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	<title>Arquivos pescadores artesanais Recife - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos pescadores artesanais Recife - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Caranguejo Uçá mantém mobilização do Grito da Pesca na comunidade pesqueira da Ilha de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 12:15:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto pescadores e pescadoras do Cabo de Santo Agostinho recorrem ao Supremo Tribunal Federal, a comunidade tradicional pesqueira da Ilha de Deus, na zona sul do Recife, quer manter a mobilização que atingiu seu ponto alto, entre os dias 22 e 26 de novembro, durante o Grito da Pesca Artesanal, em Brasília. Um dos mecanismos [&#8230;]</p>
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<p>Enquanto pescadores e pescadoras do Cabo de Santo Agostinho <a href="https://marcozero.org/em-acao-inedita-pescadores-e-pescadoras-vao-ao-stf-contra-suape-e-cprh/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recorrem ao Supremo Tribunal Federal</a>, a comunidade tradicional pesqueira da Ilha de Deus, na zona sul do Recife, quer manter a mobilização que atingiu seu ponto alto, entre os dias 22 e 26 de novembro, durante o Grito da Pesca Artesanal, em Brasília. Um dos mecanismos para isso será a realização de uma pesquisa em formato de extensão, na qual seis mulheres pescadoras passaram por capacitação para aplicar um questionário virtual no território.</p>



<p>A pesquisa sobre o impacto do derramamento de petróleo e da covid-19 nas comunidades pesqueiras do litoral pernambucano está sendo realizada pelo departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e investigará impactos sociais, econômicos, ambientais e na saúde dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca que vivem em 16 municípios costeiros do estado. Na Ilha de Deus, a pesquisa acontece em parceria com a <a href="https://www.instagram.com/p/CWmbNvRrwiq/?utm_medium=copy_link">Ação Comunitária Caranguejo Uçá</a>.</p>



<p>De acordo com a organização, “pescadoras e pescadores Artesanais são muito mais do que meros objetos de estudo, pois são agentes contínuos e permanentes da manutenção de um modo de vida tradicional e da conservação ambiental. Essa identidade sociocultural é guardiã dos mares e dos rios, por isso, nada pode ser escrito sobre nós sem a nossa participação. Além disso, os processos que envolvem a educação devem tomar vários sentidos e diversos caminhos. Os espaços de troca de saberes são múltiplos, podendo acontecer dentro de uma sala de aula ou na beira da maré.”</p>



<p>Maria das Neves dos Santos, de Lagoa do Carro, foi uma das pescadoras que esteve presente no Grito da Pesca, ato político que reuniu pelo menos 600 pescadores de 15 estados de quatro regiões costeira brasileiras. “A pesca é nosso único meio de sobreviver, nós vivemos de pescar. O movimento do Grito nasceu de nós porque não nos sentíamos representados. Nossas carteiras [de pescador] não podem ser suspensas, somos tão importantes quanto qualquer outro profissional”, explica Maria das Neves.</p>



<p>Na palavras de Severino Antônio, do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), o Grito acontece &#8220;em defesa da vida, dos territórios pesqueiros tradicionais, da soberania alimentar e da democracia&#8221;. &#8220;Uma articulação nacional para dizer um &#8216;não&#8217; ao recadastramento, para pedir inclusão social na participação para construir esse processo e também na defesa dos direitos gerais dos pescadores e de todo trabalhador brasileiro que está sendo massacrado pelo atual governo&#8221;, explica, dizendo &#8220;não à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2020)&#8221;, da reforma administrativa.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/em-acao-inedita-pescadores-e-pescadoras-vao-ao-stf-contra-suape-e-cprh/" class="titulo">Em ação inédita, pescadores e pescadoras vão ao STF contra Suape e CPRH</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/territorio/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Território</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


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		<title>Pescadores artesanais reivindicam regularização de territórios pesqueiros no Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2017 22:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os pescadores artesanais do Recife estão perdendo o acesso ao seu território e à pesca. A regularização de suas terras e a garantia do direito de viver da profissão que herdaram dos pais, dos avós e até bisavós têm mobilizado 11 comunidades da capital e uma de Olinda a pressionar a Prefeitura do Recife e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[Os pescadores artesanais do Recife estão perdendo o acesso ao seu território e à pesca. A regularização de suas terras e a garantia do direito de viver da profissão que herdaram dos pais, dos avós e até bisavós têm mobilizado 11 comunidades da capital e uma de Olinda a pressionar a Prefeitura do Recife e o Governo do Estado contra o avanço da especulação imobiliária, a poluição do Rio Capibaribe, a falta de atenção à saúde nas áreas ribeirinhas e o aumento da violência.

