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	<title>Arquivos testes - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 27 Feb 2024 14:13:42 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos testes - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<item>
		<title>Pernambuco ainda não definiu esquema de fiscalização para as novas restrições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jan 2022 23:10:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[H3N2]]></category>
		<category><![CDATA[omicron]]></category>
		<category><![CDATA[testes]]></category>
		<category><![CDATA[Vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo de Pernambuco detalhou, nesta terça-feira (11), em coletiva de imprensa, as novas medidas restritivas para os serviços de alimentos e eventos, numa tentativa de diminuir a circulação das variantes ômicron da covid-19 e H3N2 da influenza (confira no final da matéria a lista completa das mudanças). Diante das novidades, muitos pernambucanos estão questionando [&#8230;]</p>
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<p>O governo de Pernambuco detalhou, nesta terça-feira (11), em coletiva de imprensa, as novas medidas restritivas para os serviços de alimentos e eventos, numa tentativa de diminuir a circulação das variantes ômicron da covid-19 e H3N2 da influenza (confira no final da matéria a lista completa das mudanças). Diante das novidades, muitos pernambucanos estão questionando como será feita essa fiscalização por parte do estado, com apoio dos municípios.</p>



<p>O estado ainda não divulgou como será o reforço das equipes, se haverá novas contratações ou deslocamento de pessoal para atender às novas regras. Na coletiva, o secretário estadual de Saúde, André Longo, adiantou apenas que “Vamos reforçar a nossa fiscalização nesses espaços, seja de alimentação ou de eventos”.</p>



<p>As equipes de fiscalização ainda irão se reunir, ao longo desta semana, para definir o esquema de fiscalização. Os novos protocolos do Plano de Convivência já começam a valer nesta sexta (14) e seguem até o dia 31 de janeiro.</p>



<p>Segundo nota da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) à <strong>Marco Zero</strong>, “a fiscalização é articulada e realizada em parceria com vários órgãos, como Procon, Polícia e Apevisa (Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária), além dos órgãos municipais de controle urbano e também de vigilância sanitária”.</p>



<p>O critério utilizado pelo estado para o novo decreto levou em consideração locais em que retirada da máscara é recorrente, com consumo de comidas e bebidas, shows e eventos sociais. Apesar da necessidade das medidas para ajudar a controlar a circulaçã dos vírus, muitos produtores de eventos têm dito que as medidas são difíceis de serem cumpridas e que representam praticamente o encerramento temporário desse tipo de atividade. </p>



<p>Também têm questionado quem terá acesso a testes de última hora, o que pode tornar as medidas anunciadas algo voltado mais para as classes alta e média, que podem pagar por um teste de farmácia, que custa em torno de R$ 100.</p>



<p>A Prefeitura do Recife, por sua vez, disse que ainda aguarda a publicação do decreto com as novas medidas para poder se organizar. “A Prefeitura aguarda normatização legal para analisar como pode somar esforços no combate ao enfrentamento da covid”, disse a gestão municipal em nota.</p>



<p>A SES-PE informou que ainda não sabe exatamente em que data será feita a publicação oficial do decreto.</p>



<p>Longo, adiantou, pela manhã, que o governo pode apertar mais as medidas: “Se medidas ainda mais restritivas tiverem que ser adotadas, o governador Paulo Câmara deixou claro que poderá adotá-las”.</p>



<p>A reportagem também perguntou ao Governo do Estado qual é a previsão de aumento de demanda por testes, sobretudo perto dos fins de semana, por conta da obrigatoriedade de exames negativos de covid-19 em eventos com mais de 300 pessoas, e se o estado avalia, diante de um aumento, abrir novos centro de testagem.</p>



<p>A secretaria respondeu apenas que “A testagem é uma das estratégias fundamentais no monitoramento do cenário epidemiológico das doenças. O Governo de Pernambuco conta com os insumos para testar a população, tanto pelos testes rápidos de antígeno distribuídos para os municípios como no quantitativo direcionado para os pontos de testagem geridos pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE)”.</p>



