<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/violencia-eleitoral/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Mar 2024 21:18:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.7</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Tiros em Casa Amarela elevam estado de alerta entre candidatos da esquerda</title>
		<link>https://marcozero.org/tiros-em-casa-amarela-elevam-estado-de-alerta-entre-candidatos-da-esquerda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 17:54:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[armas de fogo]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaristas]]></category>
		<category><![CDATA[CACs]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Política]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=51286</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os disparos contra a janela de um apartamento onde estava pendurada uma bandeira vermelha com o nome de Lula e a estrela do PT elevou o grau de alerta entre os políticos pernambucanos que apoiam a candidatura do ex-presidente. Um dos primeiros a reagir foi o deputado federal Danilo Cabral, candidato a governador pelo PSB, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/tiros-em-casa-amarela-elevam-estado-de-alerta-entre-candidatos-da-esquerda/">Tiros em Casa Amarela elevam estado de alerta entre candidatos da esquerda</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/06/Marca-Eleicoes-2-300x169.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/06/Marca-Eleicoes-2.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/06/Marca-Eleicoes-2.png" alt="" class="" loading="lazy" width="124">
            </picture>

	                </figure>

	


<p>Os disparos contra a janela de um apartamento onde estava pendurada uma bandeira vermelha com o nome de Lula e a estrela do PT elevou o grau de alerta entre os políticos pernambucanos que apoiam a candidatura do ex-presidente. Um dos primeiros a reagir foi o deputado federal Danilo Cabral, candidato a governador pelo PSB, cujo comitê central de campanha fica a apenas 750 metros do prédio atingido pelos tiros.</p>



<p>Ainda na tarde de quarta-feira, Cabral usou sua conta no Twitter para alertar que “tudo leva a crer que teve motivação política os tiros que atingiram apartamentos no Recife, nesta madrugada”. O candidato não mencionou se estava emitindo apenas sua opinião a partir dos fatos noticiados ou se recebeu informações de bastidores de autoridades do governo estadual que ele apoia e representa nessas eleições.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Tudo leva a crer que teve motivação política os tiros que atingiram apartamentos no Recife, nesta madrugada. O alvo foi uma janela com a bandeira do PT. Enquanto as autoridades apuram o caso, faremos a nossa parte contra a violência política, elegendo <a href="https://twitter.com/LulaOficial?ref_src=twsrc%5Etfw">@LulaOficial</a> no 1º turno.</p>&mdash; Danilo Cabral (@danilocabralpe) <a href="https://twitter.com/danilocabralpe/status/1572663314743808001?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>A vice-governadora do estado e candidata à reeleição na chapa da Frente Popular, Luciana Santos, demonstrou estar preocupada com a escalada da violência. Ela revelou que manteve contato com o secretário de Defesa Social, Humberto Freire de Barros, pedindo que as investigações do caso sejam agilizadas. “Ele me disse exatamente isso: ‘estamos investigando e fazendo perícias para identificar a trajetória dos disparos e identificar os autores’.”.</p>



<p>Também ontem, o vereador do Recife e candidato a deputado estadual Ivan Moraes Filho (PSOL) postou <a href="https://www.instagram.com/reel/Cixzo8OJS36/?igshid=YWZlMWU5YjI=" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um vídeo em seu perfil no Instagram</a> defendendo a discussão sobre violência política não é sobre direita ou sobre esquerda, mas “sobre poder ter a possibilidade de discordar, em que antagonistas possam debater, chegar a consensos, a vitórias ou a derrotas”. Ao final, expressou preocupação: “É preciso defender a democracia enquanto dá tempo”.</p>



<p>Além do vídeo, ele relatou em entrevista que tem “feito campanha normalmente, mas tenho visto também um receio por parte de muitas pessoas em se botar um adesivo num carro, uma bandeira numa casa”.</p>



<p>Sua colega de bancada na Câmara e na chapa proporcional do PSOL, Dani Portela, não pode dizer com tanta tranquilidade que a campanha está sendo realizada dentro da normalidade. Segundo ela, depois da sua bem sucedida atuação para impedir que a Câmara Municipal aprovasse uma homenagem à Michelle Bolsonaro, os bolsonaristas fazem marcação cerrada quando a reconhecem em alguma atividade na rua. &#8220;Não tem sido fácil. Escuto logo gritos de &#8216;Aqui é Bolsonaro&#8217; e &#8216;Luladrão&#8217;. Como é fácil me reconhecer na rua com esse cabelo e com a flor, isso acontece com muita frequência&#8221;.</p>



<p>Dani informa que, há uma semana, uma eleitora que havia colado um adesivo de sua campanha no carro, teve o para-brisas quebrado, mas ela não quis prestar queixa para evitar se expor ainda mais. &#8220;Percebemos que a procura por adesivos de carro diminuiu muito. Tudo isso gera medo, nas não podemos deixar que esse medo nos paralise, não podemos dar nenhum passo atrás&#8221;, assegurou a candidata.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PT cobra apuração</h2>



<p>Pelo Partido dos Trabalhadores, quem se pronunciou foi o senador Humberto Costa, coordenador da campanha de Lula em Pernambuco. Com um fio no Twitter, ele responsabilizou Jair Bolsonaro por pregar a intolerância, mas cobrou com ênfase as autoridades estaduais de segurança.:&#8221;Exigimos das autoridades uma investigação séria e célere do ato e que os responsáveis sejam punidos com o rigor da lei. Estamos solidários à família vítima do atentado e aos moradores da localidade&#8221;. O senador descartou a hipótese dos disparos contra o apartamento de um eleitor de Lula ser um caso isolado.</p>



<p>Em seguida, o presidente estadual da legenda, deputado estadual Doriel Barros, também se posicionou sobre o episódio com uma nota de repúdio que segue na mesma linha: &#8220;Casos como esse vêm acontecendo de forma cada vez mais frequente. Repudio veementemente esse crime que foi cometido, não só contra essa família, mas contra todos/as os/as brasileiros/as que devem ter a sua liberdade de expressão garantida, sem medo de represálias. Seguirei cobrando das autoridades a celeridade das investigações e a punição dos responsáveis.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Sobre os recentes atos de violência política em Pernambuco segue o fio <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f447.png" alt="👇" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>&mdash; Humberto Costa (@senadorhumberto) <a href="https://twitter.com/senadorhumberto/status/1572727363330244608?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<h3 class="wp-block-heading">O orgulho perdido dos CACs</h3>



<p>Em tratamento médico na capital paulista, o ex-deputado estadual Clodoaldo Torres, ferido com três tiros a queima-roupa no mais famoso caso de violência política da história recente do estado, afirmou não ser possível afirmar que os disparos tenham sido obra de um CAC (sigla de Colecionador, Atirador e Caçador Esportivo, autorizados por lei a manter coleções de armas de fogo). </p>



<p>&#8220;Pelas informações disponíveis, é prematuro afirmar que o autor desse crime foi um CAC, mas é sobre a categoria que imediatamente recaem todas as suspeitas em razão da política do Governo Federal. Antes, nós CACs éramos 13 mil em todo o país, hoje são quase 700 mil. Tínhamos orgulho de possuirmos armas de fogo e sempre estar distantes de qualquer episódio de violência, mas Bolsonaro acabou com esse orgulho&#8221;, explicou Torres, que é colecionador e atirador desde os anos 1990 e já presidiu o Clube de Tiro do Recife.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/clodoaldo-torres-que-levou-quatro-tiros-em-comicio-ha-40-anos-preve-campanha-ainda-mais-violenta-em-2022/" class="titulo">Clodoaldo Torres, que levou quatro tiros em comício há 40 anos, prevê campanha ainda mais violenta em 2022</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/democracia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Democracia</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado como esse da cobertura das Eleições 2022 é caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> página de doação</a> ou, se preferir, usar nosso <strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Nessa eleição, apoie o jornalismo que está do seu lado</strong><em>.</em></cite></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/tiros-em-casa-amarela-elevam-estado-de-alerta-entre-candidatos-da-esquerda/">Tiros em Casa Amarela elevam estado de alerta entre candidatos da esquerda</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eleições municipais provocaram cinco casos de violência política por dia em novembro</title>
		<link>https://marcozero.org/eleicoes-municipais-provocaram-cinco-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro/</link>
					<comments>https://marcozero.org/eleicoes-municipais-provocaram-cinco-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2020 17:18:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
		<category><![CDATA[eleições municipais]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Eleitoral]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=33459</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por: Marco Zero Conteúdo, Agência Pública, Amazônia Real, Gênero e Número, Ponte Jornalismo, Portal Catarinas, Projeto #Colabora, Agência Saiba Mais, Plural “Povo que venderam seus votos não só na Palmeira, mas em Campina Grande; que tavam fechado comigo e só porque eu não tinha R$ 10 para dar, tirar do pão da minha filha para [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/eleicoes-municipais-provocaram-cinco-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro/">Eleições municipais provocaram cinco casos de violência política por dia em novembro</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por: Marco Zero Conteúdo, Agência Pública, Amazônia Real, Gênero e Número, Ponte Jornalismo, Portal Catarinas, Projeto #Colabora, Agência Saiba Mais, Plural</em></p>