Em setembro, representantes das comunidades pesqueiras de Brasília Teimosa, Bode, Ilha de Deus, Coelhos, Coque, Vila São Miguel, Caranguejo Tabaiares, Vila da Imbiribeira, Vila Tamandaré, Ponte do Limoeiro, Espaço Ciência (Recife) e Ilha do Maruim, em Olinda, organizaram o Primeiro Encontro de Pescadores e Pescadoras do Recife, às margens do Rio Capibaribe, no Memorial de Medicina de Pernambuco. Do encontro saiu a <em><strong>Carta dos Pescadores e Pescadoras na Luta em Defesa de Direitos e Territórios Pesqueiros Tradicionais</strong></em>.

No documento, os pescadores explicam o conceito de territórios pesqueiros tradicionais: “os territórios pesqueiros são constituídos por elementos concretos e subjetivos que permeiam a referida atividade – como a água dos rios, mangues, mares e marés; a terra que serve para moradia, vivências e trabalho; além das relações históricas, identitárias e afetivas que as comunidades mantêm com esses espaços”.

Segundo dados divulgados pelos organizadores do Encontro, cerca de 1.400 famílias vivem da produção artesanal de pescados no Recife. Comunidades como as da Ilha de Deus, Vila da Imbiribeira e Bode produzem mais de 30 toneladas de polpa de sururu, além de peixes e outras espécies de moluscos e crustáceos. Mais de 200 pescadores trabalham nas 40 embarcações lagosteiras licenciadas em Recife, a maior frota do tipo em Pernambuco.

<strong>AUDIÊNCIA PÚBLICA</strong>

Nesta quarta-feira (13), o debate sobre a regularização dos territórios pesqueiros e as condições de vida dessas populações foi tema de audiência pública na Câmara Municipal do Recife. Convidados, a secretária de Mulher do Recife, Cida Pedrosa, e os secretários de Saúde, Jailson Correia, e de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, Bruno Schwambach, e o promotor de Meio Ambiente do Ministério Público de Pernambuco, André Felipe Barbosa de Menezes, não compareceram e mandaram representantes.

<div id="attachment_6192" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2017/12/audiência-territórios-pesqueiros.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6192" class="wp-image-6192 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2017/12/audiência-territórios-pesqueiros.jpg" alt="audiência territórios pesqueiros" width="960" height="720"></a><p id="caption-attachment-6192" class="wp-caption-text">Audiência pública na Câmara do Recife discute regularização de territórios pesqueiros</p></div>

Integrante da Conselho Pastoral dos Pescadores (COO), Severino Antônio dos Santos elencou os principais problemas enfrentados pelas comunidades, alertando para o fato de que não existe uma política estadual de crédito que beneficie os pescadores do Recife e de que os programas de revitalização dos territórios expulsam os moradores originários para regiões bem distantes de seu meio de sustento econômico.

“No Coque, na rua do Sururu, os pescadores não têm mais como trabalhar na pesca. Buracos feitos no Capibaribe para a navegação mataram os peixes. Outras áreas foram assoreadas. Temos 12 comunidades pesqueiras que estão ficando sem acesso à sua área de pesca. O projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe tem que garantir acesso ao território e acesso à pesca”, afirmou Severino.

A audiência pública, coordenada pelo vereador Ivan Moraes (PSOL), começou sem a participação dos representantes da Prefeitura do Recife, que atrasaram mais de uma hora e meia. A ausência dos secretários e o atraso de seus representantes irritou a plateia formada por pescadores e pescadoras artesanais e representantes de entidades da sociedade civil.

“A situação dos pescadores, para a Prefeitura e o Estado, não existe. Se a gente perguntar aqui qual é a política pública que a Prefeitura do Recife tem para a pesca artesanal, a resposta é de que simplesmente não existe. A demora dos representantes chegarem aqui acontece porque nós somos invisíveis”, criticou Laurineide Maria Santana, também integrante do Conselho Pastoral dos Pescadores. “A Câmara Municipal tem essa tarefa de reconhecer as comunidades pesqueiras tradicionais, Já que 90% dos territórios pesqueiros já foram ocupados por outros grupos. Taí o caso do cais José Estelita para todo mundo ver”, acrescentou.

