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	<title>Inácio França, Autor em Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 06 Mar 2026 21:18:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Inácio França, Autor em Marco Zero Conteúdo</title>
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	<item>
		<title>Influenciador digital vira réu por fingir ser PM para dar golpe em vítima de violência doméstica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 19:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[influenciador digital]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O influenciador digital pernambucano conhecido por Emerson Freitas, 26 anos, foi investigado por fingir ser policial militar para aplicar um golpe contra uma mulher vítima de violência doméstica e protegida por uma medida protetiva. Indiciado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil de Pernambuco, teve suas conversas com a vítima gravadas pela mulher, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O influenciador digital pernambucano conhecido por Emerson Freitas, 26 anos, foi investigado por fingir ser policial militar para aplicar um golpe contra uma mulher vítima de violência doméstica e protegida por uma medida protetiva. Indiciado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil de Pernambuco, teve suas conversas com a vítima gravadas pela mulher, o que foi fundamental para subsidiar a investigação e fazer com que a Justiça aceitasse a denúncia do Ministério Público estadual (MPPE). A <strong>Marco Zero</strong> teve acesso aos áudios.</p>



<p>De acordo com informações do processo judicial, que é público, na abordagem à vítima, Emerson teria se apresentado como “sargento Emerson, da Casa Civil e homem de confiança da governadora (Raquel Lyra) e da vice (Priscila Krause)”, depois ele admitiu em depoimento que não tinha qualquer relação com as duas. Em outro momento, disse também que era o “caveira 015” do Bope, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado.</p>



<p>Inicialmente, a mulher pensou que poderia se tratar de um policial corrupto e passou a gravar os diálogos. Após uma pesquisa na internet, viu que &#8211; na verdade &#8211; o homem era um influenciador digital que mantinha um perfil nas redes sociais de estilo policialesco, à época com quase 80 mil seguidores.</p>



<p>O resultado da busca também mostrou uma matéria, publicada em um portal em outubro do ano anterior, que dizia no título: “Emerson Freitas, liderança na fiscalização da segurança pública, é um nome forte da direita para 2024 no Recife”. A foto que acompanhava o texto era de Emerson ladeado pelos deputados Alberto Feitosa e Coronel Meira, ambos do PL.</p>



<p>A vítima, então, gravou a segunda investida do falso policial. Em seguida, procurou o GOE, apresentou os áudios e formalizou a denúncia. Isso aconteceu em maio de 2023.</p>



<p>Durante as diligências da Polícia Civil, uma busca autorizada judicialmente no endereço do então investigado, na zona norte do Recife, reuniu uma lista de itens apreendidos, como munições de uso restrito, um distintivo policial, um gorro da Polícia Militar, dois coldres e um par de algemas. Emerson não estava em casa no momento do cumprimento do mandado. Uma vizinha do influenciador digital foi convidada pela equipe do GOE a acompanhar as buscas e serviu de testemunha.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/03/Emerson-auto.jpeg" alt="A imagem mostra a fotografia de um documento oficial impresso, com o título indicando “Operações Especiais – GOE”, localizado na Avenida Odete Monteiro, em Recife (PE). O texto relata a realização de uma busca minuciosa em um imóvel, com base no Art. 245, § 7º do Código de Processo Penal, descrevendo uma lista numerada de itens arrecadados e depositados. Entre os objetos listados estão munições de calibres .40 e 9mm, uma capa para colete balístico, coldres, um gorro verde com identificação da Polícia Militar, uma algema, um distintivo da Polícia Militar, crachás institucionais (incluindo de gabinete de vereador e da Assembleia Legislativa de Pernambuco), uma cópia de RG em nome de Emerson Jhuan Pereira do Nascimento, além de envelopes contendo certificados de aplausos destinados a policiais militares e documentos diversos, como termo de depoimento, procuração e mandado de intimação. O documento aparenta ser parte de um registro formal de apreensão de materiais." class="" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Trecho do inquérito do GOE
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Reprodução</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A investigação teve desdobramentos. Atualmente, Emerson Jhuan Pereira do Nascimento consta como réu. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de Pernambuco contra ele por estelionato consumado, falsidade ideológica e uso de documento falso.</p>



<p>O influenciador digital apresenta-se nas redes como “repórter investigativo”, mas ainda é estudante de Jornalismo em uma faculdade privada no Recife. Ele também responderá pelo crime previsto no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento: possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização, no interior de sua residência.</p>



<p>A juíza titular da 17ª Vara Criminal da Capital, Ana Maria da Silva, determinou que Emerson fosse notificado da ação penal no dia 15 de dezembro passado. Quinze dias depois, o influenciador digital anunciou em vídeo que é pré-candidato a deputado estadual nas eleições deste ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como foi a investigação do GOE</h2>



<p>Em abril de 2023, o 190 foi acionado para atender um chamado de possível descumprimento da Lei Maria da Penha em um endereço no centro do Recife. Ao local da ocorrência, na companhia de policiais militares fardados, chega um homem que vestia calça jeans, camisa preta, distintivo no pescoço e armamento na cintura à mostra. Identificou-se à mulher protegida por medida protetiva como “Sargento Emerson Freitas, da Casa Civil”.</p>



<p>O depoimento da vítima foi corroborado pelo trabalho do GOE, com a anexação, inclusive, de imagens de câmeras de segurança que comprovam que o influenciador digital, com distintivo no pescoço, seguiu em viatura caracterizada da Polícia Militar do local da ocorrência à Delegacia da Mulher de Santo Amaro, área central do Recife, para onde a mulher e o ex-companheiro foram levados.</p>



<p>Lá, o delegado Marco Fidelis interpretou que não houve quebra da medida protetiva, determinou “outras providências” e o ex-marido foi liberado.</p>



<p>No dia seguinte, de acordo com informações reunidas no inquérito, o falso policial procurou a mulher e disse que havia descoberto um plano do ex-marido para matá-la. Na versão contada por Emerson, o ex-marido havia contratado um matador profissional por R$ 90 mil para a execução.</p>



<p>De acordo com o depoimento da vítima ao delegado Ivaldo Pereira Santiago, é a partir daí que tem início o processo de extorsão para que, em troca de vantagem pretendida, o falso policial sustasse o plano de encomenda da morte da mulher.</p>



<p>“O que a senhora pode fazer para ajudar a gente, pra gente continuar, pra gente lhe ajudar…”, diz Emerson, em um trecho do diálogo que acabou gravado sem que ele soubesse.</p>



<p>“Eu estou fazendo um trabalho de intermediário, porque sei que ele (o ex-marido) está avançando… ele está com arma, é um cabrito, os meninos deram a ele”. As gravações das duas conversas do falso policial com a vítima somam 37 minutos.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Áudios - Reportagem - Emerson Freitas" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/lS7iqZJGU5s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Réu, mas ainda não localizado pela Justiça</strong></h2>



<p>O influenciador já é formalmente réu, mas &#8211; até a publicação desta reportagem &#8211; não havia sido notificado pela Justiça estadual para tomar conhecimento formal da ação penal. Só quando isso ocorrer é que começam a contar os prazos do processo.</p>



<p>Por duas vezes, um representante da Justiça de Pernambuco foi ao endereço conhecido de Emerson, mas não conseguiu encontrá-lo.</p>



<p>Tanto no dia 19 de dezembro, uma sexta-feira, às 7h45, quanto no dia 10 de janeiro, um sábado, por volta das 16h, um oficial de justiça &#8211; sem sucesso &#8211; foi até o endereço informado como sendo o de Emerson Jhuan, em Casa Amarela, na zona norte do Recife. É o mesmo endereço onde a equipe do GOE cumpriu mandado de busca e apreensão.</p>



<p>Nas redes sociais, porém, Emerson segue ativo. Faz publicações cotidianamente em locais de ocorrência e entrada de delegacias.</p>



<p>Emerson esteve presente, por exemplo, na entrevista coletiva que o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, concedeu à imprensa no final de janeiro. Na ocasião, o auxiliar da governadora Raquel Lyra (PSD) apresentou justificativas para a divulgação pela TV Record de que uma equipe da Polícia Civil monitorava um secretário do prefeito do Recife, João Campos (PSB).</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/03/Emerson-citacao.jpeg" alt="A imagem mostra um documento oficial do Tribunal de Justiça de Pernambuco, com o cabeçalho “Poder Judiciário” e o título “Certidão ID 226032947” centralizado na página. O texto certifica que a oficial de Justiça Ilana Costa informou ter comparecido, em duas datas e horários específicos (19 de dezembro de 2025 e 10 de janeiro de 2026), ao endereço indicado para citar Emerson Jhuan Pereira do Nascimento, mas deixou de realizar a citação porque ninguém atendeu aos chamados e o imóvel, descrito como um edifício residencial no formato caixão e sem portaria ou caixa de correios, dificultou a diligência. A certidão registra que o expediente é devolvido para novas providências e encerra com a afirmação de veracidade, local e data (Recife, 13 de janeiro de 2025), além da identificação e matrícula da oficial de Justiça." class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Trecho do processo que corre na Justiça de Pernambuco
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Reprodução</span>
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                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">Muitas mentiras</h3>



<p>Na sede do GOE, acompanhado do advogado e diante do delegado Ivaldo Pereira, o influenciador digital admitiu tanto ter procurado a mulher no dia seguinte ao episódio na delegacia de Santo Amaro para falar do suposto plano de execução quanto ter lhe contado cinco mentiras, ao menos. Ele disse ainda que “não exigiu nenhum valor fixo” da vítima, mas admitiu que “pediu uma ajuda”.</p>



<p>No processo, as páginas da transcrição do interrogatório confirmam que Emerson Jhuan “admite que criou uma história de que ela estaria em perigo de vida, mas tudo com o intuito de se aproximar sentimentalmente da mesma”.</p>



<p>Algumas linhas abaixo, ele dá mais detalhes da narrativa que inventou: “&#8230;havia descoberto um plano do marido contra a vida dela e que gostaria de oferecer proteção a sua vida (&#8230;) queria que a vítima sempre solicitasse a sua presença física para fazer sua ‘segurança’, sempre com intuito de estar perto dela; que toda a história contada é inverídica”.</p>



