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	<title>Arquivos fila da UTI - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 28 Feb 2024 21:42:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos fila da UTI - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Influenza H3N2 desacelera em Pernambuco e permite zerar fila por vagas nas UTIs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jan 2022 22:52:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[fila da UTI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente, Pernambuco vive uma desaceleração do contágio da Influenza A (H3N2) e uma aceleração de infecção pela covid-19 causada pela inserção da variante Ômicron no estado. A constatação foi apresentada pelo secretário de Saúde, André Longo, em uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, quando anunciou que a fila de espera para leitos de UTI fossem [&#8230;]</p>
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<p>Atualmente, Pernambuco vive uma desaceleração do contágio da Influenza A (H3N2) e uma aceleração de infecção pela covid-19 causada pela inserção da variante Ômicron no estado. A constatação foi apresentada pelo secretário de Saúde, André Longo, em uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, quando anunciou que a fila de espera para leitos de UTI fossem zeradas.</p>



<p>E, de acordo com o secretário, isso aconteceu exatamente graças à diminuição da transmissão da Influenza A, o que também reduziu a busca por leitos de tratamento para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Contudo, de acordo com o <a href="https://agencia.fiocruz.br/boletim-aponta-piora-no-quadro-de-leitos-de-uti-covid-19" target="_blank" rel="noreferrer noopener">b<strong>oletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz</strong></a>, Pernambuco está em uma zona de alerta crítico da pandemia.</p>



<p>O aumento de casos das doenças respiratórias fez com que Pernambuco atingisse uma alta na ocupação de leitos de UTI, chegando a registrar uma taxa de mais de 80% no mês de janeiro. Um índice que não era registrado desde julho de 2021. Segundo dados da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) de Pernambuco, no dia 17 de janeiro, 86% dos leitos de UTI do estado estavam ocupados.</p>



<p>Para tentar amenizar o impacto no sistema de saúde, nos últimos 27 dias, o Governo de Pernambuco abriu 667 novos leitos para tratar doenças respiratórias e pretende abrir outros 440, destes 532 são leitos de UTI. “Com a intensa mobilização de vagas hospitalares, a fila de espera por um leito, que já teve mais de 200 pacientes no começo do mês, hoje está zerada”, afirmou André Longo.</p>



<p>Além do aumento da oferta de leitos, o secretário de Saúde anunciou a contratação de 530 profissionais de saúde através de seleção pública e concurso. A medida é fundamental tendo em vista o aumento do número de profissionais de saúde infectados pela covid-19 causando uma sobrecarga de trabalho em todo o setor.</p>



<p>“O profissional de saúde que vai para o seu plantão já vai sabendo que talvez precise dobrar as horas trabalhadas para cobrir o colega que adoeceu. O índice de adoecimento dos profissionais está bem assustador porque, antes, se tratava só do covid, mas agora a gente também precisa estar de olho nas síndromes gripais”, declarou Pollyana França, técnica de enfermagem do Hospital Agamenon Magalhães.</p>



<p>A técnica, que recentemente precisou dobrar o seu plantão, contou que a sensação de retornar a um estado crítico de internações e infecções é assustadora.</p>



<p>“A gente está no plantão e de repente o telefone toca informando que o colega não vai poder ir porque está com síndrome gripal e não tem como dar plantão, aí você fica de mãos atadas, porque os outros profissionais não podem ir lhe render pois estão trabalhando em outros vínculos ou também estão infectadas, então, você que está naquele plantão vai ter que dobrar e ficar sobrecarregada para não abandonar o setor. A sensação é que eu estou vivendo um <em>dejavú</em>”, disse.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aumento da testagem</strong></h2>



<p>De acordo com um levantamento da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), no dia 18 de janeiro, a cada 100 testes rápidos de antígeno realizados nos centros de testagem, 35 deram positivo. Nesta quarta-feira, a SES registrou 2.215 novos casos de covid-19, destes, 17, apenas 0,8% do total, são graves ou com necessidade de hospitalização.</p>



<p>André Longo atribuiu a diminuição de casos graves e de internação pela covid-19 à adesão da população à vacina e reforçou a importância da imunização de crianças entre 5 e 11 anos e a conclusão do ciclo vacinal completo. O secretário de Saúde também reforçou a importância da testagem e anunciou a abertura de mais dois centros estaduais para realizar o exame. Os centros, localizados no Parque Dona Lindu e no Centro de Convenções em Olinda, funcionarão todos os dias, das 8h às 17h. Os atendimentos no Dona Lindu começam na próxima segunda-feira, 24 de janeiro, já no Centro de Convenções, a previsão de início é no dia 31 de janeiro.</p>



