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	<title>Arquivos segunda onda - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Feb 2024 12:45:36 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos segunda onda - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>UPAs restringem atendimento nos plantões e pacientes perambulam atrás de médicos</title>
		<link>https://marcozero.org/upas-restringem-atendimento-nos-plantoes-e-pacientes-perambulam-atras-de-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 12:27:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento médico]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 recife]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia em Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após três dias de sintomas como falta de ar, dor de cabeça, febre e dor no peito, o empresário Alfredo Jonathan Sampaio, 32 anos, foi em busca de atendimento médico. Ele saiu na tarde de quarta-feira, 19 de maio, da sua casa no bairro do Cordeiro, no Recife, e percorreu seis unidades de saúde, sendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após três dias de sintomas como falta de ar, dor de cabeça, febre e dor no peito, o empresário Alfredo Jonathan Sampaio, 32 anos, foi em busca de atendimento médico. Ele saiu na tarde de quarta-feira, 19 de maio, da sua casa no bairro do Cordeiro, no Recife, e percorreu seis unidades de saúde, sendo três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma policlínica, um hospital e até um centro de testagem. Com sintomas comuns à infecção por Sars-CoV-2, o máximo que o paciente conseguiu foi ter a pressão arterial aferida.<br><br>A peregrinação de Alfredo Jonathan por um médico começou na UPA dos Torrões, por volta das 14h. Naquela unidade, ele conta que uma servidora responsável pela triagem dos pacientes aferiu sua pressão e constatou que estava normal, ignorando principalmente suas queixas em relação a dor no peito, “que a essa altura estava insuportável”. O empresário ouviu que teria que ir para casa, pois “ali só estavam atendendo casos gravíssimos”.<br><br>“Perguntei o que para eles era considerado gravíssimo. Porque eu poderia sair da UPA e morrer de repente na calçada, isso é gravíssimo. Como determinar se um caso é gravíssimo se nem estão avaliando?”, questionou Alfredo Jonathan.<br><br>Sem sucesso na tentativa de dialogar com a servidora da saúde, o paciente seguiu no próprio carro, mas conduzido por um amigo, para a UPA da Caxangá e, depois, a da Imbiribeira. Em ambas, Alfredo Jonathan sequer passou pelos vigilantes que controlam as entradas dos pacientes até o balcão da recepção.“Pelo o que vi, as UPAs nem estavam tão lotadas assim, eu já havia ido em outras situações bem piores e fui atendido”, especulou.</p>



<p>Antes de seguir para a Policlínica e Maternidade Barros Lima, em Casa Amarela, Alfredo Jonathan foi pedir ajuda no centro de testagem para a covid-19 montado no Geraldão, na Imbiribeira. Em seguida, foi para a emergência do Hospital Correia Picanço, na Tamarineira. Nas duas unidades de atendimento médico também não passou da portaria, pois “seu estado não era grave”.<br><br>&#8220;Já era quase 21h, cansei e voltei para casa. Liguei para o Samu, eles me atenderam e disseram que não adiantaria procurar nenhuma UPA ou hospital, pois não tinha vaga. Estou sendo medicado em casa e acompanhado por parentes que são da área de saúde, quem não tem nem essa chance só resta esperar pela morte”, disse.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/2gRKj6WON44" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plantões restritos se tornaram rotina</strong></h2>



<p><br>A história de Alfredo Jonathan retrata a realidade de um sistema cada vez mais pressionado pelo aumento sustentado de casos de coronavírus em patamares históricos acima ou próximos dos 3.000 novos diagnósticos por dia. Com tanta gente doente e uma rede saturada, os profissionais de saúde precisam apelar para a restrição dos plantões, ou seja, limitar o atendimento a alguns casos. </p>



