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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Serviços de entrega e a promessa de &#8220;empreendedorismo&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 10:36:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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<p><strong>Por Adriana Amâncio</strong></p>



<p><em>Delivery</em> é uma atividade típica da economia digital, que segundo o teórico Phillip Kotler, considerado o pai do marketing moderno, é marcada pela forte presença da tecnologia, especialmente a conexão com a internet. No entanto, segundo a secretária Nacional de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Junéia Batista, o campo para a intensificação desta atividade, marcado pela precarização das relações de trabalho, foi preparado anteriormente, no fim de 2016, tendo como ponto alto a reforma trabalhista de 2017.&nbsp;</p>



<p><strong>“</strong>A precarização do mundo do trabalho no Brasil se intensificou muito fortemente já no governo golpista de Michel Temer. Em 2017, foi sancionada a lei da reforma trabalhista e, já no comecinho de 2018, conseguimos ver vários trabalhadores e trabalhadoras sem emprego formal, sem direito à proteção social. Durante debates sobre desemprego promovidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e por organizações interamericanas, o Brasil já registrava 26 milhões de pessoas na informalidade e 10 milhões com empregos formais precários. Esses dados são de junho de 2020, agora, os números devem ter aumentado significativamente”, explica Junéia Batista.</p>



<p>O grande atrativo do serviço de entrega de aplicativos é o seu perfil empreendedor ao se oferecer a ideia de que “você é o seu patrão”. “O lucro depende muito de como cada entregador trabalha. Se você trabalha mais, recebe mais. Se você não quiser vir trabalhar uma semana, pode ficar em casa, mas não vai receber por esses dias”, explica Jaqueline de Albuquerque, entregadora.</p>



<p>Sem opção no mercado de trabalho formal, quem encontra um caminho nos serviços de entrega já começa gastando. De acordo com as entregadoras, apps como Rappi vendem a bolsa térmica por R$ 30, desde que o entregador faça a adesão em até dez dias úteis após a realização do cadastro. Passado este prazo, a bolsa é repassada por R$ 40, descontados em duas parcelas.</p>



<p>Em aplicativos como o Ifood, o entregador recebe apenas a capa da bolsa, mais o valor de R$ 30 para compra de álcool em gel. Neste caso, a caixa térmica deve ser comprada. O custo médio do equipamento no Recife é de R$ 100.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>A Reforma Trabalhista é regida pela Lei 13.467 de 2017 e foi aprovada em 11 de julho de 2017. Dentre outras mudanças, esta reforma deu validade jurídica aos Acordos Coletivos, desde que não interferisse em direitos como 13º salário e férias, extinguiu a obrigatoriedade da contribuição sindical equivalente a um dia de trabalho e permitiu a pactuação de mudanças na jornada de trabalho, antes fixada em 8 horas por dia e 44 horas semanais, para 12h por dia, com descanso de 36h, respeitando o limite de 220 horas mensais.&nbsp;</em></strong></p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um produto da uberização&nbsp;</strong></h3>



<p>O serviço de <em>deliver</em>y desponta como atividade da economia digital, marcada por empresas gerenciadas por aplicativos, sem sede física, e que funcionam a partir da conexão da internet. Nesse meio, ganha força uma nova forma de trabalho, a uberização.&nbsp;</p>



<p>De acordo com Simone Freitas, doutora em Comunicação Estratégica e Organizacional e professora da Faculdade de Olinda, Focca, e do Centro Universitário Unifavip, a uberização é a informalização do trabalho, ou seja, um trabalho para o mercado informal. “Este termo surgiu do aplicativo Uber que criou a tendência levando as suas características para um novo tipo de trabalho. As características são trabalho informal, a adoção de uma economia compartilhada, que une oferta de serviços e demanda por meio de uma plantaforma conectada à internet, explica Simone Freitas.&nbsp;</p>



<p>A promessa de ser empreendedor, de ser dono do seu próprio tempo é o grande atrativo do serviço, segundo Simone. “Essas são as grandes características da uberização, exercer um trabalho informal, ter acesso à tecnologia, fazer o seu próprio horário e oferecer os seus serviços para outras pessoas, através dessa tecnologia”, explica</p>



