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	<title>Arquivos Direito à Comunicação - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos Direito à Comunicação - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Olinda sedia 1ª Conferência de Jornalismos Plurais para debater direito à comunicação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 18:02:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[comunicação popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olinda vai sediar a 1a Conferência de Jornalismos Plurais, nos dias 25 e 26 de novembro, na sede do Centro Cultural Luiz Freire, para debater o cenário da liberdade de expressão no país a partir da perspectiva de iniciativas comprometidas com o direito à comunicação. O evento é uma realização da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) [&#8230;]</p>
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<p>Olinda vai sediar a 1<sup>a</sup> Conferência de Jornalismos Plurais, nos dias 25 e 26 de novembro, na sede do Centro Cultural Luiz Freire, para debater o cenário da liberdade de expressão no país a partir da perspectiva de iniciativas comprometidas com o direito à comunicação. O evento é uma realização da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) no âmbito do Programa de Apoio ao Jornalismo no Brasil (PAJOR), em parceria com Marco Zero Conteúdo (PE), Caranguejo Uçá (PE), Alma Preta (SP), Nós Mulheres da Periferia (SP), Fala Roça (RJ), Data Labe (RJ), Rede Wayuri (AM) e Amazônia Real (AM).</p>



<p>A conferência celebra a pluralidade e a diversidade de formatos e modos do fazer jornalístico, promovendo painéis de discussão sobre os desafios, os avanços e o futuro da atividade no Brasil. Serão, ao todo, sete mesas de discussão e seis oficinas. O direito à comunicação é o tema transversal para debater a produção jornalística dos povos indígenas; a construção de novas hegemonias pelas plataformas digitais; a relação entre jornalismo, gênero e liberdade de expressão; a descentralização de recursos de incentivo ao jornalismo independente; e a convergência de mídias na comunicação das periferias.</p>



<p>As oficinas vão abordar temais diversos como a geração e a divulgação de dados para a cidadania; mecanismos de proteção para jornalistas e comunicadores; bastidores das investigações jornalísticas; e produção de rádio e podcast, entre outros assuntos. Entre os debatedores e oficineiros estão integrantes das oito iniciativas participantes do PAJOR, integrantes de vários coletivos de mídia independente e de comunicação periférica que estão presentes no <a href="https://mapadamidiape.marcozero.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mapa da Mídia Independente e Popular de Pernambuco</a> e pesquisadores da área. <br><br>O encontro vai ser encerrado, na noite do dia 26, com apresentação cultural do Afoxé Alafin Oyó e shows de Caboclo Mestiço e Barbarize. <strong>A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo</strong> <a href="https://www.sympla.com.br/evento/i-conferencia-de-jornalismos-plurais-rsf-pajor/1756526?share_id=0" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Sympla</strong></a>.<br><br>A Conferência marca o final da primeira edição do Programa de Apoio ao Jornalismo no Brasil. O PAJOR parte da premissa de que a mídia independente e plural é condição indispensável para um sistema político democrático efetivo. O programa apoiou por três anos oito iniciativas de jornalismo em quatro estados do país, entre elas a Marco Zero Conteúdo, com ações de desenvolvimento institucional, capacitação em proteção e segurança, promoção de redes de intercâmbio e produção colaborativa, e mobilização das lutas em defesa da liberdade de expressão e imprensa.</p>



<p>A <a href="https://rsf.org/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Repórteres Sem Fronteiras (RSF)</a> é uma organização internacional sem fins lucrativos regida por princípios de governança democrática. Fundada em 1985 em Montpellier por quatro jornalistas, a RSF está na vanguarda da defesa e promoção da liberdade de informação. Reconhecida como de utilidade pública na França desde 1995, a RSF tem status consultivo junto às Nações Unidas, UNESCO, Conselho da Europa e Organização Internacional da Francofonia (OIF).