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	<title>Arquivos eleições 2018 - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos eleições 2018 - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>MST rompe com o Governo do Estado após desocupação violenta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 20:48:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2020]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na tarde de 10 de setembro de 2018, na reta final da campanha eleitoral, cinco mil pessoas usando ao menos uma peça vermelha no vestuário lotaram o pavilhão da fazenda Normandia, em Caruaru, para celebrar o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) à reeleição do governador Paulo Câmara. A relação acabou na manhã [&#8230;]</p>
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<p>Na tarde de 10 de setembro de 2018, na reta final da campanha eleitoral, cinco mil pessoas usando ao menos uma peça vermelha no vestuário lotaram o pavilhão da fazenda Normandia, em Caruaru, para celebrar o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) à reeleição do governador Paulo Câmara. A relação acabou na manhã da terça-feira, 25 de maio, quando as primeiras bombas de gás lacrimogênio começaram a ser jogadas sobre as 259 famílias de agricultores que ocupavam o Engenho Bonfim, em Amaraji, na Mata Sul.</p>



<p>Os golpes de cassetetes e as nove prisões – inclusive de um menino de 12 anos &#8211; realizadas pela Polícia Militar de Pernambuco destruíram quaisquer esperanças de reconciliação. Horas depois da violenta operação policial de reintegração de posse, os advogados do MST deram o tom do rompimento anunciando que iriam dar entrada em uma ação por irresponsabilidade pública contra o governador “por ter levado muitas famílias ao risco de ser infectado pelo novo coronavírus”.</p>



<p>Os advogados querem a prisão de Paulo Câmara. O argumento é que o governador expôs ao risco de contrair covid-19 tanto os quase mil agricultores e agricultoras acampados, as famílias dos policiais e a população de Amaraji, “que foi tomada por uma quantidade de militares e capangas nunca visto antes na cidade, correndo risco de perder o controle da pandemia com esta ação militar desproporcional e irresponsável”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Depois de engajar militância na campanha do PSB, MST sente-se traído por Paulo Câmara. Crédito: Andréa Rego Barros/PSB</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Últimos dias da relação</strong></h2>



<p>O dirigente nacional do MST, Jaime Amorim, contou como foram os últimos dias da convivência política com o Governo do Estado. Segundo ele, há duas semanas a coordenação do movimento vinha tentando negociar com as autoridades estaduais. “Eu falei diretamente com o governador para que evitasse o confronto, mas ao invés disso, o secretário da Agricultura e o presidente do Iterpe trabalharam para acelerar o despejo, em apoio à usina. Além dos policiais militares, havia no despejo uns 40 ou 50 capangas armados dos usineiros, fazendo o papel da polícia”.</p>



<p>O secretário da Agricultura (na verdade, o nome da pasta é Desenvolvimento Agrário) e o presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco são, respectivamente, o deputado estadual licenciado Claudiano Martins Filho (PP), e o ex-deputado Henrique Queiroz, cujo filho também é deputado estadual e integra a base de apoio ao governo pelo Partido da República (PR, antigo Partido Liberal). Os dois são aliados tradicionais de fazendeiros e usineiros e assumiram os cargos em novembro de 2020, quando o PT entregou os cargos após a polarizada disputa entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) pela prefeitura do Recife. Ao substituir os gestores petistas na pasta, Claudiano e Queiroz fecharam os canais de diálogo do MST no governo, dando início ao distanciamento que culminou na desocupação e, em consequência, no rompimento político.</p>



<p>As palavras de Jaime Amorim sugerem que o MST se sentiu traído: “A ação do governo poderia ter sido a de evitar o despejo violento, jogando as pessoas na rua no meio de uma situação de pandemia, mas isso não foi feito. A ação do governo poderia ter sido de iniciar a desapropriação de uma área reconhecidamente improdutiva, mas também não fez isso. Ao contrário, o que se viu foi uma aliança da polícia com os usineiros e a Justiça local”.</p>



<p>O ponto alto alcançado por essa aliança descrita por Amorim foi testemunhado pela codeputada da Juntas, Kátia Cunha (PSOL): “Quando os policiais arrancaram a bandeira do MST do acampamento, berraram como se comemorassem um gol. Era como se a bandeira fosse um troféu para eles”.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-solid-color"><blockquote><p><strong>A reação do governador</strong></p><cite>A Marco Zero procurou a secretaria de Imprensa do Governo do Estado e, no início da noite da terça-feira, dia 25, enviou o seguinte questionamento:<strong> “Estamos fazendo uma matéria sobre os desdobramentos políticos na relação com o MST a partir da desocupação lá em Amaraji. O foco da matéria é que a desocupação minou a relação de Paulo Câmara com o MST, afinal o movimento tinha subido no palanque e pedido votos para o governador em 2018. Hoje, o MST avisou que irá acionar Paulo Câmara judicialmente por &#8220;irresponsabilidade pública&#8221; por ter exposto as famílias de acampados, os policiais e a comunidade de Amaraji ao contágio pelo coronavirus. Foi isso que Jaime Amorim me falou ainda há pouco. Pergunto, portanto, como o governador interpreta essa reação dos seus aliados em 2018 e de como irá lidar com isso?”</strong><br><br>A resposta chegou na manhã seguinte e foi tão econômica na forma quanto no conteúdo: <strong>“Sem comentários”</strong>.</cite></blockquote></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que dizem os fiadores do apoio</strong></h3>



<p>Durante a campanha eleitoral de 2018, a aproximação entre o MST e a candidatura majoritária do PSB foi articulada por lideranças do PT com atuação no campo. Foi o caso do deputado federal Carlos Veras e do deputado estadual Doriel Barros, que, na época, ainda não tinham mandato, mas eram os dois principais nomes do partido vindos do movimentos de luta pela terra.</p>



<p>Veras e Doriel foram os fiadores que ajudaram o movimento a pedir votos para Paulo Câmara há três anos. Cada um reagiu de maneira diferente à desocupação que provocou a ruptura da relação que ambos ajudaram a construir. Veras foi comedido, vislumbrando possibilidade de diálogo futuro. Doriel está mais “aborrecido”, palavra que ele mesmo usou para definir seu estado de espírito.</p>



<p>O deputado federal petista não vê o MST “conferindo apoio ou em situação de ruptura desse apoio ao governo, até porque é uma organização social e não um partido político”. Para Veras, o “os trabalhadores sem-terra apresentam suas pautas ao governo e lutam para que sejam atendidas, e que essa é a dinâmica própria da relação governo e sociedade civil. E, que não cabe a mim opinar sobre as posições do MST em relação ao governo ou sobre qualquer outro aspecto da vida organizacional do movimento”.</p>



<p>Doriel Barros foi categórico: “O governo errou. Poderia ter realizado o despejo com cuidado, poderia negociar a desapropriação, poderia ter recorrido à Justiça para não haver o despejo usando a jurisprudência do STF, poderia ter esperado a Assembleia Legislativa votar um projeto que está tramitando e proíbe despejos na pandemia. Só não podia ter simplesmente lavado as mãos como fez”.</p>



<p>Presidente da comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, o deputado estadual petista lembra que &#8220;não é de hoje que os movimentos sociais tentam, junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, saídas pacíficas para evitar mais conflitos no campo&#8221;. E isso foi ignorado pelo governo nesse episódio.</p>



<p></p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Seja mais que um leitor da Marco Zero</em></p><cite><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em><br><br><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em><br><br><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em><br><br><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em><br><br><em>É hora de assinar a Marco Zero</em><a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
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		<title>Mais propostas, por favor, candidatos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 2020 19:40:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>por Franco Benites* Para aqueles que repudiam o bolsonarismo, o segundo turno das eleições para prefeito do Recife parece um paraíso: chegaram à disputa final dois candidatos que, apesar de terem apoios de partidos da base bolsonarista, nadam contra a corrente do que prega o presidente da República no oceano de pautas e propostas eleitorais [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Franco Benites*</strong></p>



<p>Para aqueles que repudiam o bolsonarismo, o segundo turno das eleições para prefeito do Recife parece um paraíso: chegaram à disputa final dois candidatos que, apesar de terem apoios de partidos da base bolsonarista, nadam contra a corrente do que prega o presidente da República no oceano de pautas e propostas eleitorais e administrativas. E é justamente pelo distanciamento do ódio e rancor que marca a gestão presidencial &#8211; e quase tudo o que envolve o atual presidente da República &#8211; que se esperava muito mais de Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB) no primeiro debate  televisivo do segundo turno.</p>



