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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Chuvas, enchentes e deslizamentos. De novo.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 17:43:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata Norte de Pernambuco estão em estado de alerta por conta das fortes chuvas que caem desde a noite de sexta-feira. Moradores da Região Metropolitana do Recife receberam alertas nos celulares avisando sobre o risco de inundação e deslizamentos. Nas últimas 24 horas, choveu uma média [&#8230;]</p>
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<p>A Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata Norte de Pernambuco estão em estado de alerta por conta das fortes chuvas que caem desde a noite de sexta-feira. Moradores da Região Metropolitana do Recife receberam alertas nos celulares avisando sobre o risco de inundação e deslizamentos. Nas últimas 24 horas, choveu uma média de 149mm no Recife, o equivalente a metade da média histórica do mês de maio, que é de 294mm.</p>



<p>Às 13h, a prefeitura do Recife elevou o nível do alerta do laranja para vermelho, o grau máximo da escala de Defesa Civil. Pouco depois, o comandante-geral do Corpo de Bombeiro, Eduardo Araripe de Souza, informou que um casal de idosos estava desaparecido após a queda de uma barreira sobre a casa onde viviam no bairro do Passarinho, em Olinda. </p>



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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2026/05/alerta-maximo.jpeg" alt="A imagem mostra um aviso oficial da Prefeitura do Recife. O fundo é vermelho e há um medidor com faixas coloridas (verde, amarelo, laranja e vermelho). O ponteiro está na faixa vermelha, indicando “Alerta Máximo”. O texto informa que, em 1º de maio de 2026 às 13h, a cidade está em nível máximo de alerta, orientando moradores a se manterem seguros e buscarem abrigo se necessário. Também aparecem os contatos de emergência: telefone 0800 081 3400 e o site conecta.recife.pe.gov.br" class="" loading="lazy" width="472">
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                                            <span>Crédito: Reprodução</span>
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<p>No Ibura, <a href="https://www.instagram.com/reels/DXzVIXsxBXy/">uma pessoa ficou ferida</a> por causa de um deslizamento na comunidade de Milagres, por trás da Escola Dom Sebastião Leme. Além disso, um imóvel abandonado desmoronou no Pilar, Recife Antigo, e outra queda de barreira foi registrada no Alto da Bondade, em Olinda, mas nesses dois casos não há informações sobre eventuais vítimas.</p>



<p>Ruas de inúmeros bairros da RMR estão alagadas e a previsão é de maré alta para às 15h49, com 2,26m, o que pode aumentar ainda mais os alagamentos. Em zonas de risco, as prefeituras têm recomendado que os moradores deixem suas casas e procurem abrigos. No Recife, a prefeitura disponibiliza oito abrigos e orienta a população a evitar deslocamentos.</p>



<p>De acordo com a prefeitura do Recife, desde a manhã de hoje foram disponibilizados os abrigos emergenciais do Cajueiro (Cajueiro) e do CSU Bidu Krause (Curado) para a população. Também estão sendo abertos outros espaços nas escolas municipais de Água Fria (Água Fria), Professor Florestan Fernandes (Ibura), Alto da Guabiraba (Brejo da Guabiraba), Diácono Abel Gueiros (Macaxeira), Célia Arraes (Várzea) e Jardim Uchôa (Areias).</p>



<p>Ao todo, são oferecidas cerca de 400 vagas para acomodar as pessoas, oferecendo alimentação, kits de higiene pessoal, acompanhamento psicossocial, entre outros serviços. Todos os endereços estão disponíveis no site da Ação Inverno (<a href="https://acaoinverno.recife.pe.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://acaoinverno.recife.pe.gov.br/</a>).</p>



<p>A Defesa Civil do Recife recebeu 71 chamados durante a manhã, a maioria relacionada a pedidos de vistoria e colocação de lonas plásticas, sem gravidade. As equipes devem ser acionadas pelos telefones 0800-0813400 e 3036-4873, ou pelo Conecta Recife. O atendimento é gratuito e acontece 24h por dia.</p>



<p>Em Jaboatão dos Guararapes, a Defesa Civil emitiu alerta de severidade alta para risco de inundações e deslizamentos, devido ao acumulado de chuvas nas últimas horas. Os alertas têm validade até às 10h de sábado.<br><br>Os rios Jaboatão e Duas Unas atingiram a cota de atenção, elevando o risco de transbordamento. Os bairros em alerta de inundação são: Bulhões, Vila Rica, Centro, Vista Alegre, Engenho Velho, Santana, Socorro, Dois Carneiros, Marcos Freire e Muribeca. Moradores dessas áreas devem buscar lugares seguros imediatamente.</p>