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Confira a programação</p><p><strong>8h || Dia 25/11 &#8211; Credenciamento</strong></p><p><strong>9h30 || Dia 25/11 &#8211; Mesa de abertura</strong><br><strong>Jornalismos no plural e o direito à comunicação no Brasil</strong><br><strong>Mediação:</strong> Laércio Portela &#8211; Marco Zero Conteúdo<br><strong>Debatedores:</strong> Fabiana Moraes (Universidade Federal de Pernambuco), Martihene Oliveira (Coletivo Sargento Perifa), Artur Romeu (Repórteres sem fronteiras)<br><br><strong>11h ||&nbsp; Dia 25/11 &#8211; Mesa I</strong><br><strong>Jornalismo e os Povos Indígenas</strong><br><strong>Mediação: </strong>Claudia Wanano (Rede Wayuri)<br><strong>Debatedores:</strong> Diego Xukuru (Ororubá Filmes), Puré Juma e Kátia Brasil (Amazônia Real), Plínio Guilherme/Baniwa (Rede Wayuri)&nbsp;</p><p><strong>14h || Dia 25/11 &#8211; OFICINA I</strong><br><strong>Geração cidadã de dados</strong><br>Mediadores: Edilana Vitória e Elena Batista Wesley (Data_labe)<br><br><strong>14h || Dia 25/11 &#8211; OFICINA II</strong><br><strong>Sob risco: mecanismos de proteção para jornalistas e comunicadores</strong><br><strong>Mediação: </strong>Daniel Giovanaz &#8211; Repórteres sem Fronteiras<br><br><strong>15h30 ||&nbsp; Dia 25/11 &#8211; Mesa II</strong><br><strong>Jornalismo na era digital: Uma nova hegemonia de comunicação ou alternativa ao monopólio empresarial midiático?</strong><br><strong>Mediação:</strong> Pedro Borges (Alma Preta)<br><strong>Debatedores:</strong> Lula Pinto (Universidade Católica de Pernambuco), Elena Wesley (Data_labe), Helena Martins (Universidade Federal do Ceará)<br><br><strong>17h30 ||&nbsp; Dia 25/11 &#8211; Mesa III</strong><br><strong>Jornalismo, gênero e liberdade de expressão</strong><br><strong>Mediação:</strong> Yaani Inay (Coletiva Cabras)<br><strong>Debatedores: </strong>Lenne Ferreira (Coletivo Afoitas), Mateus Araújo (Agência Diadorim/TAB UOL), Regiany Silva (Nós Mulheres da Periferia)<br><br><strong>19h ||&nbsp; Dia 25/11 &#8211; Coquetel de abertura</strong><br><br>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p><p><strong>8h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; Credenciamento</strong><br><br><strong>9h30 ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; Mesa I</strong><br><strong>Políticas públicas para o jornalismo local, como descentralizar recursos e viabilizar o alcance</strong><br><strong>Mediação: </strong>André Fidelis (Força Tururu)<br><strong>Debatedores: </strong>Michel Silva (Fala Roça), Elaine Silva (Alma Preta), Edgard Patrício (Universidade Federal do Ceará)<br><br><strong>11h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; OFICINA I</strong><br><strong>Geração cidadã de dados</strong><br>Mediadores: Edilana Vitória e Elena Batista Wesley (Data_labe)<br><br><strong>11h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; OFICINA II</strong><br><strong>Produção para rádio e podcast</strong><br><strong>Mediação:</strong> Claudia Wanano &#8211; Rede Wayuri || Rádio Voz da Lama &#8211; Livroteca Brincante do Pina<br><br><strong>14h||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; OFICINA III</strong><br><strong>Escrita Criativa</strong><br><strong>Mediação: </strong>Akins Kintê (Alma Preta)<br><br><strong>14h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; OFICINA IV</strong><br><strong>Cartografando experiências de comunicação</strong><br>Mediação: Laércio Portela (Marco Zero Conteúdo) e Martihene Oliveira (Sargento Perifa)<br><br><strong>15h30 ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; MESA II</strong><br><strong>Convergência de mídia na comunicação da quebrada</strong><br><strong>Mediação:</strong> Cleiton Barros (Coque (R)existe)<br><strong>Debatedores: </strong>Edson Fly (Ação Comunitária Caranguejo Uçá), Yane Mendes (Rede Tumulto),&nbsp; Lidia Lins (Ibura Mais Cultura)<br><br><strong>17h30 ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; Mesa de Encerramento</strong><br><strong>O futuro do jornalismo no Brasil</strong><br><strong>Provocação:</strong> Daiene Mendes &#8211; Repórteres sem Fronteiras<br><br><strong>19h ||&nbsp; Dia 26/11 &#8211; Apresentações Culturais</strong><br><br></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa&nbsp;<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a>&nbsp;</strong>ou, se preferir, usar nosso&nbsp;<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</p></blockquote>



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		<title>Festival FALA! debate o futuro do jornalismo a partir da perspectiva popular pautada na diversidade</title>
