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	<title>Arquivos PSTU - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 May 2024 20:55:48 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos PSTU - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Denúncias e trocas de acusações na eleição do Sintepe revive &#8220;vale-tudo&#8221; das disputas entre sindicalistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jun 2021 20:55:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[PCdoB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As eleições para a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) contêm vários ingredientes que marcaram as lutas sindicais nas décadas de 1980 e 1990: troca de acusações, sabotagem, manobras para manipular a votação, denúncias de fraude, briga na Justiça e até uma inusitada chapa de oposição cuja candidata à presidência [&#8230;]</p>
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<p>As eleições para a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) contêm vários ingredientes que marcaram as lutas sindicais nas décadas de 1980 e 1990: troca de acusações, sabotagem, manobras para manipular a votação, denúncias de fraude, briga na Justiça e até uma inusitada chapa de oposição cuja candidata à presidência é a atual presidenta da entidade.  O acirramento não acontece à toa, pois o Sintepe é um dos maiores sindicatos do estado, com mais de 70 mil pessoas filiadas.</p>



<p>A eleição vai ocorrer nos dias 16 e 17 de junho, entre três chapas. De um lado, está a Chapa 1, ligada à deputada estadual Teresa Leitão e sua corrente do PT que comanda o sindicato há 30 anos. As concorrentes são as chapas 2, com militantes do PCdoB e um grupo que se diz independente, e a 3, formada majoritariamente por integrantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU).</p>



<p>A princípio, de acordo com o estatuto do sindicato, as eleições só aconteceriam em novembro de 2021, mas após uma assembleia realizada em dezembro de 2020, ficou decidido que o pleito seria antecipado para junho. Para integrantes das chapas 2 e 3, uma decisão &#8220;equivocada e irresponsável&#8221;, afinal, Pernambuco ainda está em uma fase crítica em relação ao número de casos de covid-19 e realizar as eleições agora significa pôr em risco a vida dos servidores. Os oposicionistas se uniram ao menos para pedir que a Justiça adiasse a votação, mas o pedido foi negado.</p>



<p>“O que tenho assistido é a completa ausência de democracia e a imposição de uma agenda autoritária de um grupo que, indiferente aos riscos de uma eleição presencial e à vida de milhares de pessoas, quer realizar as eleições a todo custo na perspectiva de manter-se no poder”, afirmou Valéria Silva, atual presidente do Sintepe e candidata à presidência pela Chapa 2 &#8211; de oposição. A sindicalista acusa a Chapa 1 de ser responsável pela antecipação das eleições.</p>



<p>Outra justificativa apresentada pelas chapas 2 e 3 para o adiamento das eleições é o fato dos servidores da rede estadual de ensino estarem em estado de greve desde abril deste ano. “Chega a ser contraditório os servidores terem que sair de suas casas para irem até a escola votar se estão em greve”, disse Kelly Silva, integrante da Chapa 3.</p>



<p>O secretário de Comunicação do Sintepe e integrante da Chapa 1, Dilson Marques, defende que a votação ocorrerá de maneira segura para mesários e eleitores. “Todos os cuidados sanitários estão sendo tomados. Todos os mesários foram testados para covid-19, utilizaremos terminais eletrônicos de voto para que o eleitor não precise pegar em papéis ou caneta, todos os locais de votação terão álcool em gel e banners com as orientações de distanciamento e prevenção. Não há risco de ter aglomeração porque até mesmo nas eleições que ocorriam antes da pandemia isso nunca aconteceu e agora não vai ser diferente”, afirmou o dirigente sindical.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PT: o &#8220;dono&#8221; do sindicato</h2>



<p>A disputa pela direção do Sintepe se acirrou em dezembro de 2020 após a renúncia do então presidente Fernando Melo que aceitou convite para assumir a secretaria de Educação do município de Limoeiro. Com sua saída, a vice Valéria Silva assumiu a presidência, pelo menos no papel, pois a sindicalista afirma que não conseguiu gerir a instituição porque vem enfrentando &#8220;sabotagem da maioria da direção&#8221;, composta por militantes petistas. </p>



<p>De acordo com integrantes das chapas 2 e 3, apesar de não estar mais na presidência do sindicato, o PT tem o controle das senhas das redes sociais, da plataforma utilizada nas assembleias e reuniões de diretoria, coordena os funcionários e controla toda a infra-estrutura da entidade.</p>



<p>É isso que explica o fato da presidente Valéria Silva encabeçar uma das chapas de oposição.</p>



<p>Segundo Kelly Silva, representante da Chapa 3, a assembleia que resultou na antecipação das eleições para junho foi organizada pela Chapa 1 porque “o PT não quer que o sindicato seja presidido por outra força política”. A sindicalista conta sua versão dos fatos após a saída de Fernando Melo:</p>



<p>“O PT e o próprio sindicato já não estavam mais satisfeitos com o presidente Fernando Melo porque ele começou a apoiar o atual prefeito de Limoeiro, Orlando Jorge. Na época das eleições municipais do ano passado, Fernando começou a participar da campanha de Orlando e a gente começou a questionar, pois era uma candidatura de direita, do Podemos [partido de, entre outros, do senador paranaense Álvaro Dias]. Depois que Orlando ganhou as eleições, Fernando foi ser secretário de Educação de Limoeiro e renunciou à presidência do Sintepe. Quando ele renunciou, convocaram uma assembleia às pressas em dezembro, bem no período das festas de fim de ano, quando muitos sindicalistas estavam de recesso, e decidiram pela antecipação das eleições, que seriam em novembro de 2021, para junho de 2021”.</p>