<strong>ATENÇÃO À SAÚDE</strong>

A falta de cuidado e atendimento específico de saúde para os pescadores e, especialmente, para as pescadoras foi uma das queixas mais recorrentes na audiência pública. Laurineide informou que os postos de saúde instalados nas áreas próximas às comunidades pesqueiras não notificam os casos de acidente de trabalho envolvendo os pescadores artesanais. “O fato de ter dor na mão e cortes é sempre tratado como acidente, mas nunca vinculado a acidente de trabalho”. Ela disse que a subnotificação acontece em todo o Brasil e relacionou o fato à invisibilização desses trabalhadores.

<div id="attachment_6196" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2017/12/Laurineide-Maria-Santana.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6196" class="wp-image-6196 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2017/12/Laurineide-Maria-Santana.jpg" alt="Laurineide Maria Santana" width="960" height="720"></a><p id="caption-attachment-6196" class="wp-caption-text">Laurineide criticou a falta de atenção à saúde específica para pescadores e pescadoras da capital</p></div>

O discurso mais duro da manhã foi feito por Edson Fly, da organização Caranguejo Uça, da Ilha de Deus, que citou o nome de cada secretário ausente e do promotor. “Eles não estão aqui porque sabem da falta de compromisso que têm com o maior parque e pulmão do Recife. Eles sabiam que iriam encontrar as pessoas aqui para quem eles mentem. A caneta deles não vale nada. Defendo povo preto e pobre, que junto comigo sofre para caramba. E não é de fome. Sofrem porque são invisibilizados por vocês”. Fly também criticou as propagandas públicas que expõem a Ilha de Deus e o passeio de catamarã como “marcas turísticas” e afirmou que o outro lado da moeda é a culpabilização social e a criminalização dos moradores das palafitas.

Terezinha Filha, também do Caranguejo Uça e da Ciranda de Mulheres, não concorda com o uso do termo invisibilização para as comunidades de pesca artesanal do Recife. “Quando falamos em invisibilizar estamos sendo macios. O que estão querendo é destruir essas comunidades”, disse em referência à vulnerabilidade social dos jovens negros e negras da periferia da cidade. “A situação é ainda pior para as mulheres. Elas estão sendo violentadas e agredidas pelos companheiros e, se denunciam, depois são assassinadas. Como a delegacia da Mulher pode apoiá-las? A quem elas podem recorrer? Vamos parar de maquiar a realidade”.

A bióloga Vilalba Soares, representante do Ministério Público de Pernambuco,&nbsp;rebateu Fly. Esclareceu que o promotor André Felipe nâo pôde estar presente à audiência porque participava, naquele mesmo horário, de reunião do Fórum do Agrotóxico e que ela estava ali para registrar todo o debate e repassar as informações ao promotor. Lembrou que André Felipe havia participado de audiência pública recente na mesma Câmara Municipal para discutir a situação do parque dos manguezais no Recife e que o próprio MPPE realizou evento aberto ao público sobre o tema na própria entidade com a participação de moradores do Pina e de Brasília Teimosa. &#8220;O Ministério Público não está omisso&#8221;, garantiu.

<strong>LEI ESTADUAL</strong>

Foi apenas em setembro de 2015 que Pernambuco passou a ter, pelo menos no papel, uma Política Estadual da Pesca Artesanal instituída pela<a href="http://legis.alepe.pe.gov.br/arquivoTexto.aspx?tiponorma=1&amp;numero=15590&amp;complemento=0&amp;ano=2015&amp;tipo="> Lei 15.590</a>. A lei demorou mais de dois anos para ser regulamentada pelo Decreto 45.396, o que aconteceu no último dia 29 de novembro. Ela prevê “o ordenamento do uso e da ocupação do zoneamento econômico-ecológico dos territórios pesqueiros” e “a garantia às comunidades tradicionais da posse e da fixação nas áreas já ocupadas” e cria o Comitê Gestor da Pesca Artesanal como órgão paritário composto por representantes do Poder Público e da sociedade civil, sem, no entanto, definir quais entidades civis e órgãos públicos vão integrá-lo.

