<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos bibliotecas comunitárias - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/bibliotecas-comunitarias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/bibliotecas-comunitarias/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 23 Apr 2024 20:06:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos bibliotecas comunitárias - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/bibliotecas-comunitarias/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Sem apoio e sem recursos, bibliotecas comunitárias ameaçam fechar</title>
		<link>https://marcozero.org/sem-apoio-e-sem-recursos-bibliotecas-comunitarias-ameacam-fechar/</link>
					<comments>https://marcozero.org/sem-apoio-e-sem-recursos-bibliotecas-comunitarias-ameacam-fechar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2024 20:04:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[bibliotecas comunitárias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=62205</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Fabiana Coelho Pernambuco é pioneiro no movimento de criação e articulação política de bibliotecas comunitárias. Há mais de dez anos, esses espaços de leitura, originados e inseridos em diversas comunidades do estado, atuam em rede no fortalecimento de políticas públicas que garantam o acesso ao livro e à leitura. No entanto, a despeito do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sem-apoio-e-sem-recursos-bibliotecas-comunitarias-ameacam-fechar/">Sem apoio e sem recursos, bibliotecas comunitárias ameaçam fechar</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Fabiana Coelho</strong></p>



<p>Pernambuco é pioneiro no movimento de criação e articulação política de bibliotecas comunitárias. Há mais de dez anos, esses espaços de leitura, originados e inseridos em diversas comunidades do estado, atuam em rede no fortalecimento de políticas públicas que garantam o acesso ao livro e à leitura. No entanto, a despeito do papel que exercem e do reconhecimento adquirido nacionalmente, o apoio dos poderes públicos é pífio e, sem recursos, algumas destas bibliotecas ameaçam fechar as portas.</p>



<p>É o caso da Biblioteca Popular do Coque. Desde que foi encerrado o programa de apoio às bibliotecas comunitárias pela Fundação Itaú, no final do ano passado, a gestora do espaço, Betânia Andrade, tem tirado do bolso as despesas para manutenção mínima da biblioteca. São R$ 600 de aluguel, R$ 40 de energia elétrica, R$ 80 de Internet; além de água e material de limpeza. O espaço também precisa de manutenção e, sem conseguir arcar com os custos, Betânia desanima: “Eu não queria desistir depois de mais de 15 anos de luta. Mas tem sido cada vez mais difícil”.</p>



<p>Criada em 2007 a partir da parceria de Betânia com grupos de jovens da comunidade, a Biblioteca Popular do Coque lançou as sementes do que hoje é a Rede de Bibliotecas do Coque. Junto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Centro de Estudos em Educação e Linguagem (Ceel), a rede articula a biblioteca comunitária e espaços de leitura nas diferentes escolas do local. “A gente percebe a diferença. A quantidade de jovens que busca o empréstimo de livros e que gosta de ler é muito maior atualmente. Isso é efeito de um trabalho articulado, de longo prazo”, conta a gestora.</p>



<p>A Biblioteca Popular do Coque também é uma das fundadoras da Releitura – Rede de Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana do Recife. Em mais de 15 anos, a atuação articulada rendeu para os dez espaços que participam ou já participaram da rede a possibilidade de formação continuada, acervo qualificado, inserção na luta por políticas públicas, fomento e apoio a outras iniciativas comunitárias. “O papel da rede na condução de ações públicas voltadas ao livro e à leitura é reconhecida nacionalmente e até internacionalmente, mas não se converte em apoio público”, opina Rogério Andrade, da Biblioteca do Nascedouro, em Peixinhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recursos humanos</h2>



<p>Diferente do que ocorre com bibliotecas como a do Coque, Amigos da Leitura (Alto José Bonifácio), Educ Guri (Mangueira) e Poço da Panela, a Biblioteca Multicultural do Nascedouro não paga aluguel.<br>O espaço é hoje parte de um Centro Cultural inaugurado pela Prefeitura do Recife em 2006, porém a biblioteca é muito mais antiga e remonta ao período em que grupos da comunidade ocuparam o antigo Matadouro abandonado para revitalizar o local com ações culturais. “Hoje a gente fica em uma situação instável, sempre à mercê das políticas de gestão que, de uma hora pra outra, podem decidir ocupar o espaço com outras ações”, afirma Rogério.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/livro-Betania.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/livro-Betania.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/livro-Betania.jpg" alt="Foto de Betânia Andrade, mulher negra de meia idade, com cabelos pretos cortados acima do ombro, usando camisa pólo preta, onde se lê as palavras Releitura - Bibliotecas comunitárias em rede." class="" loading="lazy" width="269">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Betânia Andrade
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Divulgação/Releitura</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Mas embora esta seja uma preocupação constante &#8211; assim como pagamento de custos permanentes como Internet, material de limpeza e água, o problema mais difícil tem sido garantir os recursos humanos para a atuação na biblioteca. “A gente trabalha de forma voluntária, sempre dependendo de algum eventual projeto. Mas estamos sem dinheiro nem para o transporte”, desabafa.</p>