<p>A pesquisadora acredita que este caminho é sem volta. Ainda segundo ela, os lucros das empresas uberizadas são altos. A própria Uber, que possui menos de dez anos de vida,&nbsp; já&nbsp; fatura mais de US$ 60 milhões. Há profissionais dispostos a aderirem ao serviço e também há demandas por esses serviços. Por essa razão, completa a pesquisadora, usa-se com ainda mais frequência o termo precariado como marca desta nova geração profissional.</p>



<p>“Este termo surgiu nos 1980, foi criado pelo economista da Universidade Londres, autor do livro <em>O Precariado &#8211; anova classe perigosa</em> (em tradução livre). Este termo é uma junção do adjetivo precário com o substantivo proletariado e identifica uma nova classe emergente no mundo, formada por trabalhadores informais, cientes das suas responsabilidades, mas ao mesmo tempo, que se torna ainda difícil viver uma vida de total insegurança que o mercado informal oferece,” define Simone Freitas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que mudou após as mobilizações de julho de 2020</h3>



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	                                        <p class="m-0">Paulo Lima, conhecido como Galo, liderança dos entregadores antifacistas. Crédito: Instagram/ Galodelutaoficial</p>
	                
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<p>O dia 1º de julho de 2020 ficou marcado pela paralisação inédita dos profissionais de delivery em diversas capitais brasileiras. Conhecida como Breque dos Apps, a mobilização teve o seu ponto de partida em São Paulo sob a liderança de grupos organizados de entregadores.</p>



<p>Os profissionais foram às ruas por melhores condições de trabalho, pelo fim dos bloqueios arbitrários e dos desligamentos sem justificativa, em defesa dos auxílios alimentação, transporte e manutenção do veículo e pelo pagamento de uma taxa de R $2 por quilômetro percorrido. Passados oito meses, o entregador e membro do grupo paulista Entregadores Antifascistas, um dos líderes do Breque dos Apps, Paulo Lima, mais conhecido como Galo, diz que a situação ficou ainda pior.</p>



<p>&#8220;Não houve mudança alguma! Nosso trabalho continua sendo feito na precariedade. Hoje, está ainda pior, pois o nosso lucro diminuiu com o aumento do número de entregadores por causa da demanda gerada pela pandemia. Quanto maior o número de entregadores, menos viagens individuais e menor é o lucro. A única mudança é que as mobilizações fizeram com que a sociedade conhecesse mais a nossa realidade&#8221;, avalia Galo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></cite></blockquote>
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		<title>Precarização no serviço de delivery é mais grave entre as mulheres</title>
		<link>https://marcozero.org/precarizacao-no-servico-de-delivery-sao-mais-graves-entre-as-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2021 10:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[delivery]]></category>
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		<category><![CDATA[pandemia e economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Adriana Amâncio A bolsa usada para transportar os pedidos causa desconforto devido ao fecho que fica em cima dos seios; a falta de seguro de vida traz medo durante o trajeto no trânsito corridos da cidade; a ausência de um ponto de apoio com banheiro faz com que as mulheres que precisam trabalhar como [&#8230;]</p>
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<p><strong>Por Adriana Amâncio</strong></p>



<p>A bolsa usada para transportar os pedidos causa desconforto devido ao fecho que fica em cima dos seios; a falta de seguro de vida traz medo durante o trajeto no trânsito corridos da cidade; a ausência de um ponto de apoio com banheiro faz com que as mulheres que precisam trabalhar como entregadores de aplicativos tenham “que se virar pedindo a um e outro”. No período menstrual, a situação se torna tão delicada que muitas mulheres precisam interromper o serviço até o ciclo acabar.</p>



<p>Com a crise econômica, agravada pela pandemia, a possibilidade de “empreender” como entregadora de delivery tornou-se quase inevitável. A adesão é simples. Basta acessar o aplicativo, preencher um cadastro, fornecer alguns documentos e pronto, você já se torna um “empreendedor”. Alguns serviços como o Ifood e o Rappi não exigem registro de Microempreendedor Individual (MEI), já outros como Log e Sode, pedem.</p>



<p>Se aderir ao serviço é simples, realizá-lo, na prática, exige lidar com as condições impostas pela falta de regulamentação da função.</p>



