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	<title>Arquivos região metropolitana - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos região metropolitana - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Uma nova maneira de pensar as regiões metropolitanas: a importância do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2024 15:27:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório das Metrópoles]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Eugênia Simões* A Constituição Federal de 1988 obriga a elaboração de Plano Diretor, principal instrumento para planejar o desenvolvimento das cidades, nos municípios com mais de 20 mil habitantes. Já o Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001) amplia essa obrigatoriedade para algumas situações, independente do número de habitantes, incluindo nesse rol qualquer município [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Eugênia Simões*</strong></p>



<p>A Constituição Federal de 1988 obriga a elaboração de Plano Diretor, principal instrumento para planejar o desenvolvimento das cidades, nos municípios com mais de 20 mil habitantes. Já o Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001) amplia essa obrigatoriedade para algumas situações, independente do número de habitantes, incluindo nesse rol qualquer município inserido em regiões metropolitanas. Contudo, mesmo com essa obrigatoriedade, o planejamento continua a ter uma visão local, ou seja, restrita ao âmbito do próprio município, inexistindo uma perspectiva de planejamento urbano considerando sua inserção no cenário metropolitano.</p>



<p>Quando se trata de ordenação territorial urbana, alguns casos extrapolam a questão local, tornando-se uma situação de interesse comum, que demanda uma solução concertada entre os municípios envolvidos e o estado. Como exemplo, estão os empreendimentos que geram não apenas um impacto local na cidade onde serão erguidos, mas repercutem de alguma maneira nos municípios limítrofes, constituindo um problema metropolitano.</p>



<p>Nesse contexto, o Estatuto da Metrópole amplia a visão restrita ao local e prevê expressamente a necessidade da elaboração de um Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) para as regiões metropolitanas. Pelo seu conteúdo mínimo, os PDUIs terão uma abrangência muito maior, inclusive com a necessidade dos Planos Diretores se adequarem às suas disposições a fim de constituir um instrumento imprescindível para obtenção da gestão plena nas regiões metropolitanas.</p>



<p>No artigo do Estatuto da Metrópole, consta que esse instrumento legal estabelecerá as diretrizes gerais para o planejamento, a gestão e a execução das funções públicas de interesse comum em regiões metropolitanas e em aglomerações urbanas instituídas pelos estados. Assim como, também fixará normas gerais sobre o plano de desenvolvimento urbano integrado e outros instrumentos de governança interfederativa, incluindo critérios para o apoio da União a ações que envolvam essa governança no campo do desenvolvimento urbano.</p>



<p>Assim, com a edição do Estatuto da Metrópole, fica clara a busca por um planejamento e desenvolvimento integrado, ou seja, a autonomia municipal não é considerada ao extremo para solução de problemas urbanos que sejam considerados função pública de interesse comum. Isso é colocado porque existem desafios que são melhores solucionados com a participação efetiva dos municípios que compõem a região metropolitana, juntamente com o estado, com o apoio da União e a participação da sociedade civil.</p>



<p>Dessa forma, para o bom exercício das chamadas funções públicas de interesse comum, o ideal é a existência de uma estrutura administrativa básica de governança interfederativa, baseada na lei, construída com o diálogo democrático entre os municípios integrantes da região metropolitana e o estado. Essa estrutura deveria funcionar efetivamente para concretizar a gestão metropolitana de funções públicas de interesse comum, incluindo a ordenação territorial, naqueles casos em que a questão deixa de ser local para ser metropolitana.</p>


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        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p align="left"><strong><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">*Procuradora do município do Recife, doutora em Desenvolvimento Urbano </span></span><span style="font-size: medium;">pela</span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisadora do Observatório das Metrópoles (Núcleo Recife).</span></span></strong></p>
    </div>
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