<p>Grosso modo, o que se viu na TV Clube na última sexta-feira foi um repeteco de debates eleitorais passados. O que tornou o encontro dos candidatos mais pitoresco foi o fato de que eles são da mesma família. O que era para ser uma briga de ideias sobre um interesse público, a zeladoria de uma das principais capitais do Brasil, tornou-se uma rinha de um caráter íntimo. Melhor para quem ligou a TV já com o balde de pipoca nas mãos e pior para quem esperava a apresentação de propostas e projetos.</p>



<p>O debate da TV Clube ocorreu no dia em que boa parte do Brasil lamentava mais um episódio trágico de racismo, o espancamento seguido de morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, no sul do Brasil. Acompanhar as notícias e debates gerados pela morte de João Alberto e depois assistir ao debate da TV Clube, com acusações de cunho familiar e muito mais menções ao passado (Arraes, Eduardo, 1985, 2014) do que ao futuro, me deu a sensação de que estava em dois mundos totalmente diferentes.</p>



<p>O racismo entranhado na morte de João Alberto e o Dia da Consciência Negra me remeteram ao racismo que resultou na morte do menino Miguel Otávio, no centro do Recife. Pensei em Mirtes Souza, mãe do garoto, moradora da periferia da capital. Até que ponto o discurso de Marília e João durante o debate se destinou aos milhares de Miguel, Mirtes e João Alberto que vivem na cidade?</p>



<p>É bem possível que os ataques prossigam nos próximos debates, ainda mais se as pesquisas internas dos candidatos apontarem que a postura no último dia 20 rendeu algum tipo de simpatia popular que se traduza em votos. Talvez eu faça parte de uma minoria, mas acho uma pena que duas figuras políticas jovens repitam o padrão de políticos do passado. Como escreveu o repórter João Valadares, da Folha de S. Paulo, talvez Marília e João devessem separar um tempo das suas atribuladas agendas de campanha para assistir a um dos debates entre Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) na briga pela prefeitura de São Paulo.</p>



<p>De quebra, a postura de Marília e João de transformar um debate sobre o Recife em uma contenda familiar termina por referendar o discurso dos candidatos de oposição que, no primeiro turno, diziam que o sobrenome do povo recifense não é Campos e nem Arraes. Não que isso vá fazer diferença prática agora, mas Mendonça Filho e Patrícia Domingos devem ter esboçado um sorriso por poder continuar a replicar esse discurso.</p>



<p>Quem acompanha eleições sabe que a maioria dos posicionamentos de quem busca o voto é tomada com base em uma orientação que passa, antes de tudo, pelo marketing. João não provocou Marília sobre Eduardo Campos à toa. Tampouco a, agora já famosa e elevada à categoria de lacração, frase de Marília sobre a prefeitura não ser um pirulito apareceu de graça. Mas os dois candidatos têm capacidade para ir além disso.</p>