<p>“Povo que venderam seus votos não só na Palmeira, mas em Campina Grande; que tavam fechado comigo e só porque eu não tinha R$ 10 para dar, tirar do pão da minha filha para vocês: bando de miseráveis”. Assim inicia um vídeo postado nas redes sociais pelo candidato a vereador Fanta Cantor (Solidariedade) em Campina Grande (PB). Visivelmente irritado, ele continua: “90% de vocês são todos passa-fome, miseráveis. Venderam seus votos por causa mixaria. Fica o recado. Agora vem aqui em casa tomar satisfação.”</p>



<p>No vídeo de 40 segundos gravado após o resultado do 1º turno das eleições, o candidato do Solidariedade, que obteve 192 votos, lamenta a compra de votos no bairro da Palmeira, na zona norte do município. Após a publicação, o candidato do Solidariedade foi espancado. Segundo portais de notícias locais, dois homens invadiram a casa do cantor. Ele teve o antebraço fraturado e foi levado ao Hospital de Emergência e Trauma, onde foi internado para passar por cirurgia.&nbsp;</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Fanta-Cantor-300x169.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Fanta-Cantor-1024x576.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Fanta-Cantor-1024x576.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Após ter gravado vídeo denunciando uma suposta compra de votos, o candidato a vereador Fanta Cantor (Solidariedade) em Campina Grande (PB), foi espancado</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) computou 63 processos por “captação ilícita de sufrágio”, termo técnico para a compra de votos. O número representa um aumento de 425% em comparação às últimas eleições, em 2018, quando apenas 12 processos foram abertos na Justiça Eleitoral pelo mesmo motivo.&nbsp;</p>



<p>O aumento do registro de casos também levou a ataques, desentendimentos e episódios de violência. Pelo menos quatro casos de violência política relacionados à compra de votos ocorreram no pleito eleitoral deste ano, de acordo com um levantamento realizado por uma <a href="https://apublica.org/2020/11/exclusivo-reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/">coalizão de nove veículos jornalísticos independentes.&nbsp;</a></p>



<p>Em todo o mês de novembro, os veículos de imprensa contabilizaram 150 casos de violência relacionados à eleição, incluindo 34 ameaças, 71 agressões, 44 atentados ou tentativas de homicídio e cinco assassinatos. A maior parte dos casos, um total 130, <a href="https://apublica.org/2020/11/exclusivo-reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/">ocorreu no primeiro turno</a>. Já na segunda etapa da eleição, realizada em apenas 57 municípios, houve 20 ocorrências. Os números do primeiro turno foram atualizados com novos casos que chegaram após o fechamento da primeira reportagem sobre violência nas eleições municipais — <a href="https://apublica.org/2020/11/exclusivo-reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/">que já havia registrado um caso de violência a cada três horas na primeira quinzena de novembro</a>. Somente casos de “violência presencial” foram considerados no levantamento, que não incluiu ataques online ou por telefone.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-3_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-118x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-3_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-404x1024.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-3_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-404x1024.png" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p>Em 2018, levantamento feito pela <strong>Agência Pública</strong> <a href="https://apublica.org/2018/11/violencia-eleitoral-recrudesceu-no-segundo-turno/">registrou 135 casos de violência política</a> durante as eleições.&nbsp;</p>



<p>Em Guarulhos, município da região metropolitana de São Paulo, fiscais eleitorais indicados pelo Partido dos Trabalhadores foram vítimas de atos de violência no domingo de eleições,&nbsp; onde o 2º turno para prefeitura estava sendo disputado entre o atual prefeito Guti (PSD) — que foi reeleito —&nbsp; e Elói Pietá (PT). &nbsp;A confusão começou quando fiscais petistas identificaram a ocorrência de campanha eleitoral irregular dentro de um colégio eleitoral. Miriam Minzé Correia e Jeivison José da Silva Santos foram xingados e agredidos pelo também fiscal, Roni Silva, associado ao prefeito Guti.</p>



<p>A cena<a href="https://www.facebook.com/watch/?v=375826820149716"> foi gravada e publicada nas redes sociais</a> da vereadora paulistana Juliana Cardoso (PT) e do coletivo Jornalistas Livres. No vídeo, o agressor empurra o rosto de Jeivison contra uma grade e pega seu celular. Testemunhas apartaram a briga e recuperaram o celular da vítima. Segundo Jeivison, estava acontecendo boca de urna na frente do local e os fiscais ligados ao prefeito estavam passando com material de campanha dentro das salas. Ao tentar denunciar, a fiscal Miriam foi xingada e começou a ser encurralada por Roni na grade da escola. Jeivison, então, teria tentado defendê-la e registrar o ocorrido com seu celular, o que levou à agressão que deixou ferimentos leves no seu pescoço.&nbsp;</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/caso176-300x137.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/caso176.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/caso176.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Em vídeo, o rosto de Jeivison é empurrado contra uma grade</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Em Joviânia, no estado de Goiás, o produtor rural Ivaldo Fernandes, 58 anos, foi abordado e conduzido até a delegacia da cidade vizinha, Goiatuba, acusado de estar comprando votos em favor da campanha da candidata a prefeitura Roberta do Nego (PROS) um dia antes da votação do primeiro turno, em 14 de novembro.</p>



<p>Em um vídeo da abordagem, o coronel da reserva da PM e ex-prefeito da cidade, Romeu José Gonçalves é visto com uma arma de fogo, enquanto dois homens estão rendidos com as mãos na cabeça próximo a um carro. Mais à frente, mais dois homens, ligados ao coronel, revistam outro veículo. Após alguns minutos, Romeu atravessa a rua e desfere um soco na tentativa de acertar o rosto de Ivaldo.</p>



<p>“Eu estava com um amigo, que é 90 também, do mesmo partido [PROS].&nbsp; Depois ele chegou com a arma em punho, agressivo, agredindo, falando que a gente estava preso por compra de votos. Como assim, eu estava conversando com o cara do meu próprio partido, rapaz, como eu ia comprar voto de um amigo nosso que estava trabalhando na mesma campanha?” Logo em seguida, um tal de “Cleitinho” jogou R$ 3 mil no carro para incriminar nós, dizendo que a gente estava comprando votos”, diz.</p>



<p>A reportagem conseguiu contato com Gildinho que, por orientação do advogado,&nbsp; preferiu “não me manifestar sem ser ouvido pela Justiça primeiro”. Também tentou contato com Romeu em diversos telefones e com a delegacia de Goiatuba, mas sem sucesso.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-2_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-160x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-2_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-547x1024.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-2_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-547x1024.png" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Servidores públicos, campanhas partidárias</strong></h3>



<p>O segundo turno das eleições municipais no país também foi marcado pelo envolvimento de funcionários públicos em campanhas partidárias e ataques a opositores. Em Belém, no Pará, professoras da rede pública registraram um boletim de ocorrência, no dia 27 de novembro, contra a secretária municipal de educação, Socorro Coutinho. A queixa denuncia Coutinho por agressão verbal, assédio moral e perseguição.</p>



<p>Segundo Sílvia Letícia, coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública (Sintepp) de Belém, o caso ocorreu dentro da escola Almerindo Trindade e teria sido motivado por questões político-eleitorais. No dia, algumas professoras compareceram à escola para participar da reinauguração do espaço, que teria passado por uma reforma. Como tinham adesivos e bottons de apoio ao candidato a prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL), foram acusadas pela secretária de fazer campanha eleitoral na escola. Coutinho ameaçou retirar as professoras com o auxílio da Guarda Municipal.</p>



<p>Em um vídeo divulgado pelo Sintepp, Coutinho, exaltada, ameaça as professoras com um processo administrativo disciplinar. Uma delas diz que Coutinho a obrigou a tirar o adesivo. Contudo, o uso de bottons e adesivos caracteriza-se como manifestação silenciosa, assegurada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considerada parte do direito de manifestação.</p>



<p>Segundo Sílvia Letícia, “durante o processo eleitoral no primeiro e no segundo turno, a pressão política e o assédio moral junto aos trabalhadores foi muito intensa, vários servidores foram coagidos e ameaçados”. O sindicato afirma ter recebido denúncias parecidas de professores de ao menos 14 escolas de Belém.</p>



