<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos movimento LGBT - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/movimento-lgbt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/movimento-lgbt/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Sep 2024 21:14:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos movimento LGBT - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/movimento-lgbt/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Código &#8220;homossexual&#8221; para seguranças do Shopping Tacaruna gera denúncia por homofobia</title>
		<link>https://marcozero.org/codigo-homossexual-para-segurancas-do-shopping-tacaruna-gera-denuncia-por-homofobia/</link>
					<comments>https://marcozero.org/codigo-homossexual-para-segurancas-do-shopping-tacaruna-gera-denuncia-por-homofobia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 21:02:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[movimento LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[Shopping Tacaruna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=65802</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nos 37 códigos de ocorrências da equipe de segurança do shopping Tacaruna, em Olinda, há o código “30 &#8211; homossexual”, entre os códigos 29 de “achados e perdidos” e 31 de “odor de tinta, cola, esgoto, queimado”. A lista dos códigos fica no avesso do crachá dos funcionários que fazem a segurança do shopping. O [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/codigo-homossexual-para-segurancas-do-shopping-tacaruna-gera-denuncia-por-homofobia/">Código &#8220;homossexual&#8221; para seguranças do Shopping Tacaruna gera denúncia por homofobia</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos 37 códigos de ocorrências da equipe de segurança do shopping Tacaruna, em Olinda, há o código “30 &#8211; homossexual”, entre os códigos 29 de “achados e perdidos” e 31 de “odor de tinta, cola, esgoto, queimado”. A lista dos códigos fica no avesso do crachá dos funcionários que fazem a segurança do shopping. O código 30 chamou a atenção de um jovem que teve acesso a um dos crachás e que não quer ser identificado nesta matéria.</p>



<p>“Na hora que vi o crachá me passaram várias coisas na cabeça e tantos eventos e situações fizeram sentido. A discriminação corriqueira que já havia notado tantas vezes naquele ambiente, comigo e com outros, não se tratava da conduta de algum colaborador específico, mas do próprio protocolo administrativo do shopping. Eles literalmente institucionalizaram a descriminalização em razão da sexualidade”, afirmou para a Marco Zero.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-13-at-17.13.39.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-13-at-17.13.39.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-13-at-17.13.39.jpeg" alt="A imagem mostra um cartão azul com texto branco que lista vários códigos e suas descrições em português. Esses códigos são usados para comunicar diferentes tipos de ocorrências em um estabelecimento, como um shopping center. O cartão está sendo segurado por uma pessoa, com apenas os dedos visíveis na parte superior da imagem. O fundo parece ser de tecido, possivelmente uma peça de roupa. Aqui estão alguns dos códigos e suas descrições: 01 - Furto simples; 02 - Elemento suspeito 06 - Socorro de emergência; 20 - Veículos abertos; 24 - Crianças perdidas; 28 - Animais no interior do shopping; 30 - homossesexual; 33 - Carro Forte no interior do shopping." class="" loading="lazy" width="439">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Reprodução</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Ele contou que por mais de uma vez “andando em grupo com pessoas que apresentavam trejeitos não heteronormativos, pude notar seguranças que faziam rondas periódicas nos encarando e falando ao walkie-talkie”. Segundo o jovem, não foi uma experiência isolada. “Ao conversar com amigos, ouvi relatos parecidos. Mas nunca cheguei a ser abordado diretamente”, disse.</p>



<p>Ele fez denúncias à Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco e para a Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE).</p>



<p>A Marco Zero entrou em contato com a assessoria de comunicação do Shopping Tacaruna que, em nota, reconheceu a existência do código nos crachás dos funcionários.</p>



<p>A nota do shopping afirma que “os códigos são utilizados em casos de emergência e para resguardar o direito e segurança de todos sem nenhuma orientação discriminatória. No caso em questão, reconhecemos o erro e nos desculpamos pelo uso inadequado do termo. Mas o único objetivo era garantir o direito amplo a todas as pessoas. Pedimos desculpas por qualquer interpretação fora desse contexto. Asseguramos que estamos revisando todos os termos adotados”.</p>



<p>Presidente do Movimento Leões do Norte, Marcone Costa afirma que a nota não explica o motivo do código “homossexual” fazer parte da lista de ocorrências do shopping. “É para segurança? e por que não tem de outros grupos vulnerabilizados como mulheres e negros? Precisamos que o Tacaruna se explique melhor, porque assim o que fica no nosso entendimento é o de um ato de homofobia, onde nos rotulam como pessoas violentas ou que não são bem vindas”, afirmou.</p>



<p>Marcone lembrou que há mais ou menos dez anos houve uma situação parecida no Shopping Boa Vista, no Centro do Recife, e que o movimento LGBTQIA+ entrou em diálogo com o estabelecimento e com os órgãos competentes.</p>



<p>Para o advogado Sérgio Pessoa, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PE, a nota divulgada ajuda a hipótese de uma atitude discriminatória do shopping. “Assumem o erro e falam em mudar o termo, como se fosse só chamar por outro nome. Mas em que situação há uma ocorrência com um heterossexual que é diferente da que ocorre com uma pessoa LGBTQIA+?”, questiona.</p>



