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	<title>Arquivos agressão - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 11 Mar 2024 14:35:21 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos agressão - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Cresce pressão para que acusado de agressão no Guaiamum Gigante responda por transfobia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Dec 2023 19:47:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[agressão]]></category>
		<category><![CDATA[Guaiamum Gigante]]></category>
		<category><![CDATA[transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[violência de gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), movimentos LGBTQIAPN+, organizações feministas, além da própria e seus amigos, estão pressionando as autoridades para que o acusado de agressão no caso do restaurante Guaiamum Gigante, na zona norte do Recife, no último dia 23, responda pelo crime de transfobia, [&#8230;]</p>
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<p>A Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe),  movimentos LGBTQIAPN+, organizações feministas, além da própria e seus amigos, estão pressionando as autoridades para que o acusado de agressão no caso do restaurante Guaiamum Gigante, na zona norte do Recife, no último dia 23, responda pelo crime de transfobia, além de lesão corporal.</p>



<p>O crime de transfobia, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), é <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">equiparado ao de racismo</a>. Portanto, não aceita fiança nem prescreve e pode resultar em até cinco anos de reclusão. A lesão corporal, por sua vez, é uma infração mais leve e pode ter como resultado apenas um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).</p>



<p>A comissão da Alepe, presidida pela deputada Dani Portela (Psol), recebeu informações, já repassadas à polícia, que apontam que o acusado é realmente Antônio Fellipe Rodrigues Salmento de Sá.</p>



<p>À TV Globo, uma ex-companheira reconheceu o homem e relatou que ele <a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2023/12/26/ex-denuncia-homem-que-agrediu-mulher-por-pensar-que-era-uma-pessoa-trans-por-tentar-atear-fogo-nela.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">já tentou atear fogo nela</a>. Foi a terceira vítima a denunciar violências.</p>



<p>No Guaiamum Gigante, no bairro do Parnamirim, a mulher de 34 anos foi agredida após ter sido questionada se era homem ou mulher ao sair do banheiro feminino. Ao reagir à pergunta, o homem, que acreditou se tratar de uma mulher trans, deu um soco no rosto da vítima. Além de machucada, ela teve os óculos quebrados.</p>



<p>A parlamentar Dani Portela oficiou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Defensoria Pública para que as devidas providências sejam tomadas no sentido de ajudar a polícia nas investigações, mas também de apurar a responsabilidade do Guaiamum Gigante no ocorrido.</p>



<p>O homem foi retirado do restaurante por funcionários do estabelecimento, o que impediu a Polícia Militar de configurar o flagrante. Ele foi identificado com ajuda das redes sociais através da publicação de imagens do momento da agressão.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Imagem do acusado. Crédito: captura de vídeo</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Na tarde desta terça-feira, 26 de dezembro, a vítima prestou depoimento na Delegacia de Casa Amarela. O delegado responsável pelo caso é Diogo Bem. Duas testemunhas estavam também agendadas para prestar depoimento nesta terça. A polícia já colheu depoimentos de dois funcionários do Guaiamum Gigante e do dono do estabelecimento.</p>



<p>O tipo penal — se lesão corporal, transfobia ou outro — será definido pelo delegado somente ao final das investigações, quando o relatório do inquérito segue para o MPPE, responsável por denunciar o caso à Justiça.</p>



<p>A assessora da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Alepe, Juliana Serreti, esteve na Delegacia de Casa Amarela nesta terça para acompanhar o depoimento da vítima e conversar com o delegado Diogo Bem sobre considerar a transfobia como linha de investigação.</p>



<p>À Marco Zero, a advogada Robeyoncé Lima disse que também vê a agressão como transfobia, mesmo a vítima sendo uma mulher cis. “O que vale é a intenção. Ele foi transfóbico de toda forma, sendo ela uma mulher cis ou não”, avalia.</p>



<p>Ela também falou da importância de o caso entrar nas estatísticas desse tipo de crime. “Foi o que a vítima pediu, pelo dano causado ao corpo dela e a sociedade como um todo”, complementa. Primeira advogada travesti preta do Estado, Robeyoncé é membra da Comissão da Diversidade Sexual e Gênero da Ordem dos Advogado do Brasil (OAB-PE) e ex-codeputada estadual pelo PSOL, pelo mandato coletivo das Juntas.</p>



