<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/itamaraca/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 13 Nov 2024 18:45:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.11</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Único hospital público de Itamaracá está em estado de abandono, denuncia o Coren-PE</title>
		<link>https://marcozero.org/unico-hospital-publico-de-itamaraca-esta-em-estado-de-abandono-denuncia-o-coren-pe/</link>
					<comments>https://marcozero.org/unico-hospital-publico-de-itamaraca-esta-em-estado-de-abandono-denuncia-o-coren-pe/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 17:23:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Fiscalização]]></category>
		<category><![CDATA[hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=67558</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) realizou uma inspeção no Hospital Municipal Alzira Figueiredo, em Itamaracá, e encontrou uma série de problemas, incluindo estrutura física precária, falta de profissionais de enfermagem e medicamentos vencidos. A unidade é o único hospital público do município e atende em média seis mil pessoas por mês, mas enfrenta dificuldades por causa do descaso da gestão pública. O Coren-PE já havia feito uma inspeção em 2022 e notificado a direção do hospital, a prefeitura e o Ministério Público de Pernambuco sobre as condições precárias, mas a situação não mudou</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/unico-hospital-publico-de-itamaraca-esta-em-estado-de-abandono-denuncia-o-coren-pe/">Único hospital público de Itamaracá está em estado de abandono, denuncia o Coren-PE</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) realizou nesta quarta-feira (13) uma operação de fiscalização no Hospital Municipal Alzira Figueiredo, em Itamaracá. De acordo com o Conselho, o hospital se encontra em um estado de abandono e precariedade. A ação, intitulada &#8220;Operação à Deriva&#8221;, constatou diversos problemas estruturais, falta de profissionais de enfermagem e medicamentos vencidos.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-13-at-13.03.39.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-13-at-13.03.39.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-13-at-13.03.39.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" width="586">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Sala de raio-x está sem funcionar há mais de 12 anos e é usada como depósito. Foto: Coren-PE/Divulgação
</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O hospital municipal, único público do município, atende cerca de seis mil pessoas por mês em situações de urgência, desde casos simples até partos e afogamentos. A estrutura física do local apresenta mofo, sujeira e salas inadequadas para atendimento, colocando em risco a saúde de pacientes e profissionais. A sala de raio-x está inoperante há mais de 12 anos, com equipamentos sucateados abandonados no local.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-13-at-11.18.25.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-13-at-11.18.25.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-13-at-11.18.25.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" width="328">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Fiscalização encontrou medicamentos e insumos usados na sala vermelha vencidos. Foto: Coren-PE/Divulgação
</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Além da estrutura precária, o Coren-PE identificou a falta de medicamentos básicos e a presença de insumos e medicamentos vencidos na sala vermelha, destinada a pacientes em estado grave. Entre os medicamentos vencidos, foi encontrada atropina, utilizada em casos de parada cardiorrespiratória.</p>



<p>O ambulatório também estava fechado durante a inspeção, e pacientes eram medicados em cadeiras no corredor após a triagem. A falta de profissionais de enfermagem, apontada em fiscalização anterior realizada em 2022, persiste. Na época, o Coren-PE notificou a direção do hospital, a prefeitura de Itamaracá e o Ministério Público de Pernambuco sobre o déficit de pelo menos 12 profissionais (2 enfermeiros e 10 técnicos de enfermagem).<br><br>A chefe do Departamento de Fiscalização do Coren-PE, Ivana Andrade, afirmou que a falta de um protocolo de atendimento impede a garantia de assistência de qualidade à população. O Coren-PE informou que acionará sua Procuradoria Jurídica e encaminhará um relatório com os problemas encontrados à Prefeitura de Itamaracá e ao Ministério Público de Pernambuco.<br><br>A Marco Zero entrou em contato por e-mail com a assessoria de comunicação do município, mas ainda não obteve resposta sobre as denúncias do Coren-PE. </p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/unico-hospital-publico-de-itamaraca-esta-em-estado-de-abandono-denuncia-o-coren-pe/">Único hospital público de Itamaracá está em estado de abandono, denuncia o Coren-PE</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/unico-hospital-publico-de-itamaraca-esta-em-estado-de-abandono-denuncia-o-coren-pe/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Itamaracá, a &#8220;ilha encantada&#8221; que não tem serviço de esgoto</title>
		<link>https://marcozero.org/itamaraca-a-ilha-encantada-que-nao-tem-servico-de-esgoto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 21:59:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[censo 2022]]></category>
		<category><![CDATA[esgoto]]></category>
		<category><![CDATA[Itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[litoral de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=62064</guid>