<p>Na coletiva, Longo garantiu que não faltarão testes. “Não temos problemas de teste aqui, agora a gente quer mais teste. Queremos que os municípios testem cada vez mais. É fundamental isso”. De acordo com ele, o estado adquiriu um milhão de testes e tempromessa do Ministério da Saúde para chegada de mais remessas.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/universidades-revisam-plano-de-retomada-presencial-e-nao-descartam-adiamento/" class="titulo">Universidades revisam plano de retomada presencial e não descartam adiamento</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Solicitações de UTI</strong></h2>



<p>Os dados da primeira semana epidemiológica de 2022 apontam para “aceleração epidêmica” de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), muito fortemente puxada pela influenza. Com 1.419 casos de Srag, houve um aumento de 50% em uma semana e de 138% em 15 dias.</p>



<p>O impacto na solicitação por leitos de UTI já é grande e atingiu o nível do pico da primeira onda de covid-19, em maio de 2020. Foram 805 solicitações, um aumento de 2% em uma semana e de 82% em 15 dias.</p>



<p>O governo abriu 480 novos leitos para Srag desde o fim do ano passado, sendo 213 de UTI e adiantou que pretende abrir mais 500 leitos nos próximos dias, sendo 290 de UTI.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Importantes, mas insuficientes”</strong></h2>



<p>Médico sanitarista, doutor em saúde pública pela Fiocruz e professor do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tiago Feitosa avalia que as novas restrições são “importantes, mas insuficientes”. Tecnicamente faz todo sentido restringir público e exigir passaporte de vacina e testes de covid-19. Mas é preciso incorporar outras medidas.</p>



<p>“Quais serão as medidas para garantir a volta às aulas com segurança? Como fica o transporte coletivo? E a situação das pessoas em vulnerabilidade? E as pessoas em situação de rua, indígenas e privadas de liberdade? Tudo isso tem que vir junto. Não podemos achar que vamos controlar a situação só com medidas de eventos”, argumenta. “São questões que continuam na ordem do dia”, reforça.</p>



<p>Ele lembra que agora temos a vacina e a ômicron tem causado menos casos graves e mortes, quando comparadas com outras variantes. Porém, por ser mais transmissível, ela pode levar a um aumento do impacto nos serviços de saúde. E aí, se por um lado há menos gravidade, por outro há muita gente contaminada, o que pode levar, pela lógica, a um aumento dos casos graves.</p>



<p>Tiago também demonstra preocupação com o percentual de vacinados em Pernambuco, na casa de 65% com as duas doses ou dose única. É menos do que a média nacional, perto de 68%. “Deveríamos estar na casa dos 80% para garantir mais segurança”, aponta. Ainda há 500 mil pessoas com a segunda dose em atraso no estado. O secretário Longo, mais uma vez, fez um apelo para que as pessoas completem o esquema vacinal.</p>



<p>Tiago defende que é preciso incorporar a vacina de covid-19 e a ampla testagem na Atenção Primária à Saúde, dentro da rede regular, juntamente com as outras vacinas, no programa de imunizações, aumentando a capilaridade. Muitos municípios têm optado por centralizar a vacinação, em shoppings, centrais e drive thru, por exemplo.</p>



<p>O cientista e professor Jones Albuquerque, da Academia Pernambucana de Ciências (APC), pesquisador do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika-UFPE) e à frente do Instituto para Redução de Riscos e Desastres (IRRD-PE), vai numa linha semelhantes a de Tiago: “medidas são brandas para o tamanho da infecção, mas adotá-las já foi um primeiro passo, importante”.</p>



<p>Ele coloca que os dados mundiais sugerem que já estamos “num liminar da vacina”, com uma alta mobilidade de pessoas, alta carga viral circulante e algumas cidades e países já vivendo um aumento de internações também entre vacinados.</p>



<p>Além disso, pontua que nossa capacidade de testar e sequenciar está muito abaixo do que a covid-19 exige. “Estamos olhando de forma muito míope”, avalia. Em Pernambuco, o último sequenciamento genômico foi realizado com apenas 80 amostras, para uma população em torno de nove milhões de pessoas. Em 21 delas (26%), foi detectada a linhagem ômicron.</p>



<p>É dado como certo que esse não é um retrato da realidade local, porque, além de muito pequena, a amostragem não incluiu as festas de réveillon, pois as coletas foram até o dia 31 de dezembro.</p>