Presente à audiência, Rafael Siqueira, coordenador do comitê e representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, enalteceu o processo de regulamentação da lei e da instituição do comitê, fruto, segundo ele, de sete meses de discussão entre governo e sociedade civil. Mas Rafael admitiu que a regularização das terras das comunidades pesqueiras vai depender da integração do município, com o Estado e a União. “Em tese uma lei não pode contradizer outra lei. A Constituição de Pernambuco diz que é preciso uma lei específica para que terras ocupadas sejam regularizadas em nome dos trabalhadores”, informou. A lei 15.590 de 2015, agora regulamentada, então não garante essa regularização do território.

<strong>BAIXA REPRESENTATIVIDADE</strong>

Apesar das palavras do coordenador do comitê, os pescadores do Recife questionaram a baixa representatividade deles nos fóruns que discutem a questão pesqueira no âmbito do estado pelo fato dessas instâncias não darem conta das especificidades e das demandas das comunidades da capital. Os pescadores também se queixam da ausência das autoridades públicas nas comunidades. Repetidamente disseram que era preciso aos técnicos da Prefeitura e do Governo do Estado &#8220;colocar o pé na lama&#8221; para conhecer a realidade dessas populações. “Esse é nosso objetivo agora. Caminharmos para conhecermos a situação sócio-econômica local”, admitiu Rafael.

A representante da Secretaria da Mulher do Recife e integrante do Programa Cidade Segura para as Mulheres, a assistente social Adriana França, se comprometeu a marcar reunião com as pescadoras do Recife, no Centro Júlia Santiago, em Brasília Teimosa, para entender as demandas específicas dessas mulheres. “Nossa postura é de escuta. A gente não quer pensar para, a agente quer pensar com”, informando que a Secretaria está trabalhando uma perspectiva de gênero para o Plano Diretor do Recife, que será discutido com a sociedade e encaminhado para a votação na Câmara Municipal no ano que vem.

Entre as deliberações finais da audiência pública ficaram acertados o encaminhamento à Secretaria de Saúde do Recife de pedido para realização de oficinas para capacitar os recursos humanos dos postos de saúde a notificar os casos de acidente de trabalho envolvendo pescadores e pescadoras; pedido de esclarecimento para que a Prefeitura do Recife informe qual setor do Poder Municipal está apto a fazer a discussão sobre a regularização dos territórios pesqueiros da capital; e a realização de encontros promovidos pelo Poder Legislativo nas próprias comunidades.
<blockquote><b>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;CARTA DO ENCONTRO DE PESCADORES E PESCADORAS DO RECIFE</b>

<b>Pescadores e Pescadoras na Luta em Defesa de&nbsp;</b><b>Direitos e Territórios Pesqueiros Tradicionais</b>

É com a força das lutas cotidianas de mulheres e homens da pesca artesanal que nós, das Comunidades Tradicionais Pesqueiras da cidade de Recife (Brasília Teimosa, Bode, Ilha de Deus, Coelhos, Coque, Vila São Miguel, Caranguejo Tabaiares, Vila da Imbiribeira, Vila Tamandaré, Ponte do Limoeiro, Espaço Ciência) e Ilha do Maruim em Olinda, com o apoio das organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, apresentamos, através desta carta, o nosso Grito de Resistência por ocasião do&nbsp;<b>ENCONTRO DOS PESCADORES E PESCADORAS DE RECIFE,&nbsp;</b>que teve como tema “<i>Pesca Artesanal no Recife: Desafios e Perspectivas na Consolidação dos direitos e Territórios Pesqueiros Tradicionais”&nbsp;</i>ecuja realização deu-se nos dias 18 e 19 de setembro de 2017, às margens do Rio Capibaribe, no Memorial de Medicina de Pernambuco, Recife, Brasil.

Cidade do Recife que surgiu de uma Vila de Pescadores, onde a maior parte de seus bairros constituiu-se como marca de uma vida ribeirinha, historicamente influenciada pelos rios, mangues, estuários, córregos e a própria pesca artesanal. Sem dúvida, Recife necessita reencontrar-se consigo ao valorizar seu mundo das águas e aquelas e aqueles que sempre fizeram desse recurso natural, principal meio de existência material e simbólico de suas vidas. Por isso, o Encontro foi também um Grito Histórico.

