<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/critica-de-midia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 27 Mar 2024 22:07:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.10</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Marco Zero e Alma Preta vão dar minicurso de crítica de mídia no Festival 3i</title>
		<link>https://marcozero.org/marco-zero-e-alma-preta-vao-dar-minicurso-de-critica-de-midia-no-festival-3i/</link>
					<comments>https://marcozero.org/marco-zero-e-alma-preta-vao-dar-minicurso-de-critica-de-midia-no-festival-3i/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 21:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Alma Preta]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de mídia]]></category>
		<category><![CDATA[festival 3i]]></category>
		<category><![CDATA[marco zero conteudo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=19170</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os portais de jornalismo independente Marco Zero Conteúdo (PE) e Alma Preta (SP) vão ministrar juntos o workshop Leitura Critica de Mídia e Conteúdos Online na 2ª edição do Festival 3i – Inovador, Inspirador e Independente, que se realizará entre os dias 18 e 20 de outubro no Rio de Janeiro. Com duração de três [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/marco-zero-e-alma-preta-vao-dar-minicurso-de-critica-de-midia-no-festival-3i/">Marco Zero e Alma Preta vão dar minicurso de crítica de mídia no Festival 3i</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os portais de jornalismo independente Marco Zero Conteúdo (PE) e Alma Preta (SP) vão ministrar juntos o workshop <strong>Leitura Critica de Mídia e Conteúdos Online</strong> na 2ª edição do Festival 3i – Inovador, Inspirador e Independente, que se realizará entre os dias 18 e 20 de outubro no Rio de Janeiro.</p>
<p>Com duração de três horas o minicurso tem o objetivo de estimular a reflexão crítica sobre a produção e a circulação de conteúdos na mídia tradicional e nas mídias digitais – no cenário de disseminação de desinformação – e sua interferência na qualidade do debate público.</p>
<p>Serão dois blocos. O primeiro terá como referência a pesquisa <strong>Narrativas Brancas, Mortes Negras</strong>, que analisa a cobertura da Folha de S. Paulo sobre as rebeliões em presídios de Manaus, Boa Vista e Natal no início de 2017. O estudo é uma parceria da Iniciativa Negra Por uma Nova Política Sobre Drogas (INNPD), Centro de Estudo Latino Americano Sobre Cultura e Comunicação (CELACC-USP), Ponte Jornalismo e Alma Preta.</p>
<p>No segundo bloco, serão debatidos o contexto político da difusão de desinformação nas plataformas digitais e as formas de sua propagação. Com os exemplos do caso Marielle, da eleição de 2018 e do governo Bolsonaro, quando a desinformação passa a compor o modelo de comunicação oficial. Serão evidenciados também os desafios da produção de conteúdo jornalístico no ambiente hiperconectado.</p>
<p>O workshop, que acontecerá entre as 14h e 17h do dia 18 de outubro, será ministrado pelos jornalistas Laércio Portela e Pedro Borges.</p>
<p>Laércio Portela é co-fundador da Marco Zero Conteúdo. Trabalhou no Jornal do Commercio e no Diario de Pernambuco. Em Brasília, atuou na comunicação do Ministério da Saúde e da Presidência da República. Assina o argumento da série de TV Vulneráveis, que conta o impacto humano de grandes obras no interior de Pernambuco, e é co-roteirista do documentário Bora Ocupar, sobre as ocupações secundaristas nas escolas públicas do Recife em 2016.</p>
<p>Pedro Borges é co-fundador e editor chefe do Alma Preta. Jornalista formado pela UNESP, compõe a Rede de Jornalistas das Periferias, é colunista da Mídia Ninja e do Do Lado de Cá. Pedro também é da Coalizão Negra por Direitos.</p>
<p>As incrições para o Festival 3i e os nove workshops que serão oferecidos podem ser feitas pelo <a href="https://bit.ly/2kwM30Y">Sympla</a>.</p>