<p>Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que “o autor foi identificado e intimado a depor” e que “demais informações poderão ser repassadas em momento oportuno”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;<strong>Restaurante descumpriu a lei</strong>&#8220;</h2>



<p>A vereadora do Recife Cida Pedrosa (PCdoB) denunciou que a <a href="https://leismunicipais.com.br/a/pe/r/recife/lei-ordinaria/2023/1907/19061/lei-ordinaria-n-19061-2023-institui-o-protocolo-violeta-com-o-objetivo-de-prevenir-e-combater-a-violencia-e-a-importunacao-sexual-nos-estabelecimentos-especificados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei Municipal nº 19.061</a>, sancionada e regulamentada este ano pela Prefeitura do Recife, não foi cumprida no caso de agressão à mulher de 34 anos no Guaiamum Gigante no último dia 23. O chamado Protocolo Violeta prevê medidas de prevenção, acolhimento e enfrentando da violência contra as mulheres e da importunação sexual em espaços de lazer (bares, restaurantes, hotéis, motéis, casas noturnas e academias de ginástica).</p>



<p>Chamando o caso de “misoginia e transfobia”, Cida afirma que o restaurante não ofereceu apoio nem acolhimento à vítima. “O protocolo é muito claro nisso de apoiar, ouvir, levar para fazer denúncia e levar ao hospital. A vítima diz que não recebeu esse apoio, então o protocolo não foi cumprido”, disse a vereadora.</p>



<p>O Protocolo Violeta prevê multa de R$ 10 mil para os espaços que não cumprirem os itens de acolhimento à pessoa em situação de violência. Cida oficiou a Prefeitura do Recife e o MPPE.</p>



<p>A reportagem da MZ procurou o Guaiamum Gigante que, por meio de resposta enviada por escrito pela sua assessoria de imprensa, manteve o posicionamento original, postado no dia seguinte ao crime, e afirma ter seguido a lei:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><br><br>&#8220;O Guaiamum Gigante repudia qualquer ato de violência, seja dentro ou fora do estabelecimento. Em mais de 30 anos de funcionamento, esta é a primeira vez que o local registra um ato de agressão em suas dependências. No último sábado (23), quando um homem agrediu uma mulher no restaurante, os colaboradores seguiram o Protocolo Violeta ao expulsar o agressor e garantir a segurança dos demais clientes, entre eles crianças, mulheres, idosos e a própria vítima. Todos os nossos funcionários são orientados a retirarem do salão qualquer pessoa que possa oferecer risco aos demais clientes, como manda a Lei Municipal. O restaurante tem mantido contato permanente com a polícia com o objetivo de contribuir com o máximo de informações possíveis para a elucidação do caso de forma ágil e assertiva&#8221;.</p></blockquote>





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		<title>Espancado em praça pública, presidente do PT de Abreu e Lima denuncia ter sido vítima de ataque homofóbico</title>
		<link>https://marcozero.org/espancado-em-praca-publica-presidente-do-pt-de-abreu-e-lima-denuncia-ter-sido-vitima-de-ataque-homofobico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2023 20:28:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[abreu e lima]]></category>
		<category><![CDATA[agressão]]></category>
		<category><![CDATA[lgbtfobia]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[partido dos trabalhadores]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estudante de economia Cleyton Manoel, secretário estadual de juventude do PT e presidente do diretório municipal do partido em Abreu e Lima, foi espancado e xingado com ofensas homofóbicas por um desconhecido na noite de sábado (11). Por telefone, o jovem contou que as agressões iniciaram enquanto fazia compras na loja de conveniência de [&#8230;]</p>
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<p>O estudante de economia Cleyton Manoel, secretário estadual de juventude do PT e presidente do diretório municipal do partido em Abreu e Lima, foi espancado e xingado com ofensas homofóbicas por um desconhecido na noite de sábado (11). Por telefone, o jovem contou que as agressões iniciaram enquanto fazia compras na loja de conveniência de um posto de gasolina, no centro de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. </p>



