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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>O que falta para a cannabis medicinal chegar à rede estadual de saúde?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2025 15:58:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis medicinal]]></category>
		<category><![CDATA[óleo de cannabis]]></category>
		<category><![CDATA[Política Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) tenha aprovado a “Política Estadual para distribuição dos medicamentos derivados da Cannabis pelo Sistema Único de Saúde”, no final de 2024, ainda não existe data para que esses medicamentos cheguem aos pacientes do sistema. Acontece que o caminho para chegar até a população de forma gratuita é longo. [&#8230;]</p>
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<p>Embora a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) tenha aprovado a “Política Estadual para distribuição dos medicamentos derivados da Cannabis pelo Sistema Único de Saúde”, no final de 2024, ainda não existe data para que esses medicamentos cheguem aos pacientes do sistema. Acontece que o caminho para chegar até a população de forma gratuita é longo. </p>



<p>Na prática, o primeiro passo é a sanção da governadora Raquel Lyra (PSDB). Em seguida, é necessário que o governo estadual defina os órgãos responsáveis pela regulação e implementação dessa política, para que seja destinada às instâncias maiores, como o Ministério da Saúde.</p>



<p>No entanto, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou, por meio de nota, que &#8220;o medicamento à base de canabidiol, no momento, não faz parte da lista de fármacos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)&#8221;. Mas que está &#8220;acompanhando os trâmites relacionados ao Projeto de Lei Ordinária nº 474/2023 e nº 1803/2024, que institui a Política Estadual de fornecimento de medicamentos e de produtos derivados de cannabis, para tratamento medicinal, no âmbito de Pernambuco&#8221;.  </p>



<p>De acordo com texto, que une os projetos de lei citados acima, de autoria dos deputados Luciano Duque (Solidariedade) e João Paulo (PT), “a Política de que trata esta Lei tem como objetivo assegurar pleno acesso à saúde aos pacientes que necessitem de tratamento com medicamentos e produtos derivados de <em>cannabis</em>, prescritos por profissional de saúde legalmente habilitado, mediante o fornecimento, pelo Poder Público estadual, no âmbito do Estado de Pernambuco”.</p>



<p>Em Pernambuco, a Aliança Medicinal, considerada a primeira fazenda urbana de cannabis medicinal do estado, é a única associação que possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir e distribuir medicamentos à base de cannabis. São apenas cinco em todo o país.</p>



<p>São mais de 9 mil associados, ou seja, pacientes beneficiados distribuídos em todo o país e mais de 30 colaboradores atuando na organização para que o tratamento com os fitocanabinoides cheguem com qualidade à quem precisa.Com a expectativa de atender também aos pacientes do SUS, eles esperam que ocorra um diálogo com a Secretaria de Saúde para realizar a regulamentação da política.</p>



<p>Pensando nisso, a Aliança já tem trabalhado para ampliar a produção. “A gente distribui em torno de 2 mil medicamentos por mês. Já temos uma capacidade produtiva mais elevada que isso e a gente vem trabalhando para triplicar. Então, hoje a gente tem uma capacidade produtiva em torno de cinco mil unidades por mês e a gente vem se preparando pra conseguir chegar nas 15 mil”, afirma o agrônomo Ricardo Hazin Asfora, diretor-técnico da associação.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/assembleia-legislativa-tambem-aprova-cannabis-medicinal-na-rede-estadual-de-saude/" class="titulo">Assembleia Legislativa também aprova cannabis medicinal na rede estadual de saúde</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Tratamento com fitocanabinoides pode evitar superlotação do SUS</h2>



<p>O uso de medicamentos à base de cannabis, através de derivados como canabidiol (CDB) e tetrahidrocanabinol (THC), impactam diretamente no tratamento de mais de 300 patologias. Entre elas, o transtorno do espectro autista (TEA), além de doenças como epilepsia, fibromialgia, Mal de Parkinson, Mal de Alzheimer, câncer, paralisia cerebral, síndromes convulsivas, síndrome do pânico, ataxia cerebelar ou esclerose.</p>