<p>O primeiro dia do Festival será dedicado exclusivamente aos workshops, ministrados pelas entidades que fazem parte do Conselho Curador do 3i (Agência Pública, Congresso em Foco, Énois, Jota, Marco Zero Conteúdo, Nexo, Nova Escola, Poder360, Ponte Jornalismo, Projeto #Colabora e Repórter Brasil).</p>
<p>Além da Leitura Crítica de Mídia, haverá cursos de Fact-cheking, Lei de Acesso à Informação, Cobertura de Protestos, Como Escrever um Projeto, Podcast, Segurança Digital para Jornalistas, Como Fazer Vídeos para Online e Iniciação à Reportagem Investigativa.</p>
<p><strong>DIVERSIDADE</strong></p>
<p>O sábado e o domingo serão dedicados a mesas de discussão e exposições. Jornalistas de oito países estarão reunidos para discutir os desafios e o futuro do jornalismo no Brasil e no mundo.</p>
<p>A jornalista Carol Monteiro, co-fundadora da Marco Zero Conteúdo, vai mediar a mesa <strong>Quem tem voz nas redações?</strong>, que discutirá como as organizações digitais trabalham internamente com suas equipes e quais os desafios para ampliar a diversidade nas redações. Participarão do debate um representante do Coletivo La Garganta Poderosa, da Argentina; Andre Santana, da Midia Étnica e Correio Nagô, de Salvador; e Paula Cesarino Costa, editora de Diversidade da Folha de S.Paulo.</p>
<p>Carol Monteiro é doutora em Design pela Universidade Católica de Pernambuco e coordena o primeiro curso de pós-graduação em Jornalismo Independente, também na Unicap. Atuou durante 17 anos na redação do Diario de Pernambuco, onde foi repórter, editora-assistente e Editora de Internet até o início de 2015. É presidenta do Conselho Diretor da Marco Zero.</p>
<p>Entre os convidados internacionais da 2ª edição do Festival 3i estarão os jornalistas Glenn Greenwald (The Intercept Brasil), Maria Teresa Ronderos (Centro Latioamericano de Investigación Periodistica ), Millie Trans (New York Times &#8211; EUA) Esther Alonso (El Diario – ES), Giannina Segnini (Universidade de Columbia), Tania Montalvo (Animal Politico &#8211; MEX), Ariel Merpet (Chequeado &#8211; ARG), Nelly Amancio (Ojo Politico – Peru) e Darryl Holliday (City Bureau – EUA).</p>
<p>Todos os ingressos para o Festival 3i dão direito à participação nas mesas do sábado e do domingo, além da palestra de abertura na sexta-feira à noite. Para participar dos workshops é necessário comprar um ingresso especial que dá direito à inscrição em uma das nove oficinas. Cada uma delas tem 25 vagas. A escolha do workshop deve ser feita no ato da compra, pela plataforma de venda de ingressos.</p>
<blockquote><p><strong>Serviço</strong><br />
O que: Festival 3i<br />
Data: 18, 19 e 20 de outubro de 2019<br />
Local: Fundição Progresso – Rua dos Arcos, 24 – Centro – Rio de Janeiro.<br />
Ingressos (R$ 320,00 e R$ 185 (inclui um workshop), R$ 270 e R$ 135.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/marco-zero-e-alma-preta-vao-dar-minicurso-de-critica-de-midia-no-festival-3i/">Marco Zero e Alma Preta vão dar minicurso de crítica de mídia no Festival 3i</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/marco-zero-e-alma-preta-vao-dar-minicurso-de-critica-de-midia-no-festival-3i/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A grande seca do jornalismo</title>
		<link>https://marcozero.org/a-grande-seca-do-jornalismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2018 13:02:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[a maior seca]]></category>
		<category><![CDATA[Articulação do Semiárido (ASA)]]></category>
		<category><![CDATA[ASA]]></category>
		<category><![CDATA[cisternas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de mídia]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Globo]]></category>
		<category><![CDATA[saques]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=9655</guid>

