<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<atom:link href="https://marcozero.org/tag/medicina/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Dec 2025 14:57:45 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.7</generator>

<image>
	<url>https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/02/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
	<link>https://marcozero.org/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A nova cara da medicina no Brasil</title>
		<link>https://marcozero.org/a-nova-cara-da-medicina-no-brasil/</link>
					<comments>https://marcozero.org/a-nova-cara-da-medicina-no-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 21:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Pronera]]></category>
		<category><![CDATA[UFPE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=73734</guid>

					<description><![CDATA[<p>Caruaru (PE) — “Nós temos políticas de saúde importantes e que poderiam andar lado a lado com as da medicina tradicional, essas dos hospitais”. Formada em História e professora, Ana Cláudia Mendes, 35 anos, quilombola de Conceição das Crioulas, agora é uma das 80 pessoas estudantes do curso inédito de Medicina exclusivo para assentados da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/a-nova-cara-da-medicina-no-brasil/">A nova cara da medicina no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Caruaru (PE) —</strong> “Nós temos políticas de saúde importantes e que poderiam andar lado a lado com as da medicina tradicional, essas dos hospitais”. Formada em História e professora, Ana Cláudia Mendes, 35 anos, quilombola de Conceição das Crioulas, agora é uma das 80 pessoas estudantes do curso inédito de Medicina <a href="https://marcozero.org/por-que-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas-virou-alvo-de-ataques-e-fake-news/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">exclusivo para assentados da reforma agrária e quilombolas</a>, numa parceria com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</p>



<p>De Salgueiro, sertão central de Pernambuco, a 550 quilômetros do Recife, Ana Cláudia quer dar um olhar diferente à saúde. “A gente não vai mais olhar o médico como sendo só ele a pessoa que tem todo o saber. A gente vai poder olhar para ele de igual para igual”, comemorou, durante a solenidade de abertura do curso, na última terça-feira, 2 de dezembro, no campus de Caruaru.</p>



<p>Após ser alvo de fake news e discurso de ódio por parte da extrema direita e de repúdio por algumas associações médicas, como o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), a UFPE enfrentou uma <a href="https://marcozero.org/reitor-da-ufpe-garante-que-vai-ate-as-ultimas-instancias-em-defesa-do-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">batalha judicial</a> que durou quase três meses e atrasou o cronograma do edital.</p>



<p>As atividades começaram esta semana com a universidade tendo <a href="https://marcozero.org/ufpe-tem-nova-vitoria-na-justica-federal-e-retoma-edital-de-medicina-do-pronera/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vencido ao menos três ações na Justiça Federal</a>. Política pública consolidada, com quase três décadas de existência e criada no governo de Fernando Henrique Cardoso, o Pronera já formou quase 200 mil estudantes em 545 cursos em todos os estados brasileiros, da alfabetização à pós-graduação. Mas nunca em curso médico.</p>



<p>Agora alunas como Ana Cláudia vão poder estudar, numa turma extra de Medicina, para atuarem em seus territórios de origem — ou onde mais desejarem —, aliando o conhecimento acadêmico ao das parteiras, da medicina tradicional e das benzedeiras, por exemplo.</p>



<p>Conhecida pela luta e defesa da educação escolar quilombola, Conceição das Crioulas, formada no século XVIII por seis mulheres negras, tem 100% de seus professores oriundos do próprio território, além de currículo e projeto político-pedagógico específicos. Para Ana Cláudia, cursar Medicina pelo Pronera é mais uma vitória dessa construção coletiva.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960892970_99589af7d9_c-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960892970_99589af7d9_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960892970_99589af7d9_c.jpg" alt="A mulher negra de cabelos cacheados e óculos de grau na foto está sorrindo e segurando uma bandeira branca com uma ilustração em preto de um rosto feminino e a frase “Conceição das Crioulas”. Ela está em um ambiente interno claro, com portas ao fundo e um pequeno jardim lateral." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Ana Cláudia Mendes, 35 anos, do Quilombo Conceição das Crioulas é uma das estudantes
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“A educação escolar quilombola nos dá base para seguirmos do meio educacional para a área da saúde e também para outras profissões. A gente costuma dizer para nossos jovens — e também seguimos essa política — que nós podemos ocupar todos os lugares e todas as profissões. Nós podemos tudo”, afirma.</p>