<p>Ricardo avalia que o governo do estado pode seguir por dois caminhos: suprir a demanda existente ou utilizar os fitocanabidioides como uma ferramenta de tratamento para além da demanda existente. “O tratamento com a cannabis muitas vezes evita toda essa superlotação do sistema e poderia evitar cada vez mais se essa ferramenta fosse bem utilizada. Então a gente está nessa expectativa que o governo entenda a importância dessa ferramenta e amplie de fato esse acesso”, afirma.</p>



<p>Consequentemente, o tratamento com a cannabis desencadearia uma redução nos custos que essas superlotações geram ao estado. “Os pacientes hoje mais graves e de média intensidade de doenças que precisam da cannabis, muitas vezes estão sempre superlotando o serviço básico da saúde, com emergência, com internamento, e a gente sabe que isso é muito oneroso”, ressalta Ricardo.</p>



<p>Se para uma pessoa que paga pelo tratamento, o valor pela produção local pode reduzir de R$ 2 mil, valor do óleo importado, para cerca de 20% desse valor, para o governo do estado estima-se que a economia seria ainda mais vantajosa.</p>



<p>“A gente consegue, em solo pernambucano, aqui em Olinda, fazer toda a cadeia produtiva. Então a gente consegue gerar tecnologia pro estado, empregabilidade, desenvolvimento social. E tudo isso a gente faz junto da comunidade”, reforça o agrônomo.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/por-dentro-de-um-laboratorio-de-oleo-medicinal-de-maconha/" class="titulo">Por dentro de um laboratório de óleo medicinal de maconha</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
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			</item>
		<item>
		<title>Pobreza para quê?</title>
		<link>https://marcozero.org/pobreza-para-que/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2021 16:56:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[crise econômica e pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[miséria]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Política Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Jacques Schwarzstein* Cinco pessoas têm que fazer a travessia de um deserto. Uma tem 3 litros de água, que são insuficientes. A segunda tem 7 litros, que dão para o gasto. As demais têm 12 litros, 19 litros e 58 litros, respectivamente. As cinco estão atadas por correntes invisíveis. Se uma delas desfalecer terá [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jacques Schwarzstein*</strong></p>



<p>Cinco pessoas têm que fazer a travessia de um deserto. Uma tem 3 litros de água, que são insuficientes. A segunda tem 7 litros, que dão para o gasto. As demais têm 12 litros, 19 litros e 58 litros, respectivamente. As cinco estão atadas por correntes invisíveis. Se uma delas desfalecer terá que ser arrastada pelas outras. A água que têm juntas é mais que suficiente para todas mas, nem por isso, chegam a um acordo sobre o compartilhamento da água e sobre a distribuição do peso entre elas.</p>



<p>Trata-se, evidentemente, de uma alegoria do perfil da distribuição de renda no Brasil. Os números são os mesmos. Cada uma das pessoas que deve atravessar o deserto representa 1/5 da população brasileira, ou seja, a 42 milhões de cidadãos. Temos recursos suficientes para fazer do Brasil um país bom para todos, mas esbarramos na descontinuidade das políticas públicas, no desequilíbrio fiscal e na falta de uma vontade política clara. No nosso caso, como na alegoria do deserto, o que falta não é água, mas sim um entendimento básico sobre a melhor maneira de fazer com que ninguém sofra de sede.</p>



<p>Há países onde a pobreza é tanta que nada se pode fazer além de rezar por um crescimento econômico, que nem sempre resolve o problema. Mas não é esse o nosso caso. Nossa pobreza custa caro ao pais, mas é perfeitamente superável com o que temos. A boa notícia é que parece que estamos percebendo que, também nós, estamos atados por correntes invisíveis. A outra boa notícia é que sabemos o que e como fazer. O que falta é pactuar prioridades e correr para o abraço.</p>



<p>O Brasil é reconhecido no mundo todo pelo sucesso obtido por suas políticas públicas, programas e projetos de enfrentamento da miséria. A partir da promulgação da Constituição, em 1988, todos os governos que se alternaram no poder, apoiados por amplos setores da sociedade civil, contribuíram para que, em 2014, nossa pobreza extrema chegasse a 2,5%, ou seja, ao mais baixo patamar histórico da série iniciada em 1990.</p>