<p>A assembleia que definiu a antecipação das eleições para junho aconteceu de maneira remota no dia 29 de dezembro.</p>



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	                                        <p class="m-0">Grupo do PT controla o sindicato há 30 anos. Crédito: Reprodução / Instagram Chapa 1 </p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">Denúncias da oposição</h3>



<p>A antecipação da disputa resultou em uma série de problemas no processo eleitoral. Integrantes da chapa 2 e 3 acusam a chapa 1 de praticar manobras que burlam o estatuto do Sintepe e comprometeriam o resultado das eleições.</p>



<p>Entre as acusações apresentadas está o descumprimento de prazos regimentais, que determina que é preciso ter pelo menos três meses de filiação para participar das eleições, e a não averiguação da legalidade das candidaturas apresentadas, o que teria permitido a participação de não-sócios na Chapa 1.</p>



<p>Diversos ofícios solicitando a impugnação de inscrições realizadas fora do prazo foram apresentadas pelas chapas 2 e 3, mas os requerimentos não tiveram retorno da Comissão Eleitoral do sindicato.</p>



<p>De acordo com Kelly Silva, a comissão eleitoral é formada por oito integrantes, cinco são escolhidos por votação da diretoria e os outros três são representantes de cada chapa. Todos os cinco escolhidos através da votação são integrantes da Chapa 1. Portanto, a comissão é formada por seis representantes da Chapa 1 e apenas dois de oposição.</p>



<p>Em votação, na assembleia da comissão eleitoral que ocorreu no dia 10 de junho, foi definido que os dados das votações serão contabilizados em momentos específicos dos dias 16 e 17 de junho, fato que preocupa as chapas 2 e 3. Foi dado a opção de escolher se os dados seriam contabilizados nos dois dias ou apenas ao fim do segundo e último dia de votação, os integrantes da Chapa 1 optaram pela primeira opção e a oposição pela segunda. &#8220;Quem escolheu a empresa responsável pelo processo eleitoral foi a Chapa 1 e a gente não confia nessa escolha&#8221;, afirmou a sindicalista Kelly Silva. </p>



<p>Outra denúncia apresentada contra a Chapa 1 é a distribuição de brindes como camisetas, máscaras e álcool gel, nas residências dos sócios. De acordo com as chapas 2 e 3, os donativos foram comprados com recursos do próprio sindicato. Além da falta de divulgação do material de campanha de todas as chapas nas redes sociais oficiais do Sintepe.</p>



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	                                        <p class="m-0">A chapa 2 é de oposição, mas tem integrantes da atual diretoria. Créditos: Reprodução / Facebook Sintepe Livre</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading">O que diz a Chapa 1 </h3>



<p>Os integrantes da Chapa 1, que votaram pela antecipação das eleições, defendem que todo o processo eleitoral ocorre dentro da legalidade e rebatem as críticas e denúncias apresentadas pelas chapas de oposição. Para Dilson Marques, &#8220;o que as chapas de oposição queriam era o adiamento das eleições para ter mais tempo de realizar as suas campanhas&#8221;. </p>



<p>&#8220;Não há fraude nenhuma. A chapa dois entrou com uma ação na Justiça do Trabalho para interromper o processo eleitoral e foram derrotados. A juíza que decidiu manter as eleições deixou claro que a assembleia dos sócios e sócias era soberana para decidir as datas das eleições e a decisão foi tomada de forma correta, de acordo com o estatuto do sindicato”, defendeu o secretário de Comunicação do Sintepe.</p>