<p>No mesmo dia em que o empresário peregrinou em busca de atendimento médico, a Marco Zero publicou reportagem que aponta os problemas causados pela opção do governo estadual de abrir leitos de UTI sem apostar na ampliação da capacidade das emergências, que são a porta de entrada para o sistema de saúde. Para ler, clique no link a seguir:</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/com-recorde-de-casos-de-covid-19-pernambuco-tem-230-pacientes-na-fila-da-uti/" class="titulo">Com recorde de casos de covid-19, Pernambuco tem 230 pacientes na fila da UTI</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Na quinta-feira (20), quando Pernambuco registrou 3.188 novos casos e 65 mortes por covid-19, as UPAs Torrões e Caxangá, no Recife; Curado, em Jaboatão dos Guararapes; e a de Olinda restringiram o plantão das 19h até as 7h do dia seguinte.</p>



<p>Ao ser perguntado pela reportagem no pronunciamento semanal transmitido pela internet, o secretário de saúde de Pernambuco, André Longo, admitiu pela primeira vez que havia restrições de plantão. Somando-se ao crescimento dos índices de transmissão do vírus e a uma fila de quase 250 pessoas com covid-19 à espera de UTI, o gestor, no entanto, rechaça que a rede pública no estado esteja em situação de colapso.</p>



<p>&#8220;A pergunta cita dados verdadeiros, mas não acreditamos na utilização da palavra colapso porque estamos ampliando nossos leitos, dando oportunidade de sobrevivência e de salvar vidas. Basta comparar todos os indicadores com indicadores de outros estados&#8221;, alegou.<br><br><a href="https://marcozero.org/aumento-de-suspeitas-de-covid-19-estrangula-atendimento-em-upas-de-pernambuco/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Desde o fim do ano passado, a <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> vem mostrando a situação das UPAs</a>, que são consideradas a porta de entrada para o serviço público de saúde de média e alta complexidade. A lotação dessas unidades leva a retenção de macas que por sua vez impede a circulação de ambulâncias. Assim, portanto, formando um ciclo de descaso com quem depende do atendimento.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/falta-de-macas-colapsa-hospitais-e-upas/" class="titulo">Falta de macas colapsa  hospitais e UPAs</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
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        </div>

		


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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
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		<title>&#8220;Podemos ter segunda onda de Covid-19 em três meses&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/podemos-ter-segunda-onda-de-covid-19-em-tres-meses/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 22:45:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[covid]]></category>
		<category><![CDATA[estatistica]]></category>
		<category><![CDATA[segunda onda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 6 de junho, o Brasil estava com 676.494 casos e 36.044 mortes por Covid-19 em uma curva ascendente que, hoje sabemos, se multiplicaria pelos meses seguintes. Em entrevista publicada naquela data, o estatístico Gauss Moutinho Cordeiro calculava que chegaríamos em dezembro com mais de 160 mil mortos. Essa triste marca foi atingida ainda [&#8230;]</p>
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<p></p>



<p>No dia 6 de junho, o  Brasil estava com 676.494 casos e 36.044 mortes por Covid-19 em uma curva ascendente que, hoje sabemos, se multiplicaria pelos meses seguintes. <a href="https://marcozero.org/poderemos-chegar-a-mais-de-160-mil-mortos-por-covid-em-dezembro-diz-estatistico-gauss-cordeiro/">Em entrevista publicada naquela data</a>, o estatístico Gauss Moutinho Cordeiro calculava que chegaríamos em dezembro com mais de 160 mil mortos. Essa triste marca foi atingida ainda no primeiro dia de novembro. </p>



<p>Hoje, o Brasil acumula mais de 5,5 milhões de casos confirmados de Covid-19 e 160.785 mortes. Para o professor Gauss Cordeiro, ainda em junho, era impossível prever a irresponsabilidade nas ruas, com pessoas sem máscaras, e as aglomerações registradas cada vez mais sem constrangimento durante os feriadões. <br><br>Em junho, o pico de óbitos da pandemia em Pernambuco, que ocorreu durante o mês de maio, já havia passado. Mas as mortes persistiram. Naquela semana, eram 3.305 mortos por Covid-19. Hoje, são 8.667. O Instituto Para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD-PE) calculou que 67,13% das mortes pela doença aconteceram após a reabertura (de 31 de maio até 24 de outubro). Nesta semana, contudo, o governo do estado deu início a 11ª e derradeira fase do Plano de Convivência com o coronavírus. <br><br>Isso significa que quase todas as atividades econômicas estão liberadas a funcionar  &#8211; eventos têm restrições (mas a fiscalização&#8230;) e escolas públicas de ensino básico permanecem fechadas. É o chamado &#8220;novo normal&#8221;: a economia funcionando e as UTIs públicas para Covid-19 registrando 79% de ocupação nesta quarta-feira (04). <br><br>Na pequena entrevista abaixo, feita por e-mail, o professor Gauss Cordeiro comenta a situação do Brasil. Ele ainda não refez o mórbido cálculo de quantas vidas ainda podem ser ceifadas até o final de 2020. Mas prevê que ainda iremos conviver com a Covid-19 por anos e faz um alerta: &#8220;Podemos voltar sim para um pico muito maior e próximo dos 50 mil casos confirmados/dia&#8221;.</p>