<p>O advogado informou à Marco Zero que a comissão já encaminhou a denúncia para o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que poderá abrir uma investigação sobre o caso. “A depender da investigação, o shopping pode ser alvo de uma ação coletiva indenizatória e a multa ser via doação para alguma organização não governamental ou para um fundo próprio do MPPE. Quem se sentir ofendido, também pode entrar com uma ação indenizatória contra o shopping”, explicou.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/codigo-homossexual-para-segurancas-do-shopping-tacaruna-gera-denuncia-por-homofobia/">Código &#8220;homossexual&#8221; para seguranças do Shopping Tacaruna gera denúncia por homofobia</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/codigo-homossexual-para-segurancas-do-shopping-tacaruna-gera-denuncia-por-homofobia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cartilha reúne informações sobre direitos e serviços de saúde à população LGBTQIA+</title>
		<link>https://marcozero.org/cartilha-reune-informacoes-sobre-direitos-e-servicos-de-saude-a-populacao-lgbtqia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 21:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQ+]]></category>
		<category><![CDATA[movimento LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde e cidadania]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=36438</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma das consequências mais graves da pandemia do coronavírus foi sobre o sistema público de saúde, sobretudo, no que diz respeito ao atendimento, como consultas, exames e tratamentos para outras doenças. Esses serviços tiveram que ser paralisados diante das medidas de contenção do vírus e da saturação da própria rede. Para os movimentos que atuam [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/cartilha-reune-informacoes-sobre-direitos-e-servicos-de-saude-a-populacao-lgbtqia/">Cartilha reúne informações sobre direitos e serviços de saúde à população LGBTQIA+</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma das consequências mais graves da pandemia do coronavírus foi sobre o sistema público de saúde, sobretudo, no que diz respeito ao atendimento, como consultas, exames e tratamentos para outras doenças. Esses serviços tiveram que ser paralisados diante das medidas de contenção do vírus e da saturação da própria rede. Para os movimentos que atuam em defesa dos direitos da população LGBTQIA+, o impacto foi ainda maior nessa população, pois o descontrole da covid-19 acelerou o desmonte da assistência médica iniciado após o resultado das eleições em 2018.<br><br>Dúvidas sobre horários e funcionamento de serviços de acesso a farmácias, postos de saúde especializados ou hospitais, remarcação de consultas ou transferência de atendimento para outras unidades, por exemplo, aumentaram a angústia das pessoas LGBTQIA+, tornando-os ainda mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, enquanto permaneceram em isolamento social, informações sumiram ou deixaram de ser atualizadas nas páginas oficiais de programas de saúde específicos para esse grupo.<br><br>Este mês, na tentativa de sanar os prejuízos que a falta de acesso à informação pode provocar, a startup sem fins lucrativos TODXS lançou a “Cartilha de Saúde LGBTQIA+. Políticas, instituições e saúde em tempos de Covid-19”. Fruto de uma pesquisa realizada ao longo de 2020, o documento reúne desde dados do Sistema Único de Saúde (SUS) até diretrizes gerais e específicas, trazendo luz aos desafios de tratar as interseccionalidades da população LGBTQIA+ nessa área.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><a href="https://drive.google.com/file/d/180B3_gEXOW1IuQXK9tUNcU2-bEX-m1fU/view" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cartilha de Saúde LGBTQIA+. Políticas, instituições e saúde em tempos de Covid-19</a></p></blockquote>



<p>A cartilha disponível gratuitamente em formato PDF divide o conteúdo em três eixos principais: Políticas de saúde, Instituições e serviços de saúde e Demandas de saúde sexual e reprodutivas específicas. Dessa maneira, o documento traz informações como a “Política nacional de saúde integral LGBT”, a “Agenda para zero discriminação nos serviços de saúde”, “Saúde das pessoas intersexo” e endereços e contatos das unidades de saúde especializadas para a população LGBTQIA+ separados por estado.</p>



<p>No caso de Pernambuco, é possível ter acesso a uma lista com endereços e telefones dos serviços de atenção a ISTs/HIV/Aids como dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) de Goiana, Jaboatão dos Guararapes e Ararapina, por exemplo. Também há informações sobre hospitais especializados para o atendimento de pessoas transexuais como o Centro Universitário Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam). Os dados são reunidos diretamente do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes) do Ministério da Saúde.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/preventivo_trabs_-_ambulatorio_lgbt_patricia_gomes_Credito-Ikamaha-PCR-300x169.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/preventivo_trabs_-_ambulatorio_lgbt_patricia_gomes_Credito-Ikamaha-PCR.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/preventivo_trabs_-_ambulatorio_lgbt_patricia_gomes_Credito-Ikamaha-PCR.