<p>O agressor passou a proferir xingamentos lgbtfóbicos contra ele, que preferiu sair antes e seguiu de volta para casa sozinho para evitar confusão, sem a companhia dos amigos que tinham chegado no posto de gasolina com ele. Enquanto caminhava, foi seguido pelo homem. De acordo com Cleyton, na altura da principal praça da cidade, o desconhecido o atacou com socos no rosto e aplicou o golpe conhecido como &#8220;mata-leão&#8221;, que o deixou desacordado. O militante petista foi socorrido para a UPA de Igarassu pelos amigos que chegaram na praça logo depois. </p>



<p>As agressões foram denunciadas na página pessoal do instagram. “Hoje venho relatar a vocês que, infelizmente, entrei nas estatísticas da violência LGBTfóbica que oprime, agride e mata nossa população diariamente”, relatou. Além das agressões, o jovem ainda teve os óculos quebrados e o celular roubado.  </p>



<p>Cleyton contou que, neste momento, está na casa da mãe, recebendo cuidados de parentes e amigos. No entanto, ainda são grandes as marcas deixadas pela agressão. “Apesar da dor mais profunda é a que parte da sensação de impunidade daqueles que nos agridem e matam. O ódio que foi instalado na sociedade precisa ser combatido diariamente, para que nenhuma mais sofra e para que nenhuma mais morra”.</p>



<p>Muito abalado, ainda não procurou a delegacia para prestar queixa, contudo, vai registrar uma denúncia formal na Polícia Civil assim que estiver recuperado física e emocionalmente.</p>



<p>O PT Pernambuco se posicionou em apoio ao jovem: &#8221; Lamentavelmente, Cleyton se tornou mais uma vítima dessa triste estatística que agride e mata a nossa população diariamente. Exigimos que os órgãos competentes investiguem e punam, conforme a Lei, o responsável por mais esse ato violento de LGBTfobia.</p>



<p>Infelizmente, esse episódio gravíssimo não é um fato isolado, sendo mais uma manifestação violenta da homofobia que estrutura as relações sociais no Brasil, líder mundial nas estatísticas de assassinatos de pessoas LGBTQIAP+, segundo relatório da Transgender Europe (TGEU).</p>



<p>Expressamos nossa total solidariedade ao companheiro Cleyton Manoel e colocamo-nos à disposição para garantir que seus direitos sejam respeitados.&#8221;</p>





<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><br><strong>Uma questão importante!</strong></p><p><em>Se você chegou até aqui, já deve saber que colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa </em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a> </strong><em>ou, se preferir, usar nosso </em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em></p><p><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></p></blockquote>
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		<title>Tensão pré-eleitoral: bolsonarista politiza discussão no condomínio e agride ex-presidente da CUT</title>
		<link>https://marcozero.org/tensao-pre-eleitoral-bolsonarista-politiza-discussao-no-condominio-e-agride-ex-presidente-da-cut/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 May 2022 21:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[agressão]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Valença]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O professor Paulo Valença não tem certeza do exato momento em que sua relação com o vizinho mudou. Pode ter sido durante a operação Lava-Jato ou ao longo do tortuoso processo de deposição da ex-presidenta Dilma Rousseff, mas a antiga amizade, já abalada, acabou mesmo nas semanas que antecederam à eleição de Jair Messias Bolsonaro. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O professor Paulo Valença não tem certeza do exato momento em que sua relação com o vizinho mudou. Pode ter sido durante a operação Lava-Jato ou ao longo do tortuoso processo de deposição da ex-presidenta Dilma Rousseff, mas a antiga amizade, já abalada, acabou mesmo nas semanas que antecederam à eleição de Jair Messias Bolsonaro. No segundo semestre de 2018, Alberto Mendes Lemos, o vizinho de 66 anos, passou a tratar o ex-presidente estadual da CUT e ex-vice-prefeito de Olinda pelo PT, de &#8220;corrupto&#8221; e &#8220;petista ladrão&#8221;.</p>



<p>Na manhã de terça-feira, dia 17 de maio, Valença estava desmaiado, sangrando com um corte profundo no alto da cabeça, enquanto o bolsonarista Alberto erguia uma lajota de cimento para arremessar no sindicalista desacordado. Só não conseguiu porque Mateus, um dedetizador que prestava serviços para o agressor o impediu. Das janelas do primeiro andar, um vizinho e uma vizinha viram quando Alberto desferiu pontapés nas costas de Paulo Valença, que tem 72 anos de idade.</p>