		<link>https://marcozero.org/festival-fala-2022/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2022 22:23:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A terceira edição do FALA! - Festival de comunicação, culturas e jornalismo de causas ocorre de 25 a 27 de agosto. As ações serão realizadas no Teatro Gregório de Mattos de forma gratuita, em Salvador (BA), com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do festival.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A terceira edição do <strong>FALA!</strong> &#8211;<strong> Festival</strong> <strong>de comunicação, culturas e jornalismo de causas </strong>ocorre de 25 a 27 de agosto. As ações serão realizadas no <strong>Teatro Gregório de Mattos</strong> de forma gratuita, em Salvador (BA), com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do festival.<br><br>O objetivo central do <strong>FALA!</strong> é criar um espaço de debate sobre o papel dos meios de comunicação e como eles podem servir de apoio para uma sociedade mais democrática, diversa, e romper os padrões do jornalismo tradicional, valorizando a cultura, identidade e diversidade de linguagens.</p>



<p>As discussões propostas para as mesas de debates desta edição permeiam temas relacionados ao papel dos meios de comunicação na democracia, direitos humanos, movimentos sociais, cultura, combate ao silenciamento, jornalismo posicionado e novas formas de ver o mundo. A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo <a href="https://www.sympla.com.br/evento/fala-festival-de-comunicacao-culturas-e-jornalismo-de-causas/1670150" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sympla</a>.<br><br>“Pensando no futuro do jornalismo e dos meios de comunicação em massa, o propósito do <strong>FALA! </strong>é abraçar a diversidade e a democracia a partir da perspectiva popular dentro da área e abrir espaço para que profissionais independentes atuem de forma conjunta, sendo capazes de desenvolver discussões amplas e democráticas sobre os temas atuais”, comenta Rosenildo Ferreira, fundador do site de notícias <strong>1 Papo Reto </strong>um dos e idealizadores do <strong>Festival FALA!</strong><br><br>No dia 25 de agosto, às 19h30, dando início à terceira edição do Festival <strong>FALA!</strong>, a mesa de abertura intitulada <strong>O lugar da utopia em um mundo distópico </strong>traz discussões sobre como os ideais de uma sociedade igualitária e verdadeiramente democrática podem impulsionar uma agenda política de oposição ao avanço do autoritarismo, do preconceito e da violência. A mediação do debate será realizada por <strong>Cristiane da Silva Guterres</strong>, jornalista, apresentadora e redatora, com participação de <strong>Helio Santos</strong>, doutor em administração e fundador do IBD&nbsp; (Instituto Brasileiro de Diversidade), e <strong>Cíntia Guedes</strong>, doutora em comunicação pela UFRJ, com ênfase em relações raciais, colonialidade do poder e produção de subjetividade.<br><br>Abrindo o segundo dia de <strong>FALA</strong>!, às 10h15, o painel <strong>Entre redes e ruas: Que democracia é essa? </strong>apresenta uma discussão sobre a qualidade da democracia no Brasil a partir de um debate público promovido nas redes sociais e na vivência das ruas. Mediada por <strong>Rosane Borges</strong>, doutora em ciência da comunicação pela ECA-USP, a mesa também recebe <strong>Michel Silva</strong>, graduado em jornalismo pela PUC-RJ, é co-fundador do jornal Fala Roça; <strong>Midiã Noelle</strong>, jornalista e mestra em cultura pela UFBA; e <strong>Célia Tupinambá</strong>, líder indígena, professora, intelectual e artista da aldeia Serra do Padeiro. Na sequência, às 15h00, <strong>Novas resistências para velhas violações </strong>é o tema apresentado por <strong>Valéria Lima, </strong>do Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô, que discorre sobre o papel da comunicação na construção de caminhos contra a barbárie. Para integrar a mesa, participam <strong>Guilherme Soares, </strong>jornalista, consultor em diversidade e criador do Guia Negro; <strong>Denise Mota</strong>, jornalista dos veículos Agence France-Press, No Toquen Nada e Folha de S. Paulo e <strong>Claudia Wanano, </strong>comunicadora da Rede Wayuri, de São Gabriel da Cachoeira (AM).</p>