<p>Quanto ao questionamento feito sobre uma possível manipulação dos resultados, o integrante da Chapa 1 declarou que: “uma empresa de TI [Tecnologia da Informação], que já realizou eleições do sindicato dos trabalhadores em outros estados como São Paulo e Ceará, foi contratada para fiscalizar as eleições. Todo o processo vai ocorrer de forma transparente e dentro da legalidade do estatuto e também já estamos contratando uma empresa que vai ser responsável pela auditoria das eleições para não restar nenhuma dúvida sobre o processo”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Após a publicação desta reportagem, a assessoria de comunicação da Chapa 1 enviou a seguinte nota, complementando as informações repassadas pelo dirigente sindical Dilson Marques. Segue a nota, reproduzida na íntegra abaixo</strong>:</p><cite>Os integrantes e as integrantes da Chapa 1 &#8211; Sintepe na Luta &#8211; Autônomo e Independente &#8211; vêm a este veículo para negar ilações feitas que atingem todos os membros da chapa, assim como fazer alguns esclarecimentos:<br><br>O mandato da atual diretoria já se encerrou em novembro do ano passado e foi prorrogado por mais seis meses. As eleições deveriam ocorrer em 20 de novembro de 2020, de acordo com o Estatuto e uma assembleia de sócios adiou as eleições para 16 e 17 junho. Portanto, avaliamos que a decisão soberana da categoria precisa ser respeitada por aqueles que pretendem ser os representantes dos trabalhadores em educação. Democracia sindical é respeitar e encaminhar a decisão soberana da categoria.<br><br>Sintepe tem 31 anos de muita luta democrática e a prática do Sindicato é reconhecidamente horizontal, sendo as decisões do Sindicato coletivas. Portanto, não se sustenta quaisquer argumentos de que a presidenta não está &#8220;governando&#8221;, pois nenhum presidente administra sozinho o Sintepe. A direção, a assembleia e as instâncias do Sindicato são soberanas, no entanto, a atual presidenta vem reiteradamente passando por cima das decisões coletivas e até recorreu à justiça para adiar as eleições e foi derrotada.<br><br>Novamente, ao afirmar categoricamente que a Chapa 1 está &#8220;há 30 anos no poder&#8221; o veículo ignora que atualmente a atual presidenta está na direção do Sintepe há 26 anos sem exercer a docência na sala de aula. E que na Chapa 1 não tem ninguém que esteja na direção do Sintepe há 26 anos e que 60% dos membros e membras de nossa Chapa são de novos militantes no movimento sindical. Na verdade, somos a chapa que promoveu a maior renovação de seus quadros.<br><br>Ao afirmar que a Chapa 1 é &#8220;ligada à deputada estadual Teresa Leitão&#8221; o Marco Zero Conteúdo comete um erro grave, emite um forte juízo de valor e deslegitima a história de lutas de todos os membros e membras da Chapa. Como nós mesmo anunciamos em nossa Carta Programa (que segue anexa), esta Chapa é composta de diversas forças políticas que atuam dentro e fora do Sindicato, sendo um agrupamento plural tanto na militância sindical como social.<br><br>Uma outra acusação absurda que o Marco Zero Conteúdo deveria ter tido mais cuidado, ou ao menos ouvido o Sindicato, é quanto à acusação de distribuição de brindes. O Sindicato fez um recadastramento e, como de costume, aproveitou o fato para distribuir itens da campanha salarial educacional 2021, como faz todo ano. O que chamam de brindes é a cópia da Revista Mátria, que todo ano é distribuída entre filiados; uma camisa da campanha salarial e um caderno de anotações, itens costumeiramente distribuídos em quaisquer época pelo Sindicato.<br><br>Por fim, ressaltamos que o Sintepe tem 31 anos de muita luta sindical, muita democracia interna e essas atuais eleições, que se cumprem no período da pandemia, mas que está sendo organizada com todo o cuidado e rigor, é uma prova da vitalidade do Sindicato.</cite></blockquote>



<h4 class="wp-block-heading">Como ocorrem as eleições</h4>



<p>As eleições que vão definir a nova direção do Sintepe e o resultado da disputa entre a Chapa 1 &#8211; Sintepe de Luta. Autônomo e Independente, Chapa 2 &#8211; Sintepe Livre, e Chapa 3 &#8211; Oposição Alternativa Sintepe, devem mobilizar quase 25 mil pessoas, entre mesários, eleitores e apoiadores administrativos.</p>



<p>A votação ocorre na quarta e na quinta-feira, dias 16 e 17 de junho, das 9h às 20h. O processo será realizado através de urnas eletrônicas fixas e volantes. Algumas ficarão sediadas em escolas estaduais, outras serão transportadas em táxis durante todo o dia.Algumas secções eleitorais do tipo <em>drive thru</em> também serão montadas.</p>



<p>Para representantes da oposição, mais um fato preocupante em relação ao contágio da covid-19. “Cada táxi com a urna volante terá um mesário e um representante de cada chapa, ou seja, o carro ficará lotado. Além disso, essas pessoas vão estar em contato constante com pessoas e lugares diferentes”, declarou Kelly Silva.</p>



<p>Ainda de acordo com a sindicalista, na noite do domingo, dia 13 de junho, a comissão eleitoral informou que todos os mesários e representantes das chapas que vão participar do processo eleitoral precisavam ser testados para a covid-19 e o resultado deveria ser apresentado até às 17h da segunda-feira, 14 de junho. A decisão anunciada em cima da hora, com um prazo de menos de 24 horas de execução, pode resultar na substituição de mesários e fiscais das chapas.</p>



<p>“Eles disponibilizaram um centro de testagem na sede da CUT aqui no Recife, mas muitos dos nossos fiscais e mesários são do interior de Pernambuco. Eles disseram que podiam fazer os testes em farmácia e depois reembolsariam o valor, mas muitos nem têm dinheiro para fazer o teste, que custa uns R$ 80,00”, afirmou a oposicionista.</p>