<p>Ele também confessou que, para impressionar o alvo, “mentiu quando falou que estaria de serviço” do trabalho como policial militar. Mentiu também quando falou que trabalhou por sete anos no Batalhão de Trânsito e quando disse que era “caveira”.</p>



<p>Sobre as munições de uso restrito apreendidas em sua residência, Emerson disse que “acredita que esqueceu no bolso após ter frequentado algum stand de arma de fogo”. Em relação aos demais itens policiais apreendidos, Emerson respondeu que havia comprado na &#8220;feira do troca&#8221; e que eles seriam para “gravar vídeos de personagens policiais”.</p>



<p>Sobre o distintivo que aparece usando nas imagens de câmera de segurança anexadas ao inquérito, conforme atestou a vítima em depoimento, o influenciador digital disse que o achou descartado no lixo.</p>



<p>Emerson disse à polícia que não anda armado, mas que já teve um armamento de <em>airsoft</em> (umjogo onde os jogadores participam de simulações de operações policiais ou militares com armas de pressão que atiram projéteis plásticos). O influenciador digital também admitiu que não tem relação de confiança com a governadora, nem com a vice-governadora. Ao fim do depoimento, ele disse que está sofrendo perseguição política por causa do seu “trabalho investigativo”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8220;Arrependido&#8221;</h3>



<p>Emerson Jhuan atendeu ao pedido da equipe de reportagem para se posicionar em relação à decisão da Justiça de levá-lo a julgamento. Ele confirmou a sequência de fatos verificados na investigação do GOE, mas diz que está de “cabeça erguida” porque se arrependeu do que fez.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leia abaixo a íntegra da resposta enviada pelo influenciador digital:</li>
</ul>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p>&#8220;Agradeço contato e, sobretudo, pelo respeito ao direito à ampla resposta, princípio fundamental para o exercício responsável do jornalismo.</p>
<p>Sobre a conclusão do inquérito conduzido pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) e seu desdobramento em ação penal, recebo com naturalidade e de cabeça erguida, ciente das minhas responsabilidades e preparado para assumir as consequências dos meus atos. Em nenhum momento neguei os fatos constantes nos autos, até porque houve, de minha parte, arrependimento sincero. Inclusive, já tive a oportunidade de pedir desculpas à vítima, o que fiz de forma direta e respeitosa.</p>
<p>Em relação às tentativas de notificação, esclareço que, embora eu não resida mais no endereço anteriormente informado, continuo tendo vínculo com o imóvel e recebo correspondências normalmente. Além disso, meu endereço atual e os contatos dos meus advogados estão devidamente disponibilizados à Justiça, e já fui intimado em outras ocasiões, tanto por meio eletrônico quanto presencialmente. Por isso, coloco-me, como sempre estive, à disposição para todos os esclarecimentos necessários.</p>
<p>Agradeço novamente pela oportunidade de me manifestar.&#8221;</p>
	</div>



<p></p>



<p><br></p>



<p></p>
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			</item>
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		<title>Empresários apagam vídeos das bandas da &#8220;farra dos cachês&#8221; no Carnaval de Olinda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 18:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[a farra dos cachês]]></category>
		<category><![CDATA[cachês do carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval de Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura de Olinda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vídeos que comprovam a realização dos shows das bandas e dos cantores de pouca expressão que receberam cachês de valores elevados no Carnaval de Olinda em 2025 já não estão disponíveis no YouTube. As peças começaram a ser retiradas do ar no início da tarde desta segunda-feira, 9 de fevereiro, horas após a reportagem sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vídeos que comprovam a realização dos shows das bandas e dos cantores de pouca expressão que receberam <a href="https://marcozero.org/a-farra-dos-caches-do-carnaval-de-olinda-na-gestao-de-mirella/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cachês de valores elevados no Carnaval de Olinda em 2025</a> já não estão disponíveis no YouTube. As peças começaram a ser retiradas do ar no início da tarde desta segunda-feira, 9 de fevereiro, horas após a reportagem sobre a farra dos cachês, publicada pela <strong>Marco Zero</strong>. A <strong>MZ</strong>, no entanto, baixou e salvou a maioria dos filmes e fez um compilado dos &#8220;melhores momentos&#8221;. Confira:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Compilado shows (Reportagem Farra dos Cachês)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/IlYsLYhzT8U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><br><br>Os primeiros vídeos a serem retirados foram do cantor Maurinho e banda, que tinha as imagens de suas apresentações postadas na página da empresa M. Lira Produções. Maurinho recebeu R$ 120 mil em cachê por três shows em Rio Doce. Dois deles foram em festas promovidas por blocos e outro no polo oficial da prefeitura. Para efeitos de comparação, a tradicional Pitombeira dos Quatro Cantos recebeu R$ 123 mil por vários desfiles ao longo de todo o ano de 2025.</p>



<p>A M. Lira pertence ao empresário Marcos Pinheiro de Lira Júnior. De acordo com o site <a href="https://tomeconta.tcepe.tc.br/fornecedor/?cpfCnpj=13444210000110&amp;nomeFornecedor=M%20LIRA%20PRODUCOES%20LTDA&amp;tipoCredorPessoa=2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tome Conta</a>, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), a produtora forneceu camisetas para um festival de teatro patrocinado pela prefeitura em 2012, mas só voltou a prestar serviços para o poder público em Pernambuco em 2024. A empresa participou de 17 licitações em Pernambuco, gerando em seu favor 24 empenhos municipais das prefeituras de Goiana, Gravatá, Jucati e Olinda, além de outros quatro empenhos emitidos pelo Governo do Estado.</p>



<p>Em 2025, a prefeitura de Olinda emitiu 11 empenhos em favor desse CNPJ, dos quais nove foram efetivamente pagos, todos direcionados para fazer pagamentos a atrações do Carnaval: Rabo da Gata, Pegada Prime e o já mencionado Maurinho.</p>



<p>À noite, foram retirados os vídeos da banda Arreda e Dance, que tocou cinco vezes no último Carnaval, a um cachê de R$ 50 mil para cada apresentação, totalizando R$ 250 mil pagos com verba pública. Todos os shows tinham comprovação publicada no Youtube. Em contato com o produtor da banda, a reportagem questionou quanto seria o cachê para uma suposta festa particular. Recebeu como resposta a informação que seria entre R$ 5 mil e R$ 6 mil.</p>



<p>De acordo com o <a href="https://tomeconta.tcepe.tc.br/fornecedor/?cpfCnpj=36486990000167&amp;nomeFornecedor=BRENO%20NASCIMENTO%20DE%20ANDRADE%20PRODUCOES&amp;tipoCredorPessoa=2">site do TCE</a>, a produtora da Arreda e Dance, a AO Produções, foi beneficiária de 25 empenhos de duas prefeituras, todos no ano de 2025. Desse total, 14 empenhos são da prefeitura de Goiana e 11, de Olinda. Entre os empenhos de Olinda, cinco foram pagos e seis deles acabaram sendo anulados e substituídos em seguida pelos outros que foram efetivamente pagos, tendo como objetivo o pagamento das bandas Amarula e Forrozão Arreda e Dance.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/a-farra-dos-caches-do-carnaval-de-olinda-na-gestao-de-mirella/" class="titulo">A farra dos cachês do Carnaval de Olinda na gestão de Mirella</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/cultura/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Cultura</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">&#8220;Não tenho nada a ver com Mirella e Lupércio&#8221;</h2>



<p>A AO Produções, junto com outras três empresas cujas bandas foram beneficiadas por contratos com cachês no valor em torno de R$ 50 mil por apresentação, dividem o mesmo endereço, o número 1000 da rua Maria Luiza da Silva, em Igarassu, Região Metropolitana do Recife.</p>



<p>De acordo com o empresário Anderson Oliveira, pai do responsável jurídico pela produtora, o jovem Breno Nascimento de Andrade, as bandas Amarula e Arreda e Dance apenas cumpriram aquilo que dizia o edital da prefeitura. Segundo ele, seu maior desconforto com a publicação da reportagem &#8220;foi ver meu nome como se eu estivesse metido com Mirella e Lupércio, pois eu nem gosto desses dois, não tenho nada a ver com essa mulher e esse homem. Politicamente para mim é péssimo vocês terem me colocado junto com esses dois&#8221;. Anderson diz ser comunista, do PCdoB, há 25 anos.</p>



<p>Segundo o empresário, sua empresa ainda tem dinheiro a receber da prefeitura de Olinda. Realmente, de acordo com o Tome Conta, um empenho de R$ 50 mil relativo a um show da banda Amarula aparece como liquidado, mas com o pagamento ainda em aberto. Questionado diretamente pela <strong>MZ</strong> se teve de dividir o valor dos cachês com algum vereador ou gestor municipal de Olinda, ele negou: &#8220;não trabalho com isso, não&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8220;Trabalhismo e profissionalismo&#8221;</h3>



<p>A única artista citada na reportagem que entrou em contato com a <strong>Marco Zero</strong> foi a cantora Natália Rosa. Agenciada pela MSC Promoções, ela tem 24,5 mil seguidores em seu perfil de Instagram. Segundo o portal da transparência da Prefeitura de Olinda e o <a href="https://tomeconta.tcepe.tc.br/fornecedor/?cpfCnpj=47534968000161&amp;nomeFornecedor=MSC%20PROMOCOES%20LTDA&amp;tipoCredorPessoa=2">portal do TCE</a>, ela fez dois shows no Carnaval 2025 com cachês de R$ 70 mil cada, recebendo, portanto, R$ 140 mil da gestão. As apresentações foram nos blocos Rainha e Urso do Pote de Ouro.</p>



<p>De acordo com sua assessoria de imprensa, “o cachê atualmente praticado pela artista Natalia Rosa é fruto de um processo contínuo de construção de carreira, pautado pelo trabalho, profissionalismo e investimento em divulgação e posicionamento artístico”.</p>