<p>Para finalizar os debates deste dia, a mesa <strong>Uma cidade para todas as histórias</strong>, mediada pela jornalista <strong>Mônica Santos, </strong>às 18h45, discute a ocupação de artistas, movimentos sociais e comunicadores em espaços gentrificados das grandes metrópoles. A artista visual e muralista <strong>Luna Barros, </strong>o coordenador do Centro Cultural Que Ladeira É Essa, <strong>Marcelo Teles</strong>,<strong> </strong>e a comunicadora e mestranda em educação pela USP <strong>Ana Flor</strong>, são os participantes convidados para o painel.<br><br>Iniciando a programação do último dia do <strong>Festival FALA!</strong>, a co-fundadora do portal Nós, Mulheres da Periferia <strong>Semayat Oliveira</strong> apresenta a mesa <strong>Novas formas de ver e contar o mundo</strong> às 10h30, trazendo linguagens e narrativas que provocam o pensamento crítico misturando arte, cultura e jornalismo. Ao seu lado nesta discussão estão: <strong>Fabiana Lima, </strong>do Slam das Minas; <strong>Darwiz Bagdeve, </strong>professor universitário e escritor da história em quadrinhos Guerreiro Fantasma, e <strong>Yane Mendes</strong>, cineasta periférica e parte do time de coordenadores da Rede Tumulto, em Recife. Às 15h00, acontece o penúltimo painel do festival: <strong>Nós por nós. Identidade, cultura ancestral e combate ao silenciamento</strong>. Nele participam <strong>Naira Santa Rita, </strong>profissional da área de direitos humanos e sustentabilidade; <strong>Erisvan Guajajara, </strong>jornalista, defensor dos direitos indígenas, fundador e coordenador da&nbsp; Mídia Índia;<strong> Joyce Cursino, </strong>jornalista, produtora e cineasta;<strong> </strong>e<strong> Natureza França, </strong>educadora, mestra em dança e produtora cultural, integrante do Quilombo Aldeia Tubarão e da Rede ao Redor. Vão<strong> </strong>debater a organização das redes e a produção de informações como instrumento de resistência, luta, memória e identidade de grupos silenciados pela grande mídia.&nbsp;</p>



<p>Fechando os três dias de discussões e aprendizado sobre comunicação, cultura e democracia, às 18h00, os grupos <strong>Alma Preta, Marco Zero Conteúdo, Ponte Jornalismo </strong>e<strong> 1 Papo Reto </strong>&nbsp;encerram o festival com o painel <strong>O jornalismo posicionado e suas subjetividades</strong>, que apresenta e defende a comunicação posicionada que dialoga com a arte e a cultura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Oficinas</h2>



<p>Além dos painéis, a programação do <strong>Festival FALA!</strong> promove oficinas presenciais, que acontecem no <strong>Espaço Cultural Boca de Brasa</strong> a fim de desenvolver atividades práticas sobre arte, cultura, pesquisa e comunicação. As primeiras oficinas <strong>Pesquisa em Jornalismo: Vamos conversar? O diálogo entre prática e pesquisa em Jornalismo </strong>e <strong>Arte e Cultura: a gente não quer só comida </strong>acontecem no dia 26 de agosto, às 14h00 e às 15h15, ministradas, respectivamente, por <strong>Fabiana Moraes</strong>, jornalista, professora e pesquisadora do núcleo de <em>design</em> e comunicação da UFPE<strong>, Denis de Oliveira</strong>, jornalista e professor da ECA-USP e pelos escritores <strong>Marcelino Freire e Miriam Alves</strong>.<br><br>Os <em>workshops</em> previstos para o dia 27 de agosto acontecem também às 14h00 e às 15h15, abordando os temas:<strong> Porque não me calo: o debate interditado sobre o direito à comunicação</strong>, por <strong>Charô Nunes</strong>, da organização Blogueiras Negras, e <strong>Daiene Mendes</strong>, do Repórteres Sem Fronteiras, e <strong>Pluralidade: representatividade e empoderamento no centro do debate</strong>, com <strong>Aline Midlej</strong>, jornalista da Globo News, <strong>Joyce Ribeiro</strong>, jornalista da TV Cultura e <strong>Valéria Almeida</strong>, jornalista do Programa Encontro.<br><br>Entre os debates e oficinas, também ocorrerão intervenções artísticas das musicistas <strong>Amanda Costa,</strong> <strong>Iane Gonzaga </strong>e<strong> Áurea Semiséria</strong>; declamação&nbsp; de poesias por <strong>Rilton Júnior </strong>e pelo grupo<strong> Slam das Minas</strong>;<strong> </strong>performance e dança de <strong>Diego Mamba Negra </strong>e <strong>Mano Sabota</strong>, além da apresentação do conjunto <strong>Pradarrum</strong>, que trabalha a preservação e valorização da musicalidade dos terreiros de candomblé.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Organizadores</h3>



<p><strong>FALA! </strong>é um festival independente realizado por <strong>Alma Preta (SP)</strong>, <strong>Marco Zero Conteúdo (PE)</strong>, <strong>1 Papo Reto (SP)</strong> e <strong>Ponte Jornalismo (SP)</strong> – grupos que fazem comunicação e jornalismo a partir de experiências profundamente conectadas à defesa dos direitos humanos, ao combate às discriminações e desigualdades, à defesa do direito ao território e ao meio ambiente saudável e inclusivo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>SERVIÇO</strong></p><p><strong>FALA! &#8211; Festival de Comunicação, Culturas e Jornalismo e Causas</strong></p><p><strong>PAINÉIS E INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS:</strong></p><p><strong>Local: </strong>Teatro Gregório de Mattos</p><p><strong>Endereço: </strong>Praça Castro Alves, s/n &#8211; Centro, Salvador &#8211; BA, 40020-160</p><p><strong>Transmissão ao vivo pelo </strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UCooWLJEQ8iNdCQGsI-T-hbw"><strong>canal do Youtube</strong></a><strong> do Festival FALA!