<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos João Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/joao-pernambuco/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/tag/joao-pernambuco/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Mar 2024 21:11:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos João Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
	<link>https://marcozero.org/tag/joao-pernambuco/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Livro comemora 140 anos de João Pernambuco, o esquecido &#8220;poeta do violão&#8221;</title>
		<link>https://marcozero.org/livro-comemora-140-anos-de-joao-pernambuco-o-esquecido-poeta-do-violao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jun 2023 21:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[João Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Paço do Frevo]]></category>
		<category><![CDATA[violão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=55861</guid>

					<description><![CDATA[<p>Abrindo as comemorações dos 140 anos do nascimento de João Pernambuco, o primeiro músico a compor para violão solo no Brasil, será pré-lançado, nesta quarta-feira (28), no Recife, o livro Raízes e Frutos da Arte de João Pernambuco &#8211; Uma Infinita Viagem, do jornalista José Leal, fundador do Instituto de Arte Popular João Pernambuco. Autodidata, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/livro-comemora-140-anos-de-joao-pernambuco-o-esquecido-poeta-do-violao/">Livro comemora 140 anos de João Pernambuco, o esquecido &#8220;poeta do violão&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Abrindo as comemorações dos 140 anos do nascimento de João Pernambuco, o primeiro músico a compor para violão solo no Brasil, será pré-lançado, nesta quarta-feira (28), no Recife, o livro <em>Raízes e Frutos da Arte de João Pernambuco &#8211; Uma Infinita Viagem</em>, do jornalista José Leal, fundador do Instituto de Arte Popular João Pernambuco.</p>



<p>Autodidata, o pernambucano João Teixeira Guimarães (1883-1947) é considerado um patrimônio da música popular brasileira, autor da famosa toada “Luar do Sertão” e conhecido como “Poeta do violão”. No entanto, é um gênio que Pernambuco esqueceu, como mostrou a <strong>Marco Zero</strong> em <a href="https://marcozero.org/joao-pernambuco-genio-que-pernambuco-esqueceu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">matéria</a> publicada em 22 de novembro de 2022, data em que se comemora o Dia do Músico.</p>



<p>O evento será às 19h no museu Paço do Frevo, no Bairro do Recife. Do livro de José Leal, nasce o desejo de reconciliar João Pernambuco no presente com essa memória esquecida, proporcionando ao grande público ter acesso a sua majestosa arte musical.</p>



<p>Nas palavras do jornalista, “o livro <em>Raízes e Frutos da Arte de João Pernambuco &#8211; Uma Infinita Viagem</em> proporciona ao Instituto de Arte Popular João Pernambuco realizar o inédito retorno do legado de João Pernambuco para seu estado natal. Essa importante iniciativa possibilita ampliar a difusão da arte musical do grande protagonista da história do violão e relevante personagem da música popular brasileira para conquistar o meritório reconhecimento”.</p>



<p>O livro é parte do projeto “João Pernambuco &#8211; Coração de Violão”, que também será pré-lançado nesta terça (27), um selo com realização do Instituto de Arte Popular João Pernambuco e da Fundação Brasil Meu Amor. </p>



<p>O projeto, que terá lançamento em novembro, irá percorrer seis cidades do sertão pernambucano (Tacaratu, Inajá, Floresta, Petrolândia, Jatobá e São José do Egito), além do Recife, reconstruindo a trajetória do músico, para a criação de um produto audiovisual. A caravana vai promover rodas de diálogos, registros de histórias orais de familiares, depoimentos de músicos que tocaram com João Pernambuco e de violonistas intérpretes de suas canções.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/joao-pernambuco-genio-que-pernambuco-esqueceu/" class="titulo">João Pernambuco, o gênio que Pernambuco esqueceu</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/cultura/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Cultura</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Do Sertão de Pernambuco para o Brasil</h2>