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	                                        <p class="m-0">O professor de estatística Gauss Monteiro. Foto: SMSUrb /PMPA</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p><strong>Em junho, a previsão era de que o Brasil chegaria em dezembro com mais de 160 mil mortos. No fim de semana passada, chegamos a essa marca. O Brasil está pior do que foi previsto? Houve falha na prevenção?</strong></p>



<p>No começo de junho, quando você me entrevistou, enfatizei que era provável passarmos de 160 mil óbitos em dezembro. Chegamos a essa marca em 1ª de novembro. Os modelos de séries temporais só conseguem fazer previsões pontuais com alguma precisão em uma pandemia num horizonte maximal de duas semanas. Nada além disso. Em períodos longos, os modelos erram muito por conta da grande incerteza associada ao comportamento humano perante à pandemia. Podemos estimar probabilidades em previsões intervalares que, também, poderão ser resultados insatisfatórios. <br><br>Como poderíamos prever com dois meses de antecedência aquele comportamento irresponsável dos brasileiros em 7 de setembro com aglomerações imensas em todo o país? No caso da pandemia no Brasil, os erros se tornam grosseiros por conta de grandes aleatoriedades desse tipo. O Brasil é um país continental com comportamento muito heterogêneo entre as regiões e mesmo entre cidades. Uma pesquisa recente publicada no Plos Medicine mostrou que só existe uma forma eficiente de controlar a pandemia da Covid-19: lavar as mãos de forma regular, usar máscaras e manter distanciamento social de 1,5 m. A falha da prevenção ocorreu no Brasil e na maioria dos países por não seguir com rigor essa regra.<br><br>O Brasil persiste ainda na 1ª onda, apenas mudamos de patamar que era 45 mil casos confirmados/dia entre a última semana de julho e a primeira de agosto para 20 mil casos confirmados/dia no final de outubro. Podemos voltar sim para um pico muito maior e próximo dos 50 mil casos confirmados/dia. O único ponto ao nosso favor em relação à Europa é a temperatura alta, pois temos uma imensa população de pobres muito vulneráveis. Se analisamos os estados de forma separada, pode ser que em alguns deles, a segunda onda ocorra logo após as férias de janeiro e fevereiro, principalmente, por conta da visita de turistas europeus infectados para cá. Esse é meu temor.<br><br><strong>A Europa vive uma segunda onda e vários países já estão com lockdowns e isolamentos mais rígidos. O Brasil apresenta queda, mas não saímos da primeira onda. O senhor acha que poderemos ter um segundo pico nos próximos meses, mesmo ainda na primeira onda?</strong></p>