</strong></p><p><strong>Data: </strong>25 a 27 de agosto</p><p><strong>Necessário a apresentação da caderneta de vacinação contra a Covid-19</strong></p><p><strong>Inscrições gratuitas pelo </strong><a href="https://www.sympla.com.br/fala-festival-de-comunicacao-culturas-e-jornalismo-de-causas__1670150"><strong>Sympla</strong></a></p><p><strong>OFICINAS:</strong></p><p><strong>Local: </strong>Espaço Cultural Boca de Brasa</p><p><strong>Endereço: </strong>Praça Castro Alves, s/n &#8211; Centro, Salvador &#8211; BA, 40020-160</p><p><strong>Data: </strong>26 a 27 de agosto</p><p><strong>Horário: </strong>13h30 às 14h30</p><p><strong>Sujeito a lotação</strong></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado como esse da cobertura das Eleições 2022 é caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;página de doação</a>&nbsp;ou, se preferir, usar nosso&nbsp;<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.</p><p><strong>Nessa eleição, apoie o jornalismo que está do seu lado.</strong></p></blockquote>
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		<title>À margem da lei e junto do povo, rádios comunitárias resistem e crescem na América Central</title>
		<link>https://marcozero.org/a-margem-da-lei-e-junto-do-povo-radios-comunitarias-resistem-e-crescem-na-america-central/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 10:13:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[américa central]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação Comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[Direito à Comunicação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seja tentando apontar no mapa quais são e onde estão os países latino-americanos mais ao norte, seja na ausência de notícias nos jornais brasileiros ou mesmo no desconhecimento sobre a história recente e antiga, fica evidente o pouco que o brasileiro sabe sobre a América Central.&#160; A dificuldade de esboçar imagem nítida sobre a região [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Seja tentando apontar no mapa quais são e onde estão os países latino-americanos mais ao norte, seja na ausência de notícias nos jornais brasileiros ou mesmo no desconhecimento sobre a história recente e antiga, fica evidente o pouco que o brasileiro sabe sobre a América Central.&nbsp;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A dificuldade de esboçar imagem nítida sobre a região é um desafio para aproximar e fortalecer lutas que acontecem em contextos similares, por exemplo, em El Salvador e no Brasil. O pequeno país voltado para o Oceano Pacífico é quase do tamanho do estado de Alagoas. Se não dá para comparar os tamanhos, no entanto, os dois países guardam semelhanças no campo da luta por uma comunicação democrática, mais diversa e com garantia de pluralidade.&nbsp;</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Espremidos entre a América do Sul, no caminho para o México, os países centro-americanos acabam formando um importante corredor para migrantes e, por isso, sofrem consequências e repercussões diretas das decisões políticas de migração dos Estados Unidos. Nos noticiários salvadorenhos, são comuns referências diretas às mais recentes declarações de Trump ou aos debates sobre como as políticas estadunidenses são sentidas no pequeno país.&nbsp;</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Para parte da população brasileira, as conexões e características que esses países compartilham são desconhecidos. A Nicarágua chegou aos jornais brasileiros mais recentemente depois das manifestações contra o governo, quando jornalistas foram perseguidos e agredidos na cobertura dos eventos que tomaram as ruas. &nbsp;De El Salvador, os ecos que chegam ao Brasil, por exemplo, apenas abordam os números assustadores da violência urbana – o que ajuda a criar a ideia de um país assolado por violência. A invisibilidade dos territórios e contexto centro-americano, por exemplo, resulta na generalização de “latinos” aplicada sem distinção a diversas nacionalidades.</span></p>