<p>A Marco Zero ouviu quatro profissionais, que apontaram situações de precariedade e desproteção.</p>



<p>O fecho da bolsa térmica causa incômodo, pois se posiciona em cima dos seios. Mulheres que possuem seios maiores sofrem mais com o problema, que é agravado com o peso das cargas. “Tem que reajustar para a fita ficar abaixo dos seios. Então, se você ficar em locais onde saem muitos pedidos e com refrigerante, aí fica muito pesado, incomoda, entendeu?”, explica Andressa Silva.</p>



<p>Andressa, 24 anos, mora no bairro Fernando Idalino, em Petrolina. O companheiro está desempregado e para sustentar a casa se divide entre entregas e como atendente em uma rede de fast food.</p>



<p>Uma jornada sem descanso, de domingo a domingo. Na segunda, acorda às 8h, lava as roupas, prepara o almoço, arruma a casa e, ao meio dia, bate ponto na loja de fast food. Larga meia noite e, ao chegar em casa, ainda precisa lavar a farda para poder dormir. No dia seguinte, repete toda a jornada de trabalho doméstico e, às 10h, inicia o trabalho com <em>delivery</em> que segue até às 17h.</p>



<p>Ela é entregadora da Pede.ai, um serviço que surgiu em Juazeiro (BA), cidade vizinha à Petrolina, e está presente em cerca de 160 cidades distribuídas em todos os estados do Nordeste e em outras regiões como Norte e Centro Oeste.</p>



<p>“O desemprego está grande, moro só com a minha mãe e tenho as contas para pagar, daí peguei a bicicleta e vim tentar a sorte na entrega de <em>delivery</em>”, conta Jaqueline de Albuquerque, entregadora na plataforma Ifood, no Recife.</p>



<p>Jaqueline, 22 anos, mora no bairro de Areias, e trabalha como entregadora há um ano e meio. Praticamente todo período as entregas foram realizadas de bicicleta. Quando a entrevistamos, estava completando oito dias da compra da sua moto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>8,5 milhões de mulheres saíram do mercado de trabalho no primeiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019, segundo a Pesquisa Nacional por Domicílio, Pnad Contínua.</p></blockquote>



<p>Trabalha 12 horas por dia, em uma jornada que começa às 10h e segue até as 22h, de segunda a domingo, com uma folga às terças-feiras. Nesse ritmo, a entregadora consegue uma renda mensal de R$ 1.500 e consegue ajudar a mãe com as despesas da casa. “No começo senti dificuldade com muitos homens que tem aqui. A maioria, né? Porque não conhecia muito eles, mas depois, foi melhorando”, responde Jaqueline quando perguntada se sentiu constrangimento com o fato de, num grupo de 40 entregadores, ter apenas três mulheres no seu ponto de trabalho.</p>



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	                                        <p class="m-0">Quando o corpo reclama após um dia de trabalho, Cristiana deita no chão para aliviar a dor na coluna. Crédito: Arquivo Pessoal</p>
	                
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<p>A estudante de Nutrição Cristiana Batista, 35 anos, perdeu o emprego em um restaurante, aos finais de semana, durante a pandemia. A saída foi recorrer ao serviço de <em>delivery</em> para garantir as despesas em casa, que inclusive aumentaram com a chegada da mãe, que adoeceu e passou a ficar sob os cuidados dela.</p>



<p>Vinculada ao aplicativo VEE, a entregadora cumpre uma jornada de trabalho que vai de terça a domingo, das 9h às 17h. O horário de almoço é definido de acordo com o movimento do dia. “Levo uma hora de almoço, dependendo da demanda. Quando tem muitos pedidos, diminuo o horário”, explica.</p>



<p>Ao calcular o faturamento das entregas, contabilizou um lucro de R$ 720 em duas semanas de trabalho. Para ela, a renda “dá pra levar”. “Fui contemplada com o Programa Minha Casa Minha Vida e pago R$ 80,47 pela parcela da casa”.</p>



<p>Em ralação ao esforço físico diz que normalmente chega em casa bem. “Quando o cansaço toma conta deito literalmente com as costas no chão para aliviar a dor na coluna, causada pelo peso da bag ao longo de um dia mais puxado”, confidencia.</p>



