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	<title>Arquivos homicídios em Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 May 2024 22:03:47 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos homicídios em Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Violência aumenta e deixa Raquel Lyra mais distante de alcançar metas para segurança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Cavalcanti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 20:42:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[homicídios em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Juntos pela Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para começar 2024, a governadora Raquel Lyra (PSDB) trocou o comando das Polícias Civil e Militar, adaptou a agenda e começou a comandar pessoalmente as reuniões de monitoramento dos índices da segurança pública no estado. Mas os resultados positivos, até o momento, ainda não vieram. Em Pernambuco houve aumento dos crimes contra a vida nos [&#8230;]</p>
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<p>Para começar 2024, a governadora Raquel Lyra (PSDB) trocou o comando das Polícias Civil e Militar, adaptou a agenda e começou a comandar pessoalmente as reuniões de monitoramento dos índices da segurança pública no estado. Mas os resultados positivos, até o momento, ainda não vieram. </p>



<p>Em Pernambuco houve aumento dos crimes contra a vida nos quatro primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2023. Foram 90 pessoas mortas a mais de forma violenta e intencional. O balanço negativo, embora parcial, deixa a governadora mais distante de cumprir a meta de redução de 30% da violência armada letal até o final de 2026.</p>



<p>Nos quatro primeiros meses de 2023, a Secretaria de Defesa Social (SDS) registrou 1.223 mortes violentas e intencionais (homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio, feminicídio e óbitos decorrentes de ação policial). No primeiro quadrimestre desse ano, foram anotadas 1.313 desse tipo de ocorrência. Aumento de 7,3%. O levantamento é da reportagem, com base no painel de indicadores criminais, acessível por meio do <a href="https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiNTQ4Y2Y1ZDgtYWJmYi00ODZjLWJhNmYtNDg0NDMxNWYwNjNiIiwidCI6Ijk3ZjdhNzBhLTQwMTEtNDU0NC04MDRmLWQwNjcxZmMyYWFlOSIsImMiOjl9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site da própria SDS</a>.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/governadora-quer-reduzir-violencia-em-30-ate-2026/" class="titulo">Governadora quer reduzir violência em 30% até 2026, mas não explica como isso vai acontecer</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/violencia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Violência</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Um desses casos ocorreu no dia 28 de março na comunidade do Bode, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. Homens armados estavam em busca de um jovem para executá-lo. Na ação, o pai e a irmã dele, uma adolescente, também foram baleados. O genitor não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.</p>



<p>Para possibilitar a comparação entre localidades com números de habitantes diferentes, esse tipo de violência (letal e intencional) é aferida por meio da definição de uma taxa. Ela é alcançada pela divisão do número absoluto de ocorrências no período por 100 mil. Em Pernambuco, os quatro primeiros meses fecharam com taxa de 14,4 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes.</p>



<p>Se a média se mantiver nos outros dois quadrimestres do ano, 2024 fecharia com uma taxa de 43,3 MVIs por 100 mil habitantes. Índice bem acima da meta estabelecida pelo governo Raquel Lyra até o final de 2026, que seria de 26,5 crimes contra a vida por 100 mil/hab.</p>



<p>Este é o primeiro quadrimestre fechado desde que a gestão estadual lançou, no final de novembro do ano passado, o Juntos Pela Segurança, como é chamado o programa de combate à violência e criminalidade prometido por Raquel Lyra ainda na campanha eleitoral.</p>



<p>Além da redução de 30% dos crimes contra a vida, o governo também definiu como meta a queda dos mesmos 30% nos registros de violência contra a mulher (ameaça, violência doméstica, estupro e feminicídio) e roubo e furto de veículo. Os três indicadores compõem o IGV (Índice Geral de Violência). O Executivo, porém, ainda não publicizou qual equação é utilizada para definir esse indicador; por isso, não foi possível calculá-lo.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Uma leitura positiva</span>

		<p>Na reunião semanal do Juntos Pela Segurança, o governo estadual conseguiu fazer uma leitura otimista dos números, divulgando que &#8220;109 municípios tiveram o mês de abril com menor índice de mortes violentas intencionais dos últimos 11 anos&#8221;. Sem mencionar os índices mais amplos, a equipe da governadora divulgou também que &#8220;abril de 2024 teve 99 registros de MVI melhor resultado desde 2013, quando ocorreram 96 registros&#8221;.</p>
	</div>