<p>Balizamos o caminho, mas o sonho começou a acabar no final de 2014, quando a crise econômica se anunciou sem que conseguíssemos elaborar um plano contingencial e extraordinário de proteção social. O PIB caiu, o déficit fiscal voltou a crescer, a crise política galvanizou as atenções, os investimentos sociais acabaram sendo limitados por lei e a pobreza disparou em V. Em um de seus artigos, Marcelo Neri, economista, ex-presidente do IPEA e ex-ministro, revelou que, de acordo com suas projeções, entre 2014 e 2017, “o aumento de pobreza foi de 29,3%, incorporando, até meados de 2016, 5,5 milhões de novos pobres às estatísticas, só por conta da desaceleração econômica”. Ou seja, retrocedemos em três anos quase 2/3 do caminho vencido em 11 anos. Ficou claro que transitamos o tempo todo numa zona de equilíbrio precário e de alto risco.</p>



<p>Tudo que já ia mal, piorou em 2020 com a chegada da pandemia e foi assim que, diante de uma conjuntura assustadora, achamos ser impositivo pautar com força a necessidade de uma ampla e contundente mobilização de governos e sociedade, direcionada para a superação – desta vez sustentável – da miséria que tanto mal faz ao país como um todo.</p>



<p>O Pacto Brasil sem Pobreza é proposto por um coletivo de profissionais da comunicação. Não somos vinculados a nenhum partido, acreditamos na ciência e na importância da diversidade. Não podemos aceitar que, na hora da crise, quem pague a conta sejam os mais pobres, enquanto os mais ricos ficam ainda mais ricos. Temos que encontrar maneiras de manter o equilíbrio fiscal e de acabar com a miséria, sem prejuízo de uma coisa ou de outra. Pode ser difícil, mas não é impossível para um país rico como nosso. Se pretende sair do atoleiro, uma nação que não é miserável, não pode condenar à miséria um quinto de sua população.</p>



<p>Sabemos que não há fórmula mágica para resolver a questão e o que estamos vendo também é que a superação da pobreza não passa apenas pela questão da renda familiar. O que o Pacto Brasil sem Pobreza quer, é estimular um processo de mobilização nacional, participativo, produtivo e criativo, que obrigue os candidatos de 2022 a se comprometer com um projeto integrado de país melhor. Um projeto de um país unido que decidiu, de uma vez por todas, pôr fim à miséria que tanto nos prejudica e ofende.</p>



<p><strong>*Jornalista, ex-coordenador do escritório do Unicef em Recife e cofundador do <a href="https://brasilsempobreza.com.br/">Pacto Brasil Sem Pobreza</a></strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Grafiteiros se arriscam para pintar encostas dos morros do Recife sem equipamentos de proteção</title>
		<link>https://marcozero.org/grafiteiros-se-arriscam-para-pintar-encostas-dos-morros-do-recife-sem-equipamentos-de-protecao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2021 18:51:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[arte urbana]]></category>
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		<category><![CDATA[Colorindo o Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Grafiteiros e grafiteiras vêm denunciando, há algum tempo, a falta de condições adequadas para pintar encostas sob contrato com a Prefeitura do Recife. O programa Colorindo o Recife começou como uma forma de gerar renda e dar cor a muros e fachadas de equipamentos municipais. Mas, nos últimos anos, foi crescendo e passou a contratar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Grafiteiros e grafiteiras vêm denunciando, há algum tempo, a falta de condições adequadas para pintar encostas sob contrato com a Prefeitura do Recife. O programa Colorindo o Recife começou como uma forma de gerar renda e dar cor a muros e fachadas de equipamentos municipais. Mas, nos últimos anos, foi crescendo e passou a contratar artistas também para pintar espaços maiores &#8211; e mais altos &#8211; sem que houvesse qualquer atualização das condições de trabalho, segurança e contrato.</p>



<p>A situação coloca em risco a vida de quem exerce a função. No último fim de semana, o que era para ser uma pose de propaganda do prefeito João Campos (PSB) nas redes sociais terminou expondo a insegurança com que esses artistas atuam para pintar encostas como a das fotos, que mede 6.450 metros quadrados, na Comunidade Rosa Selvagem, na UR-7, no bairro da Várzea, zona oeste. </p>



