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	<title>Arquivos prévias - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 16 Jan 2026 20:17:14 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos prévias - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Prévias de Olinda: planejamento urbano para a salvaguarda da folia e do patrimônio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 20:17:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[prévias]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Bruno Firmino* “Olinda,Das perspectivas estranhas,Dos imprevistos horizontes,Das ladeiras, dos conventos e do mar.”(Joaquim Cardozo) Há 100 anos o poeta-engenheiro e engenheiro-poeta maquinava suas emoções no poema que dedicou a Olinda, cidade-patrimônio e marco de tantas histórias. Nem a alma do poeta poderia dar conta do quanto os horizontes seriam imprevisíveis no século que nos [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Bruno Firmino*</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Olinda,<br>Das perspectivas estranhas,<br>Dos imprevistos horizontes,<br>Das ladeiras, dos conventos e do mar.”<br>(Joaquim Cardozo)</p>
</blockquote>



<p>Há 100 anos o poeta-engenheiro e engenheiro-poeta maquinava suas emoções no poema que dedicou a Olinda, cidade-patrimônio e marco de tantas histórias. Nem a alma do poeta poderia dar conta do quanto os horizontes seriam imprevisíveis no século que nos separa do seu poema que desliza pela geografia olindense.</p>



<p>Além da imagem de uma paisagem postal secular, quando se pensa em Olinda logo se lembra de seu carnaval. Uma celebração que na época do poema de Joaquim Cardozo ainda era miúda e com o passar dos anos foi remodelando e trazendo novas tradições para o carnaval de Pernambuco e do Brasil. Nesse mar de animação estão agremiações de frevo, maracatu, afoxés, bateria de samba, boi, ursos, bloco do eu sozinho e tudo o que couber na folia.</p>



<p>Essa constelação de agremiações é mantida pelos moradores. Certa vez vi a historiadora olindense Aneide Santana falando que o carnaval olindense é um movimento de dentro pra fora: de dentro das casas e quintais pra rua. São nesses estreitos espaços que é pensada a folia em forma de sonho. Essa população forma toda a cadeia do carnaval olindense e consegue manter a brincadeira viva, que se reinventa e vai passando por gerações.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/com-prefeitura-omissa-moradores-de-olinda-sofrem-com-desequilibrio-entre-festas-e-preservacao/" class="titulo">Com prefeitura omissa, moradores de Olinda sofrem com desequilíbrio entre festas e preservação</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/bem-viver/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Bem viver</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Toda essa concentração de saberes não acontece da noite pro dia, necessita de uma feitura anterior com os ensaios de passistas e músicos ou a fabricação da parte de figurinos e adereços para as festas. São momentos de transmissão de saberes, onde os mais experientes vão instruindo os mais novos, possibilitando a circularidade das práticas. Os ensaios também servem para cativar e atrair novos praticantes, uma vez que acontecem de maneira aberta e franca para quem quiser ver.</p>



<p>De dez anos para cá, as prévias carnavalescas aumentaram em público e em calendário, ocupando as ruas com bem mais pessoas e fazendo dos finais de semana uma constante de festa sem dar tanta trégua para o descanso de uns e silêncio para outros. Essa mudança mexeu radicalmente nas dinâmicas urbanas do Sítio Histórico.</p>



<p>Com o aumento das prévias aumentaram também os problemas: ausência de banheiros públicos, coleta de lixo e limpeza das ruas ineficientes, comércio ambulante desordenado, emissão de ruídos exagerada por bares e espaços de ensaio — todos aspectos que denunciam uma falta de planejamento e gestão municipal. Somam-se episódios de violência urbana que são superdimensionados pelas redes sociais e por uma mídia sensacionalista que tenta traduzir as prévias em barbárie.</p>



<p>Mas o banho de euforia que lava as ladeiras poderia ser utilizado em prol de Olinda. É necessário pensar o futuro dos espaços e gerenciar o presente, garantindo que o planejado seja cumprido ou revisado. Mas essas duas escalas do urbanismo precisam de um corpo técnico capacitado e que atue de maneira contínua, mas o que encontramos hoje em Olinda é sucateamento devido às aposentadorias ou falecimentos de servidores e ausência de concursos públicos.</p>



<p>Evidente que para que essas ações possam acontecer é necessário interesse político, convergindo os desejos dos principais atores envolvidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como usar as prévias para um carnaval melhor</strong></h2>