<p>Também há risco de deslizamentos nos morros dos bairros Engenho Velho, Guararapes e Jardim Jordão, com solo em alto nível de saturação. Quatro deslizamentos sem vítimas já foram registrados em Sucupira, Curado II e Vila Rica. Em caso de emergência, a Defesa Civil do município deve ser acionada pelos números 0800 281 2099 e (81) 99195-6655.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Risco de inundação na Zona da Mata e Grande Recife</h2>



<p>A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) divulgou boletim hidrológico que afirma que o Rio Capibaribe alcançou nível de alerta em São Lourenço da Mata. Isso coloca em risco de inundação não apenas o município, mas também o Recife e Camaragibe.</p>



<p>De acordo com a Apac, em Timbaúba, o rio Capibaribe Mirim atingiu a cota de alerta, com possibilidade de inundação na região. Moradores devem permanecer atentos, já que o órgão responsável segue monitorando a situação e pode atualizar os avisos a qualquer momento.</p>



<p>Também foi divulgado boletim hidrológico informando que o rio Sirigi, em Vicência, atingiu a cota de inundação, afetando o município e Aliança, que sofre com o extravasamento do rio.</p>
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		<title>Cientistas calculam que mudanças climáticas intensificaram em 20% chuvas no Nordeste</title>
		<link>https://marcozero.org/cientistas-calculam-que-mudancas-climaticas-intensificaram-em-20-chuvas-no-nordeste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jul 2022 19:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[alagamentos]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas no Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas no recife]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As chuvas que atingiram o Nordeste ficarão mais intensas e mais frequentes nos próximos anos. No último mês de maio, o que alguns estados da região vivenciaram foi intensificado em 20% pelas mudanças climáticas causadas pelo homem. É um preâmbulo de um futuro já próximo, segundo um estudo feito por uma iniciativa internacional de colaboração [&#8230;]</p>
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<p>As <a href="https://marcozero.org/somente-as-chuvas-nao-explicam-mortes-nos-morros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">chuvas que atingiram o Nordeste</a> ficarão mais intensas e mais frequentes nos próximos anos. No último mês de maio, o que alguns estados da região vivenciaram foi intensificado em 20% pelas mudanças climáticas causadas pelo homem. É um preâmbulo de um futuro já próximo, segundo um estudo feito por uma iniciativa internacional de colaboração entre cientistas climáticos através do <a href="https://www.worldweatherattribution.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">World Weather Attribution</a>.</p>



<p>Mas não só: a catástrofe também é fruto de um modelo de urbanização em que um grande número de pessoas vive em <a href="https://marcozero.org/sem-receber-auxilios-familias-que-perderam-tudo-apos-as-chuvas-sao-forcadas-a-deixar-abrigos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">áreas com risco de inundações e deslizamentos</a> de terra, além da lacuna existente entre os alertas precoces e as ações efetivas capazes de diminuir os estragos. Foram 133 mortes e mais de 25 mil pessoas desabrigadas no Nordeste entre maio e junho.</p>



<p>A Zona da Mata e o Agreste pernambucanos também vêm sofrendo com as chuvas neste início do mês de julho. De acordo com o balanço divulgado nesta segunda-feira, 4 de junho, o número de cidades afetadas pelas chuvas subiu para 29. Ao menos 15 delas já encaminharam decretos municipais de situação de emergência à Secretaria Executiva de Defesa Civil do Estado. Na vizinha Alagoas, as chuvas dos últimos dias já deixou mais de 56 mil pessoas desabrigadas. Mais da metade das 102 cidades alagoanas estão em situação de emergência, informou o governador Paulo Dantas (MDB).</p>



<p>O estudo da World Weather Attribution é o primeiro sobre um evento extremo no Brasil e há quatro pesquisadores brasileiros envolvidos. O grupo avaliou a influência das mudanças climáticas causadas por atividades humanas, como uso de combustíveis fósseis e desmatamento, sobre as chances dessas chuvas extremas acontecerem, assim como sua intensidade. Para isso, analisou dados meteorológicos e simulações de computador para comparar a temperatura média do clima de hoje, 1,2°C grau acima da era pré-industrial, com a temperatura do clima no passado, seguindo métodos revisados ​​por pares.</p>