<p>O artista que aparece nas imagens não está usando sequer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) básicos necessários, como capacete, luvas e calçados especiais. Também não há cintos e cordas adequadas, com ancoragem e proteção em pontos de atrito. Numa das postagens, o prefeito posa segurando a corda que prende o grafiteiro de forma irregular.</p>



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	                                        <p class="m-0">Print de postagem no perfil oficial do prefeito João Campos (PSB) mostra o gestor segurando a corda que prende o artista na encosta (crédito: Instagram João Campos)</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“Nem precisa ser técnico para ver as irregularidades. É um absurdo. O pessoal está pintando a barreira sem segurança nenhuma e o prefeito segurando a corda achando que está fazendo uma foto bacana”, reclama Shell Osmo, alpinista industrial, artista visual e integrante do Coletivo Pão e Tinta.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Prefeito João Campos (PSB) em selfie com artistas sem equipamentos de segurança adequados na encosta de Rosa Selvagem (crédito: Marcos Pastich/PCR)</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>No final de 2018, o artista Raoni Assis se acidentou enquanto pintava uma barreira de 40 metros de altura no Vasco da Gama, na zona norte. Sem proteção adequada, ele escorregou e, ao tentar se segurar de alguma forma, machucou mãos, pés e cabeça. </p>



<p>“Como não havia posto de saúde perto, me levaram numa farmácia para eu mesmo fazer os primeiros socorros. Passei cerca de 15 dias sem conseguir trabalhar direito”, lembra Raoni, que destaca a importância da política pública do Colorindo o Recife, mas afirma que é preciso fazer ajustes e dar mais apoios.</p>



<p>O <a href="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/02/edital_de_credenciamento_-_grafitagem_2_-_definitivo_04.10.pdf">edital do Colorindo o Recife de 2017</a>, que nunca foi atualizado, diz que ao credenciado, ou seja, ao artista, compete realizar algumas atribuições, entre elas &#8220;cumprir as regras de segurança e observar as melhores técnicas e as empregar corretamente de maneira a obter os resultados estabelecidos para cada intervenção&#8221;.</p>



<p>A classe artística, porém, reclama que esse tipo de cláusula é incompatível com o que vem sendo requisitado nos trabalhos de grande porte. Além disso, diz que as &#8220;regras de segurança&#8221; não estão especificadas no documento. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sem apoio nem transparência</strong></h2>



<p>Os grupos de grafiteiros também reivindicam mais diálogo e transparência na gestão das políticas públicas de arte urbana da Prefeitura . Morador do Bode, no Pina, zona sul, Shell expõe a falta de apoio de transporte, alimentação, água e ajudante para execução de trabalhos de grande porte e longe de casa, que levam vários dias para serem executados. “É só você”, resume.</p>



<p>“Quem pega um lugar que é uma barreira tem que se desenrolar. Nós (do Coletivo Pão e Tinta) passamos 45 dias pintando a Ponte do Pina, uma equipe de oito pessoas tendo que se organizar para comer e beber água”, conta ele, que participa desde o início do Colorindo o Recife, em 2013.</p>



<p>Executado por meio da Secretaria de Turismo e Lazer, atualmente comandada por Cacau de Paula, o Colorindo o Recife é o carro-chefe da política pública de arte urbana da cidade e integra o Mais vida nos morros, gerido pela Secretaria Executiva de Inovação Urbana, que tem Tullio Ponzi à frente.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Prefeito João Campos (PSB) e secretária de Turismo e Lazer, Cacau de Paula, com o artista Marquinhos Atg em agenda do Colorindo o Recife edição de &#8220;não Carnaval&#8221; (crédito: Marcos Pastich/PCR) </p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>O cachê pago pela gestão municipal é de R$ 5 mil mediante nota fiscal. Quem não tem inscrição de MEI (Microempreendedor Individual) ou outro CNPJ sofre um desconto previsto em contrato e o valor recebido cai para R$ 3,8 mil. </p>



<p>Mas a cena reclama dos atrasos de pagamento. O artista Marqx executou um mural completo e 90% de outro, em 2019, mas, por falta de material, não conseguiu finalizar inteiramente o segundo trabalho, que somava cerca de 60 metros quadrados. Está até agora sem receber o cachê.</p>