					<description><![CDATA[<p>O inverno de 2018 pôs fim a uma seca que começou em 2012 (ou 2011, dependendo da região). No entanto, os leitores dos principais jornais e revistas do eixo Rio-São Paulo e o público que acompanha os telejornais da maior emissora de TV do País, mal ficaram sabendo que os 23,9 milhões de habitantes de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/a-grande-seca-do-jornalismo/">A grande seca do jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O inverno de 2018 pôs fim a uma seca que começou em 2012 (ou 2011, dependendo da região). No entanto, os leitores dos principais jornais e revistas do eixo Rio-São Paulo e o público que acompanha os telejornais da maior emissora de TV do País, mal ficaram sabendo que os 23,9 milhões de habitantes de brasileiros que vivem no semiárido enfrentaram as consequências da mais prolongada e intensa estiagem da história.</p>
<p>É bem verdade que o assunto não desapareceu do noticiário, mas quase não mereceu edições especiais, não houve deslocamento dos melhores repórteres, fotógrafos e cinegrafistas cruzando os sertões nem séries de reportagens na TV com trilha sonora dramática tal qual uma pequena telenovela. A cobertura da mídia foi protocolar, limitada na maioria das vezes à questão climática da falta de chuvas ou às consequências econômicas.</p>
<p>Não deixa de ser curioso, afinal a pauta “seca no Nordeste” era obrigatória na mídia brasileira desde julho de 1878, quando a revista carioca <em>O besouro</em> publicou as primeiras fotografias de crianças esqueléticas e os relatos de José do Patrocínio sobre os efeitos da estiagem de 1877-1879.</p>
<p>De lá pra cá, o aparato tecnológico da comunicação mudou, mas a cobertura da seca continuou a mesma, sempre marcada pelas imagens de chão rachado, carcaças de gado, crianças famintas, pedintes nas estradas e notícias de saque.</p>
<p>Pela primeira vez na história não houve mortes de crianças, nem saqueadores invadindo armazéns para levar fardos de comida para justificar. Sequer foram vistas hordas de migrantes nas estradas para justificar a viagem de enviados especiais.</p>
<p>E as matérias editadas nas redações paulistanas e cariocas não se ocuparam de decifrar o porquê da ausência desses elementos na maior seca de todos os tempos.</p>
<p><strong>Amanhã, uma reportagem multimídia da Marco Zero Conteúdo irá mostrar aquilo que a mídia preferiu esconder</strong>: como a sociedade civil está desconstruindo a <em>indústria da seca</em> ao encontrar o caminho para conviver com as prolongadas estiagens. Por ora, entenda como os principais veículos de comunicação ocultaram exatamente aquilo que, por ser inédito, deveria ser a notícia.</p>
<h2><strong>A obsessão pelos índices pluviométricos</strong></h2>
<p>A análise de dezenas de reportagens publicadas pelos principais veículos de comunicação do País (Folha de S. Paulo, Estadão, Valor Econômico, revistas da editora Abril, Rede Record e veículos das organizações Globo) mostram que, entre 2012 e 2017, boa parte do que foi publicado sobre a seca baseou-se em dois indicadores: a situação dos reservatórios de água e os índices pluviométricos, ou seja, quanto choveu e onde choveu.</p>
<p>Apesar das exceções, a cobertura da maior seca da história limitou-se a uma sucessão de boletins sobre dois números que podem ser facilmente obtidos nos sites do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).</p>
<p>Parágrafos como esse, publicado pela revista Veja em maio de 2012, iria se repetir nos anos seguintes nos demais veículos analisados: “&#8230;a maioria desta área a redução das chuvas foi em média de 75% – chegando até 92% em alguns – e a maioria dos açudes localizados no sertão está com 30% da sua capacidade”.</p>
<p>Em abril deste ano, o Jornal Nacional da Globo informava o fim da seca , anunciando que “após seis anos de seca severa, chuva muda a paisagem”. Meses antes, no final de 2017, o telejornal de maior audiência no País dava conta que “quase metade das cidades do Nordeste” estava em estado de emergência por falta d’água nos reservatórios. Tudo burocrático, bem diferente das reportagens em tom de novela melodramática com que a Globo cobriu as estiagens dos anos 80.</p>