<h2 class="wp-block-heading">Fim das faixas salariais consome governo</h2>



<p>O Palácio do Campo das Princesas, enfim, conseguiu aprovar o projeto de lei que põe fim às faixas salariais na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros. A vitória aconteceu no dia 7 desse mês, depois de exatos 63 dias de debate e disputa com a oposição na Assembleia Legislativa, nesse episódio liderada em consórcio pelo PSB e PL, com alguns parlamentares corporativamente ligados à categoria de policiais.</p>



<p>“Vai acontecer gradativamente até 2026, mas a mudança já começa agora. Em 1º de junho de 2024, bombeiros e policiais militares já começam a sentir a diferença do nosso compromisso”, disse a governadora, e<a href="https://www.instagram.com/reel/C6yx6oPOOYO/?igsh=MTB5N2dicXpqN2MwMw==" target="_blank" rel="noreferrer noopener">m vídeo publicado nas redes sociais</a>.</p>



<p>O fim das faixas salariais da PM e Bombeiros pode até ser bom para a tropa, mas seu efeito na redução da violência e criminalidade talvez seja bastante limitado, caso não venha acompanhado de outros movimentos por parte do governo.</p>



<p>“Está correto esse esforço para melhorar os salários. Mas é necessário que se invista a mesma energia, orçamentária e política, na prevenção social ao crime e no estabelecimento da metodologia de como se vai reduzir a violência e o crime”, analisa a cientista social Edna Jatobá. Ela é coordenadora-executiva do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Três vezes mais jovens baleados</h3>



<p>Enquanto a proposta do governo era objeto de disputa nas comissões temáticas da Assembleia Legislativa, em Pernambuco o mês de abril registrava um salto no número de adolescentes vítimas de violência armada no Grande Recife, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, 15 jovens entre 12 e 17 anos foram baleados. Dez morreram e cinco ficaram feridos. O diagnóstico consta no <a href="https://fogocruzado.org.br/dados/relatorios/grande-recife-abril-2024" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado</a>.</p>



<p>“Que futuro é possível quando os mais jovens vêm sendo, sistematicamente, vitimados pela violência armada? Essa é a pergunta que fica quando olhamos para os dados desse relatório. Dados sobre a violência são importantes para conhecermos o problema, mas esse não é um problema novo”, avaliou a coordenadora do instituto no estado, Ana Maria Franca.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">2023 foi de alta nos índices</span>

		<p>Em 2023, o primeiro ano de Raquel Lyra governadora, 205 pessoas foram executadas a mais em Pernambuco, no comparativo com 2022, ano que encerrou a gestão Paulo Câmara e o ciclo de 16 anos do PSB no governo. De acordo com a SDS, 3.632 pessoas foram mortas de forma violenta e intencional no ano passado. Crescimento de 5,98% em relação ao período anterior e taxa de 40 MVIs por 100 mil habitantes.</p>
	</div>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mortes violentas aumentam nos primeiros 10 meses do governo Raquel Lyra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 19:24:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[aumento da violência]]></category>
		<category><![CDATA[homicídios em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* A Assembleia Legislativa realiza audiência pública para debater questões da segurança pública no momento em que a violência volta a crescer em Pernambuco, com desempenho negativo também em dois indicadores importantes: o feminicídio e as mortes decorrentes de intervenção policial. As informações desta reportagem têm como base levantamento da Marco Zero Conteúdo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>A Assembleia Legislativa realiza audiência pública para debater questões da segurança pública no momento em que a violência volta a crescer em Pernambuco, com desempenho negativo também em dois indicadores importantes: o feminicídio e as mortes decorrentes de intervenção policial. As informações desta reportagem têm como base levantamento da Marco Zero Conteúdo no banco de dados abertos da Secretaria de Defesa Social (SDS). O secretário da pasta, Alessandro Carvalho, confirmou presença à reunião&nbsp; que será realizada na tarde de quinta-feira (16), no prédio-sede da Alepe.</p>



<p>De janeiro a outubro do ano passado, um total de 2.839 Mortes Violentas Intencionais (MVIs) foram registradas em Pernambuco. De lá para cá, Raquel Lyra (PSDB) foi diplomada pela Justiça Eleitoral, tomou posse no cargo de governadora, nomeou secretários e deu início ao primeiro ano de gestão. A SDS passou por uma troca de comando em meio ao processo de elaboração do plano estadual de segurança pública, batizado de Juntos Pela Segurança, ainda desconhecido da população.&nbsp;</p>



