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	<title>Arquivo de Biodiversidade - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 21 Mar 2026 16:08:20 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Biodiversidade - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>O desafio de plantar cacau e produzir chocolate artesanal entre os canaviais de Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 21:16:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[tree to bar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se depender de pequenos produtores da Zona da Mata Sul, o chocolate artesanal produzido em Pernambuco será uma opção viável nos domingos de Páscoa em um futuro próximo. Na contramão da tradição açucareira da região e da crise global do fruto, duas famílias, uma de Rio Formoso e outra de Escada, apostam no potencial do [&#8230;]</p>
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<p>Se depender de pequenos produtores da Zona da Mata Sul, o chocolate artesanal produzido em Pernambuco será uma opção viável nos domingos de Páscoa em um futuro próximo. Na contramão da tradição açucareira da região e da crise global do fruto, duas famílias, uma de Rio Formoso e outra de Escada, apostam no potencial do cacau, matéria prima para o chocolate artesanal, do tipo <em>tree to bar</em> (da árvore para a barra) que produzem.</p>



<p>Em Rio Formoso, a 87 quilômetros de Recife, o <a href="https://www.instagram.com/chocolateformoso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">chocolate Formoso</a> vem do cacau plantado na Granja União, por trás da Reserva Biológica de Saltinho, na divisa com o município de Tamandaré. Pai e filho, Antônio e Euker Neri, estão à frente do empreendimento e investem tempo e conhecimento para aprimorar o plantio. Há aproximadamente nove anos o cacau passou a fazer parte das culturas produzidas na granja, mas a marca de chocolate só se tornou realidade há dois anos.</p>



<p>É numa minifábrica na casa de seu Antônio que a magia do cacau acontece. Segundo Euker, ele, a esposa, o pai e a mãe se dividem no processo de plantio, gestão, produção e vendas, em meio a outras tarefas. Mensalmente, eles direcionam em média 30 quilos do cacau colhido para o chocolate enquanto o restante é vendido para empresas de Ilhéus, na Bahia. Segundo a família, 60 quilos de cacau rende, em média, 115 barras de chocolate de 50 gramas vendidas de diferentes formas, desde mercadinhos locais até online.</p>



<p>“Ao invés de buscar uma pessoa de fora, a gente procurou trazer a família, porque isso é uma forma da gente se juntar mais, a gente ficar mais próximo. Cada um tem seu trabalho, cada um tem seu mundo, cada um tem sua família. Mas sempre que pode, se junta. A gente vai embalando, vai modelando e vai celebrando”, reflete Euker.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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	                                        <p class="m-0">Euker e Antônio criaram a marca de chocolate Formoso
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Seringueiras, pitaya e cacau</h2>



<p>Mas o chocolate vem da materialização de um sonho antigo de Antônio, um homem de 70 anos, que, nos anos 1980, saiu de Ituberá, no sul da Bahia, para implementar um projeto de seringueiras em Pernambuco. A sua experiência veio da prática, pois desde a juventude trabalha em todas as atividades relacionadas à lavoura, de seringueira à pitaya. Os contratantes gostaram tanto do trabalho dele que foi ficando e, o que seriam três meses, já somam mais de 40 anos em Pernambuco.</p>



<p>Com a família formada, se realizou ao comprar seu próprio lote de terra. Esse sonho só aconteceu em 2002, quando comprou a propriedade por trás da Reserva de Saltinho, 600 hectares de Mata Atlântica encravados na Mata Sul do estado. Hoje, a granja União tem pouco mais de 50 hectares, 15 a mais do que o tamanho original.</p>



<p>“Acredito que quase todo mundo que trabalha como empregado tem um sonho de ter algo próprio. E eu sempre tive esse pensamento, trabalhando e planejando para conseguir comprar uma propriedadezinha para quando chegar o tempo de aposentar ter um complemento de renda. Comecei plantando cana-de-açúcar, que era o que dava o retorno mais rápido, depois plantei seringueira, plantei coqueiro, plantei cupuaçu, que até um certo período foi bem, mas depois o comércio diminuiu bastante”, explica Antônio.</p>



<p>Foi depois de parar de plantar o cupuaçu que o cacau entrou na história. Segundo ele, o cacau tem comercialização certa, tanto para estocar e vender depois ou vender logo depois da colheita. “Já plantei o cacau para transformar em chocolate’. A ideia não é plantar uma área grande de cacau, é plantar um pouco e agregar valor a esse pouco”, explica.</p>



<p>Hoje, a propriedade também funciona como laboratório vivo, em que são testadas diferentes espécies e culturas. Os produtores perderam as contas de quantos cacaueiros possuem, pois, ao longo dos anos, foram plantados e replantados diversas vezes. </p>



<p>O certo é que preferem asvariedades PS1319 e o CCN51, recomendadas para cultivo comercial pela <a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/ceplac/a-ceplac">Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac)</a>, do Ministério da Agricultura, utilizando a meia sombra e pleno sol. Essas variedades foram trazidas de Ilhéus, referência no cultivo do cacau no Brasil, onde os dois agricultores foram aprender sobre como transformar o fruto em chocolate. Desde então, a dupla segue em contato com o <a href="https://cic.pctsul.org/">Centro de Inovação do Cacau (CIC) </a>para aprimorar não só o plantio, mas a qualidade do doce produzido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O primeiro <em>tree to bar</em> pernambucano</h2>



<p>A aproximadamente 65 quilômetros de distância de Rio Formoso, ainda na Mata Sul, o <a href="https://www.instagram.com/chocolatealteva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">chocolate Alteva</a> começou a ganhar vida e forma em plena pandemia. O nome junta a primeira sílaba do nome dos irmãos que estão em sociedade para dar vida ao negócio. Diferente dos Neri, os Corrêa tem a propriedade há quase dois séculos. O <a href="https://www.instagram.com/engenhoconceicao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Engenho Conceição</a>, com 500 hectares, é dividido entre cinco herdeiros e parte dessa propriedade é administrada por Alfredo Corrêa.</p>



<p>Os cacaueiros existem há mais de 60 anos, plantados pelo avô de Corrêa. Quando houve a tentativa de de implantar os seringais em Pernambuco, alguns fazendeiros aproveitaram para também testar as possibilidades do cacau. No Engenho, parte dos pés de cacau cresceu sob a sombra das seringueiras e hoje estão quase tão altos quanto elas, o que, apesar de dificultar a catalogação, não interfere na produção. Ao contrário: protegidos pela mata, os pés de cacau vivem vários anos a mais do que aqueles que crescem expostos à luz do sol.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-image-fill-element" style="grid-template-columns:53% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="799" height="533" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/03/54984564185_4fe1e504b0_c.jpg" alt="" class="wp-image-74837 size-full" style="object-position:50% 50%" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/03/54984564185_4fe1e504b0_c.jpg 799w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/03/54984564185_4fe1e504b0_c-300x200.jpg 300w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/03/54984564185_4fe1e504b0_c-768x512.jpg 768w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/03/54984564185_4fe1e504b0_c-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>&#8220;Quando o meu avô plantou, só existiam três (espécies). Esse nosso cacau é o forasteiro, mas com a vassoura de bruxa que teve lá na Bahia que dizimou quase todas plantações, então, o homem começou a desenvolver variedades de árvores de cacau que fossem resistentes à praga vassoura de bruxa. Por isso, na Bahia hoje existem mais de 100 variedades diferentes. Como aqui a nossa, eu brinco que é a original, não sofreu essas mutações, então é a variedade forasteiro mesmo&#8221;, explica Alfredo.</p>
</div></div>



<p>O chocolate produzido por eles é considerado o primeiro <em>tree to bar</em> de Pernambuco. Em 2020 em plena pandemia, Alfredo foi à cidade baiana de Gandu, para aprender e fechar parcerias com as cooperativas da região, e em 2021 a marca foi criada. Na época da covid-19, ele buscava uma fonte de renda, pois não conseguiu manter sua atividade anterior. Depois, o negócio se transformou em uma experiência imersiva chamada <a href="https://www.instagram.com/p/DJ7C1xQOKbG/?igsh=ZnB2djZpd3Y3cmdt">Rota do Cacau</a>, com a intenção de promover o turismo rural na região, onde é possível conhecer a história da família e acompanhar os ciclos do cacau até chegar à barra.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>O fungo <em>Moniliophthora perniciosa</em>, causador da vassoura-de-bruxa, invade tecidos jovens da planta, desorganiza seu crescimento e provoca deformações conhecidas como “vassouras verdes”, que depois necrosam e se tornam “vassouras secas”. Foi o grande causador do comprometimento das lavouras de cacau na Bahia no fim dos anos 1980, em menos de uma década, a produção baiana despencou de quase 400 mil toneladas para pouco mais de 90 mil, gerando crise econômica, desemprego e abandono de fazendas. Hoje, a Bahia é uma referência na produção de cacau no nordeste e pesquisadores da região já desenvolveram dezenas de novas espécies.</p>
        </div>
    </div>



<p>Quem participa, tem acesso a uma demonstração sobre o fruto, conhece os ciclos de plantio e colheita, assim como a separação, fermentação, secagem e armazenamento e depois segue para a degustação dos chocolates produzidos pela família. Aqui eles contam com o trabalho de, em média, cinco funcionários fixos que ajudam a organizar a experiência.</p>



<p>&#8220;O pessoal tem muita aquela visão de que Pernambuco é praia. É que Pernambuco não é só praia, tem muitas fazendas belíssimas, tem muitos lugares no interior que são maravilhosos, e a Mata Sul especificamente, era muito esquecida. Então, quando eu comecei a fazer esse trabalho aqui de turismo no Engenho porque ninguém sabia o que era Escada, ninguém sabia o que era Mata Sul, ninguém sabia que existia esse lado de cá&#8221;, conta Alfredo.</p>