<p>Com presença em programas de televisão em Pernambuco e na Paraíba, “além de citações e matérias publicadas na Folha de Pernambuco”, ela teria – sempre de acordo com a assessoria -, conquistado um “histórico de visibilidade, aliado ao crescimento do público e à consolidação de sua atuação no mercado musical, compõe critérios objetivos e legítimos para a definição de cachê, conforme as práticas adotadas no setor cultural”.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/empresarios-apagam-videos-das-bandas-da-farra-dos-caches-de-olinda/">Empresários apagam vídeos das bandas da &#8220;farra dos cachês&#8221; no Carnaval de Olinda</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sem imigrantes a economia pararia”, diz chef português ao criticar voto dos imigrantes portugueses do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 17:43:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições em Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[extrema direita]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[imigrantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na condição de &#8220;delegado eleitoral&#8221; voluntário, o empresário e chef de cozinha Jaime Fernandes Alves passou dois dias inteiros acompanhando a movimentação dos seus conterrâneos que foram votar para presidente no consulado português no bairro de Boa Viagem. Na noite do domingo, 18 de janeiro, ele foi tomado por um misto de vergonha e indignação com o resultado da [&#8230;]</p>
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<p>Na condição de &#8220;delegado eleitoral&#8221; voluntário, o empresário e <em>chef</em> de cozinha Jaime Fernandes Alves passou dois dias inteiros acompanhando a movimentação dos seus conterrâneos que foram votar para presidente no consulado português no bairro de Boa Viagem. Na noite do domingo, 18 de janeiro, ele foi tomado por um misto de vergonha e indignação com o resultado da urna do Recife: o candidato da extrema direita que baseia sua campanha atacando os imigrantes em Portugal, André Ventura, teve 49,6% dos votos dos 260 eleitores portugueses que vivem na região e se dispuseram a votar — a abstenção ultrapassou os 95%.</p>



<p>Veja os resultados completos<a href="https://www.rtp.pt/eleicoes/presidenciais-resultados/2026/regiao-america/pais-brasil/consulado-recife/920306#resultados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p>Na véspera do segundo turno, previsto para acontecer no próximo domingo, 8 de fevereiro, Alves retornará ao consulado de seu país para votar no candidato da centro-esquerda, Antônio José Seguro, que aparece à frente das pesquisas em Portugal com uma vantagem confortável. No entanto, ele não acredita que o cenário de apatia irá mudar. &#8220;A reação possível é a do voto útil. Antônio José Seguro, <strong>que</strong> é filiado ao Partido Socialista mesmo não sendo um homem da esquerda, recebeu os votos de parte da direita séria e civilizada que existe em Portugal e receberá o voto útil tanto da esquerda, como o meu, que não quer a extrema direita de volta ao poder&#8221;, especula o <em>chef</em>.</p>



<p>Jaime Alves revela o motivo de sua indignação. &#8220;Não há razão nenhuma para hoje sermos contra os imigrantes. Portugal foi sempre um país de emigração. Nos vários países do mundo existem mais de 4 milhões de imigrantes portugueses espalhados, o que representa 40% da população que vive em Portugal, um país que vive, essencialmente, do turismo e das entradas de receitas enviadas pelos trabalhadores emigrantes portugueses&#8221;.</p>



<p>Segundo ele, mesmo quando esses emigrantes retornam para a terra natal depois de aposentados, a economia portuguesa é diretamente beneficiada: quem regressa &#8220;do Canadá, da Suíça, da França e de muitos outros lugares, como Luxemburgo e Bélgica, volta recebendo as suas grandes aposentadorias, cinco a seis vezes maiores do que as aposentadorias de Portugal. Isso gera entradas de dinheiro fabulosas todos os dias nos cofres daquele país&#8221;.</p>



<p>Esta é uma realidade que ele conhece bem, pois passou a maior parte de sua vida em terras estrangeiras. Antes de migrar para o Brasil em 2009, ano em que abriu um restaurante de comida lusitana em Olinda, ele vivia na cidade<strong>de</strong>Nanterre, vizinha a Paris, onde também era dono de um restaurante. &#8220;Emigrei pela primeira vez aos 11 anos. Fui morar com meus avós e trabalhar como garçom numa taverna no norte da Espanha, pois o salário que se pagava a uma criança na Espanha era maior do que um salário de adulto em Portugal na época da ditadura de Salazar&#8221;. Antônio Salazar, inspirador de André Ventura e do seu partido, o Chega, governou o país por 36 anos, de 1932 a 1968.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/como-brasileiros-que-vivem-em-portugal-alimentam-o-racismo-xenofobia/" class="titulo">Como brasileiros que vivem em Portugal alimentam o racismo, a xenofobia e o desprezo a imigrantes pobres</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/raca/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Raça</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p><strong>Imigrantes levam a culpa pelo insucesso alheio</strong></p>



<p>Em seu contato com os eleitores de Ventura que vivem em Pernambuco, Alves costuma ouvir frases como &#8220;os ciganos têm mais regalias que os portugueses&#8221;, &#8220;Portugal está uma bandalheira por causa dos muçulmanos&#8221; ou &#8220;os hospitais agora só curam os imigrantes&#8221;. Não é à toa que um dos slogans do Chega é &#8220;Portugal não é Bangladesh&#8221;.</p>



<p>Jaime Alves é implacável ao interpretar esse tipo de reação dos eleitores de direita: &#8220;as pessoas não conseguem admitir os próprios erros ou as verdadeiras causas de suas frustrações, então culpam os imigrantes pelo próprio insucesso. Culpam ciganos porque não entendem que foram as decisões dos políticos que elegeram que estão entregando os serviços médicos para o setor privado, e que empresários só têm interesse no lucro e não na saúde das pessoas&#8221;.</p>



<p>Ele conta que os ciganos estão há 300 anos em Portugal, então são portugueses, mas continuam sendo vítimas de preconceito se são pobres. &#8220;Quando o cigano é dono de joalheria, não é discriminado, é visto como português. O jogador<a href="https://rumores.pt/ricardo-quaresma-reage-de-forma-inesperada-a-vitoria-de-antonio-jose-seguro-nas-presidenciais/189693/"> Ricardo Quaresma</a>, por exemplo, jogava no Sporting e na seleção portuguesa, mas ninguém o chamava de jogador cigano, e sim de atleta português&#8221;. Quaresma, aliás, decidiu participar ativamente da campanha eleitoral pedindo votos contra Ventura.</p>



<p>O <em>chef</em> português também acredita que os interesses financeiros impedem que os políticos e parte da sociedade portuguesa apontem os dedos para os verdadeiros responsáveis pelo aumento da violência em seu país. &#8220;Nada dizem sobre os grupos armados brasileiros do PCC e do Comando Vermelho que estão se instalando nos subúrbios das cidades portuguesas. E sabe por que nada dizem? Porque esses grupos armados estão financiando campanhas eleitorais e empreendimentos privados para lavar dinheiro&#8221;, acusa.</p>



<p>E por falar em dinheiro, as contribuições previdenciárias dos trabalhadores imigrantes garantem o pagamento de <a href="https://www.publico.pt/2024/11/20/publico-brasil/noticia/imigrantes-garantem-recursos-pagamento-17-aposentadorias-portugal-2112695" target="_blank" rel="noreferrer noopener">17% das aposentadorias</a> de portugueses. Só os brasileiros deixam o equivalente a <a href="https://oglobo.globo.com/blogs/portugal-giro/post/2026/02/brasileiros-pagam-a-previdencia-r-31-bi-e-desmentem-ultradireita-em-portugal.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">R$ 31 bilhões</a> no sistema de seguridade social de Portugal. Alves recorda esses fatos ao mencionar o constrangimento que o extremista Ventura enfrentou nesta última semana de campanha ao visitar uma área agrícola atingida pelas tempestades que provocaram estragos em, pelo menos, 69 municípios portugueses.</p>



<p>&#8220;Vi hoje um vídeo do Ventura indo visitar uma empresa, agora na campanha, e o diretor da empresa foi ao encontro dele e disse &#8216;queria lhe comunicar que aqui nesta empresa todos os funcionários são imigrantes, são estrangeiros, só um é que não é, só tem um que não é, que é um engenheiro. E do resto, de todos os imigrantes, Portugal não vive hoje sem imigração&#8217;. É isso mesmo, sem os imigrantes a economia pararia, ficaria um caos&#8221;, contou Alves.</p>



<p>O episódio citado pelo <em>chef</em> aconteceu numa região chamada Torres Vedras, onde <a href="https://www.noticiasaominuto.com/politica/2932226/no-oeste-ventura-ouve-nos-dependemos-100-de-mao-de-obra-estrangeira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o empresário Paulo Maria</a> o confrontou durante um evento de campanha junto a empresários da região. No mesmo dia, o governo de centro-direita anunciou que, por falta de mão de obra na construção civil, teria de abrir &#8220;vias de entrada&#8221; para <a href="https://eco.sapo.pt/2026/02/04/governo-vai-ter-de-abrir-via-de-entrada-de-trabalhadores-para-reconstrucao-imigrantes-claro-diz-marcelo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais imigrantes trabalharem na reconstrução</a> nas áreas atingidas pelas tempestades.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Em maio de 2019, a Marco Zero entrevistou André Ventura, que se apresentava como o Bolsonaro de Portugal:</strong></li>
</ul>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/conheca-andre-ventura-o-bolsoluso-que-disputa-as-eleicoes-na-europa/" class="titulo">Conheça André Ventura, o &#8220;Bolsoluso&#8221; que disputa as eleições na Europa</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/democracia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Democracia</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

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		<item>
		<title>Com sucesso de O Agente Secreto, Mate Brasília lança camisa inspirada em ícone dos anos 1970</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 14:36:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[centro do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[Chá Mate Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[O Agente Secreto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo a badalação em torno do filme O Agente Secreto atingiu diretamente o Mate Brasília, que, encravado no decadente centro do Recife, se tornou a última lanchonete de rua da cidade a servir chá mate para sua fiel clientela e teve a história contada pela Marco Zero em dezembro de 2024. Para aproveitar a maré [&#8230;]</p>
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<p>Todo a badalação em torno do filme <em>O Agente Secreto</em> atingiu diretamente o Mate Brasília, que, encravado no decadente centro do Recife, se tornou a última lanchonete de rua da cidade a servir chá mate para sua fiel clientela e teve a<a href="https://marcozero.org/o-ultimo-cha-mate-das-ruas-do-recife/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> história contada pela Marco Zero</a> em dezembro de 2024. Para aproveitar a maré positiva, encorpada pela dupla premiação no Globo de Ouro, os comerciantes José e Paulo Pinheiro acabam de lançar uma camisa inspirada numa das marcas registrada do estabelecimento, a antiga tabela de preços dos anos 1970.</p>