<p>Este é, aliás, um drama que atinge a maioria das bibliotecas comunitárias: espaços que dispõem de acervo e de pessoal qualificado que, no entanto, não pode se dedicar ao trabalho por falta de recursos. Na Biblioteca do Coque, por exemplo, os gestores Betânia e Rafael tiveram que buscar outras possibilidades de sobrevivência: ambos estão empregados como educadores em instituições de ensino e a biblioteca só tem conseguido abrir graças à parceria com a UFPE, que garante a presença de uma bolsista no local.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Muita história</h2>



<p>Com 24 anos de existência, a Biblioteca Multicultural do Nascedouro é uma das mais antigas da Rede – assim como a do Cepoma (Centro de Educação Popular Mailde Araújo), em Brasília Teimosa. E, nestes mais de 20 anos de atuação, as parcerias têm sido sobretudo co organizações internacionais ou privadas.<br>O Cepoma, por exemplo, é mais antigo que a biblioteca. São 42 anos de uma instituição que une a educação e a cultura popular. Um trabalho que iniciou com mestres mamulengueiros do bairro, cresceu e hoje tem sede própria, biblioteca e um maracatu de crianças que é referência, o Nação Erê. Em todos estes anos, o parceiro mais constante tem sido uma instituição alemã, que garante, ao menos, os custos com dois educadores.</p>



<p>Um dos principais parceiros na história das bibliotecas comunitárias foi o Instituto C&amp;A. Com o projeto “Prazer em Ler”, a instituição fomentou nacionalmente as ações articuladas de livro e leitura, fomentando, fortalecendo e qualificando as redes de bibliotecas comunitárias em todo o país. Com fim da parceria, a Releitura conseguiu garantir o apoio da Fundação Itaú que, embora não tivesse o alcance do programa Prazer em Ler, garantia recursos para as despesas básicas. No final do ano passado, a parceria foi encerrada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pouco apoio público</h3>



<p>Em todos estes anos, as bibliotecas comunitárias contam nos dedos os projetos aprovados pelos poderes públicos. A maioria foram editais federais, lançados nas primeiras gestões do presidente Lula. Quase todas as bibliotecas comunitárias são Pontos de Leitura, o que garantiu acervo e equipamentos por meio de projetos federais.</p>



<p>Mas nesta atual gestão, o projeto de apoio às bibliotecas comunitárias lançado pelo Governo Federal contemplou apenas três dos espaços da Rede. “São apenas R$ 30 mil para o ano inteiro. Além disso, estamos quase no meio do ano e os recursos ainda não foram liberados”, reclama Rogério – um dos contemplados, com a Biblioteca do Nascedouro.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/livro-Isamar.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/livro-Isamar.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/livro-Isamar.jpg" alt="Foto de Isamar Martins, mulher de meia idade, de cabelos brancos encaracolados, usando óculos pretos de aro retangular. Ela usa uma camisa pólo preta com as palavras Releitura - Bibliotecas Comunitárias em Rede na altura do peito." class="" loading="lazy" width="329">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Isamar Martins
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Divulgação/Releitura</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Por meio da Releitura, as bibliotecas comunitárias tiveram papel fundamental na construção do Plano Estadual do Livro e da Leitura. No entanto, reclamam que ainda falta muito para que as ações de fomento descritas no plano se convertam em ações. Uma das queixas é de que não existe um edital específico para as bibliotecas comunitárias. “Concorremos com outros projetos culturais, em editais como o Funcultura. São projetos voltados para ações de mediação, que não contemplam a manutenção ou custos permanentes”, critica Rogério.</p>



<p>Ele conta que a Biblioteca Multicultural do Nascedouro aprovou um único projeto no Funcultura, em 2012. Com outras bibliotecas não é diferente: a Biblioteca Popular do Coque, por exemplo, conseguiu garantir dois projetos no Funcultura em mais de 15 anos de existência.</p>