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	                                        <p class="m-0">Na Rota do Cacau, visitantes aprendem sobre o ciclo do fruto e a produção do doce
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">A ameaça do &#8220;sabor&#8221; chocolate da indústria</h2>



<p>Diferente do chocolate artesanal que leva nada ou quase nada de ingredientes artificiais, o chocolate industrial tem como padrão o excesso de açúcar e os aditivos. A proliferação de produtos que não são mais chocolate e sim “sabor” chocolate acentuou a queda de qualidade das barras e demais produtos disponíveis no mercado.</p>



<p>Ao conhecer as marcas de chocolate artesanal da zona da Mata, foi possível aprender sobre o processo: há a colheita, a fermentação, secagem, torra e descascamento, moagem, refino e, por fim, temperagem. É na fermentação que desenvolve o sabor, na moagem é que se tira o nibs e a pasta de cacau, no refino desenvolve a textura e aroma e, na temperagem, o prepara para ser moldado. </p>



<p>Na grande indústria que, segundo Bruno Lasevicius, presidente da <a href="https://www.beantobarbrasil.com.br/">Associação Been to Bar</a>, utiliza 25% de cacau determinado pela legislação, devido à redução do teor de cacau estabelecida pela legislação brasileira, caindo de 35% para 25%. Isso aconteceu por causa da crise de preços, que impacta diretamente a percepção de qualidade do consumidor sobre o sabor do produto. Quando o percentual de cacau é reduzido, o chocolate perde as características sensoriais complexas da amêndoa, o que leva a indústria a buscar formas de compensar essa perda.</p>



<p>Os produtores de chocolate artesanal, além de lidar com um processo mais demorado e cuidadoso para garantir cacau fino, que exige colheita no ponto certo e fermentação precisa, precisam competir com a indústria, que opera com custos muito menores e consegue oferecer preços mais acessíveis ao consumidor. O aumento abrupto do preço do cacau em 2024 e 2025, que chegou a R$ 60,00 por quilo no mercado e até R$ 120,00 no caso do cacau fino, tornou a situação ainda mais delicada, levando algumas empresas artesanais a se adaptarem.</p>



<p>“O custo de produção de quem faz o <em>been to bar</em> [do grão para a barra], geralmente é bem mais alto do que quem faz em alta escala. A indústria tem um custo de produção muito mais barato do que a gente. Então, esse valor, eu não consigo repassar para o consumidor”, explica Bruno que está no setor do chocolate artesanal há 10 anos. O desafio, portanto, é duplo: manter a qualidade premium que diferencia o chocolate artesanal e, ao mesmo tempo, convencer o consumidor a pagar mais por um produto que carrega custos muito superiores aos da produção industrial.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/03/cacau.jpg" alt="A foto mostra alguns frutos de cacau maduros, de casca amarela e alaranjada, dispostos sobre uma cesta de palha. Ao fundo, em meio à vegetação verde de um ambiente tropical, aparece um grupo de cinco pessoas em pé, desfocado, sugerindo que se trata de uma visita ou atividade em uma plantação. O destaque está nos frutos em primeiro plano, que revelam a textura rugosa típica do cacau." class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Chocolate artesanal enfrenta os produtos &#8220;sabor&#8221; chocolate da indústria
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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                    </figure>

	


<p>Mas esses desafios não são apenas de mercado, as mudanças climáticas também são fatores importantes. Em uma entrevista para o repórter Julio Silva, da Rádio USP São Paulo, o professor Flávio Guerra, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, explica o contexto em que a produção de cacau se encontra:</p>



<p>&#8220;A gente tem a questão das mudanças climáticas que têm afetado as áreas de produção de cacau na África, mas também aqui na América. E essa produção é muito sensível às mudanças climáticas, principalmente a mudança dos padrões de chuva, temperatura, esses eventos extremos como secas ou também em alguns locais tem ocorrido muitas inundações, têm afetado negativamente a produção do cacau&#8221;, analisa.</p>



<p>Ele continua dizendo que outro fator são as doenças e pragas que têm impactado as plantações. &#8220;Na maior parte das áreas de produção de cacau são cultivos que utilizam baixa tecnologia, plantações antigas, onde o manejo agrícola não é muito adequado, fazendo com que essas áreas sejam bastante suscetíveis à ocorrência e proliferação de doenças em larga escala&#8221;, explica. </p>



<p>Apesar dos desafios, os produtores de Pernambuco vão na contramão da escala mundial e conseguem desenvolver com suas particularidades, a produção do cacau para garantir a qualidade do chocolate produzido. </p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Cacau na pauta da Câmara dos Deputados</span>

		<p><!-- wp:paragraph -->A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (17), o projeto de lei que regulamenta o percentual mínimo de cacau em chocolates e derivados, exigindo que essa informação esteja claramente indicada na parte frontal das embalagens. O texto, que altera o Projeto de <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=2904074&amp;filename=Avulso%20PL%201769/2019" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei 1769/19</a> do Senado, define conceitos como massa, manteiga e sólidos totais de cacau, além de estabelecer limites para outras gorduras vegetais. Como foi modificado pelos deputados, o projeto retorna ao Senado para nova votação.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->O texto estabelece que os chocolates devem conter ao menos 35% de sólidos totais de cacau, sendo 18% de manteiga e 14% isentos de gordura, e fixa um limite de 5% para outras gorduras vegetais. Também foram criadas regras específicas para o chocolate ao leite, que deverá ter no mínimo 25% de sólidos de cacau e 14% de leite, e para o cacau em pó, que precisa conter ao menos 10% de manteiga de cacau. Outra novidade é a criação da categoria “chocolate doce”, com exigência mínima de 25% de sólidos totais de cacau, dos quais 18% devem ser manteiga e 12% isentos de gordura.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->O projeto também prevê sanções para empresas que descumprirem as normas, com base no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária. As regras entram em vigor 360 dias após a publicação.</p>
	</div>



<p></p>
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		<title>Justiça cobra mapa de corredor ecológico enquanto Governo Federal libera recursos para Escola de Sargentos</title>
		<link>https://marcozero.org/justica-cobra-mapa-de-corredor-ecologico-enquanto-governo-federal-libera-recursos-para-escola-de-sargentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 19:49:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[APA Aldeia-Beberibe]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Sargentos]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana foi marcada por novos capítulos da novela da Escola de Sargentos do Exército, prevista para ser construída dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe. Um dia depois de o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, anunciar na segunda-feira (24), a liberação de R$ 150 milhões para começar as obras, a juíza da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Esta semana foi marcada por novos capítulos da novela da Escola de Sargentos do Exército, prevista para ser construída dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe. Um dia depois de o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, anunciar na segunda-feira (24), a liberação de R$ 150 milhões para começar as obras, a juíza da 1ª Vara Cível da Comarca de São Lourenço da Mata determinou que o Governo do Estado publique o Anexo III do decreto estadual nº 47.556/2019, após julgar procedente em parte a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).</p>



<p>O anexo III diz respeito ao mapa que delimita o Corredor Ecológico da APA, criado em 2019 pela gestão estadual, que, até o momento, não foi publicado no Diário Oficial do Estado. A falta do documento já havia sido motivo de uma decisão provisória da mesma comarca <a href="https://marcozero.org/decisao-judicial-pode-dificultar-construcao-da-escola-de-sargentos-na-apa-aldeia-beberibe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em setembro do ano passado</a>, impedindo a autorização para qualquer empreendimento na região. No entanto, o governo estadual recorreu e ganhou por meio de uma sentença proferida pela presidência do Tribunal de Justiça.</p>



<p>De acordo com uma nota enviada pela Agência estadual de Meio Ambiente (CPRH), devido à decisão do recurso que derrubou a decisão da comarca de São Lourenço, no ano passado, o Governo do Estado garante que &#8220;não há qualquer decisão vigente que impeça a execução dos empreendimentos ou obras já autorizados pelo Poder Público estadual no entorno da APA Aldeia Beberibe, nos termos da legislação vigente&#8221;.</p>



<p>A autarquia também informa que &#8220;o Governo do Estado ainda não tomou conhecimento de tal decisão, por não ter sido a Procuradoria-Geral do Estado dela intimada, e que serão interpostos os recursos necessários visando a sua reversão, quando da intimação formal, esclarecendo-se, contudo, que em razão da decisão da Presidência do TJPE, a sentença não produzirá efeitos até a sua apreciação pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco&#8221;.</p>



<p>O advogado e integrante da Comissão de Direito Ambiental e Direitos Humanos da OAB-PE, Sávio Delano, explicou que a sentença concluiu que a falta do mapa oficial compromete a eficiência da fiscalização ambiental e a proteção dos remanescentes florestais. “A decisão reconhece que a omissão do estado em publicar o mapa oficial do corredor ecológico viola os princípios da publicidade e da transparência, gera insegurança jurídica e fragiliza a proteção de uma das áreas ambientalmente mais importantes de Pernambuco”, afirma Sávio.</p>



<p>Se estendendo por 31 mil hectares, a APA Aldeia-Beberibe abriga cinco unidades de preservação ambiental e abrange oito municípios da Região Metropolitana: Recife, Camaragibe, Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Araçoiaba, São Lourenço da Mata e Paudalho. Segundo Delano, “a sentença reafirma que a APA Aldeia-Beberibe é área de ‘importância biológica extrema’, segundo estudos oficiais. Isso fortalece juridicamente as organizações socioambientais que questionam os impactos da ocupação militar na região”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Há alternativas para evitar o desmatamento</h2>



