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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Unicap apresenta ideias para incluir mais ambulantes no projeto da Av. Conde da Boa Vista</title>
		<link>https://marcozero.org/unicap-apresenta-ideias-para-incluir-mais-ambulantes-no-projeto-da-av-conde-da-boa-vista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2019 12:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[ambulantes]]></category>
		<category><![CDATA[centro do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O caos em que se transformou a Avenida Conde da Boa Vista tem solução? O novo projeto de requalificação da via, por onde passam 310 mil pessoas diariamente, é a resposta dada pela Prefeitura do Recife. As obras, iniciadas no começo do mês, vão ser realizadas trecho a trecho até outubro do ano que vem. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/unicap-apresenta-ideias-para-incluir-mais-ambulantes-no-projeto-da-av-conde-da-boa-vista/">Unicap apresenta ideias para incluir mais ambulantes no projeto da Av. Conde da Boa Vista</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O caos em que se transformou a Avenida Conde da Boa Vista tem solução? O novo projeto de requalificação da via, por onde passam 310 mil pessoas diariamente, é a resposta dada pela Prefeitura do Recife. As obras, iniciadas no começo do mês, vão ser realizadas trecho a trecho até outubro do ano que vem. É de encher os olhos: serão 20 e não mais 14 paradas de ônibus. Uma malha cicloviária nas ruas vizinhas vai cruzar pontos da avenida (projeto ainda não apresentado). As travessias serão elevadas e vão subir de cinco para treze. As imagens da projeção incluem muitas árvores (90 devem ser plantadas, diz o projeto), passeios largos e 135 grandes jarros de flores. Mas um componente foi deixado de lado no projeto de R$ 15 milhões: os ambulantes que hoje dominam boa parte das calçadas da avenida.</p>
<p>A crise econômica fez o número de vendedores da via explodir nos últimos anos. Hoje, são pelo menos 324 ambulantes ao longo de 1,6 quilômetro. O projeto da bela e nova Conde da Boa Vista prevê espaço para apenas 50 deles, em fiteiros fixos. E por um bom tempo a prefeitura não quis abrir mão deste número. Mas finalmente se abriu para o diálogo.</p>
<blockquote><p><a href="https://marcozero.org/pesquisa-revela-perfil-socioeconomico-de-ambulantes-da-av-conde-da-boa-vista/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Pesquisa revela perfil socioeconômico de ambulantes da Conde da Boa Vista</a></p></blockquote>
<p>Representados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal (Sintraci) Edvaldo Gomes, os ambulantes debateram ontem em audiência pública na Câmara dos Vereadores do Recife com o secretário de Mobilidade e Controle Urbano João Braga, a professora da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Paula Maciel e o engenheiro da Emlurb Antônio Valdo formas de garantir uma avenida organizada ao mesmo tempo que integra os camelôs. O vereador Ivan Moraes (Psol) propôs e presidiu a audiência, que ocorreu em tom absolutamente conciliatório.</p>
<p>Foi o início do que deve se estender por meses. De acordo com o engenheiro da Emlurb Antônio Valdo, as obras na avenida só devem atingir os ambulantes em janeiro. Os dois lados – prefeitura e ambulantes – reconhecem que terão que ceder.</p>
<p>Na audiência foi apresentado o resultado de dois dias de workshop realizado pela Unicap em conjunto com o Sintraci. Reunindo profissionais e estudantes das áreas de arquitetura, urbanismo e comunicação, o workshop trouxe algumas ideias que podem ser desenvolvidas ao longo das futuras reuniões para se decidir o destino dos ambulantes.</p>
<div id="attachment_15080" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15080" class="size-full wp-image-15080" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/fiteiroamb.jpg" alt="Sugestão de fiteiro na parada de ônibus. Imagem: Unicap" width="840" height="475"><p id="caption-attachment-15080" class="wp-caption-text">Sugestão de fiteiro na parada de ônibus. Imagem: Unicap</p></div>