<p>Na biblioteca do Cepoma, os projetos são feitos em nome do Maracatu Nação Erê – o que garante algum benefício para a instituição como um todo. Mas, em relação às ações específicas da biblioteca, Isamar confessa que não se anima para inscrição nos editais estaduais: “É muita burocracia e poucos resultados”, explica Isamar Martins, da Cepoma. A reportagem entrou em contato com as secretarias da Cultura e da Educação do Estado, mas não obteve retorno.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Burocracia emperra</h3>



<p>No final do ano passado, uma boa notícia animou as bibliotecas da Releitura: o lançamento, pela Prefeitura do Recife – por meio da Rede de Bibliotecas pela Paz (secretaria de Segurança Cidadã) -, de um edital de apoio às bibliotecas comunitárias. No entanto, bastou uma leitura no edital, para que elas percebessem que o acesso a este apoio seria praticamente impossível. “A exigência de documentação e de burocracia inviabilizou a participação de quase todas as bibliotecas comunitárias”, afirma Isamar.</p>



<p>Brasília Teimosa, Coque, Caranguejo Tabaiares… várias das bibliotecas são situadas em Zeis – Zonas Especiais de Interesse Social. São, portanto, dispensadas de IPTU. No entanto, este era um dos documentos exigidos. “Chegamos a buscar na Prefeitura uma declaração de que estávamos em Zeis, fomos ao cartório para cumprir todas as formalidades exigidas. Mas não adiantou nada”, diz Betânia.</p>



<p>Para a Biblioteca Multicultural do Nascedouro, outro problema se impôs: funcionamos em um equipamento que, em tese, pertence à Prefeitura do Recife. Mas nosso CNPJ é de Olinda e, por isso, fomos excluídos”, conta Rogério. Para várias outras bibliotecas comunitárias, sem recurso e sem pessoal disponível, a regularização de CNPJ e documentação exigida pelo edital era missão impossível.</p>



<p>Coordenadora da Rede Bibliotecas pela Paz, da Prefeitura do Recife, Débora Etcheverria reconhece estes entraves burocráticos. “As documentações são uma exigência da Procuradoria Geral do Município, que necessita de amarrações jurídicas para os editais que envolvem aporte financeiro”, diz.</p>



<p>Segundo ela, o edital fez parte do programa Recife, Cidade Leitora, lançado em 2022. Entre os eixos, além do apoio às bibliotecas comunitárias, o projeto inclui ações de ampliação de pontos de leitura e a intenção de construir o Plano Municipal do Livro e da Leitura. “A gente tem consciência do papel das bibliotecas comunitárias nas ações de estímulo e acesso à leitura. Também temos previstas ações de parceria com realização de formações. Quanto ao edital, estamos buscando alternativas”, diz Débora.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/sem-apoio-e-sem-recursos-bibliotecas-comunitarias-ameacam-fechar/">Sem apoio e sem recursos, bibliotecas comunitárias ameaçam fechar</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/sem-apoio-e-sem-recursos-bibliotecas-comunitarias-ameacam-fechar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Com pandemia, bibliotecas comunitárias assumiram a missão de matar a fome nas periferias</title>
		<link>https://marcozero.org/com-pandemia-bibliotecas-comunitarias-assumiram-a-missao-de-matar-a-fome-nas-periferias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 May 2021 16:59:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[bibliotecas comunitárias]]></category>
		<category><![CDATA[bibliotecas populares]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19 nas periferias]]></category>
		<category><![CDATA[doação de alimentos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=37718</guid>

