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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Vida longa ao Caranguejo Uça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Dec 2023 13:45:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Ação Comunitária Caranguejo Uçá comemora, neste sábado (16), 23 anos de luta por direitos humanos, sobretudo dos povos e comunidades tradicionais pesqueiras. Criada no ano 2000, na comunidade da Ilha de Deus,  o Caranguejo Uça tornou-se uma das grandes referências na comunicação popular em Pernambuco, construindo, junto aos povos tradicionais, ações para incidência política, [&#8230;]</p>
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<p>A Ação Comunitária Caranguejo Uçá comemora, neste sábado (16), 23 anos de luta por direitos humanos, sobretudo dos povos e comunidades tradicionais pesqueiras. Criada no ano 2000, na comunidade da Ilha de Deus,  o Caranguejo Uça tornou-se uma das grandes referências na comunicação popular em Pernambuco, construindo, junto aos povos tradicionais, ações para incidência política, na perspectiva de direito à cidade, por justiça socioambiental e no combate ao racismo.</p>



<p>Para marcar a data, o Caranguejo Uçá preprou uma programação especial com muita arte e troca de saberes, a partir das 16h, na Ilha de Deus. A programação contará com a apresentação de vários grupos e artistas, parceiros da organização nestes 23 anos de caminhada.</p>



<p>Na ocasião, será lançando o <a href="https://caranguejoantenado.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portal de Notícias Caranguejo Antenado</a>, “na confluência de várias vozes e potências de luta”. Dentro da programação, também haverá o lançamento da campanha de apoio às ações do Caranguejo Uçá <a href="https://caranguejoantenado.org.br/doe-agora/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“De 1 em 1 real a 1 milhão, Parindo a Revolução!”.</a></p>



<h3 class="has-vivid-cyan-blue-color has-text-color wp-block-heading"><a href="https://www.instagram.com/p/C0kRhmNr4QW/?utm_source=ig_web_copy_link" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Confira a programação completa aqui</strong></a></h3>



<p></p>
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		<title>Caranguejo Uçá mantém mobilização do Grito da Pesca na comunidade pesqueira da Ilha de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 12:15:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto pescadores e pescadoras do Cabo de Santo Agostinho recorrem ao Supremo Tribunal Federal, a comunidade tradicional pesqueira da Ilha de Deus, na zona sul do Recife, quer manter a mobilização que atingiu seu ponto alto, entre os dias 22 e 26 de novembro, durante o Grito da Pesca Artesanal, em Brasília. Um dos mecanismos [&#8230;]</p>
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<p>Enquanto pescadores e pescadoras do Cabo de Santo Agostinho <a href="https://marcozero.org/em-acao-inedita-pescadores-e-pescadoras-vao-ao-stf-contra-suape-e-cprh/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recorrem ao Supremo Tribunal Federal</a>, a comunidade tradicional pesqueira da Ilha de Deus, na zona sul do Recife, quer manter a mobilização que atingiu seu ponto alto, entre os dias 22 e 26 de novembro, durante o Grito da Pesca Artesanal, em Brasília. Um dos mecanismos para isso será a realização de uma pesquisa em formato de extensão, na qual seis mulheres pescadoras passaram por capacitação para aplicar um questionário virtual no território.</p>



<p>A pesquisa sobre o impacto do derramamento de petróleo e da covid-19 nas comunidades pesqueiras do litoral pernambucano está sendo realizada pelo departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e investigará impactos sociais, econômicos, ambientais e na saúde dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca que vivem em 16 municípios costeiros do estado. Na Ilha de Deus, a pesquisa acontece em parceria com a <a href="https://www.instagram.com/p/CWmbNvRrwiq/?utm_medium=copy_link">Ação Comunitária Caranguejo Uçá</a>.</p>