<blockquote><p><span style="color: #000000;">O projeto Intercâmbios Latinos – Jornalismo e Direitos Humanos<i>, </i>iniciativa construída pelo Coletivo Papo Reto, e pelo projeto Aurora Notícias sobre Direitos Humanos na América Latina, <a href="http://marcozero.org/marco-zero-conteudo-participa-de-intercambio-latino-americano-sobre-jornalismo-e-direitos-humanos/">levou um grupo de jornalistas brasileiros, do qual participei como integrante da Marco Zero Conteúdo, para conhecer a realidade de El Salvador</a> e, de lá, pude observar o panorama da comunicação comunitária centroamericana.</span></p></blockquote>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Oscar Peréz, da <a href="http://www.comunicandonos.org.sv">Fundación Comunicandonos</a>, organização que defende e promove a democratização da comunicação na região nos apresentou o contexto da luta pelo direito à comunicação na América Central, mas não só. A garantia da liberdade de expressão, segurança de comunicadores e concentração dos meios de comunicação fazem parte do dia a dia do trabalho feito pela fundação.</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">O conceito de direito à comunicação está diretamente relacionado a outros três: o direito ao acesso à informação, à liberdade de expressão e o direito de ter seus próprios meios. A partir dessa visão, Oscar faz um diagnóstico preocupante sobre a América Central. Com pouquíssima legislação para radiodifusão comunitária, falta de recursos e desafio da sustentabilidade, os oligopólios midiáticos e a perseguição a comunicadores e jornalistas fazem parte dos desafios do movimento na região centro-americana. &#8220;Na América Central, não existe um sistema de mídia diverso e plural, mas sim um esforço por parte da radiodifusão comunitária para poder mudar esse sistema”, afirma Oscar.</span></p>
<p><div id="attachment_17109" style="width: 510px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17109" class="wp-image-17109" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/Screenshot_20190702-174510-300x168.jpg" alt="Screenshot_20190702-174510" width="500" height="281"><p id="caption-attachment-17109" class="wp-caption-text"><span style="color: #000000;">Oscar Peréz, jornalista, defensor dos direitos humanos, da Fundación Comunicandonos e AMARC</span></p></div></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Em El Salvador, não existem rádios e TVs públicas. Há uma televisão e uma rádio estatal. Os demais 95% veículos são comerciais. A radiodifusão e comunicação comunitária são ainda hoje focos de resistência aos oligopólios midiáticos da região e representam importantes fontes de informação, independente e alternativa, principalmente longe dos grandes centros urbanos. &#8220;Existem zonas geográficas que estão bem conectadas, mas há outras impressionantemente desconectadas. Aí a rádio tem um papel importante porque alguns acreditam que a rádio já não tem sentido”, defende.</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">A América Central é apontada como a região que menos reconhece legalmente as rádios comunitárias, de acordo com Informe de Meios Comunitários e Liberdade de Expressão (2017), do Observatório Latinoamericano de Regulação, Meios e Convergência. Mesmo nesse cenário, nos últimos anos houve um aumento significativo de rádios comunitárias na região como um todo, afirma Oscar, que é também coordenador para América Latina e Caribe da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc).</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">El Salvador é o único país que reconhece, por lei, a radiodifusão comunitária. O país tem ao menos 25 rádios comunitárias. Ainda assim, o movimento tem críticas ao conceito amplo que foi adotado na lei e que abre margem desviar o que acreditam ser a função da comunicação comunitária. &#8220;É tão amplo que qualquer igreja que tem uma fundação pode solicitar uma rádio comunitária. Qualquer empresa que tem fundação também pode solicitar”, explica. Para ele, uma emissora comunitária tem raízes na comunidade, podendo contribuir para a garantia de direitos e desenvolvimento local, e não significa que tem que ter pouco alcance ou potência.</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">De acordo com a Amarc, na Guatemala, onde a radiodifusão comunitária é criminalizada, com registro até de casos de prisão de trabalhadores, existem mais de 400 rádios comunitárias. Honduras e Nicarágua têm cerca de 40 emissoras comunitárias cada um. Já no Panamá não existe uma estimativa, mas a entidade tem fortalecido a construção de rádios indígenas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><iframe id="datawrapper-chart-GVI4s" style="width: 0; min-width: 100% !important; border: none;" title="Mapa da comunicação comunitária na América Central" src="//datawrapper.dwcdn.net/GVI4s/1/" scrolling="no" width="300" height="487" frameborder="0"></iframe>[Passe o cursor sobre os pontos no mapa para mais informações]<br />