<h2><strong>Repórter no século XX – ou XIX</strong></h2>
<p>A Record optou pelo formato que sua concorrente, a Globo, usava no século XX. Produziu uma série novelesca que, em fevereiro de 2017, ocupou uma semana completa de seu telejornal noturno. O problema é que a emissora do bispo Macedo não copiou apenas o formato: usou a linguagem de dramalhão e relatou “a grande seca” como se fosse a mesma seca de 1983, exagerando no tom catastrófico, sem fazer qualquer referência às profundas mudanças que a região passou.</p>
<p>O tom de tragédia e de “problema”, que serviu para sustentar a indústria da seca e o preconceito contra a região, não foi monopólio da Record. A revista Época, do grupo Globo, publicou no último mês de abril um ensaio fotográfico sob o título “Um ensaio sobre as terras secas do Nordeste – a porção de terra seca, sem vida e sem salvação, cresce no Nordeste”. É preciso ler os textos que acompanham as imagens para saber que se trata das regiões que sofrem processos de desertificação.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/07/Época-abr_18.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9695 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/07/Época-abr_18.jpg" alt="Época abr_18" width="558" height="424"></a></p>
<h2><strong>Merchandising da nova indústria da seca<br />
</strong></h2>
<p>Empresários “inovadores” e empreendedores “modernos” querem renovar a indústria da seca. E contam com as ferramentas que a mídia tradicional lhes oferece.</p>
<p>Em março de 2017, o Estadão publicou em sua página de Economia &amp; Negócios uma matéria intitulada ‘Ações para minimizar a seca que persegue o Nordeste’. Estranhamente, o texto não é assinado por nenhum jornalista da empresa e sim pela Amcham Brasil. Amcham é a sigla em inglês de Câmara de Comércio dos Estados Unidos.</p>
<p>Após os parágrafos iniciais repletos de clichês, frases feitas e inevitáveis versos de <em>Asa Branca, </em>a “matéria” finalmente revela as verdadeiras intenções da Amcham: vender um produto chamado<em> PackH2O</em>, uma espécie de mochila desenvolvida por uma indústria de embalagens industriais para resolver o problema do transporte individual de água por longas distâncias. A Amcham informa que mais de 200 mil packs para já foram distribuídos para latino-americanos que vivem em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>O texto não revela quem pagaria pelos packH2O que seriam destinados aos brasileiros.</p>
<p>Se o jornal tivesse enviado bons repórteres ao semiárido, seus leitores teriam ficado sabendo que dezenas de outras tecnologias baratas e apropriadas à região já estão em uso, mudando a vida de milhões de brasileiros.</p>
<p>O produto de marketing que utiliza o pretexto de “ajudar o nordeste” mais bem sucedido talvez seja a água mineral da Ambev, a AMA, cujo lucro está sendo direcionado para a ONG Fundção Avina, que financia um projeto de desenvolvimento sustentável no Ceará. Manchetes como “Diretora da Ambev cria água capaz de reduzir a seca no Nordeste” (revista Glamour do grupo Globo) dão ideia de como a ação promocional de uma grande empresa recebe mais espaço do que a política estruturadora que alcança toda a região.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/07/Glamour_Globo_jan18.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-9696 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/07/Glamour_Globo_jan18.jpg" alt="Glamour_Globo_jan18" width="681" height="455"></a></p>
<h2><strong>Honrosas e limitadas exceções</strong></h2>
<p>Sim, as exceções existem. Apesar de focar sua cobertura nas consequências econômicas da estiagem, como o aumento dos preços do leite e do feijão, o jornal Valor Econômico publicou matérias relevantes, apontando que a seca exige a integração de várias políticas articuladas às alternativas tecnológicas. Tal abordagem difere bastante com a busca por uma solução mágica, única e que movimenta grandes volumes de dinheiro.</p>