<p>A seleção dos artistas é feita através de inscrição e, depois, sorteio dos habilitados. Mas os integrantes dos coletivos reclamam que não tem onde acompanhar os chamamentos e não dá sequer para entender qual a lógica usada pela prefeitura. Tab, artista do Pina, relata que está até agora esperando sua vez para pintar e vendo artistas que estavam depois dela na fila passarem na sua frente. </p>



<p>Apesar de ser cadastrada e habilitada no Colorindo o Recife desde 2018, esse foi o único ano em que ela conseguiu participar do programa, quando ministrou uma oficina de graffiti, cujo cachê é de R$ 2 mil e cai para R$ 1,6 mil com o desconto de imposto para quem não é pessoa jurídica.</p>



<p>“Com a mudança de gestão, fica ainda mais difícil o contato e o diálogo. Ficamos um ano inteiro na incerteza esperando uma grana que só talvez role. Pior que você fica chateada, mas termina fazendo porque precisa”, comenta.</p>



<p>O artista e acelerador social Stilo, do Bode, relembra que o Colorindo o Recife se tornou política pública de arte urbana depois da pressão feita pelo setor. Na época, o então prefeito Geraldo Julio (PSB) vendia o Recife como a “capital das artes”. “A classe artística foi chamada para pensar junto o projeto, a gestão, a seleção, o cachê. Tudo vinha sendo conversado e dialogado”, detalha.</p>



<p>No entanto, segundo o grupo, desde então gestão municipal e artistas não voltaram a sentar numa mesa para avaliar as ações e dialogar. “Estão querendo fazer uma parada muito grande de qualquer jeito”, reclama Stilo, que lembra que o cachê não é reajustado desde 2017. &#8220;A questão da segurança mostra a necessidade de uma reavaliação&#8221;, destaca.</p>



<p>“Queremos ao menos aplicar um questionário para saber qual a avaliação dos artistas participantes. Estamos com receio de mais perdas nas políticas públicas”, alerta Stilo. Ele reforça que programas como esse são uma forma de dar condições para que artistas continuem pintando, produzindo e criando conteúdo.</p>



<p>“É uma ferramenta cultural, de troca de informação e de sobrevivência&#8221;, argumenta, lembrando que a prefeitura não teve um programa específico durante a pandemia voltada para a classe, que também não foi incluída no Auxílio Municipal Emergencial (AME) de Carnaval, apesar de já ter sido a responsável por decorações, realizar pintura de tapumes para a festa e ter sido responsável por transformar muros da cidade em painéis com a temática carnavalesca, compondo a agenda do prefeito no último fim de semana.</p>



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	                                        <p class="m-0">Mapa afetivo dos graffitis do Pina em construção pelo Coletivo Pão e Tinta, da zona sul do Recife (crédito: Coletivo Pão e Tinta)</p>
	                
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<p>O Coletivo Pão e Tinta está desenvolvendo um projeto aprovado por meio da Lei Aldir Blanc para mapear os graffitis do Pina. A ideia é geolocalizar cada um dos trabalhos da área para criar um mapa afetivo com comércios, escolas e muros onde há intervenções.</p>



<p>De acordo com o Stilo, até agora o levantamento aponta que cerca de 70% dos trabalhos foram feitos por iniciativa própria dos artistas e da comunidade.</p>



<p>O lançamento deve ser feito até março, quando haverá a edição anual do <a href="https://marcozero.org/corpxs-em-alvo-festival-na-comunidade-do-bode-promove-politica-com-tintas/">Festival Internacional Pão e Tinta</a>, que acontece há quase dez ano no Bode e já se consolidou como uma das principais datas do grafitti no Brasil.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prefeitura do Recife suspende intervenção</strong></h3>



<p>A <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> procurou a Secretaria de Turismo e Lazer na tarde da última segunda-feira (15) por e-mail e telefone. Também tentou uma entrevista com Tullio Ponzi, secretário executivo de inovação urbana e idealizador do Mais vida nos morros. Mas a prefeitura se posicionou através de uma nota, enviada somente nesta quarta (17) à tarde.</p>



<p>Os trabalhos em Rosa Selvagem foram suspensos e serão retomados &#8220;após a adoção de todos os protocolos de segurança&#8221;, diz o texto. A gestão, no entanto, não respondeu a outros questionamentos da reportagem, como os planos de diálogo, adequação e expansão do Colorindo o Recife.</p>