</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"><b>O poder da comunicação comunitária e abismo digital&nbsp;</b></span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">A sobrevivência na transição para a digitalização é uma outra preocupação para o movimento. Diante do avanço do consumo de informação pela internet, emissoras começam a ensaiar a digitalização, mas esbarram nos desafios de modelo, formato e acesso à internet. Em El Salvador, a internet é cara e o acesso não passa de 16%. Segundo Pérez, o acesso nas casas ainda é pequeno, sendo o celular o principal dispositivo, o que também muda a experiência de consumir informação.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8220;Ainda existe um abismo digital, que não permite que toda a população tenha acesso à informação via a internet. Mas isso vem mudando rapidamente, em particular com a juventude. Existe de fato uma necessidade real de transitar de um pensamento mais analógico para um digital, a partir das rádios”, conta Oscar em entrevista publicada na <a href="https://aurora.jor.br/2019/05/17/america-central-radiodifusao-comunitaria-segue-vigente-e-com-grande-incidencia-local/"><span style="color: #000000;">Aurora Notícias</span></a>.</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Na estrada, duas ou três horas podem nos levar facilmente aos outros países que fazem fronteira com El Salvador &#8211; Guatemala, Nicarágua e Honduras. A paisagem ora montanhosa e seca também tem espaço para uma vegetação vibrante e verde, respondendo à época das chuvas.</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Em apenas um dia, Oscar pôde apresentar um retrato da experiência das rádios comunitárias no território salvadorenho que ajudar a mudar, também, o contexto do desenvolvimento local onde estão inseridas.&nbsp; A Rádio Guazapa e a Rádio TV IzCanal, respectivamente com 18 e 26 anos de existência, são tanto duas experiências&nbsp;<span style="color: #000000;">comunitárias </span>de sucesso, quanto exemplos da materialização do direito à comunicação.</span></p>
<p><div id="attachment_17161" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/américa-jornalismo_2.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17161" class="size-full wp-image-17161" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/américa-jornalismo_2.jpg" alt="Rádio Guazapa conta com moradores como apresentadores. Foto: Débora Britto/MZ Conteúdo" width="1600" height="610"></a><p id="caption-attachment-17161" class="wp-caption-text">Rádio Guazapa conta com moradores como apresentadores. Foto: Débora Britto/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"><b>RÁDIO GUAZAPA</b></span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Com uma programação diária das 5h às 21h, a <a href="https://www.radioguazapafm.org">Rádio Guazapa</a>, localizada no município de mesmo nome, ganha na audiência para outras rádios comerciais. O segredo do sucesso talvez se explique pelo fato de serem os moradores também apresentadores ou pelos projetos de educação digital que a rádio promove com escolas locais ou, quem sabe, por estar sempre de portas abertas.</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">A pequena cidade na área rural encontrou na rádio comunitária a chance de se organizar em torno da luta por direitos. Oscar, um dos fundadores, nos mostra no caminho o ponto onde sua mãe vende as tradicionais pupusas (tortilha com recheio salgado), a escola primária local e a praça onde parte da população se reúne no fim dos dias. A rádio é outro ponto de encontro. Por isso, é comum ouvir reclamações da população sobre serviços públicos, divulgação de projetos, além de debates sobre temas de interesse local, sempre com a voz da comunidade presente. A preocupação em pautar e trabalhar temas como os direitos humanos, defesa do meio ambiente e violência contra mulher são constantes para a diretora da rádio, Finnela García.</span></p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Atualmente, o principal desafio é a modernização dos equipamentos e da sede, que conta com voluntários para manutenção da estrutura, além da apresentação e produção dos programas. &#8220;A rádio pertence a toda a comunidade. O microfone está sempre aberto para que os moradores da região possam se expressar, o que não é possível numa rádio comercial. Estamos trabalhando para modernizar a rádio com o uso das novas tecnologias, queremos nos tornar uma referência em comunicação comunitária”, conta García.</span></p>