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<p>A gota d&#8217;água que encerrou com violência uma amizade de quase três décadas foi essa agressão, ocorrida depois de um breve bate-boca motivado pela iniciativa de Alberto de encharcar com veneno para cupim o jardim do pequeno condomínio, com seis apartamentos divididos em dois prédios do tipo &#8220;caixão&#8221;, na praia de Maria Farinha, em Paulista. Valença conta que, ao ver o dedetizador pulverizar inseticida no terreno, se dirigiu a Alberto e pediu que parasse. &#8220;Eu disse que ele deveria ter combinado com os outros moradores, afinal naquela parte do jardim passam os canos que levam a água do poço para nossas torneiras&#8221;, explicou.</p>



<p>A resposta não poderia ter sido mais fora de contexto: &#8220;ele disse &#8216;saia daqui, seu petista corrupto, luladrão&#8217;. E agarrou o equipamento do dedetizador, como se fosse pulverizar veneno na minha direção. Eu segurei seu braço e o impedi, mas ele pegou a lajota e avançou na minha direção&#8221;. A partir daí, Valença não lembra do que aconteceu. Os vizinhos e o dedetizador lhe contaram que ele escorregou no chão molhado pela chuva e coberto por uma camada de lodo, bateu com a cabeça na grade do apartamento de Alberto e desmaiou imediatamente.</p>



<p>A cena da tentativa de atingi-lo com a lajota e os chutes nas costas, Valença também só soube porque escutou os relatos de Mateus e dos vizinhos que chamaram a ambulância do Samu. Na urgência do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado (Sassepe), ele foi medicado depois de passar por tomografia do crânio e radiografia da coluna cervical. De acordo com o advogado do sindicalista, Antônio Carlos Teixeira, todas as testemunhas se disponibilizaram a acompanhar Valença nesta quinta-feira, 19, para prestar os respectivos depoimentos na delegacia de Maria Farinha, onde a ocorrência foi registrada.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um vizinho inconveniente</strong></h2>



<p>Inicialmente, Paulo e Alberto usavam seus respectivos apartamentos para veranear, com as duas famílias passando férias e feriados na praia. &#8220;A gente faz aniversário no mesmo dia, comemoramos juntos várias vezes. Nossos filhos são amigos uns dos outros. Somos dois velhos, não tínhamos nada que brigar&#8221;, lamenta o petista, explicando que era fácil de combinar os detalhes das festas, pois a grade da cozinha do seu apartamento fica diante da grade da cozinha de Alberto. Durante a pandemia, Valença foi morar de vez no condomínio com sua mãe, uma cadeirante que hoje está com 98 anos.</p>



<p>Valença explica que, nos período da prisão de Lula, em abril de 2018, até a eleição de Bolsonaro, Alberto foi se tornando mais agressivo, a ponto de comprar briga com um policial civil que almoçava em um self-service próximo por um motivo extravagante: segundo Valença, Alberto teria espancado com um pedaço de madeira uma cadela e um cachorro vira-lata que faziam sexo na rua. O policial tentou impedir e também teria sido agredido.</p>



<p>Depois disso, houve o primeiro embate direto entre os dois vizinhos. Foi em 2019, quando Valença chegava em casa com sua namorada. &#8220;Chegamos de madrugada, estávamos entrando pelo corredor do prédio, quando ele acendeu a luz e abriu a janela de repente, gritando ofensas para a minha namorada, acordando o condomínio todo. Um negócio absolutamente sem sentido&#8221;, recordou o sindicalista, explicando que chegou a prestar queixa contra Alberto, mas a primeira audiência nunca foi realizada por causa da pandemia.</p>