					<description><![CDATA[<p>De acordo com dados do Censo demográfico do Brasil, divulgado em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Ilha de Itamaracá é o município pernambucano com menor cobertura de saneamento básico, com apenas 2,3% da população tem conexão com a rede de esgoto. Com uma área territorial de pouco mais de 66 [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/itamaraca-a-ilha-encantada-que-nao-tem-servico-de-esgoto/">Itamaracá, a &#8220;ilha encantada&#8221; que não tem serviço de esgoto</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>De acordo com dados do Censo demográfico do Brasil, divulgado em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Ilha de Itamaracá é o município pernambucano com menor cobertura de saneamento básico, com apenas 2,3% da população tem conexão com a rede de esgoto. Com uma área territorial de pouco mais de 66 km² e uma população total de 24.540 pessoas, Itamaracá está encravada em uma região onde o saneamento básico é o mais precário da Região Metropolitana do Recife. Nos municípios vizinhos, a oferta desse serviço público também não é nada invejável: Itapissuma tem 9,99% da população com acesso a esgoto e Igarassu, 15,63%. </p>



<p>Como é a vida em uma ilha com uma infra-estrutura tão precária? Um dia antes da nossa visita ao município havia chovido e as ruas, a grande maioria delas sem asfalto e calçamento, estavam tomadas por poças de lama. A PE-001, rodovia no litoral norte de Pernambuco que corta a Ilha de Itamaracá, é um dos poucos locais da cidade onde é possível encontrar asfalto e, ainda assim, em condições precárias, bastante esburacada e com mal sinalizada.</p>



<p>No percurso que vai da rotatória que fica na entrada da ilha até o início da trilha da Mata do Amparo, local onde é possível pegar um barco em direção a Praia do Sossego, é possível encontrar algumas poucas bocas de lobo, muitas ruas sem calçamento, poças de água acumulada e pilhas de lixo. O rio Âmbar, no trecho mais urbanizado do município, encontra-se completamente poluído e tomado pelas baronesas.</p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p>A baronesa é uma planta que possui um grande potencial invasor e se desenvolve em ambientes com alto índice de poluição.</p>
        </div>
    </div>



<p>Muitas propriedades da cidade estão abandonadas e/ou com placas de “vende-se” ou “aluga-se”. Apenas em dois locais da Ilha foi possível encontrar o serviço de drenagem com bocas de lobo e bueiros: no centro comercial da cidade próximo à Igreja Nossa Senhora do Pilar, no bairro do Pilar, e no Residencial Ciranda da Ilha, no bairro de Jaguaribe. Ainda assim, ambas localidades convivem com vazamentos de esgoto com mal cheiro e acúmulo de lixo nas ruas.</p>



<p>“Ainda conseguiram encontrar 2% de saneamento básico aqui? Então foi muito até, porque o que a gente vê é asfalto sendo construído, mas a rede de esgoto mesmo, com tratamento de água, escoamento e drenagem, não tem não. Talvez tenha só lá no Residencial Ciranda da Ilha, que foi construído há uns oito anos, mas fora isso não consigo lembrar de nenhum outro lugar”, declarou o metalúrgico aposentado Oxis Pereira, que mora na Ilha de Itamaracá há 20 anos.</p>



<p>Ainda de acordo com Pereira, o abastecimento de água é outro problema da cidade. “Os moradores que querem ter acesso a água precisam cavar poço porque se depender da rede vive faltando. Eu mesmo tive que fazer um poço na minha casa para poder receber meus parentes e amigos aqui, porque fazia vergonha receber as visitas sem água”, concluiu o aposentado.</p>