<p>Também na região Norte do país, em Nova Airão (AM), região metropolitana de Manaus, o empresário Victor Santos (PSDB), que foi candidato a prefeito derrotado, afirma ter sido agredido por funcionários da prefeitura em 14 de novembro.</p>



<p>Segundo o relato do político de 21 anos, ele estava caminhando com a namorada e o pai —&nbsp; o ex-prefeito de Nova Airão Wilton Santos (PSDB) —, quando foi interpelado pelos apoiadores do prefeito reeleito Frederico Junior (PSC). “Fomos surpreendidos por motoqueiros, alguns funcionários da prefeitura, inclusive, que começaram com gravações, xingamentos e provocações. Ao retrucar, meu pai foi agredido e quando tentei prestar ajuda, fui agredido com um capacete de motocicleta”, afirmou à reportagem. Em vídeo enviado por Santos, é possível ver o momento da agressão. Na gravação, os opositores acusam o pai do candidato de ter agredido uma das mulheres antes. O jovem político nega ter reagido.</p>



<p>Antes desse episódio, em 28 de outubro, um segurança do prefeito, que seria policial militar, teria retirado uma faixa de campanha de Santos, exibido arma e ameaçado de prisão seus apoiadores. O político tucano registrou Boletim de Ocorrência em relação aos dois episódios, que estão sendo investigados. O caso de agressão na noite anterior ao pleito foi encaminhado às autoridades pelo promotor do Ministério Público Eleitoral João Ribeiro Guimarães Neto.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Violência contra jornalistas&nbsp;</strong></h3>



<p>“Se soubesse que seria entrevistado por um cara que volta em Emanuel, eu não estaria nessa entrevista”, diz irritado o candidato à prefeitura de Cuiabá pelo Podemos, Abílio Júnior, ao jornalista Khayo Ribeiro, durante uma live no dia 23 de novembro. O candidato foi protagonista de nada menos que três episódios de agressão verbal nas eleições, dois deles envolvendo jornalistas e o outro, uma troca de ofensas com seu adversário no pleito, Emanuel Pinheiro (MDB).</p>



<p>Novamente,<a href="https://t.co/bleZvqlk54?amp=1"> repórteres foram alvos de ataques no exercício da profissão</a>, desta vez na cobertura das eleições. Em todo o mês de novembro, foram registrados 11 casos de violência contra os profissionais de imprensa.</p>



<p>Na <em>live </em>transmitida no Facebook da Gazeta Digital, Abílio ofende o jornalista ao ser questionado sobre seus novos aliados.&nbsp; Quase ao final do debate, o repórter rebateu o discurso anti-corrupção de Abílio e questionou o apoio recebido durante o segundo turno por parte de políticos investigados e condenados.&nbsp;</p>



<p>O candidato responde que Khayo “fez uma pergunta muito infeliz”. “O que eu percebo aqui é uma distorção da verdade”, continuou. Abílio afirmou ainda que o jornalista está tentando sujar a sua imagem para deixar a imagem do candidato adversário, Emanuel Pinheiro (MDB) “mais bonitinha”.</p>



<p>Quatro dias depois, no dia 27 de novembro, durante o debate entre os candidatos promovido pela TV Vila Real (Record), Abílio voltou a questionar jornalistas. O candidato acusou o apresentador Pablo Rodrigues de fazer “fake news”, ao responder uma pergunta sobre a fiscalização dos recursos públicos durante a pandemia. Após ser novamente contestado, Abílio afirmou que o jornalista estava fazendo um “joguinho” e insinua que os veículos teriam ligações com o atual prefeito.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-1_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-102x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-1_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-349x1024.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/12/Infografico-1_Eleicoes-municipais-provocaram-5-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro-349x1024.png" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Violência contra pessoas trans</strong></h3>



<p>As eleições de 2020, que se destacou com o número de 25 candidatos e candidatas transsexuais eleitos pelo país, também foi marcada pela violência contra pessoas trans — foram registrados três casos de LGBTfobia no levantamento.</p>



<p>A cinco dias do primeiro turno da eleição, em 10 de novembro, Patrícia Borges, mulher trans de 30 anos, foi agredida com mordidas e golpes de haste de ferro durante panfletagem na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela estava em frente ao shopping Center 3 fazendo campanha para a então candidata Erika Hilton (Psol), que no domingo (15) foi eleita a primeira vereadora trans e negra da capital com mais de 50 mil votos — a sexta maior votação da cidade.</p>



<p>Patrícia contou que ela e mais dois colegas entregavam panfletos por volta das 15h quando abordaram uma mulher loira. “Eu disse ‘olha, é importante a gente eleger a primeira vereadora trans, travesti e preta’. Aí ela disse automaticamente ‘tudo cambada de viado, tudo tem que morrer’”, narra.</p>



<p>Em seguida, a mulher teria ido embora, mas voltado cinco minutos depois acompanhada de três homens e segurando uma haste de metal que, segundo Patrícia, era um suporte de “pau de selfie”. “Ela veio para dar no meu rosto, eu consegui segurar, e nessa que segurei, ela puxou meu cabelo. Aí o menino veio por cima, puxando também o meu cabelo, querendo pegar essa haste de metal e me bater, e chegou ainda o outro querendo me cobrir também. Um puxou de um lado, outro puxou de outro, fiquei tensa, e ela mordeu o meu braço”, relata.</p>



<p>A polícia foi chamada ao local para atender a ocorrência e colheu os dados da mulher — Patrícia prefere não divulgá-los enquanto a investigação não for finalizada. Acompanhada de um advogado, ela foi à delegacia e registrou um boletim de ocorrência sobre a agressão. “Minha mão ficou roxa e inchada por conta da força com a qual ela veio — ela tinha uma fúria muito grande — e o meu braço [direito] até hoje está cicatrizando”, declara Patrícia, que realizou também exame de corpo de delito.</p>



<p>Patrícia não tem dúvidas de que o que aconteceu com ela foi um crime político. “Mas, no final de tudo, fomos abençoadas e abrilhantadas, a Erika foi eleita com 50 mil votos. Foi muito revolucionário, em 2020, a gente conseguir eleger a primeira vereadora trans, travesti e preta, porque os corpos trans e travestis são muito abusados pela prostituição”, destaca.</p>



<p>No Recife, no dia 15, a jornalista Lara Tôrres, do site Leiajá, afirma ter sido hostilizada por moradoras de uma rua próxima a uma seção eleitoral, na zona sul da capital de Pernambuco. Três mulheres que distribuíam santinhos do candidato à prefeitura Mendonça Filho (DEM) e de Elson da Ótica (Solidariedade), candidato a vereador.&nbsp;</p>



<p>O episódio teria ocorrido na calçada em frente uma casa na rua do colégio. As mulheres ameaçaram processar a repórter e chamar a polícia depois que Lara realizou uma abordagem, se identificou como jornalista e começou a gravá-las com o celular perguntando o que estavam fazendo. “Sabia que estavam fazendo boca de urna, que é crime eleitoral. Mesmo me identificando como jornalista, com crachá exposto, elas me agrediram verbalmente e disseram que eu não tinha direito de registrar o ato”, diz, em denúncia enviada à Abraji.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Uma das mulheres que estaria fazendo o boca de urna xingou a repórter de &#8220;esquerda e extrema-esquerda&#8221; e também sugeriu que ela seria LGBT, como parte das ofensas proferidas. &#8220;Ela estava o tempo todo sendo bastante violenta. Eu vi a hora realmente de ela vir para cima de mim”, conta. Depois desse conflito, quando a jornalista caminhava em direção ao colégio eleitoral, uma outra mulher também com camisa de Mendonça Filho (DEM) teria gritado mais xingamentos contra ela. Ela registrou denúncia no aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p>



<p>Já em Uberlândia (MG), a mineira Gilvan Masferrer, de 30 anos, foi a única candidata a vereadora eleita no país pelo partido Democracia Cristã (DC). Sete anos depois de ser apedrejada na periferia da cidade por se assumir uma mulher transexual — a agressão deixou a manicure entre a vida e a morte — Gilvan afirma que voltou a ser xingada, hostilizada e agredida verbalmente no mesmo bairro, o Morumbi, durante a campanha eleitoral. Seus supostos agressores eram, segundo ela, de diferentes idades, mas preferencialmente homens.&nbsp;</p>



<p>Ela entregava santinhos da sua campanha no sinal da avenida Jerônimo José Alves, quando um motorista não identificado, ao abrir a janela do carro, teria jogado uma garrafa de água na candidata. Outros eleitores pegaram o material de campanha e jogaram no bueiro da rua, na frente da candidata. Gilvan foi eleita sem receber nenhum apoio financeiro do partido. A candidata não fez boletim de ocorrência e nem gravou as cenas de violência da qual foi vítima.&nbsp;</p>