<p>Quem frequenta as prévias com assiduidade já conhece o circuito percorrido pelas agremiações. Essa previsibilidade dos percursos dos desfiles ajuda a pensar em ações para que as festas nas ruas sejam boas para quem faz, trabalha, brinca ou quem vê pelas janelas de casa. Ainda ajuda o fato de que as agremiações, através de um formulário, informam à prefeitura de Olinda o horário e local de saída e trajeto.</p>



<p>Essas informações, em tese, deveriam servir para pensar as ações, mas o único braço do poder público que marca presença nas ruas é a polícia, que muitas vezes excede o seu papel tentando coagir agremiações a terminar os desfiles por conta de horário ou perpetram o racismo abordando ou batendo em jovens pela cor da pele.</p>



<p>Ciente desse cenário, a primeira ação de planejamento seria manejar o trânsito, criando bloqueios e rotas de desvios durante as concentrações e desfiles. Antes disso, ainda seria mais importante um plano de mobilidade para o Sítio Histórico, uma vez que vemos veículos em portes e situações que colocam em risco o patrimônio edificado e as pessoas — mas esse também é assunto para um outro texto.</p>



<p>Ainda olhando para a mobilidade: é muito comum encontrar os pontos de ônibus lotados, carros de aplicativos com preços exorbitantes e às vezes ausência de táxi pela alta demanda. O ponto da Praça do Carmo no sentido Olinda/Recife é um exemplo. A situação aponta para uma pesquisa do tipo origem-destino com esse público sazonal, permitindo a construção de ações públicas como linhas expressas para determinadas localidades ou ações culturais descentralizadas, dinamizando cultural e economicamente outras áreas, evitando deslocamentos e diminuindo a pressão de público em uma área histórica. A descentralização das prévias também permitiria levar agremiações do Sítio Histórico para outras áreas de Olinda.</p>



<p>Outra frente de planejamento diz respeito ao comércio de bebidas, informal e formal. O comércio informal é uma oportunidade para que populações vulnerabilizadas do entorno levem uma renda extra para casa. É uma presença obrigatória nas ladeiras, então nada mais justo do que entender como parte da dinâmica das festas de rua. Por ser um tipo de comércio que depende do movimento, sempre está relacionado com as rotas das agremiações e alguns pontos de maior concentração de público, a exemplo dos Quatro Cantos e Rua do Amparo.</p>



<p>É muito comum encontrar ambulantes em lugares inadequados que trazem risco para eles e para quem está passando, seja pelos espaços estreitos das ruas, seja pelo posicionamento de barracas com churrasqueiras e chapas a gás. Nada mais coerente do que posicionar esses ambulantes, levando para as esquinas das ruas transversais ou posicionando à frente ou no final das agremiações para quem quiser seguir trabalhando acompanhando o desfile. </p>



<p>Da mesma forma, manter em local seguro e mais afastado do ruge-ruge quem trabalha com churrasqueiras e chapas. Claro que esse tipo de solução passa por instruções e cadastramento dos trabalhadores, como de orientação constante e fiscalização por parte do poder público, mas a regra nas ladeiras é uma total ausência de agentes de controle urbano.</p>



<p>A mesma lógica de planejamento serve para a locação de banheiros, fazendo um cruzamento entre os trajetos, pontos de aglomeração e espaços disponíveis para instalação dos banheiros químicos que teriam o posicionamento indicado por uma sinalização temporária que poderia ser instalada em postes nos finais de semana de mais movimento das prévias.</p>



<p>A paisagem sonora das prévias de Olinda também é composta pelos sons que vêm dos bares e dos ensaios das baterias. Os primeiros fazem uso do som para prender a atenção e a presença de público dentro ou na sua fachada; os segundos usam o som para garantir que parte da instrumentação chegue ao público. Nos dois casos há excessos que precisam ser coibidos, permitindo que a vizinhança desfrute de menos desconforto e não haja interferências nas manifestações de rua, como uma orquestra de frevo que conta apenas com os pulmões dos músicos.<br><br>Para os bares, a resolução é mais prática e direta, passando por conscientização e aplicação das legislações vigentes sobre emissão de ruídos. No caso das baterias de samba há uma manifestação que acontece fora de contexto, pois os quintais e espaços públicos são utilizados como palco para uma emissão absurda de decibéis, tornando insalubre a vida da vizinhança. A prática de ensaios de baterias que funcionam como festas fechadas é incompatível com uma área com predominância de residências, uma vez que esses ensaios acontecem nos quintais que não possuem nenhum tipo de amenização de sonorização e ainda numa região formada por sobrados que dividem os limites dos lotes, levando todo o som para dentro das casas sem grandes dificuldades.</p>