<p>Não é de hoje que o Fórum Socioambiental Aldeia (FSA) e outros ativistas pelo meio ambiente, envolvidos no movimento Salve a APA Aldeia-Beberibe, debatem a preservação da APA, esse interesse acontece pela importância do território para a biodiversidade do estado. O local é considerado a maior faixa contínua de Mata Atlântica ao norte do rio São Francisco, além de abrigar mananciais que abastecem barragens do Grande Recife.</p>



<p>A questão é que, em todos esses anos de negociações, o Fórum tem apresentado alternativas diversas para que haja o menor impacto na fauna e flora da região. Vânia Fialho, pesquisadora e diretora de Meio Ambiente do FSA, avalia que a notícia da liberação dos recursos para o início das obras para a Escola de Sargentos é preocupante, pois as condições técnicas de impacto e construção ainda não foram definidas. </p>



<p>“A gente percebe que isso tem um efeito muito grande na sociedade, porque as pessoas consideram que isso está completamente certo e não avalia que está em processo de negociação, então tem um efeito nefasto enorme”, avalia Vânia.</p>



<p>A pesquisadora também reitera que o movimento não é contra o desenvolvimento e a construção da ESE, no entanto, esse desenvolvimento precisa ser compatível com a sustentabilidade ambiental, os direitos humanos e as condições básicas, sem oferecer risco as pessoas que estão ao redor.</p>



<p>“Existem estudos indicando que as arboviroses se proliferam quando uma mata desse tipo é devastada. Nós não sabemos o que vai acontecer com isso, porque os animais saem dali, vão indo para outros lugares e eles muitas vezes são hospedeiros de outros bichinhos e que começam a se proliferar”, reitera.</p>



<p>Fialho também explica que, em todos esses anos, os especialistas estão tentando dialogar para que o projeto se adapte ao desmatamento zero. “Tudo que aconteceu com esse projeto para que ele seja ajustado para sua efetivação, esses ajustes foram feitos a partir dos critérios técnicos que foram apresentados pelo Fórum, pelo Fórum Socioambiental. É como se a gente estivesse fornecendo assessoria técnica de graça para o Exército”, conta.</p>



<p>Desde o anúncio da construção do megaempreendimento, em 2021, ainda no governo Paulo Câmara, havia a previsão de suprimir 180 hectares de vegetação da APA, hoje a previsão é para 90 ha. </p>



<p>No entanto, os especialistas enxergam a possibilidade de realizar a ESE sem o desmatamento, com o que chamam de alternativas locacionais, mas até o momento essas alternativas não teriam sido acatadas pelo Exército. Em resumo, as alternativas de locais apresentadas pretendem evitar que a mata seja suprimida e que a escola seja construída em outras áreas sem afetar a construção do empreendimento.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/potencial-impacto-do-uso-de-obuses-e-explosivos-na-escola-de-sargentos-do-exercito-na-apa-aldeia-beberibe/" class="titulo">Potencial impacto do uso de obuses e explosivos na Escola de Sargentos do Exército na APA Aldeia Beberibe</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/opiniao/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Opinião</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/biodiversidade/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Biodiversidade</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		<p>O post <a href="https://marcozero.org/justica-cobra-mapa-de-corredor-ecologico-enquanto-governo-federal-libera-recursos-para-escola-de-sargentos/">Justiça cobra mapa de corredor ecológico enquanto Governo Federal libera recursos para Escola de Sargentos</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alemanha e França vão custear projetos de adaptação climática e agroecologia no Brasil</title>
		<link>https://marcozero.org/alemanha-e-franca-vao-custear-projetos-de-adaptacao-climatica-e-agroecologia-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 20:59:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[ASA]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[emergência climática]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Conferência do Clima da ONU (COP 30), os governos do Brasil e da Alemanha anunciaram uma nova parceria estratégica para a preservação de cinco biomas brasileiros. O projeto, intitulado &#8220;Redes pela Conservação&#8221;, será financiado pela Iniciativa Internacional para o Clima do governo alemão e executado por redes de organizações da sociedade civil já consolidadas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na Conferência do Clima da ONU (COP 30), os governos do Brasil e da Alemanha anunciaram uma nova parceria estratégica para a preservação de cinco biomas brasileiros. O projeto, intitulado &#8220;Redes pela Conservação&#8221;, será financiado pela Iniciativa Internacional para o Clima do governo alemão e executado por redes de organizações da sociedade civil já consolidadas nos territórios.</p>



<p>A iniciativa focará suas ações nos biomas Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa. A execução ficará a cargo de redes locais: a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), a Rede Cerrado e a Rede EcoVida. O objetivo central é combater o desmatamento, fortalecer práticas sustentáveis de uso da terra e promover a resiliência climática nessas regiões.</p>



<p>Um dos pilares do projeto é o aproveitamento da expertise e da capilaridade das redes locais. Na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, as ações serão coordenadas pela ASA e por dez de suas organizações membro. As atividades planejadas incluem desde apoio técnico para manejo agroecológico e implantação de tecnologias sociais de acesso à água, até o fortalecimento de áreas de conservação e territórios de povos tradicionais.</p>



<p>Além disso, o projeto prevê o monitoramento ambiental, a promoção de intercâmbios entre comunidades e pesquisadores, e a utilização de instrumentos financeiros como os Fundos Rotativos Solidários. A parceria é gerida por um consórcio que inclui a Cáritas Alemã, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e as redes de sociedade civil, visando integrar saberes populares e científicos para a conservação da sociobiodiversidade.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-Caio-Paganotti-Greenpeace-300x225.jpg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-Caio-Paganotti-Greenpeace.jpg" alt="A imagem mostra uma vista aérea de uma área onde uma plantação cultivada se encontra com uma floresta densa. À esquerda, vê-se um campo agrícola com fileiras bem organizadas de plantas verdes, formando linhas paralelas que seguem uma direção diagonal. Essas linhas podem ser resultado de trilhas de tratores ou sistemas de irrigação. À direita, há uma floresta com vegetação espessa e variada, exibindo diferentes tons de verde, o que indica a presença de várias espécies de árvores. A transição entre o campo e a floresta é nítida, destacando o contraste entre o espaço manejado pelo ser humano e o ambiente natural." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Ameaçado pela soja, Cerrado será um dos biomas beneficiados com recursos da Alemanha
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Caio Paganotti/Greenpeace</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dinheiro francês para a agroecologia no semiárido</strong></h2>



<p>A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) firmaram, nesta segunda-feira (17), um contrato de 1 milhão de euros para o &#8220;Projeto Mapear&#8221;. A cerimônia de assinatura ocorreu no Pavilhão do BNDES, na Zona Verde da COP 30, em Belém, com a presença de representantes das instituições envolvidas.</p>



<p>O projeto tem como objetivo central monitorar e avaliar políticas públicas a partir do &#8220;Programa Ecoforte &#8211; aprendendo com as redes de agroecologia no país&#8221;. Baseado na metodologia de pesquisa-ação, o Mapear irá até 2028 acompanhar de perto as transformações vivenciadas por famílias agricultoras beneficiadas pelo programa, analisando desde processos de capacitação até a dinâmica de seus agroecossistemas.</p>



<p>O Programa Ecoforte, criado em 2013 e agora em sua terceira edição, é uma das principais apostas do Governo Federal para apoiar a agroecologia e a transição para sistemas alimentares mais saudáveis. Financiado pelo BNDES e Fundação Banco do Brasil com um investimento recorde de R$ 100 milhões, a iniciativa busca ampliar a geração de renda para agricultores, conservar o meio ambiente e expandir a produção e o consumo de alimentos saudáveis.</p>



<p>A parceria inédita entre a ASA e a AFD, portanto, visa fortalecer o controle social e compreender as trajetórias de transição agroecológica, gerando aprendizados valiosos para a consolidação de sistemas alimentares sustentáveis e territorializados no Brasil.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-3-300x201.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-3.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-3.jpg" alt="A imagem mostra uma cena em uma feira livre ao ar livre. Uma família de quatro pessoas está reunida atrás de uma barraca de mercado coberta por um toldo verde e branco com as palavras CAR e Bahia. A barraca exibe diversos produtos alimentícios, como potes de conservas, itens embalados e produtos de panificação. Um dos adultos veste uma camiseta branca com o logotipo Semiárido Show, sugerindo que o evento pode estar relacionado a uma iniciativa regional voltada para agricultura ou desenvolvimento comunitário. Ao fundo, é possível ver outras barracas e vendedores, compondo um ambiente movimentado e acolhedor, típico de feiras locais que valorizam o comércio de produtos regionais e a participação familiar." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Com recursos franceses, ASA irá monitorar impactos da agroecologia na vida das famílias
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Inês Campelo/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

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		<title>Como o desmatamento converte árvores em carbono na atmosfera</title>
		<link>https://marcozero.org/como-o-desmatamento-converte-arvores-em-carbono-na-atmosfera/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 17:43:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[atmosfera]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Meghie Rodrigues, do site InfoAmazônia* Sozinho, o setor de mudança de uso da terra responde por cerca de metade das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Como o desmatamento é o principal responsável por essa mudança de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Meghie Rodrigues, do site <a href="https://infoamazonia.org/2025/11/10/como-o-desmatamento-converte-arvores-em-carbono-na-atmosfera/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">InfoAmazônia</a>*</strong></p>