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<p></p>
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		<title>Cláudia Ribeiro: candidatura para divulgar o socialismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2020 23:28:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleicoes2020]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É sempre complicado analisar as propostas do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU). O alicerce de todas as candidaturas está sedimentado em uma revolução do proletariado e no consequente fim do capitalismo. Para uma eleição municipal, as consequências práticas disso são nulas. Mas o PSTU raramente entra numa eleição para ganhar: é mais para divulgar [&#8230;]</p>
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<p>É sempre complicado analisar as propostas do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU). O alicerce de todas as candidaturas está sedimentado em uma revolução do proletariado e no consequente fim do capitalismo. Para uma eleição municipal, as consequências práticas disso são nulas. Mas o PSTU raramente entra numa eleição para ganhar: é mais para divulgar a palavra do socialismo.<br><br>Nessa cruzada, dificilmente o partido faz alianças. O PSTU está com candidatura própria em 16 das 26 capitais brasileiras. São todas campanhas feitas sem verbas do Fundo Partidário, já que o PSTU não atingiu a cláusula de barreira (1,5% dos votos) nas eleições passadas, ficando também sem tempo na TV e nas rádios.<br><br>Ao participar de eleições, o PSTU faz um plano de governo emergencial que é, digamos, levemente pragmático. Ainda que de difícil implementação &#8211; como o combo congelamento de tarifas mais aumento de salários &#8211; são propostas para serem implementadas enquanto a revolução não vem.<br><br>Neste ano, o PSTU apresenta no Recife a única candidatura 100% composta por mulheres: Cláudia Ribeiro para prefeita e Kátia Telles para vice. Nascida no Rio de Janeiro, Cláudia Ribeiro veio ainda criança para o Recife com a família &#8211; o pai é pernambucano &#8211; e aqui teve toda a sua formação política. Cursou pedagogia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde ingressou no movimento estudantil.<br><br>Fez parte do Partido dos Trabalhadores, militando na corrente trotskista Convergência Socialista. Saiu quando a corrente se desvinculou do PT e virou o PSTU, entre 1992 e 1993. Em 2007, começou um ciclo de três gestões na direção do Sindicato Municipal dos Profissionais da Rede Oficial de Ensino do Recife (Simpere). É professora em uma escola na Imbiribeira, e, por conta da função sindical ou de eleições, alterna momentos em sala de aula com licenças. Esta é sua terceira campanha: em 2006 concorreu para deputada estadual e em 2008 para vereadora.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Entrevista// Cláudia Ribeiro</h2>



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	                                        <p class="m-0">Kátia Telles e Cláudia Ribeiro, na única chapa 100% formada por mulheres</p>
	                
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<p><strong>Por que montar uma chapa 100% feminina para disputar essa eleição?</strong><br>Nossa candidatura apresenta um programa alternativo para a cidade do Recife diante de uma grave crise econômica que se abate sob os trabalhadores e tem demonstrado que os políticos que estão no poder nada fizeram além de garantir os lucros dos ricos e milionários. Então a chapa do PSTU é para apresentar um projeto alternativo, socialista, de socializar a riqueza que a gente produz. A produção é coletiva , mas a apropriação é privada. Nesse sentido, construímos uma chapa que é o reflexo do que é a nossa sociedade. Embora isso para a gente não seja determinante, é importante ter essa representatividade. Poderia ser também uma chapa com uma mulher e um homem…<br><br><strong>Quais serão as suas prioridades nas políticas públicas voltadas para as mulheres?</strong><br>Para além de sermos a maioria da população, qualquer política que se apresente e você não organizar essas políticas, você deixa de fora metade da população. Não é possível apresentar um projeto de sociedade que não tenha uma ruptura com o capitalismo. Qualquer outro projeto dentro desse sistema econômico está ameaçando a nossa existência. É preciso romper, construir uma sociedade socialista através da revolução.<br><br><strong>Mas o PSTU traz também um plano com propostas de governo.</strong><br>Nas eleições a gente traz um projeto emergencial, porque esse sistema capitalista tem nos condenado a uma vida precarizada e decadente, e isso influencia muito na violência. Não tem como falar em políticas para as mulheres sem falar em orçamento, em taxar as grandes fortunas, aumentar o IPTU, para que uma parcela da sociedade que lucra muito pague mais.<br><br><strong>E no programa emergencial, o que tem voltado para as mulheres?<br></strong>A cidade do Recife tem sua metade sem saneamento, e quem mais sofre são as mulheres e as mulheres negras. Você tem 150 mil pessoas desempregadas. E a maioria que sofre com o desemprego são mulheres pobres e negras. É um plano para a cidade como um todo e que vai beneficiar as mulheres. No que diz respeito à violência contra as mulheres, a gente entende que é possível ampliar as delegacias de atendimento às mulheres, é possível construir uma delegacia em cada bairro para que funcionem 24 horas…</p>