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		<title>Assustada e revoltada, comunidade LGBT exige ações concretas de proteção da UFPE</title>
		<link>https://marcozero.org/assustada-e-revoltada-comunidade-lgbt-exige-acoes-concretas-de-protecao-da-ufpe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2018 22:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[agressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na segunda-feira (26), diversas estudantes, ativistas e movimentos participaram do ato-aula &#8220;Somos Todxs Dália&#8221; contra a lgbtfobia e em repúdio ao ataque à estudante Dália Celeste, acontecido na última sexta-feira (23), dentro do campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O choque com o caso se tornou rapidamente em mobilização por resposta efetivas de proteção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na segunda-feira (26), diversas estudantes, ativistas e movimentos participaram do ato-aula &#8220;Somos Todxs Dália&#8221; contra a lgbtfobia e em repúdio ao<a href="http://marcozero.org/mulher-sofre-ataque-transfobico-apos-evento-de-boas-vindas-lgbt-dentro-da-ufpe/"> ataque à estudante Dália Celeste, acontecido na última sexta-feira (23)</a>, dentro do campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O choque com o caso se tornou rapidamente em mobilização por resposta efetivas de proteção à comunidade LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais. O evento aconteceu entre os prédios do Centro de Educação e Centro de Filosofia e Ciências Sociais, perto de onde Dália sofreu a agressão por dois homens ainda não identificados.</p>
<p>Os sentimentos de medo e impotência se misturam aos de revolta. As falas de solidariedade e acolhimento à Dália, que já registrou boletim de ocorrência no fim de semana, também cobraram medidas urgentes da universidade para acompanhar a investigação e rever a política de segurança para a comunidade LGBT. Durante o espaço, estudantes aproveitaram para denunciar tentativas e casos de estupros e de violência contra lésbicas e gays que não chegaram a despertar atenção porque muitas pessoas sequer têm coragem de prestar queixa.</p>
<p>Henrique Costa, mestrando de Serviço Social na UFPE e integrante da ONG Boa Vista, uma das pessoas que abriu a aula pública, foi enfático ao cobrar a responsabilidade da Reitoria da UFPE para realizar ações preventivas contra LGBTfobia no campus, destacando que o contexto de violências no campus é uma realidade da qual pouco se fala. &#8220;O caso de Dália não é isolado na UFPE. A gente não pode cair no discurso punitivista e dizer que a culpa é só do agressor de Dália. É claro que o sujeito tem culpa, mas a universidade tem que fazer a mea culpa&#8221;, disse.</p>
<p>Para o estudante, apesar da Diretoria LGBT ser um avanço e um &#8220;espaço de resistência&#8221; na universidade, a instituição tem um histórico de negligência com a comunidade LGBT que precisa ser revisto. &#8220;Não há uma atenção por parte da reitoria em considerar essa diretoria&#8221;, diz. &#8220;A gente tem uma diretoria e uma política que é reconhecida nacionalmente, mas que do ponto de vista material e do cotidiano a gente não se sente assegurado nos nossos direitos, na nossa integridade física&#8221;, explica, deixando claro a importância do órgão e de uma formação qualificada de profissionais da universidade. Segundo ele, é preciso dar um passo atrás e voltar às ações da política para a população LGBT que foram prometidas pela atual gestão e não chegaram a acontecer.</p>
<p>&#8220;A gente que instituição que nos proteja, a gente quer estado que garanta nossa existência, a gente quer reitoria &#8211; que foi eleita pela população LGBT &#8211; que garanta nossos direitos. Nós sempre nos cuidamos, mas jogar para nós a responsabilidade por uma atitude transfóbica, que é estrutural, é desonesto. Os nossos poderes de agência contra essa violência é infinitamente menor do que essa instituição pode fazer&#8221;, cobrou.</p>
<p><strong>&#8220;Eu sou Dandara Viva&#8221;&nbsp;</strong></p>
<p><div id="attachment_7822" style="width: 360px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/dáliaok.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7822" class="wp-image-7822" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/dáliaok-242x300.jpg" alt="dáliaok" width="350" height="433"></a><p id="caption-attachment-7822" class="wp-caption-text">Estudante Dália Celeste</p></div></p>