<p>Sozinho, o setor de mudança de uso da terra <a href="https://www.oc.eco.br/emissoes-do-brasil-tem-a-maior-queda-em-16-anos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">responde por cerca de metade das emissões de gases de efeito estufa no Brasil</a>, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Como o desmatamento é o principal responsável por essa mudança de uso — quando uma área de floresta se transforma em pastagem, por exemplo —, ele também é a maior fonte de emissões de dióxido de carbono no país.</p>



<p>Mas do que estamos falando quando dizemos que, no Brasil, o desmatamento é a atividade que mais emite dióxido de carbono na atmosfera? Em termos práticos, o que a queda de uma árvore tem a ver com a mudança climática?</p>



<h2 class="wp-block-heading">A biologia explica</h2>



<p>“Antes de mais nada, é importante ter em mente que árvores e plantas não armazenam dióxido de carbono”, conta o biólogo<a href="http://www.cena.usp.br/biogeoquimica-ambiental" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Giuliano Locosselli</a>, pesquisador do Laboratório de Biogeoquímica Ambiental do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA-USP). Ao invés de CO2, as árvores guardam carbono transformado em moléculas grandes que servem como fonte de sustentação e energia, continua ele.</p>



<p>Mais especificamente: assim como os humanos e outros animais, as árvores conservam carbono principalmente na forma de carboidratos (uma mistura de carbono, hidrogênio e oxigênio), explica<a href="https://cienciasbiologicas.ufes.br/pt-br/pos-graduacao/PPGBAN/lista-de-docentes"> Ana Carolina Loss</a>, professora na pós-graduação em biologia animal na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Um exemplo é o amido, que dá energia e serve de alimento para a planta, ou celulose e lignina, que dão estrutura para o tronco, conta ela.</p>



<p>É para o tronco, inclusive, que vai boa parte do carbono que existe em uma árvore, diz Locosselli. “Cerca de metade do carbono de uma árvore está no tronco — quase tudo ali é para dar sustentação, mas uma pequena parte fica guardada como óleo e amido, que são uma espécie de reserva de emergência da planta”, conta. Uma parte bem pequena do carbono total — entre 1 e 5% — vai para as folhas, e o restante fica distribuído entre tronco e raízes.</p>



<p>Quanto mais velha e maior a árvore, mais carbono estocado ela tem. “Imagine quanto carbono têm as árvores gigantescas e centenárias da Amazônia. Perdê-las seria como jogar uma bomba de carbono na atmosfera. É por isso que conservar a região é tão importante”, aponta Loss.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/carbono-Info-2-Fernando-Frazao-AgBR-300x225.webp">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/carbono-Info-2-Fernando-Frazao-AgBR.webp">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/carbono-Info-2-Fernando-Frazao-AgBR.webp" alt="A imagem retrata uma vasta plantação já colhida, com o solo seco e uniforme, sugerindo uma paisagem rural em período de entressafra. No centro, destaca-se uma única árvore verde e frondosa, que contrasta fortemente com o terreno árido ao redor. Ao fundo, algumas árvores menores pontuam o horizonte, mas nenhuma com a imponência da árvore central. O céu está encoberto por nuvens cinzentas, conferindo um tom melancólico à cena. A composição transmite uma sensação de isolamento, mas também de resistência." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Quando uma árvore morre, libera dióxido de carbono na atmosfera
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas e o gás carbônico?</strong></h2>



<p>Se uma árvore viva é um repositório de carbono, o dióxido de carbono só entra em cena quando esse repositório morre e se degrada.</p>



<p>Segundo<a href="https://sigaa.ufra.edu.br/sigaa/public/docente/portal.jsf?siape=3160854" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Divino Silvério</a>, especialista em ecologia de florestas e professor na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a morte de árvores gera dióxido de carbono de duas formas: pela queima e pela decomposição natural.</p>



<p>A queima, explica Silvério, gera uma reação química em cadeia que tem o CO2 como um de seus principais produtos. “Essa reação química quebra as grandes moléculas de carbono em moléculas menores, que se ligam ao oxigênio presente no fogo e formam o dióxido de carbono”, conta ele. Praticamente todo o carbono preso na árvore se transforma em CO2 nesse processo: enquanto houver madeira e folha para queimar, há carbono disponível.</p>



<p>O processo é um pouco diferente no caso da decomposição natural, a outra forma pela qual a morte de árvores resulta na liberação de dióxido de carbono. “Quando está viva, a árvore tem uma espécie de sistema imunológico em funcionamento que impede que fungos e bactérias a degradem. Quando ela morre, esses microrganismos entram em ação”, conta<a href="http://www.cena.usp.br/lucas-william-mendes" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Lucas Mendes</a>, especialista em microbiota do solo e pesquisador do CENA-USP.</p>



<p>Fungos entram em cena primeiro, liberando uma enzima que “digere” celulose e lignina, quebrando essas moléculas em partes menores para se alimentar delas. “É uma das coisas mais difíceis de se fazer. Seria muito mais fácil fazer combustíveis verdes se fôssemos tão eficientes quanto esses fungos”, brinca Locosselli.</p>



<p>O trabalho dos fungos facilita o das bactérias que se alimentam dessas moléculas parcialmente processadas. Nesse processo, é da respiração desses fungos e bactérias que surge o dióxido de carbono que vai para a atmosfera. “Cerca de 70% do carbono dessa árvore vira CO2. Os outros 30% ficam presos nesses microrganismos. Quando morrem, viram uma necromassa com restos de lipídio de membrana celular que se gruda aos minerais presentes nos grãos de terra e ficam lá, como carbono estável”, explica Mendes. É esse resto de carbono não transformado em CO2 que fertiliza o solo de florestas e facilita o surgimento de outras plantas.</p>



<p>O problema é que, quando se fala em desmatamento no Brasil, quase nunca estamos falando do processo de degradação natural que libera dióxido de carbono na atmosfera aos poucos e muito lentamente. Sem contar a questão do volume. “O fogo encurta para dias um processo que leva décadas — dependendo do tamanho da árvore, até séculos — para acontecer”, alerta Silvério.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><span style="font-weight: 400;">*Esta reportagem foi produzida por InfoAmazonia, por meio da </span><b>cobertura colaborativa socioambiental da COP 30</b><span style="font-weight: 400;">. Leia a reportagem original <a href="https://infoamazonia.org/2025/11/10/como-o-desmatamento-converte-arvores-em-carbono-na-atmosfera/"><strong>aqui</strong></a>.</span></p>
    </div>
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		<item>
		<title>Estudantes da UFRPE fazem campanha para criar primeiro banco genético de Cannabis do Nordeste</title>
		<link>https://marcozero.org/estudantes-da-ufrpe-fazem-campanha-para-criar-primeiro-banco-genetico-de-cannabis-do-nordeste/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 11:27:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[UFRPE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comunidade acadêmica da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) está em campanha para conseguir recursos para a criação do primeiro Banco Ativo de Germoplasma de Cannabis do Nordeste, uma estrutura com coleções de conservação de espécimes da maconha e um laboratório de referência, com o objetivo de impulsionar a pesquisa em torno da planta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A comunidade acadêmica da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) está em campanha para conseguir recursos para a criação do primeiro Banco Ativo de Germoplasma de Cannabis do Nordeste, uma estrutura com coleções de conservação de espécimes da maconha e um laboratório de referência, com o objetivo de impulsionar a pesquisa em torno da planta em Pernambuco e no Nordeste. A proposta está participando da votação popular para definição das emendas parlamentares que serão apresentadas pelo deputado federal Túlio Gadelha (Rede) e pode ser votada através deste <a href="https://emendas.tuliogadelha.com.br/emendas/recife-bagc-ufrpe-banco-ativo-de-germoplasma-de-cannabis/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link</a>, até o sábado, 8 de novembro.</p>



<p>Para a implementação, o projeto precisa de um milhão de reais que será destinado para a construção do prédio, segurança, insumos e equipamentos laboratoriais. Segundo os proponentes, o banco será capaz de conservar e caracterizar a diversidade genética, fornecer material seguro e padronizado para a pesquisa científica, melhorar geneticamente o cânhamo &#8211; fibras têxteis da Cannabis &#8211; para uso da indústria, entre outros benefícios. A proposta é que o espaço contemple, pelo menos, sete áreas de atuação, entre agronomia, agroecologia, farmácia, biotecnologia, biologia, zootecnia e medicina veterinária.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>De acordo com a definição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o banco de germoplasma é formado a partir da identificação, da caracterização e da preservação de células germinativas de alguns seres vivos, sejam eles animais, sejam eles vegetais. Ou seja, é a estrutura que permite estudar as diferentes características para contribuir com a preservação. Assim, não correm o risco de, com o passar dos anos, perder ou descartar aptidões importantes da espécie.</p>
        </div>
    </div>



<p>&#8220;Além de ser uma base genética para que a gente possa entender, estudar, melhorar plantas para a nossa condição aqui do Nordeste brasileiro, ele também vai subsidiar uma série de outras pesquisas em outros departamentos, porque vai gerar fibra, vai gerar semente, vai gerar flores e tudo isso apoia outras pesquisas&#8221;, afirma Gabriel Quintiliano, engenheiro agrônomo e mestrando em Agronomia na UFRPE.</p>



<p>A votação popular faz parte do Participa PE 2026, um processo aberto pelo mandato de Túlio Gadelha para conceder emendas parlamentares que, segundo a assessoria do parlamentar, recebeu mais de 200 projetos aptos para a votação. Após o resultado, o deputado irá levar o pedido a Câmara dos Deputados para que a verba seja destinada aos escolhidos. A expectativa é que isso aconteça ainda neste mês de novembro, mas a verba só será liberada no próximo ano.</p>