<p>&#8220;A testagem, principalmente com a introdução da variante Ômicron, é fundamental para que possamos rastrear os contatos de casos confirmados de Covid-19, isolando os positivos e contendo, assim, a disseminação do vírus”, declarou Longo.</p>



<p>Nos últimos dias o que vemos é uma alta demanda na busca por testes e uma superlotação dos centros de testagem gratuita, com filas enormes e um tempo de espera para realização do teste de aproximadamente 3 horas. As clínicas privadas e farmácias também sofrem com o aumento da procura por testes da covid-19 e, algumas delas, estão com um tempo de espera de dias.</p>



<p>O secretário de Saúde espera que a situação caótica da testagem melhore com a aquisição de mais 800 mil testes rápidos de antígeno, que serão somados aos outros 400 mil testes que já estão em estoque.</p>



<p><em><strong>Esta reportagem foi produzida com apoio do<a href="http://www.reportfortheworld.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Report for the World</a>, uma iniciativa do<a href="http://www.thegroundtruthproject.org/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">The GroundTruth Project</a>.</strong></em></p>



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		<title>Com recorde de casos de covid-19, Pernambuco tem 230 pacientes na fila da UTI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2021 21:05:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[fila da UTI]]></category>
		<category><![CDATA[mais de 15 mil mortes]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[recorde de casos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto o Governo de Pernambuco fala em “estabilidade” e “sazonalidade”, apesar do patamar elevadíssimo de casos, a fila de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) continua crescendo no estado. Nesta quarta-feira, dia 19, em média 230 pacientes com covid-19 aguardavam por um leito no Sistema Único de Saúde (SUS). O tempo de espera depende também do [&#8230;]</p>
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<p>Enquanto o Governo de Pernambuco fala em “estabilidade” e “sazonalidade”, apesar do <a href="https://marcozero.org/com-recorde-de-casos-de-covid-pernambuco-nao-adotara-mais-restricoes-nem-recomendacoes-do-conselho-estadual-de-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">patamar elevadíssimo de casos</a>, a fila de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) continua crescendo no estado. Nesta quarta-feira, dia 19, em média 230 pacientes com covid-19 aguardavam por um leito no Sistema Único de Saúde (SUS). O tempo de espera depende também do quadro e do perfil do doente, mas tem sido em média de cinco dias. Porém, há casos de espera de quase dez dias. </p>



<p>Os números foram repassados à <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> por uma fonte da Central de Regulação de Leitos. Desde o dia 5 deste mês &#8211; portanto, há duas semanas &#8211; o <a href="https://dados.seplag.pe.gov.br/apps/corona.html#painel">portal estadual de dados</a>, da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), alimentado com os repasses de dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), não atualiza as informações sobre as solicitações de leitos. </p>



<p>“Alguns problemas técnicos causaram a interrupção de rotinas automáticas necessárias à atualização dos números referentes à regulação de leitos. Logo que os processos forem ajustados, voltaremos a atualizar os dados. Informações diárias podem ser acessadas pelo boletim divulgado pela SES, no link: <a href="http://pecontraocoronavirus.pe.gov.br">pecontraocoronavirus.pe.gov.br</a>”, diz o recado no site da Seplag.</p>



<p>A reportagem procurou a Secretaria de Saúde para saber o que está acontecendo e a previsão de retorno das atualizações, assim como os dados sobre a fila, mas não obteve nenhum retorno até o fechamento desta matéria. </p>



<p>O recorde de pacientes em fila de UTI, desde o início da pandemia, aconteceu em 11 de maio do ano passado, com 275 doentes aguardando uma vaga. </p>



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	                                        <p class="m-0">Gráfico do histórico de fila de UTI elaborado pelo médico infectologista Bruno Ishigami</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading">Só abrir leitos de UTI não basta</h2>



<p>A abertura de mais vagas de UTI, junto com a mobilização de insumos, equipamentos e recursos humanos, não está sendo suficiente. Desde o início do ano, o governo inaugurou 757 leitos. Eram 923, com uma taxa de ocupação de 83%, no dia 1º de janeiro. Nesta terça-feira (18), a soma contabilizava 1.680 leitos, com uma taxa de ocupação de 97%. </p>