<p>Ferreiro de profissão, violonista e compositor por vocação, João Teixeira Guimarães nasceu em Bebedouro de Jatobá, no sertão pernambucano. Aos 8 anos, começou a dar seus primeiros acordes no violão com violeiros e cantadores locais. Em 1895, se muda com a família para o Recife. Aos 15 anos, já integrava as rodas de músicos populares da capital.</p>



<p>Em 1904, em busca de melhores condições de vida, João se muda para o Rio de Janeiro. Soube cultivar com maestria as raízes e os frutos de sua arte e, por ser tão dedicado à cultura pernambucana, ficou conhecido como o genial músico João Pernambuco.</p>



<p>Em sua trajetória artística, criou obras com ricos desenhos melódicos e figuras rítmicas, movendo-se por belos caminhos harmônicos. Por essa razão, foi reconhecido como o autor instrumentista que compunha lindos poemas com notas musicais, o que lhe valeu o título de “Poeta do violão”.</p>



<p>De espírito agregador e uma criativa energia coletiva, formou diversos grupos musicais, como o famoso “Grupo Caxangá”, conquistando imenso sucesso no período de 1913 a 1918, fazendo o sul e sudoeste do Brasil “pernambucarem”. João Pernambuco integrou o lendário grupo “Os Oito Batutas” e influenciou vários grupos musicais, consagrando-se como precursor da difusão da música nordestina nos variados recantos do Brasil.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/06/ze-leal-livro-300x245.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/06/ze-leal-livro-1024x838.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2023/06/ze-leal-livro-1024x838.jpg" alt="" class="" loading="lazy" width="588">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Crédito: Divulgação</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite><em>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa </em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a> </strong><em>ou, se preferir, usar nosso </em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em><br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong></cite></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/livro-comemora-140-anos-de-joao-pernambuco-o-esquecido-poeta-do-violao/">Livro comemora 140 anos de João Pernambuco, o esquecido &#8220;poeta do violão&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>João Pernambuco, nosso Luar do Sertão</title>
		<link>https://marcozero.org/joao-pernambuco-nosso-luar-do-sertao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2022 19:29:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[arte popular]]></category>
		<category><![CDATA[João Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[violão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=52966</guid>

					<description><![CDATA[<p>por Regina Borges* Domingo teve Toré na Aldeia do Povo Pankararu, que fica localizada entre os municípios de Jatobá, Tacaratu e Petrolândia, no sertão de Itaparica, Pernambuco. O som dos maracás marcava o compasso da dança ritmada, pelo terreiro rodopiavam senhoras, senhores, jovens e crianças numa mistura de fé e devoção. Os cânticos aos seus [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/joao-pernambuco-nosso-luar-do-sertao/">João Pernambuco, nosso Luar do Sertão</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Regina Borges*</strong></p>



<p>Domingo teve Toré na Aldeia do Povo Pankararu, que fica localizada entre os municípios de Jatobá, Tacaratu e Petrolândia, no sertão de Itaparica, Pernambuco. O som dos maracás marcava o compasso da dança ritmada, pelo terreiro rodopiavam senhoras, senhores, jovens e crianças numa mistura de fé e devoção. Os cânticos aos seus ancestrais ecoavam pelas serras encantadas e caprichosamente os deuses deram um descanso ao tempo. Pela magia das palavras fui convidada a uma viagem ao passado.</p>



<p>Apaixonada por histórias, mergulhei de cabeça e através do novo livro do biógrafo José Leal fui ao encontro das memórias de um patrimônio da música popular brasileira, com João Pernambuco, filho desse território, originalmente habitado pelos povos indígenas Pankararu e, mais tarde, também por vaqueiros, lavradores, ferroviários, doceiras, feirantes, rendeiras, cantadores e violeiros.</p>