<p>Os cientistas analisaram os níveis de chuva em períodos de sete e 15 dias na região mais afetada, uma área abrangendo localidades litorâneas do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Em menos de 24 horas, o Recife e Região Metropolitana experimentaram cerca de 70% da quantidade total de chuva prevista para todo o mês de maio. Embora ainda seja um evento considerado raro atualmente, com cada um dos volumes para esses dois períodos (7 e 15 dias) tendo probabilidade de ocorrer com mais frequência, dizem os especialistas.</p>



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	                                        <p class="m-0">Governo e população ainda não compreendem os alertas para agir com rapidez. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
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<h2 class="wp-block-heading">Tempestade estava prevista</h2>



<p>Na manhã desta terça-feira, 5 de junho, o <a href="https://climainfo.org.br/">Instituto ClimaInfo</a> promoveu uma coletiva de imprensa com alguns cientistas responsáveis pelo estudo e uma representante da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a meteorologista Edvânia Pereira dos Santos. Ela revelou que, em janeiro, a agência já começou a prever que poderia acontecer um evento mais intenso no período chuvoso de 2022 em relação a anos anteriores.</p>



<p>Ela relata que foi feito um informe climático, um prognóstico de três meses (abril, maio e junho), e, através dele, a Defesa Civil e o Governo de Pernambuco foram alertados de que precisariam estar preparados. “A partir disso, decisões foram sendo tomadas”, afirmou Edvânia. “A resposta não foi tão eficiente porque o evento foi maior do que a gente esperava”, justificou.</p>



<p>Na avaliação de Lincoln Alves, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas, também presente na coletiva, agências locais de meteorologia trabalharam a questão dos alertas, mas existem falhas, incluindo a compreensão da população em receber e conseguir agir. Esses são pontos que precisam ser melhorados não só no Brasil, mas em várias regiões do mundo, observa.</p>



<p>“O Brasil precisa muito trabalhar ainda ações de mitigação. Há três pilares: a ciência, provendo a informação; a população, compreendendo o problema; e as agências e os governos, provendo as necessidades básicas para assistir essas pessoas”, resume Lincoln.</p>



<p>A análise do World Weather Attribution, embora não quantifique as questões socioeconômicas, reforça que a chuva extrema causou mais danos porque muitas pessoas vivem em áreas baixas propensas a inundações e em encostas íngremes com risco de deslizamentos de terra. Para evitar eventos como os de maio e para lidar melhor com os eventos extremos do futuro, é preciso reduzir a exposição ao risco dessas populações, além de melhorar as previsões de chuvas fortes e implementar ações de prevenção rápidas.</p>



<p>Na opinião de Friederike Otto, professora sênior do Grantham Institute do Imperial College de Londres, “mais uma vez, vemos como a combinação de eventos climáticos extremos alimentados por mudanças climáticas e alta vulnerabilidade da população pode levar a consequências dramáticas. Governos no Brasil e em todo o mundo precisam se esforçar mais para reduzir rapidamente as emissões globais de carbono, mas também implementar estratégias para reduzir os riscos dos impactos climáticos localmente”.</p>



<p>Alexandre Köberle, fellow de pesquisa avançada também do Grantham Institute, vai na mesma linha: “À medida que as cidades crescem, os planejadores precisam encontrar maneiras de diminuir a exposição das pessoas a eventos climáticos extremos e aumentar a resiliência. Um desenho urbano eficaz pode reduzir muito os impactos das chuvas fortes e salvar vidas e infraestrutura, assim como melhorar a eficácia dos sistemas de alerta precoce que levam a ação antes de eventos extremos. Essas são ferramentas poderosas para se adaptar às mudanças climáticas e seus impactos”.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/para-evitar-novas-tragedias-no-futuro-recife-precisa-reaprender-com-seu-passado/" class="titulo">Para evitar novas tragédias no futuro, Recife precisa reaprender com seu passado</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/clima/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Clima</a>
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        </div>

		