					<description><![CDATA[<p>Criadas para diminuir a distância entre a favela e a educação, as bibliotecas comunitárias sentiram o impacto da pandemia do coronavírus. Os livros não deixaram de ser o atrativo, mas as obras passaram a dividir a atenção com cestas básicas e kits de limpeza. A crise transformou esses espaços de atividades culturais em núcleos de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/com-pandemia-bibliotecas-comunitarias-assumiram-a-missao-de-matar-a-fome-nas-periferias/">Com pandemia, bibliotecas comunitárias assumiram a missão de matar a fome nas periferias</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Criadas para diminuir a distância entre a favela e a educação, as bibliotecas comunitárias sentiram o impacto da pandemia do coronavírus. Os livros não deixaram de ser o atrativo, mas as obras passaram a dividir a atenção com cestas básicas e kits de limpeza. A crise transformou esses espaços de atividades culturais em núcleos de solidariedade, que estão ajudando a matar a fome e salvar vidas.<br><br>O ano de 2020 era muito aguardado pelos gestores e frequentadores da Biblioteca Multicultural Nascedouro, localizada em Peixinhos, bem na divisa entre o Recife e Olinda. Afinal de contas, o espaço, que surgiu a partir da necessidade de oferecer ações permanentes de acesso gratuito à cultura como literatura, artes visuais e música, estava completando duas décadas de “existência e resistência”.<br><br>Antes da chegada do coronavírus, a biblioteca funcionava de segunda a sexta durante o dia com projetos de incentivo à leitura como o Quinta do Ler. À noite, eram realizados grupos de estudos e formações internas. O espaço com quase 6 mil títulos atuava também como uma editora, onde eram confeccionados livros artesanais com o selo “Boca do Lixo”.<br><br>“Todas as ações eram presenciais, hoje fazemos à distância, como a mediação de leitura por meio de vídeos enviados pelo WhatsApp. Além disso, pela primeira vez começamos a distribuir cestas básicas diante da necessidade da comunidade. São 250 famílias cadastradas, mas chegamos a atender até 300”, explica Rogério Bezerra, membro da equipe gestora da Biblioteca Multicultural Nascedouro.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Biblioteca-Multicultural-Nascedouro-1-300x169.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Biblioteca-Multicultural-Nascedouro-1-1024x576.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Biblioteca-Multicultural-Nascedouro-1-1024x576.jpeg" alt="Biblioteca Multicultural Nascedouro" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">As leituras compartilhadas e os grupos de estudos que enchiam o espaço da biblioteca do Nascedouro agora acontecem à distância. Crédito: Arquivo Biblioteca do Nascedouro</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p><br>Além da arrecadação de alimentos, a biblioteca também está recebendo doações de smartphones e tablets. Os aparelhos serão usados para empréstimos às famílias cadastradas nos grupos de mediação de leitura para que possam acompanhar as atividades de casa.<br><br>Com a reabertura do comércio e a implantação de um novo plano de convivência com a covid-19, mais brando, mesmo em meio ao pior momento da pandemia, as doações despencaram. A estratégia da Biblioteca Solar de Ler, do Centro de Cultura Luiz Freire, em Olinda, é trabalhar em conjunto com a rede periférica da cidade em busca de novas fontes de recursos.<br><br>“As doações acabaram, literalmente. Com a Rede Orgânica Periférica estamos tentando fazer novas parcerias e participar de editais públicos e privados e de fundos de ONGs, mas geralmente são recursos que variam de R$ 3 mil a R$ 10 mil, perto da demanda que temos não dá para atender nem a metade”, explica a coordenadora executiva da Solar de Ler, Rafaela Lima.<br><br>A biblioteca está aberta ao público desde 2016 ofertando mais de 5.500 títulos. Antes da pandemia, o espaço tinha um projeto contínuo com 42 crianças moradoras da comunidade V8. Após o coronavírus, a biblioteca ampliou o atendimento para 240 famílias levando literatura por meio da Malateca &#8211; projeto itinerante de leitura &#8211; e alimentos e itens de limpeza também para moradores de outras localidades como a Ilha do Maruim e da Portelinha.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/biblioteca-popular-do-coque-faz-campanha-para-arrecadar-livros-de-autores-negros-e-indigenas/" class="titulo">Biblioteca Popular do Coque faz campanha para arrecadar livros de autores negros e indígenas</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
            