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	                                        <p class="m-0">Cláudia Ribeiro em campanha de rua</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p><strong>Mas isso seria uma função do Governo do Estado, certo?<br></strong>Não necessariamente. O que acontece…estamos falando de orçamento, da cidade, de uma política que interfere profundamente na outra. A gente pretende que a  Prefeitura do Recife, sob a organização do PSTU, seja uma trincheira na luta por políticas que atendam a maioria da população. E obviamente as mulheres. Então, isso é um plano para que a Prefeitura do Recife tenha a obrigação de ajudar a organizar e lutar para que esteja à disposição das mulheres trabalhadoras. É parte do nosso projeto que a cidade se organize por meio de conselhos populares, com 100% do orçamento. E nesses conselhos, formados por mulheres e homens, a gente possa discutir as prioridades dos bairros. A prioridade é que a cidade tem de se voltar para nos atender. E somos nós, e em especial as mulheres negras, que estamos expostas às consequências danosas da decadência da cidade. Uma cidade escura, sem saneamento, com milhares de crianças fora das creches, com uma prefeitura que destina pouco dinheiro para a saúde.<br><br><strong>Na área de educação, como você avalia a condução do prefeito Geraldo Julio nesse cenário de pandemia? o que faria diferente?</strong><br>É uma prefeitura que tem ódio da população pobre. As escolas localizadas na periferia são sem saneamento, as crianças moram em casas sem tratamento de esgoto. A pandemia veio para jogar para a superfície que a população não tem acesso à internet, a grande maioria não tem celular. A prefeitura está colocando as professoras em jornadas exaustivas de trabalho remoto. As professoras têm filhos, a responsabilidade das mulheres com crianças e idosos gera uma jornada exaustiva de trabalho. Não há investimento também em tecnologia.<br><br><strong>Você fez parte da convergência socialista, a corrente do PT que deu origem ao PSTU. Como você avalia a disputa do PT com o PSB e acha que Lula pode influenciar no resultado da eleição no Recife?</strong><br>Se Lula ainda pudesse influenciar talvez tivesse outro cenário. Houve uma ruptura muito grande da população em relação a Lula. As pessoas acreditaram que suas vidas iam se transformar no governo do PT, mas Lula assumiu o governo e deu uma trégua aos grandes empresários e repassou verbas para os bancos. A votação em Bolsonaro demonstrou isso. Agora, a briga entre PT e PSB é só para ver quem vai sentar na cadeira, porque do ponto de vista de projeto não tem a menor diferença. O PT está coligado com o PSB em 46 municípios de Pernambuco. O PT estava compondo o governo do estado poucas semanas antes da campanha começar. Nacionalmente são coligados, é uma briga apenas pela cadeira. Quando passar as eleições estarão juntos de novo. Os trabalhadores não têm a ganhar nem com um nem com outro.<br><br><strong>Você já sofreu com machismo em partido político ou em campanhas?<br></strong>O machismo é um instrumento do sistema capitalista. Ele não vive sem o capitalismo e usa dessa ideologia para extorquir mais valia da classe trabalhadora, na hora que nos divide, rebaixa nosso nível salarial e coloca mulheres e homens uns contra os outros. E nos impõe uma vida miserável, à mercê da violência…que a gente não tem direito ao nosso corpo, que o Estado e a Igreja que determina o que vamos fazer com nosso corpo. Já sofri machismo em todas as esferas da sociedade. Como a gente trata disso é que é diferente. Não acreditamos que possa existir dentro desse sistema um modelo de homem ideal, mas achamos que dentro da nossa classe é possível sem tréguas o combate ao machismo. Deve ser dado entre homens e mulheres da classe trabalhadora, sem nos dividir.</p>