<p>“É um experimento, encomendei apenas 50 camisas. Por enquanto, os amigos demonstraram interesse, mas os clientes ainda não”, explica Paulo, um dos filhos de Manoel Pinheiro da Silva, o homem que fundou a lanchonete em 1984. As vendas só devem começar no sábado, dia 24 de janeiro, data em que vai acontecer um <em>tour </em>pelas locações do filme no centro do Recife. “Deve concentrar um público grande”, acredita. Ele agora está com os dedos cruzados, torcendo para que a estamparia não atrase: “ficaram de entregar as camisas prontas no dia 23”.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:44% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="533" height="799" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/mate-camisa-2.jpg" alt="" class="wp-image-74144 size-full" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/mate-camisa-2.jpg 533w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/mate-camisa-2-200x300.jpg 200w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/mate-camisa-2-150x225.jpg 150w" sizes="(max-width: 533px) 100vw, 533px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Se o resultado da experiência for positivo, Paulo pretende tirar do papel outro projeto um pouco mais audacioso: alugar a loja ao lado, fechada há alguns meses, para vender suvernires. “A ideia é lançar outros modelos de camisas, copos, xícaras e <em>ecobags</em>, por exemplo. Mas, por enquanto, isso é só uma ideia”. No momento em que deu a entrevista para a MZ, ele sequer tinha tido tempo de falar sobre o assunto com seu irmão, José Suevânio, que assumiu a operação diária do Mate desde a morte do pai.</p>
</div></div>



<p></p>



<p>De acordo com Paulo, o sucesso do filme e a série de matérias jornalísticas sobre a lanchonete está se refletindo nas vendas das bebidas e lanches: “aumentou o movimento, atraiu de volta clientes antigos e trouxe vários novos”.</p>



<p>O radialista Ruy Sarinho diz estar enquadrado em uma dessas categorias. “Eu era cliente do antigo Dunga Mate quando ainda funcionava na rua Nova, depois passei a tomar o mate no Brasília, com seu Manoel, mas nem sabia que ele ainda existia”, assegura, contando que saiu de Candeias, onde mora, nesta quarta-feira, 14 de janeiro, só para tomar o mate misto, com leite e limão. “O sabor reativou velhas memórias afetivas. Foi mais do que um lanche, me emocionei já no primeiro gole”. </p>



<p>Dunga Mate, aliás, é o nome com o qual o diretor Kléber Mendonça Filho batizou a lanchonete no longa-metragem.</p>



<p>As camisas vão custar R$ 85,00, mas só serão vendidas no local, na rua Alarico Bezerra, junto da praça do Sebo, nos dias 24 e 31 de janeiro, data do segundo <em>tour </em>pelas locações de <em>O Agente Secreto</em>.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/mate-camisa-1-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/mate-camisa-1.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/01/mate-camisa-1.jpg" alt="&#x1f4cb; A imagem mostra uma placa de cardápio fixada no teto de um estabelecimento simples, possivelmente uma lanchonete ou bar. A placa é preta com letras brancas e amarelas, organizadas em duas seções: “SANDUÍCHES” e “BEBIDAS”. Os itens incluem misto quente, cachorro-quente, pão com ovo, refrigerante, água com e sem gás, sucos, cervejas em diferentes tamanhos e garrafas de refrigerante. Os preços estão em reais e variam entre R$ 1,88 e R$ 13,00. Um ventilador de teto aparece ao lado da placa, reforçando o ambiente informal e funcional do local." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	<p>O post <a href="https://marcozero.org/sucesso-agente-secreto-mate-brasilia-lanca-camisa-icone-anos-1970/">Com sucesso de O Agente Secreto, Mate Brasília lança camisa inspirada em ícone dos anos 1970</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<item>
		<title>A peleja da agricultura familiar contra os salgadinhos e sucos de caixinha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 17:31:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos saudáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Sabiá]]></category>
		<category><![CDATA[Cumaru]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Ater NE]]></category>
		<category><![CDATA[ultraprocessados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É hora da merenda na escola rural do Sítio Campos Novos, zona rural de Cumaru. Por alguns minutos, os 14 alunos deixam a sala de aula climatizada e seguem para o refeitório junto à cozinha, onde uma refeição com galinha guisada, macarrão e feijão-mulatinho acaba de ficar pronta. Três meninos, no entanto, recusam o que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É hora da merenda na escola rural do Sítio Campos Novos, zona rural de Cumaru. Por alguns minutos, os 14 alunos deixam a sala de aula climatizada e seguem para o refeitório junto à cozinha, onde uma refeição com galinha guisada, macarrão e feijão-mulatinho acaba de ficar pronta.</p>



<p>Três meninos, no entanto, recusam o que é servido, preferindo “lanchar” aquilo que trouxeram numa bolsa: sódio, gordura e açúcar em forma de salgadinhos industrializados em pacotes coloridos e suco ou achocolatado de caixinha.</p>



<p>Em Cumaru, a comida servida na escola é a merenda propriamente dita. O que os meninos levam de casa é chamado de lanche.</p>



<p>A princípio, a coordenadora da escola e as nutricionistas da secretaria municipal de Educação ficaram sem jeito, afinal a equipe da Marco Zero estava ali na manhã daquela terça-feira de dezembro para conhecer e fotografar a merenda saudável da rede municipal de ensino de Cumaru.</p>



<p>Pouco depois, mais à vontade, a coordenadora Edla da Silva Souza, de 36 anos, explica que a maior resistência à mudança dos hábitos alimentares vem das próprias famílias dos estudantes que, ironicamente, são agricultores: “no início deste ano fizemos oficinas com as mães, conversamos com os alunos sobre os problemas de saúde provocados pelos alimentos ultraprocessados, porém ainda há quem ceda à facilidade de colocar na lancheira um saco de salgadinho comprado no atacarejo”.</p>



<p>Coincidência ou não, nenhum morador de Campos Novos fornece alimentos para o PNAE. De acordo com a agroecóloga do Centro Sabiá, Íris Maria da Silva, isso faz muita diferença, pois as famílias que vendem para o PNAE acabam se envolvendo mais com o que filhos e netos comem na escola.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="533" height="799" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/Cumaru-iris-vertical.jpg" alt="" class="wp-image-73948 size-full" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/Cumaru-iris-vertical.jpg 533w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/Cumaru-iris-vertical-200x300.jpg 200w, https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/Cumaru-iris-vertical-150x225.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Formada em Agroecologia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Íris tem bastante experiência na assessoria técnica à agricultura familiar, afinal, enquanto fazia seu curso superior, ela já trabalhava como técnica agrícola na ONG Caatinga, no sertão do Araripe, uma das instituições pioneiras nessa área em Pernambuco.</p>
</div></div>



<p></p>



<p>Com tanta bagagem, ela acredita que “não basta implantar a política pública e garantir o acesso à política pública, é necessário oferecer formação para o público beneficiado por essa mesma política pública”. No caso de Cumaru, além das merendeiras terem sido capacitadas para lidar com os ingredientes saudáveis, o Centro Sabiá atuou diretamente junto a centenas de famílias, mas a resistência de algumas mães e pais exige mais tempo para ser superada.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/articulacao-entre-ong-e-prefeitura-eliminou-ultraprocessados-da-merenda-escolar-em-cumaru/" class="titulo">Articulação entre ONG e prefeitura eliminou ultraprocessados da merenda escolar em Cumaru</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/educacao/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Educação</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Embutidos fora</h2>



<p>Em 2025, enlatados e embutidos como mortadela, salsicha, salame e presunto foram eliminados da merenda escolar do município. Para se chegar a esse resultado, a equipe do Sabiá e das famílias agricultoras que se transformaram em fornecedoras de alimentos contaram com o reforço do conhecimento técnico das quatro nutricionistas da secretaria municipal de Educação.</p>



<p>Amanda Joelly Bezerra Gonçalves, de 25 anos, é uma dessas profissionais responsáveis por montar o cardápio de acordo com a faixa etária de cada escola, definir o que deverá ser comprado nas licitações e fiscalizar todos os itens que são entregues pelos fornecedores. Ela garante que “não há pressão por parte dos atacadistas ou distribuidores, pois alguns itens, necessariamente, continuam a ser comprados de grandes empresas”. É o caso do arroz, macarrão, extrato de tomate e óleo de soja, por exemplo.</p>



<p>Ao lado da colega Nadjane de Moura, de 24 anos, Amanda explica que a rede municipal de ensino tem 4.122 matrículas, mas isso não quer dizer que sejam 4.122 crianças e adolescentes. “Quem está matriculado em tempo integral, ou seja, fica para o programa de fortalecimento escolar no turno da tarde, conta como duas matrículas”. O vínculo duplo se explica porque alunos e alunas do ensino fundamental que recebem essas aulas de reforço fazem três refeições completas na escola.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/Cumaru-nutricionistas.jpg" alt="A foto mostra Amanda Joelly e Nadjane de Moura em frente à Escola Municipal Inês Maria da Conceição. Amanda, à esquerda, veste uma blusa branca e sorri suavemente. Nadjane, à direita, usa uma camiseta azul escura e também está sorridente. As duas estão atrás de um portão azul, com a fachada da escola ao fundo — pintada em branco, azul e rosa, com telhado de cerâmica. A placa da escola está visível acima delas, destacando o nome da instituição e o logotipo da prefeitura." class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Amanda e Nadjane elaboram cardápios e fiscalizam os produtos entregues
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	