<p>Apesar de enfrentar o trânsito em uma moto, não conta com a proteção de seguro de vida ou de bem privado. A plataforma não oferece nenhum benefício. “Na verdade, quem nos segura é Deus. Eles não pegam nem o nome de algum parente nosso para comunicar em caso de acidente”, sentencia.</p>



<p>Raquel Rodrigues, 30 anos, também moradora de Petrolina, perdeu o emprego em um hotel, fechado no período do <em>lockdown</em>. Antes disso, já pesquisava sobre o serviço de <em>delivery</em>, pois sentia vontade de ter um trabalho que desse tempo para estudar para concursos públicos. Aderiu à plataforma Pede.aí.</p>



<p>A jornada de trabalho é das 10h às 21h, todos os dias da semana, exceto nas quartas-feiras. O lucro, ao final do mês, varia de acordo com o movimento. Em média de R$ 3.500 bruto, retirando desse total as despesas com o combustível, o que dá uma média de R$ 10 por dia, e os custos com a manutenção da moto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>Pela facilidade de adesão, o delivery se tornou alternativa para muitas mulheres. Em uma reportagem do portal Terra, de abril de 2020, o vice-presidente financeiro do Ifood, Diego Barreto, revelou que a plataforma recebeu, só em março de 2020, 175 mil inscrições.</em></strong></p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>No período menstrual, a situação fica mais delicada</strong></h3>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Raquel interrompe o trabalho durante o período menstrual, pois as cólicas pioram com a trepidação da moto. Crédito: Arquivo Pessoal</p>
	                
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<p>No período menstrual, além do desconforto de percorrer vários quilômetros no trânsito de moto ou bicicleta com cólicas, febre e outros sintomas, a falta de banheiro traz medo e insegurança de que o fluxo possa ultrapassar o absorvente e sujar a roupa.</p>



<p>“São os piores dias, por que você ficar na moto, menstruada, com dor, no sol quente ou na chuva. Paro para ver como está o fluxo, para ver se não molhou a roupa. Porque a gente se preocupa, afinal de contas entramos e saímos do estabelecimento. Houve dias em que senti muitas dores, que pioravam com a trepidação da moto. Já cheguei a parar de trabalhar em dias assim”, afirma Raquel Rodrigues.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong><em>No Recife, apenas o Shopping Recife possui um espaço de apoio com toldo e banheiros para os entregadores. Nenhum outro ponto de suporte foi localizado pela reportagem.</em></strong></p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Para elas, o que pode melhorar</strong></h3>



<p>A regulamentação da profissão de entregadora de <em>delivery</em> é a melhor saída para garantir condições dignas às mulheres entregadoras, segundo a profissional Raquel Rodrigues. “Os prestadores desse serviço precisam se organizar, buscar benefícios. É preciso ter mais reconhecimento. Aqui, em Petrolina, já houve debates sobre a regulamentação, mas não deu em nada”, defende.</p>



<p>Além da regulamentação, a entregadora recifense Jaqueline Albuquerque, defende que seja instalado um hub para que as entregadoras se acomodem. “Esse hub já tem lá no Shopping Recife. A gente fica lá, protegido do sol, e quando os pedidos chegam, a gente sai para entregar. Tem banheiro, é bom. É bom pra gente não ficar no meio da rua”.</p>



<p>Ter um seguro de vida e proteção ao veículo de transporte, para a entregadora Cristiana Batista, levaria mais tranquilidade durante a jornada de trabalho. “Poderia ter um seguro, que eles pagassem 50% e a gente pagasse 50%. Eles também poderiam pegar o nome e o número de contato de um parente, pois, caso acontecesse algo conosco, eles avisariam,” pondera.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Saiba Mais</h2>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/lideranca-dos-entregadores-antifascistas-em-pernambuco-e-jovem-negra-lesbica-e-da-periferia/" class="titulo">Liderança dos entregadores antifascistas em Pernambuco é jovem, negra, lésbica e da periferia</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/entrevista/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Entrevista</a>
            
		            </div>
	            </div>
        </div>

		


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></cite></blockquote>



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