<p>E a violência letal cresceu no estado de janeiro para cá, na comparação com o mesmo período de 2022, último ano do governo Paulo Câmara pelo PSB: foram anotados 2.994 crimes contra a vida em Pernambuco, de janeiro a outubro desse ano. São, até agora, 155 casos a mais do que o mesmo período de 2022. Diante deste cenário, a pedido do <a href="https://www.instagram.com/fpsppe/">Fórum Popular de Segurança Pública de Pernambuco</a>, que reúne organizações, coletivos e entidades da sociedade civil, a Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular convocou a audiência. O colegiado é presidido por Dani Portela (PSOL), tendo como outros representantes da oposição composta por Rosa Amorim e João Paulo (PT), enquanto o governo tem a defesa de Joel da Harpa (PL) e Pastor Júnior Tércio (PP), entre outros.</p>



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<p>Para a coordenadora regional do <a href="https://fogocruzado.org.br/">Instituto Fogo Cruzado</a>, Ana Maria Franca, há dois fatos preocupantes em curso. “Os indicadores de violência estão numa trajetória de crescimento num contexto de promessa de um plano de segurança pública que ainda não foi apresentado à sociedade. Diante dessas dificuldades, inclusive de diálogo com o governo, o Fórum Popular decidiu provocar a Comissão da Assembleia Legislativa”, avaliou.</p>



<p>Estatisticamente, é possível que o governo Raquel Lyra feche o primeiro ano de gestão com redução no número de Mortes Violentas Intencionais, em relação a 2022, porém isso parece improvável. Para isso, é necessário que sejam registrados menos de 432 crimes contra a vida no bimestre novembro e dezembro. Tal projeção seria otimista demais quando o comparativo é feito tanto com os meses de 2022 quanto com os de 2023. O conceito de MVIs é a soma dos indicadores de homicídio, latrocínio, feminicídio, lesão corporal seguida de morte e morte decorrente de intervenção policial.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando é a polícia que mata</strong></h2>



<p>Nos dez primeiros meses desse ano, Pernambuco registrou elevação de 20% nos números de casos de mortes decorrentes de intervenção policial, na comparação com&nbsp; janeiro-outubro de 2022. Os casos ocorridos nesse ano já superam o total de registrados no ano passado (92). Foram, até agora, 95 pessoas que perderam a vida em consequência da ação da polícia, contra 79 no período anterior.</p>



<p>O Anuário Brasileiro de Segurança Pública monitora as mortes decorrentes de intervenção policial desde 2013. A série histórica indica que o número cresce ano a ano. A nomenclatura sugere confronto ou uso legítimo da força letal. Mas nem sempre é assim, como mostram casos acontecidos ao longo desses dez anos corroborados por investigações por parte da Polícia Civil que se transformaram em denúncias ao Ministério Público e à Justiça.&nbsp;</p>



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<p>Em Pernambuco e no Brasil, o perfil das pessoas mortes pela polícia é bem definido: homens negros e jovens, moradores de territórios periféricos. Um relatório que acaba de ser divulgado, elaborado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania e a Rede de Observatórios de Segurança, aponta que eram negras todas as pessoas mortas por policiais no Recife nos últimos dois anos (11 em 2022 e 14 em 2021).</p>



<p>O <a href="https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2023/06/28/censo-do-ibge-populacao-do-brasil-cresce-645percent-e-chega-a-203-milhoes-veja-numeros.ghtml">Censo do IBGE 2023</a> aponta para uma discrepância entre a proporção de negros em Pernambuco e a de pessoas mortas pela polícia. Enquanto 90% das pessoas mortas são negras, 65% da população se identifica desta forma no estado. “Jovens negros, majoritariamente pobres e residentes das periferias seguem sendo alvo preferencial da letalidade policial, incapazes de acessar os direitos civis fundamentais à não-discriminação e à vida”, pontua trecho do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quando é a mulher quem morre</strong></h3>



<p>Na análise do indicador feminicídio, de janeiro a outubro desse ano 65 mulheres foram assassinadas por motivação exclusivamente ligada à condição do gênero. Foram quatro vítimas a mais do que o mesmo período do ano anterior. Ainda há a possibilidade do governo Raquel Lyra fechar o primeiro ano com redução. Mas, para isso, é preciso que a estatística não ultrapasse 72 vítimas, o número de ocorrências desse tipo no ano passado.</p>