    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p>Esta reportagem foi produzida em parceria com a <a href="https://redeaterne.org.br/">Rede Ater Nordeste</a>.</p>
    </div>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/a-peleja-da-agricultura-familiar-contra-os-salgadinhos-e-sucos-de-caixinha/">A peleja da agricultura familiar contra os salgadinhos e sucos de caixinha</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Articulação entre ONG e prefeitura eliminou ultraprocessados da merenda escolar em Cumaru</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 17:20:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos saudáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Sabiá]]></category>
		<category><![CDATA[Cumaru]]></category>
		<category><![CDATA[merenda escolar]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Ater NE]]></category>
		<category><![CDATA[ultraprocessados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cumaru (PE) &#8211; A macarronada praticamente sem molho vinha acompanhada de uma coisa enlatada chamada kitut, feita com sobras de carnes e impregnada de produtos químicos como tripolifosfato de sódio, corante, antioxidante eritorbato de sódio e conservante nitrito de sódio. Se não tivesse o tal kitut no estoque da prefeitura, a opção seria sardinha com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Cumaru (PE)</strong> &#8211; A macarronada praticamente sem molho vinha acompanhada de uma coisa enlatada chamada kitut, feita com sobras de carnes e impregnada de produtos químicos como tripolifosfato de sódio, corante, antioxidante eritorbato de sódio e conservante nitrito de sódio. Se não tivesse o tal kitut no estoque da prefeitura, a opção seria sardinha com óleo, também em lata. Para completar, biscoito de maisena.</p>



<p>Essa era a merenda com a qual Martilene Iraci do Nascimento acostumou-se quando era aluna da rede escolar de Cumaru, no início dos anos 2000. Na época, havia até uma barraquinha dentro da escola que vendia biscoitos recheados, salgadinhos, pirulitos e confeitos.</p>



<p>Hoje, aos 35 anos, ela e suas vizinhas produzem e fornecem as hortaliças, macaxeira, inhame e frutas oferecidas aos seus filhos e às outras crianças nas escolas do município.</p>



<p>“Sabe como a comida industrializada entra na mesa das famílias? Pela merenda das crianças, que pedem para os pais comprarem aquilo que comem na escola. Agora, está acontecendo o contrário, as famílias estão começando a optar por frutas frescas, por exemplo, porque os filhos e netos estão dando o exemplo”, garante Martilene, mãe de Gabriel, de 10 anos, e Gabrielly, de cinco.</p>



<p>A qualidade começou a mudar em 2020, quando a prefeitura passou a comprar os produtos para a merenda com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, que impõe aos municípios comprarem da agricultura familiar pelo menos 30% dos produtos. A mudança foi acelerada graças a uma soma de esforços pouco comum no Brasil: o poder público e entidades ligadas ao movimento social.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>A partir de 1º de janeirode 2026, de acordo com a nova <a href="https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/lei-amplia-compra-da-agricultura-familiar-para-o-pnae">lei federal 15.226</a>, esse percentual será de 45%. Como o orçamento do programa para 2026 é de R$ 5,5 bilhões, isso significa que R$ 2,4 bilhões serão destinados à agricultura familiar.</p>
        </div>
    </div>



<p>Como 76% das 2,4 mil propriedades rurais desse município de 16 mil habitantes no agreste pernambucano têm menos de cinco hectares, abriu-se uma janela de oportunidade com potencial para aumentar a renda das próprias famílias dos estudantes.</p>



<p>O problema é que, àquela altura, poucos agricultores estavam aptos a vender seus produtos ao poder público. O secretário de agricultura do município, Rogério Jerônimo da Silva, contou que, ao assumir o cargo em 2023, pouco menos de 500 agricultores tinham o CAF, o Cadastro de Agricultor Familiar. Sem esse documento, não é possível participar dos editais do PNAE. &#8220;Isso inviabilizava qualquer tentativa de implementar uma política pública&#8221;, explica o gestor.</p>



<p>Esse era o caso da maior parte das famílias de Lagoa de Aninha, onde vivem Martilene e sua vizinha Maria Aparecida da Silva, a Cida, presidente da associação de agricultores da localidade. Elas estão entre as mais de 2 mil camponesas e camponeses de Cumaru que, agora, possuem o CAF e estão habilitados a participar do PNAE e de outros programas governamentais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).</p>



<p>O resultado desse incremento pode ser constatado nas planilhas de repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para o município. Em 2024, do total de R$ 307 mil usados na compra de alimentação escolar, 38,36% foram para a agricultura familiar, ou seja, acima do mínimo estabelecido pela lei. Até setembro de 2025, <a href="https://www.fnde.gov.br/pls/simad/internet_fnde.liberacoes_result_pc">foram mais de R$ 493 mil repassados ao município</a>.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/Cumaru-Martilene.jpg" alt="Martilene do Nascimento está em um curral pequeno, ao lado de vários cabritos que se alimentam em um cocho de madeira. Ela sorri e veste uma camiseta laranja com estampa branca e shorts bege. O espaço tem piso de madeira ripada, cobertura de telha metálica e paredes de concreto com aberturas para ventilação. A cena mostra um ambiente rural simples, destacando o cuidado com os animais e o trabalho no campo." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Com o cadastro no CAF, Martilene pôde vender produtos para a merenda escolar 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">As mulheres são as protagonistas</h2>



<p>Ao mesmo tempo em que a prefeitura procurou ampliar a quantidade de agricultores cadastrados, as organizações sociais que atuam na região passaram a mobilizar as famílias, principalmente as mulheres, para incrementarem e diversificarem a produção. O Centro Sabiá, organização não governamental que faz parte da Rede de Assistência Técnica e Extensão Rural de Agroecologia (Rede Ater Nordeste), é uma dessas entidades.</p>



<p>Presente em Cumaru desde 2004, o Sabiá trabalhou diretamente com 200 famílias em que as mulheres estavam à frente da propriedade, cultivando, cuidando dos filhos, dos animais de criação e fazendo a gestão da água nas cisternas. Pelo menos 100 dessas mães e esposas se habilitaram a fornecer produtos para a merenda durante os dois anos (2024-2025) em que as famílias receberam assessoria técnica da entidade.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p><!-- wp:paragraph -->As atividades do Centro Sabiá em Cumaru neste período foram desenvolvidas junto com a organização de cooperação internacional Pão para o Mundo (Brot für die Welt, em alemão) e financiadas pelo ministério da Agricultura, Alimentação e Identidade Regional da Alemanha.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->O mesmo projeto apoiou ações em seis estados nordestinos &#8211; Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe -, algumas delas já abordadas pela Marco Zero na série de reportagens <em>A reinvenção do Nordeste.</em></p>
        </div>
    </div>



<p>“Meu marido trabalha num condomínio em Caruaru [a 64 quilômetros de distância], eu fico aqui cuidando de tudo nos quatro hectares que divido com minha cunhada. Quando precisa, eu mando Gabriel cortar palma para dar para os animais”, explica Martilene, se referindo ao filho mais velho. O protagonismo gerou relevância no trato com as autoridades municipais. Considerada uma das lideranças das agricultoras, ela ocupa a vice-presidência do Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Cumaru.</p>



<p>Cida mora a menos de um quilômetro do sítio de Martilene. De temperamento mais reservado, ela supera a timidez para compartilhar com a amiga o papel de liderança dos agricultores familiares da Lagoa de Aninha e Queimada. Mãe de Diogo Fábio, de 15 anos, e Ana Beatriz, de 10, ela sente orgulho de ser uma das fornecedoras de alimentos para as escolas onde os filhos estudam: “na minha época de estudo era só kitut e sardinha, hoje eles comem inhame, batata e carne que o pessoal daqui produz”.</p>



<p>Ao falar sobre o passado recente, Cida conta que seu temperamento a atrapalhava até para ganhar um dinheiro extra. “Eu faço dudu [o mesmo que sacolé ou dindim, em outras regiões] de frutas da região para vender, mas tinha vergonha de oferecer, de levar para vender. Foi o pessoal do Sabiá que mudou meu jeito de pensar, pois nos eventos que eles realizavam na cidade, pediam para eu fazer mais para que pudessem comprar e servir no lanche”, recorda.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/Cumaru-Cida.jpg" alt="" class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Cida aumentou sua renda com a venda de picolés caseiros e bolos que produz
</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Ao receber R$ 4.600,00 do projeto tocado pela organização não-governamental, ela comprou um freezer vertical capaz de armazenar e preservar a produção de dudus. “Antes eu apertava no congelador da geladeira, dava para uns 20, no máximo. Agora, posso fazer 200 ou 300 que tenho onde guardar”, explica a agricultora.</p>



<p>Segundo a coordenadora territorial do Sabiá, Juliana Peixoto, a entidade “contribuiu fortemente para que mais gente pudesse ficar sabendo que o edital do PNAE estava aberto e que mais famílias poderiam se inscrever, além disso trabalhamos para uma maior aproximação da secretaria municipal de Agricultura com as comunidades rurais”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O poder do intercâmbio</strong></h2>



<p>Cida, no entanto, garante que não foi só a insistência para vender os picolés caseiros que quebrou a resistência imposta pela timidez. “O melhor do projeto do Sabiá foi poder conhecer o que outras mulheres fazem em outros lugares, poder participar de congressos de Agricultura Familiar em Brasília, em Juazeiro da Bahia”, afirma.</p>



<p>Foi em uma dessas viagens de intercâmbio que elas conheceram na Paraíba o fogão agroecológico, que gera mais calor com menos lenha. “Todas as mulheres daqui querem um igual, pois a gente viu na Paraíba como a vida de Maria Helena mudou depois do fogão”, conta Marcilene, sem saber que Maria Helena foi protagonista de uma das reportagens da Marco Zero em 2024. </p>



<p>Na Paraíba, elas também aprenderam que não precisam esperar pelo poder público ou por projeto de uma ONG para adquirir um fogão agroecológico – ou qualquer outra estrutura para suas propriedades. “Lá, tudo quanto é comunidade tem um fundo rotativo, que é uma espécie de consórcio. Nós vamos começar um com dez mulheres que estão interessadas no fogão e em telas para galinheiro”, revela Cida. O Centro Sabiá informou que irá ajudar com recursos para os dois primeiros fogões.</p>



<p>Para conhecer a história de Maria Helena e o fundo rotativo, é só clicar no link abaixo: </p>