<p>No seu livro intitulado <em>Raízes e Frutos da Arte João Pernambuco</em>, o autor José Leal nos presenteia com uma viagem de reconstituição da vida e obra desse genial compositor, que de nascença teve o sertão de Pernambuco como berço, a lua como lamparina, o santo Rio Velho Chico como bênção, mas como quase todo sertanejo, teve uma vida severina, como nos lembra João Cabral de Melo Neto, um outro imortal pernambucano.</p>



<p>Nessa viagem, provida de rica pesquisa que se nutriu de informações irrefutáveis, indo ao informante original, de primeira mão, com histórias orais dos familiares, depoimentos de músicos que tocaram com João Pernambuco e violonistas intérpretes de suas músicas.</p>



<p>Na longa caminhada, o autor José Leal, vai reconstituindo a trajetória desse ilustre filho de Bebedouro de Jatobá, nascido em 2 de novembro de 1883, quarto filho do ferreiro Manuel, que trabalhou na construção da estrada de ferro Paulo Afonso e da rendeira Teresa, batizado por João Teixeira Guimarães e imortalizado pela alcunha de sua terra: João Pernambuco.</p>



<p>Em cada capítulo do seu percurso de vida, ao tempo que acompanhamos o crescimento de João Pernambuco como artista autodidata, que deixou o sertão aos 12 anos de idade rumo ao Recife, e aos 21 para o Rio de Janeiro, também somos levados ao contexto social, cultural e econômico da época e mergulhados nos seus dilemas, nas injustiças cometidas sobre direitos autorais, da discriminação social e segregação racial, impostas pela burguesia sobre os criadores de arte musical popular.</p>



<p>O biógrafo José Leal também nos apresenta uma série de passagens sobre as inúmeras adversidades que João Pernambuco precisou enfrentar para realizar o seu sonho de ser músico, compositor e assim como as canções que compôs &#8211; como choro, toadas, samba, coco, cateretê, maxixe, entre outros gêneros populares relegados pela elite -, ele também um dia entrou pela porta</p>



<p>da frente, arrancou aplausos, entrou para a história da música popular brasileira.</p>



<p>Contemporâneo de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e companheiro de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Dilermando Reis, Américo Jacomino (Canhoto), entre outros grandes músicos, João Pernambuco nos deixou uma produção musical grandiosa, até hoje estudada e difundida pelo mundo. E o autor ainda nos traz preciosas informações sobre a sua musicografia, intérpretes, gravações, reinterpretações, homenagens, bem como novos nomes de músicos da presente geração de Pernambuco, que continuam sendo influenciados, a exemplo dos violonistas Caio Cézar Sitonio, Igor Nunes, Lucas Oliveira Arruda, o cantor e compositor Gean Ramos Pankararu, de Jatobá, e o músico Gabriel Alexandre, de Petrolândia.</p>



<p>Em seu livro, José Leal faz um resgate histórico do legado de João Pernambuco, esse filho de Bebedouro de Jatobá, antiga Petrolândia, que aprendeu a tocar viola ainda menino no sertão, e ainda que não tivesse tido a oportunidade de aprender a ler e a escrever, soube desde cedo a refinar seus ouvidos e compor magistralmente centenas de canções que rememoram as belezas de sua terra, de sua gente, tornando-se não apenas o pioneiro, mas também o precursor na difusão da cultura pernambucana e nordestina, consagrando-se com o título de “Poeta do Violão”.</p>



<p>João Pernambuco é reconhecidamente um protagonista da história do violão brasileiro e personagem do patrimônio da música popular brasileira, e como bem diz José Leal: “Há um João em cada arranjo, em canto e cada viola”.</p>



<p>Portanto, conhecer a sua vida e a sua obra é manter viva a memória da história da região, de Pernambuco e desse artista genial tão presente seja nos bailes do Rio de Janeiro, nos folguedos populares do Recife, nas noites enluaradas nas terras sanfranciscanas, lembrando-nos que <a href="https://youtu.be/Zy9_AZf62ZQ" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“não há, oh, gente, oh, não, luar como esse do sertão”</a>.</p>