<p>O mesmo Estadão do merchandising da mochila de água publicou em janeiro de 2017 aquele que, provavelmente, foi o melhor material jornalístico entre todos analisados. O especial “Nordeste enfrenta maior seca em 100 anos”, apesar de também repetir alguns lugares comuns sobre o fenômeno e a região, ao menos mencionou que os programas sociais “reduziram a migração” e identificou que os projetos de agroecologia oferecem alternativas para os agricultores.</p>
<p>Mesmo assim, a reportagem especial do jornal paulista relegou a um plano secundário as informações com maior valor jornalístico, que era a transformação em larga escala promovida por mais de um milhão de cisternas de placas e centenas de milhares de outras tecnologias desenvolvidas pela sociedade civil e universalizadas pelas políticas públicas dos governos Lula e Dilma.</p>
<p>Apesar da sensibilidade dos repórteres, a edição do Estadão restringiu a nova realidade da região à dimensão de algo menor, restrita a indivíduos isolados.</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<h3><a href="http://marcozero.org/padroes-de-manipulacao-na-grande-imprensa-um-manual-para-tempos-de-crise/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #ff6600;">Padrões de manipulação na grande imprensa, um manual para tempos de crise</span></a></h3>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/a-grande-seca-do-jornalismo/">A grande seca do jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Abertas inscrições para curso de crítica de mídia da Marco Zero Conteúdo</title>
		<link>https://marcozero.org/abertas-inscricoes-para-curso-de-critica-de-midia-da-marco-zero-conteudo/</link>
					<comments>https://marcozero.org/abertas-inscricoes-para-curso-de-critica-de-midia-da-marco-zero-conteudo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2017 16:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[análise crítica de mídia no Brasil; crítica e jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de mídia]]></category>
		<category><![CDATA[curso crítica de mídia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=5406</guid>

					<description><![CDATA[<p>Qual a influência da mídia na crise institucional brasileira? O jornalismo praticado no país tem contribuído para fortalecer ou comprometer os valores da democracia? Ainda faz sentido falarmos em objetividade e imparcialidade da imprensa? Em que medida a instantaneidade digital, a pós-verdade e o entretenimento ditam os rumos do jornalismo pós-industrial? Essas são perguntas sobre [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/abertas-inscricoes-para-curso-de-critica-de-midia-da-marco-zero-conteudo/">Abertas inscrições para curso de crítica de mídia da Marco Zero Conteúdo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a influência da mídia na crise institucional brasileira? O jornalismo praticado no país tem contribuído para fortalecer ou comprometer os valores da democracia? Ainda faz sentido falarmos em objetividade e imparcialidade da imprensa? Em que medida a instantaneidade digital, a pós-verdade e o entretenimento ditam os rumos do jornalismo pós-industrial?</p>
<p>Essas são perguntas sobre as quais os jornalistas não gostam de refletir, muito menos responder. Para muitos deles é pura perda de tempo. Discute-se mais o novo modelo de negócio do que o negócio do jornalismo. Mas num mundo tomado por uma quantidade infindável de informações e desinformações, o debate sobre a ética jornalística não é apenas um detalhe.</p>
<p>“É uma verdade incontestável, embora não reconhecida, que, assim como você é o que você come, o que você pensa ou a maneira como pensa dependem da informação a que estiver exposto. Como você ouve as vozes dos líderes políticos? De quem é a dor que você sente? De onde vêm suas aspirações, seus sonhos de uma vida melhor? Tudo isso provém de um ambiente de informação”, já alertava o pesquisador e professor norte-americano Tim Wu, da Columbia Law School, autor do livro Império da Comunicação (Zahar, 2010).</p>