<h3 class="wp-block-heading">Infraestrutura: o gargalo</h3>



<p>Sexta-feira sim, sexta-feira não, uma picape da prefeitura vai às comunidades de Lagoa de Aninha e Quebradas para levar as agricultoras e dezenas de engradados cheias de hortaliças, frutas, mel, bolos, carne de bode, ovos e tubérculos como inhame e macaxeira até a lateral da igreja matriz, no centro de Cumaru. Quando as mulheres chegam ao raiar do dia, as barracas já estão lá, montadas pela equipe da prefeitura, como um “puxadinho” da feira livre tradicional que acontece no largo formado pelas avenidas Pailu e Manoel Gonçalves de Lima.</p>



<p>A agroecóloga Íris Maria da Silva sabe como é importante a participação na feira da agricultura familiar. Assessora técnica do Centro Sabiá, ela passou os dois últimos anos acompanhando o cotidiano das agricultoras do município e via a necessidade de um espaço para comercializar aquilo que era produzido em suas terras. Afinal, as vendas para o PNAE não acontecem todo dia. “Já houve uma feira desse tipo no passado, mas só há pouco tempo foi possível reativá-la com ajuda da gestão municipal”, explica.</p>



<p>Viabilizar a feira é uma das maneiras encontradas pela prefeitura para compensar a falta de infraestrutura de um pequeno município nordestino.</p>



<p>Rogério Jerônimo, o secretário de agricultura, é quem explica: “a feira é uma conquista recente, mas é necessário apoiar o agricultor familiar também nas etapas anteriores. Na época de arar a terra, disponibilizamos 10 tratores que vão de sítio em sítio até fazer a aração completa. Quando chega a época de fazer a forragem, os agricultores têm acesso às quatro ensiladeiras da prefeitura”.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/Cumaru-secretario.jpg" alt="Rogério Jerônimo está sentado em um sofá marrom acolchoado, em uma sala com paredes brancas e uma pequena janela com persianas verticais. Ele veste uma camisa polo azul-marinho com detalhes vermelhos e brancos na gola e nas mangas. Na camisa, há um logotipo com quatro quadrados coloridos e a palavra “CUMARU”. Rogério parece estar conversando ou sendo entrevistado, gesticulando com as mãos enquanto fala" class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Prioridade é cadastrar agricultores para garantir acesso a programas federais, afirma Rogério
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Cumaru não é um município rico. Longe disso.</p>



<p>De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita o coloca em 123º lugar entre os 184 municípios pernambucanos. Já o seu IDH de 0,572 o classifica como de “baixo desenvolvimento humano”. Para efeitos de comparação, a média do estado é 0,673. Em um país com 5.570 municípios, Cumaru está na 4.802ª posição no <a href="http://www.atlasbrasil.org.br/ranking">ranking nacional de desenvolvimento humano</a>.</p>



<p>Segundo Íris Silva, com mais estrutura seria possível absorver ainda mais a produção dos agricultores locais no PNAE. Uma situação vivida por Maria Aparecida Silva ilustra bem isso. No segundo semestre de 2025, Cida vendeu 100 frangos para a merenda escolar, mas ainda não recebeu o dinheiro da venda. E por que isso tem a ver com a infraestrutura precária?</p>



<p>“Cumaru não tem abatedouro municipal de aves, então precisa fazer o abate em Caruaru, passando a depender da burocracia do outro município para fazer os pagamentos de acordo com a legislação do PNAE”, explica a agroecóloga do Centro Sabiá.</p>



<p>O leite e os ovos oferecidos aos alunos nas escolas cumaruenses não são produzidos nos sítios de lá. Mais uma vez, a explicação está na infraestrutura. “Aqui ainda não tem o SIM, o Selo de Inspeção Municipal”, resume Íris Silva. O SIM é uma exigência do PNAE.</p>



<p>O secretário Rogério Jerônimo garante, que, sozinho, o município não resolverá essas questões: “o Brasil precisa de mais políticas de incentivo e fomento com olhar para a agricultura familiar”.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Água da transposição está perto</span>

		<p>Ao menos para solucionar o histórico problema de falta de água na área urbana, há, pelo menos, uma perspectiva, pois a água da transposição do rio São Francisco está para chegar a Riacho das Almas, a 29 quilômetros de distância. O próximo município seria Cumaru.</p>
<p>A área rural conta com 1.181 cisternas de 16 mil litros para o consumo doméstico, e de 322 cisternas com capacidade de armazenar 52 mil litros de água destinadas à produção. A maioria dessas cisternas foi construída pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), rede da qual o Centro Sabiá também integra.</p>
	</div>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p>Esta reportagem foi produzida em parceria com a <a href="https://redeaterne.org.br/">Rede Ater Nordeste</a>.</p>
    </div>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/articulacao-entre-ong-e-prefeitura-eliminou-ultraprocessados-da-merenda-escolar-em-cumaru/">Articulação entre ONG e prefeitura eliminou ultraprocessados da merenda escolar em Cumaru</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Governo Federal recorre à Justiça para que empresa cobre pedágio na vila de Jericoacoara</title>
		<link>https://marcozero.org/governo-federal-recorre-a-justica-para-que-empresa-cobre-pedagio-na-vila-de-jericoacoara/</link>
					<comments>https://marcozero.org/governo-federal-recorre-a-justica-para-que-empresa-cobre-pedagio-na-vila-de-jericoacoara/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 16:17:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ICMBio]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[pedágio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os moradores e autoridades de Jijoca de Jericoacoara, no litoral cearense, foram surpreendidos com a notícia de que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) havia entrado com um recurso para modificar a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª região (TRF-5) que impediu a empresa Urbia Cataratas, concessionária que administra o parque [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/governo-federal-recorre-a-justica-para-que-empresa-cobre-pedagio-na-vila-de-jericoacoara/">Governo Federal recorre à Justiça para que empresa cobre pedágio na vila de Jericoacoara</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os moradores e autoridades de Jijoca de Jericoacoara, no litoral cearense, foram surpreendidos com a notícia de que o <a href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=513dd06b03bfc3cbf611ed8ac1ce0090fb0abdb7df6d8a17eb01e7dd07b90372JmltdHM9MTc2NTIzODQwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=19b8c575-5623-659d-0771-d12e577264b2&amp;psq=ICMbio&amp;u=a1aHR0cHM6Ly93d3cuZ292LmJyL2ljbWJpby9wdC1icg&amp;ntb=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade</a> (ICMBio) havia entrado com um recurso para modificar a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª região (TRF-5) que impediu a empresa Urbia Cataratas, concessionária que administra o parque nacional de Jericoacoara, de cobrar uma taxa individual para ter acesso à sede do município.</p>



<p>É isso mesmo que você leu: um órgão federal, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, recorreu à Justiça para que uma empresa privada possa cobrar pedágio para entrar em uma cidade de 20 mil habitantes. O julgamento do recurso será nesta terça-feira, 9 de dezembro, a partir das 13h30, pela segunda turma do TRF5, no Recife.</p>



<p>Além de surpresos, os jijoquenses se sentem traídos pelo Governo Federal. Afinal, durante as audiências públicas de apresentação do projeto de concessão, representantes do ICMBio, acompanhado pela equipe do BNDES, prometeu expressamente que a cobrança seria feita apenas nos atrativos, a entrada na Vila continuaria livre, e o direito de ir e vir da comunidade jamais seria afetado.</p>



<p>“Ou seja: a comunidade apoiou o processo de concessão baseada em compromissos públicos do próprio órgão. Agora, ao recorrer para restabelecer a cobrança geral na entrada, o ICMBio contradiz aquilo que disse a toda população quando buscava seu aval para o projeto”, queixou-se, Lucimar Vasconcelos, presidente do Conselho Comunitário da Vila de Jericoacoara.</p>



<p>“Se estivesse ao lado da comunidade, o ICMBio não teria apresentado esse recurso, e poderia, inclusive, ter desistido dele depois da decisão da Urbia”, insiste Lucimar.</p>



<p>Em julgamento no dia 21 de outubro, o TRF-5 havia aceitado os argumentos da prefeitura, dos conselhos Comunitário e Empresarial, da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público Federal ao negar que a empresa Urbia voltasse a cobrar o pedágio de R$ 50,00 por pessoa que entrasse na cidade. Antes, havia permitido a cobrança de taxas para que os turistas tivesse acesso às atrações do parque, como a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça ou a Duna do Pôr do Sol.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os argumentos do ICMBio</strong></h2>



<p>No processo judicial, os advogados do ICMBio argumentam que cobrar “ingresso no Parque Nacional de Jericoacoara é exercício legítimo da prerrogativa da União na gestão de seus bens e unidades de conservação. O município de Jijoca de Jericoacoara teve sua autonomia respeitada ao participar ativamente do processo de concessão”.</p>



<p>O Instituto defende ainda que a tarifa criada vai financiar a conservação da unidade e garantir a sustentabilidade da concessão privada e que “os recursos advindos da visitação beneficiam comunidades locais, criando empregos e incentivando práticas sustentáveis que reduzem a pressão sobre os recursos naturais&#8221;, diz o texto do recurso.</p>



<p>Segundo o ICMBio, quem mora e trabalha na vila não será cobrado, benefício que inclui os residentes em outros distritos de Jijoca de Jericoacoara e em dois municípios vizinhos, Camocim e Cruz.</p>



<p>Saiba mais nessa reportagem da Marco Zero:</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/cobranca-de-taxa-para-entrar-em-vila-turistica-do-litoral-vai-a-julgamento-na-justica-federal/" class="titulo">Cobrança de taxa para entrar em vila turística do litoral vai a julgamento na Justiça Federal</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/territorio/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Território</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