<p>O Instituto de Arte Popular João Pernambuco, fundado em 2021, apresentará no próximo ano uma série de atividades em homenagem aos 140 anos de nascimento do ilustre compositor João Pernambuco, entre elas: o lançamento da biografia escrita por Leal, no final de dezembro no formato e-Book e, meados de janeiro terá início a pré-venda do livro impresso.</p>



<p>É uma viagem imperdível e essencial para o grande público e que pode começar a partir do <a href="https://institutojoaopernambuco.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site do Instituto</a>, onde é possível conhecer e participar da jornada de quem atua para preservar o legado do genial compositor.</p>



<p>Além desta obra, também será lançado em parceria com a Fundação Brasil Meu Amor, o álbum com o mesmo título do livro, composto de dois CDs com 16 músicas de João Pernambuco, interpretadas pela cantora e compositora Gláucia Nasser, com direção musical e arranjos de Paulo Dáfilin, direção artística de Júlio Cesarini e curadoria do próprio José Leal.</p>



<p><strong>*Professora, escritora, coordenadora Regional do Instituto de Arte Popular João Pernambuco, nos municípios de Jatobá, Petrolândia e Tacaratu, no sertão de Pernambuco.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong>ou, se preferir, usar nosso<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</cite></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/joao-pernambuco-nosso-luar-do-sertao/">João Pernambuco, nosso Luar do Sertão</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>João Pernambuco, o gênio que Pernambuco esqueceu</title>
		<link>https://marcozero.org/joao-pernambuco-genio-que-pernambuco-esqueceu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2022 10:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[chorinho]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Heitor Villa-Lobos]]></category>
		<category><![CDATA[João Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Luar do Sertão]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[política cultural]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=52708</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vinte e dois de novembro é o dia do músico. E, mais uma vez, os gestores da cultura em Pernambuco perderam a oportunidade de homenagear a vida e a obra de um dos mais influentes músicos da história do país, o pernambucano João Teixeira Guimarães, cujo 75º aniversário da morte aconteceu no último 16 de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/joao-pernambuco-genio-que-pernambuco-esqueceu/">João Pernambuco, o gênio que Pernambuco esqueceu</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vinte e dois de novembro é o dia do músico. E, mais uma vez, os gestores da cultura em Pernambuco perderam a oportunidade de homenagear a vida e a obra de um dos mais influentes músicos da história do país, o pernambucano João Teixeira Guimarães, cujo 75º aniversário da morte aconteceu no último 16 de outubro.</p>



<p>Em 2023, mais uma data redonda corre o risco de passar em branco, pois o dia 2 de novembro marcará os 140 anos de nascimento daquele que foi o mais popular violonista e compositor da primeira metade do século XX. A assessoria da Fundação do<strong> </strong>Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) informou que não deixará nada programado para o próximo governo celebrar a data.</p>



<p>Mas, quem foi este homem de nome, ao mesmo tempo, tão comum e desconhecido para os pernambucanos do século XXI? João Teixeira Guimarães era o nome de batismo de João Pernambuco.</p>



<p>Se você, leitor, não for músico profissional ou estudioso da música brasileira, provavelmente ainda não sabe de quem se trata. Fizemos uma rápida sondagem com integrantes da equipe da Marco Zero e constatamos que ninguém aqui da redação sabia de João Pernambuco.</p>



<p>No entanto, a influência desse sertanejo nascido no povoado Bebedouro de Jatobá, que viria a ser a antiga Petrolândia, hoje submersa sob as águas do lago artificial da usina de Itaparica, se faz presente em qualquer violão dedilhado pelos bares, palcos e estúdios Brasil afora. Coordenador do Conservatório Pernambucano de Música e professor de violão da instituição Rodrigo Leite Cavalcanti nos ajuda a compreender a importância de Pernambuco para a cultura brasileira:</p>