<p><br><br></p>
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		<title>Entrevista &#124; Simone Fontana (PSTU): &#8220;Defendemos jornada de 36h com manutenção dos salários&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2018 17:54:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[adalgisas]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 20018]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[propostas]]></category>
		<category><![CDATA[PSTU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ela já foi candidata a vereadora, a deputada, a senadora por duas vezes, a prefeita por outras duas vezes. Desde a fundação PSTU, em 1994, a professora Simone Fontana é uma militante participativa, mas nunca passou dos seis mil votos. Já foi também, por quatro vezes, presidente do Sindicato Municipal dos Professores do Recife, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marcozero.org/projetoadalgisas"><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-10049" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg" alt="adalgisasabertura" width="150" height="100"></a>Ela já foi candidata a vereadora, a deputada, a senadora por duas vezes, a prefeita por outras duas vezes. Desde a fundação PSTU, em 1994, a professora Simone Fontana é uma militante participativa, mas nunca passou dos seis mil votos. Já foi também, por quatro vezes, presidente do Sindicato Municipal dos Professores do Recife, o Simpere. Hoje é aposentada da rede estadual e dá aulas para o ensino fundamental da Escola Municipal do Leão, em Boa Viagem.</p>
<p>Como candidata experiente em Pernambuco, diz que estaeleição, em que disputa pela primeira vez o cargo de governadora, está diferente. &#8220;Há uma descrença muito grande da população&#8221;. Simone também vê que as ideias revolucionárias do PSTU estão atraindo mais a periferia. &#8220;Estamos tendo um bom diálogo nas ruas. Fizemos muitas reuniões este ano, reuniões grandes&#8221;.</p>
<p><a href="http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2018/BR/PE/2022802018/170000606877//proposta_1534209400477.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Confira aqui o programa de governo de Simone Fontana (O PSTU faz um programa único para todo o país)</a></p>
<p>Para a verba de campanha, o PSTU em Pernambuco conta metade com doações e metade com o Fundo Eleitoral. A fatia nacional para o partido foi deR$ 980.691,10, o valor mínimo. O diretório estadual ficou com apenas R$ 29,4 mil dessa verba e as candidaturas do partido (10, com paridade de gênero) devem custar cerca de R$ 50 mil &#8211; o que falta deve vir das doações. Todo o dinheiro do diretório foi para a candidatura de Simone, segundo dados do TSE. &#8220;Mas está sendo usado para todos os candidatos&#8221;, diz. Alguns panfletos e santinhos são com mais de um ou com todos os candidatos do PSTU. Na propaganda gratuita eleitoral, Simone conta com 7 segundos no guia e 30 segundosnas inserções.</p>
<p>A sede do partido fica há cinco anos no térreo de um prédio caixão na Rua do Sossego, na Boa Vista, onde funciona também o comitê das candidaturas. Foi lá que Simone Fontana concedeu esta entrevista a Marco Zero Conteúdo, onde fala com a mesma calma e simpatia sobre ofertar mais creches na rede pública e a defesa do porte de armas pelos cidadãos.</p>
<blockquote><p>O projeto Adalgisas, da Marco Zero Conteúdo, entrevistou as três mulheres candidatas ao Governo do Estado.<br />
Confira as propostas delas:<br />
<a href="http://marcozero.org/entrevistaana-patricia-alves-a-revolucao-e-no-momento-mais-critico-ainda-falta-muito-mais-sofrimento-para-o-brasileiro/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ana Patrícia Alves (PCO)</a><br />
<a href="http://marcozero.org/entrevista-dani-portella-o-estado-nao-pode-ser-um-balcao-de-negocios/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Dani Portela (Psol)</a><br />
<a href="http://marcozero.org/entrevista-simone-fontana-pstu-defendemos-jornada-de-36h-com-manutencao-dos-salarios/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Simone Fontana (PSTU)</a></p></blockquote>
<h2><strong>A importância das eleições</strong></h2>
<p>Cada vez mais se comprova que a eleição não muda nada. Há quantos anos se faz eleição e o que a gente vê de mudanças realmente? Pouca coisa, praticamente nada. Mudam só os gerentes do capital, uns puxando para um lado, outros para outro. Mas o voto é importante para fortalecer o projeto que a gente tem: temos um tempo muito restrito na TV, quase não vamos para debates e o espaço maior que temos são entrevistas para divulgar nosso projeto de sociedade, que é uma sociedade do conjunto das classes. O PSTU não tem deputados, temos um vereador. E os eleitos pelo PSTU recebem não o salário do cargo, mas um salário compatível com a profissão que ele desempenhava. O restante do dinheiro vai para as causas do partido.</p>
<h2><strong>Engajamento e revolução</strong></h2>
<p>Com a crise do próprio capital, a perspectiva é de mais ataque às classes trabalhadoras, o aumento do desemprego, as reformas que visam tirar direitos do trabalhadores. A perspectiva de reformas piora a vida do trabalhador, vai aumentar ainda mais a precarização com a questão do teto para os gastos públicos, vai piorar as questões da saúde. Com a concentração de riqueza na mão de poucas pessoas, o grande empresariado exige mais do estado, que tira da classetrabalhadora. O mecanismo do pagamento da dívida pública leva metade do orçamento do Brasil. Oitenta porcento do PIB é para pagamento de juros e amortização das dívidas (Não é bem assim: <a href="http://marcozero.org/simone-interpreta-errado-dados-da-divida-publica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://marcozero.org/simone-interpreta-errado-dados-da-divida-publica</a>/). Como a população está muito descrente das instituições, da política e do judiciário,temos visto grandes levantes. Em 2013 a população foi para as ruas de maneira espontânea, denunciando os gatos com a Copa do Mundo, com as arenas. Ano passado teve uma grande greve geral, esse ano os caminhoneiros foram à luta &#8211; não foi <em>lockout</em>, conversamos com os caminhoneiros na BR. É possível construir mais greves gerais&#8230; O Rio de Janeiro está uma confusão, funcionários sem receber. Em vários países a transformação veio pela revolução.</p>