<p>Para entender melhor em qual ambiente de informação nós vivemos no Brasil de hoje, a Marco Zero Conteúdo, em parceria com a Zanzar Coletivo, irá realizar no final de outubro o curso <strong>Crítica de Mídia: um arsenal para a democracia</strong>, com o jornalista Laércio Portela.</p>
<p>Dividido em quatro módulos e 12 horas-aulas ao todo, o curso vai abordar os aspectos teóricos do jornalismo (o que distingue o jornalismo de outros saberes, como ele enquadra a notícia e influencia o debate público); os códigos e os meios de fiscalização da ética profissional (censura, auto-censura e a separação entre redação e comercial); traçar um mapa de quem são os donos da mídia no Brasil e o que a legislação define e omite sobre propriedade e direito à comunicação no país; além de contextualizar o momento do jornalismo pós-industrial neste início de século XXI, inserido no universo das bolhas digitais e da pós-verdade.</p>
<div style="color: #1d2129;" data-block="true" data-offset-key="d0vq4-0-0" data-editor="255j3">
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="d0vq4-0-0"><span data-offset-key="d0vq4-0-0">As aulas serão realizadas na primeira semana de outubro, do dia 2 ao dia 5 (segunda a quinta-feira), das 19h às 22h, na sede da Zanzar Coletivo, no edifício Santalice (ao lado do cinema São Luiz), no número 127 da Rua da Aurora, bairro da Boa Vista. Assinantes da Marco Zero Conteúdo têm 15% de desconto no bilhete para profissional.</span></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="d0vq4-0-0"></div>
<div class="_1mf _1mj" data-offset-key="d0vq4-0-0">
<h3></h3>
<h3><strong>Módulo 1</strong></h3>
</div>
</div>
<p><strong>Para que serve o jornalismo?</strong></p>
<p>As teorias do jornalismo e o processo produtivo das notícias. Reflexões sobre verdade, objetividade, enquadramento, agendamento do debate nacional, imparcialidade e isenção. As teorias do Espelho, Gatekeeper, Organizacional, Construcionista, Estruturalista e Interacionista. O campo profissional do jornalismo, o que distingue o “saber jornalístico” de outros saberes, os critérios de noticiabilidade. A teoria da espiral do silêncio. A influência sobre a opinião pública.</p>
<h3><strong>Módulo 2</strong></h3>
<p><strong>A ética no papel e o papel da ética</strong></p>
<p>Os princípios éticos que norteiam os códigos de conduta escritos pelas empresas de comunicação e pelos jornalistas. O que dizem. O que omitem. O tabu da discussão pública sobre o tema. Reflexões sobre censura e auto-censura, separação entre Igreja e Estado, sensacionalismo, entretenimento, diversidade. O conceito e as experiências de responsabilização da mídia (accountabillity): conselhos de imprensa, ombudsman, revista crítica, manuais de jornalismo humanizado, o Manchetômetro, preceitos do ensino de Jornalismo.</p>
<h3><strong>Módulo 3</strong></h3>
<p><strong>Os Donos da Mídia e a lei</strong></p>
<p>O mapa da concentração da propriedade dos meios de comunicação no Brasil. O modelo de cabeça de rede na radiodifusão. O negócio da mídia. Políticos e igrejas no comando. A ideia de democracia e pluralidade de meios. O que diz a Constituição Federal e o Código Brasileiro de Telecomunicações? Reflexões sobre regulação da mídia, propriedade cruzada, publicidade, financiamento, sistema de comunicação pública, rádios e imprensa comunitária. A comunicação como um direito fundamental.</p>
<h3><strong>Módulo 4</strong></h3>
<p><strong>Imediatismo e pós-verdade na Era Digital</strong></p>
<p>O debate sobre jornalismo pós-industrial. Acuidade, independência e equilíbrio no mundo multimídia. As fronteiras entre jornalismo e entretenimento. O que sobrevive do “ velho jornalismo” no novo mundo. Reflexões sobre transparência, fake news, pós-verdade e filtros-bolha O jogo jogado pelos donos da rede (Facebook, Google, Amazon, Aplle, Microsoft). Privacidade, liberdade de expressão e neutralidade: o Marco Civil da Internet no Brasil. A contra-agenda do jornalismo independente, ativismo digital e fact-checking.</p>