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			</item>
		<item>
		<title>Alemanha e França vão custear projetos de adaptação climática e agroecologia no Brasil</title>
		<link>https://marcozero.org/alemanha-e-franca-vao-custear-projetos-de-adaptacao-climatica-e-agroecologia-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 20:59:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[ASA]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[emergência climática]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Conferência do Clima da ONU (COP 30), os governos do Brasil e da Alemanha anunciaram uma nova parceria estratégica para a preservação de cinco biomas brasileiros. O projeto, intitulado &#8220;Redes pela Conservação&#8221;, será financiado pela Iniciativa Internacional para o Clima do governo alemão e executado por redes de organizações da sociedade civil já consolidadas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na Conferência do Clima da ONU (COP 30), os governos do Brasil e da Alemanha anunciaram uma nova parceria estratégica para a preservação de cinco biomas brasileiros. O projeto, intitulado &#8220;Redes pela Conservação&#8221;, será financiado pela Iniciativa Internacional para o Clima do governo alemão e executado por redes de organizações da sociedade civil já consolidadas nos territórios.</p>



<p>A iniciativa focará suas ações nos biomas Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa. A execução ficará a cargo de redes locais: a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), a Rede Cerrado e a Rede EcoVida. O objetivo central é combater o desmatamento, fortalecer práticas sustentáveis de uso da terra e promover a resiliência climática nessas regiões.</p>



<p>Um dos pilares do projeto é o aproveitamento da expertise e da capilaridade das redes locais. Na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, as ações serão coordenadas pela ASA e por dez de suas organizações membro. As atividades planejadas incluem desde apoio técnico para manejo agroecológico e implantação de tecnologias sociais de acesso à água, até o fortalecimento de áreas de conservação e territórios de povos tradicionais.</p>



<p>Além disso, o projeto prevê o monitoramento ambiental, a promoção de intercâmbios entre comunidades e pesquisadores, e a utilização de instrumentos financeiros como os Fundos Rotativos Solidários. A parceria é gerida por um consórcio que inclui a Cáritas Alemã, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e as redes de sociedade civil, visando integrar saberes populares e científicos para a conservação da sociobiodiversidade.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-Caio-Paganotti-Greenpeace-300x225.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-Caio-Paganotti-Greenpeace.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-Caio-Paganotti-Greenpeace.jpg" alt="A imagem mostra uma vista aérea de uma área onde uma plantação cultivada se encontra com uma floresta densa. À esquerda, vê-se um campo agrícola com fileiras bem organizadas de plantas verdes, formando linhas paralelas que seguem uma direção diagonal. Essas linhas podem ser resultado de trilhas de tratores ou sistemas de irrigação. À direita, há uma floresta com vegetação espessa e variada, exibindo diferentes tons de verde, o que indica a presença de várias espécies de árvores. A transição entre o campo e a floresta é nítida, destacando o contraste entre o espaço manejado pelo ser humano e o ambiente natural." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Ameaçado pela soja, Cerrado será um dos biomas beneficiados com recursos da Alemanha
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Caio Paganotti/Greenpeace</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dinheiro francês para a agroecologia no semiárido</strong></h2>



<p>A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) firmaram, nesta segunda-feira (17), um contrato de 1 milhão de euros para o &#8220;Projeto Mapear&#8221;. A cerimônia de assinatura ocorreu no Pavilhão do BNDES, na Zona Verde da COP 30, em Belém, com a presença de representantes das instituições envolvidas.</p>



<p>O projeto tem como objetivo central monitorar e avaliar políticas públicas a partir do &#8220;Programa Ecoforte &#8211; aprendendo com as redes de agroecologia no país&#8221;. Baseado na metodologia de pesquisa-ação, o Mapear irá até 2028 acompanhar de perto as transformações vivenciadas por famílias agricultoras beneficiadas pelo programa, analisando desde processos de capacitação até a dinâmica de seus agroecossistemas.</p>



<p>O Programa Ecoforte, criado em 2013 e agora em sua terceira edição, é uma das principais apostas do Governo Federal para apoiar a agroecologia e a transição para sistemas alimentares mais saudáveis. Financiado pelo BNDES e Fundação Banco do Brasil com um investimento recorde de R$ 100 milhões, a iniciativa busca ampliar a geração de renda para agricultores, conservar o meio ambiente e expandir a produção e o consumo de alimentos saudáveis.</p>



<p>A parceria inédita entre a ASA e a AFD, portanto, visa fortalecer o controle social e compreender as trajetórias de transição agroecológica, gerando aprendizados valiosos para a consolidação de sistemas alimentares sustentáveis e territorializados no Brasil.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-3-300x201.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-3.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/COP30-europa-3.jpg" alt="A imagem mostra uma cena em uma feira livre ao ar livre. Uma família de quatro pessoas está reunida atrás de uma barraca de mercado coberta por um toldo verde e branco com as palavras CAR e Bahia. A barraca exibe diversos produtos alimentícios, como potes de conservas, itens embalados e produtos de panificação. Um dos adultos veste uma camiseta branca com o logotipo Semiárido Show, sugerindo que o evento pode estar relacionado a uma iniciativa regional voltada para agricultura ou desenvolvimento comunitário. Ao fundo, é possível ver outras barracas e vendedores, compondo um ambiente movimentado e acolhedor, típico de feiras locais que valorizam o comércio de produtos regionais e a participação familiar." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Com recursos franceses, ASA irá monitorar impactos da agroecologia na vida das famílias
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Inês Campelo/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

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			</item>
		<item>
		<title>Viva Parques não pode demolir pista de bicicross da Jaqueira, adverte Ministério Público estadual</title>
		<link>https://marcozero.org/viva-parques-nao-pode-demolir-pista-de-bicicross-da-jaqueira-adverte-ministerio-publico-estadual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 15:45:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>
		<category><![CDATA[parques públicos]]></category>
		<category><![CDATA[privatização de parques]]></category>
		<category><![CDATA[viva parques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A empresa Viva Parques, que assumiu a gestão privada dos parques públicos do Recife, enfrentou mais um revés nesta quinta-feira, 13 de novembro. O Ministério Público de Pernambuco publicou no Diário Oficial uma recomendação de quatro páginas direcionada à Prefeitura do Recife e à concessionária Viva Parques. As promotoras Fernanda Henriques da Nóbrega e Belize [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A empresa Viva Parques, que assumiu a gestão privada dos parques públicos do Recife, enfrentou mais um revés nesta quinta-feira, 13 de novembro.<strong> </strong>O Ministério Público de Pernambuco publicou no Diário Oficial uma recomendação de quatro páginas direcionada à Prefeitura do Recife e à concessionária Viva Parques. As promotoras Fernanda Henriques da Nóbrega e Belize Câmara Correia, do Centro de Apoio de Defesa do Meio Ambiente do MPPE, foram explícitas: as obras de demolição da pista de bicicross não devem acontecer.</p>



<p>A argumentação das promotoras baseia-se em um documento óbvio, o contrato de concessão entre a prefeitura e a empresa concessionária, que, segundo o parecer, prevê apenas a manutenção da pista, sem fazer quaisquer referências à <a href="https://marcozero.org/pista-de-bicicross-da-jaqueira-esta-com-os-dias-contados/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">substituição ou demolição daquela estrutura esportiv</a>a. E, se não há nada estabelecido no contrato, o MPPE adverte que, caso a prefeitura tenha autorizado a obra, estaria &#8220;descumprindo frontalmente os termos contratuais que regem este processo de concessão&#8221;.</p>



<p>O parecer definiu &#8220;que o espaço gastronômico que está sendo anunciado para ocupar parte da área da pista de bicicross constitui um espaço destinado à exploração comercial e consumo pago, o que representa uma alteração fundamental na vocação do espaço público da pista de bicicross&#8221;.</p>



<p>As autorizações da prefeitura, aliás, seriam insuficientes para a realização de obras na Jaqueira. Como o parque faz parte da Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural Ponte D&#8217;Uchôa, qualquer intervenção no espaço teria de ter licença do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A falta dessa permissão, aliás, levou o Iphan a embargar a obra da pista de <em>pumptrack</em>, para uso misto de bicicletas, skate e patinetes.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/iphan-embarga-obras-feitas-sem-licencas-no-parque-da-jaqueira/" class="titulo">Iphan embarga obras feitas sem licenças no Parque da Jaqueira</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/bem-viver/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Bem viver</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>A Viva Parques se posicionou informando que respeita o papel do MPPE, mas que irá demonstrar que &#8220;as as intervenções em curso no Parque da Jaqueira estão sendo realizadas em estrita observância ao contrato de concessão, aos pareceres técnicos da Prefeitura do Recife e às tratativas anteriormente conduzidas com o próprio Ministério Público&#8221;. </p>



<p>Reproduzimos abaixo a nota completa enviada pela equipe de comunicação da concessionária:</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que diz a empresa Viva Parques</span>

		<p>A Viva Parques manifesta profundo respeito pelas funções institucionais do Ministério Público e reconhece o seu papel fundamental na tutela do meio ambiente urbano, da paisagem e do patrimônio histórico-cultural.</p>
<p>Naturalmente, entendemos que as razões que motivaram a expedição da referida Recomendação merecem esclarecimentos técnicos e jurídicos complementares, de modo a evidenciar que as intervenções em curso no Parque da Jaqueira estão sendo realizadas em estrita observância ao contrato de concessão, aos pareceres técnicos da Prefeitura do Recife e às tratativas anteriormente conduzidas com o próprio Ministério Público.</p>
<p>A concessionária permanece, como em todas as tratativas com o MPPE até o momento, à inteira disposição para prestar todas as informações necessárias, reforçando seu compromisso com a transparência, com o cumprimento integral das normas vigentes e com a preservação responsável do patrimônio histórico e ambiental do Parque da Jaqueira.</p>
	</div>



<h2 class="wp-block-heading">MPPE quer que João Campos tome providências</h2>



<p>As recomendações destinadas ao prefeito João Campos (PSB) são incisivas. Após advertir que o órgão de gestão ambiental municipal &#8220;não tem poder discricionário ilimitado ou &#8216;cheque em branco&#8217; para aprovar qualquer tipo de intervenção, ou seja, (…) não pode autorizar uma ação que a lei veda expressamente&#8221;, as promotoras recomendam que o prefeito do Recife atue para assegurar a imediata paralisação das obras atualmente em andamento no Parque da Jaqueira.</p>



<p>Mais adiante, o documento recomenda que João Campos &#8220;se abstenha de autorizar ou suspenda autorização já concedida para a desativação e demolição da pista de bicicross&#8221;.</p>