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		<title>Jaboatão dos Guararapes foi o município com mais mortes por causa dos deslizamentos de barreiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jun 2022 19:33:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo do Estado divulgou, pela primeira vez, a lista dos locais onde ocorreram as 129 mortes após as chuvas dos últimos dias de maio e início de junho. E também uma planilha com os nomes completos e os endereços das vítimas. O município de Jaboatão dos Guararapes foi onde aconteceram mais mortes: 64. No [&#8230;]</p>
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<p>O Governo do Estado divulgou, pela primeira vez, a lista dos locais onde ocorreram as 129 mortes após as chuvas dos últimos dias de maio e início de junho. E também uma planilha com os nomes completos e os endereços das vítimas. O município de Jaboatão dos Guararapes foi onde aconteceram mais mortes: 64. No Recife, foram 50 vítimas, sete em Camaragibe, seis em Olinda. Paulista e Limoeiro registraram uma morte cada.<br><br>A grande maioria das vítimas — 120 pessoas, ou 93% &#8211; morreu soterrada em deslizamentos de barreiras e nove pessoas (que representam 7% das vítimas) vieram a óbito por afogamento. As mortes se concentraram nos dias 28 (101 casos) e 29 de maio (17 pessoas), e as demais nos nos dias 25, 30 e 31 de maio. O relatório traz uma única morte em junho, no dia sete. De acordo com a Secretaria de Defesa Social, todas as 129 vítimas já foram reconhecidas e identificadas pelo Instituto Médico Legal (IML).<br><br>Para determinar o locais onde ocorreram as mortes, a Secretaria de Defesa Social informou que foi usado o georreferenciamento do local do deslizamento de barreira ou enchente.<br><br>Os bairros que registraram mais óbitos foram Cohab, no Recife (25 mortes); Dois Carneiros, em Jaboatão (24); Barro, no Recife (9); Padre Roma, Muribeca (ambos em Jaboatão) e Ibura(Recife), todos com 7 vítimas; Santo Aleixo, Curado (ambos em Jaboatão) e Alto Santo Antônio (Camaragibe), todos com 6; Cavaleiro (Jaboatão), com 4; Guabiraba (Recife), com 3; Zumbi do Pacheco, Engenho Velho (ambos em Jaboatão), Peixinhos e Córrego do Abacaxi (ambos em Olinda), todos com 2 óbitos registrados.<br><br>Outros bairros registraram uma morte. Foi o caso de Tejipió, Dois Irmãos, Córrego do Jenipapo, Casa Amarela, Cajueiro, Alto Santa Terezinha (no Recife); Sucupira, Socorro, Piedade, Loteamento 92, Comporta, Alto da Colina (em Jaboatão dos Guararapes); Santa Tereza e Águas Compridas, em Olinda); Jaguaribe (Paulista); Zona Rural de Limoeiro e Bairro dos Estados, em Camaragibe.<br><br>O relatório também mostra que 71 vítimas eram mulheres (55%) e 58 (45%) eram homens. Das 129 pessoas, 63 tinham entre 31 e 65 anos; 24 estavam na faixa entre 18 e 30 anos; 24 eram crianças de um a 12 anos. Nove pessoas tinham mais de 65 anos; oito eram adolescentes de 13 a 17 anos. Também foi registrada a morte de um recém-nascido.<br><br>O levantamento foi realizado pela Gerência de Análise Criminal e Estatística (Gace) da Secretaria de Defesa Social, com base no georreferenciamento dos bairros das cidades pernambucanas e informações coletadas junto a prefeituras, Corpo de Bombeiros, órgãos estadual e municipais de Defesa Civil, Instituto de Medicina Legal (IML) e sistema Infopol, com registros desde o dia 25 de maio.<br><br>Na nota da SDS há um depoimento do o secretário de Defesa Social, Humberto Freire, sobre a demora na divulgação desses dados, que só saiu 12 dias após o dia 28 de maio, quando 101 pessoas morreram na Região Metropolitana do Recife.<br><br>&#8220;Fizemos um extenso trabalho de investigação cruzando os dados disponíveis em diversos serviços e sistemas, para conhecer em maior profundidade essa tragédia sem precedentes na história de Pernambuco. Estamos falando de vidas, de famílias e populações inteiras marcadas por perdas imensuráveis e irreparáveis. E é por isso que o panorama pode ser consolidado somente agora, dias depois, mas de forma segura e precisa, dada a complexidade social e as fontes de informações. A prioridade, em um primeiro momento, foram os resgates e salvamentos com vida de mais de 2,5 mil pessoas que estavam ilhadas, as operações de defesa civil, a localização e identificação de todos os desaparecidos, devidamente periciados e entregues a suas famílias, o transporte de mantimentos e o apoio social às comunidades atingidas, o que ainda está sendo feito. Mas é preciso se debruçar e analisar essa triste realidade, para nortear com maior precisão as políticas públicas, além de subsidiar nossos planos de prevenção e contenção de desastres ambientais e climáticos”, disse o secretário, na nota enviada à imprensa.</p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero&#8230;</strong></p><cite><br>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É hora de assinar a Marco Zero</a></cite></blockquote>
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