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Cartilha oferece lista com endereços e telefones dos serviços de atenção a ISTs/HIV/Aids (Crédito: Ikamahã/PCR)</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“Durante a pesquisa constatamos que, devido à postura do governo federal e de muitos governos estaduais, conquistas na área de saúde para a população LGBT estão sendo apagadas. Informações essenciais de programas de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ou sobre processo de redesignação sexual para pessoas trans, por exemplo, desapareceram. Com muita dificuldade conseguimos reunir esses dados na instância federal, nos estados e com os movimentos e coletivos, e reunimos nessa cartilha inédita que pode ser acessada por todos”, explica o cientista político e gerente de inteligência de P&amp;D na TODXS, Pedro Barbabela.<br><br>A Cartilha de Saúde LGBTQIA+. Políticas, instituições e saúde em tempos de Covid-19, produzida com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), também está funcionando como uma ferramenta para o fortalecimento de uma rede de ativistas. Segundo Barbabela, o material será apresentado ainda esta semana aos conselhos LGBT e a secretarias estaduais de saúde.<br><br>“Queremos construir um diálogo maior com outras instituições para aproximar o movimento LGBT do estado, uma vez que esses grupos atualmente assumem uma posição muito importante na produção de informações e conhecimento sobre os direitos da população LGBT”, afirma Barbabela.</p>



<p></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/cartilha-reune-informacoes-sobre-direitos-e-servicos-de-saude-a-populacao-lgbtqia/">Cartilha reúne informações sobre direitos e serviços de saúde à população LGBTQIA+</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Visibilidade trans: aceitação familiar fortalece saúde mental</title>
		<link>https://marcozero.org/visibilidade-trans-aceitacao-familiar-fortalece-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2019 12:42:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[homem trans]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[movimento LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[transexuais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=12987</guid>

					<description><![CDATA[<p>É com uma voz mansa, mas sempre assertiva, que Gabriel Ventura fala do passado e do presente como se tivesse muito mais estrada do que seus dezoito anos. É que, no pouco tempo que tem de vida, ele conseguiu enfrentar vários desafios que pessoas trans comumente encontram pelo caminho: a auto-aceitação e a aceitação da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/visibilidade-trans-aceitacao-familiar-fortalece-saude-mental/">Visibilidade trans: aceitação familiar fortalece saúde mental</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-12985 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/rodadeuOpcao2.jpg" alt="" width="1075" height="47"> É com uma voz mansa, mas sempre assertiva, que Gabriel Ventura fala do passado e do presente como se tivesse muito mais estrada do que seus dezoito anos. É que, no pouco tempo que tem de vida, ele conseguiu enfrentar vários desafios que pessoas trans comumente encontram pelo caminho: a auto-aceitação e a aceitação da família.Estudante de Letras, Gabrielencontrouna educação seu caminho para lutar contra o preconceito e o estigma social.</p>
<p>Morador de Igarassu, Gabriel ia todo dia, de ônibus, para o bairro de Apipucos, Zona Norte do Recife, onde cursava o ensino médio na Escola de Referência Professor Cândido Duarte. Eram tempos difíceis: Gabriel não encontrava um nome que pudesse descrevê-lo. “Desde os quatro anos eu apresentava indícios de transexualidade. Queria fazer xixi em pé, andar sem camisa, jogar futebol com os meninos. Minha mãe sempre percebeu isso. Eu tirava vestido, tirava maquiagem. Mas para ela essas atitudes eram algo da sexualidade, de que eu era lésbica”, conta.</p>
<blockquote><p><a href="https://marcozero.org/homens-trans-lutam-por-reconhecimento-e-servicos-de-saude/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Homens trans lutam por reconhecimento e serviços de saúde</strong></a></p></blockquote>
<p>Na puberdade, os indícios se acentuaram. “Fui cortando o cabelo e rejeitando cada vez mais outros símbolos de feminilidade. Ficava com garotas, mas não me sentia uma garota lésbica. Fui perguntando: o que está se passando? O que eu era?”, lembra. Em um grupo de estudos de gênero na escola, ele teve pela primeira vez contato com o termo transexualidade. “Fui procurando mais e me identifiquei. O quebra-cabeça foi se encaixando. Eu disse: sou isso”, conta Gabriel.</p>
<p>A experiência o libertou de uma angústia, mas ele se deparou com outra. “Eu necessitava da aceitação da minha família também. Foi um processo de um ano para isso acontecer. Minha mãe começou a se afastar de mim, porque ela é cristã. Foi um momento muito depressivo. Me senti muito sozinho. E comecei a beber muito”, diz.</p>
<p>A depressão e outros sofrimentos mentais são comuns na adolescência de homens e mulheres trans. “A mudança no corpo traz questionamentos. E há sofrimento psíquico com o surgimento dos caracteres sexuais secundários. Não acontece em relação à questão da sexualidade, de ser hétero ou homo. É algo que vai muito mais além”, explica a psicóloga Carla Maciel, que atende no ambulatório LGBT do Cisam.</p>
<p>É nesta fase delicada que o jovem mais precisa do apoio da família e dos amigos. “Os casos mais sérios de depressão, tentativas de suicídio e abuso de substâncias, como álcool e drogas, na maioria das vezes são resultado do preconceito que os transexuais sofrem, e não da identificação de gênero ou da sexualidade&#8221;, explica a psicóloga. Ela cita um estudo realizado com 250 transexuais em 2016, no México, e que foi essencial para que a transexualidade deixasse de ser considerada um transtorno mental – o que ocorreu no ano passado naquele país.</p>