<p>A gerente de Programas da organização Habitat Brasil, Mohema Rolim, explica que o saneamento básico não é apenas o acesso a um tratamento de esgoto adequado: “é também um conjunto de serviços que formam condições básicas para a existência da população, então, diz respeito ao acesso à água potável e tratada, o acesso a uma estrutura urbana de qualidade, a limpeza das vias públicas, tudo isso que é um direito do cidadão e um dever do poder público”.</p>



<p>“E o resultado dessa falta de acesso ao saneamento básico é uma saúde fragilizada, com uma maior incidência de doenças por contaminação da água, e é também a falta de dignidade para a população, porque geralmente são pessoas que vivem em uma situação de maior vulnerabilidade social que convivem com essa realidade”, concluiu Rolim.</p>



<p>De acordo com dados do Censo 2022, 66,73% da população da Ilha de Itamaracá é abastecida pela rede geral de água e 64,28% têm acesso à coleta de lixo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Consequências para a saúde</strong></h2>



<p>Na rua Recife, no bairro do Pilar, os moradores convivem com uma vala que passa em frente às suas casas. É nesta rua que mora Oxis Pereira. Ele conta que a água é corrente, mas muitas vezes há um acúmulo de entulho nas valas e a água fica parada, cenário ideal para a reprodução do mosquito <em>Aedes aegypti</em>, transmissor da dengue.</p>



<p>Não é à toa que a ilha foi um dos municípios contemplados com a primeira remessa de vacinas contra a dengue que chegaram a Pernambuco em março. De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia de distribuição do imunizante considera regiões de saúde com municípios de grande porte e alta transmissão da dengue nos últimos dez anos. Os dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Pernambuco, divulgado nesta quarta-feira, 17 de abril, mostram que,em 2024, Itamaracá teve 16 casos prováveis de dengue, atingindo assim quase o dobro dos nove casos registrados no ano passado.</p>



<p>“Aqui a gente tem que estar sempre de repelente porque tem muito mosquito por conta do lixo acumulado e das poças de água”, afirmou Oxis.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/53647907435_13107bc381_c.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/53647907435_13107bc381_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/53647907435_13107bc381_c.jpg" alt="foto de Oxis Pereira, homem negro, idoso, usando boina cinza, camiseta cinza com estampa branca simulando uma xilogravira onde se vê um cacto, um desenho de mulher encostado no cacto e a frase se avexe não. A foto foi tirada ao ar livre, com céu nublado, em uma rua com grama alta em um jardim, uma vala de esgoto junto ao jardim e muros de casas desfocados ao fundo." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Oxis Pereira, 69 anos, mora na Ilha de Itamaracá há 20 anos e convive com as valas poluídas. 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prejuízo ao turismo</strong></h3>



<p>Dono de um bar localizado na beira mar da Ilha de Itamaracá, Jamerson Pereira vê o potencial de seu negócio ser prejudicado devido à dificuldade de acesso à praia. “A falta do saneamento, do calçamento, impacta muito porque uma rua calçada é uma rua que não tem buraco, você transita com mais segurança, não tem poeira, não tem lama, é muito mais atrativa. Como é que o cliente vai chegar aqui se a estrada está cheia de buracos e, quando chove, fica impossível de colocar um carro aqui?”, contestou o empreendedor.</p>