Nele [no Encontro], discutimos e constatamos que as nossas Comunidades Tradicionais Pesqueiras Urbanas vivenciam cotidianamente sistemáticas pressões e violências provocadas pelo desenvolvimento de um projeto de cidade cada dia mais excludente em termos de classe, juventude, gênero e raça/etnias;&nbsp;que nega a existência e o pleno desenvolvimento das Comunidades Tradicionais Pesqueiras. Tudo isso se liga a um projeto de cidade ambientalmente injusto, que encontra nos rios uma comprovação desse fenômeno, a partir das formas insustentáveis de usos de suas águas (esgotamento doméstico; depósito e descarte de resíduos domésticos, hospitalares e industriais; desmatamento dos mangues; assoreamento dos rios; especulação imobiliária e urbanização negadora da reprodução do modo de vida ribeirinho/pesqueiro).

Intensificando esse aspecto, a ausência de dados sobre a produção pesqueira e o não reconhecimento dessas populações como ocupantes históricas dessas áreas urbanas, produzem ainda mais bloqueios para a continuidade desse modo de vida tradicional em termos de produção econômica e de identidade sociocultural.

Apesar disso, como aspectos da resistência das Comunidades Tradicionais Pesqueiras, que trabalham há décadas em rios e mangues maltratados por este modelo de cidade, dados preliminares demonstram que mais de 1.400 famílias vivem diretamente da produção de pescados, retirada dessas águas. Comunidades como Ilha de Deus, juntamente com Vila da Imbiribeira e Bode, produzem mensalmente mais de 30 toneladas de polpa de sururu, além de outras espécies de peixes, moluscos e crustáceos, o que reflete a importância da pesca artesanal para a soberania e segurança alimentar e também econômica dessas comunidades – assim como para uma significativa parcela da população da cidade. Recife possui hoje, a maior frota de embarcações lagosteiras de Pernambuco, com 40 embarcações licenciadas, envolvendo diretamente mais de 200 pescadores.

Outro fato relevante e que, de certa maneira, anuncia a tradição da pesca na cidade de Recife, é a capital pernambucana ter a Colônia de Pesca mais antiga do estado, cuja criação ocorreu no início da década de 1920.

Diante dessa realidade, que nos mostra a concretude da atividade pesqueira artesanal na cidade de Recife como fonte de reprodução da vida de mais de mil famílias, chamamos a atenção para a existência dos Territórios Pesqueiros Urbanos. Os Territórios Pesqueiros são constituídos por elementos concretos e subjetivos que permeiam a referida atividade – como a água dos rios, mangues, mares e marés; a terra que serve para moradia, vivências e trabalho; além das relações históricas, identitárias e afetivas que as comunidades mantêm com esses espaços.

A violência com as comunidades pesqueiras artesanais se dá principalmente em dois âmbitos. Um deles é o âmbito político, pela ausência de políticas públicas direcionadas às comunidades e à atividade, ou pela efetivação de políticas que resultam em consequências negativas, como privatização de áreas de uso comum e negação do acesso às áreas de navegabilidade. O outro âmbito, que se relaciona com o anterior, é o territorial, onde a violência se dá tanto pela poluição e degradação da natureza nos espaços de pesca (e na cidade de forma geral), refletindo-se em impactos sobre a reprodução e diversidade de espécies pesqueiras; como também pelo avanço do capital privado e/ou do Estado nesses territórios, através de empreendimentos e apropriações diversas, que disputam um espaço secularmente ocupado e apropriado por essas comunidades por meio do trabalho pesqueiro.

Os Territórios Pesqueiros Urbanos de Recife são, nesse sentido, invisibilizados, criminalizados e ameaçados, o que contribui dentre outras coisas, para uma crescente precarização da atividade e instabilidade econômica para as famílias que vivem da referida atividade.

Soma-se ao descaso dos poderes públicos municipais e estadual, o período de grandes retrocessos políticos, econômicos, sociais e culturais que vive o país hoje, com a negação de direitos constituídos. Direitos estes, conquistados com muitas lutas populares ao longo de todo século XX, sendo cristalizados na Constituição Federal de 1988. Tal conjuntura de perda de direitos tem, de forma indireta e direta, impactado (e continuará impactando) negativamente as Comunidades Tradicionais Pesqueiras de Recife.