<p>Caso seja aprovado, Banco Ativo de Germoplasma de Cannabis vai impactar diretamente no que diz respeito a produção científica sobre a maconha no estado. &#8220;É uma coisa muito transformadora, porque a gente vai ter um plantio de 700 plantas no meio da cidade, à vista de todo mundo, para discutir com seriedade, baseado em ciência, baseado em informação, tudo o que a planta pode oferecer&#8221;, reforça Quintiliano. Junto à ele, estão à frente do projeto o pós-graduando Túlio de Luna e o professor e coordenador do departamento de Agronomia da UFRPE, Frederico Inácio Costa de Oliveira.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-06-at-09.42.31-300x259.jpeg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-06-at-09.42.31.jpeg" alt="O ChatGPT disse: Montagem digital com fundo de plantas cultivadas em estufa. No canto superior direito, há um círculo vermelho com o texto “PARTICIPE VOTE JÁ!”. Abaixo, aparece uma planta arquitetônica e uma maquete digital mostrando a estrutura de um prédio retangular com cobertura translúcida. Na parte inferior, em fundo preto, lê-se: “APOIE O BANCO DE GERMOPLASMA DE CANNABIS DA UFRPE”. O logotipo da universidade aparece à esquerda do texto." class="" loading="lazy" width="659">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Material de divulgação da campanha
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p></p>
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		<title>Como a Marco Zero vai acompanhar a COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 17:10:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Ajor]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Marco Zero abrirá espaço em sua pauta para a cobertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, que acontecerá em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. A MZ republicará o conteúdo jornalístico produzido por uma aliança de 21 veículos de comunicação que fazem parte da Casa do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Marco Zero abrirá espaço em sua pauta para a cobertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, que acontecerá em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. A MZ republicará o conteúdo jornalístico produzido por uma aliança de 21 veículos de comunicação que fazem parte da Casa do Jornalismo Socioambiental.<br><br>A Casa é um espaço no centro de Belém que serve como base central e operacional para hospedar jornalistas dos veículos que compõem a aliança responsável pela cobertura colaborativa que tem o objetivo de incorporar novas abordagens — locais e globais — e ampliar a audiência durante o evento. Ao republicar o conteúdo desta aliança junto com, pelo menos, outros 50 veículos do Brasil e do exterior, a MZ busca ampliar o alcance desta cobertura inovadora.</p>



<p>A iniciativa da casa foi idealizada e organizada ao longo do último ano pelas equipes de<a href="https://infoamazonia.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>InfoAmazonia</strong></a>,<a href="https://projetocolabora.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>#Colabora</strong></a>,<a href="https://envolverde.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Envolverde</strong></a>,<a href="https://agenciaeconordeste.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Eco Nordeste</strong></a>,<a href="https://oeco.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>((o))eco</strong></a>,<a href="https://www.amazoniavox.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Amazônia Vox</strong></a>,<a href="https://ajor.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Associação de Jornalismo Digital</strong></a>(Ajor) e<a href="https://ok.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Open Knowledge Brasil</strong></a>. Também fazem parte do esforço de cobertura:Agência Pública,Alma Preta,Ambiental Media,AzMina,Carta Amazônia,Ciência Suja,Intercept Brasil,Nexo,O Joio e O Trigo,Repórter Brasil,Revista Cenarium,Site Independente A Lente,Agência Urutau,O VaradouroeVoz da Terra.</p>



<p>Além disso, a Marco Zero republicará reportagens e artigos jornalísticos específicos produzidos de maneira pelos sites Amazônia Vox e <a href="https://amazoniareal.com.br/category/crise-climatica-cop30/">Amazônia Real</a>.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
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                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/Casa-COP-1024x576.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/Casa-COP-1024x576.jpg" alt="Sobre fundo na cor laranja, à esquerda um microfone preto é empunhado por uma mão colorida de roxo. Do microfone, saem grafismos nas cores roxa, azul e amarela.À direita, em letras pretas numa fonte que remete a algo manuscrito pintado sobre uma superfície, há a inscrição Casa do Jornalismo Socio Ambiental, com grafismos amarelos e azuis entre as letras e entre as linhas." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p></p>
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		<title>Halloween com fogos de artifício dentro de zoológico é motivo de críticas ao Parque de Dois Irmãos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 21:14:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[unidades de conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma festa de Halloween com fogos de artifício, efeitos sonoros, jogo de luzes e correria gerou discórdia e azedou o clima entre integrantes do conselho gestor do Parque Estadual de Dois Irmãos. As primeiras críticas internas à atividade promovida pela gestão do parque surgiram no grupo de whatsapp do conselho, mas logo se espalharam pelos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma festa de Halloween com fogos de artifício, efeitos sonoros, jogo de luzes e correria gerou discórdia e azedou o clima entre integrantes do conselho gestor do Parque Estadual de Dois Irmãos. As primeiras críticas internas à atividade promovida pela gestão do parque surgiram no grupo de whatsapp do conselho, mas logo se espalharam pelos perfis de Instagram que postaram vídeos mostrando como foi a festa.</p>



<p>Entre dezenas de comentários que criticaram o estresse provocado nos animais pelo barulho dos fogos, se destacaram os argumentos de Clemente Coelho Júnior, professor de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE) e integrante do conselho gestor do Parque. Ao embasar suas críticas públicas, ele transcreveu a legislação estadual que rege as unidades de conservação, entre elas um trecho da lei 15.736.</p>



<p>Esta lei, em vigor desde março de 2016, proíbe “a queima e a soltura de fogos de artifício e assemelhados, e de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso com ou sem estampidos” a menos de dois quilômetros “de manguezais e zoológicos”. Houve quem atacasse o conselheiro. Educadores ambientais do parque atacaram o conselheiro, por “falta de informação”.</p>



<p>Na mesma postagem, o perfil oficial do parque rebateu as críticas, garantindo que “o evento acontece fora da área aonde fica [sic] os animais, toda movimentação é feita na zona de uso antrópica, que não é próximo [sic] ao zoológico. Da mesma forma que as zonas de susto estão localizadas dentro da nossa área de parque urbano, distante do zoo (…) Os monstros servem como um convidativo [sic] para realizarmos educação ambiental sobre os animais de hábitos noturnos, justamente em locais que não há presença [sic] de sustos ”.</p>



<p>O texto publicado pela equipe do parque não fez menção às explosões de fogos de artifício e à lei 15.736.</p>



<p>Outro conselheiro, o professor da UPE Filipe Aléssio explicou como os animais selvagens são impactados por uma atividade como este Halloween: “pelos vídeos que estão circulando nas redes sociais, os fogos foram lançados próximo ao prédio da administração do zoológico. Toda a área é muito arborizada. Os recintos mais próximos da administração são os dos répteis e das aves, mas além disso, podemos imaginar que existem muitas espécies de animais selvagens que vivem livremente na área do parque, como saguis, capivaras, pequenos mamíferos e inúmeras espécies de aves. A grande maioria das espécies de aves possuem hábitos diurnos e estariam, teoricamente, dormindo no momento em que o evento foi realizado, com pirotecnia, música alta e muita correria e gritaria de pessoas”.</p>



<p>Para Aléssio, que é doutor em Biocências pela Universidade de Provence, na França, “é uma mistura de estímulos visuais e sonoros que deixaria qualquer animal selvagem muito estressado”.</p>





<h2 class="wp-block-heading"><strong>Regimento prevê consulta ao conselho</strong></h2>



<p>O conselheiro Clemente Coelho Júnior ressalta que Dois Irmãos não é um simples parque urbano, “mas uma unidade de conservação, protegido por leis e regimentos bem mais restritivos”. Segundo ele, “o que mais espanta nesse episódio é o fato do conselho gestor não ter sido consultado. Nas redes sociais, algumas pessoas defenderam o Halloween dizendo que os fogos foram estourados a distância segura, mas qual estudo aponta isso? Se um estudo existe, deveria ter sido apresentado ao conselho”.</p>



<p>O artigo quarto do regimento interno do Parque de Dois Irmãos estabelece que uma das atribuições do conselho é “manifestar-se sobre obra ou atividade potencialmente causadora de impacto, tanto dentro da unidade de conservação, como em sua zona de amortecimento”. Segundo ele, o conselho sequer foi ouvido para opinar sobre a novo logomarca do parque, que incluiria o desenho de um mico-leão-dourado, animal que sequer existe no parque.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/mico-1--278x300.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/mico-1--947x1024.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/mico-1--947x1024.jpg" alt="A imagem mostra uma estampa colorida sobre um fundo azul. O desenho principal é um coração formado por um traço vermelho, dentro do qual há figuras estilizadas e geométricas representando elementos da fauna e flora nordestina: um tucano, um peixe, um jacaré, uma flor, uma borboleta e um macaco. As formas são simples, coloridas em tons de verde, amarelo, azul, vermelho e laranja. Em volta do coração, está escrito em letras brancas a frase: “O PARQUE DO CORAÇÃO DOS PERNAMBUCANOS”." class="" loading="lazy" width="611">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Desde janeiro, o Parque de Dois Irmãos está sendo gerido por Sávia Florêncio, que além de “jornalista, advogada e pós-graduada em gestão pública”, é esposa do deputado estadual Wanderson Florêncio (Solidariedade).</p>