<p>A coordenadora da Justiça Global, Sandra Carvalho, pontua que o Brasil precisa olhar com atenção para crimes contra representantes de “minorias”: mulheres, negros, LGBTs. “O que a gente verifica é que os casos são tratados isoladamente, não como uma violência sistêmica, então como cada caso é um caso, não se cria instrumentos tanto de apuração, investigação e responsabilização para quem pratica essa violência, como também de prevenção pelos partidos políticos que elegeram esse segmento — de mulheres negras, pessoas trans. Eles têm que estar preparados para dar um apoio e suporte para que essas pessoas possam exercer com segurança os seus mandatos.”</p>



<p>A organização, em parceria com a ONG Terra de Direitos, lançou um levantamento de casos de violência política no Brasil entre janeiro de 2016 e setembro deste ano. Segundo a publicação, 2020 é o ano mais violento para candidatos e representantes de cargos eletivos. O país registrou um atentado ou assassinato motivado por fins políticos a cada três dias.</p>



<p>O estudo computa registros noticiados pelos veículos de comunicação de assassinatos de atentados contra candidatas e candidatos. Durante as primeiras semanas de setembro, período pré-eleitoral, e período eleitoral de 2020, os registros aumentaram em 196% em relação aos meses anteriores. O levantamento identificou, entre 1 janeiro a 1 de setembro de 2020, 13 assassinatos e 14 atentados contra à vida de representantes de cargos eletivos e pré-candidatos no Brasil. Já para o período compreendido entre 2 de setembro a 29 de novembro, foram contabilizados 14 assassinatos e 66 atentados.</p>



<p>Carvalho pontua que a violência política não acontece apenas em época eleitoral, mas aumenta bastante nesse período. “Temos uma sistemática de violência política, envolvendo desde pessoas que estão em cargos eletivos até aquelas que estão cumprindo alguma função em governos ou em legislativos. Mas é certo que no período eleitoral há um incremento dessa violência, principalmente quando as eleições são municipais”, finaliza.&nbsp;</p>



<p>Com metodologia diferente, o próprio TSE divulgou dados sobre a violência política nas eleições. E que comprovam a tendência de aumento da violência por motivação política. Foram registrados 264 crimes de violência contra candidatos ou pré-candidatos. No pleito de 2018, esse número foi 46.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Reportagem</strong>: Alice Maciel, Anna Beatriz Anjos, Caroline Farah, Ciro Barros, Ethel Rudnitzki, José Cícero da Silva, Julia Dolce, Laura Scofield, Mariama Correia, Rafael Oliveira, Raphaela Ribeiro e Rute Pina (Agência Pública), Gabriella Soares e Rogerio Galindo (Plural), Inara Fonseca e Paula Guimarães (Portal Catarinas), Vitória Régia (Gênero e Número), Débora Britto (Marco Zero Conteúdo), Paulo Eduardo Dias (Ponte Jornalismo), Liana Melo (Projeto #Colabora) e Mirella Lopes e Rafael Duarte (Agência Saiba Mais).</p><p><strong>Edição:</strong> Andrea DiP, Giulia Afiune, Marina Dias, Natalia Viana e Thiago Domenici (Agência Pública), Rogerio Galindo (Plural), Oscar Valporto (Projeto #Colabora), Rafael Duarte (Agência Saiba Mais), Amauri Gonzo (Ponte Jornalismo), Giulliana Bianconi (Gênero e Número), Paula Guimarães (Portal Catarinas).</p><p><strong>Coordenação</strong>: Anna Beatriz Anjos e Giulia Afiune (Agência Pública)</p><p><strong>Dados e infográficos:</strong> Bianca Muniz, Larissa Fernandes e Bruno Fonseca (Agência Pública)</p><p><strong>Artes:</strong> Débora Britto (Marco Zero Conteúdo) e Ana Clara Moscatelli (Agência Pública)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/eleicoes-municipais-provocaram-cinco-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro/">Eleições municipais provocaram cinco casos de violência política por dia em novembro</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/eleicoes-municipais-provocaram-cinco-casos-de-violencia-politica-por-dia-em-novembro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reta final das eleições teve um caso de violência política a cada 3 horas</title>
		<link>https://marcozero.org/reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/</link>
					<comments>https://marcozero.org/reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2020 20:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Eleitoral]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=32897</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por: Marco Zero Conteúdo, Agência Pública, Agência Saiba Mais, Amazônia Real, Gênero e Número, Plural, Ponte Jornalismo, Portal Catarinas e Projeto #Colabora Pau, pedra, faca, bandeira de candidato, um caminhão, garrafa, muitas balas e até explosivos. Essas foram algumas das armas usadas para agredir&#160; eleitores e candidatos durante a última quinzena da campanha para as [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/">Reta final das eleições teve um caso de violência política a cada 3 horas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="wp-block-heading"><em>Por: Marco Zero Conteúdo, Agência Pública, Agência Saiba Mais, Amazônia Real, Gênero e Número, Plural, Ponte Jornalismo, Portal Catarinas e Projeto #Colabora</em></h6>



<p></p>



<p>Pau, pedra, faca, bandeira de candidato, um caminhão, garrafa, muitas balas e até explosivos. Essas foram algumas das armas usadas para agredir&nbsp; eleitores e candidatos durante a última quinzena da campanha para as eleições municipais de 2020, marcadas por uma onda de violência sem precedentes – e de diferentes tipos.</p>



<p>Um levantamento inédito realizado por uma coalizão de nove veículos jornalísticos contabilizou 114 casos de violência relacionados à eleição –&nbsp; incluindo ameaças, ofensas, agressões, tentativas de homicídio e assassinatos – ocorridos desde o começo de novembro. Isso significa que houve, em média, um episódio de violência política a cada 3 horas nos primeiros 15 dias de novembro.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Info-Violencia-Eleicoes-02-256x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Info-Violencia-Eleicoes-02-875x1024.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Info-Violencia-Eleicoes-02-875x1024.png" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p>O número é 60% maior do que a quantidade de ataques registrada na véspera das eleições de 2018, quando a polarização da disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) deu o tom das agressões, <a href="https://apublica.org/2018/10/apoiadores-de-bolsonaro-realizaram-pelo-menos-50-ataques-em-todo-o-pais/">com 50 delas partindo de bolsonaristas.</a> Este ano, tanto vítimas quanto agressores eram de todo o espectro político.&nbsp;</p>



<p>O advogado Fernando Neisser, especializado em legislação eleitoral, explica que casos de violência geralmente não são investigados como crimes eleitorais. Ele diz, ainda, que é importante observar as diferenças entre um pleito nacional, como foi o de 2018, e um municipal, como o de 2020. &#8220;As nossas eleições municipais sempre foram muito mais tumultuadas do que as eleições gerais”. Entretanto, ele avalia que “em paralelo, nós temos esse movimento de ascensão de um populismo extremista, de um discurso de ódio que eu não tenho dúvida que tem a capacidade de gerar mais atos de violência&#8221;, diz. Neisser acrescenta que talvez seja hora de se “ponderar se atos violentos com finalidade eleitoral devem vir pro guarda-chuva da justiça eleitoral como crimes eleitorais.&#8221;</p>



<p>Desta vez, os dados indicam que a violência foi mais difusa e variada. Mas o discurso do ódio esteve presente e fez vítimas.&nbsp;</p>



<p>“Eu tô com a boca toda quebrada, meu jovem. Desde o outro sábado, eu tô bastante machucado” disse, por telefone, Etevaldo Santos, ainda com dificuldade para falar. Havia menos de dez dias que ele fora agredido fisicamente na periferia de São Luís, capital do Maranhão. Etevaldo é cego e candidatou-se a vereador da cidade, sem sucesso, pelo partido Cidadania. Na véspera do primeiro turno das eleições municipais, ele fazia panfletagem em um ponto de ônibus no bairro de São Raimundo quando um homem se aproximou.&nbsp;</p>



<p>“Quando ele pegou o santinho, acho que ele viu a foto do candidato a prefeito que o partido apoia”, relata. O Cidadania apoiou a candidatura de Rubens Júnior, do PCdoB, nas eleições deste ano. “Ele começou a gritar que não votava em comunista, que o governador do Maranhão era bandido, que ele era bolsonarista, e saiu me agredindo. Eu sou cego. Ele saiu me batendo, me chutando, quebrou a minha bengala”, relata.&nbsp;</p>