Nesse sentido, as 12 comunidades presentes no Encontro, objetivam o reconhecimento da sua agenda histórica de reivindicações, seja contra o constante descaso das autoridades locais, estaduais e federal; seja em favor da implementação e conquista de direitos fundamentais dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca artesanal (registros trabalhista e previdenciários); seja por um atendimento/assistência a saúde que contemple as particularidades dos homens e mulheres que vivem da pesca – em especial, à saúde das mulheres, susceptíveis a doenças ocupacionais por estarem muito tempo dentro da água e expostas às insalubridades do ambiente de trabalho degradado. Além disso, cabe ressaltar as situações de vulnerabilidade às quais essas mulheres estão expostas, como assaltos, estupros e violências. Ademais, esses territórios por se caracterizarem pela população negra e em situação de pobreza, vivenciam ainda, diariamente, o extermínio e encarceramento de jovens negros e negras.

Por fim, numa cidade envolvida pelas águas, as questões apresentadas que afetam as comunidades pesqueiras, também afetam toda a população recifense. Reafirmamos, portanto, nossos compromissos de luta em defesa e reconhecimento dos Territórios Pesqueiros e garantia dos direitos das comunidades tradicionais.

&nbsp;
<p align="right"><span style="font-family: 'times new roman', serif;">Recife, 19 de setembro de 2017.</span></p>
<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">1. Alexsandro de Souza Gouveia – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">2. Ana Mirtes da Silva Ferreira – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">3. Ana Paula F. dos Reis – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">4. Aniérica Almeida – Centro Sabiá</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">5. Antonio Marcio Moreira de Carvalho – Bode/Pina</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">6. Augusto da Silva Guimarães – Colônia dos Pescadores&nbsp; Z 01 (Brasília Teimosa)</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">7. Beatriz Mesquita &#8211; Pesquisadora</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">8. Carmelita Júlia da Silva – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">9. Carlos André Justino da Silva – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">10. Carlos Alberto de Oliveira – Espaço Ciência</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">11. Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">12. Conselho Pastoral dos Pescadores&nbsp; &#8211; Regional Nordeste 02 (CPP/NE)</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">13. Clênio da Silva Alves – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">14. Cristina Nascimento de Lima – Vila da Imbiribeira</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">15. Danilo Firmino dos Santos – Pode/Pina</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">16. Debora Maria de Santana – Ilha do Maruim/Olinda</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">17. Dijane Maria dos Santos – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">18.&nbsp;Djailson Felix da Silva – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">19.&nbsp;Dr. Beatriz Mesquita – Pesquisadora</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">20.&nbsp;Dr. Cristiano W.N. Ramalho – Pesquisador PPGS/UFPE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">21.&nbsp;Dr. Suana Medeiros Silva – Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Espaços Agrários e Campesinos – LEPEG/UFPE.</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">22.&nbsp;Edileuza Silva do Nascimento – Brasília Teimosa</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">23.&nbsp;Edline Silva Nascimento – Brasília Teimosa</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">24.&nbsp;Edna Francisca Maciel – Vila da Imbiribeira</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">25.&nbsp;Edson Cruz – Ação Comunitária Caranguejo-Uça/ACCU</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">26.&nbsp;Edeilton Ribamar &#8211; Coque</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">27.&nbsp;Eliane Romão de Andrade – Ilha do Maruim/Olinda</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">28.&nbsp;Elivânia Maria Paiva Rocha – Poupança Comunitária (Vila Tamandaré)</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">29.&nbsp;Eloisa Amaral L. de Medeiro – ACCU e Ciranda de Mulheres</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">30.&nbsp;Erivaldo Antonio da Costa – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">31.&nbsp;Fabio Pereira de Lima – Vila da Imbiribeira</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">32.&nbsp;Federação dos Órgãos Assistências, Social e Educação &#8211; FASE /Recife</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">33.&nbsp;Francisca das chagas Rodrigues – Brasilia Teimosa</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">34.&nbsp;Francineide Patricia Alves – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">35.&nbsp;Gabriel Felix da Silva – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">36.&nbsp;Girlande Maria – Brasília Teimosa</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">37.&nbsp;Humberto Gonçalves – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">38.&nbsp;Iracema Vieira dos Santos – Ilha do Maruim</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">39.&nbsp;Isabela Maria Santos de Andrade – Bode/Pina</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">40.&nbsp;Iranildo Crispim Gomes – Espaço Ciência</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">41.&nbsp;Ivanildo Siqueira da Rocha – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">42.