<p>O percentual de ocupação das UTIs públicas está acima de 90% desde o final de fevereiro, a despeito da gestão Paulo Câmara (PSB) enaltecer que “Pernambuco possui hoje o sexto maior quantitativo de leitos de UTI para covid-19 entre os Estados brasileiros”.</p>



<p>O <a href="https://marcozero.org/conselho-estadual-de-saude-podera-recomendar-quarentenas-pontuais-para-conter-covid-em-pernambuco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conselho Estadual de Saúde (CES)</a> e profissionais da linha de frente, que estão exaustos, reivindicam mais restrições para tentar barrar a circulação do vírus. Mas por ora, o governo ampliou as restrições somente no Agreste, com regras que entraram em vigor na terça-feira, 18 de maio.</p>



<p>Nesta quarta, dia 19, Pernambuco bateu um novo recorde de casos de covid-19: foram 3.440 em apenas 24 horas. Entre os confirmados, 187 (5,5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 3.253 (95,5%) são casos leves. Também foram confirmados mais 79 óbitos. Assim, Pernambuco ultrapassou a marca de 15 mil vidas perdidas para a covid-19: são exatos 15.127 óbitos.</p>



<p>“Nós tivemos um aumento grande no volume de pedidos de leitos de UTI por volta de março. O governo foi criando muitos leitos, a fila ficava estável. Há duas ou três semanas, tivemos uma leve diminuição, que não durou nem uma semana. Desde então, só vêm subindo os números”, comentou a fonte que atua na Central de Regulação, que também falou da carga de estresse de quem atua nos encaminhamentos e no atendimento direto aos doentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Critérios que fazem a fila andar</h3>



<p>O tempo de espera na fila é um processo bastante dinâmico e que utiliza uma escala de pontos (Escore Unificado para Priorização / EUP-UTI) para definir quem tem prioridade a partir do quadro e do perfil do paciente. Em geral, um paciente jovem e sem comorbidades consegue uma vaga mais rápido que uma pessoa idosa, acamada e com comorbidades, por exemplo.</p>



<p>“Tem pacientes que conseguem o leito de UTI no mesmo dia, tem pacientes que demoram vários dias. Num caso recente que atendi, o paciente esperou seis dias por leito de UTI”, relata uma médica que atua em Unidade de Pronto Atendimento (UPA). &#8220;Como é porta de aberta (a UPA, assim como outras emergências), está chegando sempre pacientes. Tem horas que você está sempre recebendo, não tem como dar o suporte e, claro, quanto mais tempo ele passa na emergência, piora o quadro, porque ele poderia estar tendo um suporte melhor numa UTI”, acrescenta.</p>



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	                                        <p class="m-0">Idade e comorbidades são critérios para definir quem terá direito ao leito na UTI. Crédito: Geovana Albuquerque/Agência Saúde</p>
	                
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<p>“Aumentou bastante o número de vagas de UTI, mas não aumentou o tamanho das emergências de porta de entrada. Continuo com uma quantidade de leitos bem parecida com a de antes da pandemia. Então manejar essa quantidade de pacientes é difícil. Houve plantão em que eu não tinha mais ventilador para colocar em paciente que tinha indicação de ser intubado”, descreve. </p>



<p>A mesma profissional da linha de frente também comenta sobre a alta demanda para as equipes de remoção, igualmente sobrecarregadas: “Hoje já existe uma melhor assistência nas emergências, pois os profissionais estão melhor treinados. Há fisioterapeutas (por exemplo). Nem todas possuem, falo mais das emergências do Recife, o interior e outras cidades próximas ainda estão muito defasadas. Mas nunca vai se comparar à assistência de um leito de UTI, pois, na emergência, a princípio, a gente não tem um número restrito de pacientes. Pacientes graves chegam a todo momento”, detalha outra médica que trabalha em UPA e também pediu para não ser identificada.</p>



<p>Sobre o momento desta “segunda onda”, a médica confirma: “é o pior momento”. “Como nas emergências não há uma estrutura de UTI, muitos pacientes acabam tendo o quadro agravado pela espera desse leito”, explica. “Infelizmente, os plantões da emergência estão um caos. Está bem difícil mesmo”, lamenta.</p>



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