<p>Jones também defende que está mais do que na hora de comunicar melhor a necessidade de máscaras de melhor qualidade, usar outdoors, sinalizar as ruas, alterar datas de férias, estimular bares mais vazios, uso de praças menos movimentadas. “Lei da hora é desamontoar gente”, resume.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Confira as novas medidas de restrição:</h3>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Serviços de alimentação</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Passaporte vacinal com duas doses ou dose única para pessoas até os 54 anos de idade e, a partir dos 55, também o reforço.</li><li>Quantidade de pessoas por mesa não pode passar de 20.</li><li>Medida é válida para restaurantes, bares e lanchonetes, inclusive de shoppings e centros comerciais.</li></ul>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cinemas, teatros e museus</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Mesma regra de passaporte vacinal dos serviços de alimentação.</li><li>Deve ser respeitado o distanciamento de um metro entre pessoas que não sejam do mesmo núcleo familiar.</li><li>Caso haja mais de 300 pessoas no ambiente, será exigida também apresentação de teste negativo para covid-19, sendo com 24 horas de antecedência para antígeno e de 72h para RT-PCR.</li></ul>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Eventos</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Limite de até 3 mil pessoas em locais abertos, de 1 mil em espaços fechados ou 50% da capacidade do local, valendo o que for menor.</li><li>Além da comprovação vacinal com duas doses ou dose única para quem tem até 54 anos e o reforço para quem tem a partir de 55, haverá necessidade teste negativo de covid-19 para eventos com mais de 300 pessoas, também com 24h de antecedência para antígeno e de 72h para RT-PCR.</li></ul>



<hr class="wp-block-separator"/>
</div></div>
</div></div>



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		<item>
		<title>Saiba como ser voluntário dos estudos da nova vacina da gripe que está sendo testada no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/saiba-como-ser-voluntario-dos-estudos-da-nova-vacina-da-gripe-que-esta-sendo-testada-em-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 May 2021 15:44:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Butantan]]></category>
		<category><![CDATA[gripe]]></category>
		<category><![CDATA[testes]]></category>
		<category><![CDATA[Vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No ano passado, vários laboratórios e institutos de pesquisa recrutaram voluntários para fazer testes de vacinas contra a covid-19 no Brasil. Alguns receberam placebo, outros as novas vacinas. Pernambuco ficou de fora de todos esses testes, assim como boa parte do Nordeste. Havia pressa e a facilidade geográfica se impôs. O Instituto Butantan, porém, está [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No ano passado, vários laboratórios e institutos de pesquisa recrutaram voluntários para fazer testes de vacinas contra a covid-19 no Brasil. Alguns receberam placebo, outros as novas vacinas. Pernambuco ficou de fora de todos esses testes, assim como boa parte do Nordeste. Havia pressa e a facilidade geográfica se impôs. O Instituto Butantan, porém, está testando agora uma nova vacina contra a gripe e está atrás de 6.528 voluntários em 11 centros de pesquisa distribuídos pelo Brasil. Dessa vez, Recife está entre eles.</p>



<p>Esse estudo tem uma vantagem para os voluntários, pois não há aplicação de placebo. Todo mundo que participar do estudo vai receber ou uma das vacinas contra a gripe hoje aplicadas no SUS ou então a nova vacina tetravalente, com proteção contra uma cepa a mais. Outra vantagem é que o estudo aceita faixas etárias que não são cobertas com a vacinação pelo SUS, como crianças a partir de três anos, adolescentes e jovens adultos. Em clínicas privadas, a vacina tetravalente fabricada pelo laboratório GSK contra a gripe custa, em média, R$ 150.</p>



<p>A razão de não se usar placebo &#8211; substâncias sem efeitos &#8211; neste estudo é que não se trata da descoberta de um imunizante inédito contra a gripe. &#8220;O Butantan já produz há anos vacinas eficientes contra a gripe. O intuito deste estudo é melhorar, ainda mais, as vacinas disponibilizadas. A incorporação de uma cepa a mais de Influenza B, nesta nova vacina tetravalente, tem a finalidade de aumentar a eficácia de proteção contra a gripe&#8221;, explica o pesquisador da Fiocruz Pernambuco, Rafael Dhalia, um dos coordenadores do estudo.</p>