&nbsp;Jardieli Maria de Souza – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">43.&nbsp;José de Assis – Brasília Teimosa</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">44.&nbsp;José Faustino &#8211; Coque</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">45.&nbsp;Jaciara Galdino M. de Moura – Vila da Imbiribeira</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">46.&nbsp;Jailson F. da Silva – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">47.&nbsp;Jonas do Nascimento – Bode/Pina</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">48.&nbsp;Joana Rodrigues Mousinho &#8211;&nbsp; MPP/ANP</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">49.&nbsp;Joana Santos Pereira – FASE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">50.&nbsp;José Carlos de Sena Machado</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">51.&nbsp;José Elizeu – Caranguejo Tabaiares</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">52.&nbsp;José Fernando Damasceno – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">53.&nbsp;José Ignácio Vega Fernandez – Laboratorio de Estudos Rurais do Nordeste – LAE-RURAL/UFPE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">54.&nbsp;José Lopes Souza – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">55.&nbsp;Jose Jorge Marques da Silva – Ilha do Maruim</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">56.&nbsp;José Rufino de Paula Filho – Coque</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">57.&nbsp;Juvenita Albuquerque&nbsp; &#8211; Pesquisadora</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">58.&nbsp;Juliana dos Santos Tavares &#8211; Pina</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">59.&nbsp;Laurineide Maria V. C. de Santana – CPP/NE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">60.&nbsp;Leandro Luiz Lima &#8211; Ação Comunitária Caranguejo-uçá/CCU</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">61.&nbsp;Lourenço T. do Nascimento – Espaço Ciência</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">62.&nbsp;Luciano V. da Cruz – Vila São Miguel</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">63.&nbsp;Lucimar Helena dos Santos – Brasília Teimosa</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">64.&nbsp;Luiz Carlos Euclides da Silva – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">65.&nbsp;Maria da Paixão – Vila da Imbiribieira</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">66.&nbsp;Maria Elania da Silva – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">67.&nbsp;Maria Sueli do Nascimento – Ilha do Maruim/Olinda</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">68.&nbsp;Mario Ramos da Silva – Bode/Pina</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">69.&nbsp;Moises Florêncio da Silva –</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">70.&nbsp;Moises Lucio dos Anjos – Vila São Miguel</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">71.&nbsp;Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil – Regional Pernambuco</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">72.&nbsp;Ornela Fortes de Melo – CPP/NE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">73.&nbsp;Paulo Pessoa Lacerda – Espaço Ciência/Santo Amaro.</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">74.&nbsp;Paulo H. da Silva Neto – Vila Tamandaré</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">75.&nbsp;Pedro Henrique Silveira Santos – Pesquisador</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">76.&nbsp;Rodrigo Lima Guerra de Moraes – Ação Comunitária Caranguejo-uçá/CCU</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">77.&nbsp;Roberta Maria Fernandes – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">78.&nbsp;Rosimere Nery&nbsp;– FASE/RECIFE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">79.&nbsp;Rudrigo Rafael &#8211; FASE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">80.&nbsp;Sandro Florencio da Silva</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">81.&nbsp;Sandro Lorenço de Santana &#8211; Bode</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">82.&nbsp;Severino Antonio dos Santos – CPP/NE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">83.&nbsp;Simone Ferreira Teixeira – UPE</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">84.&nbsp;Sismara Silva Campos –&nbsp; Pesquisadora</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">85.&nbsp;SOS CORPO – Instituto Feminista para Democracia</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">86.&nbsp;Tarcísio Quinamo – Pesquisador</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">87.&nbsp;Terezinha Filha – ACCU/Ciranda de Mulheres</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">88.&nbsp;Valdenice Herculano da Silva – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">89.&nbsp;Vera Lucia Pereira do C. de Holanda – Ilha do Maruim/Olinda</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">90.&nbsp;Veronica Maria da Silva Gomes Alves – Ilha do Maruim/Olinda</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">91.&nbsp;Veronica Fox – Pesquisadora</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">92.&nbsp;Yasmim Alves – PSOL/Recife</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">93.&nbsp;Hamilton Tenório – Ação Comunitária Caranguejo-Uça/ACCU</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;">94.&nbsp;Valdelice Herculano – Ilha de Deus</span>

<span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;"><span style="color: #000000;">95.&nbsp;Wilson Melo da Silva – Vila São Miguel</span></span>

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