		            </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Implantar a Malateca também foi a alternativa da Livroteca Brincante do Pina, zona sul do Recife, para manter o vínculo com os frequentadores. Mas, aliadas ao projeto de leitura, estão iniciativas de socorro em segurança alimentar, estímulo à economia solidária e ações de conscientização e prevenção ao vírus. Ao todo, já foram distribuídas mais de mil cestas básicas, máscaras de proteção e kits de higiene pessoal e limpeza, impactando 300 famílias.<br><br>A Livroteca do Pina há 25 anos atua com uma série de atividades culturais e ambientais como o Cine Bode, o cortejo com música e poesia, a gincana ecológica e a horta comunitária, por exemplo. A biblioteca, que nasceu em uma palafita, hoje é uma referência para a comunidade.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Parceria-com-a-Malateca-Biblioteca-Viva-e-Itinerante-Fiona-Forte-300x200.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Parceria-com-a-Malateca-Biblioteca-Viva-e-Itinerante-Fiona-Forte-1024x683.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/05/Parceria-com-a-Malateca-Biblioteca-Viva-e-Itinerante-Fiona-Forte-1024x683.jpeg" alt="Parceria com a Malateca- Biblioteca Viva e Itinerante" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Magda Alves, coordenadora de comunicação da Livroteca do Pina, diz que a campanha de arrecadação de alimentos é uma prioridade, assim como fazer circular na comunidade informações sobre prevenção ao coronovírus. Crédito: Fiona Forte</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p><br><br>“A primeira necessidade que percebemos das pessoas é com a questão da fome, iniciamos imediatamente a campanha de arrecadação de doações. Com o dinheiro compramos alimentos como sururu e verduras de pescadores e comerciantes do bairro e doamos. Ao mesmo tempo, criamos a campanha Corona nas Periferias, fizemos um passinho para falar sobre a prevenção e fundamos a rádio de andada, que toda semana por meio de bicicleta e barco transmite poesia, música e notícias para a comunidade”, conta a coordenadora de comunicação, Magda Alves.<br><br>Referência para os moradores de Joana Bezerra, área central do Recife, a Biblioteca Popular do Coque foi surpreendida quando teve que fechar as portas por causa da pandemia, mas não estranhou que imediatamente pessoas procurassem o espaço para fazer doações para a compra de alimentos. De acordo com o coordenador da biblioteca, Rafael Andrade, a saída foi buscar parcerias e fornecer cartões-alimentação no valor de R$ 300 para cerca de 300 famílias.<br><br>“Quando começou o auxílio emergencial, as pessoas tiveram um pouco mais de qualidade de vida porque conseguiam comprar comida. Agora, a questão da segurança alimentar voltou ainda mais forte e. por isso, mantemos a campanha, porque tem muita gente precisando do básico para comer”, declara Andrade.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Doe para uma biblioteca</strong></h2>



<p><strong>Biblioteca Multicultural Nascedouro<br></strong>Endereço: Avenida Jardim Brasília, S/N – Nascedouro de Peixinhos, Recife/Olinda<br>WhatsApp: (81) 98839.2501<br>E-mail: movimentobocalixo@yahoo.com.br<br>Site: <a href="http://movimentobocalixo.wordpress.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">movimentobocalixo.wordpress.com</a> <br><br><strong>Biblioteca Solar de Ler<br></strong>Endereço: Rua 27 de Janeiro, 181 &#8211; Carmo, Olinda<br>Telefone: 3439-9308<br>Doações: Nu Pagamentos S.A. | Ag. 0001 &#8211; Conta: 85544999-6 &#8211; Banco 260<br>Pix Nubank: 061.725.924-08<br>E-mail: bibliotecasolardeler@gmail.com<br>Site: <a href="http://cclf.org.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cclf.org.br </a><br><br><strong>Livroteca Brincante do Pina<br></strong>Endereço: Rua Artur Lício, 291 &#8211; Pina, Recife<br>Whatsapp: (81) 98318-2510<br>Doações: Banco Caixa Econômica Federal<br>Agência 2193<br>Operação 013 (Poupança)<br>Conta 9339-2<br><br>Nome: José Ricardo Gomes Ferraz<br>CPF: 763.608.814-20<br>Chave PIX: livrotecab@gmail.com<br>Site: <a href="http://www.livrotecabrincantedopina.siteo.one/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.livrotecabrincantedopina.siteo.one</a><br><br><strong>Biblioteca Popular do Coque<br></strong>Rua Ibiporã, 260, Coque – Recife<br>Telefones: (81) 98830-3642 / 3448-2048<br>Site: <a href="http://www.bpcoque.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.bpcoque.com.br</a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/Banner-CAPA-SITE-COMPLETO-300x39.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/Banner-CAPA-SITE-COMPLETO-1024x134.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2021/04/Banner-CAPA-SITE-COMPLETO-1024x134.jpg" alt="" class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Seja mais que um leitor da Marco Zero</em></p><cite><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em><br><br><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em><br><br><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em><br><br><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em><br><br><em>É hora de assinar a Marco Zero</em><a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/com-pandemia-bibliotecas-comunitarias-assumiram-a-missao-de-matar-a-fome-nas-periferias/">Com pandemia, bibliotecas comunitárias assumiram a missão de matar a fome nas periferias</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