<p>Confira a nota na íntegra:</p>



<p><em>A Prefeitura do Recife ratifica o seu compromisso com a consolidação de uma política pública voltada para a valorização da arte urbana, através de iniciativas como o Colorindo o Recife que, mesmo em um ano atípico como 2020, ampliou o acervo de murais e painéis em espaços abertos da capital pernambucana, com benefício direto a 70 artistas e coletivos cadastrados mediante o edital público de chamamento 002/2017.</em> </p>



<p><em>A Secretaria de Turismo e Lazer reforça que mantém diálogo aberto com todos os artistas e reafirma o seu compromisso em valorizar a arte urbana na cidade. Com relação aos pagamentos, todos são efetuados em até 30 dias após a emissão da nota fiscal do projeto executado, conforme previsto em edital, instrumento jurídico que também prevê que cabe aos artistas providenciar locomoção e alimentação enquanto executam os serviços.</em></p>



<p><em>Em relação à intervenção feita na Encosta de Rosa Selvagem, operacionalizada pela Secretaria Executiva de Inovação Urbana através do Programa Mais Vida nos Morros, assim que foi identificada uma falha pontual pelo não-uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), o serviço foi imediatamente suspenso e será retomado após a adoção de todos os protocolos de segurança.</em></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/grafiteiros-se-arriscam-para-pintar-encostas-dos-morros-do-recife-sem-equipamentos-de-protecao/">Grafiteiros se arriscam para pintar encostas dos morros do Recife sem equipamentos de proteção</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Feiras agroecológicas:  da escolha individual à política pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2020 22:15:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Da terra à mesa, a comida que consumimos é, ao mesmo tempo, produto, fonte de renda, modo de vida e política. Comer é um ato político não só porque o preço daquilo que chega ao prato passa por regulamentações, sofre influência da política de exportação, do clima, mas também porque poder escolher o que se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Da terra à mesa, a comida que consumimos é, ao mesmo tempo, produto, fonte de renda, modo de vida e política. Comer é um ato político não só porque o preço daquilo que chega ao prato passa por regulamentações, sofre influência da política de exportação, do clima, mas também porque poder escolher o que se come ainda é um privilégio no Brasil.&nbsp;&nbsp;<br></p>



<p>Quem tem acesso à informação de que o Brasil figura entre os países que mais consomem e utilizam agrotóxicos pode buscar alternativas de alimentos sem veneno. As feiras agroecológicas são espaços para quem quer adotar uma alimentação saudável, mas nem sempre é fácil entender o que elas significam e como são organizadas.&nbsp;<br></p>



<p>Muitos mitos foram criados sobre o assunto e a falta de informação só favorece que iniciativas como as feiras fiquem restritas a poucos.&nbsp;<br></p>



<p>Além do alimento produzido sem veneno, as feiras agroecológicas &#8211; que não são a mesma coisa que as chamadas &#8220;feirinhas orgânicas&#8221; &#8211; são parte de um processo mais complexo, que propõe desde o plantio até a comercialização uma outra forma de relação com a natureza, com os agricultores e com os consumidores.&nbsp;<br></p>



<p>Segundo explica Carlos Magno, coordenador da organização não governamental Centro Sabiá, que trabalha apoiando agricultores familiares a produzirem de maneira agroecológica, é importante que quem compre o alimento agroecológico entenda o que existe por trás. &#8220;Não é qualquer alimento que tem na feira agroecológica. Existe o aspecto cultural, de guardar as culturas e de mudança política. A agroecologia põe na mesa a ideia de transformação política, de crítica ao neoliberalismo, ao capitalismo e à instrumentalização da natureza&#8221;, argumenta.<br></p>



<p>Os desafios e benefícios a essa mudança na sociedade existem tanto para agricultores quanto para consumidores, mas também cabe ao poder público uma parcela importante no processo. No caso das feiras, o espaço público adequado e a segurança são fundamentais para a sobrevida das iniciativas.&nbsp;<br></p>



<p>Para Magno, o aumento do interesse e, por consequência, de demanda por feiras assim são importantes para estimular o mercado e a produção, mas precisam ser debatidos e acompanhados de perto pela sociedade civil e governos como uma política pública.</p>



