuncia que o racismo continua presente no Judiciário.  Foto: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>O Pátio do Carmo e a Consciência Negra </strong></p><p>Há exatos 40 anos, muito antes do 20 de Novembro fazer parte do calendário escolar e se tornar feriado em vários estados, o pátio do Carmo foi cenário de uma das mais marcantes celebrações da data. No domingo, 22 de novembro de 1981, milhares de pessoas lotaram o espaço do centro do Recife, para assistir à Missa dos Quilombos, articulada por dom Hélder Câmara e dom Pedro Casaldáliga, e celebrada por dom José Maria Pires, o arcebispo negro de João Pessoa que era conhecido por Dom Pelé.</p><p>Com Milton Nascimento interpretando músicas compostas especialmente para a celebração, dezenas de dançarinos e dançarinas proporcionavam um inédito espetáculo de ritmos afros, misturando elementos do cristianismo e do candomblé. A homilia de dom José Maria Pires é considerada por teólogos como um marco na virada da relação entre a Igreja Católica e a população negra brasileira. &#8220;No passado, a Igreja não foi suficientemente solidária com a causa dos escravos, não condenou a escravidão do negro, não denunciou a tortura de escravos, não amaldiçoou o pelourinho&#8221;, pregou o arcebispo da Paraíba, depois de afirmar que o público presenciava &#8220;os sinais de uma nova aurora&#8221;. </p></blockquote>





<p> <em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do <a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do <a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project</a>.</strong></em></p>



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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/combate-ao-racismo-reune-diversos-movimentos-sociais-na-marcha-da-consciencia-negra-no-centro-do-recife/">Combate ao racismo reúne diversos movimentos sociais na Marcha da Consciência Negra no centro do Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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