<p>A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha (Semas) enviou a seguinte explicação:</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p>O Parque Estadual Dois Irmãos, por meio de sua gestão, vem a público esclarecer os pontos levantados em relação ao evento &#8220;Zoo Assombrado&#8221; e a eventuais atividades internas:<br />
O &#8220;Zoo Assombrado&#8221; é um evento tradicional e de sucesso do Parque Estadual Dois Irmãos, reconhecido pela comunidade e pela mídia. Atualmente, o evento está em sua 11ª edição, acontecendo a mais de uma década.</p>
<p>O evento zoo assombrado, em nenhuma das suas 11 edições, foi apreciado pelo conselho, já que inexiste previsão legal para tanto.</p>
<p>A gestão do zoológico promove todas suas atividades com foco em educação ambiental e tem plena ciência das restrições legais e de bem estar animal, por isso, durante as apresentações teatrais os artefactos utilizados foram todos sem estampidos, em momento específico e em uma área sem a presença de animais.</p>
<p>O Conselho Gestor do Parque Estadual de Dois Irmãos tem caráter consultivo e participativo, conforme previsto em sua criação e na legislação ambiental vigente, o que significa que suas atribuições são de aconselhamento, acompanhamento e apoio às ações da gestão, mas não substituem nem limitam a autoridade administrativa da unidade de conservação</p>
<p>A gestão do Parque Estadual Dois Irmãos reafirma seu compromisso com a conservação ambiental, o bem-estar animal e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental para a população, seguindo as diretrizes estabelecidas em seu plano.</p>
	</div>



<p><br><br></p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/ambientalistas-protestam-contra-nomeacao-de-esposa-de-deputado-para-gestao-do-parque-de-dois-irmaos/" class="titulo">Ambientalistas protestam contra nomeação de esposa de deputado para gestão do Parque de Dois Irmãos</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		            </div>
	            </div>
        </div>

		


<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Potencial impacto do uso de obuses e explosivos na Escola de Sargentos do Exército na APA Aldeia Beberibe</title>
		<link>https://marcozero.org/potencial-impacto-do-uso-de-obuses-e-explosivos-na-escola-de-sargentos-do-exercito-na-apa-aldeia-beberibe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 19:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[APA Aldeia-Beberibe]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Sargentos]]></category>
		<category><![CDATA[Exército Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Milton Tenório* Enquanto o debate público se concentrou intensamente no desmatamento de 90 a 100 hectares e no risco hídrico para o sistema Botafogo, o aspecto da atividade militar em si (como o treinamento com artilharia) representa uma camada adicional de impacto, talvez o pior em termos de perturbação direta à fauna e à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Milton Tenório*</strong></p>



<p>Enquanto o debate público se concentrou intensamente no desmatamento de 90 a 100 hectares e no risco hídrico para o sistema Botafogo, o aspecto da atividade militar em si (como o treinamento com artilharia) representa uma camada adicional de impacto, talvez o pior em termos de perturbação direta à fauna e à comunidade do entorno.</p>



<p>A questão dos obuses e explosivos levanta preocupações críticas que merecem atenção do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Ministério Público Federal (MPF), tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impacto sonoro e vibratório na fauna: a Mata Atlântica na APA Aldeia-Beberibe abriga espécies de fauna silvestre (incluindo algumas ameaçadas). A detonação de obuses e explosivos geraria ruídos e vibrações que poderiam levar à fuga, estresse e, em casos extremos, à morte de animais, além de perturbar ciclos reprodutivos e de alimentação, comprometendo a biodiversidade da APA.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impacto na comunidade do entorno: os moradores das comunidades vizinhas ao Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC) seriam diretamente afetados pela poluição sonora e pelo risco de acidentes inerente ao uso de armamentos pesados.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Contaminação do solo e da água: o uso contínuo de munição em um campo de treinamento pode levar à contaminação do solo e, consequentemente, das nascentes e do lençol freático (Aquífero Beberibe), por resíduos de metais pesados e outros compostos químicos presentes nos explosivos. Dada a importância hídrica da bacia do Catucá para o sistema Botafogo, isso é um risco sério.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Licenciamento e avaliação de risco: este tipo de atividade (o uso de explosivos) precisa ser rigorosamente avaliado em qualquer Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) – que é o documento cuja exigência a sociedade civil cobra e que o Exército busca, em parte, contornar. O EIA/Rima deve analisar especificamente o &#8220;impacto de vizinhança&#8221; e os riscos de uso do armamento.</li>
</ul>



<p>A sociedade civil e os órgãos de fiscalização, como o MPPE e o MPF, precisam incorporar o risco do campo de treinamento militar (com uso de obuses) em suas análises, não se limitando apenas à área a ser desmatada.</p>



<p>A pressão continua sendo fundamental para exigir o EIA/Rima completo que contemple o uso de explosivos; buscar alternativas de localização que não comprometam uma APA e suas funções essenciais, como a hídrica, e que não exponham a população e a fauna ao risco militar; e reforçar que compensar a destruição de uma nascente de Mata Atlântica não é preservar.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*</strong>Milton Tenório é ambientalista, morador de Aldeia e fundador do <a href="https://www.instagram.com/movimentogatomaracaja/" target="_blank" rel="noopener">Movimento Gato-maracajá</a></p>
    </div>
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			</item>
		<item>
		<title>Fios elétricos da Neoenergia mataram 162 araras azuis ameaçadas de extinção na Bahia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Jul 2025 19:49:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Canudos]]></category>
		<category><![CDATA[Coelba]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As imagens compartilhadas no Instagram de organizações protetoras de animais silvestres causam um certo choque a quem vê de primeira. Pássaros e animais arborícolas, aqueles que vivem principalmente em árvores, estariam morrendo na rede elétrica de diferentes regiões da Bahia. Nos últimos seis anos, 162 araras-azuis-de-lear, espécie ameaçada de extinção nativa da caatinga baiana, morreram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As imagens compartilhadas no Instagram de organizações protetoras de animais silvestres causam um certo choque a quem vê de primeira. Pássaros e animais arborícolas, aqueles que vivem principalmente em árvores, estariam morrendo na rede elétrica de diferentes regiões da Bahia. Nos últimos seis anos, 162 araras-azuis-de-lear, espécie ameaçada de extinção nativa da caatinga baiana, morreram ao se chocar com os fios de alta tensão e transformadores em torno da Reserva de Canudos, habitat natural dessa ave.</p>



<p>Segundo o último censo (2022), a população existente é de quase 2.300 animais, assim, foram eletrocutadas mais de 7% de toda a população dessa espécie. O <a href="https://www.instagram.com/projetojardinsdaararadelear/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">projeto Jardins da Arara de Lear</a> atua na conservação da base alimentar desses animais desde 2014 e tem monitorado essas mortes. De 2019 até 2025, o ano com maior número de mortes foi 2022, somando 46 casos fatais.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-17-at-17.25.36-240x300.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-17-at-17.25.36-819x1024.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-17-at-17.25.36-819x1024.jpeg" alt="O infográfico apresenta o número de mortes de araras-azuis-de-Lear com suspeita de eletroplessão, distribuído por ano, de 2019 a 2025. O título está em letras brancas sobre um fundo azul no topo da imagem. À direita do título, há um símbolo circular que lembra um ninho de arara estilizado. Logo abaixo, há um gráfico de barras verticais na cor laranja, com fundo cinza claro. O eixo horizontal representa os anos (de 2019 a 2025), e o eixo vertical representa a quantidade de mortes, com marcações numéricas. Os dados apresentados são: 2019: 10 mortes;  2020: 13 mortes; 2021: 18 mortes; 2022: 46 mortes (o maior número); 2023: 28 mortes; 2024: 22 mortes; e 2025: 25 mortes. A fonte das informações está indicada na parte inferior direita do infográfico: Fonte: Projeto Jardins da Arara de Lear." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p>Foram os próprios ornintólogos e zoólogos do projeto que encontraram a solução técnica para evitar a mortandade das araras: isolar os transformadores e aumentar a distância entre um cabo e outro, evitando que as aves encostem em dois fios simultaneamente. Os profissionais também indicaram as áreas que seriam consideradas prioritárias, ou seja, por onde a alteração deveria começar a ser feita.</p>



<p>Em 2022, a Neoenergia/Coelba começou a fazer a modificação da rede elétrica a partir de uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MPBA). O efeito foi imediato: o número de mortes caiu  das 46 registradas em 2022, para 28 em 2023. No entanto, a empresa modificou apenas os ramais indicados como prioritários, deixando os cabos elétricos das regiões vizinhas sem a devida proteção, o que não foi o bastante para cessar as mortes por eletroplessão.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>Eletroplessão é o termo usado por peritos e legistas para definir a morte provocada por descarga elétrica acidental</p>
        </div>
    </div>



<h2 class="wp-block-heading">Ave símbolo da caatinga</h2>



<p>A espécie foi registrada cientificamente em 1978 pelo ornitólogo alemão Helmut Sick, mas essa descoberta só teria sido possível a partir dos estudos do ornitólogo brasileiro <a href="https://www.wikiaves.com.br/forum/showthread.php?tid=8008">Olivério Mário de Oliveira Pinto</a>, considerado o pai da ornitologia no Brasil. À época, havia menos de 100 dessas araras vivendo na natureza.</p>



<p>A descoberta do seu habitat natural foi na região da Toca Velha, onde hoje existe a Estação Biológica de Canudos, administrada pela <a href="https://biodiversitas.org.br/canudos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundação Biodiversitas</a>, focada na preservação desses animais e na manutenção dos espaços para que eles possam dormir e se reproduzir. As araras também podem ser encontradas na APA Serra Branca, no município de Jeremoabo, a 48 quilômetros da estação. A arara-azul-de-lear se tornou um dos animais simbólicos da caatinga.</p>