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	                                        <p class="m-0">Foto: Eduardo Amorim/Acervo Centro Sabiá</p>
	                
                                    </figcaption>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Avanços e desafios</strong></h3>



<p>Para isso, Davi Fantuzzi, assessor de Mercados do Centro Sabiá e coordenador do CPOrg-PE (Comissão de Produção Orgânica) de Pernambuco, alerta que mais do que apoiar pontualmente as feiras agroecológicas, é preciso que municípios e estados entendam esses espaços como equipamentos públicos de abastecimento alimentar.&nbsp;<br></p>



<p>O objetivo de estruturar as feiras precisa estar vinculado ao desenvolvimento de uma política pública de agroecologia como um todo. Para Fantuzzi, Pernambuco tem um terreno fértil para avançar nessa questão, a começar pela regulamentação pendente da <a href="http://legis.alepe.pe.gov.br/texto.aspx?id=37235">Lei estadual Lei Nº 16320</a>, que estabelece regras para as feiras orgânicas e agroecológicas. </p>



<p></p>



<p>&#8220;Além da lei, precisamos ter uma política estadual, um plano de agroecologia com participação da sociedade civil, com um programa forte de fortalecimento e apoio às feiras agroecológicas&#8221;, complementa. O Circuito Pernambuco Orgânico, iniciativa do Governo do Estado, é também uma ação que precisa ser integrada com outras políticas, defende Fantuzzi.<br></p>



<p>No dia a dia, um dos principais desafios, no entanto, é dar condições de que feiras agroecológicas cheguem às periferias das cidades ou locais menos abastecidos e que tanto produtores quanto os consumidores, de fato, possam ser beneficiados pelo acesso a esses produtos.&nbsp;<br></p>



<p>A escolha por comer alimentos saudáveis não pode ser apenas uma possibilidade de acesso individual. É preciso de ação de estímulo, conscientização da sociedade e de fomento.&nbsp;<br></p>



<p>&#8220;As feiras agroecológicas estão concentradas nos bairros de classe média e classe média alta do Recife, por exemplo. Em um contexto de mobilidade urbana defasada, é muito difícil uma família sair da periferia para ir a uma dessas feiras&#8221;, pontua.&nbsp;<br></p>



<p>O preço é acessível, mas as feiras necessariamente não são. Davi Fantuzzi reconhece o desafio, mas entende que a questão é mais complexa. &#8220;Os agricultores tentam minimizar riscos. Eles têm produção e precisam da renda que vai vir da comercialização. Em um contexto de aumento da pobreza, a cultura alimentar e a renda é o que define o que muitas pessoas vão consumir. Em geral elas vão fazer opções pela sobrevivência&#8221;, explica. Por exemplo, com o dinheiro que comprariam frutas e vegetais, a escolha por um macarrão e extrato de tomate é mais comum.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O mito de que comer bem custa caro</strong></h3>



<p>Uma pesquisa realizada pelo Centro Sabiá, em 2016, comprovou que o produtos agroecológicos vendidos nas feiras específicas saem mais baratos do que os convencionais (não orgânicos) em supermercados e feiras livres. A pesquisa contou com o apoio do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e identificou que, na compra de 20 produtos, o preço pago nos supermercados foi em média 56% mais caro do que o praticado nas Feiras da Rede Espaço Agroecológico (duas feiras assessoradas pelo Centro Sabiá) e, no caso das feiras populares, os preços ficaram em média 19% mais caros do que nas agroecológicas.<br></p>



<p>Outro dado importante nesse debate é que o custo do alimento agroecológico é, sim, maior do que os alimentos com agrotóxicos. Isso porque a produção agroecológica é mais parecida com artesanato do que com uma fábrica de peças. A remuneração do trabalho das famílias é apenas uma parte do valor embutido.&nbsp;&nbsp;<br></p>



<p>Apesar disso, o preço que chega para o consumidor não será necessariamente mais caro. &#8220;No geral, mesmo o produtor ganhando mais, o consumidor paga menos ou a mesma coisa porque o circuito no qual o produto circula é curto. É curto em distância, ou seja, gasta pouco petróleo (combustível), é de baixo carbono&#8221;, explica o assessor de Mercados do Centro Sabiá Davi Fantuzzi. Além disso, os alimentos são vendidos pelos próprios produtores ou por alguma família que faz parte do mesmo grupo ou associação.&nbsp;</p>