<p>Ele diz ter levado socos no olho esquerdo e na boca, que causaram uma série de cortes nos lábios, por isso a dificuldade de falar. “Ele dizia: ‘Cego? Do lado de comunista?’ Ele me chutou, pegou mais na bengala do que na minha perna. Com a força do chute, eu caí”. O caso de lesão corporal dolosa está sendo investigado, mas ainda não se sabe quem foi o agressor.&nbsp;</p>



<p>“O meu partido nem é um partido comunista, é o Cidadania”, diz o ex-candidato. “Eu acho que a gente tá perdendo nosso direito de democracia, as pessoas sendo agredidas por causa de política”, lamenta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Os casos envolvendo ataques a políticos não ficaram apenas na base dos xingamentos, socos e empurrões. Também houve ocorrências graves: pelo menos 41 atentados ou tentativas de homicídio e 1 assassinato motivados por disputas políticas. Um dos mais chocantes foi em 7 de novembro e envolveu explosivos deixados na entrada da residência de Paulo Coradini, que disputou pelo PSB uma vaga à prefeitura de Governador Lindenberg, no Espírito Santo.</p>



<p>O Sudeste foi a região com mais tentativas de homicídio relacionadas a política (15) e o Rio de Janeiro, o estado recordista nesse tipo de violência, somando 6 casos apenas durante os primeiros 15 dias de novembro. Em pelo menos um deles, fica claro o envolvimento da disputa de poder ligado às milícias, que têm avançado no estado.&nbsp;</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Info-Violencia-Eleicoes-01-249x300.png">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Info-Violencia-Eleicoes-01-848x1024.png">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Info-Violencia-Eleicoes-01-848x1024.png" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<p>No dia 2 de novembro, o candidato à reeleição para o cargo de vereador do Rio de Janeiro, Jair Barbosa Tavares (Podemos), conhecido como Zico Bacana,&nbsp;foi atingido por um tiro de raspão na cabeça enquanto fazia campanha em um bar, no bairro de&nbsp;Ricardo Albuquerque, zona norte da cidade. Na ocorrência, outras quatro pessoas foram baleadas; duas morreram no local e outras duas foram internadas, segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar.&nbsp;</p>



<p>Zico Bacana é policial militar e foi citado no relatório final da CPI das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio em 2008, sendo apontado como líder de uma milícia que atuava em Guadalupe, também na zona norte da capital. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro. Zico Bacana não foi reeleito.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>As tentativas de homicídio também ocorreram em muitas cidades do Nordeste (13 casos) e do Norte (7 casos) do país.</p>



<p>Na noite de 9 de novembro, por exemplo, o prefeito e candidato à reeleição em Castanheiras, Rondônia, Alcides Zacarias Sobrinho (PSD), teve que se esgueirar na mata para salvar a própria vida.&nbsp;</p>



<p>“Chegando na sede do município, a moto se aproximou e vi que eles estavam armados”, relatou à reportagem Genivaldo Japão (DEM), candidato a vereador que estava no banco do carona, acompanhando o prefeito.</p>



<p>“Eu falei [para Alcides:] ‘eles tão armados’. Ele acelerou, ele colocou o carro na contramão, ficou na margem de uma capoeira, e embicou no mato. Rapidamente a gente desceu do carro”, relata. “Estávamos nos arrastando, era muito cipó, muito espinho. E começamos a escutar os tiros, contra o carro e contra a gente”, relembra Japão. Ele diz que, depois de se arrastarem por cerca de 20 metros, ouviram o barulho da moto acelerando em fuga.&nbsp;</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Zacarias-Sobrinho_reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas_img3-300x225.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Zacarias-Sobrinho_reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas_img3.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Zacarias-Sobrinho_reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas_img3.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Carro de Alcides Zacarias Sobrinho (PSD), prefeito de Castanheiras (RO), foi alvejado por tiros</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Segundo Japão, por volta das 22h eles acenderam seus celulares e conseguiram andar em direção à sede de uma fazenda. Lá, ligaram para a Polícia Militar. Posteriormente, registraram um boletim de ocorrência na delegacia da cidade. O caso está sob investigação e tramita em sigilo, segundo a Polícia Civil de Rondônia.&nbsp;</p>



<p>Concorrendo nas urnas como “Alcides do Som”, o candidato perdeu a disputa eleitoral. Ele ficou conhecido quando fez uma série de denúncias ao Ministério Público que resultaram na <a href="https://www.rondoniagora.com/cidades/esquema-envolvendo-vereadores-e-alvo-de-operacao-do-ministerio-publico-no-interior-de-rondonia">deflagração da Operação Hipólito</a>, montada pelo MP estadual para combater esquemas de corrupção em Castanheiras e que motivou a prisão de cinco vereadores do município em 2018.&nbsp;</p>



<p>“Para mim, é um crime de motivação política. Eles temiam que Alcides fosse reeleito e continuasse esse trabalho. Ele já vinha sendo ameaçado”, afirma Japão.&nbsp;</p>



<p>O pesquisador Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), tem acompanhado os casos de violência contra políticos desde o início de 2020. Até o primeiro turno da eleição, havia contabilizado 84 mortes e 111 agressões em 22 estados brasileiros. Pernambuco foi o que registrou maior número de mortes (13), seguido por Minas Gerais (9) e Rio de Janeiro (8).</p>



<p>Nunes conta que, durante seu levantamento, passou a perceber padrões nos atentados, como o uso de bombas caseiras, ou mesmo a estratégia de encurralar as vítimas com carros ou motos. O pesquisador ressalta que é um modo de ação semelhante ao que culminou no assassinato da vereadora Marielle Franco, também no Rio, há 982 dias sem solução.&nbsp;</p>



<p>Apenas nos primeiros 15 dias de novembro, pelo menos 14 candidatos em todo o Brasil foram alvo de atentados a tiro em que os disparos vieram de carros ou motos. A empresária Simone Sartório (Patriota), candidata à Câmara Municipal da capital fuminense, teve o carro atingido por um tiro, em Rocha Miranda, na zona norte da cidade, em 3 de novembro. Ela voltava para o comitê eleitoral quando percebeu que estava sendo seguida. Na hora em que abandonou seu carro para se refugiar em uma casa, atiraram contra ele. Simone Sartório, que não foi eleita, conseguiu sair do veículo antes dele ser atingido.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“A minha sorte é que o vidro não estava abaixado”, disse o policial militar que candidatou-se a vereador de Magé, na Baixada Fluminense, Kleyson Sodré (PSL). Ele contou à<strong> </strong>reportagem<strong> </strong>que estava voltando para casa com um amigo depois de um dia cheio de campanha quando parou em um posto de gasolina para abastecer o carro. Segundo Kleyson, um Corolla emparelhou do lado do motorista, onde ele estava, e atirou contra o veículo. “Quando eu vi a mão do cara saindo, eu me deitei”, lembra. O atentado ocorreu no dia 12 de novembro, por volta das 23h.&nbsp;</p>



<p>Poucos minutos antes, por volta das 22h30 do mesmo dia, Tom Viana (PSL), candidato à prefeitura de Búzios, na região do Lagos, sofreu um ataque a tiros na rodovia RJ-102, altura do bairro Campos Novos. Os disparos atingiram a porta e o vidro blindado – ninguém ficou ferido.&nbsp;</p>



<p>Já no interior e em estados do Norte e Nordeste, motos são mais utilizadas, em uma “dinâmica de dois caras em uma moto efetuando os disparos contra o político”, explica Pablo Nunes.&nbsp;</p>



<p>Para o pesquisador, o assassinato de um representante político “ataca o centro da democracia” e representa uma “interferência violenta em um dos pilares da democracia, que é exatamente a possibilidade de votar e ser votado”.&nbsp;</p>



<p>“Se um parlamentar ou um candidato não está seguro, nenhum de nós está”, alerta.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Violência contra mulheres&nbsp;</strong></h3>



<p>Dentre os mais de cem casos levantados, chama a atenção a maneira como mulheres foram alvo de violência de gênero – ou seja, elas sofreram violência por serem mulheres em pelo menos 8 ocasiões.&nbsp;</p>



<p>Candidata pela segunda vez, a vereadora Elizangela Altoé (PT), de Cachoeiro de Itapemirim (ES), foi agredida pelo empresário Robson Salles Gratival, dono da loja de motos ZeroKm, enquanto cumpria agenda de campanha na sexta-feira, 13 de novembro. O empresário teria a agredido verbalmente, jogado uma lata de cerveja na candidata e ainda a teria derrubado no chão. Ela registrou um boletim de ocorrência na 7º Delegacia Regional da Polícia Civil da cidade, que investiga o caso.&nbsp;</p>



<p>Em vídeo que circula pelas redes sociais, é possível ouvir o empresário chamando Elizangela de “puta”. Em entrevista à reportagem ela contou que “desde esse dia, eu parei de fazer campanha”.</p>