<p>Hoje, o SUS utiliza dois tipos de vacinas trivalentes contra a gripe. Essas vacinas contêm antígenos contra duas cepas do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e uma cepa do vírus Influenza B. Nessa último caso, a cepa que a vacina ataca varia, podendo ser contra a cepa chamada Victoria ou a cepa chamada Yamagata. Todo ano se avalia qual dessas duas cepas está circulando mais, para ser escolhida como alvo da vacina trivalente. O problemas é que, nos últimos anos, as duas cepas têm circulando bastante, aumentando a necessidade de uma vacina no SUS para todas as quatro cepas.</p>



<p>&#8220;A incorporação de uma cepa de Influenza B a mais visa aumentar sua eficácia de proteção contra a gripe e seus agravamentos que, inclusive, podem levar ao óbito&#8221;, explica Dhalia. &#8220;Esperamos que essa nova vacina tetravalente venha a substituir as formulações trivalentes disponíveis, sendo a nova vacina do SUS disponibilizada para toda a população brasileira&#8221;, diz.</p>



<p>Os participantes do estudo têm quatro vezes mais chances de tomar a nova vacina tetravalente, em relação à trivalente. A tecnologia usada na vacina é 100% brasileira. &#8220;A fábrica de vacinas contra a gripe do Butantan é a maior do hemisfério sul e acaba de receber pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), certificação que reafirma o reconhecimento internacional pela produção de vacinas contra a gripe sazonal e a possibilidade de o instituto fornecer o imunizante para outros países&#8221;, diz o pesquisador.</p>



<p>A expectativa é de que Recife tenha 700 voluntários para os testes e que a nova vacina possa ser disponibilizada em breve no SUS. &#8220;Temos convicção que tudo dará certo, pela própria expertise do Instituto Butantan e da qualidade reconhecida dos parceiros envolvidos: Instituto Autoimune de Pesquisa e Educação Continuada, Real Hospital Português e Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco). Quanto mais rápidos acabarmos este estudo, mais rápido teremos condições de avaliar e disponibilizar a nova vacina da gripe para toda a população brasileira&#8221;, acredita Dhalia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><span class="has-inline-color has-black-color">Quem pode participar do estudo</span></h2>



<p>O estudo abrange qualquer pessoa a partir dos três anos de idade. Mas não podem participar mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Pessoas com hipertensão, diabetes, condições psiquiátricas ou outras condições médicas crônicas não-controladas. Pessoas com uso de medicamentos como corticoides e quimioterápicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><span class="has-inline-color has-black-color">Como é o acompanhamento dos voluntários</span></h2>



<p>Os adolescentes e adultos receberão dose única da vacina tetravalente da gripe e devem retornar ao Real Hospital Português 21 dias depois de vacinados, para coleta de sangue (visando avaliar a eficácia da vacina). Serão realizadas apenas três ligações telefônicas, para cada participante, em um período de seis meses de acompanhamento. As aplicações e exames acontecem no Real Hospital Português (Avenida Gov. Agamenon Magalhães, 4760 &#8211; Paissandu, Recife).</p>



<p>O protocolo é diferente para crianças de três a oito anos, que receberão duas doses da vacina, portanto terão uma visita a mais no mesmo tempo de acompanhamento (seis meses). &#8220;O que se avaliará neste período é a segurança e a eficácia da nova vacina, em relação a vacina já disponível no SUS&#8221;, diz Dhalia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><span class="has-inline-color has-black-color">Como agendar</span></h2>