<p><strong>*Franco Benites de Almeida é jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade do Minho, de Portugal</strong>.</p>
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		<title>Mulheres na política: teste seus conhecimentos sobre as eleições 2018</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Dec 2018 12:30:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[adalgisas. mulheres na politica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post <a href="https://marcozero.org/mulheres-na-politica-teste-seus-conhecimentos-sobre-as-eleicoes-2018/">Mulheres na política: teste seus conhecimentos sobre as eleições 2018</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Número de governadoras e senadoras cai enquanto o de deputadas cresce lentamente, mostra pesquisa da CFemea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Dec 2018 15:08:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de primeiro de janeiro de 2019, novos senadores, governadores, deputados federais e estaduais chegam ao poder. E não há o que comemorar para a representatividade feminina. Apenas uma mulher foi eleita governadora – ou 3,7%, mesmo percentual de 20 anos atrás. No Senado, a eleição de mulheres retrocedeu a níveis piores do que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-10049 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg" alt="adalgisasabertura" width="150" height="100">A partir de primeiro de janeiro de 2019, novos senadores, governadores, deputados federais e estaduais chegam ao poder. E não há o que comemorar para a representatividade feminina. Apenas uma mulher foi eleita governadora – ou 3,7%, mesmo percentual de 20 anos atrás. No Senado, a eleição de mulheres retrocedeu a níveis piores do que o ano de 2002 (de 18,5% para 12,9% dos senadores eleitos). Na Câmara dos Deputados, houve um pequeno avanço, talvez por conta da reserva de 30% do fundo eleitoral para as mulheres: de 9,9% para 15%, pouco avanço, mas mesmo assim um recorde. Relatório do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea) mostra que nas Assembleias Legislativas estaduais a representação feminina subiu de 11,4% para 15,3%.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12152" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/cfemea2.png" alt="cfemea2" width="542" height="340"></p>
<p>“Observando o impacto da lei de cotas desde sua criação em 1995 (Lei 9.100/95) até as posteriores alterações (leis 9.504/97 e 12.034/09), vê-se que ele sempre esteve aquém de seu potencial: o percentual de mulheres candidatas evoluiu bastante historicamente, mas não encontrou correspondente entre as eleitas. Na Câmara dos Deputados, de 1998 a 2018, houve crescimento de 9,4 pontos percentuais em relação às eleitas, resultado modesto para um período de 20 anos e duas versões da cota previstas em leis eleitorais distintas (a Lei 9.504/97 e a 12.034/09)”, afirma a cientista política e integrante do CFemea, Patrícia Rangel.</p>
<p>Sobre as candidaturas de mulheres, o estudo do CFemea mostra que elas caíram em 2018 em relação a 2014, com exceção dos governos estaduais (subiu de 10,4% para 14,4%). Para a presidência da República caiu de 27,3% para 15,4%; para o Senado, de 19% para 17,6%; a Câmara Federal teve uma variação de 31,8% para 31,7%; e as Assembleias Legislativas dos estados e do Distrito Federal, de 31,4% para 31,3%.</p>
<p>A pesquisadora considera que o Brasil é um caso alarmante em sub-representação. “As mulheres são 52% da população, 52,5% do eleitorado e quase metade das filiadas a partidos políticos, mas são menos de 15% dos representantes, o que nos coloca em 157º lugar no ranking da Inter-Parliamentary Union, composto por 196 países. Isso nos deixa em último lugar na América do Sul e em penúltimo nas Américas no que tange a representação parlamentar feminina, perdemos apenas para Belize&#8221;, diz.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12149" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/cfemea1.png" alt="cfemea1" width="573" height="425"></p>
<h3>O efeito dos 30% do fundo eleitoral</h3>
<p>As eleições deste ano foram as primeiras em que houve a cota de 30% dos recursos de campanha destinados para as mulheres. O levantamento do CFemea mostra que a medida teve um impacto positivo, mas ainda muito aquém do ideal. “A medida serviu para aumentar um pouco o percentual de eleitas na Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas estaduais, mas não serviu para elevar as candidaturas femininas nessas casas. Ou seja, o maior sucesso das mulheres nessas eleições foi seletivo, somente para algumas que foram beneficiadas com os recursos. Além disso, para todos os outros cargos, houve queda no percentual de eleitas”, afirma Patrícia Rangel.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12154" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/cfemea3.png" alt="cfemea3" width="484" height="476"></p>
<p>A barreira financeira que separa homens e mulheres ainda permanece, já que, apesar de determinar o percentual de 30%, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determinou como ele deveria ser distribuído. Ficou, então, a cargo dos partidos políticos escolher a que mulheres destinar a verba, e quando ela seria destinada. Muitas candidatas receberam o dinheiro no dia anterior à eleição.</p>
<p>“De uma forma geral, as mulheres dispõem de menos recursos que os homens (financeiros, humanos, entre outros) para investir em uma campanha política e, quanto maior for o padrão de gastos, mais prejudicadas ficam as candidaturas femininas. Os custos das campanhas no Brasil estão entre os mais altos do mundo. Segundo Teresa Sacchet, o país gasta em média três vezes mais que os outros países latino-americanos em campanhas para cargos legislativos federais. Esta é uma grande barreira para mulheres no geral, visto que são parcela grande da população empobrecida”, acrescenta a pesquisadora.</p>
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		<title>Festival 3i de Jornalismo Digital acontece no Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2018 10:23:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[Agência Publica]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inovação, inspiração e independência. Estes são os eixos do Festival 3i de jornalismo digital, que tem sua primeira edição nordestina. O evento vem ao Recife no dia 10 de novembro para dialogar sobre a cobertura da imprensa nas Eleições 2018 e os exemplos recentes de sucesso no financiamento de iniciativas inovadoras do jornalismo brasileiro. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Inovação, inspiração e independência. Estes são os eixos do Festival 3i de jornalismo digital, que tem sua primeira edição nordestina. O evento vem ao Recife no dia 10 de novembro para dialogar sobre a cobertura da imprensa nas Eleições 2018 e os exemplos recentes de sucesso no financiamento de iniciativas inovadoras do jornalismo brasileiro. A Universidade Católica de Pernambuco é a sede da programação, das 13h às 19h.</span></p>
<p>Os interessados (as) devem fazer as inscrições no link disponível ao fim do texto. Os valores dos ingressos variam entre R$ 50 &#8211; a meia entrada para estudantes &#8211; e R$ 100 a inteira.</p>
<p>Além de colocar em pauta a cobertura feita durante a disputa eleitoral, o 3i pretende traçar o panorama jornalístico pós-eleição. Propõe um “olhar para o futuro” como objetivo do debate, dividido em três momentos de palestras e reflexão sobre o jornalismo num país polarizado.</p>
<p>“É uma excelente oportunidade para fomentar a cultura da inovação e do empreendedorismo no jornalismo do Nordeste. Também é um ambiente para trocar experiências com profissionais de outras regiões num momento em que a web e as mídias sociais tornaram-se o grande espaço para o debate público no Brasil”, afirma Carolina Monteiro, presidente do Conselho Diretor da Marco Zero Conteúdo.</p>
<p>O festival é uma parceria entre Agência Lupa, Agência Pública, BRIO, JOTA, Nexo, Nova Escola, Ponte Jornalismo e Repórter Brasil com o Google News Initiative.</p>
<p>Entre os convidados estão Daniela Pinheiro, chefe de redação da Revista Época, Beatriz Ivo, do Comitê Gestor de Conteúdo do Sistema Jornal do Commercio e Diretora de Jornalismo da TV e Rádio Jornal, Cristina Tardáguila, da Agência Lupa de fact-checking, Saulo Moreira, assessor de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral e Helena Portilho, do projeto de videodocumentário Além da Cura.</p>
<p><b>Jornalismo Imersivo</b></p>
<p>Durante o 3i, uma experiência em jornalismo imersivo com  o “Baía 360” estará disponível para o público. Trata-se de um videodocumentário em 360 graus, produzido pela Pública e a agência irá disponibilizar equipamento especial. Os 20 primeiros inscritos ganharão um protótipo de óculos 360 de cartolina do Google News Initiative.</p>
<p>“Nunca o jornalismo foi tão importante, e o jornalismo independente, editorial e financeiramente, ainda mais. É o que queremos fomentar com o Festival 3i ”, conta Natalia Viana, codiretora da Agência Pública, que, junto com a Agência Lupa e a Marco Zero Conteúdo, está responsável pela curadoria da edição Recife.</p>
<p>Se inscreva através deste link:</p>