<p>“Além disso, sem estrutura na cidade a gente tem enfrentado muitos problemas com invasões de propriedades que estão abandonadas aqui, com muitos assaltos. Falta segurança tanto para os moradores quanto para os turistas. Nós temos uma paisagem única aqui, bem preservada, uma praia de águas limpas e quentes, um verdadeiro paraíso. Isso aqui era para ser um ponto turístico forte, mas devido ao descaso da gestão que não cuida da cidade, não é”, concluiu Jamerson.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/53647659758_61dff4423b_c.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/53647659758_61dff4423b_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/04/53647659758_61dff4423b_c.jpg" alt="Foto de Jamerson Pereira, homem branco, jovem, de cabelos e olhos escuros, barba mal feita, usando uma camisa laranja com estampas pretas e brancas. O fundo está desfocado, mas a foto foi feita ao ar livre." class="" loading="lazy" width="308">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Jamerson Pereira 
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>No site e nas redes sociais da Prefeitura da Ilha de Itamaracá, a tentativa de transmitir a imagem de &#8220;ilha encantada&#8221;, cantada por Reginaldo Rossi, está estampado no slogan “O paraíso é aqui”. Porém, o que os moradores e turistas encontram na cidade é bem diferente de um lugar paradisíaco, como enfatiza a guia turística e sócio-fundadora do Instituto Histórico e Geográfico de Itamaracá, Manu Rodrigues: “a falta de saneamento básico é uma das coisas que prejudicam bastante o turismo na ilha. Recentemente, um grupo visitou a ilha para fazer um vídeo de divulgação do turismo e saiu horrorizado com a situação do esgoto a céu aberto e do mau cheiro no centro da cidade, perto da Igreja do Pilar, que é um ponto turístico daqui”.</p>



<p>“Quando eu estou guiando um grupo eu faço o possível para amenizar essas questões do mau cheiro e evito mostrar alguns lugares que acabam atrapalhando toda a beleza da Ilha. Eu amo esse lugar e acredito muito no potencial que ele tem para o turismo, por isso que me formei e me especializei na história daqui. Se nessas condições de abandono eu consigo trazer grupos de até 160 pessoas por mês, imagine o que poderíamos fazer fornecendo uma boa estrutura para o turista?”, disse Rodrigues.</p>



<p>A Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá, conhecida como Forte Orange, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade e de grande valor histórico para o estado de Pernambuco, está deteriorada e aparenta sofrer com a falta de manutenção. Os turistas que visitavam o local no momento em que a reportagem da Marco Zero estava lá não passaram nem 15 minutos no forte e saíram reclamando da falta de atrativos do local.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que diz a prefeitura da Ilha de Itamaracá</span>

		<p>Tentamos contato com a Prefeitura da Ilha de Itamaracá através do número de telefone e do e-mail que estão publicados no site oficial e nas redes sociais da gestão municipal, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.</p>
<p>No portal da transparência da prefeitura consta apenas a Lei de Diretrizes Orçamentárias do ano de 2024. A Lei Orçamentária Anual (LOA), com os dados sobre os investimentos previstos para o ano, não está disponível. Nos documentos das LOAs dos anos de 2022 e 2023, não há investimentos previstos diretamente para manutenção ou implementação do saneamento básico da cidade.</p>
<p>Para 2023, consta um investimento de R$ 2.200.000,00 destinado para pavimentação, calçamento e obras complementares nas vias urbanas, avenidas e rodovias; e R$ 36.000,00 para construção de galerias de águas pluviais, além de R$ 10.000,00 para a construção de privadas e fossas. Há ainda o investimento de R$ 290.000,00 na limpeza e conservação de galerias, esgotos e canais.</p>
	</div>



<h3 class="wp-block-heading"></h3>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/itamaraca-a-ilha-encantada-que-nao-tem-servico-de-esgoto/">Itamaracá, a &#8220;ilha encantada&#8221; que não tem serviço de esgoto</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desfile de moda preta e sustentável de Gaby Dantas encanta turistas e moradores de Itamaracá</title>
		<link>https://marcozero.org/desfile-de-moda-preta-e-sustentavel-de-gaby-dantas-encanta-turistas-e-moradores-de-itamaraca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 16:02:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[estilista]]></category>
		<category><![CDATA[Itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[moda sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=57845</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* Descartes no meio ambiente de cabos de internet, fios de náilon, CDs, garrafas PET, peças de alumínio, sacos de ráfia e sacolas de plástico. Tudo virou roupas, acessórios e beleza nas mãos da designer Gaby Dantas, 26 anos, e da equipe de mulheres que participou da realização do Moda Sustentável do Sossego, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/desfile-de-moda-preta-e-sustentavel-de-gaby-dantas-encanta-turistas-e-moradores-de-itamaraca/">Desfile de moda preta e sustentável de Gaby Dantas encanta turistas e moradores de Itamaracá</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>Descartes no meio ambiente de cabos de internet, fios de náilon, CDs, garrafas PET, peças de alumínio, sacos de ráfia e sacolas de plástico. Tudo virou roupas, acessórios e beleza nas mãos da designer Gaby Dantas, 26 anos, e da equipe de mulheres que participou da realização do Moda Sustentável do Sossego, na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife. O projeto foi concluído no domingo (19) em grande estilo e cenário paradisíaco. O desfile de moda tendo a areia da praia como passarela foi aplaudido por moradores e turistas da ilha de modo efusivo.&nbsp;</p>