<p>Algumas das sugestões da Unicap são de aplicações mais fáceis, como a inclusão de pequenos fiteiros nas paradas de ônibus, assim como acontece na Praça do Derby. Outras demandam investimento do poder público, como a criação de um shopping popular em uma das esquinas com a Rua da Soledade. “Para garantir o fluxo de pessoas no local, seria necessário haver a presença de um serviço âncora, como um Expresso Cidadão. Os ambulantes ficariam dentro do terreno, no caminho das pessoas até o local”, explicou na audiência a professora da Unicap e arquiteta Clarissa Duarte.</p>
<h2>Gentileza urbana para a Boa Vista</h2>
<p>Outras propostas da Unicap envolvem o conceito de gentileza urbana, quando um empreendimento cede uma área privada para uso público. A universidade, inclusive, é um dos exemplos disso no Recife: cedeu um espaço próprio para que as calçadas em um <a href="http://marcozero.org/requalificacao-da-rua-do-principe-avanca-sem-ouvir-comerciantes-informais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">trecho com ambulantes e parada de ônibus fosse alargado</a>. Com isso, os estudantes que usam ônibus serão beneficiados com mais conforto, assim como os dois fiteiros que existem no local. Mas como convencer o empresário a ceder um pouco do seu espaço para um bem comum?</p>
<p>“O primeiro passo é uma compreensão coletiva das perdas e ganhos, direitos e deveres de cada parte. Uma diretriz muito importante é que equipamentos de uso semi-público (propriedade privada, com uso público) revejam a forma de desenhar suas calçadas para uma forma mais cidadã, mais coletiva. Inclusive para o próprio benefício: um hospital, por exemplo, não gosta de ver sua calçada com um comércio popular desordenado. Por outro lado, a gente sabe que o hospital precisa deste serviço. Todos querem limpeza, todos querem organização, uma cidade bonita. Se existe o entendimento de que não se trata um equipamento comum, não é só um polo gerador de viagens de carros, mas de pessoas e pedestres, tudo muda”, acredita.</p>
<p><iframe style="border: none; width: 100%; height: 450px;" src="//e.issuu.com/embed.html#18964291/69227702" width="300" height="150" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Exemplos formais de gentileza urbana, como o da Unicap, não são comuns no Recife. Mas os exemplos informais são muitos. Um deles é a calçada da loja Riachuelo na própria Av. Conde da Boa Vista. “Tem horas em que ela está mais vazia, tem horas em que está mais ocupada. Em alguns momentos os comerciantes se utilizam um pouquinho do recuo frontal da loja”, avalia Clarissa.</p>
<p>Clarissa Duarte cita também os exemplos de food trucks e de barracas de comida em recuos frontais. “Há um acordo com os comerciantes. E qual o saldo positivo disso? É muito melhor um comerciante com cadeiras utilizando aquele espaço do que carros estacionados. O carro estacionado no recuo frontal é ruim porque não tem área de escoamento, o entra e sai atrapalha o trânsito e arrisca a passagem do pedestre na calçada”, enumera.</p>
<div id="attachment_15081" style="width: 570px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15081" class="wp-image-15081 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/becodoestudante.jpg" alt="Proposta para o Beco do Estudante. Imagem: Unicap" width="560" height="333"><p id="caption-attachment-15081" class="wp-caption-text">Proposta para o Beco do Estudante. Imagem: Unicap</p></div>
<p>Nas ideias da Unicap pensadas para a Boa Vista há propostas de gentileza urbana nas áreas do colégio São José e Fafire, também na área da Autarquia de Urbanização do Recife (URB). Para o prédio público, foi pensada a cessão de 2 metros de largura ao longo do Beco do Estudante, passagem de pedestre rente à URB.</p>
<p>A professora, no entanto, destaca a importância de se ter ordenamento e controle urbano. Sem garantir a inclusão de um número de ambulantes a mais, mas adiantando que vai levar em consideração as propostas da Unicap e participar das reuniões com os representantes dos ambulantes para chegar em um acordo, o secretário João Braga afirmou que o controle é o mais importante.</p>
<p>“Não adianta a Unicap ceder um espaço do seu próprio terreno para garantir paradas de ônibus mais largas e a passagem dos pedestres se depois vai chegar mais ambulantes”, disse, na audiência, convocando o Sintraci para ajudar na tarefa de fiscalização.</p>