<p>De acordo com a organização, “pescadoras e pescadores Artesanais são muito mais do que meros objetos de estudo, pois são agentes contínuos e permanentes da manutenção de um modo de vida tradicional e da conservação ambiental. Essa identidade sociocultural é guardiã dos mares e dos rios, por isso, nada pode ser escrito sobre nós sem a nossa participação. Além disso, os processos que envolvem a educação devem tomar vários sentidos e diversos caminhos. Os espaços de troca de saberes são múltiplos, podendo acontecer dentro de uma sala de aula ou na beira da maré.”</p>



<p>Maria das Neves dos Santos, de Lagoa do Carro, foi uma das pescadoras que esteve presente no Grito da Pesca, ato político que reuniu pelo menos 600 pescadores de 15 estados de quatro regiões costeira brasileiras. “A pesca é nosso único meio de sobreviver, nós vivemos de pescar. O movimento do Grito nasceu de nós porque não nos sentíamos representados. Nossas carteiras [de pescador] não podem ser suspensas, somos tão importantes quanto qualquer outro profissional”, explica Maria das Neves.</p>



<p>Na palavras de Severino Antônio, do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), o Grito acontece &#8220;em defesa da vida, dos territórios pesqueiros tradicionais, da soberania alimentar e da democracia&#8221;. &#8220;Uma articulação nacional para dizer um &#8216;não&#8217; ao recadastramento, para pedir inclusão social na participação para construir esse processo e também na defesa dos direitos gerais dos pescadores e de todo trabalhador brasileiro que está sendo massacrado pelo atual governo&#8221;, explica, dizendo &#8220;não à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2020)&#8221;, da reforma administrativa.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/em-acao-inedita-pescadores-e-pescadoras-vao-ao-stf-contra-suape-e-cprh/" class="titulo">Em ação inédita, pescadores e pescadoras vão ao STF contra Suape e CPRH</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/territorio/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Território</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero…</strong></p><p>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</p><p>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</p><p>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</p><p>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></p></blockquote>
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		<title>Mulheres da Ilha de Deus viram musas inspiradoras de uma exposição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariama Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jan 2018 15:41:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Mãe, quem é aquela mulher pintada do muro?”, pergunta Júlio de 10 anos. “É a sua tataravó, Dona Albertina. Ela era parteira”, responde a mãe Maria Juliana dos Santos (27), enquanto catava sururu na Ilha de Deus, Zona Sul do Recife. Os olhos curiosos de Júlio reagiram surpresos à descoberta do vínculo com alguém cuja [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="Standard">“Mãe, quem é aquela mulher pintada do muro?”, pergunta Júlio de 10 anos. “É a sua tataravó, Dona Albertina. Ela era parteira”, responde a mãe Maria Juliana dos Santos (27), enquanto catava sururu na Ilha de Deus, Zona Sul do Recife. Os olhos curiosos de Júlio reagiram surpresos à descoberta do vínculo com alguém cuja história ele até então não conhecia. “Ela tem cara de pessoa trabalhadeira”, observa o menino, voltando a brincar com o irmão Ismael (8), junto da calçada onde a jovem mãe mecanicamente limpava baldes do produto de onde ela tira, sozinha, o sustento dos filhos.</p>
<p class="Standard">A pintura de Dona Albertina, a tataravó de Júlio e parteira que trouxe ao mundo 375 crianças na Ilha de Deus, está estampada no muro do posto de saúde da comunidade como um monumento de uma história que os livros oficiais não contam. O retrato em tinta spray é parte de uma série de pinturas em homenagem à liderança feminina na Ilha, uma força que se revela de tantas maneiras quando cruzamos a ponte “Vitória das Mulheres” para entrar nesse lado do Recife tão próximo do centro urbano, mas, contraditoriamente, um ponto cego da cidade.</p>
<p class="Standard">Além da pintura de Dona Albertina, o projeto assinado pela artista visual Mariana Lúcio produziu sete pinturas em telas feitas em spray e estêncil. Para produzir os quadros que retrataram nove mulheres marisqueiras da Ilha de Deus, a artista paulista mergulhou profundamente na realidade da população. Chegou a morar uma semana na casa de moradores do local. “Aprendi a catar marisco com elas, fazer caranguejo. Queria estabelecer um vínculo real”, lembra. Os retratos produzidos por Mariana ganharam uma exposição no Sesc Casa Amarela, que pode ser visitada até 9 de março.</p>