<p>“Fui levada para o hospital porque fiquei tonta ao bater a cabeça no chão. Não cheguei a perder todos os sentidos, não sei se foi por cair ao chão ou por todas as agressões. Quando eu estava no chão, o agressor me segurava pelo cabelo, tive machucados na mão e no braço. Fui agredida por ser mulher e por ser de esquerda, do PT”, disse.&nbsp;</p>



<p>A agressão presencial à candidata Manuela D&#8217;Ávila, que concorre à prefeitura de Porto Alegre pelo PCdoB, é ainda mais chocante porque ocorreu em pleno debate de candidatos, e presencialmente. Seu ex-noivo, Rodrigo Maroni, do PROS, que também foi candidato a prefeito da cidade, além de ofendê-la, ameaçou expor fatos de sua vida pessoal ao público. &#8220;Tu é patricinha mimada, poderia estar comprando bolsa no shopping. Se eu fosse abrir a boca, eu não acabaria com a carreira, mas com tua vida, Manuela&#8221;. Nesse contexto, a fala pode ser considerada uma ameaça de violação da intimidade feminina, crime previsto<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm">&nbsp;no artigo 7º da Lei Maria da Penha.</a>&nbsp;Em vídeo, Manuela chamou o caso de “violência política de gênero” e “violência psicológica”.&nbsp;</p>



<p>Como é praxe no Brasil, a violência contra a mulher também se somou ao racismo em pelo menos uma situação. Em um evento de campanha no dia 7 de novembro em Cariacica (ES), a candidata à vice-prefeitura Edilamara Rangel e a candidata a vereadora Kelly Kuster, ambas da Rede, foram chamadas de &#8220;criolas&#8221; por um homem não identificado depois de terem pedido que ele lhes desse passagem para subirem no carro de som. &#8220;Ele fez isso de forma gratuita, porque viu mulheres negras em cima do carro de som e achou que poderia falar qualquer coisa. Um absurdo, situações como essa não podemos aceitar. Temos que repudiar com veemência os ataques de injúria racial”, disse Edilamara em entrevista.&nbsp;</p>



<p>Em outro momento da atividade, outro homem teria gritado questionando “se não teriam roupa para lavar?”. Dois dias depois, as candidatas registraram boletim de ocorrência por injúria racial na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.</p>



<p>Sandra Carvalho, coordenadora da ONG Justiça Global, alerta que é preciso prestar especial atenção aos casos de violência política cujos alvos são mulheres e pessoas LGBTs. “Pelo que a gente documentou até agora, tudo indica que, com o maior número de mulheres e pessoas trans ocupando cargos políticos, essas pessoas estão mais vulneráveis. E a gente entende que o Brasil não tem ainda uma estrutura [para lidar com isso] – nem os partidos políticos, nem as instâncias que teriam alguma responsabilidade sobre a apuração ou medidas de prevenção estão mobilizadas nesse sentido”, destaca. No fim de setembro, a Justiça Global, em parceria com a ONG Terra de Direitos, lançou um <a href="https://terradedireitos.org.br/uploads/arquivos/24-09_DIAGRAMACAO_Violencia-Politica_FN.pdf">levantamento</a> de casos de violência política no Brasil entre janeiro de 2016 e setembro deste ano.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cumprindo a lei eleitoral</strong>&nbsp;&nbsp;</h3>



<p>Houve ainda quem tenha sido alvo de ataque porque estava tentando fazer cumprir a lei e defendendo a democracia.&nbsp;Foi o caso de um delegado de partido do PMN na cidade de Tanque D’Arca, em Alagoas. José Cícero Fernandes, que acompanhava o pleito eleitoral na única seção da cidade, no Centro de Educação Infantil Dulce Ferreira Gomes, levou um tapa do atual prefeito, Will Valença (PSD). Cícero queria evitar que o prefeito fizesse boca de urna e foi agredido. Registrou um boletim de ocorrência no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Taquarana e um escrivão da delegacia confirmou que o prefeito vai ser intimado à delegacia.&nbsp;</p>



<p>José Cícero acredita que a causa do ataque foi política. &#8220;Eu sou oposição ao prefeito, tenho me manifestado na internet. Tenho feito vídeos com críticas. E no dia da eleição eu estava trabalhando como delegado pela minha coligação&#8221;, afirmou à reportagem.&nbsp;</p>



<p>Houve também 4 casos de violência contra agentes públicos, como mesários e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral. No dia da eleição em Nova Iguaçu (RJ), um mesário voluntário chamou a atenção do candidato a vereador Felipinho Ravis, do PSC, por suspeita de boca de urna, e acabou agredido com socos e chutes por dois homens que acompanhavam o político.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Violência contra jornalistas</strong></h3>



<p>Outro caso que choca é o espancamento a um profissional de imprensa – apenas um dos 7 casos registrados pelo consórcio de veículos jornalísticos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Na sexta-feira anterior à eleição, dia 13 de novembro, o jornalista da TV Record Marcos Guedes foi espancado e ameaçado durante a apuração de uma reportagem sobre notícias falsas na disputa eleitoral de Valinhos, município localizado a 96 km de São Paulo. O motorista que o acompanhava também sofreu agressões.</p>



<p>Segundo o delegado João Alves Netto, responsável pelo inquérito sobre o caso, os principais agressores do jornalista são o policial militar Welton Rodrigo Manchila do Amaral, o <a href="https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2020/2030402020/72257/250001027920">Cabo Amaral</a> (PSD), eleito suplente de vereador em Valinhos no domingo (15/11), e Marcio Xavier Filho, que trabalhava para a campanha da então candidata <a href="https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2020/2030402020/72257/250001027199">Capitã Lucimara</a> (PSD), policial militar que acaba de conquistar o cargo de prefeita da cidade.<br><br>“Quando tomei conhecimento da situação e me deparei com ele, [o jornalista] tinha acabado de ser agredido, estava com o rosto até meio deformado de tanto inchaço na região dos olhos, estava machucado”, relatou à reportagem o delegado. Tanto o jornalista como o motorista passaram por exames de corpo de delito.</p>



<p>Todos os envolvidos estão sendo investigados por ameaça e lesão corporal.<br><br>Entidades como as associações brasileiras <a href="http://abratel.org.br/noticia/nota-de-repudio-10/">de Rádio e Televisão (Abratel)</a> e <a href="https://www.abraji.org.br/noticias/abraji-registra-ao-menos-dois-ataques-contra-jornalistas-no-domingo-da-eleicao">de Jornalismo Investigativo (Abraji)</a> e a <a href="https://fenaj.org.br/fenaj-condena-agressoes-e-ataques-de-hackers/">Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)</a> manifestaram repúdio contra a agressão sofrida por Guedes e seu motorista.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Região Nordeste </strong></h3>



<p>De acordo com o levantamento, o Nordeste foi a região mais violenta, em termos absolutos, na reta final das eleições municipais: um em cada três casos de violência política ocorreram lá. Com 8 casos, a Bahia foi o estado nordestino com maior número de ocorrências, seguida por Pernambuco e Paraíba, com 6 casos cada.&nbsp;</p>



<p>O candidato eleito à prefeitura de Santa Teresinha, na Paraíba, José Arimateia Camboim (Republicanos), foi brutalmente espancado em sua fazenda, no dia 8 de novembro. Em relato postado nas redes sociais, ele conta que estava dormindo quando, por volta das 6h da manhã, escutou gritos de “Polícia Federal” e batidas na porta. Quando atendeu ao chamado, quatro homens com armas na mão invadiram o quarto onde estava sua família e “começaram a revirar tudo”, de acordo com o político.&nbsp;</p>



<p>Arimateia lembra que, logo em seguida, os invasores começaram a espancá-lo e diziam a todo momento que queriam o dinheiro da campanha, que ele perderia a eleição e que estavam obedecendo ordens. “O alvo realmente naquele momento era eu”, afirmou. “Eles bateram sem dó.”</p>