<h2><strong>Economia</strong></h2>
<p>Não deveria haver nenhum tipo de incentivo fiscal, as empresas já são muito ricas. Você vê uma empresa como a Fiat. Conseguiu benesses do estado e paga aos seus funcionários um dos piores salários do mundo. E o lucro da fábrica vai para o exterior. E não há nenhuma contrapartida para o estado: é só dar dinheiro.Quanto à dívida pública, nossa proposta é suspender imediatamente todos os pagamentos e fazer uma auditoria. A gente tem um governo estadual que tem uma dívida de R$ 15 bilhões. Não sabemos quanto se paga mensalmente dessa dívida. A nível nacional, o pagamento da dívida pública afeta estados e municípios. É um mecanismo cruel de desvio de dinheiro para os bancos. Hoje temos seis bilionários controlando o Brasil todo.</p>
<h2><strong>Geração de empregos</strong></h2>
<p>Defendemos hoje que o desemprego é um dos pontos mais difíceis, isso aumenta a violência. Nossa proposta é diminuir a jornada de trabalho e quase dobrar o número de empregos. Defendemos 36 horas semanais e o mesmo salário. É possível fazer isso: os patrões hoje fazem banco de hora, o trabalhador quem sai perdendo. Outra proposta é a criação de uma empresa estatal para a construção de obras públicas. Construir creches, hospitais. Nada de parcerias com empresas privadas. As empresas públicas deveriam ser controladas pelos trabalhadores com chefias eleitas pelos trabalhadores, prestação de contas abertas, transparência. Mas hoje o que acontece é que quem assume as empresas públicas assume por indicação política.</p>
<h2><strong> Educação</strong></h2>
<p>É necessário uma revolução. Precisa de incentivo da creche até a universidade. Educação é para elevar os níveis científico, cultural e humano, e hoje não acontece nada disso. Temos em Pernambuco 100 mil jovens de 15 a 17 anos fora das salas de aulas. Temos salas superlotadas, quentes. O governo não faz mais concurso público, não respeita a lei do piso. Está há 10 meses sem atualizar os salários. E quando paga o piso, o piso é muito baixo. O professor tem que trabalhar em 2 ou 3 empregos, não dá conta. Não tem quadra nem laboratório nas escolas. Nossa luta agora é contra a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) que vai restringir o acesso do aluno ao conhecimento, diminuindo o número de disciplinas. E a batalha para não ser aprovada a Escola sem partido. Falar de política também é educar. A gente vê o capitalismo fazendo propaganda o tempo todo, em livros didáticas, por exemplo. Paulo Câmara fala em ProUni estadual. Isso é um absurdo. Não tem verba nem para a Universidade de Pernambuco (UPE) e ele quer socorrer as universidades privadas. Tem é que investir e abrir vagas na UPE, e não em parceria pública privada.</p>
<h2><strong>Saúde</strong></h2>
<p>Os médicos já estão fazendo greve contra as OS (organizações sociais, que administram hospitais). Os terceirizados em Pernambuco estão com os salários atrasados. Paulo Câmara manda R$ 728 milhões para as OS e a própria secretaria de Saúde tem R$ 282 milhões, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado. Ter a saúde como mercadoria é assistir a cenas de guerra, com corredores lotados de pacientes. E é preciso investir em saneamento básico, para evitar doenças como a dengue, chicungunha, zika. Dar atenção à saúde do trabalhador: o estresse no trabalho, doenças ocupacionais, acidentes de trânsito. Muito disso pode ser diminuído com a jornada reduzida. O desemprego também adoece as pessoas.</p>
<h2><strong>Porte de armas</strong></h2>
<p>Acreditamos no direito à auto-defesa, de defender sua própria vida. Somos contra o desarmamento. Hoje quem tem acesso às armas é a polícia, o estado e a burguesia &#8211; há várias empresas privadas de vigilância para proteger os bancos e as propriedades privadas. Grande parte dos mortos pela polícia são jovens negros da periferia. Defendemos a criação de comitês de auto defesa. Outo dia vi uma fala de uma travesti dizendo que só se sentia segura para sair de casa com uma faca na bolsa. Como dizer para ela que ela não pode se defender? As mulheres da periferia que voltam para casa de noite têm o direito da auto-defesa.</p>
<h2><strong>Cultura</strong></h2>
<p>Temos uma proposta de cultura para engrandecer o ser humano. O que a gente vê hoje são mega eventos, atrações nacionais na mídia enquanto os artistas locais ficam renegados com cachês atrasados. É preciso estimular a cultura, o teatro, o cinema. Retomar a construção e reforma de teatros &#8211; como o do Parque, que mesmo sendo da prefeitura, o estado tem que ajudar. A interiorização dos cinemas também é importante.</p>
<h2><strong>Direitos humanos</strong></h2>
<p>A nossa proposta são conselhos populares que vão governar, como no começo da União Soviética. Isso sim que é democracia. Depois houve uma queda da democracia com Stalin e um grande enfrentamento (à democracia) com o imperialismo. Mas houve avanços, como a erradicação do analfabetismo e até hoje a Rússia quase não tem desemprego é muito pouco (cerca de 5%, mas com uma das produtividades mais baixas da Europa). Somos a favor da legalização do aborto, da liberação da maconha e de todas as drogas. A maconha é um absurdo proibir, é uma planta. Quanto às outras, o estado assumiria a venda e o tratamento para quem é dependente, fazendo campanhas educacionais para alertar sobre o uso.Quanto à questão da moradia, defendemos a desapropriação de imóveis sem uso e terrenos baldios. Pernambuco tem hoje um déficit habitacional de 320 mil moradias e há vários prédios desocupados usados para a exploração imobiliária, sem função social.</p>
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		<title>Cinco candidatos diante das verdades LGBT</title>
		<link>https://marcozero.org/cinco-candidatos-diante-das-verdades-lgbt/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2018 15:39:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Boate Metropole]]></category>
		<category><![CDATA[candidatos ao governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Dani Portela]]></category>
		<category><![CDATA[debate LGBT]]></category>