<p><a href="https://www.sympla.com.br/festival-3i-de-jornalismo---edicao-recife__382850?fbclid=IwAR3zDibfpREtkoF-lw6WrZHuiS9KPDvmL-EpOZDQ4cam5VwQ7LMKgP3l5Qw"><span style="font-weight: 400;">https://www.sympla.com.br/festival-3i-de-jornalismo&#8212;edicao-recife__382850?fbclid=IwAR1GfMj4H9skE1NkHlT_RMKfTqqx6AVAX7DjwBCl1sEvuyoB4Lp5MJ4rugE</span></a></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><b>Programação completa:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">13:00</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mesa 1: Como o Jornalismo Sobreviveu às eleições</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma conversa sobre polarização, assédio a jornalistas, fake news e ética</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Natalia Viana, Agência Pública (mediadora)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cristina Tardáguila, Lupa</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Beatriz Ivo, do Sistema Jornal do Commercio e Diretora de Jornalismo da TV e Rádio Jornal</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saulo Moreira, Tribunal Regional Eleitoral</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Daniela Pinheiro, Revista Época</span></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">15:00</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mesa 2:  Como inovar sem milhões de dólares </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jornalistas e programadores contam como conseguiram realizar projetos inovadores sem altos investimentos</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cristina Tardáguila, Agência Lupa (mediadora)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ricardo Brazileiro, LabCoco</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jean Souza, Datafolha, da equipe do aplicativo Match Eleitoral </span></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">17:00</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mesa 3:  Histórias de sucesso: como viabilizamos projetos de jornalismo e ganhamos financiamento</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compartilhando aprendizagens sobre como fazer projetos bem-sucedidos e levantar dinheiro</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carolina Monteiro, Marco Zero Conteúdo  (mediadora)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Helena Portilho, Além da Cura</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Giulliana Bianconi, Gênero e Número</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Yargo Sousa Gurjão e Bruno Lima Xavier, Coletivo Nigéria</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Derrota nas urnas é chamado à resistência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Oct 2018 00:34:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mariama Correia e Débora Britto No princípio era a expectativa, a tensão. As horas que antecederam a apuração das urnas foram de nervosismo para os eleitores de Fernando Haddad (PT), que se reuniram no bairro de Santo Antônio, no Recife, na noite deste domingo (28). Sobre os rostos voltados para as telas dos celulares e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mariama Correia e Débora Britto</strong></p>
<p>No princípio era a expectativa, a tensão. As horas que antecederam a apuração das urnas foram de nervosismo para os eleitores de Fernando Haddad (PT), que se reuniram no bairro de Santo Antônio, no Recife, na noite deste domingo (28). Sobre os rostos voltados para as telas dos celulares e os dedos nervosos que trocavam mensagens pairava a dúvida: será que o movimento de virada que ganhou volume nas últimas semanas nas redes sociais, inclusive com a adesão de várias figuras públicas que, na reta final, declararam voto ao PT, se confirmaria nos números?</p>
<p>Na Avenida Martins de Barros, no chamado Ponto 13, os eleitores acompanharam a apuração vestidos de vermelho, com bandeiras hasteadas, cantando músicas da campanha e gritando palavras de ordem. Ali também estavam políticos e dirigentes do PT e de partidos de esquerda como o PSOL, além de representantes do Movimento Sem Terra (MST), do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do coletivo de mulheres lésbicas e bissexuais de Pernambuco (Colesbi-PE), dos índios Xucurus de Pesqueira (PE), que fizeram uma apresentação de seus cantos tradicionais e de cocos de roda, entre outras entidades.</p>
<p>Uma hora antes da primeira parcial ser divulgada, a ansiedade era grande. “Dá um aperto no coração”, comentou a atriz Bruna Marques. “É um misto de expectativa e esperança”, disse a professora Vivian Silva. Por volta das 19h, foram divulgados os primeiros números, que já consolidavam a vitória de Jair Bolsonaro do PSL, com 55% dos votos quando 88% das urnas estavam apuradas &#8211; embora, em Pernambuco, Haddad tenha vencido com 66%.</p>
<p>O ar de perplexidade das pessoas diante da vitória de Bolsonaro logo se transformou em &nbsp;choro desenfreado. Entre lágrimas, a contadora Eduarda Melo contou que sempre sofreu discriminação por conta de sua orientação sexual. Agora, o sentimento de insegurança é maior. “Estava planejando ter um filho com a minha esposa no próximo ano, mas diante da eleição de Bolsonaro podemos ter que abrir mão desse sonho”, comentou. A esposa dela, Maria Cireno, que é empresária, também partilha do mesmo sentimento de medo. “Senti o ódio das pessoas durante essas eleições. Um ódio simplesmente por sermos quem somos”, disse visivelmente abalada.</p>
<p>Da coordenação estadual do MST, Paulo Masan considera que o resultado das eleições também põe em risco a segurança de movimentos populares. “Abre possibilidade para a intolerância se tornar violenta&#8221;, afirma, citando exemplos de acampamentos do MST que sofreram atentados na reta final da disputa eleitoral. Felipe Cavalcanti, da coordenação estadual MTST, reforçou que o cenário político a partir de 2019 será obscuro. “Vamos nos organizar para a resistência do que pode vir”.</p>
<p><b>Resistência</b></p>
<p>De um palanque improvisado, Jaime Amorim, da coordenação estadual e liderança nacional do MST em Pernambuco, disse que é preciso organizar o &#8220;Congresso do Povo, uma iniciativa popular que pretende construir com a população novas propostas para o país, no campo da esquerda.&#8221;</p>
<p>Presidente do PT em Pernambuco, Bruno Ribeiro classificou a vitória de Bolsonaro como um retrocesso. “É o fascismo institucionalizado. É um resultado adverso à democracia”, comentou. Para o dirigente, o resultado das urnas lança um novo desafio para a esquerda brasileira e para o PT. “Nós temos que garantir que todos os direitos conquistados pelo povo sejam mantidos. O tamanho das nossas ações de oposição será determinado pelas ações do governo de Bolsonaro. Se ele for desenvolver as suas promessas selvagens, encontrará um povo que vai impor limites. Nossa luta é mostrar que a Constituição o limita, que as conquistas do povo o limitam. Bolsonaro será um presidente limitado pela vontade popular”, declarou.</p>
<p>Priscila Gadelha, presidente do Conselho Estadual de Políticas de Drogas, é uma das pessoas que acreditava na virada de Haddad e vislumbra nessa mobilização o começo do que pode ser um caminho de resistência. &#8220;Minha sensação é de que conseguimos repactuar com o povo. Mas a gente precisa muito de cada pessoa, pois vem aí uma revolução cultural. É preciso se envolver de verdade e abrir caminho para o diálogo aberto. Precisamos falar mais sobre mídia, cultura, educação&#8221;, disse.</p>
<p>Ante à derrota nas urnas, os eleitores que ainda permaneciam no Ponto 13 encontraram apoio&nbsp;entre abraços dos amigos e familiares.&nbsp;No fim, seu desalento se tornou um chamado à resistência. “O Brasil vai passar por um processo difícil nos próximos anos, é preciso resistir”, ponderou o músico Márcio Oliveira. “Agora precisamos lutar para reduzir os danos”, acrescentou o servidor público Henrique Lima. Ao microfone, a estudante Rosa Amorim gritava que não é possível deixar que o medo prevaleça. &#8220;Somos nós que vamos estar na linha de frente. É preciso não ter medo, é preciso ter coragem de lutar pela democracia&#8221;.</p>
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		<title>Ato número 1: censurar as universidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Débora Britto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 21:24:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CENSURADO é o letreiro de uma faixa estendida na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Às vésperas do segundo turno das eleições que trouxerem ao debate público a ameaça do autoritarismo e da censura, ambos representados pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), a Justiça Eleitoral cumpriu o papel de anunciar como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>CENSURADO é o letreiro de uma faixa estendida na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Às vésperas do segundo turno das eleições que trouxerem ao debate público a ameaça do autoritarismo e da censura, ambos representados pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), a Justiça Eleitoral cumpriu o papel de anunciar como pode ser o governo do capitão reformado, caso alcance a vitória nas urnas.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/direito-uff-antifascista.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-11532" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/direito-uff-antifascista-300x225.jpg" alt="direito uff antifascista" width="300" height="225"></a>Na última terça-feira (23), a UFF foi notificada para retirada da faixa, no mesmo local, em que se lia &#8220;Direito UFF Antifacista&#8221;. A instituição não foi a única. Casos como esse aconteceram em outras universidades pelo país e acenderam um alerta na comunidade estudantil e de professores. Até o momento, mais de 30 centros universitários sofreram algum tipo de ação judicial ou política com recolhimento de materiais, proibição de eventos acadêmicos ou dentro dos campi.</p>