<p>Conforme <a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2020/11/08/candidato-a-prefeito-de-santa-terezinha-pb-e-agredido-durante-assalto-em-fazenda-da-familia.ghtml">reportagem </a>do G1, dez pessoas que estavam na fazenda foram amarradas pelos homens, que levaram objetos pessoais e dinheiro. O caso foi registrado como roubo qualificado e como crime patrimonial na Delegacia de Polícia de Patos.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Pernambuco</strong></p><p>Em Pernambuco, dos seis casos de violência motivada por questões políticas, três foram tentativas de assassinato com arma de fogo, duas agressões a eleitores por partidários, e uma agressão a uma eleitora em que os suspeito da agressão é político. Todos os casos aconteceram em cidades fora da Região Metropolitana do Recife. Outro denominador comum é o silêncio de autoridades e mídias locais.</p><p>Candidato a vice-prefeito de Carpina, Diogo Prado (PSC), sofreu tentativa de assassinato na madrugada do dia 9 de novembro. O carro em que estava foi alvejado, mas ele não foi atingido porque o carro é blindado. Ele estava na BR-408, na cidade de Paudalho, próxima a Escada. O caso está sendo investigado sob sigilo, segundo a Polícia Civil de Pernambuco.</p><p>Na manhã do dia 10 de novembro, Klaus Lima (PSB), candidato a prefeito da cidade de Escada, na zona da mata de Pernambuco, levou um tiro no braço direito dentro de uma caminhonete, que também foi atingida por três disparos. Ele teria sido abordado por um homem desconhecido em uma moto, na rodovia PE-45, quando foi alvejado. Ele foi internado em hospital no Recife e se recupera do ferimento de bala. O caso também está sendo investigado sob sigilo. </p><p>Na madrugada do dia 12 de novembro, Edlázaro Ferreira, irmão do candidato a prefeito da cidade de Jurema, Branco de Geraldo (PDT), e presidente do partido na cidade, no agreste de Pernambuco, sofreu uma tentativa de assassinato com arma de fogo e agressão. Ele levou um tapa e conseguiu se esquivar dos três tiros disparados em seguida, mas um partidário foi atingido no pescoço por uma das balas.</p><p>&#8220;Oito homens fortemente armados circulavam o quarteirão da minha casa por volta de 00h30, 1h da manhã. Quando vi, voltei para o centro da cidade e pedi reforço da minha militância. Eu os pedi que se fossem autoridade se identificassem. Nesse momento um dos elementos me deu um tapa no rosto, sacou uma arma e começou a atirar&#8221;, diz Edlázaro, em um vídeo postado do instagram oficial de de seu irmão. Ao lado de Wagner, o rapaz que foi atingido por um dos tiros, ele acusa o grupo político do candidato à prefeitura de oposição, Galego (AVANTE), de ter participação no ataque. Foi registrado boletim de ocorrência na delegacia da cidade, mas este é mais um caso em que a investigação segue em sigilo.</p></blockquote>
</div></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Região Sudeste&nbsp;</strong></h3>



<p>A região Sudeste foi a segunda com maior número absoluto de casos: 32, que correspondem a 28% do total. Com 15 casos, o estado de São Paulo foi o mais violento e teve o maior número de agressões entre todos os estados do Brasil (8). No Rio de Janeiro, foi onde mais ocorreram tentativas de assassinato: foram 6 atentados de um total de 8 casos de violência.&nbsp;</p>



<p>O candidato a vereador de Guarulhos, Ricardo de Moura (PL), foi baleado à luz do dia enquanto gravava um vídeo para a sua campanha, no dia 9 de novembro. A <a href="https://agora.folha.uol.com.br/sao-paulo/2020/11/candidato-a-vereador-e-baleado-ao-vivo-em-transmissao-pela-internet-na-grande-sp-veja-video.shtml">gravação</a>, divulgada por alguns jornais, mostra o exato momento do crime. Quando Ricardo afirma “passou da hora de fazer a diferença aqui em Guarulhos”, ele leva um tiro e cai no chão, assim como seu celular. A imagem da câmera fica direcionada para o céu, mas é possível ouvir os tiros, o grito de dor e o pedido de socorro de Ricardo.&nbsp;</p>



<p>Segundo o presidente do Partido Liberal (PL) de Guarulhos, coronel Flammarion Ruiz, ele estava sozinho quando um homem de capuz e máscara fez os disparos e fugiu correndo para dentro de uma favela da região. “Foram dois tiros”, contou Ruiz à <strong>reportagem</strong>. Segundo ele, uma bala atingiu o braço, e a outra bala, a perna de Ricardo, mas nenhuma delas se alojou no corpo da vítima, que teve alta no mesmo dia depois de ser encaminhada ao Hospital Geral de Guarulhos.&nbsp;</p>



<p>“A gente não tem nenhuma pretensão de fazer alarde político, mas a gente pensa que alguma coisa diferente ocorreu, porque não levaram nem o celular, nem carteira, nem dinheiro, nem nada”, avaliou Ruiz, ao ser questionado sobre uma possível motivação política do crime. Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sendo investigado pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) do município, que instaurou Inquérito Policial. As investigações correm sob sigilo. Ricardo de Moura não venceu a eleição.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Região Norte&nbsp;</strong></h3>



<p>No Norte do país, o destaque foram os atentados ou tentativas de assassinato, que corresponderam a 7 dos 15 casos de violência política contabilizados na região pelo consórcio de veículos. No Tocantins, ocorreram 5 casos de violência, no Pará, 4, e em Rondônia, também 4.&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.oliberal.com/brasil/vereador-e-sequestrado-e-torturado-para-abandonar-campanha-1.324860">Na madrugada dia 7 de novembro,</a> o vereador Anderson Santana de Oliveira (PDT) saiu de uma reunião e dirigia sua moto para buscar seu filho na casa de um amigo, no município de Alto Paraíso (RO). O dia seguinte seria cheio: ele participaria de uma carreata em apoio a Marcos Froes (PP), candidato à prefeitura na cidade que acabou derrotado na eleição municipal do último domingo. No meio do trajeto, foi abordado por quatro homens armados e encapuzados em uma caminhonete.</p>



<p>“Eles me abordaram e queriam que eu gravasse um vídeo dizendo que eu havia desistido de apoiar a candidatura do Marcos Froes, pois ele estava com dinheiro para compra de votos vindo de alguns empresários”, disse o político em entrevista à reportagem. Ele se recusou a gravar o vídeo e foi vítima de uma sessão de tortura. Os homens o levaram até uma lavoura de soja na área rural da cidade e começaram a agredi-lo com socos, chutes e coronhadas de revólver. Também fizeram vários cortes em seu rosto e na cabeça com um facão.</p>



<p>Anderson conta que, em dado momento, sofreu uma pancada na cabeça e ficou desacordado. Foi deixado pelos agressores nas imediações do cemitério de Alto Paraíso, onde foi encontrado e levado à Unidade de Saúde da cidade. Lá, prestou depoimento às autoridades policiais. Membro do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), ele acredita que o crime teve motivações políticas. Diz também que ele e Froes representam pequenos agricultores e se opõem a grandes empresários do agronegócio local. Na semana do crime, ele já havia recebido em seu gabinete um bilhete com a mensagem: “Você conhece a frase ‘não cutuca o cão com vara curta?’.” A Polícia Civil de Rondônia informou à reportagem que o caso deve ser encaminhado para a Polícia Federal por ser tratado como crime de motivação eleitoral.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Região Sul&nbsp;</strong></h3>



<p>No Sul do país foram registrados 16 casos de violência política na primeira quinzena de novembro. Rio Grande do Sul e Paraná tiveram 6 casos cada e Santa Catarina, 4.&nbsp;</p>



<p>O candidato à p<a href="https://www.cliccamaqua.com.br/noticias/35/eleicoes-2020.html">refeitura de Encruzilhada do Sul</a>, no Rio Grande do Sul,&nbsp; Pedro Paulo dos Santos Soares (PTB), foi vítima de um ataque a tiros no dia 13 de novembro. Ele estava a trinta metros de sua residência quando um veículo que vinha na direção contrária começou a disparar contra a sua caminhonete.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Eu estava numa reunião partidária, na casa do meu vice. Estávamos em quatro ou cinco pessoas na coordenação. Jantamos, e, à meia noite, fomos para a casa. Eu moro numa chácara. A gente já vinha desconfiando, vinha sendo seguido, meus companheiros de coligação eram olhados com olhos muito carrancudos, como falamos na nossa linguagem”, relatou Pedro Soares à reportagem.&nbsp;</p>



<p>O então candidato estava sozinho e disse que seus vizinhos ouviram os disparos. “Foram três ou quatro tiros, ainda aguardamos a perícia para saber”, disse, acrescentando que se deitou na hora. “Sou um sujeito que não tem inimigos, não teria motivos para alguém me matar, a não ser político. Eu também denunciei um esquema político na câmara e na prefeitura”, contou. O caso está sendo investigado pela polícia civil e a caminhonete passou por perícia.&nbsp;&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Região Centro-Oeste&nbsp;</strong></h3>



<p>No Centro-Oeste do país, nosso levantamento identificou 13 casos de violência política. O estado com maior número de ocorrências é o Mato Grosso (6 casos), seguido por Mato Grosso do Sul (4 casos) e Goiás (3 casos).&nbsp;</p>