<p>Quando o governo apresentou o calendário do Juntos Pela Segurança, no final de julho, no Centro de Convenções, em Olinda, foi divulgado que o combate à violência contra a mulher seria uma das três prioridades da política de segurança pública, ao lado dos crimes contra a vida e os violentos contra o patrimônio. O anúncio agradou a setores da sociedade civil que monitoram a violência e criminalidade no Estado. Mas, até o momento, o governo não detalhou como pretende alcançar o objetivo.</p>



<p>“Eleger o enfrentamento a esse tipo de crime é uma necessidade e também uma inovação. Espero que o governo consiga, de fato, desenvolver. Em relação ao que o plano aponta como ações nessa área, diz pouco ainda. O fortalecimento da rede de assistência às vítimas é importante, mas é só um aspecto”, analisou a pesquisadora Ana Paula Portella à época do anúncio. Ela é autora de <em>Como morre uma mulher?</em>, tese de doutorado premiada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes como a melhor da América Latina em 2016.</p>



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<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã</strong></p>



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		<title>Com 448 homicídios, Pernambuco tem o segundo janeiro mais violento desde 2008</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2018 22:29:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[homicídios em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Violência em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pernambuco abriu o ano de 2018 com 448 registros de assassinatos, o segundo pior janeiro da série histórica – disponibilizada com dados mensais desde 2008.&#160;Trinta e dois a menos do que em janeiro de 2017. No ano passado, o estado contabilizou a infeliz marca de 5.427 homicídios, o maior número desde que teve início o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[Pernambuco abriu o ano de 2018 com 448 registros de assassinatos, o segundo pior janeiro da série histórica – disponibilizada com dados mensais desde 2008.&nbsp;Trinta e dois a menos do que em janeiro de 2017.

No ano passado, o estado contabilizou a infeliz marca de <a href="http://marcozero.org/pernambuco-registra-o-recorde-de-5-427-homicidios-em-2017/">5.427 homicídios</a>, o maior número desde que teve início o sistema de contagem de crimes violentos.

Os dados de janeiro de 2018 divulgados pela Secretaria de Defesa Social apontam a permanência da capital no topo do ranking dos municípios com mais mortes violentas, com 58 casos. A Região Metropolitana teve 158 casos e o Interior do estado 232.

Dos dez municípios com mais homicídios registrados, os quatro primeiros estão na Região Metropolitana: Jaboatão dos Guararapes com 40 casos, ocupa o segundo lugar; Olinda ficou em terceiro lugar, com 29 casos; e Cabo de Santo Agostinho em quarto com 22 mortes – todos com mais de 100 mil habitantes.

Apesar do aumento do efetivo policial anunciado no segundo semestre de 2017, com o ingresso de 1.500 policiais militares nas ruas para o policiamento ostensivo e a perspectiva de mais 1.322 PMs, 1.283 policiais civis e 300 bombeiros para o primeiro trimestre de 2018, a comparação com janeiro de 2017 mostra uma redução tímida, que não responde ao investimento anunciado.

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<iframe style="border: none;" title="Copy: Série histórica - Janeiro" src="https://e.infogram.com/1683aa20-1e08-4a13-b762-643a9a05dfc9?src=embed" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen" width="550" height="707" frameborder="0"></iframe>

<strong>CRESCE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHERES
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O feminicídio – crime motivado pela condição de gênero da mulher – teve registro de 3 casos em janeiro de 2018. No ano anterior, foram contabilizados um total de 76 casos, que representaram 1,5% das motivações investigadas. No entanto, a conta não representa um acumulado do ano, uma vez que o registro&nbsp;não contabilizou o período completo.

Os números de vítimas de violência doméstica e familiar do sexo feminino para janeiro de 2018 foram de 3.089. Deste total, 1.447 registrados no interior, 754 na região metropolitana e 888 na capital. As vítimas de estupro apenas em janeiro deste ano somaram 172.

Em 2017, o estado havia fechado o ano com crescimento do registro de casos de violência doméstica e familiar praticadas contra pessoas do sexo feminino com total de 33.188 casos. Janeiro de 2017 correspondeu a 2.974 em números absolutos,&nbsp;menos, portanto, do que no primeiro mês de 2018.

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