<p>Toda essa movimentação das baterias poderia servir como indutor de ocupação de outras áreas da Cidade Alta, como a parte da orla e equipamentos públicos que estão quase sempre ociosos ou subutilizados, levando movimentação e reocupação para áreas que precisam da presença de pessoas e garantindo que as atividades ocorram sem tantas intercorrências com o entorno.</p>



<p>Os desfiles das baterias pelas ladeiras se mostram incompatíveis com aspectos culturais locais, pelo uso de paredões de som que funcionam como minitrios elétricos puxados por carros. Além do impacto que a vibração e a emissão de som trazem para o casario, representam também um risco em trechos íngremes e de pavimentação lisa pelo desgaste natural das ladeiras. Essa combinação pode ocasionar acidentes graves, como a colisão do veículo no casario ou no público ao redor. Pelo conjunto de riscos, essa também é uma movimentação que precisa ocorrer fora das ladeiras do Sítio Histórico. Não se trata aqui de menosprezar as baterias de samba, mas de transferir um tipo de atividade que traz um latente conflito com áreas residenciais e com a conservação do patrimônio histórico.</p>



<p>A soma dessas ações se encontra com um trabalho de zeladoria do espaço público, garantindo uma vistoria da pavimentação e dos postes e iluminação adequada, especialmente nos corredores da folia, evitando colocar vidas em riscos. Claro que esse conjunto de ações precisa vir de um corpo técnico capacitado que se soma a um projeto político que entenda o patrimônio imaterial e material como relevante para sociedade, buscando alternativas que sejam viáveis dentro de um contexto financeiro e social de uma cidade que não possui grandes fontes de renda. </p>



<p>O que traz a necessidade de buscar fontes de financiamento no setor público e privado, com captações diversas e articulações nas esferas estadual e federal. Cenário improvável diante do que acontece em Olinda, ainda mais vindo de um grupo político que na gestão passada perdeu R$ 49 milhões em recursos federais que seriam voltados para restauração de 12 monumentos históricos.</p>



<p>Entendendo as prévias como ensaios e preparativos para o carnaval, algumas práticas poderiam ser empregadas como laboratório e aplicadas no carnaval de maneira mais aprimorada. Mas o que estamos vendo hoje são ações danosas e omissões ganhando continuidade e amplitude no carnaval, deixando um gosto de nostalgia dos carnavais passados.</p>



<p>O conjunto de ideias que aqui foram apresentadas são muito mais uma exposição de possibilidades do que um caminho único para a resolução de conflitos gerados pelas prévias. Talvez sirva muito mais como uma provocação para situações que são dinâmicas e costumam mudar com o sabor do tempo.</p>



<p>Vale seguir pelas palavras de Joaquim Cardozo que alertou que “um dia os aviões surgiram e libertaram a distância/Os aviões desceram e levaram os caminhos”. No nosso caso é torcer que o som dos frevos que sobrevoam nossas cabeças, tão rápidos quanto aviões, também tragam sopros de construção de novos caminhos e ideias através do diálogo constante que só a paixão de quem vive as ladeiras da Cidade Alta podem garantir.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*</strong>Bruno Firmino é arquiteto e urbanista, mestre e doutorando. É pesquisador e professor universitário. Diretor do Instituto de Arquitetos do Brasil — Departamento Pernambuco. Diretor do Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda.</p>
    </div>



<p></p>
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		<title>Não esqueça: prévias privadas de Carnaval são obrigadas a garantir acesso gratuito a água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jan 2024 18:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2024]]></category>
		<category><![CDATA[mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[prévias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A morte da estudante Ana Clara Benevides, que sofreu uma exaustão térmica após passar horas exposta a altas temperaturas durante um show da cantora Taylor Swift no Rio de Janeiro, em novembro do ano passado, colocou em discussão quais são as consequências do baixo consumo de água nos dias quentes de verão. Logo após a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A morte da estudante Ana Clara Benevides, que sofreu uma exaustão térmica após passar horas exposta a altas temperaturas durante um show da cantora Taylor Swift no Rio de Janeiro, em novembro do ano passado, colocou em discussão quais são as consequências do baixo consumo de água nos dias quentes de verão. Logo após a morte da moça, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) publicou a portaria nº 35, que determina que empresas responsáveis por eventos privados devem garantir o acesso do público a água, seja liberando a entrada de garrafas com água e/ou disponibilizando a distribuição gratuita no evento com a instalação de bebedouros ou “ilhas de hidratação”. </p>



<p>A portaria tem validade de 120 dias e segue em vigor até o dia 18 de março de 2024. Ou seja, todos os eventos privados que acontecem no período pré-carnavalesco e no durante o carnaval devem estar de acordo com as regras da portaria, caso contrário, o público pode realizar denúncias aos órgãos de fiscalização e de defesa do consumidor, como o Procon. </p>