<p>Para o vereador Ivan Moraes, a audiência foi bem sucedida. “Mudou a postura da prefeitura de uma forma importante. Os trabalhadores e trabalhadoras mostraram que têm capacidade de fazer protesto, mas que também têm capacidade de sentar na mesa, propor, dialogar. A prefeitura está se dispondo a não bater mais na tecla dos 50 (número inicial de ambulantes para a avenida), dizendo que quer ouvir, que quer aprender. A Unicap chegando com a expertise técnica. A disposição do Sinditraci de abrir mão, de estabelecer direitos e deveres. Agora vamos definir um cronograma de reuniões”, comemorou.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O projeto completo da requalificação da Avenida Boa Vista está disponível no site <a href="http://novacondedaboavista.recife.pe.gov.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://novacondedaboavista.recife.pe.gov.br</a></strong></p>
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		<title>Pesquisa revela perfil socioeconômico de ambulantes da Conde da Boa Vista</title>
		<link>https://marcozero.org/pesquisa-revela-perfil-socioeconomico-de-ambulantes-da-av-conde-da-boa-vista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2019 09:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[ambulantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Andar pela Avenida Conde da Boa Vista por vezes se confunde com uma caminhada com obstáculos. O trecho mais crítico é o miolo que se estende entre o bar Mustang até o Atacadão dos Presentes, passando pelo shopping: é um caos de ambulantes e barracas, muitas vezes dos dois lados da calçada, deixando um estreito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Andar pela Avenida Conde da Boa Vista por vezes se confunde com uma caminhada com obstáculos. O trecho mais crítico é o miolo que se estende entre o bar Mustang até o Atacadão dos Presentes, passando pelo shopping: é um caos de ambulantes e barracas, muitas vezes dos dois lados da calçada, deixando um estreito túnel para o pedestre. O projeto da requalificação da avenida – que começou no dia 02 deste mês e deve ser finalizado somente no final do próximo ano &#8211; pretende mudar o ordenamento do comércio popular na via. E isso é um desejo em comum entre os ambulantes e a prefeitura. O impasse está em como esse ordenamento deverá ser feito.</p>
<p>Pelo projeto, apresentado à imprensa menos de uma semana antes do início das obras, há espaço apenas para 50 vendedores, que ficariam em fiteiros fixos. Hoje, 324 ambulantes trabalham na Avenida Conde da Boa Vista e suas esquinas. Um levantamento inédito feito pelo mandato do vereador Ivan Moraes (Psol) traçou o perfil socioeconômico desses vendedores e a importância que eles têm para a economia do centro do Recife.</p>
<p>Entre os dias 11 e 15 de março, a equipe composta por cinco pesquisadoras entrevistou e cruzou os dados de 304 ambulantes. A grande maioria (76%) é de homens. A faixa etária média está localizada entre 35-39 anos e 74% se declaram negros. As pessoas analfabetas representam 4,9% do total de entrevistados e 63,2% não chegaram a concluir o ensino médio. Das 192 pessoas entrevistadas que não têm o ensino médio completo, 139 são negras. Um retrato das desigualdades sociais brasileiras.</p>
<div id="attachment_15051" style="width: 1610px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/aereacondboavista1600px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15051" class="wp-image-15051 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/aereacondboavista1600px.jpg" alt="aereacondboavista1600px" width="1600" height="693"></a><p id="caption-attachment-15051" class="wp-caption-text">Levantamento identificou 324 ambulantes na avenida. Foto: MCS/MZ</p></div>
<p>A pesquisa foi desenvolvida pelas sociólogas e pesquisadoras sociais Marília Gomes do Nascimento e Ana Cecília Nascimento Cuentro, com a colaboração no trabalho de campo/aplicação dos questionários da assistente social Lays Albuquerque.</p>