<p></p>



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	                                        <p class="m-0">Foto: Acervo Centro Sabiá</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Orgânico nem sempre é agroecológico</strong></h3>



<p>O perfil de quem busca as feiras agroecológicas, em grande parte, é de pessoas que buscam mais saúde, mas muitas vezes desconhecem outras características do alimento agroecológico. Uma confusão comum, nesse sentido, é achar que orgânico é a mesma coisa que agroecológico.&nbsp;<br></p>



<p>A principal diferença entre os dois é que um produto orgânico, sem veneno, pode ser operacionalizado por uma grande empresa, com uma lógica de trabalho que não garante direitos aos trabalhadores, que emprega atravessadores e entrega um alimento mais caro ao consumidor final.&nbsp;<br></p>



<p>Apesar de não ter o selo orgânico, o alimento agroecológico, também produzido sem veneno, tem outros valores agregados que nem sempre são visíveis ou possíveis de medir numa conta de padaria. &#8220;Os produtos agroecológicos vêm da agricultura familiar. São famílias que buscam trabalhar a partir de outra relação entre homens e mulheres, por exemplo. Tem aí o valor de transformação econômica local e social, de garantia de direitos, de valorizar saberes tradicionais, o conhecimento&#8221;, explica Carlos Magno, que reconhece que isso não acontece da noite para o dia.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Existe o esforço de que esses elementos estejam presentes nos alimentos que qualquer consumidor vai encontrar na feira. Mas há um misto de questões, de contradições que estão sendo trabalhadas no dia a dia a partir da assessoria&#8221;, complementa.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Como acontece a certificação</strong></h3>



<p>Diferente dos produtos orgânicos, não existe um selo para alimentos e produtos oriundos da produção agroecológica. Isso não quer dizer que não exista fiscalização ou outros modos de certificar os alimentos.&nbsp;<br></p>



<p>No caso das feiras, segundo explica Davi Fantuzzi, as associações de agricultores utilizam uma das três opções de certificação emitidas pelo Sisorg (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica). <br></p>



<p>Para a produção agroecológica, o Ministério da Agricultura faz o reconhecimento apenas de agricultores familiares, que precisam estar vinculados a organizações de controle social e se comprometem solidariamente, uns com os outros, com a garantia da produção orgânica. Eles passam a integrar o banco de dados, mas precisam comercializar seu produto diretamente ao consumidor final e não podem utilizar o selo de orgânico. A fiscalização é a mesma para todos.&nbsp;</p>



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	                                        <p class="m-0">Foto: Acervo Centro Sabiá</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Saiba onde encontrar feiras agroecológicas</strong></h3>



<p>Em Pernambuco, o governo do Estado reconhece 96 pontos de comercialização de alimentos orgânicos e agroecológicos. No Recife, a mais antiga feira, o Espaço Agroecológico das Graças, no bairro de classe média, existe há 22 anos e tem características próprias, além de uma clientela fiel.&nbsp;<br></p>



<p>Até chegar ao estágio de organização e consolidação atual, no entanto, foi preciso enfrentar diversos desafios. As feiras mais novas já aprendem com os erros passados, por exemplo. Hoje, vários órgãos públicos no Recife convidam organizações a realizarem feiras regulares.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Uma lista com indicações de feiras agroecológicas em Pernambuco está disponível no <a href="http://www.centrosabia.org.br/feiras-agroecologicas">site do Centro Sabiá</a>, com horários e endereços.<br></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>No Recife, a prefeitura também disponibiliza uma lista com pontos e feiras de comercialização de alimentos agroecológicos por RPA (Regiões Político Administrativas) da cidade, <a href="http://www2.recife.pe.gov.br/servico/feiras-e-pontos-agroecologicos">aqui</a>.<br></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A Plataforma Mapa de feiras orgânicas, do Idec, também reúne estabelecimentos, feiras e pontos de comercialização tanto de orgânicos como agroecológicos. <a href="https://feirasorganicas.org.br">Acesse aqui</a>.</p></blockquote>



<p></p>



<p></p>



<p></p>
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