<p>A candidata à prefeitura de Ribas do Rio Pardo (MS) Fabiana Galvão (MDB) sofreu um atentado no dia 10 de novembro. Sua casa foi alvo de cinco tiros que acertaram o portão da garagem, o teto e o vidro traseiro do carro. “A sorte é que na hora em que começaram a atirar eu me joguei no chão. Foi tudo muito rápido. Os vizinhos escutaram e já chamaram a polícia, eu fiquei em choque”, relatou.&nbsp;&nbsp;</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Fabiana-Galvao_reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas-300x225.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Fabiana-Galvao_reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas-1024x768.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2020/11/Fabiana-Galvao_reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas-1024x768.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Fabiana Galvão (MDB), candidata à prefeitura de Ribas do Rio Pardo (MT), sofreu um atentado na porta de casa</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Segundo informações do boletim de ocorrência, os tiros foram disparados pelo passageiro do banco da frente de um carro sedan, que parou em frente à residência. Logo após fazer os disparos, o veículo foi embora. As imagens da câmera de segurança de um vizinho foram consultadas pela polícia, no entanto, ainda não há suspeitos e o carro não foi localizado. O caso foi registrado como ameaça e disparo de arma de fogo.&nbsp;</p>



<p>Em entrevista a um <a href="https://www.campograndenews.com.br/politica/para-delegado-tudo-indica-que-atentado-a-candidata-foi-ameaca-de-eleicao">veículo local</a>, o delegado responsável pelas investigações, Bruno Santacatharina, quando questionado se o atentado tem relação com a campanha eleitoral, respondeu que “tudo indica que sim”. De acordo com Fabiana, a política no município é “complicada”, com “muita agressão em redes sociais”.&nbsp;</p>



<p>“Teve algumas pessoas que me agrediram de forma pessoal em que houve um atrito forte. E eu fiquei meio assim. Acho que juntou tudo, juntou pessoal com político. Foi pra me assustar. Eram seis candidatos e eu era a única mulher. Eu comecei a campanha muito bem nas pesquisas, em segundo e terceiro lugar, de repente, na última semana, acontece isso, e aí eu recuei”, relata. Fabiana não foi eleita.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>O projeto Violência nas Eleições é realizado por uma equipe de jornalistas de nove veículos.</strong></p><p><strong>Reportagem:</strong> Alice Maciel, Anna Beatriz Anjos, Caroline Farah, Ciro Barros, Ethel Rudnitzki, José Cícero da Silva, Julia Dolce, Laura Scofield, Mariama Correia, Rafael Oliveira, Raphaela Ribeiro e Rute Pina (Agência Pública), Gabriella Soares e Rogerio Galindo (Plural), Kátia Brasil e Nicoly Ambrozio (Amazônia Real), Inara Fonseca e Paula Guimarães (Portal Catarinas), Vitória Régia (Gênero e Número), Débora Britto (Marco Zero Conteúdo), Paulo Eduardo Dias (Ponte Jornalismo),&nbsp; Liana Melo (Projeto #Colabora) e Mirella Lopes e Rafael Duarte (Agência Saiba Mais).&nbsp;&nbsp;</p><p><strong>Edição:</strong> Andrea DiP, Giulia Afiune, Marina Dias, Natalia Viana e Thiago Domenici (Agência Pública), Rogerio Galindo (Plural), Oscar Valporto (Projeto #Colabora), Rafael Duarte (Agência Saiba Mais), Amauri Gonzo (Ponte Jornalismo),&nbsp; Giulliana Bianconi (Gênero e Número), Paula Guimarães (Portal Catarinas) e Kátia Brasil (Amazônia Real).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p><strong>Coordenação:</strong> Anna Beatriz Anjos e Giulia Afiune (Agência Pública)&nbsp;</p><p><strong>Dados e infográficos: </strong>Bianca Muniz e Larissa Fernandes (Agência Pública)&nbsp;&nbsp;</p><p><strong>Artes:</strong> Débora Britto (Marco Zero Conteúdo) e Ana Clara Moscatelli (Agência Pública)</p></blockquote>
</div></div>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/">Reta final das eleições teve um caso de violência política a cada 3 horas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/reta-final-das-eleicoes-teve-um-caso-de-violencia-politica-a-cada-3-horas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ajude a mapear a violência política no Brasil!</title>
		<link>https://marcozero.org/ajude-a-mapear-a-violencia-politica-no-brasil/</link>
					<comments>https://marcozero.org/ajude-a-mapear-a-violencia-politica-no-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2020 20:43:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Política]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=32295</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tudo indica que a eleição municipal de 2020 deve ser uma das mais violentas desde a redemocratização do Brasil. Pelo menos dez candidatos foram assassinados desde setembro e quase 80 pessoas foram mortas por motivações políticas desde o início do ano. Monitorar os casos de intimidação aos eleitores é essencial para garantir eleições livres e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/ajude-a-mapear-a-violencia-politica-no-brasil/">Ajude a mapear a violência política no Brasil!</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tudo indica que a eleição municipal de 2020 deve ser uma das mais violentas desde a redemocratização do Brasil. Pelo menos <a href="https://epoca.globo.com/brasil/violencia-em-eleicoes-no-brasil-dez-candidatos-assassinados-em-58-dias-24718821">dez candidatos foram assassinados</a> desde setembro e quase <a href="https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,brasil-ja-teve-76-assassinatos-politicos-neste-ano-eleitoral,70003490922">80 pessoas foram mortas</a> por motivações políticas desde o início do ano. Monitorar os casos de intimidação aos eleitores é essencial para garantir eleições livres e democráticas. </p>



<p>Por isso, nas eleições de 2018, a Agência Pública realizou um levantamento que <a href="https://apublica.org/2018/11/violencia-eleitoral-recrudesceu-no-segundo-turno/">confirmou mais de 135 casos de agressões</a> durante as semanas que antecederam as eleições presidenciais. </p>



<p>Esse ano, a Marco Zero Conteúdo se juntou à iniciativa da Agência Pública e com mais sete organizações de jornalismo independente vamos monitorar e mapear casos de violência e coerção eleitoral que acontecerem antes e depois das eleições municipais, no próximo domingo (15). </p>



<p>Mas, para isso, precisamos da sua ajuda.&nbsp;</p>



<p>Você passou por alguma situação de violência durante a campanha ou no dia da eleição? Presenciou alguma agressão ou xingamento? Ficou sabendo de um episódio como esse pelas redes sociais ou imprensa local?&nbsp;</p>



<p>Conte sua história e nos ajude a mapear casos de violência nas eleições de 2020. Suas denúncias serão apuradas por um consórcio de meios independentes e premiados — <a href="http://apublica.org/">Agência Pública</a>, <a href="https://www.saibamais.jor.br/">Agência Saiba Mais</a>, <a href="https://amazoniareal.com.br/">Amazônia Real</a>, <a href="http://www.generonumero.media/">Gênero e Número</a>, <a href="https://marcozero.org/">Marco Zero,</a> <a href="https://www.plural.jor.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plural</a>, <a href="https://ponte.org/">Ponte Jornalismo</a>, <a href="https://catarinas.info/">Portal Catarinas</a> e <a href="https://projetocolabora.com.br/">Projeto Colabora</a>.</p>



<p>Para enviar seu relato, responda o questionário abaixo.&nbsp;</p>



<p>Se preferir, mande um email para participe@apublica.org ou uma mensagem no WhatsApp para (11) 98886-9401.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Conta para a gente se você viu algum caso de violência nas eleições 2020</strong></h3>



<p>Nós garantimos que a sua identidade será protegida e as informações que você fornecer neste questionário só serão publicadas com a sua permissão. Este é apenas um primeiro contato entre você e nossos repórteres.</p>



<!--  If possible, insert the following lines into your <head>.-->
<script>window.jQuery || document.write('<script src="//code.jquery.com/jquery-2.2.3.min.js"><\/script>')</script>
<link href="//d3q1ytufopwvkq.cloudfront.net/1/formrenderer.css" rel="stylesheet">
<script src="//d3q1ytufopwvkq.cloudfront.net/1/formrenderer.js"></script>
<!-- Insert everything below in the <body>. -->
<form data-formrenderer="">This form requires JavaScript to complete.</form>
<small style="display:inline-block;margin-top:10px;background:rgba(0,0,0,0.1);padding:5px 10px;border-radius:10px;">Powered by <a href="https://thecitybase.com/">CityBase</a>.</small>
<script>
  // Uncomment this line and set it to the CSS class that your website uses for buttons:
  // FormRenderer.BUTTON_CLASS = '';
  new FormRenderer({"project_id":"7Gj7Dt5cMgQ7JVmG"});
</script>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/ajude-a-mapear-a-violencia-politica-no-brasil/">Ajude a mapear a violência política no Brasil!</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/ajude-a-mapear-a-violencia-politica-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