<p>A investida nos últimos dias em diversas universidades no país levantou a desconfiança de que as ações dos TREs foram enviesadas para favorecer a candidatura de Jair Bolsonaro e silenciar seus opositores.</p>
<p>&#8220;Não sabemos até o momento se essa simultaneidade e abrangência se deve a uma ação coordenada de denúncias ou a uma ação planejada das forças policiais. Alguns dos alvos foram atividades ou materiais que poderiam ser caracterizadas como propaganda irregular, mas houve muitos relatos de abusos, incluindo análises de filmes, cursos de história e documentos em defesa da democracia&#8221;, relatou Pablo Ortellado, professor da USP, que está reunindo denúncias pelas redes sociais.</p>
<p>Em nota, a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro defendeu que manifestações em favor da democracia ou contra o fascismo não configuram propaganda eleitoral e fez recomendação às universidades para que assegurem a liberdade de expressão no mundo acadêmico. No texto, a defensoria reforça a autonomia das universidades para a realização de debates &#8220;sem qualquer cerceamento no exercício do livre direito à expressão, independentemente de posição político-ideológica, ainda que haja debates sobre o quadro eleitoral vigente, o que não se constitui propaganda político-eleitoral&#8221;.</p>
<p>No Twitter, o professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro João Felippe Cury disse que existe uma &#8220;caça às bruxas&#8221; do TRE. &#8220;Não há isonomia. Há caça às bruxas. O TRE não fez força tarefa nas Igrejas que claramente apoiavam o Bolsonaro cometendo crimes eleitorais aos montões. O elo visível foi o espetáculo nas universidades. O que eles ignoram é a força da resistência. O caminho é resistir e testemunhar.&#8221;</p>
<p><strong><a href="http://marcozero.org/professor-abordado-por-policiais-em-universidade-do-para-diz-que-e-preciso-reagir/"><span style="color: #0000ff;">Professor abordado por policiais em universidade do Pará diz que é preciso reagir</span></a></strong></p>
<p>A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, também <a href="http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/temas-de-atuacao/direitos-humanos/atuacao-do-mpf/nota-publica-sobre-direitos-constitucionais-assegurados-a-comunidade-discente-e-docente-de-universidades-brasileiras">publicou uma not</a>a nesta sexta-feira (26) sobre o caso e chamou atenção para a diferença entre proibir propaganda eleitoral e censurar o debate de ideias em espaços públicos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Conceber que o repúdio ao fascismo possa representar o apoio a uma determinada candidatura seria admitir que a Constituição brasileira endossaria tal forma de regime, o que é inaceitável. Em realidade, poderia se criticar uma manifestação anti-fascismo por platitude num cenário de normalidade democrática, mas em hipótese alguma de propaganda a uma candidatura. Uma interpretação em favor da proibição de manifestações dessa natureza é uma ladeira escorregadia e, em breve, se poderia alegar que qualquer símbolo ou manifestação solidária ou trivial está associado a candidaturas. Até mesmo a simples presença de crucifixos em ambientes públicos poderia ser considerada um posicionamento contra, por exemplo, candidatos judeus ou ateus&#8221;, critica o documento do MPF.</p></blockquote>
<p>Sem arrodeios, o documento considera que a Justiça Eleitoral passou dos limites ao interpretar manifestações como “Marielle Franco presente” e “Ditadura nunca mais” como posicionamentos político partidários. &#8220;A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) entende que são potencialmente incompatíveis com o regime constitucional democrático iniciativas voltadas a impedir a comunidade discente e docente de universidades brasileiras de manifestar livremente seu entendimento sobre questões da vida pública no país – tais como as que ocorreram nos últimos dias 23 a 25 de outubro, em mais de uma dezena de universidades brasileiras&#8221;, argumentou.</p>
<h2><b>Como deveria agir a Justiça Eleitoral</b></h2>
<p>Em meio às denúncias nas universidades, a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) publicou uma nota de esclarecimento sobre notificação que recebeu da Justiça sobre atividades realizadas no campus. Ao contrário do que houve em outros locais, a Unicap foi notificada de modo padrão, com base § 2º do art. 37 da Lei nº 9.504/97, que demanda que a instituição “fiscalize e não permita a veiculação/divulgação de toda e qualquer forma de propaganda eleitoral”.</p>
<p>Manoel Moraes, professor e titular da Cátedra Dom Helder Camara de Direitos Humanos UNESCO/UNICAP, explicou que a natureza do que aconteceu com a Unicap é diferente das ações em outros estados e universidades. Segundo ele, a ação está dentro da normalidade da Justiça Eleitoral. &nbsp;&#8220;Essas medidas são resultado de um programa chamado Pardal em que a pessoa notifica dizendo que está tendo campanha em algum lugar. A partir disso, o juiz despacha notificações. O que foge à razoabilidade é quando operações sistêmicas nas universidades federais&#8221;, explicou.</p>
<p>O posicionamento explica que foram realizados dois eventos não partidários, mas de natureza distinta, o que cumpriria um equilíbrio nas atividades dentro do campus. As atividades aconteceram em dias diferentes. &#8220;Se o debate aconteceu como a Universidade afirmou isso está totalmente dentro da legislação. Se abriu espaço para pessoas que defendem uma chapa falarem e depois para outras. Você tem uma troca de ideias no ambiente acadêmico e tem aí uma manifestação de liberdade de expressão das pessoas&#8221;, explica a advogada eleitoralista Luísa Leite, especialista em direito eleitoral pelo ESA/TRE-PE.</p>
<p>&#8220;Eu acredito que a pessoa que fez a denúncia só viu um dia de debate. Como as eleições estão polarizadas acho que a universidade agiu bem em dar espaço a uma e depois a outra&#8221;, ponderou a advogada.</p>
<p>Para evitar a circulação de boatos, a Unicap afirmou em nota que &#8220;a referida Notificação foi deflagrada por denúncia realizada, a partir de debates realizados por iniciativa de estudantes e professores da Unicap, no dia 16.10.2018, no hall do Bloco G, supostamente em prol de uma das candidaturas à Presidência da República. Cumpre assinalar que, no dia 18.10.2018, militantes da outra candidatura se dirigiram ao mesmo local, também para a realização de debates, em apoio à candidatura que defendem&#8221;. Para evitar questionamentos como esse, a instituição também afirmou que evitou, nestas eleições, pedidos para outros eventos de candidaturas estaduais e nacional.</p>
<p>&#8220;O caso aqui foi um pouco diferente dos casos que ocorreram em outras universidades. Lá o que estava se fazendo era manifestações genéricas em prol da democracia, contra o fascismo. Isso é um ponto de diferença do que houve na Unicap&#8221;, alertou a advogada.</p>
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		<title>O que é democracia? Eleições colocam sistema em xeque</title>
		<link>https://marcozero.org/o-que-e-democracia-eleicoes-colocam-sistema-em-xeque/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2018 04:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[constituição]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Haddad]]></category>
		<category><![CDATA[jair bolsonaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Maria Carolina Santos e Raíssa Ebrahim O Brasil talvez esteja vivendo sua eleição mais polarizada. No ano em que se celebra as três décadas da Constituição, o tema democracia nunca esteve tão em pauta. De um lado, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) teceelogios ao período da ditadura militare fala em &#8220;banir da pátria&#8221; os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Maria Carolina Santos e Raíssa Ebrahim</strong></p>
<p>O Brasil talvez esteja vivendo sua eleição mais polarizada. No ano em que se celebra as três décadas da Constituição, o tema democracia nunca esteve tão em pauta. De um lado, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) tece<a href="https://www.youtube.com/watch?v=LyOvIrvKZD8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">elogios ao período da ditadura militar</a>e fala em <a href="https://videos.bol.uol.com.br/video/bolsonaro-diz-que-se-eleito-marginais-vermelhos-serao-banidos-da-patria-04024D983372D4A96326" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;banir da pátria&#8221;</a> os opositores. Ainda assim, afirma que tem <a href="https://www.valor.com.br/politica/5512567/bolsonaro-diz-ter-total-compromisso-com-democracia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;total compromisso&#8221; </a>com a democracia.</p>
<p>Do outro lado, Fernando Haddad (PT)afirma que a <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/24/politica/1540392957_376315.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">democracia brasileira ficará ameaçada</a>, caso Bolsonaro ganhe as eleições. Jornais internacionais, como o <a href="https://www.economist.com/leaders/2018/09/20/jair-bolsonaro-latin-americas-latest-menace" target="_blank" rel="noopener noreferrer">The Economist</a> e o <a href="https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/10/22/interna_politica,999088/nyt-chama-bolsonaro-de-triste-escolha-e-diz-que-capitao-e-risco-a-d.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">The New York Times</a>, fazem coro ao receio petista. Mas, afinal, o que é democracia?</p>