<p>A pesquisa, publicada no <a href="http://www.thelancet.com/journals/lanpsy/article/PIIS2215-0366(16)30165-1/abstract" target="_blank" rel="noopener noreferrer">The Lancet</a>, revelou que era o estigma socialo maior responsável pelos problemas. Do grupo entrevistado, 76% afirmaram ter sofrido rejeição social – a maioria, da própria família. E 63% também haviam sido vítimas de violência. Ao fazer o acolhimento nas <a href="https://marcozero.org/homens-trans-lutam-por-reconhecimento-e-servicos-de-saude/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clínicas especializadas em LGBT</a>, os pacientes transexuais passam também por avaliação psiquiátrica. “É para fazer o diagnóstico referencial de alguém com inadequação de identidade de gênero, intersexo ou transtorno mental de fato, ou seja, de alguém que delira pensando que é outra pessoa. Este últimodiagnóstico é bastante incomum nos ambulatórios LGBT”, diz Carla Maciel.</p>
<p>Para Gabriel Ventura, o ano em que passou afastado da família foi o mais difícil até agora, mas está sendo superado. Mãe e filho fazem acompanhamento psicológico. “Hoje ela já me chama de Gabriel e estamos restabelecendo nossa relação”, comemora ele, que saiu de casa recentemente para morar com a namorada. Nos próximos anos, Gabriel quer se formar para que, assim como aconteceu com ele, os estudantes possam aprender sobre transexualidade também dentro das escolas &#8211; diminuindo assim o preconceito e, quem sabe, ajudando a evitar anos de sofrimento para outras pessoas trans.</p>
<p><a class="http://www.marcozero.org/assine" href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg" rel="http://www.marcozero.org/assine"><img decoding="async" class="http://www.marcozero.org/assine alignnone wp-image-13083 size-full" title="#AssineMarcoZero" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg" alt="bannerAssine" width="730" height="95"></a></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/visibilidade-trans-aceitacao-familiar-fortalece-saude-mental/">Visibilidade trans: aceitação familiar fortalece saúde mental</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Homens trans lutam por reconhecimento e serviços de saúde</title>
		<link>https://marcozero.org/homens-trans-lutam-por-reconhecimento-e-servicos-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2019 15:36:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[movimento LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[transexuais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=12991</guid>

					<description><![CDATA[<p>As histórias de vida têm pontos em comum. Na infância, vestidos e bonecas são preteridos por carrinhos e brincadeiras na rua. Na adolescência, a puberdade vira um peso: a desconexão com um corpo em plena transformação muitas vezes leva à depressão – e até a ideias suicidas. Na transição para a idade adulta, muitos assumem [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/homens-trans-lutam-por-reconhecimento-e-servicos-de-saude/">Homens trans lutam por reconhecimento e serviços de saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-12985 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/rodadeuOpcao2.jpg" alt="" width="1075" height="47">As histórias de vida têm pontos em comum. Na infância, vestidos e bonecas são preteridos por carrinhos e brincadeiras na rua. Na adolescência, a puberdade vira um peso: a desconexão com um corpo em plena transformação muitas vezes leva à depressão – e até a ideias suicidas. Na transição para a idade adulta, muitos assumem a luta contra uma sociedade amplamente transfóbica. A aceitação se torna uma bandeira por si só. Para o homem trans, existir já é um ato político.</p>
<p>Neste dia da visibilidade trans, a Marco Zero Conteúdo apresenta em três matérias as histórias de homens trans, suas lutas e como está o atendimento de saúde para os transexuais de Pernambuco.</p>
<p>“Somos uma população muito marginalizada”, diz Leonardo Tenório, um dos coordenadores da Associação dos Homens Trans e Transmasculinizados (AHTM) e um dos pioneiros no ativismo trans na área de saúde em Pernambuco. “Sofremos muito preconceito e ninguém fica sabendo. É como se fôssemos uma categoria social que não existisse”, diz.</p>
<p><div id="attachment_13066" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13066" class="size-medium wp-image-13066" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/tenorio-300x217.jpg" alt="Leonardo Tenório, da AHTM" width="300" height="217"><p id="caption-attachment-13066" class="wp-caption-text">Leonardo Tenório, da AHTM</p></div></p>
<p>Nesta invisibilidade, porém, está escondida a violência que os homens trans sofrem diariamente – física e simbolicamente. “Muitos de nós têm ideação suicida. Acho que mais de 90% dos que eu conheci pelo menos pensaram em suicídio em algum ponto. Os estupros corretivos também são comuns, chegando a até 50% dos que procuram a associação. Além disso, o preconceito nos impede de ter acesso ao mercado de trabalho”, conta Leonardo.</p>
<p>Presidente do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat), que tem sede em São Paulo, Alexandre Peixe dos Santos atribui parte da invisibilidade dos homens trans à recente mobilização em torno do ativismo. “É algo ainda muito novo. A inserção dos homens trans no movimento social organizado se deu apenas após o ano de 2004”, explica Alexandre, que afirma quea procura maior pelo Ibrat são geralmente dúvidas relacionadas à saúde mental, hormonização e denúncias de discriminação.</p>
<blockquote>
<h3>Família e saúde mental</h3>
<p>Do ponto de vista emocional, o sofrimento é independente do gênero. De acordo com a psicóloga, homens e mulheres trans sofrem com a incompatibilidade entre o ser e o corpo. “A família também sofre muito. Um dos grandes problemas do trans acontece em casa, com a falta de aceitação da família”, diz. A partir de fevereiro, o Cisam (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros), ligado à UPE e que fica na Encruzilhada, inaugura uma roda de conversa chamada &#8220;família e a transexualidade&#8221; aberta a todos os trans.</p>