<p>No estudo, as pesquisadoras chamam atenção para o baixo número de mulheres como ambulantes. “Uma possibilidade para esse cenário é que da mesma forma que os homens são socializados como detentores legítimos das ruas, às mulheres esse direito é negado e ocupá-la representa também a disputa pelo espaço público, para pôr sua tela, seu carrinho de batata frita ou espetinho as mulheres enfrentam mais desafios, principalmente em um contexto social como o nosso em que as desigualdades de gênero e a violência fazem parte do cotidiano das mulheres”, afirmam, no documento.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/perfilAmbulantesBoaVista_corte_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-15039" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/perfilAmbulantesBoaVista_corte_01.jpg" alt="perfilAmbulantesBoaVista_corte_01" width="1600" height="3686"></a></p>
<p>Além do perfil socioeconômico, o estudo também mostra as condições de trabalho das/os ambulantes e dos produtos comercializados. Ele aponta que três em cada quatro ambulantes estão na avenida devido à dificuldade de encontrar emprego. Dos entrevistados, 70% trabalham como camelô há mais de cinco anos e 56,6 % trabalham de 8 a 12 horas diárias.</p>
<p>É o caso, por exemplo, do vendedor de óculos Benedito Elias Macedo que já está há quase 20 anos na Boa Vista. Chega por volta das 8h da manhã e fica até 19h30. Ele ouviu por alto sobre as mudanças do projeto de revitalização e não concorda com os 50 fiteiros fixos. “Talvez fosse viável se desse para colocar todas as pessoas que necessitam trabalhar. Mas não tem como bater essa conta. As pessoas estão aqui porque precisam trabalhar. É a opção que tenho para viver honestamente”, diz Benedito.</p>
<p>Assim como ele, 95,7% dos camelôs não têm ponto fixado ao chão. Poder recolher o material ao fim do dia significa mais segurança e mais liberdade para trocar de ponto, em caso de chuva, por exemplo. Ao contrário de 44,7% dos camelôs da área, Benedito já teve carteira assinada. Foi comerciário por 15 anos. “A verdade é que eu não me qualifiquei”, lamenta.</p>
<p>As quase 12h de trabalho rendem a Benedito mais que um salário mínimo – pela pesquisa, 47,4% dos ambulantes conseguem ganhar de um a três salários, enquanto 50,3% recebem até R$ 998. É o caso de Lucineide Andrade que há quatro meses está vendendo garrafas de água na avenida. Desempregada há três anos, ela passa de cinco a seis horas na Boa Vista para complementar a renda familiar e ajudar a pagar o curso de assistente de dentista.</p>
<p>“Aqui o fluxo de pessoas é mais intenso, então a mercadoria tem saída. Mas não consigo nem de longe tirar um salário”, conta Lucineide, que lucra R$ 0, 50 centavos em cada garrafa de água vendida por R$ 1. Um ponto interessante da pesquisa é o fato de que o comércio popular dos ambulantes ajuda a movimentar o varejo formal: 71,4% das mercadorias vendidas são adquiridas em lojas, depósitos ou fábricas. Outros 20,4% são de fabricação própria/familiar e 6,6 % de fabricação de terceiros/artesanal.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/perfilAmbulantesBoaVista_corte_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-15041" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/perfilAmbulantesBoaVista_corte_02.jpg" alt="perfilAmbulantesBoaVista_corte_02" width="1600" height="2405"></a></p>
<blockquote>
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<h2><strong>Perfil dos imigrantes senegaleses</strong></h2>
<p>Atraídos por promessas de prosperidade por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas, os senegaleses formam hoje uma comunidade de 220 pessoas em Pernambuco, a grande maioria na capital.</p>
<p><a href="https://marcozero.org/imigrantes-senegaleses-vivem-do-comercio-informal-no-recife/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Leia mais:Imigrantes senegaleses vivem do comércio informal no Recife</a></p>
<p>O perfil dos 13 senegaleses entrevistados pela pesquisa é: homem cis; heterossexual (apenas um se autodeclarou pansexual); negro; de religião muçulmana; 42,9% concluíram o ensino médio; 76,9 % são casados (apenas 3 são solteiros), 84,6 % tem filhos (11 deles); residentes do bairro da Boa Vista, moram em apartamentos alugados.</p>