<p>“Tudo o que está aí à nossa volta é possível transformar. Essa moda preta sustentável foi construída por tecnologias da minha vivência. Cresci vendo minha avó transformando abandono em arte, no reuso das coisas com sabedoria”, contou Gaby, ao microfone, para a plateia, logo após o desfile. Um dos figurinos, por exemplo, foi elaborado tendo como matéria-prima 70 sacolas plásticas recolhidas da faixa de areia e terrenos da ilha.&nbsp;</p>



<p>O material que pode levar até mil anos para se decompor na natureza foi transformado em fios e, com ele, Gaby e equipe montaram peças em formato de flores. A técnica de pescadores para tecer redes também serviu à moda. Foram concebidas saídas de banho para o calor do verão. E sacos de ráfia rasgados que tentaram, em vão, conter o avanço do mar foram transformados em pantalonas, como a usada pela estilista.</p>



<p>O Moda Sustentável do Sossego foi pensado e realizado com primor e atenção aos detalhes. Do recolhimento e processamento dos materiais reutilizados até o horário da apresentação do elenco de modelos &#8211; a maioria mulheres e jovens moradores da ilha -, que precisou levar em consideração os movimentos da maré.</p>



<p>O desfile começou por volta das 15h30 no lado da Praia de Jaguaribe, atravessou a água em direção à plateia, na Praia do Sossego. Com os pés na areia, pessoas acomodadas em cadeiras ou debaixo de tendas assistiam à apresentação enquanto eram atendidas nos comes e bebes pelo pessoal do bar da Mozona. O evento foi sucesso de crítica e também de público, confirmado pelo freezer do estabelecimento que terminou vazio.</p>



<p>Ao final da apresentação, Gaby dividiu os aplausos com todas as pessoas que participaram das fases do projeto. “Esse desfile foi feito por muitas mãos e serve para demarcar a potência do nosso lugar, que é também um território sagrado. Meu agradecimento a toda essa comunidade”, concluiu. Em tupi-guarani, Itamaracá quer dizer pedra que canta. E, agora, também desfila.</p>





<h2 class="wp-block-heading"><strong>A moda como posicionamento político</strong></h2>



<p>O evento, realizado às vésperas do Dia da Consciência Negra, contou também com um reforço internacional: a trancista Lilian Katchaki veio da Guiné-Bissau para fazer o penteado das/os modelos. O país, localizado na costa atlântica da África, faz fronteira ao norte com Senegal e foi a primeira colônia a ter a independência de Portugal reconhecida na África, mas só em 1974. Colonização essa que não tem espaço na moda de Gaby. “A gente precisa usar a nossa arte e o nosso trabalho para nos afirmar enquanto pessoas negras que têm potencialidades, ciência e beleza”.</p>



<p>Criadora da marca Cabrochas Brechó, nas redes sociais a empreendedora é<a href="https://www.instagram.com/pretaquepariu/?igshid=OGQ5ZDc2ODk2ZA%3D%3D" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> @pretaquepariu</a> e tem presença ativa ao alinhavar moda com questões ambientais, de raça e gênero. “É preciso que haja um consumo consciente e sustentável. O mercado da moda tem chamado a atenção para isso, mas é preciso também identificar quem faz isso de forma real, sem apropriação. E são as comunidades tradicionais que realizam esse trabalho”, analisa.</p>