<p>Outro ponto de apoio psicológico para famílias é o espaço do Mães Pela Diversidade (Rua Gervásio Pires, 404, sala 04). Há voluntários de psicologia para LGBTS em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>“A família é o primeiro violador do direito dos LGBT. Onde ele sofre as primeiras angústias e o primeiro preconceito. Quando a gente consegue mediar um conflito entre o LGBT e a família, a gente consegue trazer a família para militar junto com a gente, para entender o que são as negativas que eles sofrem durante o percurso. Trazendo para perto, a família vai saber quando ele estiver se mutilando ou indo contra a vida dele”, diz Gi Carvalho, coordenadora do movimento no Recife.</p>
<p>Um <a href="http://pediatrics.aappublications.org/content/142/4/e20174218?sso=1&amp;sso_redirect_count=2&amp;nfstatus=401&amp;nftoken=00000000-0000-0000-0000-000000000000&amp;nfstatusdescription=ERROR%3A%20No%20local%20token&amp;nfstatus=401&amp;nftoken=00000000-0000-0000-0000-000000000000&amp;nfstatusdescription=ERROR%3a+No+local+token" target="_blank" rel="noopener noreferrer">estudo publicado no ano passado nos Estados Unidos</a> revelou que os homens trans são os mais suscetíveis a tentativas de suicídio na adolescência. Enquanto o índice geral era de 14%, esse percentual subia para 50,8% entre os homens trans. Em segundo lugar aparecia os não-binários, com 41,8%, e em terceiro, as mulheres trans, com 29,9%.</p></blockquote>
<p>Os olhares enviesados e o preconceito também fazem com que os homens trans se exponham menos. “Somos bastante desmobilizados”, lamenta Leonardo, afirmando que, com apenas dois anos de funcionamento, a AHTM já dá sinais de que vai fechar. “O preconceito é tão forte que não conseguimos nos reunir com frequência”, conta.</p>
<p>Para o homem trans Gabriel Ventura, parte da falta de mobilização vem da criação cultural. “Temos que lembrar que os homens trans foram criados como mulheres. E para as mulheres não se pode questionar, não se pode mudar. Isso fica muito forte, marca muito. As mulheres trans, que foram criadas como homens, têm mais propensão a ir atrás do que querem”, acredita.</p>
<p>Profissionais de saúde ouvidos pela Marco Zero calculam que de cada quatro pessoas trans que procuram os serviços de saúde especializados, apenas um é homem trans.</p>
<p>No Nordeste, apenas o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) tem um Espaço Trans credenciado pelo Ministério da Saúde e habilitado para atendimento ambulatorial e cirúrgico. Como também atende pessoas de outros estados, a espera por cirurgias de redesignação pode levar até cinco anos.</p>
<p>Em Pernambuco, Leonardo Tenório foi o primeiro a fazer a mastectomia, depois de mais de cinco anos de luta. “Entrei na fila do HC, coloquei o plano de saúde na Justiça, fui no Cremepe, participei de várias conferências e ainda demorou isso tudo”, conta Leonardo.</p>
<p>Pela rede privada, a Justiça tem obrigado os planos de saúde a cobrirem os custos – como ocorreu com Leonardo, mas demorou tanto que ele já havia conseguido fazer a cirurgia pelo SUS, no Hospital das Clínicas. Particular, a cirurgia chega a custar R$ 10 mil. “Quem tem dinheiro consegue fazer a mastectomia. Viramos um nicho de mercado”, conta Alexandre Peixe dos Santos.</p>
<h2>Atendimento de saúde para homens trans</h2>
<p>A primeira fase do atendimento para pessoas trans é o acolhimento. Nessa conversa inicial, que é feita por enfermeiros, psicólogos ou assistentes sociais, o paciente passa por uma avaliação geral e as primeiras consultas são agendadas.</p>
<p>No Brasil, a terapia hormonal é feita apenas após os 18 anos. As cirurgias só depois dos 21 anos. “Na adolescência, o aparecimento das características sexuais secundárias causa grande sofrimento psicológico. O Hospital das Clínicas de São Paulo é o único no Brasil que faz uma intervenção com adolescentes, não prescrevendo, mas bloqueando a ação dos hormônios. Se após os 18 anos a pessoa quiser, então se começa a hormonização”, explica a psicóloga Carla Maciel, que atua no ambulatórioLGBT do Cisam.</p>
<p>A transexualidade deixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas em junho de 2018. Hoje, está no rol de “disfunções sexuais”. Isso garante que as pessoas trans sejam atendidas pelo Sistema Único de Saúde.</p>
<p><div id="attachment_13069" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13069" class="size-medium wp-image-13069" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/transdia-300x235.jpg" alt="O Dia da Visibilidade Trans começou a ser celebrado em 2004. Naquela data, 27 travestis, homens e mulheres trans foram até o Congresso Nacional para o lançamento da campanha &quot;Travesti e Respeito”. Desde então a data é comemorada como reconhecimento do direito à políticas publicas e dignidade da população trans. " width="300" height="235"><p id="caption-attachment-13069" class="wp-caption-text">O Dia da Visibilidade Trans começou a ser celebrado em 2004. Naquela data, 27 travestis, homens e mulheres trans foram até o Congresso Nacional para o lançamento da campanha &#8220;Travesti e Respeito”. Desde então a data é comemorada como reconhecimento do direito a políticas publicas e dignidade para a população trans.</p></div></p>
<p>Em Pernambuco, há atendimento especializado para homens trans em quatro unidades de saúde, todas no Grande Recife. O Hospital das Clínicas é o mais bem estruturado, com atendimento integrado reconhecido pelo Ministério da Saúde, o que garante acesso a mais verbas federais. O atendimento, porém, é lento: há longas filas de espera, tanto para homens trans, quanto para mulheres trans, que podem passar anos esperando por algum atendimento.</p>
