<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos União - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/uniao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/uniao/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 06 Sep 2019 00:44:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos União - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/uniao/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>PRÓPRIO VENENO // Acordo bilionário com caminhoneiros deixa Temer refém da regra do &#8220;teto de gastos&#8221; no Orçamento</title>
		<link>https://marcozero.org/proprio-veneno-acordo-bilionario-com-caminhoneiros-deixa-temer-refem-da-regra-do-teto-de-gastos-no-orcamento/</link>
					<comments>https://marcozero.org/proprio-veneno-acordo-bilionario-com-caminhoneiros-deixa-temer-refem-da-regra-do-teto-de-gastos-no-orcamento/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariama Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 May 2018 14:43:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[caminhoneiros]]></category>
		<category><![CDATA[combustível]]></category>
		<category><![CDATA[diesel]]></category>
		<category><![CDATA[gasolina]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Federal]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Temer]]></category>
		<category><![CDATA[União]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://marcozero.org/?p=9012</guid>

					<description><![CDATA[<p>A conta que o Governo Federal vai pagar para subsidiar o preço do diesel, atendendo ao pleito dos caminhoneiros, é de R$ 13,5 bilhões. Mas essa não é uma fatura fechada. Como o preço dos combustíveis varia de acordo com as oscilações do petróleo e do dólar, de acordo com a política de preços adotada [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/proprio-veneno-acordo-bilionario-com-caminhoneiros-deixa-temer-refem-da-regra-do-teto-de-gastos-no-orcamento/">PRÓPRIO VENENO // Acordo bilionário com caminhoneiros deixa Temer refém da regra do &#8220;teto de gastos&#8221; no Orçamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A conta que o Governo Federal vai pagar para subsidiar o preço do diesel, atendendo ao pleito dos caminhoneiros, é de R$ 13,5 bilhões. Mas essa não é uma fatura fechada. Como o preço dos combustíveis varia de acordo com as oscilações do petróleo e do dólar, de acordo com a política de preços adotada atualmente pela Petrobras, o montante pode subir nos próximos 60 dias, período no qual a União prometeu uma redução do preço do diesel de R$ 0,46 por litro, e deve continuar crescendo até o final do ano, quando os reajustes do diesel continuarão sendo controlados mensalmente.</p>
<p>A&nbsp;verdade é que o Governo Federal ainda não&nbsp;sabe&nbsp;ao certo qual será o custo final do acordo com os caminhoneiros, alerta o assessor técnico da Câmara dos Deputados, formado em direito e especialista em Orçamentos Públicos,&nbsp;&nbsp;Flávio Tonelli Vaz. Por outro lado, o rombo fiscal é certo. Acontece que para garantir a redução de R$ 0,46 no diesel o Governo Federal decidiu&nbsp;subsidiar o desconto para não onerar a&nbsp;Petrobras.&nbsp;Além de subsidiar o diesel da Petrobras, o governo também vai subsidiar o importado. Se o preço do produto estrangeiro cair, os importadores pagarão mais imposto de importação para não prejudicar a petrolífera.</p>
<p>A matemática é a seguinte: R$ 0,16 virão da&nbsp;redução da Cide e das alíquotas do PIS e da Cofins, o que equivale a R$ 4 bilhões nas contas da União. Para recuperar parte desse valor, o governo depende da reoneração da folha de pagamento, já aprovada pelo Senado. Os outros R$ 0,30 serão subsidiados por meio de um programa que será criado pela União. Até o fim do ano, esse subsídio totalizará R$ 9,5 bilhões (daí os R$ 13,5 bilhões). Acontece que, desse total, apenas R$ 5,7 bilhões de uma reserva de contingência já estão garantidos. Os outros quase R$ 4 bilhões ainda permanecem em aberto, um sinal de que o governo terá que fazer cortes em outras áreas para compensar o gasto extra. Isso significa um novo arrocho em um Orçamento que já está apertado.</p>
<p>A questão é que o Orçamento está amarrado por uma regra chamada de Teto dos Gastos.&nbsp; Desde a criação da norma em 2016, o Orçamento está limitado à despesa do exercício anterior mais a inflação por 20 anos. Com isso, Tonelli Vaz explica que&nbsp; governo Temer se tornou refém da própria regra que criou. &nbsp;“A regra deixou o governo amarrado. Mesmo que haja um aumento de receita (pelo incremento da arrecadação, por exemplo, puxado por um maior dinamismo econômico),&nbsp;não seria possível ampliar os investimentos. Entre tantos outros exemplos de impactos para a população,&nbsp;isso significa dizer que, se quiser aumentar o investimento na merenda escolar ele precisa tirar de outro gasto previsto”, esclarece Tonelli Vaz.</p>
<p>Os efeitos nefastos da regra ficaram evidentes no ano passado, quando o nível de investimentos públicos caiu ao menor patamar em 50 anos, para 1,16% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, segundo levantamento do Ipea. Os impactos são sentidos em várias áreas como educação e saúde.&nbsp; &#8220;O encerramento de programas de pesquisa científica como o Ciência sem Fronteiras, o sucateamento de universidades públicas ou mesmo cortes em programas sociais como o Bolsa Família, são alguns exemplos&#8221;, argumenta o especialista.&nbsp; Agora, com a conta do acordo com os caminhoneiros -que ainda pode escalonar- a situação deve ficar ainda mais grave no&nbsp; próximo ano.</p>