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		<category><![CDATA[Rede]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Debates e sabatinas entre candidatos promovidos pela mídia, universidades, entidades empresariais ou sindicatos são comuns em qualquer lugar do Brasil. No Recife, desde 2002, a agenda dos candidatos a cargos majoritários inclui o debate com a comunidade LGBT no endereço que, há pelo menos três décadas, é o mais badalado ponto de encontro de gays, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Debates e sabatinas entre candidatos promovidos pela mídia, universidades, entidades empresariais ou sindicatos são comuns em qualquer lugar do Brasil. No Recife, desde 2002, a agenda dos candidatos a cargos majoritários inclui o debate com a comunidade LGBT no endereço que, há pelo menos três décadas, é o mais badalado ponto de encontro de gays, lésbicas, transexuais, drags e travestis da cidade.</p>
<p>E ontem, pela primeira vez, a Marco Zero Conteúdo foi convidada para participar do mais informal dos debates do calendário eleitoral pernambucano. Coube a mim, junto com a blogueira Noélia Brito, a tarefa de formular perguntas para os candidatos. Perguntas não, uma pergunta, no singular.</p>
<p>Dos sete pretendentes ao governo de Pernambuco, Ana Patrícia Alves (PCO), Dani Portela (PSOL), Júlio Lóssio (Rede), Maurício Rands (PROS) e Simone Fontana (PSTU) se dispuseram a dar a cara a tapa à beira da piscina da boate Metropole. Os dois líderes das pesquisas não apareceram. Armando Monteiro (PTB) ao menos enviou a coordenadora de mobilização de sua campanha para ler uma carta com as justificativas. O governador Paulo Câmara, nem isso.</p>
<p>Houve quem dissesse que a ausência expressava o desprezo do candidato do PSB com as pautas LGBT. Como diria meu velho amigo Wellington Medeiros, do Movimento Leões do Norte, grupo que organiza o debate, talvez isso seja “maldade das bichas”: provavelmente Câmara não quis ser fotografado ao lado da bandeira do arco-íris, o que desagradaria aos seus aliados evangélicos fundamentalistas que já o fizeram ficar de joelhos.</p>
<p>No início do debate, parecia que Dani Portela estava jogando em casa graças à torcida organizada por duas candidatas da comunidade LGBT, a trans Robeyoncé Lima, sua correligionária, e a travesti Amanda Palha, candidata a deputada federal pelo PCB.</p>
<p>Devagar, Júlio Lóssio conquistou a simpatia de parte do público. Como seu primo Dan, um homem trans, coordena sua campanha no sertão, ele demonstrou intimidade com os temas e com a linguagem do público. Chegou a arrancar aplausos num ambiente que, em tese, lhe era adverso, ao usar o bom senso: “O mínimo de respeito é tratar a pessoa do jeito que ela quer ser tratada”.</p>
<p>É provável que o formato do debate tenha prejudicado Maurício Rands, mais afeito às formalidades do ambiente jurídico e do parlamento do que num debate à beira da piscina, mas também provocou danos nas costas dos entrevistadores.</p>
<p>Algo me incomodava, mas só fui ligar lé com cré quando Noélia Brito avisou: “essas cadeiras têm costafobia”. Quinze minutos depois, já estava difícil achar posição, pois a cadeira, na verdade, era um desses bancos altos para tomar uns drinques com o cotovelo no balcão ou em mesinhas altas de um pé só.</p>
<p>Um erro dos organizadores tornou tudo mais sofrido para a lombar. A previsão inicial era um bloco em que quatro representantes da sociedade civil fizessem perguntas a serem respondidas por todos os candidatos. Mas alguém – ninguém apareceu para levar a culpa – induziu a mediadora Andréa Trigueiro, professora de jornalismo da Unicap, a incluir uma réplica de dois minutos de quem fez a pergunta, seguida de uma tréplica dos candidatos. Imagine isso multiplicado por quatro. Ou melhor, por cinco: pois alguém – não sei se foi o mesmo, mas deu raiva mesmo assim – incorporou um quinto perguntador, ou seja, mais réplica e mais tréplicas.</p>
<p><div id="attachment_10496" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/09/Debate-governadores_Metropole_Ines-Campelo_MZ-Conteudo_-6.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10496" class="wp-image-10496 size-large" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/09/Debate-governadores_Metropole_Ines-Campelo_MZ-Conteudo_-6-1024x682.jpg" alt="Debate governadores_Metropole_Ines Campelo_MZ Conteudo_ (6)" width="702" height="467"></a><p id="caption-attachment-10496" class="wp-caption-text">Debate com candidatos ao Governo no Club Metropole. DESCRIÇÃO: Cinco dos sete candidatos que participaram do debate, sentados em bancos altos, com mesas redondas, ambiente escuro. Ao fundo duas bandeiras nas cores do arco-íris. Da esquerda para direita: Ana Patrícia Alves (PCO), Dani Portela (PSOL), Júlio Lóssio (Rede), Maurício Rands (PROS) e Simone Fontana (PSTU). Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p>Registre-se que, nesse tempo todo, o comportamento do público foi extremamente respeitoso com os candidatos. A irreverência e a descontração festiva, sempre associadas à imagem do público LGBT, deram lugar, desde o início, à seriedade e atenção de quem discute aos assuntos que interferem na sua vida e podem mudar seu destino.</p>
<p>Só aí, quase duas horas depois, chegou a vez das perguntas dos entrevistadores. Foi quando entendemos que só teríamos de fazer uma pergunta para um candidato a ser sorteado. Melhor assim, pois, a essa altura, já tinham sido discutidos o preconceito institucional no serviço público, a dificuldade dos transexuais de conseguir empregos, o direito à maternidade das lésbicas, a transformação do Centro de Referência do Combate à Homofobia numa política de Estado etc.</p>
<p>Para efeitos de registro, Noélia Brito perguntou se os candidatos estariam dispostos a gastar parte da verba de publicidade de seus eventuais governos em campanhas informativas sobre os direitos da população LGBT. Ana Patrícia Alves respondeu.</p>
<p>A Marco Zero quis saber como fazer para que, 33 anos após o fim da ditadura, a PM de Pernambuco deixe de ser uma milícia à serviço dos interesses das elite e dos fundamentalistas para se tornar um instrumento de construção da democracia. Coube a Maurício Rands responder que deveria ser aplicado o princípio de autoridade do governador, com aplicação justa tanto de gratificações e promoções quanto de punições severas.</p>
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