<p>Emocionada, mas firme, Dália fez referência à Dandara dos Santos, travesti cearense que foi espancada e morta e teve o nome levado aos jornais porque uma filmagem da violência que sofreu mobilizou a sociedade. &#8220;Eu sofri agressão porque eu existo, eu não fiz nada&#8221;, disse, e destacou a sorte de sobreviver ao ataque e agora poder falar por ela e por outras pessoas trans que se foram. &#8220;Eu estou falando por mim e por todas essas mulheres e rapazes, essa população LGBT. Esse caso não foi o caso de Dália, foi o caso de várias mulheres. É um caso de transfobia, é a realidade do que passamos diariamente&#8221;, afirmou.</p>
<p>Além da agressão verbal e física, ela também foi assediada sexualmente, por meio de uma apalpada, durante a agressão. Agora, pelas redes sociais vem sofrendo ataques por ter a força de se levantar contra a violência da qual foi vítima. Resiliente, promete que não vai desistir até obter justiça. &#8220;A gente sempre espera a notícia de outras pessoas&#8221;, diz ela, que até o ataque não se sentia insegura dentro do campus. Sobre o que espera da sociedade e da UFPE, ela&nbsp;quer um olhar específico para as mulheres negras, trans e periféricas como ela.</p>
<p>&#8220;Eu não vou pedir para ninguém abrir os olhos, porque eles já enxergam, mas passam pano porque é sempre melhor calar do que falar sobre. Eu só quero que seja feita algum procedimento. que sejam tomadas atitudes e que parem de tentar tapar o sol com a peneira. Dessa vez tentaram me calar, eu não calei e hoje vão me ouvir&#8221;.</p>
<p><strong> Diretoria LGBT&nbsp;</strong></p>
<p>À frente da Diretoria LGBT da UFPE, a professora Luciana Vieira esteve presente no evento e respondeu às críticas sobre segurança explicando que não pode responder pela&nbsp;assunto&nbsp;na universidade, mas que para o evento o departamento foi notificado e esteve presente. &#8220;No evento, a cultural, a gente teve todo o suporte da segurança&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo ela, a política institucional para a população LGBT também prevê a formação do corpo de funcionários – inclusive os terceirizados – para lidar com a comunidade LGBT. Em janeiro foi realizada capacitação de 300 servidores. A segurança é um dos grupos que ainda deverá passar pela capacitação. &#8220;Foi nesse momento (da agressão) que a gente estava desenhando a agenda da capacitação. A nossa gestão tem como meta capacitar a universidade inteira&#8221;, diz.</p>
<p>A política para a população LGBT, no entanto, ainda espera pela formalização dentro da universidade como uma política institucional. Segundo Luciana, devido a questões burocrática e de tempo. &#8220;A gente tem que garantir que a política LGBT seja institucional e não de gestão A ou B. A UFPE não está fora do que estamos vivendo no Brasil&#8221;, explicou, mostrando preocupação com o cenário do avanço conservador que está presente também na universidade.</p>
<p>Recentemente, a Diretoria LGBT foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) por supostamente dar privilégios a estudantes LGBT – a diretoria tem bolsistas que trabalham nas ações educativas e preventivas. Ela vê nesse processo um possível ataque de grupos organizados lgbtfóbicos que desejam fragilizar o órgão e a comunidade LGBT.</p>
<p>Como continuidade da mobilização, a Diretoria LGBT chamou novo evento para discutir quais ações precisam ser tomadas daqui para frente. A reunião deliberativa sobre casos de LGBTfobia na UFPE acontecerá na próxima terça-feria (3), às 14h, em frente ao CFCH, no campus Recife. Luciana explica que a ideia é ouvir estudantes e movimentos para construir propostas para a segurança da comunidade. &#8220;A ideia é que a diretoria seja essa canal do que a gente pode fazer – a partir da escuta – para melhorar a segurança da universidade&#8221;.</p>
<p><strong>Rotina de medo e adoecimento</strong></p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/ok.jpg"><img decoding="async" class="alignright wp-image-7823" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/ok-300x225.jpg" alt="ok" width="550" height="413"></a>&#8220;O que Dália está fazendo agora não é só um ato de coragem, mas um ato de risco&#8221;, disse um estudante trans durante o evento. A declaração sintetiza o sentimento partilhado por muitas e muitos estudantes LGBT que preferiram não se identificar. Com medo de represálias e perseguições, o ambiente em que deveriam se sentir seguros para construir conhecimentos e reflexões sobre o mundo tem sido uma ameaça à saúde mental – e física – de várias pessoas.</p>