<p>Gaby Dantas foi a única estilista com atuação em Pernambuco entre 20 profissionais selecionada/os pelo Re-Farm Cria, edital de fortalecimento de jovens talentos cujo trabalho tenha conexão com&nbsp; o chamado ecossistema da moda. Ao todo, foram 370 inscrições das cinco regiões do Brasil. A Marco Zero Conteúdo contou essa em outubro e acompanhou de perto o desfile a convite da Seabra Produções para a vivência ecocultural.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/gaby-dantas-a-estilista-que-faz-moda-sustentavel-na-praia-do-sossego-em-itamaraca/" class="titulo">Gaby Dantas, a estilista que faz moda sustentável na praia do Sossego, em Itamaracá</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
            
		            </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p><em>Se você chegou até aqui, já deve saber que colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa </em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a> </strong><em>ou, se preferir, usar nosso </em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em></p><p><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/desfile-de-moda-preta-e-sustentavel-de-gaby-dantas-encanta-turistas-e-moradores-de-itamaraca/">Desfile de moda preta e sustentável de Gaby Dantas encanta turistas e moradores de Itamaracá</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gaby Dantas, a estilista que faz moda sustentável na praia do Sossego, em Itamaracá</title>
		<link>https://marcozero.org/gaby-dantas-a-estilista-que-faz-moda-sustentavel-na-praia-do-sossego-em-itamaraca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Oct 2023 20:40:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=57539</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Jorge Cavalcanti* Da Praia do Sossego, na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife, de onde cria e produz, Maria Gabrielly Dantas, 26 anos, é a única empreendedora com atuação em Pernambuco entre 20 profissionais selecionada(o)s pelo Re-Farm Cria, edital de fortalecimento de jovens talentos cujo trabalho tenha conexão com  o chamado ecossistema da moda. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/gaby-dantas-a-estilista-que-faz-moda-sustentavel-na-praia-do-sossego-em-itamaraca/">Gaby Dantas, a estilista que faz moda sustentável na praia do Sossego, em Itamaracá</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Jorge Cavalcanti*</strong></p>



<p>Da Praia do Sossego, na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife, de onde cria e produz, Maria Gabrielly Dantas, 26 anos, é a única empreendedora com atuação em Pernambuco entre 20 profissionais selecionada(o)s pelo <a href="https://www.farmrio.com.br/re-farm-cria" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Re-Farm Cria</a>, edital de fortalecimento de jovens talentos cujo trabalho tenha conexão com  o chamado ecossistema da moda. Ao todo, foram 370 inscrições das cinco regiões do Brasil. Na categoria sustentabilidade, ela executa um dos quatro projetos aprovados, o Moda Sustentável do Sossego. Em meados de novembro, um desfile acontecerá em praça pública na ilha. O objetivo é envolver a comunidade e valorizar o território e a produção artística que será confeccionada por artesãos e pescadores durante os encontros.</p>



<p>“Hoje eu construo moda preta sustentável numa perspectiva do que a minha avó já fazia. Ela pegava a blusa de lã do bazar da igreja, desmanchava e costurava uma nova. Hoje, com o acesso da moda, isso se chama mundialmente <em>upcycling</em>”, conta Gaby, como a empreendedora também é conhecida. A especialidade de ressignificar coisas, objetos e lugares é um aprendizado repassado de uma geração a outra. Os encontros do Moda Sustentável Sossego acontecem na Casa de Sal, construção que une os conceitos de moradia e ecologia popular que ela e a mãe, Edna Dantas, ergueram. A empreitada durou seis meses de trabalho e teve com matéria-prima mais de 13 mil garrafas de vidro recolhidas do meio ambiente.</p>



<p>Nos encontros do projeto, acontecerá o processo de produção de peças e artigos de moda a partir de boas práticas, como a recuperação de resíduos e o “design vernacular”. A expressão se refere a formas não-acadêmicas de design com artefatos do dia-a-dia de quem a realiza e vínculo com a cultura local. “Produzo moda numa linguagem conectada com os jovens negros, periféricos, LGBTQIA+, criados por vó. Reuso criativo é a sabedoria popular de quem vive num país escasso”, analisa. </p>