<p>O historiador Rodrigo Bione afirma que a definição do conceito é bem mais amplo do que apenas exercer o direito de votar e ser votado. &#8220;Não é apenas o direito de escolher o representante, mas de ser representado. Historicamente, o espaço de poder no Brasil vem sendo ocupado por homens brancos que pertencem as elites. Quebrar essa corrente é difícil. Temos também um fator delaços familiares na política. Em Pernambuco, João Campos (filho de Eduardo Campos) teve um recorde de votos sem ter uma história de vida compatível com isso&#8221;.</p>
<p>Bione lembra que dos eleitos para a próxima Câmara Federal, apenas 15% são mulheres. &#8220;E esse é também um número recorde. Há uma crise de representatividade no Brasil de vários grupos, como mulheres, negros, indígenas. Quando se coloca a questão de representatividade destes grupos, é como se esses grupos tivessem privilégios, mas é o contrário. A inclusão desses grupos é que é diminuir privilégios&#8221;, diz.</p>
<p>Professora de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Luciana Grassano diz que um dos pilares de uma democracia é que as minorias possam ter seus direitos garantidos e viver com dignidade. “É o oposto das falas de Bolsonaro, que tem falas contra gays, contra mulheres, contra índios. Ele é avesso às minorias. Bolsonaro mudou as falas para se colocar como um democrata, mas os 28 anos de vida pública dele mostram o contrário”, diz Grassano, que foi coordenadora da Faculdade de Direito do Recife de 2007 a 2015.</p>
<p>Ela vê o perfil autoritário de Bolsonaro como uma mistura da falta de informações sobre a ditadura brasileira e a enxurrada de<em> fake news</em> a favor do candidato do PSL durante a campanha. “O Brasil tem um problema de memória. O país não fez uma autocrítica em relação ao período do regime ditatorial. As pessoas não têm o conhecimento do que é um regime opressor. Muitas pessoas acham que Bolsonaro está apenas usando frases de efeito, e não vai fazer nada disso”, afirma a professora.</p>
<p>Antes da Constituição de 1988, o Brasil teve poucos momentos de democracia. &#8220;Em que a voz a oposição não foi silenciada, sem censura social, tivemos o governode Juscelino Kubitschek (1956-1961) e o governo de Getúlio Vargas que não foi ditatorial. A democracia brasileira é muito jovem. E agora estamos em risco. Pode ter havido falhas ao longo desses 30 anos de Constituição, mas o importante é corrigir essas falhas, ao invés de matar a democracia, em nome de um projeto autoritário&#8221;, acredita Bione.</p>
<p><em>A Marco Zero ouviu formadores de opinião e foi às ruas do Recife para saber o que as pessoas acham que é democracia. Nas ruas, muitas pessoas se recusaram a dar sua opinião: ao associarem o termo com política, logo deixaram claro que não querem envolvimento.</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-11482" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/otto-150x150.jpg" alt="otto" width="150" height="150">“A democracia foi criada para que não houvesse morte, guerra ou um único pensamento. Ou a imposição autoritária. Democracia é o poder da maioria . É nela que estão todos os direitos universais do homem e a justiça. Quando se perde a democracia perdemos os nossos direitos. Uma peça fundamental de paz e evolução. E que deve ser respeitada”.<br />
<strong>Otto, músico<br />
</strong></p>
<hr>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-11479" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/policial-150x150.jpg" alt="policial" width="150" height="150">“Democracia é expressão popular. Cada um escolhe o que é importante para si e também para a comunidade. A ideia é essa: ter pessoas que tenham ideias diferentes e expressar essas ideias. Poder ser ouvido e participar da vida política. Acho que a democracia não está em risco nessas eleições. Seria precipitado dizer isso. Claro que pode ter alguns retrocessos, mas nada a ponto do fim da democracia. Prefiro não dizer meu voto, mas vou votar pelas minorias”<br />
<strong>Pedro Pereira, policial militar</strong></p>
<hr>
<p>“Democracia é o espaço de participação coletiva, onde todos os direitos são respeitados, dentro da diretriz nacional que é nossa constituição. É a garantia da constitucionalidade dos direitos e das garantias individuais. Os indivíduos merecem participar do processo de decisões do Brasil. Não podemos perder esse espaço. Essa democracia é ferida quando indivíduos e direitos não são reconhecidos”<br />
<strong>Anderson Moreira, ativista do Grupo LGBT Leões do Norte</strong><strong></strong></p>
<hr>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/carlotapereira.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-11606" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/carlotapereira-150x150.jpg" alt="carlotapereira" width="150" height="150"></a>&#8220;Democracia é o direito a liberdade, a igualdade e a justiça. Écidadania. Inclusive, para termos democracia tem que haver a divergência e a escuta e a conciliação.O estado democrático de direitos é aquele onde todos são iguais em direito e deveres e um lugar para salvaguardar a vida de todos seus cidadãos&#8221; <strong>Carlota Pereira, produtor</strong></p>
<hr>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-11475 size-thumbnail" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/tradutora2270x190-150x150.jpg" alt="tradutora2270x190" width="150" height="150">“Democracia é você ter a liberdade de você ser quem você é, você ter a liberdade de escolher o candidato que você deseja sem sofrer nenhum tipo de repressão por causa disso. De você ter o direito de ter escolhas, de você não sofrer nenhum tipo de repressão. A democracia tanto tem a ver com o voto, com quem você vai escolher para lhe representar, quanto na sua vida prática, na sala de aula, no seu trabalho, de todos serem tratados com igualdade”.<br />
<strong>Maria Carolina Morais, tradutora</strong></p>
<hr>
<p><strong>“</strong>Não entendo (o que é democracia). Sou analfabeto, não sei de nada mesmo. Eu não aprendi a ler, não aprendi nada. Só a trabalhar na feira. Voto desde quando eu estava com 18 anos. Eu só voto no 13. Dê o que der, só voto no 13. Tenho 74 anos, mas vou votar só pra meter um voto no 13”<strong>Edvaldo José de Lima, feirante</strong></p>
<hr>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/okadodocanal.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-11607" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/okadodocanal-150x150.jpg" alt="okadodocanal" width="150" height="150"></a>&#8220;Democracia é poder decidir meu futuro e o futuro de um futuro filho através do voto.É ter o direito de ir e vir sem ser violado, saca ? De ver meus amigos se divertirem na praia sem ser expulsos, entende? De poder andar na Rua da Moeda em um 20 de novembro, por exemplo, sem ser colocado pra casa&#8221; <strong>Okado do Canal, músico e integrante do Favela News</strong></p>
<hr>
<p>“Para dizer sinceramente&#8230;eu não entendo nada. Esse negócio de política eu não entendo nada, nada mesmo. Não procuro saber dessas coisas, não gosto. Quando eu escuto “democracia” eu ligo à política&#8230;e também ligo a quando o Brasil tá bem, quando não tá. Mas não sei dizer se quando tem mais democracia tá bem ou tá mal. Não vivo dentro dessas coisas”<br />
<strong>Rebeca Fernanda, comerciária<br />
</strong></p>
<hr>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-11477" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/cambista-150x150.jpg" alt="cambista" width="150" height="150"></p>
<p>“Democracia&#8230;não sei. É o que? Eu não sei&#8230;me explique: é o que? Eu acho que é coisa ruim, não? Acho que não tem a ver com votar. Pode ser que tenha a ver com liberdade&#8230;e liberdade eu acho que não é ruim”<br />
<strong>Maria José de Souza, cambista</strong></p>
<hr>
<p>&#8220;Não dá nem pra responder muita coisa, hoje a gente acha que tem democracia, mas não tem porque a gente não tem liberdade de expressão. Talvez a eleição mude democracia&#8221;<br />
<strong>Ednaldo Batista, motorista<br />
</strong></p>
<hr>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-11569 size-thumbnail" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/crossfit1-150x150.jpg" alt="crossfit1" width="150" height="150"></p>
<p>&#8220;Pra falar a verdade, o que democracia mesmo hoje neste mundo? Acho que é cada um ter sua opinião. Mas, pra esse mundo mudar, só quando Jesus vier. Nem Haddad nem Bolsonaro com essa loucura dele, nem nenhum. Voto nulo desde o dia que comecei a votar &#8221;<br />
<strong>Jéssica Natália, recepcionista</strong></p>
<hr>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-11571" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/10/feirante2-150x150.jpg" alt="feirante2" width="150" height="150">&#8220;Democracia é o direito de votar, escolher, opinar. Voto em Bolsonaro pra mudar, não tô empregada hoje em dia por causa do PT&#8221;<br />
<strong>Gláucia Fernanda de Olveira, feirante</strong></p>
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		<title>Bolsonaro e a trapaça como arma eleitoral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 17:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Maria Carolina Santos e Raissa Ebrahim Um homem está na biblioteca de Londrina, no Paraná. Ele pega um livro da estante e, escondido, tira fotos das páginas, já desgastadas pelo uso. É uma denúncia gravíssima: ali, em fotos ruins de celular, a “prova” de que Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT, escreveu um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Maria Carolina Santos e Raissa Ebrahim</strong></p>