<p>Segundo Marlene Reis, ambientalista e presidenta do Projeto Jardins de Arara de Lear, a reprodução dela é lenta e acontece uma vez por ano. Cada ninhada pode chegar a três ovos, mas apenas um filhote costuma sobreviver. “Cada indivíduo que a gente perde é uma preocupação para a conservação desse bicho. Porque existem várias ameaças, não só ameaça pela energia elétrica, mas também tem predador, tem tráfico de animais silvestres, que infelizmente ainda existe”, lamenta Reis.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-14.40.42-226x300.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-14.40.42-771x1024.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-14.40.42-771x1024.jpeg" alt="A imagem mostra uma arara-azul-de-Lear morta, deitada de lado sobre o chão de terra seca. A ave tem penas azul-escuras, com uma mancha amarela ao redor do olho e na base do bico curvo, que está entreaberto. Uma das asas está parcialmente estendida, e o corpo está imóvel, com sinais visíveis de rigidez. O solo ao redor é avermelhado, com pequenas pedras e galhos secos. A cena transmite tristeza e alerta, sugerindo que a morte da ave possa estar relacionada a causas como eletroplessão ou outras ameaças ambientais." class="" loading="lazy" width="622">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Arara encontrada morta na estação biológica em 9 de julho
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Cortesia/Projeto Araras de Lear</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mamíferos ameaçados por desmatamento</strong></h2>



<p>Por causa da rede elétrica da Coelba, animais estão sob risco de uma ponta a outra da Bahia. Em Mata de São João, município da região metropolitana de Salvador, localizado a 400 quilômetros de Canudos, as vítimas são diferentes: mamíferos silvestres arborícolas como preguiças-de-coleira, macacos, cuícas, além de espécies como o tamanduá-mirim têm morrido nas redes elétricas da Coelba. Nesses casos, a maior parte das mortes acontecem nos transformadores.</p>



<p>Neste território há o maior corredor de Mata Atlântica do norte da Bahia, formado pela Reserva Sapiranga, Floresta do Aruá, Reserva Camurugipe e porções de vegetação nativa dentro de fazendas.</p>



<p>De acordo com a bióloga e coordenadora do <a href="https://www.instagram.com/projetoconectavidas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto Conecta Vidas</a>, Luciana Veríssimo, só nos últimos dois anos, ao menos 20 preguiças-de-coleira morreram na rede elétrica da Reserva do Aruá. “A preguiça é um animal 100% arborícola, só vive nas árvores. Ela desce uma vez na semana pra poder fazer o cocô dela, mas fora isso, ela só vive nas árvores, se alimenta de folhas e ela precisa das árvores para poder se locomover ao longo da floresta”, explica Veríssimo que trabalha na região há 20 anos.</p>



<p>O aumento de mortes em um curto espaço de tempo estaria ligado ao crescimento da construção de empreendimentos imobiliários na reserva após a pandemia. O litoral de Mata do São João, onde está localizada a famosa Praia do Forte, foi impactado pela especulação imobiliária, o que tem provocado desmatamento e migração desses animais para outros locais.</p>



<p>“Essas pessoas começaram a vir para cá e começou o <em>boom</em> imobiliário com bastante supressão de vegetação e isso faz com que os animais saiam das suas áreas em busca de refúgio. Foi aí que a gente começou a observar registros de preguiças eletrocutadas”, afirma. “Eu trabalhei 10 anos no projeto Tamar da Praia do Forte. Em 10 anos, acionaram a gente apenas duas vezes para fazer o resgate de preguiças. Pós-pandemia pra cá, isso acontece agora a toda hora, todo dia tem registro, tem ocorrência de preguiça atravessando a rua, preguiça na cerca, preguiça dentro da casa, preguiça andando em fio de energia”, completa.</p>



<p>O projeto Conecta Vidas foi criado em uma parceria do Aruá Observação Vida Silvestre e o Laboratório de Ecologia Aplicada da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a partir da demanda de atuar na proteção de preguiças-de-coleira e outros animais silvestres potenciais vítimas de eletroplessão.</p>



<p>“A gente tem esses roteiros de observação de preguiças e as pessoas acabavam nos informando onde havia preguiça andando no fio de energia ou já morta, pendurada num fio de energia. Então a gente decidiu criar o projeto para tentar minimizar esses impactos. Foram instalados pontos de travessia de fauna em áreas onde a gente sabia que os animais atravessavam, mas a floresta tinha perdido a conexão”, afirma Luciana.</p>



<p>Na região que abriga o maior número de preguiças-de-coleira do Brasil, pesquisadores e ambientalistas contam com a ajuda dos moradores nativos do território. Com o grupo Ciência Cidadã, 14 comunidades dentro e ao redor da floresta repassam as informações de avistagens e ocorrências de preguiça. “Isso tá sendo muito importante, porque a gente está fazendo com que as próprias comunidades adotem a causa da preguiça como sua. Então, eles nos avisam de tudo, a gente tá conseguindo mapear as áreas de ocorrência e ver onde estão as ameaças”, relata Veríssimo.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-15.45.23-1-300x225.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-15.45.23-1-1024x768.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-15-at-15.45.23-1-1024x768.jpeg" alt="A imagem mostra um bicho-preguiça morto, pendurado em uma estrutura de poste de energia elétrica. O animal está entre fios e componentes metálicos da rede elétrica, preso por um dos braços e com o corpo flácido, indicando que sofreu uma descarga elétrica fatal. A estrutura é composta por cabos grossos, isoladores e suportes metálicos. O céu ao fundo está claro, sugerindo que a foto foi tirada ao entardecer ou amanhecer." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Preguiças morrem ao usar os postes a Coelba para passar de um trecho de mata para outro
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Cortesia/Projeto Conecta Vidas</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">A lentidão do poder público</h3>



<p>Tanto o Projeto Jardins de Araras de Lear quanto o Projeto Conecta Vidas vêm dialogando com a Neonergia/Coelba e com os órgãos públicos para tentar diminuir as mortes, mas isso têm surtido pouco efeito. Em Canudos, a Neoenergia iniciou, de fato a modificação da rede elétrica nos locais prioritários indicados pela organização. E só. &#8220;Naquela região de concentração ela [Neonergia/Coelba] não alterou todas as redes. Não morreu arara na que alterou, mas morreu nessa outra aqui, que era pra ter sido feita também&#8221;, relata Marlene Reis, do Araras de Lear.</p>



<p>Em Mata de São João, onde a maioria dos fios são encapados, o problema ocorre nos transformadores em que os animais ficam presos e acabam morrendo. Segundo Luciana Veríssimo, do Conecta Vidas a empresa de energia chegou a colocar protetores nos transformadores para testes, mas as mortes continuam acontecendo. &#8220;Já estamos há um ano e meio, em inúmeras tratativas, fizemos muitos relatórios que eles solicitavam ou que o promotor solicitava para tentar chegar numa maneira de minimizar os impactos, mas até agora nada aconteceu&#8221;, reforça.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que diz a Neonergia/Coelba</span>

		<p>Em nota, Neoenergia/Coelba afirma que nos últimos três anos investiu mais de R$ 40 milhões em projetos de conservação e prevenção de acidentes para animais silvestres, especialmente na região do Raso da Catarina, na Bahia. &#8220;Foram implementados mais de 4.700 postes com um novo padrão que oferece maior segurança para as aves. Além disso, o projeto ainda conta com o apoio de ONGs e inclui ações de educação ambiental, agroecologia, monitoramento da espécie e produção de mudas nativas, essenciais para a alimentação da avifauna&#8221;.</p>
<p>A concessionária ainda reforça que &#8220;a expansão imobiliária e o crescimento urbano desordenado impactaram o comportamento dos animais no litoral de Mata de São João, que precisaram se deslocar para outros ambientes visando a subsistência. Durante esse deslocamento, os animais podem acidentalmente acessar a rede elétrica, e para protegê-los, a Neoenergia Coelba tem implementado diversas ações, como a proteção do sistema elétrico na Reserva do Aruá, prevenindo choques em caso de contato dos animais com a rede&#8221;.</p>
	</div>



<p>O Ministério Público da Bahia (MPBA), em relação ao que ocorre na Mata de São João, informou que &#8220;adotou uma série de diligências, no intuito de reunir dados a orientar a atuação da instituição e o processo de negociação, a exemplo da expedição de ofícios requisitando informações e documentos ao Conselho Gestor da APA Litoral-Norte, à Neoenergia/Coelba, ao Cetas-Ibama, Cetas-Inema e ao Laboratório de Medicina Veterinária da UFBA. O diálogo entre os atores interessados tem sido contínuo e progressivo, inclusive com a participação de representantes da sociedade civil, por meio do Projeto Conecta-Vidas, com atuação na região, e de pesquisadores do Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)&#8221;.</p>



<p>&#8220;Para barrar as mortes, o MPBA tem exigido da Neoenergia/Coelba a proteção integral dos transformadores e estruturas da rede elétrica e a apresentação de um plano de adequação da rede de eletricidade local. A proposta de TAC está em fase de negociação&#8221;, completa a nota.</p>