<p>Quase 70% tem dependentes, com uma quantidade de dependentes elevada, com destaque para três que possuem cada um, respectivamente 8, 10 e 15 dependentes no Senegal, principalmente crianças e adultos; 53,8 % responderam que decidiram ser ambulante por causa da dificuldade de encontrar emprego e 30,8% disseram que foi para ganhar mais para poder sustentar a família; 69,3% trabalham há mais de cinco anos no ramo.</p>
<p>A maioria trabalha mais de 8 horas por dia, com destaque para os 30,8% que trabalham 12 horas, tendo como mercadorias os importados (relógios, bijuterias). A média de salário informada é de apenas 1 salário mínimo e meio.</p></blockquote>
<h2></h2>
<p><iframe loading="lazy" style="border: none; width: 100%; height: 371px;" src="//e.issuu.com/embed.html#18964291/69205165" width="300" height="150" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<h2>Diálogo com a Prefeitura do Recife</h2>
<p>No dia 27 de março os ambulantes tocaram fogo em pneus e interditaram o cruzamento da Rua Gervásio Pires com a Avenida Conde da Boa Vista. Foi a forma da Prefeitura do Recife finalmente escutá-los, após meses do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal (Sintraci) solicitar participação no projeto da nova avenida.</p>
<div id="attachment_15029" style="width: 510px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/edvaldosintraci.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15029" class="size-full wp-image-15029" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/edvaldosintraci.jpg" alt="Edvaldo, do Sintraci, no workshop na Unicap. Foto: MCS/MZC" width="500" height="325"></a><p id="caption-attachment-15029" class="wp-caption-text">Edvaldo, do Sintraci, no workshop na Unicap. Foto: MCS/MZC</p></div>
<p>Dois dias depois, foram recebidos na prefeitura. O projeto pronto, as obras já prestes a começar e a reconfirmação de que só haveria espaço para 50 ambulantes – ou seja, 249 ficariam de fora. A partir daí, o Sintraci pensou em alternativas. Uma delas foi procurar a Universidade Católica de Pernambuco e o mandato de Ivan Moraes.</p>
<p>Juntos, realizaram no fim de semana um workshop com estudantes e profissionais para pensar alternativas trabalhando em cima do projeto feito pela prefeitura. “É um apelo antigo nosso de que haja a formalização e uma padronização dos ambulantes. Nós também não queremos que fique do jeito que está, mas queremos que os ambulantes continuem na Boa Vista”, afirma o presidente do Sintraci, Edvaldo Gomes.</p>
<p>Em uma dos grupos do workshop, arquitetos da Unicap e estudantes mapearam os espaços vazios dentro do projeto para ver como encaixar os ambulantes. Tanto o resultado do workshop quanto da pesquisa sócio-econômica serão apresentados em uma audiência pública nesta quarta-feira, a partir das 9h, no plenarinho da Câmara de Vereadores, com a presença do secretário de Mobilidade e Controle Urbano João Braga.</p>
<p>O vereador Ivan Moraes está otimista de que a prefeitura irá rever o posicionamento em relação à retirada da maioria dos ambulantes. “A prefeitura alega que tem um cadastro com 79 ambulantes na via. Mas esse cadastro é de 2014, e muita coisa mudou desde então. Não havia acontecido o golpe de 2016, a PEC do Fim do Mundo, era outro Brasil. A crise se aprofundou e o desemprego também. A prefeitura fala dos fiteiros fixos de forma negritada, mas isso pode ser uma possibilidade a mais. Não estamos dando a questão como vencida. Há tempo para se discutir, a reforma vai durar até o fim do ano que vem. Vamos agora, com esta audiência, começar a conversa. Os ambulantes terão que ceder em algum ponto. E eles estão dispostos a dialogar, a negociar, também é do interesse deles de que haja regras”, diz.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O projeto completo da requalificação da Avenida Boa Vista está disponível no site <a href="http://novacondedaboavista.recife.pe.gov.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://novacondedaboavista.recife.pe.gov.br</a></strong></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/pesquisa-revela-perfil-socioeconomico-de-ambulantes-da-av-conde-da-boa-vista/">Pesquisa revela perfil socioeconômico de ambulantes da Conde da Boa Vista</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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