<p>E, considerando a previsão do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o fornecimento d&#8217;água durante esse período será fundamental. Nas últimas semanas Olinda, Recife e a Região Metropolitana apresentaram uma temperatura média com mínima de 26ºC e máxima de 32ºC, patamar que deve se repetir durante as prévias carnavalescas. Poucos escapam de sentir os impactos do calor no cotidiano: mal estar, estresse, dificuldade para andar nas ruas durante o dia, dificuldade para dormir. Os relatos de desconforto estão presentes na vida das pessoas, nas redes sociais, ambientes de trabalho, transporte público, onde quer que seja.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fiscalização e hidratação</h2>



<p>Nas diversas prévias que já acontecem no Recife e em Olinda, as altas temperaturas desse verão se transformaram em um ponto de atenção. Como muitos eventos de pré-carnaval acontecem em locais fechados, a falta de ventilação pode ser outro fator que pode agravar os efeitos das altas temperaturas. Com isso, a hidratação deve ser garantida pelos responsáveis pelo evento. </p>



<p>Para assegurar o cumprimento da Portaria nº 35 da Secretaria Nacional do Consumidor e garantir a distribuição de água, o Procon Pernambuco deu início às vistorias dos eventos pré-carnavalescos na última sexta-feira, 19 de janeiro.</p>



<p>“Nós geralmente só realizamos as vistorias mediantes as denúncias e, até então, não recebemos nenhuma, porém, devido a portaria, nós decidimos construir um cronograma para fiscalizar os eventos privados de pré-carnaval, para garantir que as regras sejam cumpridas”, declarou o gerente geral do Procon-PE, Hugo Souza. </p>



<p>Além da distribuição gratuita ou da garantia do acesso através da disponibilização de bebedouros, a portaria determina que a água não deve ser comercializada a preços abusivos, que, de acordo com o gerente do Procon, seria a partir de R$ 5. “Essas empresas já cobram valores exorbitantes pelos ingressos, o mínimo que podem fazer é cumprir com as determinações de defesa do consumidor”, reforçou Souza. </p>



<p>A Marco Zero procurou os organizadores de algumas prévias de Carnaval mais tradicionais e conhecidas do público pernambucano, entre elas, Enquanto Isso na Sala de Justiça, Pega Vareta, Baile da Macuca e Olinda Beer, para saber quais medidas seriam adotadas para garantir a hidratação do público.</p>



<p>Até o fechamento da matéria, apenas a organização do Eu Acho é Pouco informou que disponibilizaria bebedouros para consumo sem custos, além de permitir que os foliões pudessem entrar no evento com recipientes de armazenamento de água. A Estação Casa Luz, em Olinda, que está realizando eventos durante todo o mês de janeiro, também respondeu que permitirá que o público porte recipientes de água sem custo adicional. A prévia do bloco Ceroula de Olinda também adotou a medida de permitir a entrada do público com água no evento. As festas privadas que acontecem durante o Carnaval, como os camarotes do circuito do Galo da Madrugada e o Carvalheira na Ladeira, contam com um serviço de <em>open bar</em>, o que garante o acesso a água.</p>



<p>De acordo com Hugo Souza, os consumidores podem denunciar os eventos que não cumprirem as determinações da portaria nº35, de novembro de 2023, da Senacom, através do número (81) 3181-7000 ou pessoalmente na sede do Procon-PE, localizada no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife. “A denúncia é muito importante porque mesmo que a festa já tenha passado a empresa pode ser notificada e fica passiva de multa, e dependendo do número de denúncias a empresa pode até ter a licença cassada e com isso não pode realizar outros eventos”, disse o gerente do Procon-PE.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A íntegra da portaria da Senacon pode ser lida abaixo:</li></ul>



<figure class="wp-block-embed is-provider-slideshare wp-block-embed-slideshare"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://pt.slideshare.net/slideshows/portaria35-guapdf/265771996
</div></figure>