<h2><strong>Professor</strong></h2>
<p>Laércio Portela é formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco. Tem curso de aprofundamento em Comunicação e Política pela Universidade de Brasília – UNB. Foi repórter de Polícia do Jornal do Commercio; repórter, editor e colunista de Política do Diário de Pernambuco. Coordenou a área de comunicação social do Ministério da Saúde e ocupou os cargos de diretor de mídia regional e secretário-adjunto de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. É co-autor do livro Vulneráveis – entre a emergência da vida e a incerteza do futuro, Editora Bagaço, 2015. É integrante do coletivo de jornalismo independente Marco Zero.</p>
<h2><strong>Curso Crítica de Mídia: um arsenal para a democracia</strong></h2>
<p><strong>Professor</strong>: Laércio Portela</p>
<p><strong>Carga Horária</strong>: 12 horas</p>
<p><strong>Quando</strong>: 23, 24, 25 e 26 de outubro</p>
<p><strong>Horário</strong>: 19h às 22h.</p>
<p><strong>Local:</strong> Zanzar Coletivo. Edifício Santalice (ao lado do cinema São Luiz), Rua da Aurora, número 127, bairro da Boa Vista.</p>
<p><strong>Valores</strong>: R$ 110,00 para estudante e R$ 220,00 para profissional.</p>
<p>Desconto de 15% para profissionais que sejam assinantes da Marco Zero.</p>
<p><a class="button-small-text" href="https://www.sympla.com.br/critica-de-midia-um-arsenal-para-a-democracia__184403" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="http://www.sympla.com.br/images/btn-register-widget.png" alt=""></a></p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>ABRAMO, Perseu. Padrões de manipulação na grande imprensa. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.</p>
<p>BERTRAND, Claude-Jean. O Arsenal da Democracia: Sistemas de Responsabilização da Mídia. São Paulo: Editora Edusc, 2002.</p>
<p>BERTRAND, Claude-Jean. A Deontologia das Mídias. São Paulo: Editora Edusc, 1997.</p>
<p>BUCCI, Eugênio. Sobre ética e imprensa. São Paulo. Companhia das Letras, 2000.</p>
<p>JUDESNAIDER, Elena; LIMA, Luciana; POMAR, Marcelo; ORTELLADO, Pablo. Vinte Centavos – a luta contra o aumento. São Paulo: Veneta, 2013.</p>
<p>KARAM, Francisco José. A ética jornalística e o interesse público. São Paulo. Summus Editorial, 2004.</p>
<p>KOVACH, Bill; ROSENSTIEL, Tom. Os Elementos do Jornalismo. São Paulo: Geração Editorial, 2003.</p>
<p>LIMA, Venício A. (org). Em defesa de uma opinião pública democrática – conceitos, entraves e desafios. São Paulo. Paulus, 2014.</p>
<p>PARISER, Eli. O Filtro Invisível – o que a Internet está escondendo de você. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.</p>
<p>ROBINSON, Andy. Um repórter na montanha mágica. Rio de Janeiro. Editora Apicuri, 2013.</p>
<p>SAKAMOTO, Leonardo. O que aprendi sendo xingado na Internet. São Paulo. Leya Editora, 2016.</p>
<p>SNYDER, Timothy. Sobre a tirania &#8211; vinte lições do século XX para o presente. São Paulo. Companhia das Letras, 2017.</p>
<p>TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo – Volume II: A tribo jornalística – uma comunidade interpretativa transnacional. Florianópolis. Insular, 2005.</p>
<p>TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo &#8211; Volume I: Por que as notícias são como são. Florianópolis: Insular, 2012.</p>
<p>WU, Tim. Impérios da Comunicação &#8211; do telefone à internet, da AT&amp;T ao Google. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, 2011.</p>
<p><strong></strong></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/abertas-inscricoes-para-curso-de-critica-de-midia-da-marco-zero-conteudo/">Abertas inscrições para curso de crítica de mídia da Marco Zero Conteúdo</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/abertas-inscricoes-para-curso-de-critica-de-midia-da-marco-zero-conteudo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