<p>“Ele é muito importante não só pro violão. Ele foi para o Rio de Janeiro a música nordestina na bagagem, mas ele virou um músico brasileiro, com muita coisa de choro, valsa, maxixe, associando isso à música do sertão. Para o violão ele é muito importante porque colocou toda essa linguagem brasileira no violão. Hoje parece muito natural, mas, na época, era muito ousado. Por isso, ele é tão importante para o violão brasileiro como Ernesto Nazareth foi para o piano”.</p>



<p>Cavalcanti acredita que a falta de reconhecimento de João Pernambuco é regra geral, inclusive no mundo da música. “Ele é conhecido mesmo entre o pessoal do violão e pelo pessoal que toca choro, mas até entre profissionais de outros instrumentos, há muita gente que não o conhece”, lamenta.</p>



<p>Rodrigo Cavalcanti lembra que, em 2021, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto do deputado estadual Waldemar Borges, instituindo o 16 de outubro – aniversário de morte do compositor &#8211; como o Dia Estadual do Choro em Pernambuco. A iniciativa não teve grande repercussão pública e parece não ter despertado interesse dos gestores da área.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um autodidata na Torre</strong></h2>



<p>O primeiro contato de João com a música foi no sertão. Quem conta é o carioca José Leal, jornalista e pesquisador de música, radicado em Hamburgo, na Alemanha, desde meados dos anos 1980. Quando ainda morava no Brasil, Leal conquistou o primeiro lugar de um prêmio de monografias da Fundação Nacional de Artes (Funarte) graças a seu trabalho de pesquisa sobre a obra de João Pernambuco.</p>



<p>O pesquisador relata que, ainda criança, no sertão, o compositor aprendeu a tocar violão . Para isso, lhe bastou assistir as apresentações dos tradicionais violeiros na feira de Bebedouro de Jatobá ou nas festas populares. Seu talento chamou a atenção de um músico da vila, responsável por lhe transmitir os primeiros segredos do instrumento. O aprendizado, no entanto, foi interrompido.</p>



<p>Depois que seu pai morreu, a mãe Teresa casou-se novamente e toda a família veio para o Recife, pois o padrasto havia arrumado emprego como operário na <a href="https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/fabrica-da-torre-recife-pe/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fábrica de tecidos na Torre</a>.</p>



<p>João morou toda a adolescência e início da vida adulta na vila operária onde vivia a maior parte dos funcionários da fábrica. Algumas dessas casas ainda sobrevivem, nas redondezas da rua José Bonifácio, perto da antiga indústria cujas instalações sobrevivem de pé, vizinhas ao Carrefour e do Atacado dos Presentes.</p>



<p>Com ajuda dos descendentes do músico, José Leal retomou as pesquisas e transformou a monografia original em perfil biográfico, que será publicado em forma de livro no próximo ano. Por isso, o jornalista visitou Pernambuco para conhecer o bairro da Torre e a nova Petrolândia, erguida após a formação do lago artificial de Itaparica.</p>



<p>Sem vocação para a vida de operário têxtil, João trilhou seu próprio caminho. “Ele fazia pequenos serviços na feira da Torre, junto da fábrica, para ganhar alguns trocados que usou para comprar um violão usado. Ele ia de bonde até o pátio de São Pedro e o mercado de São José para ver os violeiros, foi dessa maneira inusitada que João aprendeu tudo com seus mestres nas ruas, sem saber ler partitura ou cifras. E foi assim que estabeleceu e definiu a linguagem do violão brasileiro, sendo o primeiro brasileiro a compor música para exclusivamente para violão”.</p>