<div id="attachment_6759" style="width: 376px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/01/24232584_1611476145575863_6190532370208010343_n.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6759" class="wp-image-6759 " src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/01/24232584_1611476145575863_6190532370208010343_n-300x199.jpg" alt="24232584_1611476145575863_6190532370208010343_n" width="366" height="243"></a><p id="caption-attachment-6759" class="wp-caption-text">Mariana&nbsp;apresenta alguns dos quadros produzidos</p></div>
<p class="Standard">As biografias das mulheres que ilustram as telas, assim como a de Dona Albertina, contam a própria história da comunidade que nasceu à beira do manguezal e tira seu sustento da maré. “Aqui nada anda sem as mulheres. Estamos sempre na linha de frente de todas as conquistas. Foi com a luta da gente que conseguimos, por exemplo, que a prefeitura construísse a ponte na entrada da Ilha. Antes tinha que atravessar de barco”, lembra Érica de Paula (42) se referindo à ponte de concreto que ganhou o nome de Vitória das Mulheres e é parte de um projeto de urbanização.</p>
<p class="Standard">Érica mora na Ilha de Deus há dez anos com o filho, que hoje tem 19 anos. Ele vai para a maré pescar o sururu, enquanto ela se dedica à limpeza do produto. Sem interromper o hábil trabalho de separar o molusco da casca, ela fala sobre sua liderança na comunidade. “Não sou de associação comunitária nem nada, mas todas as vezes que tem problema vou resolver, por isso me considero um símbolo das mulheres daqui”, diz, comentando o fato de estar entre as retratadas na exposição.</p>


<div id="attachment_6760" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/01/Erica-1.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6760" class="wp-image-6760 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/01/Erica-1-300x295.jpg" alt="Erica (1)" width="300" height="295"></a><p id="caption-attachment-6760" class="wp-caption-text">Érica faz pose para a pintura</p></div>
<p class="Standard" style="text-align: left;">As mãos hábeis das catadoras de mariscos e sururu não param nem por um momento porque elas sabem o valor desse trabalho árduo. Muitas vezes é preciso um dia inteiro debulhando os frutos do mar para conseguir três quilos do produto, vendido ao preço máximo de R$ 10 o quilo. Sentada em uma calçada perto do mangue, Roberta Maria Fernandes (48), conhecida pelos moradores como Obede, conta que aprendeu a catar sururu aos 10 anos. “Meus pais catavam, meus avós também”, recorda.</p>
<p class="Standard" style="text-align: left;">As marcas de corte nas mãos de Obede revelam a dureza de sua rotina, que começa cedo e muitas vezes se estende até o fim do dia. “Essa sempre foi minha vida. Até trabalhei em casa de família, mas não deu certo e voltei pra maré. Nunca imaginei que iam fazer uma pintura minha. Quando ficou pronto eu fiquei orgulhosa, chamei todo mundo para ver”, narra.</p>
<p class="Standard">Do ponto onde Obede está vê-se nitidamente, do outro lado do rio, o shopping RioMar, um local que apesar de próximo representa, para a maioria dessas mulheres, um ambiente hostil. A mesma impressão se revela quando elas respondem que não frequentam os restaurantes chiques de Boa Viagem, nos quais o sururu catado na Ilha é vendido a preço de ouro. A jovem catadora Gleicy Kelly Silva (26), também participante do projeto, acha injusto que o trabalho dela seja tão mal remunerado. “Ganho pouco e não fico nem como o dinheiro todo, porque ainda pago uma parte para o pescador que vai buscar o sururu na maré”, conta. Ela mesma não desce para a maré porque é mãe solteira e precisa cuidar do filho de cinco anos.</p>
<p class="Standard"><b>Tradição e renovação</b></p>
<p class="Standard">Pescadeira mais antiga da comunidade, Maria de Fátima da Silva (56) é uma das poucas mulheres da Ilha a sair com os homens para pegar o produto na maré. “Fui a primeira, faço isso há 48 anos. Eu mergulhava para buscar o sururu, agora só pego apenas no raso”, revela, dizendo que o corpo todo marcado de ostras já não aguenta mais tanto esforço por conta da idade.</p>