<p>Criadora da Cabrochas Brechó, Gaby Dantas tem presença ativa nas redes sociais. No Instagram, ela é a <a href="https://www.instagram.com/pretaquepariu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@pretaquepariu</a>. Surge exuberante sempre em modelos coloridos, alegres e personalizados. Muitos dos cenários tem a Ilha de Itamaracá como locação para as fotos e vídeos. “A minha grande referência na ilha é a Lia de Itamaracá. Me apresentei para esse território, que tem me acolhido e potencializado. E aqui eu estou. Com o meu trabalho, acredito que também posso ser guardiã desse território negligenciado na política socioambiental”, conta. Pretaquepariu é natural de Curitiba, no Paraná. Habita a Praia do Sossego há cinco anos.</p>



<p>O ambiente sem barreiras físicas do mundo digital tem sido ferramenta para a projeção do trabalho de Gaby Dantas para o Brasil. No final do ano passado, ela estampou as páginas do Estadão, na editoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Falou um pouco do que significa produzir moda fora do eixo Rio-São Paulo para o jornal que é a cara e a voz da elite paulista.</p>





<p>Abaixo, veja um pouco da conversa da designer de moda com a reportagem da Marco Zero Conteúdo.</p>



<p>Marco Zero &#8211; <strong>Qual a dimensão da influência da sua avó na sua formação e no seu trabalho?</strong></p>



<p><strong>Gaby Dantas</strong> &#8211; Minha avó, dona Severina, 84 anos, sempre cuidou de mim enquanto minha mãe trabalhava. Sempre foi uma referência, talvez pelo fato de eu ter sido uma criança negra em um dos estados mais brancos do Brasil, o Paraná. E ter uma referência nordestina dentro de casa, num contexto de Sul, de racismo e xenofobia, foi importante. Minha avó é pernambucana, do agreste, do município de Iati, um lugar indígena. E isso tudo foi formando a minha opinião, o meu pensamento crítico, meu lugar afetivo. Posso dizer que a maior parte boa em mim, da minha veia artística, é minha avó, uma guardiã de saberes, uma mulher do reaproveitamento, do reuso criativo.</p>



<p><strong>Qual a tua experiência sobre produzir no Nordeste, fora do eixo Rio-São Paulo?</strong></p>



<p>O Nordeste é um dos maiores berços culturais da humanidade. Não tem como falar de Cultura sem falar do Nordeste brasileiro, que acaba sendo um grande lugar de inspiração e referência para muitos criativos, para muitas marcas. Mas, na maioria das vezes, na hora do desenvolvimento dos projetos aqui, usa a estrutura do Sul. Ou seja, não fomenta, de fato, o Nordeste. O mundo inteiro está vendo os artistas de brega funk acontecerem, por exemplo. Na grande maioria, jovens negros das periferias de Pernambuco, que batem números que são verdadeiros recordes. E você não vê uma marca grande fazendo publicidade com esses jovens, que têm Instagram com muitos números, já que é isso que importa, os números.</p>



<p><strong>Como você descreve o seu trabalho e a dimensão da sustentabilidade nele? </strong></p>



<p>A luta socioecocultural eu trago enquanto uma postura de pensar. Que eu posso criar e fomentar algo bom para meu povo, que precisa de muita coisa. Eu vejo na sustentabilidade, na moda preta sustentável que eu produzo, esse caminho. Ailton Krenak traz isso, né: ideias para adiar o fim do mundo. Estamos vivendo num mundo que pede cuidado, que pede conservação, a nossa atenção. Para isso alcançar mais gente, é preciso criar estratégias de grandes redes, nos conectar, conectada com a periferia a grande massa.</p>



<p>*<strong>Jornalista com 19 anos de atuação profissional e especial interesse na política e em narrativas de garantia, defesa e promoção de Direitos Humanos e Segurança Cidadã</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p><em>Se você chegou até aqui, já deve saber que colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa </em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a> </strong><em>ou, se preferir, usar nosso </em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em></p><p><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></p></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/gaby-dantas-a-estilista-que-faz-moda-sustentavel-na-praia-do-sossego-em-itamaraca/">Gaby Dantas, a estilista que faz moda sustentável na praia do Sossego, em Itamaracá</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