<p>A quarta recomendação parece ainda mais incômoda: &#8220;proceda à instauração de processo administrativo destinado à apuração das infrações previstas no contrato de concessão, praticadas pela concessionária, mediante a lavratura de auto de infração ou documento correspondente, com a eventual aplicação, ao final, das sanções/penalidades adequadas, também previstas no contrato de concessão assinado&#8221;.</p>



<p>A assessoria de comunicação da Prefeitura do Recife se posicionou por meio da seguinte nota, reproduzida integralmente abaixo:</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que diz a prefeitura</span>

		<p>A Prefeitura do Recife informa ter ciência da recomendação do Ministério Público de Pernambuco e que, dentro do tempo estipulado, responderá à instituição.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>Esclarece que a documentação técnica sobre a intervenção, acompanhada do parecer técnico elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, por meio do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS) – órgão municipal responsável pela análise e acompanhamento das intervenções em áreas protegidas –, está em apreciação pelo Iphan.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>Importa destacar que todas as ações previstas no projeto da pista de <em>pumptrack</em> observam as diretrizes legais e técnicas de preservação do patrimônio cultural, buscando valorizar o conjunto paisagístico e o contexto histórico do Parque da Jaqueira, cuja relevância simbólica e cultural é amplamente reconhecida.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>O conjunto das intervenções visa aprimorar a fruição pública do Parque da Jaqueira, ampliando a oferta de espaços de convivência, esporte e lazer, sempre de maneira compatível com a ambiência histórica do sítio, preservado também em nível municipal, e com o devido respeito à capela de Nossa Senhora da Jaqueira e seu entorno protegido.</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>Adianta ainda que o parecer técnico municipal com relação à pista de <em>pumptrack</em> apontou as seguintes considerações sobre o projeto da obra realizado pela Viva Parques em relação à normativa de preservação municipal:</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>&#8211; O traçado novo proposto dialoga com o traçado do equipamento anteriormente existente no local;</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>&#8211; Enquanto os usos esportivos e de lazer do Parque configuram atributos imateriais do Parque, a configuração dos equipamentos passou por diversas adaptações e ajustes às novas demandas ao longo do tempo;</p>
<p><!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph --></p>
<p>&#8211; A proposta possui baixo impacto sobre a ambiência do sítio histórico preservado, incluindo a única construção remanescente do Sítio das Jaqueiras, a saber, a capela de N. Sr.ª da Conceição.</p>
	</div>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/Jaqueira-MPPE-pista-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/Jaqueira-MPPE-pista.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/Jaqueira-MPPE-pista.jpg" alt="A imagem mostra uma placa verde instalada em uma cerca preta, promovendo o Pumptrack da Jaqueira, com o slogan Uma pista para todos os ritmos. O espaço é voltado para atividades como bicicleta, skate e patinete, indicado por ícones ilustrativos. À direita da placa, há uma imagem aérea da pista com curvas e elevações suaves. O ambiente ao redor é arborizado, com prédios ao fundo, sugerindo um parque urbano. Na parte inferior da placa, aparece o site parquedajaqueira.com.br, indicando que o local faz parte do Parque da Jaqueira." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Obra da pista de pumptrack está interditada pelo Iphan por falta de licença
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

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		<title>Halloween com fogos de artifício dentro de zoológico é motivo de críticas ao Parque de Dois Irmãos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 21:14:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[unidades de conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma festa de Halloween com fogos de artifício, efeitos sonoros, jogo de luzes e correria gerou discórdia e azedou o clima entre integrantes do conselho gestor do Parque Estadual de Dois Irmãos. As primeiras críticas internas à atividade promovida pela gestão do parque surgiram no grupo de whatsapp do conselho, mas logo se espalharam pelos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma festa de Halloween com fogos de artifício, efeitos sonoros, jogo de luzes e correria gerou discórdia e azedou o clima entre integrantes do conselho gestor do Parque Estadual de Dois Irmãos. As primeiras críticas internas à atividade promovida pela gestão do parque surgiram no grupo de whatsapp do conselho, mas logo se espalharam pelos perfis de Instagram que postaram vídeos mostrando como foi a festa.</p>



<p>Entre dezenas de comentários que criticaram o estresse provocado nos animais pelo barulho dos fogos, se destacaram os argumentos de Clemente Coelho Júnior, professor de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE) e integrante do conselho gestor do Parque. Ao embasar suas críticas públicas, ele transcreveu a legislação estadual que rege as unidades de conservação, entre elas um trecho da lei 15.736.</p>



<p>Esta lei, em vigor desde março de 2016, proíbe “a queima e a soltura de fogos de artifício e assemelhados, e de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso com ou sem estampidos” a menos de dois quilômetros “de manguezais e zoológicos”. Houve quem atacasse o conselheiro. Educadores ambientais do parque atacaram o conselheiro, por “falta de informação”.</p>



<p>Na mesma postagem, o perfil oficial do parque rebateu as críticas, garantindo que “o evento acontece fora da área aonde fica [sic] os animais, toda movimentação é feita na zona de uso antrópica, que não é próximo [sic] ao zoológico. Da mesma forma que as zonas de susto estão localizadas dentro da nossa área de parque urbano, distante do zoo (…) Os monstros servem como um convidativo [sic] para realizarmos educação ambiental sobre os animais de hábitos noturnos, justamente em locais que não há presença [sic] de sustos ”.</p>



<p>O texto publicado pela equipe do parque não fez menção às explosões de fogos de artifício e à lei 15.736.</p>



<p>Outro conselheiro, o professor da UPE Filipe Aléssio explicou como os animais selvagens são impactados por uma atividade como este Halloween: “pelos vídeos que estão circulando nas redes sociais, os fogos foram lançados próximo ao prédio da administração do zoológico. Toda a área é muito arborizada. Os recintos mais próximos da administração são os dos répteis e das aves, mas além disso, podemos imaginar que existem muitas espécies de animais selvagens que vivem livremente na área do parque, como saguis, capivaras, pequenos mamíferos e inúmeras espécies de aves. A grande maioria das espécies de aves possuem hábitos diurnos e estariam, teoricamente, dormindo no momento em que o evento foi realizado, com pirotecnia, música alta e muita correria e gritaria de pessoas”.</p>



<p>Para Aléssio, que é doutor em Biocências pela Universidade de Provence, na França, “é uma mistura de estímulos visuais e sonoros que deixaria qualquer animal selvagem muito estressado”.</p>





<h2 class="wp-block-heading"><strong>Regimento prevê consulta ao conselho</strong></h2>



<p>O conselheiro Clemente Coelho Júnior ressalta que Dois Irmãos não é um simples parque urbano, “mas uma unidade de conservação, protegido por leis e regimentos bem mais restritivos”. Segundo ele, “o que mais espanta nesse episódio é o fato do conselho gestor não ter sido consultado. Nas redes sociais, algumas pessoas defenderam o Halloween dizendo que os fogos foram estourados a distância segura, mas qual estudo aponta isso? Se um estudo existe, deveria ter sido apresentado ao conselho”.</p>



<p>O artigo quarto do regimento interno do Parque de Dois Irmãos estabelece que uma das atribuições do conselho é “manifestar-se sobre obra ou atividade potencialmente causadora de impacto, tanto dentro da unidade de conservação, como em sua zona de amortecimento”. Segundo ele, o conselho sequer foi ouvido para opinar sobre a novo logomarca do parque, que incluiria o desenho de um mico-leão-dourado, animal que sequer existe no parque.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/11/mico-1--947x1024.jpg" alt="A imagem mostra uma estampa colorida sobre um fundo azul. O desenho principal é um coração formado por um traço vermelho, dentro do qual há figuras estilizadas e geométricas representando elementos da fauna e flora nordestina: um tucano, um peixe, um jacaré, uma flor, uma borboleta e um macaco. As formas são simples, coloridas em tons de verde, amarelo, azul, vermelho e laranja. Em volta do coração, está escrito em letras brancas a frase: “O PARQUE DO CORAÇÃO DOS PERNAMBUCANOS”." class="" loading="lazy" width="611">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Desde janeiro, o Parque de Dois Irmãos está sendo gerido por Sávia Florêncio, que além de “jornalista, advogada e pós-graduada em gestão pública”, é esposa do deputado estadual Wanderson Florêncio (Solidariedade).</p>



<p>A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha (Semas) enviou a seguinte explicação:</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block"></span>

		<p>O Parque Estadual Dois Irmãos, por meio de sua gestão, vem a público esclarecer os pontos levantados em relação ao evento &#8220;Zoo Assombrado&#8221; e a eventuais atividades internas:<br />
O &#8220;Zoo Assombrado&#8221; é um evento tradicional e de sucesso do Parque Estadual Dois Irmãos, reconhecido pela comunidade e pela mídia. Atualmente, o evento está em sua 11ª edição, acontecendo a mais de uma década.</p>
<p>O evento zoo assombrado, em nenhuma das suas 11 edições, foi apreciado pelo conselho, já que inexiste previsão legal para tanto.</p>
<p>A gestão do zoológico promove todas suas atividades com foco em educação ambiental e tem plena ciência das restrições legais e de bem estar animal, por isso, durante as apresentações teatrais os artefactos utilizados foram todos sem estampidos, em momento específico e em uma área sem a presença de animais.</p>
<p>O Conselho Gestor do Parque Estadual de Dois Irmãos tem caráter consultivo e participativo, conforme previsto em sua criação e na legislação ambiental vigente, o que significa que suas atribuições são de aconselhamento, acompanhamento e apoio às ações da gestão, mas não substituem nem limitam a autoridade administrativa da unidade de conservação</p>
<p>A gestão do Parque Estadual Dois Irmãos reafirma seu compromisso com a conservação ambiental, o bem-estar animal e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental para a população, seguindo as diretrizes estabelecidas em seu plano.</p>
	</div>



<p><br><br></p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/ambientalistas-protestam-contra-nomeacao-de-esposa-de-deputado-para-gestao-do-parque-de-dois-irmaos/" class="titulo">Ambientalistas protestam contra nomeação de esposa de deputado para gestão do Parque de Dois Irmãos</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		            </div>
	            </div>
        </div>

		


<p></p>
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