<p>“A menos que o governo decida voltar atrás e suspenda os subsídios após os 60 dias do acordo inicial, o que faria os preços&nbsp; diesel subirem novamente, com o governo assumindo a conta para não onerar a Petrobras podemos esperar novos contingenciamentos no Orçamento da União e cortes ainda maiores no próximo ano, porque a conta atual é proporcional aos meses que faltam até o fim do ano”, avalia.</p>
<p><iframe id="datawrapper-chart-QgNqQ" style="width: 0; min-width: 100% !important;" src="//datawrapper.dwcdn.net/QgNqQ/1/" scrolling="no" width="300" height="573" frameborder="0"></iframe><script>// <![CDATA[
if("undefined"==typeof window.datawrapper)window.datawrapper={};window.datawrapper["QgNqQ"]={},window.datawrapper["QgNqQ"].embedDeltas={"100":625,"200":599,"300":573,"400":573,"500":573,"700":573,"800":573,"900":573,"1000":573},window.datawrapper["QgNqQ"].iframe=document.getElementById("datawrapper-chart-QgNqQ"),window.datawrapper["QgNqQ"].iframe.style.height=window.datawrapper["QgNqQ"].embedDeltas[Math.min(1e3,Math.max(100*Math.floor(window.datawrapper["QgNqQ"].iframe.offsetWidth/100),100))]+"px",window.addEventListener("message",function(a){if("undefined"!=typeof a.data["datawrapper-height"])for(var b in a.data["datawrapper-height"])if("QgNqQ"==b)window.datawrapper["QgNqQ"].iframe.style.height=a.data["datawrapper-height"][b]+"px"});<br />
// ]]&gt;</script></p>
<p>Além disso, a mudança da regra de cobrança do pedágio por eixos do caminhão pode custar o reequilíbrio de concessões rodoviárias por todo o país e, novamente, a conta pode cair&nbsp; no colo do Tesouro. Acontece que, atualmente, um caminhoneiro paga o pedágio pela quantidade de eixos do veículo, mesmo que alguns estejam suspensos, o que ocorre quando eles não estão transportando cargas. &#8220;A mudança de regra, ou seja, o não pagamento por eixos suspensos vai impactar diretamente nas receitas das concessões, que já estão previstas nos contratos com União, estados e municípios. Então, das duas, uma. Ou teremos um aumento generalizado dos pedágios ou o governo assumirá novamente a conta&#8221;, antevê Flávio&nbsp;Tonelli Vaz.</p>
<h2><b>Ginástica econômica</b></h2>
<p>A redução de subsídios e a reoneração de setores econômicos são algumas das alternativas apresentadas pelo Governo Federal para cobrir a despesa extra que será gerada pela sua decisão de assumir a conta da redução do diesel, e evitar o desgaste político. O aumento de impostos, que chegou a ser cogitado em uma primeira fala do ministro da Fazenda Eduardo Guardia, foi rapidamente descartado por ele depois de sucessivas críticas, incluindo falas de representantes da indústria e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).</p>
<p>“Se não vai aumentar impostos, ainda há margem para algumas ações como gerar recursos por meio da emissão de títulos públicos&#8221;, considera o economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon)&nbsp; “Mas o comprometimento de políticas sociais em andamento não está fora de cogitação porque a saúde a educação já estão com orçamentos congelados e deixando a desejar”, aponta.</p>
<h2><strong>O X da questão</strong></h2>
<p>A crise dos combustíveis que encurralou o Governo Federal tem origens em 2017, quando a Petrobras decidiu adotar uma nova política de preços que acompanha as oscilações internacionais do petróleo e que podem ser ajustados a qualquer momento. No governo Dilma, os reajustes eram controlados, evitando o aumento generalizado dos preços dos derivados de petróleo e da inflação geral. &#8220;Essa política, no entanto, foi apontada como a responsável por prejuízos milionários da Petrobras e de seus acionistas&#8221;, lembra o economista e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Luis Maia.</p>
<h3><strong>Leia mais:</strong></h3>
<h3><a href="http://marcozero.org/greve-dos-caminhoneiros-acende-alerta-para-desestabilizacao-politica-em-ano-eleitoral/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #ff6600;">Greve dos caminhoneiros acende alerta para desestabilização política em ano eleitoral</span></a></h3>
<h3><a href="http://marcozero.org/o-golpe-de-estado-permanente/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #ff6600;">O golpe de estado permanente</span></a></h3>
<h3><a href="http://marcozero.org/jornaloes-defendem-politica-de-precos-da-petrobras-e-se-calam-sobre-intervencao-militar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #ff6600;">A crise dos combustíveis nos editoriais da grande imprensa</span></a></h3>
<p>Mas ajustes em tempo real, acompanhando movimentos das commodities e do câmbio seriam a solução ideal? Na avaliação do consultor de petróleo Jean Paul Prates a fórmula não é bem essa. &#8220;Precisa considerar o mercado internacional, que não deixe o preço daqui muito diferente do petróleo internacional, mas com maior previsibilidade&#8221;, argumenta. Luis Maia considera que o governo poderia fazer usos de &#8220;reservas de combustíveis, como as reservas de grãos que mantém para controlar o preço no mercado interno, em caso de altas&#8221;. Tonelli Vaz é mais crítico. &#8220;O governo está assumindo o ônus de um uso equivocado da Petrobras. A questão é que a política de preços da companhia é equivocada, é uma política feita para beneficiar apenas os acionistas, que se sentiram prejudicados durante o governo Dilma. Mas é preciso considerar que a Petrobras é uma empresa estratégica para toda a economia do país&#8221;.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/proprio-veneno-acordo-bilionario-com-caminhoneiros-deixa-temer-refem-da-regra-do-teto-de-gastos-no-orcamento/">PRÓPRIO VENENO // Acordo bilionário com caminhoneiros deixa Temer refém da regra do &#8220;teto de gastos&#8221; no Orçamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/proprio-veneno-acordo-bilionario-com-caminhoneiros-deixa-temer-refem-da-regra-do-teto-de-gastos-no-orcamento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