<p>Um homem está na biblioteca de Londrina, no Paraná. Ele pega um livro da estante e, escondido, tira fotos das páginas, já desgastadas pelo uso. É uma denúncia gravíssima: ali, em fotos ruins de celular, a “prova” de que Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT, escreveu um livro defendendo o incesto e a pedofilia. Em segundos, a mensagem, e as fotos, se espalham pelo WhatsApp.</p>
<p>De muito pouco adianta o fato de que a mentira havia sido plantada um dia antes pelo “filósofo” Olavo de Carvalho no Facebook. De nada adianta os desmentidos posteriores – inclusive do próprio Olavo. O estrago estava feito.</p>
<p>Quem trabalha com campanha política diz que não é debate, não é Facebook, não é Whatsapp, não é a Imprensa que ganha uma eleição. O que ganha é política.</p>
<p>Nesta eleição, a máxima pode ter prevalecido. Porém, mais do que as alianças políticas, é o uso heterodoxo de técnicas de propaganda que domina o debate público neste segundo turno. O WhatsApp e as fake news são os protagonistas.</p>
<blockquote><p><a href="https://marcozero.org/whatsapp-denuncia-contra-bolsonaro-evidencia-crise-de-mediacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">WhatsApp: denúncia contra Bolsonaro evidencia crise de mediação</a></p></blockquote>
<p>A campanha do presidenciável Jair Bolsonaro usa o que o professor de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Fernando Fontanella chama de “estratégia da trapaça” &#8211; uma fuga da propaganda tradicional. “Você tem o uso de dinheiro obscuro para espalhar fake news ou usando algoritmos. É uma estratégia super sofisticada de distribuição de informação que pega de surpresa quem joga pelas regras tradicionais (legais ou não)”, diz o professor da Unicap.</p>
<p>“O caso do livro na biblioteca de Londrina é uma propaganda tosca. Mas a encenação dá autenticidade, parece feita por um cidadão preocupado. Porém, quem fez sabe muito bem o que está fazendo. Por trás de algo que parece tão amador, há um planejamento muito profissional, um gênio diabólico”, explica Fernando Fontanella, que recebeu as imagens pelo WhatsApp.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://cdn.knightlab.com/libs/timeline3/latest/embed/index.html?source=1kZVSx4Uw6l22ak5L72HRImXabAXWHjC6VKLO8kxtsVc&amp;font=Default&amp;lang=pt-br&amp;initial_zoom=2&amp;height=350" allowfullscreen="allowfullscreen" width="100%" height="350" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Pesquisa do grupo <a href="https://www.eleicoessemfake.dcc.ufmg.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Eleições sem fake&#8221;</a>, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que Bolsonaro monopoliza os debates na maior parte dos grupos públicos de WhatsApp. &#8220;Monitoramos 272 grupos que debatem política, 37 deles só de Bolsonaro. Somos um sistema enviesado porque há mais grupos de apoiadores dele do que de outros candidatos&#8221;, disse Fabrício Benevenuto, professor do departamento de Ciência da Computação da UFMG e criador do projeto, em entrevista ao El País.</p>
<p>Outro estudo, do Instituto para Internet de Oxford, mostrou que os bolsonaristas produziram entre 18 e 29 de agosto 5,9 milhões de postagens com apenas 50 mil autores, o que indica o uso de &#8220;robôs&#8221; no Twitter.</p>
<p>Definindo como “selvagem” a tática de campanha de Bolsonaro, Fontanella acha que nem a equipe de Bolsonaro tinha tanta certeza de que tal estratégia iria funcionar. “É algo que também foge ao controle do núcleo, porque os próprios apoiadores começam a criar conteúdos e divulgá-los”.</p>
<p>A campanha de Bolsonaro ganhou fôlego não só com os disparos em massa – realizados, segundo reportagem publicada na semana passada pela Folha de S. Paulo, nos dias anteriores ao primeiro turno – mas principalmente com uma estratégia de comunicação que passou mais de um ano testando conteúdos e formatos e identificando pessoas que passariam essas mensagens para frente.</p>
<p>Assim, os estrategistas sabiam da força que conteúdos como o &#8220;kit gay&#8221; – uma mentira alimentada e moldada por anos – teria na campanha. “Eles chegaram na campanha sabendo o que funciona mais com cada público. E sabendo com quem contar para espalhar essa mensagem de forma rápida”, diz Fontanella.</p>
<blockquote><p><strong>&nbsp;</strong></p>
<h3>O que aconteceu até agora depois da denúncia da Folha de São Paulo:</h3>
<p>TSE abre investigação sobre Bolsonaro e compra de pacotes de disparo de mensagens contra o PT no WhatsApp.</p>
<p>PGR pede à Polícia Federal abertura de inquérito para apurar suposto esquema ilegal tanto na campanha de Bolsonaro quanto na de Haddad.</p>
<p>WhatsApp notifica extrajudicialmente e bloqueia contas ligadas às empresas Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market, suspeitas de venderem esse tipo de serviço.</p>
<p>WhatsApp diz, em entrevista à BBC News Brasil, que não pretende fazer novas alterações ligadas a mensagens encaminhadas ou à criação e participação em grupos na reta final das eleições brasileiras.</p>
<p>WhatsApp anuncia que baniu 100 mil usuários por uso irregular do aplicativo na última semana</p>
<p>Facebook remove 68 páginas e 43 contas que replicavam postagens favoráveis a Bolsonaro que violam a política de uso da rede social</p></blockquote>
<p>O publicitário baiano André Torretta foi sócio, durante alguns meses, entre o final de 2017 e o início de 2018, da Cambridge Analytica, a empresa que foi à falência após a descoberta de que usou informações dos perfis&nbsp;de mais de 50 milhões de norte-americanos para moldar notícias falsas e influenciar a eleição de Donald Trump.</p>
<p>Torretta avalia que houve uma adaptação para o modelo brasileiro, com o WhatsApp na linha de frente. “Uma rede (WhatsApp) tem 160 milhões de usuários, a outra (Facebook) tem 100 milhões. Só os idiotas não apostaram no WhatsApp”, dispara. “O Brasil é um país pobre. Depois do dia 15, muita gente fica sem internet no celular. Vão pegar wi-fi na farmácia e não têm tempo para entrar em sites. Ficam no WhatsApp”.</p>
<p>O problema que ele vê, para quem trabalha nas campanhas, é certa dificuldade em aferir a recepção da mensagem. “No WhatsApp não há regras. Você lança a mensagem e não sabe se funcionou ou não. Você atira e reza. Como toda comunicação, dá resultado, mas não é algo tão preciso de se aferir como no Facebook”, diz.</p>
<p>Para Torretta, o que ficou da experiência da breve sociedade com a Cambridge Analytica foi a divisão do eleitorado por perfis psicológicos. “O Brasil tem bons bancos de dados, como o do IBGE. Mas nunca tinha trabalhado com a divisão baseada em personalidade, dentro de uma rede social. Isso foi um aprendizado”.</p>
<p>Sobre os disparos, Torretta afirma que podem ser encontrados em &#8220;toda esquina, é só digitar no Google&#8221;. Ele não acha que as informações falsas vão diminuir nas próximas eleições. Pelo contrário, acredita que deverão ficar mais sofisticadas. Mas minimiza o impacto que elas possam ter. “Não é uma invenção de agora. Antes você tinha as fofocas, as revistas impressas. Fake news sempre existiu. Mesma lógica para os disparos por WhatsApp: antes tínhamos as listas telefônicas”.</p>
<blockquote>
<h3>“Crise é por desinteresse em política”</h3>
<p>O professor de Publicidade e Propaganda Fernando Fontanella afirma que é importante marcar que a eleição mudou por causa da tecnologia, mas que a tecnologia é um produto da sociedade, e não uma causa. “Não é que a tecnologia veio do nada e mudou como as pessoas lidam com o processo. Na verdade, é um processo gradual”, diz</p>
<p>“Um pouco do ambiente político que a gente vê agora nas mídias sociais já é resultado do Facebook se moldando ao modo das pessoas conversarem. Estamos há anos com um problema de saturação de informação, o público está de saco cheio. Então você precisa de ferramentas que fazem curadoria de conteúdo, você precisa de mediadores que vão simplificar as coisas. O Facebook há sete anos já limita com os algoritmos o que chega no nosso feed. Ele vai fazendo uma curadoria automatizada. E agora está todo mundo nas suas bolhas. Mas nós buscamos essas bolhas. O Facebook só está dando certo porque a gente quis a bolha: estávamos muito sobrecarregados”, diz Fontanella.</p>
<p>Com os eleitores saturados de informações e com uma visão negativa da política, as redes sociais se tornaram um refúgio seguro. “A gente tem que lembrar que a maioria dos eleitores não gosta de eleições: a direção que fazem em direção ao Facebook e ao WhatsApp vem de valorizar uma versão mais simplificada da vida mesmo. De alguém que faça essa curadoria, que dê esse raciocínio mastigadinho”.</p>
<p>“A política não é o centro da vida das pessoas. Neste ambiente eleitoral, a gente é levado a pensar isso, mas na verdade a gente busca conforto: a gente mergulha na bolha e ela reforça nossa visão de mundo. A crise parece ser causada pelas redes sociais, mas a crise não é causada pelas redes sociais, mas pelo desinteresse que as pessoas têm em política”, completa.</p>
<p>Fontanella lembra que havia a expectativa em como se daria esta eleição no Brasil, após as polêmicas campanhas de Donald Trump, no Estados Unidos, e o Brexit, no Reino Unido. “Eleitoralmente o Brasil estava atrasado, a política tradicional e os políticos tradicionais têm dificuldade em lidar com estratégias mais atuais de comunicação. Eles não entendiam e não investiam nisso. Sempre se confiou muito no horário eleitoral e na militância de rua. Essa eleição veio para consolidar a mudança de foco. A surpresa foi o quanto mudou”, diz.</p></blockquote>