<p>A estudante de filosofia Gabriela Oliveira, 20 anos, estava no evento cultural e presenciou grupos, segundo ela, com atitude suspeitas e hostis especialmente com mulheres lésbicas e trans. Sua companheira, naquela mesma noite, foi abordada por um homem que a constrangeu e pressionou com insinuações. &#8220;Eu não me sinto segura nem dentro de casa. Diante disso, eu não sei se posso dizer que eu me sinto segura em algum lugar. Mas existem momentos e ambientes que eu esqueço da insegurança ao meu redor e a Federal definitivamente não é um desses lugares&#8221;, revela a estudante, que na convivência com o medo, evita até andar de mãos dadas com a namorada dentro do campus.</p>
<p>Para Morsi Barbosa, 18 anos, estudante de História, a sensação, a partir de agora, é de puro medo. Apesar dos avanços, a agressão após um evento construído pela comunidade LGBT acende um alerta para o futuro: mesmo com a Diretoria LGBT, como proteger de fato as pessoas trans no campus?&nbsp;&#8220;Existiam muitas pessoas que estavam intimidando pessoas LGBT (na sexta-feira). O sentimento que fica é que nem naquele ambiente que foi construído por nós, pessoas LGBT, a gente podia se sentir segura. Enquanto eu estava lá, antes do assédio verbal que Dália sofreu, eu me senti intimidada&#8221;, conta.</p>
<p>Chegar e sair da universidade diariamente é conviver com a insegurança também no entorno do campus que, segundo ela, é muitas vezes hostil às pessoas trans. &#8220;Tenho medo de, às vezes, passar um batom, de colocar uma saia para vir para a faculdade. Eu tenho que respirar fundo para vir. Isso porque a gente pensa que a universidade é um universo diferente. Na rua isso é muito pior&#8221;, revela. &#8220;Já não basta a gente estar com toda a pressão da saúde mental dos estudantes e ainda ter que lidar com essas coisas&#8221;.</p>
<p><strong>Cobrança externa</strong></p>
<p><div id="attachment_7825" style="width: 510px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/ok3.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7825" class="wp-image-7825" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/03/ok3-300x201.jpg" alt="ok3" width="500" height="335"></a><p id="caption-attachment-7825" class="wp-caption-text">Colegas do pré-vestibular solidário fizeram manifestação de apoio a Dália</p></div></p>
<p>Muitas organizações e movimentos para além do estudantil estiveram no ato, com falas, apoio e cobrança à universidade por ações que mudem o cenário de insegurança instalado no campus. Foi o caso da Amotrans (Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco), NATRAPE (Nova Associação de Travestis e Transsexuais de Pernambuco), Fonatrans-PE (Fórum de Pessoas Travestis e Transexuais Negras e Negros), Conselho LGBT de Pernambuco, ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), Grupo FRIDA (Unicap) e outros. Como continuidade da mobilização, a Diretoria LGBT chamou novo evento para discutir que ações pecisam ser tomadas daqui para frente. A reunião deliberativa sobre casos de LGBTfobia na UFPE aocntecerá na próxima terça-feria (3), às 14h, em frente ao CFCH, no campus Recife.</p>
<p><strong>O que diz a UFPE</strong></p>
<p>De acordo com nota publicada no site institucional , a Susperintendência de Segurança Institucional da UFPE (SSI) foi informada pela Diretoria LGBT e planejou a segurança do evento por meio da Diretoria de Operações da SSI, segundo ela &#8220;tendo atuado no evento quatro setores da segurança: Grupo Tático Operacional (GTO), Divisão de Investigação e Perícia (DIP), Diretoria de Fiscalização e Controle Urbano e a TKS vigilância&#8221;.</p>
<p>Além disso, também informam que o setor de investigação da SSI está acompanhando de perto as investigações de forma integrada com a Política Civil para identificar os agressores da estudante. “Estamos trabalhando de forma integrada com a Polícia Civil desde que tomamos conhecimento do ocorrido, na noite da sexta-feira”, afirmou o superintendente de Segurança Institucional, Armando Nascimento.</p>
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