<p>O agendamento para ser voluntário pode ser feito pelo e-mail vacinagripebutantan@ieprhp.org.br e pelos seguintes telefones: (81) 3416-7971 / 99381-3236 / 99383-0328 / 99317-3027 / 99389-3026.</p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
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			</item>
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		<title>As lições de Araraquara após o colapso e lockdown</title>
		<link>https://marcozero.org/as-licoes-de-araraquara-apos-o-colapso-e-lockdown/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Apr 2021 22:32:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[araraquara]]></category>
		<category><![CDATA[coonavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid]]></category>
		<category><![CDATA[testes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2021, Araraquara foi do pior cenário a exemplo no combate ao novo coronavírus. De fevereiro ao começo de março, a cidade de 238 mil habitantes no interior de São Paulo colapsou. Mantendo sempre em 2020 uma taxa de ocupação dos leitos abaixo de 50%, o município foi um dos primeiros a detectar, fora do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 2021, Araraquara foi do pior cenário a exemplo no combate ao novo coronavírus. De fevereiro ao começo de março, a cidade de 238 mil habitantes no interior de São Paulo colapsou. Mantendo sempre em 2020 uma taxa de ocupação dos leitos abaixo de 50%, o município foi um dos primeiros a detectar, fora do Amazonas, a variante P1 do coronavírus, mais transmissível e possivelmente responsável por casos mais severos da doença. Em uma subida íngreme da infecção, Araraquara se viu sem leitos e viveu o colapso da saúde.<br><br>Assim como foi forte o impacto, também foi forte a reação. A própria população já diminuiu a mobilidade no começo de fevereiro, com posterior fechamento de algumas atividades não-essenciais. No dia 21 de fevereiro começou um <em>lockdown</em>, talvez o único &#8220;de verdade&#8221; no Brasil, decretado pelo prefeito Edinho Silva (PT): fechou até supermercados, transporte público e postos de combustíveis por cinco dias, além de restrições a mobilidade da população. Só serviços de entrega e de saúde funcionaram.<br><br>A medida funcionou. A redução de mortes foi acima dos 85% e, nesta semana, Araraquara teve quatro dias sem nenhum óbito por complicações da covid-19. Um alívio para uma cidade que chegou a registrar 41 mortes por semana. Nesta sexta-feira, 9 de abril, a secretária de saúde do município, Elaine Mori Honain, participou do webinário &#8220;Respostas à crise Covid-19&#8221;, promovido pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (UFPE) em parceria com a UFRPE e o IRRD. Ela dividiu a apresentação com o secretário estadual de saúde de Pernambuco, André Longo, com mediação do diretor do Lika, José Luiz de Lima Filho, e o epidemiologista Jones Albuquerque, do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD-PE). </p>



<p>Na sua fala, Elaine mostrou algumas das ações que estão fazendo com que Araraquara controle a disseminação do novo coronavírus. Abaixo alguns dos pontos-chaves repassados na apresentação.</p>



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	                                        <p class="m-0">Lockdown completo fechou até supermercados, que só puderam vender por delivery (Crédito: Pref. de Araraquara)</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading">Parcerias</h2>



<p>Até 31 de dezembro de de 2020, contava com 92 óbitos por covid-19. O descontrole veio tão rápido que no dia 21 de fevereiro já eram 185 óbitos e 218 pessoas internadas. &#8220;Nós sabíamos que janeiro ia ter problema, mas a subida foi muito brusca. De repente, constatamos que algo diferente estava acontecendo&#8221;, disse a secretária.<br><br>Foi por conta de uma parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo que Araraquara descobriu que a variante P1 era predominante na cidade. &#8220;Na primeira amostra que enviamos, veio o resultado de que 50% dos casos era de P1. Na segunda remessa, poucas semanas depois, já era de 93%&#8221;, contou.<br><br>As principais parcerias foram com universidades e institutos de pesquisa, que ofereceram expertise e testes. Com o Instituto Butantan, Araraquara conseguiu mil testes. Com a USP de Ribeirão Preto, a prefeitura fez uma parceria para um exame de pulsão venosa, que dá 90% de efetividade. &#8220;É preciso muito diálogo com todos e muita humildade para ouvir as universidades e também nosso comitê científico para aprender e implantar as mudanças&#8221;, disse.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atendimento domiciliar e internação precoce</h2>



<p>No auge da crise, Araraquara fez internação de pacientes em casa, com uso de oxigênio. Médicos faziam visitas diárias e enfermeiros rondas de três vezes por dia. Durante o <em>lockdown</em>, os testes eram feitos nas residências por 26 equipes de saúde. Quem dava positivo, recebia em casa uma visita da equipe que testava todos os moradores da residência e orientava sobre o isolamento do infectado.<br><br>Outra ação que foi a internação precoce em leitos de enfermaria de pacientes com mais de 45 anos e alguma comorbidade. Isso evitou uma maior demanda por UTI. Não confundir com o chamado &#8220;tratamento precoce&#8221; &#8211; o uso de remédios com ineficácia comprovada &#8211; defendido pelos bolsonaristas, e que nunca foi adotado em Araraquara.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Controle e testagem</h2>