<div id="attachment_6755" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/01/dinda-e-nêga.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6755" class="wp-image-6755 size-medium" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/01/dinda-e-nêga-300x271.jpg" alt="dinda e nêga" width="300" height="271"></a><p id="caption-attachment-6755" class="wp-caption-text">As irmãs Kerolyne e Karolyne (Dinda e Nêga) na exposição das mulheres da Ilha</p></div>
<p class="Standard">Maria aprendeu a ser pescadeira com os pais. A mãe morreu quando ela era pequena e o pai criou sozinho os filhos que nem ela mesma sabe ao certo quantos são. “Todo mundo que mora aqui é uma grande família”, diz. O ofício que aprendeu nesse lar, a pescadeira transmitiu aos quatro filhos que criou quase sozinha com o dinheiro das pescarias. Todos seguiram os passos da mãe na maré.</p>
<p class="Standard">Já as irmãs gêmeas Kerolyne e Karolyne (20) também trabalham na maré, mas sonham com uma vida diferente. As duas estudam e são envolvidas com atividades culturais dentro da própria Ilha. Kerolyne é dançarina no grupo Baquemaré, de danças afros e populares. “Meu talento é dançar”, diz. Já Karolyne é a DJ de um programa na rádio Boca da Ilha, da ONG Caranguejo Uça e produz vídeos. Para ela, participar do projeto também trouxe novos conhecimentos. “Gostei porque também aprendemos a fazer arte com estêncil”, comenta.</p>
<p class="Standard"><b>Dona Albertina, a mãe da Ilha de Deus</b></p>
<p class="Standard">Entre as famílias que tiram seu sustento do mangue, Dona Albertina ou mãe Bel, como era conhecida, é uma figura mítica, quase uma santa. Em quase todas as casas encontra-se um morador que foi trazido ao mundo com a ajuda dela. Suas cantigas, seu coco de roda, suas rezas e conselhos fazem parte das lembranças dos que conviveram com a grande mãe da Ilha, falecida há aproximadamente 15 anos.</p>


<div id="attachment_6754" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/01/ALBERTINA.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6754" class="wp-image-6754 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/01/ALBERTINA.jpg" alt="ALBERTINA" width="640" height="480"></a><p id="caption-attachment-6754" class="wp-caption-text">Dona Albertina, a mãe Bel, fez 375 partos na Ilha de Deus</p></div>
<p class="Standard">Manter vivo o legado de Dona Albertina para as novas gerações é um dos objetivos do projeto artístico. Por isso, ela foi a única participante a ter o seu retrato estampado em um muro da comunidade, no posto de saúde local. “Quando as crianças olham para o muro, sabem quem foi ela. Ela é a própria Ilha de Deus”, reconhece a artista Mariana Lúcio.</p>
<p class="Standard">A autora das obras diz que, no fim da exposição, os quadros serão devolvidos às participantes. “É uma forma de homenageá-las e lembrar que elas são importantes, que alguém percebe essa importância”, comenta. “Muita gente chega aqui com um olhar de cima, querendo oferecer um saber novo. Mas para mim é uma troca. O que eu fiz foi porque eu vivi e aprendi com elas, elas são as artistas do cotidiano”, considera.</p>
<p class="Standard"></p><p>O post <a href="https://marcozero.org/mulheres-da-ilha-de-deus-viram-musas-inspiradoras-de-uma-exposicao/">Mulheres da Ilha de Deus viram musas inspiradoras de uma exposição</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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