<p></p>
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		<title>Multidão em prévia de carnaval privada contrasta com aumento de mortes por covid em Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/multidao-em-previa-de-carnaval-privada-contrasta-com-aumento-de-mortes-por-covid-em-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Feb 2022 19:05:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[aglomeração]]></category>
		<category><![CDATA[Bloco de Seu Antônio]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval 2022]]></category>
		<category><![CDATA[festas privadas]]></category>
		<category><![CDATA[prévias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pernambuco é o estado brasileiro com a terceira maior taxa de letalidade por covid-19 do país, com 2,9% de mortes entre as pessoas que contraíram a doença, segundo os dados do próprio Governo do Estado. O mesmo site da secretaria estadual de Planejamento e Gestão indica que, na quinta-feira, 3 de fevereiro, 90% dos leitos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pernambuco é o estado brasileiro com a terceira maior taxa de letalidade por covid-19 do país, com 2,9% de mortes entre as pessoas que contraíram a doença, segundo os dados do próprio Governo do Estado.</p>



<p>O <a href="https://dados.seplag.pe.gov.br/apps/corona.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mesmo site da secretaria estadual de Planejamento e Gestão</a> indica que, na quinta-feira, 3 de fevereiro, 90% dos leitos de UTI estavam ocupados.</p>



<p>A média móvel de óbitos no estado, nas últimas semanas, voltou ao mesmo patamar de setembro do ano passado, de acordo com o <a href="https://infoms.saude.gov.br/extensions/covid-19_html/covid-19_html.html">Ministério da Saúde</a>.</p>



<p>Em duas semanas passou de 61 mil, quebrando recordes a cada dia, com aumento do número de mortes, como <a href="https://marcozero.org/apos-recomendacoes-e-cobrancas-pernambuco-ira-reavaliar-cenario-da-pandemia-e-restricoes-a-atividades/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">admitiu o próprio secretário de Saúde, André Longo</a>.</p>



<p>Os dados listados acima refletem a aceleração da onda provocada pela variante ômicron em Pernambuco e levaram o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 marcar uma nova reunião para segunda (7), quando será reavaliado o cenário atual da covid-19. É provável que novas medidas restritivas sejam adotadas.</p>



<p>Enquanto o governo estadual mantêm a liberação das festas privadas com até três mil, os números contrastam com as imagens da “prévia de carnaval” Bloco de Seu Antônio, compartilhadas à exaustão nas redes sociais desde a noite de sábado, 5 de fevereiro.</p>



<p>A maior parte das postagens críticas questionava a grande concentração de pessoas no espaço destinado à festa, no bairro de Santana, zona norte do Recife. Pelas imagens captadas nos prédios vizinhos, aparentemente há bem mais do que as três mil pessoas estabelecidas pelo Governo do Estado. Se foram realmente três mil ingressos vendidos a R$ 480 o faturamento da bilheteria teria sido superior a R$ 1,4 milhão.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Bloco do seu Antônio ontem. Onde é q tem 3 mil pessoas aq?! Nunca no Brasil. Libera então o Carnaval d rua p os pobres se divertir tbm pow Libera os ensaios das orquestras d frevo, q nem pra 100 pessoas pode tocar. Aí depois os produtores reclama q n tá trabalhando. Me poupe<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f926-1f3fe-200d-2640-fe0f.png" alt="🤦🏾‍♀️" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <a href="https://t.co/FpRISJfB26">https://t.co/FpRISJfB26</a></p>&mdash; OxenThay <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f97e.png" alt="🥾" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> (@oxenthay) <a href="https://twitter.com/oxenthay/status/1490338410904571907?ref_src=twsrc%5Etfw">February 6, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Também não faltaram questionamentos e comparações à restrição de três mil pessoas para os jogos de futebol realizados em estádio com área bem maior do que o terreno baldio que sediou a festa:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Qual necessariamente a diferença do bloco do &quot;Seu Antônio&quot; e os eventos esportivos em Pernambuco ?. Um evento onde a aglomeração foi explícita e o risco de contágio é muito maior&#8230; mas futebol não pode&#8230; onde o espaço é 10x maior.</p>&mdash; Guilherme Cavalcanti (@guilhermelcaval) <a href="https://twitter.com/guilhermelcaval/status/1490147272222457857?ref_src=twsrc%5Etfw">February 6, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
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<p>Vários perfis constararam a “indignação seletiva” das manchetes de jornais da capital que, há uma semana, responsabilizaram as aglomerações de centenas de pessoas nas ruas do sítio histórico de Olinda, mas não mencionaram as festas privadas promovidas no Cais Rooftop e pela indústria de bebidas Carvalheira.</p>



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<p>Em Olinda, na noite de sábado uma festa particular na Pousada Quatro Cantos desrespeitou o decreto do prefeito Lupércio Nascimento que, no início da semana passada, proibiu o som mecânico ou eletrônicos em estabelecimentos privados. O autor do vídeo, @thiqueirozs, afirmou que, ao queixar-se com policiais, foi informado que o evento foi autorizado pela própria prefeitura:</p>





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