<p>Na rede estadual, o Cisam começou em 2016 com um ambulatório voltado exclusivamente para homens trans. No ano passado, o serviço expandiu também para mulheres trans – uma exigência para tentar conseguir o credenciamento do Ministério da Saúde como Espaço Trans. Por lá, mais de cem homens trans já foram atendidos.</p>
<p>Na rede municipal do Recife, o posto de saúde Lessa de Andrade também conta com endocrinologistas e apoio psicológico. Em Camaragibe há um ambulatório para atendimento a pessoas LGBT. O mais comum é que os homens trans passem por várias unidades recebendo serviços diferentes em cada uma delas.</p>
<p>No Cisam, por exemplo, só a partir deste semestre é que será distribuída a testosterona gratuitamente. Há alguns rótulos do hormônio masculino indicados para homens trans. Os preços variam de R$ 40 (a receitada no Cisam ) a R$ 300 (oferecida no HC).</p>
<p>Segundo o médico endocrinologista Eric Trovão, do Espaço Trans do HC, a diferença nos preços está relacionada à rapidez da liberação da testosterona. “As mais baratas têm o inconveniente de causar um pico do hormônio logo após a aplicação. Na primeira semana o nível fica muito alto, para só depois ir se estabilizando. Por conta disso, alguns pacientes apresentam irritabilidade, agressividade, libido exacerbada. Mas notamos que isso acontece nas primeiras aplicações e com o tempo há uma adaptação”, comenta.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/assine/"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13083 aligncenter" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/bannerAssine.jpg" alt="bannerAssine" width="730" height="95"></a>Pela legislação brasileira, a aplicação de testosterona só pode acontecer após os 18 anos. As cirurgias, após os 21 anos. Nos homens trans, a terapia hormonal já começa a apresentar os primeiros efeitos em poucos meses. É como uma puberdade: há aumento dos pelos corporais, desenvolvimento muscular, mudanças na voz. Com o uso contínuo, com injeções a cada 21 dias, em dois anos, geralmente, o homem trans alcança uma estabilidade.</p>
<p>As injeções são recomendadas ao longo da vida, mas algumas características não se revertem, mesmo após a parada. “Claro que isso é algo que varia de pessoa para pessoa. Mas na maioria dos homens trans a voz não muda, mesmo depois de meses e até anos sem testosterona”, afirma Trovão.</p>
<p><strong>Serviço<br />
</strong><br />
<strong>Espaço de Acolhimento e Cuidado Trans do HC</strong><br />
Horário: 8h às 12h / 13h às 17h, atendimento presencial<br />
Contato: 2126-3587</p>
<p><strong>Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam-UPE)</strong><br />
Contato: 3182-7717 e 0800-081-1108<br />
Endereço: Rua Visconde de Mamanguape, S/N, Encruzilhada</p>
<p><strong>Ambulatório LGBT da Políclínica Lessa de Andrade</strong><br />
Contato: segunda a quinta-feira, das 13h às 17h<br />
Endereço: Estr. dos Remédios, 2416, Madalena<br />
Ambulatório LGBT Darlen Gasparelli<br />
Contato: 3458-0694<br />
Endereço: Rua Pedro de Paula Rocha, Centro, Camaragibe<em></em></p>
<blockquote>
<h2><strong>As ameaças do governo Bolsonaro</strong></h2>
<p>O Sistema Único de Saúde começou a oferecer cirurgias para pessoas trans em agosto de 2008 com a publicação das portarias nº 1.707 e nº 457, ampliadas em 2013. Com isso, foi garantido o atendimento integral de saúde a pessoas trans , que vai desde o uso do nome social e o acesso à hormonioterapia até a cirurgia de adequação do corpo biológico à identidade de gênero e social.</p>
<p>Antes, em 2006, outra portaria já garantia o uso do nome social em toda rede do SUS. No Brasil, apenas cinco estados têm serviços de atendimento especializado credenciados pelo Ministério da Saúde. Além do Hospital das Clínicas da UFPE, os HCs de Goiânia, São Paulo e Porto Alegre e o Hospital Universitário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro são credenciados.</p>
<p>A militância pernambucana quer que o Cisam passe a integrar a lista, em convênio com o Hospital Oswaldo Cruz, que faz parte da Universidade de Pernambuco (UPE). “Temos uma boa relação com o poder estadual e municipal. Mas estamos com receio do que o governo Bolsonaro possa fazer”, diz Tenório.</p>
<p>Uma das primeiras polêmicas do governo de extrema-direita foi a retirada do ar da primeira cartilha voltada exclusivamente para homens trans publicada pelo Ministério da Saúde. Já na primeira semana de governo, o material foi excluído do site do órgão e uma das responsáveis pela publicação, Adélia Benzaken, uma referência em HIV/Aids no Brasil, foi demitida da direção do departamento.</p>
<p>O MS justificou a exclusão da cartilha por conta de uma ilustração que mostrava a técnica de pump (para aumentar o clitóris em homens trans) desacompanhada de texto. Dias antes o ministro Luiz Henrique Mandetta havia dito que a “política de prevenção ao HIV não pode ofender as famílias”.</p>
<p>Para Alexandre Peixe dos Santos, que participou da redação da cartilha, a desculpa do Ministério da Saúde não faz sentido. “O Ministério nos afirmou que era para editar algo que acharam que não era importante. Mas a cartilha foi feita por homens trans para homens trans. Então, acredito que ela era válida”, diz.</p>
<p>A cartilha, porém, ainda está disponibilizada em alguns sites e pode ser conferida abaixo na íntegra.</p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" src="https://e.issuu.com/anonymous-embed.html?u=marcozeroconteudo&amp;d=prevencao_combinada_hiv_para_homens" allowfullscreen="allowfullscreen" width="750" height="700" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/homens-trans-lutam-por-reconhecimento-e-servicos-de-saude/">Homens trans lutam por reconhecimento e serviços de saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sob a mesma bandeira, dia da luta contra LGBTfobia marca avanços e debate mais maduro</title>