<p>Ao visitar Recife e Petrolândia, Leal manteve contato com um grupo de músicos sertanejos que se consideram discípulos de João Pernambuco e fundaram um instituto com seu nome para tentar preencher a lacuna deixada pelo poder público. A edição da biografia no Brasil acontecerá com apoio da entidade recém-criado. “Falar de João é fundamental, pois se uma pessoa estuda violão, de maneira consciente ou não, necessariamente vai se encontrar com João Pernambuco, mas se a pessoa tem consciência deste legado, vai aprimorar o seu desempenho com o instrumento e quem ganha com isso é a música brasileira”, defendeu.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/11/06-Turunas-Pernambucanos.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/11/06-Turunas-Pernambucanos.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2022/11/06-Turunas-Pernambucanos.jpg" alt="" class="" loading="lazy" width="639">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">João (de chapéu escuro, 1º da esq. p/ dir, sentado) e Os Oito Batutas. </p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading"><strong>Luar do Sertão e Villa-Lobos</strong></h3>



<p>Se Pernambuco não homenageia João Pernambuco, há quem o faça. O paraense Salomão Habib, um virtuose do violão erudito, pretende realizar um conserto no Teatro da Paz, o mais tradicional do Pará, intercalando obras do pernambucano e do compositor popular paraense Tó Teixeira. Habib põe Pernambuco no mesmo patamar de importância do compositor clássico Heitor Villa-Lobos e Ernesto Nazareth, já citado pelo professor Rodrigo Cavalcanti.</p>



<p>“É justamente a forma do Pernambuco tocar o choro, a valsa e o maxixe no momento em que esses gêneros musicais estão sedimentando as suas bases, que marcaram seu legado na estética desses gêneros”, explica o violonista paraense, que cita um dos mais polêmicos episódios da música brasileira: o fato de Catulo da Paixão Cearense ter omitido o nome de João Pernambuco como coautor da célebre <em>Luar do Sertão </em>(famosa pelo refrão “Não há, ó gente, ó não / Luar como esse do sertão / Não há, ó gente, ó não / Luar como esse do sertão”).</p>



<p>“Composta em 1911, lamentavelmente sua autoria foi dada apenas para o Catulo da Paixão Cearense autoria, mas isso mais lá adiante foi pouco reparado e, hoje, a gente sabe que essa obra maravilhosa é também de João Pernambuco”, recorda. Durante décadas, Catulo alegou que era o único autor, mas dezenas de músicos da época, inclusive Villa-Lobos e Pixinguinha, afirmavam terem escutado a canção tocada pelo pernambucano.</p>



<p>Em seu livro, José Leal é categórico, reforçando as suspeitas sobre Catulo, detalhando que, por saber ler e escrever partituras, o famoso compositor cearense acompanhava muitas das apresentações de Pernambuco pelos palcos do Rio de Janeiro, anotando tudo e registrando depois as músicas como se fossem criações suas. A polêmica não é vazia: <em>Luar do Sertão </em>é uma das músicas mais gravadas da história do Brasil.</p>



<p>Foi no Rio de Janeiro, para onde emigrou aos 21 anos de idade em 1904, que João incorporou o nome do seu estado natal. Seis anos depois, já era considerado um “bamba” do choro, formando grupos como Trupe Sertanejo, Turunas e Oito Batutas. Quatro décadas antes de Luiz Gonzaga, foi João quem introduziu o chapéu de couro e roupas sertanejas no cenário cultural brasileiro.</p>



<p>Salomão Habib, porém, destaca outras canções de Pernambuco consideradas essenciais: “<em>Graúna </em>e <em>Sons de Carrilhões</em> são músicas maravilhosas; <em>Sonho de Magia </em>que é uma peça melodiosa, belíssima; temos <em>Rosa Carioca</em> <em>e</em> <em>Mimoso</em>, obras gravadas em 1926 pelo selo Odeon”.</p>





<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><cite>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado custa caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>página de doaçã</strong></a><strong><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a></strong>ou, se preferir, usar nosso<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.<br><br><strong>Apoie o jornalismo que está do seu lado</strong>.</cite></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/joao-pernambuco-genio-que-pernambuco-esqueceu/">João Pernambuco, o gênio que Pernambuco esqueceu</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