<h2>Rede social oferece proximidade com eleitores</h2>
<p>Um empresário pernambucano de 35 anos &#8211; que preferiu não se identificar para não atrapalhar seu negócio &#8211; contou à Marco Zero Conteúdo que entrou em um grupo de apoio a Bolsonaro no WhatsApp e terminou recebendo mensagens privadas do administrador do grupo, que dizia ser Flávio Bolsonaro, um dos filhos do candidato à presidência, deputado estadual do Rio de Janeiro pelo PSL e o senador mais votado desta eleição.</p>
<p>Flávio teve a conta banida pelo WhatsApp por causa de spam, comportamento que fere as regras de uso do aplicativo. A empresa, que pertence ao Facebook, afirmou que a conduta não teve a ver com a denúncia publicada pela Folha de São Paulo na última quinta (18). Segundo nota enviada à imprensa, o WhatsApp disse que o número de Flávio Bolsonaro foi bloqueado no dia 11. O desbloqueio foi feito no dia 14 após pedido de análise.</p>
<p>“Me mandaram um link e eu entrei no grupo para discordar de um ponto, o 13º do Bolsa Família, que Bolsonaro disse que ia acontecer. O grupo era bem tranquilo, não tinha nada agressivo, extremista”, relata o empresário, que enfatiza não ser militante e prezar pelo sigilo do voto.</p>
<p>O que chamou a atenção dele é que, quando ele lançou a crítica no grupo, foi respondido diretamente pelo suposto Flávio no privado, que se encarregou de explicar com mais detalhes a proposta e dizer que a ideia ainda precisaria de uma aprovação. “Ele foi simples e pragmático na resposta. Acredito que a pessoa podia ser um militante ou alguém da campanha de Bolsonaro. Não acho que Flávio teria tempo para isso, ainda mais de responder um nordestino”, avalia o empresário.</p>
<p>Sendo ou não Flávio Bolsonaro, a história é mais uma mostra de como age a campanha em prol do candidato de extrema-direita, que lidera as pesquisas desde o 1º turno.</p>
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		<title>WhatsApp: denúncia contra Bolsonaro evidencia crise de mediação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Oct 2018 23:39:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O WhatsApp virou o centro das atenções neste segundo turno. Reportagem de capa desta quinta-feira (18) da Folha de S. Paulo afirma que empresários pagaram até R$ 12 milhões por disparos de mensagens em massa pelo aplicativo, que também pertence ao Facebook. As mensagens seriam de apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), o mais bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O WhatsApp virou o centro das atenções neste segundo turno. <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/empresarios-bancam-campanha-contra-o-pt-pelo-whatsapp.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Reportagem de capa desta quinta-feira (18) da Folha de S. Paulo</a> afirma que empresários pagaram até R$ 12 milhões por disparos de mensagens em massa pelo aplicativo, que também pertence ao Facebook. As mensagens seriam de apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), o mais bem cotado nas pesquisas, e com ataques ao PT, partido de Fernando Haddad. A prática é ilegal, já que empresas não podem fazer doações a candidatos, o que configura o crime de caixa 2 na campanha.</p>
<p>Em resposta ao teor da reportagem, o PDT afirmou que vai entrar com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando o resultado do primeiro turno, alegando fraude eleitoral. “Nós estamos falando aí de 20 a 30 empresários envolvidos nesse esquema. Se prender um, em menos de dez dias a gente vai ter a relação de todos os empresários que estão financiando com caixa dois uma campanha difamatória. A democracia que está em jogo”, disse Haddad hoje, antes de um evento de campanha em São Paulo.</p>
<p>A Folha cita as empresas Quickmobile, a Yacows, Croc Services e SMS Market. A matéria afirma que entre as empresas compradoras dos pacotes para WhatsApp está a Havan, cujo proprietário fez vários vídeos a favor do candidato do PSL.</p>
<p>A reportagem, assinada pela jornalista Patrícia Campos Mello, apurou que os preços variam de R$ 0,08 a R$ 0,12 por disparo de mensagem para a base própria do candidato e de R$ 0,30 a R$ 0,40 quando a base é fornecida pela agência. Segundo a reportagem, as bases de usuários são fornecidas ilegalmente por empresas de cobrança ou por funcionários de empresas telefônicas. As empresas citadas ou negaram fazer os disparos ou afirmaram fazer de acordo com a lei – com base de dados dos candidatos.</p>
<p>Pelas redes sociais, Jair Bolsonaro se defendeu afirmando ao site Antagonista que “eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência&#8221;. Bolsonaro foi além, sugerindo uma teoria da conspiração: &#8220;pode ser gente até ligada à esquerda que diz que está comigo para tentar complicar a minha vida me denunciando por abuso de poder econômico&#8221;, disse ao site.</p>
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<h2>O que o WhatsApp pode fazer para conter as fake news?</h2>
<p>Em artigo publicado ontem no<a href="https://www.nytimes.com/2018/10/17/opinion/brazil-election-fake-news-whatsapp.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> jornal norte-americano The New York Times</a>, os pesquisadores Fabrício Benevenuto (UFMG) e Pablo Ortellado (USP) e a jornalista Cristina Tardáguila apontam três sugestões para diminuir o alcance de fake news no WhatsApp.</p>
<p>A <strong>primeira seria restringir as mensagens encaminhadas</strong>. Em todo o mundo, o aplicativo permite que uma mesma mensagem seja encaminhada para até 20 pessoas. Na Índia, depois que a disseminação de rumores causou linchamentos, o WhatsApp restringiu esse número para 5. Os autores do artigo defendem a mesma medida no Brasil.</p>
<p>A <strong>segunda seria restringir as transmissões</strong>. Pelo aplicativo, uma mensagem pode ser enviada para até 256 contatos de uma única vez. Novamente, os autores defendem a limitação deste número, já que “isso significa que um pequeno grupo coordenado pode facilmente conduzir uma campanha de desinformação em grande escala”.</p>
<p>A <strong>terceira seria limitar o tamanho dos grupos de WhatsApp neste tempo que falta até as eleições</strong>, sem afetar grupos já existentes. Os três autores contectaram o WhatsApp que respondeu afirmando que não haveria tempo hábil para implantar essas medidas. “Nós não concordamos: na Índia, levou apenas poucos dias para que o WhatsApp fizesse esses ajustes. O mesmo é possível no Brasil”, dizem Benevenuto, Ortellado e Tardáguila.</p></blockquote>
<p>O alto nível de engajamento e a propagação de conteúdos de extrema-direita no WhatsApp já evidenciavam que dificilmente esses resultados estariam sendo alcançados apenas de forma orgânica. Os novos fatos mostram que, ao contrário do que se pensou quando a eleição começou a ser desenhada, há muito dinheiro envolvido na propagação de conteúdo incendiário plataforma de troca de mensagens instantâneas mais usada do Brasil.</p>
<p>Mas que poder é esse que o WhatsApp tem sobre a disseminação de informação? E por que os brasileiros são tão contaminados a compartilhar conteúdo sem checar? Na visão do doutorando em comunicação e pesquisador do MediaLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Paulo Faltay, <strong>a arquitetura do WhatsApp favorece esse tipo de desresponsabilização da informação</strong> que é passada adiante.</p>
<p>Além disso, boa parte do conteúdo que circula sem qualquer freio (ou com poucos) tem uma dimensão mais afetiva do que racional. São conteúdos de denúncias, explosivos, polêmicos, que terminam reforçando ainda mais a polarização e o conteúdo incendiário.</p>
<p>“O que está acontecendo é uma reconfiguração do que são os discursos públicos e privados e da circulação do debate político. Isso impõe uma grande crise de mediação, mais do que de representatividade, tanto do sistema político quanto da imprensa. As pessoas não acreditam mais na política institucional estabelecida e também não creem mais na imprensa. E aí existe um certo tipo de sedução de encontrar outras formas de mediação desse debate público”, analisa Faltay.</p>
<p>“A campanha de Bolsonaro foi muito boa em refutar a imprensa. Conseguiram criar um cordão de isolamento: o que é contra é sempre mentira da imprensa. Eles precisam minar as outras fontes de informação que podem ir contra o disparo do que é divulgado”, complementa.</p>
<p>O pesquisador acredita que, apesar da “tempestade perfeita” para se ter no Brasil um candidato como Bolsonaro, aparentemente a extrema direita conseguiu criar uma metodologia digital (assim como Steve Bannon, estrategista da campanha de Donald Trump) usando plataformas para tentar minar a democracia liberal e as instituições de representatividade de mediação.</p>
<p>Mas ainda assim, Faltay não acha que o WhatsApp é determinante para decidir a eleição, uma vez que, como há a dimensão da dúvida, as informações são corroboradas ou refutadas por outras redes de confiança e proximidade das pessoas, seja online ou offline, como a igreja, a escola, a família, o trabalho, os vizinhos. Ele acha que o papel do WhatsApp está sendo superdimensinado.</p>
<p>“Não teríamos essa campanha se não fosse o WhatsApp, mas ele não é determinante. A campanha de Bolsonaro teve, ao que tudo indica, uma enxurrada de <em>fake news</em> de cunho homofóbico e moralista, e teve também, ao mesmo tempo, as igrejas evangélicas reafirmando esse tipo de informação”, exemplifica.</p>
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