		<link>https://marcozero.org/sob-a-mesma-bandeira-dia-da-luta-contra-lgbtfobia-marca-avancos-e-debate-mais-maduro/</link>
					<comments>https://marcozero.org/sob-a-mesma-bandeira-dia-da-luta-contra-lgbtfobia-marca-avancos-e-debate-mais-maduro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 May 2018 17:24:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[17 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[bissexual]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
		<category><![CDATA[homosseuxual]]></category>
		<category><![CDATA[identidade de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[lgbtfobia]]></category>
		<category><![CDATA[movimento LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=8833</guid>

					<description><![CDATA[<p>A LGBTfobia pode ser definida como aversão e hostilidade a pessoas com orientações sexuais &#160;e identidades de gênero que estão fora do padrão heteronormativo. Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são alvos da discriminação e violências &#8211; psicológicas, sociais, físicas &#8211; motivadas pelo ódio. Em 2017, um levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia identificou [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sob-a-mesma-bandeira-dia-da-luta-contra-lgbtfobia-marca-avancos-e-debate-mais-maduro/">Sob a mesma bandeira, dia da luta contra LGBTfobia marca avanços e debate mais maduro</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A LGBTfobia pode ser definida como aversão e hostilidade a pessoas com orientações sexuais &nbsp;e identidades de gênero que estão fora do padrão heteronormativo. Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são alvos da discriminação e violências &#8211; psicológicas, sociais, físicas &#8211; motivadas pelo ódio.</p>
<p>Em 2017, um levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia identificou o assassinato de 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) relacionados à sexualidade ou identidade de gênero. O estudo chegou à conclusão de que a cada 19 horas uma pessoa LGBT é morta no Brasil.</p>
<p><b>[pullquote]</b></p>
<p><b>HISTÓRIA<br />
</b>A data surge como Dia Internacional de Combate à Homofobia, em celebração ao dia 17 de maio de 1990 – 28 anos atrás &#8211; &nbsp;quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o &#8220;homossexualismo&#8221; da Classificação Internacional de Doenças (CID) como um distúrbio mental. Atualmente, fazer referência ao &#8220;homessexualismo&#8221; demonstra ignorância sobre a questão (na saúde o sufixo &#8220;ismo&#8221; determina condição de patologia, doença). A afirmação da homessexualidade de maneira positiva, na contramão da depravação, vem sendo construída pelos movimentos LGBT desde então. A demonização na orientação sexual homossexual com respaldo da medicina foi responsável, no passado, por &#8220;tratamentos&#8221; que previam realização de castração, choques elétricos, lobotomia e outras métodos de tortura para curar o que é apenas expressão da sexualidade de alguém.&nbsp;<b>[/pullquote]</b></p>
<p>Pernambuco ocupa o quinto lugar neste assustador ranking nacional, com registro de 27 homicídios. Apesar disso, ativistas apontam que a subnotificação e deficiência no registro e atendimento a violências contra pessoas LGBT pode esconder a real dimensão do problema. Rivânia Rodrigues, uma das coordenadoras do Fórum LGBT pelos segmentos de lésbicas e bissexuais, lembra que Pernambuco não tem nenhum legislação que puna a discriminação ou violência contra população LGBT.</p>
<p>Com o tema “LGBTFobia dói, machuca e mata!”, o Fórum Estadual LGBT realiza, hoje, data que marca o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia, um ato em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Com teor diferente do Dia do Orgulho Gay, celebrado em setembro, mais do que comemoração, os movimentos e coletivos que compõem o Fórum Estadual LGBT reforçam a necessidade de cobrar políticas pública que garantam segurança, qualidade de vida e saúde à população LGBT. Para Tiago Rocha, da coordenação colegiada do Fórum pelo segmento gay, a falta de investimento para efetivação de políticas é um sinal de que ainda há muito a ser feito. Como prova, a necessidade de retomar todos os anos a pauta da segurança. “Ainda temos medo de sair para as ruas e não voltarmos. Não existe publicização efetiva de casos de violência com motivação homofóbica”, diz.</p>
<p>Outra crítica do movimento é o enfraquecimento dos espaços de participação da sociedade. Rocha denuncia que o Conselho Estadual LGBT, por exemplo, não foi empossado desde a eleição de que definiu sua composição. &nbsp;Segundo Tiago, o Governo do Estado, apesar de não ter oficializado no Diário Oficial a nova gestão do conselho, lançará o plano estadual de políticas LGBT. “A gente não consegue entender como pode lançar um plano construído pela gestão anterior sem empossar a nova”, questiona.</p>
<p>Para Well Leal, integrante do Fórum pelo segmento gay, e do Coletivo RUA, apesar de a data nascer como um dia de luta da comunidade gay, a transformação na luta contra a LGBTfobia fortalece a cobrança política por direitos. “É uma coisa muito doida a gente comemorar que a gente não morreu. No dia 17 é importante uma mobilização política de cobrança”, defende. Apesar de diferentes bandeiras, ativistas dos segmentos concordam que o avanço das violências contra a população LGBT reforça a importância de atuarem juntos pela efetivação de políticas que combatam o ódio.</p>
<p><b>&#8220;A gente precisa efetivamente construir formas de participação direta na política&#8221;</b></p>