<p>Sobre Canudos, o MPBA afirma que &#8220;vem diligenciado junto à empresa para promover a adequação da rede de transmissão e a adoção de medidas preventivas, a fim de evitar morte de animais. Foram realizadas diversas reuniões, estando prevista uma nova rodada de negociações, com vistas à formalização de um TAC, que está em fase de ajustes pelas partes. A proposta tem como foco a realização de melhorias na rede elétrica da Coelba, visando sua adequação ao padrão tecnológico Avifauna, no intuito de prevenir novas ocorrências de mortes por eletroplessão das aves&#8221;.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/araras-montagem-300x218.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/araras-montagem-1024x745.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/07/araras-montagem-1024x745.jpg" alt="A imagem é uma montagem com duas fotografias lado a lado, ambas mostrando postes de energia elétrica em áreas abertas. A Foto da esquerda: mostra um poste de concreto com estrutura metálica e um transformador verde fixado em sua base. Há diversos fios e isoladores elétricos, mas não há animais visíveis. O céu ao fundo está nublado, em tom claro e uniforme. A **Foto da direita **mostra outro poste, mais distante e em um ângulo mais aberto. Este poste está cheio de araras-azuis-de-Lear, que se empoleiram na parte superior e nos fios que o cercam. Ao todo, há cerca de 12 aves distribuídas pelo poste e pelos cabos. O céu está azul claro e, no canto inferior direito, há parte da copa de uma árvore." class="" loading="lazy" width="645">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Com as modificações, araras se penduram nos fios sem correr riscos
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Cortesia/Projeto Jardins da Arara de Lear</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A nota continua dizendo que: &#8220;foram ouvidas diversas entidades não governamentais, que emitiram pareceres técnicos, bem como a equipe técnica da própria Coelba, que sugeriram alternativas para a solução do problema. Atualmente, as tratativas estão concentradas na formalização do TAC, que estabelecerá as diretrizes para a prevenção de novos óbitos de animais silvestres em decorrência de eletroplessão. O Ministério Público reafirma seu compromisso com a proteção da vida silvestre e a defesa do meio ambiente, buscando soluções eficazes para o problema&#8221;.</p>



<p>O Instituto do Meio Ambiente também se posicionou dizendo que &#8220;tem participado de articulações institucionais com o Ministério Público da Bahia (MPBA) e com a empresa concessionária de energia (Coelba), no intuito de buscar soluções conjuntas que minimizem os riscos. Técnicos do Inema também têm participado de discussões no âmbito de grupos de trabalho e projetos voltados à conservação das espécies, acompanhando dados de campo e sinalizando a necessidade de medidas corretivas em trechos críticos da rede elétrica, como adequações tecnológicas que visem isolar as partes eletrificadas das redes e assim reduzir os riscos de eletroplessão dos animais silvestres&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Arte e ativismo ambiental em defesa da Mata Atlântica, no Recife Antigo</title>
		<link>https://marcozero.org/arte-e-ativismo-ambiental-em-defesa-da-mata-atlantica-no-recife-antigo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 18:40:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[APA Aldeia-Beberibe]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Sargentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A praça do Arsenal, no Recife Antigo, será palco de manifestação artística em defesa da APA Aldeia-Beberibe e da Mata Atlântica. O evento realizado pelo Movimento Gato-maracajá, vai acontecer nesta sexta-feira (11), às 17h30, no Bar Teatro Mamulengo. Com entrada gratuita, o ato cultural vai acontecer em defesa da preservação da Área de Proteção Ambiental [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/arte-e-ativismo-ambiental-em-defesa-da-mata-atlantica-no-recife-antigo/">Arte e ativismo ambiental em defesa da Mata Atlântica, no Recife Antigo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A praça do Arsenal, no Recife Antigo, será palco de manifestação artística em defesa da APA Aldeia-Beberibe e da Mata Atlântica. O evento realizado pelo <a href="https://www.instagram.com/movimentogatomaracaja/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Movimento Gato-maracajá</a>, vai acontecer nesta sexta-feira (11), às 17h30, no Bar Teatro Mamulengo. Com entrada gratuita, o ato cultural vai acontecer em defesa da preservação da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, uma das últimas reservas verdes da Região Metropolitana do Recife.</p>



<p>Sob o lema “Muita música e poesia”, a programação conta com a participação de 27 artistas comprometidos com a causa ambiental. Os músicos, poetas e <em>performers</em> vão juntar suas vozes contra projetos que ameaçam o bioma, como a construção, na Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, da Escola de Sargentos do Exército e a implantação do Arco Metropolitano.</p>



<p>O gato-maracajá, que dá nome ao movimento, é um felino de hábitos solitários e ameaçado de extinção, símbolo dos ecossistemas que resistem nas bordas da urbanização. A iniciativa busca chamar a atenção para a urgência em proteger os ecossistemas ainda existentes e fortalecer redes de resistência por meio da arte.</p>



<p>De acordo com os organizadores, &#8220;mais do que apresentações artísticas, o encontro é um chamado à ação coletiva, um momento para partilhar saberes, fortalecer laços entre arte e ativismo e lembrar que preservar o meio ambiente também é preservar modos de vida, culturas e histórias&#8221;..</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/decisao-judicial-pode-dificultar-construcao-da-escola-de-sargentos-na-apa-aldeia-beberibe/" class="titulo">Decisão judicial pode dificultar construção da Escola de Sargentos na APA Aldeia-Beberibe</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
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	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Movimento Salve APA Aldeia-Beberibe defende desmatamento zero</h2>



<p>Em nota pública, o Movimento Salve APA Aldeia-Beberibe manifestou, mais uma vez, preocupação com os rumos das negociações relacionadas à proposta de instalação da Escola de Sargentos do Exército na APA Aldeia-Beberibe. </p>



<p><strong>Confira a nota na íntegra:</strong></p>



<p><em>O Movimento Salve APA Aldeia-Beberibe vem a público manifestar preocupação com os rumos das negociações relacionadas à proposta de instalação da Escola de Sargentos do Exército na Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe.</em></p>



<p><em>Após quase quatro anos de diálogo constante com diversos órgãos e representantes do poder público — incluindo reuniões recentes com o Ministério da Defesa e o Exército Brasileiro —, seguimos comprometidos em contribuir com soluções que viabilizem a instalação da Escola de Sargentos em Pernambuco, sem comprometer o meio ambiente ou a credibilidade institucional do próprio Exército.</em></p>



<p><em>No entanto, entraves persistem. Em reunião técnica realizada no dia 2 de julho, a coordenação do projeto reafirmou a intenção de manter duas unidades do complexo militar dentro dos limites da Mata do CIMNC na APA, o que implicaria no corte de cerca de 200 mil árvores (mais de 90 hectares de Mata Atlântica) e na ameaça direta às nascentes do Rio Catucá — um patrimônio hídrico essencial à Região Metropolitana do Recife —, bem como à biodiversidade local, que abriga espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.</em></p>



<p><em>O Movimento apresentou, com base técnica consistente, uma alternativa locacional viável que permite a instalação do empreendimento em área contígua ao Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC), mas fora dos limites da APA, da Bacia do Catucá e da Área de Proteção de Mananciais. A proposta prevê a utilização de terras hoje ocupadas por canaviais, facilitando a desapropriação e permitindo o início das obras de imediato, sem desmatamento, com ganhos econômicos e ambientais — especialmente para municípios que mais necessitam de investimento público.</em></p>



<p><em>Causa preocupação a insistência em manter a proposta atual sem a realização de estudos prévios de impacto ambiental, de vizinhança, arqueológicos e socioculturais — exigências legais e éticas para qualquer obra dessa magnitude. Da mesma forma, a ausência de respostas claras sobre as condições e garantias de uma eventual compensação ambiental revela um cenário frágil.</em></p>



<p><em>Apesar disso, a sociedade civil tem atuado de forma transparente, técnica, colaborativa e propositiva. Reconhecemos avanços obtidos ao longo dessa jornada e o empenho do ministro José Múcio, que tem buscado alternativas equilibradas e ambientalmente responsáveis.</em></p>



<p><em>Na reunião de 2 de julho, a coordenação do projeto ESA apresentou novos obstáculos à proposta alternativa, os quais não haviam sido citados anteriormente, nem mesmo no documento enviado ao Ministério Público Federal (MPF), no qual o Exército já havia apontado as dificuldades que entendia pertinentes. Causa estranheza que, apenas agora, tais impedimentos surjam — ou se tornem explícitos — nas negociações.</em></p>



<p><em>Também esteve presente na reunião o deputado Meira, que tem atuado como intermediador junto ao ministro da Defesa. O parlamentar apresentou uma proposta de redução da área a ser desmatada de 94 para 55 hectares, com a retirada de uma das unidades militares da área florestal. </em></p>



<p><em>A proposta inclui ainda:<br>● Compensação ambiental por meio do reflorestamento de 280 hectares de cana, com início previsto antes do desmatamento;<br>● Anexação de até 720 hectares de terras de cana ao CIMNC, com potencial para futura recuperação florestal. </em></p>



<p><em>O Exército afirmou que analisaria a proposta e se comprometeu a apresentar um posicionamento no prazo de dois meses.</em></p>



<p><em>As Matas de Aldeia são patrimônio histórico, cultural, genético e espiritual do povo pernambucano. Sua destruição representaria não apenas um crime ambiental, mas uma grave injustiça social. Diante disso, é fundamental que a sociedade civil organizada, instituições públicas e privadas, ambientalistas e cidadãos permaneçam mobilizados em defesa da APA Aldeia-Beberibe.</em> </p>



<p><em>Que as mensagens:<br>“ESA PARA CONSTRUIR NÃO PRECISA DESMATAR”<br>“DESMATAMENTO ZERO – SALVE A APA ALDEIA-BEBERIBE”<br>ecoem em todos os espaços e inspirem a preservação do que ainda resta da Mata Atlântica em Pernambuco.</em><br><br><em>Movimento Salve APA Aldeia-Beberibe<br>Em defesa da vida, da floresta e da dignidade.</em></p>
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