<p>Para que ocorra uma segunda onda numa pandemia, uma vez ultrapassado o seu pico inicial, a curva de casos confirmados deve decrescer acentuadamente para valores bem reduzidos a só depois reaparecer com crescimento acentuado de casos se espalhando novamente. Foi o que ocorreu nesta segunda onda de Covid-19 que está agora varrendo a Europa. Em muitos países, o número diário de casos confirmados excede os picos da primavera. Esta segunda onda ocorreu por conta de muitas pessoas no verão europeu que se aglomeraram e não usaram máscaras seguindo a forma eficiente de combate que mencionei anteriormente. Apenas um exemplo: 72% dos franceses evitavam aglomerações em maio, enquanto em setembro esse percentual caiu para 30%. Queriam que os casos confirmados não aumentassem muito? Enquanto a Europa demorou nove meses para registrar seus 5 primeiros milhões de casos, os 5 milhões seguintes foram relatados em pouco mais de um mês. Com 10% da população mundial, a Europa responde por cerca de 22% dos 46,3 milhões de infecções globais.<br><br><strong>O Brasil tem mais de 5 milhões de casos confirmados e calcula-se que há uma subnotificação de 7 a 10 vezes desse número, o que poderia chegar a mais de 50 milhões de infectados. Com esse grande número de pessoas que já estariam, teoricamente, imunizadas, o senhor acredita que uma segunda onda &#8211; ou um segundo pico &#8211; poderia ser tão letal quanto o primeiro?</strong></p>



<p>Não temos ainda uma estimativa precisa desta subnotificação. Os EUA testaram metade da sua população e o Brasil apenas 11%. Essa é uma diferença gritante. Mesmo que tenhamos 50 milhões de infectados, estaremos longe da chamada imunidade de rebanho que corresponde aproximadamente a cerca de 140 milhões de brasileiros infectados (70% da população). Somente neste caso, a curva logística, bastante usada nesta epidemia, garante que os novos casos irão começar a decrescer. Com uma probabilidade razoável podemos ter segundas ondas em alguns estados e um 2º pico de infectados no país em 3 meses.</p>



<p>É um erro muito grave observar apenas a curva de óbitos. Gostaria de ressaltar que os casos ditos “recuperados” devem ser olhados com cautela. Muitos assintomáticos hoje poderão ter patologias silenciosas que serão graves a médio e longo prazo, principalmente, sequelas nos pulmões (fibrose pulmonar), problemas neurológicos e renais, entre muitos outros. Por ser uma patologia nova, ainda não há muitos estudos sobre todas as consequências que os infectados terão no resto de suas vidas.</p>



<p><strong>Quando o senhor prevê que a pandemia vai terminar no Brasil?</strong></p>



<p>Niels Bohr dizia que a coisa mais difícil na vida é fazer predição principalmente para o futuro. Gostaria de estar errado, mas acho que o vírus vai continuar a circular no Brasil pelos próximos anos e, assim, teremos que conviver com a Covid-19 por muito tempo como convivemos com zika, dengue e chikungunya.</p>
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			</item>
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		<title>Episódio #27: Afinal, a “segunda onda” da Covid-19 chegou a Pernambuco?</title>
		<link>https://marcozero.org/episodio-27-afinal-a-segunda-onda-da-covid-19-chegou-a-pernambuco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 18:46:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[assédio sexual]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[segunda onda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post <a href="https://marcozero.org/episodio-27-afinal-a-segunda-onda-da-covid-19-chegou-a-pernambuco/">Episódio #27: Afinal, a “segunda onda” da Covid-19 chegou a Pernambuco?</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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<iframe title="Spotify Embed: Afinal, a “segunda onda” da Covid-19 chegou a Pernambuco?" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/6HZGiyq1MTtEiKrMbKO9Tn?si=q7cuCqSKQv24EJqb63DOjg&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div><figcaption>Nos últimos dias você deve ter recebido de alguém em quem confia muito mensagens atribuídas a médicos das redes pública e privada sobre aumento de casos de Covid-19 no Recife, lotação em hospitais e uma provável segunda onda no estado. Primeiro é bom deixar claro que a primeira onda nunca acabou. Mas o que está acontecendo esta semana? Não é fácil explicar, mas Carol Monteiro, Raíssa Ebrahim e Inácio França trazem as opiniões e os dados de especialistas e pesquisadores sobre o momento atual no estado. No segundo bloco, Débora Britto entra na conversa para falar sobre assédio e abuso sexual nos ambientes de trabalho, a partir das denúncias contra o diretor do núcleo de humor da Globo, Marcius Melhem.</figcaption></figure>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/episodio-27-afinal-a-segunda-onda-da-covid-19-chegou-a-pernambuco/">Episódio #27: Afinal, a “segunda onda” da Covid-19 chegou a Pernambuco?</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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