<p>Com objetivo de efetivar a participação de travestis e transexuais das decisões políticas, Amanda Palha, travesti e estudante da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), decidiu lançar sua pré-candidatura à deputada federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). &#8220;Historicamente a gente sempre dependeu muito das verbas de saúde para poder tocar as pautas das pessoas trans e travestis”, explica a jovem, que lembra que as vitórias do movimento são resultado da pressão e organização da pressão unificada.</p>
<p><div id="attachment_8835" style="width: 460px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/?attachment_id=8835"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8835" class="wp-image-8835" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/05/15055782_1780903222163387_4294404858746208371_n-300x268.jpg" alt="15055782_1780903222163387_4294404858746208371_n" width="450" height="403"></a><p id="caption-attachment-8835" class="wp-caption-text">Foto: Thiago An</p></div></p>
<p>“É possível construir junto sem apagar as diferenças e demandas específicas dos grupos que compõem a sigla LGBT”, defende. Segundo a pré-candidata, conquistas como a retificação do nome social de pessoas trans e travestis são importantes, mas não basta que sejam alcançadas apenas no judiciário. “Minha candidatura para o legislativo federal pretende pressionar para que leis que já existem sejam de fato efetivadas e avancemos na participação da sociedade. Não é só nos consultar, é que nossa opinião seja legitimada para construir o que precisa ser construído, independente de quem está lá num mandato [executivo]&#8221;, explica.</p>
<p><strong>Como c</strong><b>ombater expressões de ódio</b></p>
<p>Afirmar as identidades LGBT ainda é um desafio diário. Para Daniela Marreira, 23 anos, estudante do curso de Rádio, TV e Internet, expressar sua sexualidade – considerado por muitas pessoas algo do âmbito privado – é um ato político. Mulher negra e lésbica, ela aponta caminhos para afirmar sua identidade como legítima, natural. No dia a dia, ações como não se furtar a fazer referência à namorada ou andar de mãos dadas são atos de resistência e afronta ao preconceito. &#8220;Isso acontece também com a família da minha namorada. Quando estamos juntas sempre me apresentam como a namorada de Gabriela, algo natural&#8221;, explica a jovem. Apesar da determinação em afirmar o relacionamento lésbico em locais públicos e dentro de casa, o temor por sofrer violência a acompanha. Em fevereiro deste ano, uma mulher foi baleada na perna na Avenida Boa Viagem quando passeava com sua namorada. A suspeita de lesbofobia (termo para o ódio contra lésbicas) foi levantada sobre o caso.</p>
<p>Rivânia alerta para a vulnerabilidade em especial das mulheres que sofrem não apenas com o ódio pela sexualidade, mas com o machismo. Segundo ela, muitos casos de estupros corretivos (ato de violar uma mulher para “ensinar a gostar de homem”) acontecem em ambientes da vida familiar e, portanto, são silenciados. Existe, ainda, dificuldade de acessar dados da segurança pública sobre essas violências.</p>
<p><div id="attachment_8838" style="width: 360px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/05/1013346_967407816676900_8826519030281408424_n.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8838" class="wp-image-8838" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/05/1013346_967407816676900_8826519030281408424_n-300x300.jpg" alt="1013346_967407816676900_8826519030281408424_n" width="350" height="350"></a><p id="caption-attachment-8838" class="wp-caption-text">Daniela e a companheira defendem a afirmação do relacionamento para combater o ódio. Foto: acervo pessoal.</p></div></p>
<p>Well Leal acredita que&nbsp; o combate ao ódio passa necessariamente pela abertura ao diálogo. Diferente da ideia de aceitação ou convencimento, ele defende que a luta por direitos tem que estabelecer contato com segmentos da sociedade para além das pessoas LGBT. “Para você se afirmar como questão política você também tem que se assumir, dar a cara a tapa. Nós precisamos de aliados nesse processo político. Nosso processo de luta, de conquista não se dá só por nós mesmos”, explica.</p>
<p>“A gente fica muito assustado com o crescimento de Bolsonaro. A juventude sente isso, fica meio desesperada com o cenário. Não gosto de dizer que a gente vive um momento de polarização porque acho que a gente sempre viveu uma polarização. Mas eu acho que temos que chamar as pessoas para um debate político que seja compreensível”, argumenta.</p>
<p>No diálogo com a sociedade, Rivânia destaca outras pautas que muitas vezes são determinantes na afirmação da população trans na sociedade: investimentos em educação, emprego e acesso a tratamentos de saúde que garantem outros direitos, a exemplo da garantia de inseminação artificial pelo SUS para casais homoafetivos. “Depois de tudo que o Brasil está passando com o golpe, com a crise, o mercado de trabalho se fecha primeiro para a nossa população. E muitas vezes o público LGBT está muito nessas empresas de call center, onde o trabalho é precário”, reflete. Na opinião de Amanda Palha, focar em educação e acesso ao mercado de trabalho formal&nbsp;é estratégico também para a população T. &#8220;Mais de 90% da população é profissional do sexo, não porque gosta, e sim porque muitas vezes é a única possibilidade de sobrevivência. Precisamos garantir formação profissional e entrada no mercado formal, avançando na discussão sobre condições mínimas de trabalho para profissionais do sexo”, pontua.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sob-a-mesma-bandeira-dia-da-luta-contra-lgbtfobia-marca-avancos-e-debate-mais-maduro/">Sob a mesma bandeira, dia da luta contra LGBTfobia marca avanços e debate mais maduro</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/sob-a-mesma-bandeira-dia-da-luta-contra-lgbtfobia-marca-avancos-e-debate-mais-maduro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