<p>Depois do <em>lockdown</em>, a cidade não reabriu de uma hora para outra. E manteve algum controle. No feriado de Páscoa, a secretária contou que cinco mil veículos tentaram entrar em Araraquara, e 400 voltaram, pois não passaram nas barreiras sanitárias.<br><br>Uma medida de controle foi a criação de alojamentos com quartos duplos para que pacientes de covid-19 sem complicações ficassem isolados, no caso daqueles que, por condições de moradia, não conseguem fazer o isolamento dentro da própria residência.<br><br>Com as parcerias, a maioria dos exames na cidade são de RT-PCR, que indicam quando o vírus está ativo no organismo e dão uma dimensão mais real e clara da situação epidemiológica da cidade. Os exames também saem mais rápido, em 24 horas. Pacientes com apenas um sintoma de covid-19 são testados. Se der positivo, todos os contactantes são recomendados a fazer o testes nas unidades de saúde.<br><br>Após o<em> lockdown</em>, há testagens aleatórias diárias em cultos, escolas, indústrias. &#8220;Se encontramos mais de dois positivados, fazemos um fechamento pontual de sete dias das atividades do local. Temos 12 equipes de testagem, todos os teste RT-PCR, em uma parceria com a Unesp&#8221;, conta Elaine. &#8220;Tentamos fazer esse controle para não deixar ficar com grande número de positivados e evitar que a situação saia de controle novamente&#8221;, disse a secretária.</p>



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<div class="ratio ratio-16x9"><iframe title="Respostas à crise COVID-19" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/QXsMflQNVLE?start=7&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h2 class="wp-block-heading">Confiança e engajamento</h2>



<p>Desde os primeiros casos de coronavírus em Araraquara, a secretária faz pessoalmente dois boletins diários com os números de casos, óbitos e taxas de ocupação dos leitos nos hospitais da cidade. A inicial baixa adesão da população às medidas restritivas e às máscaras foi combatida com lei de uso obrigatório, antes mesmo do decreto do governo paulista, e a distribuição massiva de máscaras. &#8220;Começamos distribuindo máscaras de tecido, mas hoje damos para os moradores máscaras do tipo cirúrgico, que são mais efetivas para os sintomáticos&#8221;, explicou Honain.<br><br>Outra forma de engajamento foi estar em permanente contato com associações do setor produtivo, do comércio e dos sindicatos. As quarentenas e o <em>lockdown</em> foram acordados e discutidos com esses setores antes de serem anunciados. &#8220;Do dia 08 de fevereiro até decretar o <em>lockdown </em>no dia 21 de fevereiro foram muitas conversas com os envolvidos. Reunimos todas as associações industriais, os sindicatos e mostramos a realidade, os números e nossas propostas, como sempre fizemos em 2020 e em 2021. Precisamos de muito diálogo e transparência&#8221;, disse.<br><br>Mas nada disso foi sem revezes. A Promotoria da Saúde Pública de Araraquara chegou a instaurar um procedimento para apurar o fechamento de supermercados na cidade. Tanto o prefeito Edinho Silva quanto a secretária Elaine Honain sofreram ameaças de morte. Mas, nesse caso, motivadas principalmente por não adotarem o uso de medicamentos ineficazes, como cloroquina e ivermectina.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Rede de solidariedade</h2>



<p>A prefeitura criou um cartão cidadania para uso em supermercados. &#8220;Tem que ter uma rede forte, se não as pessoas passam fome&#8221;, falou a secretária. A doação de cestas básicas foi estimulada e a prefeitura distribuiu alimentos para alunos da rede municipal. Foram criados também empregos temporários, principalmente na área de limpeza, para tentar reduzir a vulnerabilidade social na cidade. <br><br>A solidariedade também se estendeu às cidades vizinhas. Araraquara é maior cidade de uma região que reúne sete municípios e 600 mil habitantes. &#8220;Hoje estamos com 182 pessoas internadas, das quais 60% são de fora de Araraquara. Temos nas últimas semanas uma média de 70 araraquarenses internados. O pico aconteceu em 4 de fevereiro, com 247 pacientes&#8221;, detalhou a secretária. &#8220;Há cidades aqui perto que não têm nenhum leito de UTI e agora estão vindo para cá&#8221;, relatou. </p>



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