<p><div id="attachment_17160" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/américa-jornalismo_.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17160" class="wp-image-17160 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/américa-jornalismo_.jpg" alt="Grupo de jornalistas brasileiros do Intercâmbios Latinos conhece a Rádio e IzCanal, em El Salvador. Foto: Raul Santiago" width="1600" height="556"></a><p id="caption-attachment-17160" class="wp-caption-text">Grupo de jornalistas brasileiros do Intercâmbios Latinos conhece a Rádio e IzCanal, em El Salvador. Foto: Raul Santiago</p></div></p>
<p><span style="color: #000000;"><b>RÁDIO E TV IZCANAL</b></span></p>
<p>A fundação da <a href="https://www.izcanal.org">IzCanal</a>, em 1993, se confunde com a história de resistência, organização e luta de Nuevo Galcho, uma comunidade de cerca de 200 famílias que fugiu da guerra civil e viveu por dez anos em um acampamento de refugiados, mas preservou a unidade, costumes e desejo de retornar ao local de origem. A rádio nasceu um ano depois do Acordo de Paz que pôs fim do conflito armado. Hoje, localizada em Nueva Gravada, um dos municípios mais pobres de El Salvador, a rádio que foi um sonho ainda na época do acampamento é um espaço de formação política e apoio ao desenvolvimento da região.</p>
<p style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">A rádio a Izcanal transmite para 100 municípios, espalhados em quatro regiões do pais, com uma audiência estimada em cerca de 500 mil pessoas. A televisão (desde 2005), transmitida via TV a cabo até 2017, atualmente pega apenas pela internet.</span></p>
<p style="color: #000000;">Rosa Hilda Rivas, uma das coordenadoras da emissora, conheceu a fundação quando era criança e não esconde a paixão pelo potencial que a comunicação comunitária tem para a transformação da realidade. Ao contrário do que pode se pensar, a experiência da IzCanal mostra que as pessoas participam e se envolvem mais quando os temas debatidos na rádio ou na televisão são políticos, mas apresentados com as conexões com a comunidade, por exemplo, como um projeto de lei nacional pode afetar a vida das pessoas. “Temos claro que em El Salvador os meios de comunicação estão na mão de poucos. Nosso objetivo e maior desafio é fazer uma comunicação para o desenvolvimento. Buscamos regionalizar os temas ou tratar de forma que não confunda as pessoas, mas que provoque outras perguntas”, explica Rosa.</p>
<p><div id="attachment_17107" style="width: 460px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/P_20190514_161647_vHDR_Auto.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17107" class="wp-image-17107" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/07/P_20190514_161647_vHDR_Auto-300x224.jpg" alt="Estúdio da Rádio e TV Iz Canal, em Nueva Granada, El Salvador. Foto: Débora Britto" width="450" height="337"></a><p id="caption-attachment-17107" class="wp-caption-text">Estúdio da Rádio e TV Iz Canal, em Nueva Granada, El Salvador. Foto: Débora Britto/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p style="color: #000000;">Para ela, o contexto de criação da emissora é um fato importante para o sucesso da experiência (mais de duas décadas no ar). “Não somos um produto acabado enquanto existir desigualdades sociais e na comunicação. E é mais difícil estabelecer um veículo de comunicação quando a comunidade não é previamente organizada. Quando existe essa centelha a rádio se torna um aliado importante”, conta.</p>
<p style="color: #000000;">Atualmente, os coordenadores, 15 funcionários e 10 voluntários preservam e atualizam os projetos sem perder de vista os princípios que orientaram a fundação da emissora: os direitos humanos, a defesa do meio ambiente e a luta pela democratização da comunicação como assuntos transversais. A partir disso, a emissora se tornou uma escola informal de direitos e comunicação, realizando oficinas para estudantes do município e&nbsp; formação de lideranças locais. “As pessoas aprenderam a ver os veículos comunitários como aliados, mais do que só um espaço de informação”, comemora Rosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><script type="mce-text/javascript">// <![CDATA[
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<p>O post <a href="https://marcozero.org/a-margem-da-lei-e-junto-do-povo-radios-comunitarias-resistem-e-crescem-na-america-central/">À margem da lei e junto do povo, rádios comunitárias resistem e crescem na América Central</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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