<p>“Foi muito tempo de exclusão e de expropriação dos nossos direitos. Então todas as oportunidades que nós conseguirmos, a partir de nossa luta, é necessário que a gente as vivencie. Nós somos o eco do sonho dos nossos ancestrais”, complementa Ana Cláudia, que agora entra na universidade com outros dois quilombolas de Conceição das Crioulas.</p>



<p>“Nós temos uma responsabilidade muito grande que é vir para a academia, para esse ambiente, sobretudo esse de Medicina, que costuma ser um curso elitizado, de pessoas brancas. Por isso também a gente enfrentou esse embate todo, com denúncias contra o curso e paralisação do processo seletivo. E que bom que conseguimos seguir e hoje estamos fazendo a aula inaugural”, comemora.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54959701792_7f382ba74c_c-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54959701792_7f382ba74c_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54959701792_7f382ba74c_c.jpg" alt="A foto mostra um grupo de pessoas alinhadas segurando diversas bandeiras e cartazes de movimentos sociais e instituições. Elas estão em um ambiente interno com várias pessoas sentadas ao redor, aplaudindo a apresentação. A cena faz parte cerimônia de abertura do curso de Medicina pelo Pronera na UFPE campus Caruaru." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Os 80 estudantes do novo e inédito curso de Medicina foram recebidos em solenidade na UFPE
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Ana Cláudia vai estudar com pessoas de vários estados do país, entre eles Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Ceará, Acre, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Cada aluno contará com suporte financeiro para alojamento, alimentação e transporte durante o curso. </p>



<p>Mais de mil candidatos se inscreveram no processo seletivo, que teve cerca de 600 inscrições homologadas. Aproximadamente 400 estudantes foram a Caruaru realizar a prova de redação, que somou-se ao histórico escolar, conforme previa o edital. Muitas, por não conseguirem arcar com o deslocamento, não realizaram a prova. Dos 80 aprovados, 59 são mulheres.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/o-campones-e-a-medicina/" class="titulo">O camponês e a medicina</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/opiniao/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Opinião</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do sonho coletivo à realidade, da ausência ao acesso</strong></h2>



<p>Quem também está vendo o sonho virar realidade são as jovens Maria Eduarda Nogueira, 18 anos, do assentamento do MST Virgulino Ferreira, em Serra Talhada, sertão pernambucano (foto que abre esta repostagem), e Amanda Paulino, 19 anos, do Movimento Atingidos por Barragens (MAB), de Jaguaribara, interior do Ceará. Militantes, filhas dos movimentos sociais, elas vivem uma mesma realidade: a falta de médicos e de transporte para acessar os serviços de saúde distantes de onde moram.</p>



<p>“A gente tem um posto de saúde, só que ele fica muito distante e é de difícil acesso por conta da locomoção. Só conseguimos médico uma vez no mês. Deveria haver ali a assistência todos os dias”, detalha Maria Eduarda, que também pretende atuar como médica na própria comunidade e em outros locais no meio rural.</p>



<p>A realidade de Amanda não é muito diferente. “Lá em Jaguaribara, no Vale do Jaguaribe, como em tantas outras cidades nos interiores, faltam médicos e não chegam recursos, muitas vezes são sucateados. Falta essa assistência humanizada que reconhece o paciente e não apenas o trata com uma forma hospitalar, medicamentosa”, relata.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54959700812_5554ba8e02_c-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54959700812_5554ba8e02_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54959700812_5554ba8e02_c.jpg" alt="A foto mostra uma jovem branca de cabelos curtos e brincos de argola sorrindo enquanto segura uma bandeira do “Movimento dos Atingidos por Barragens”. O fundo é colorido, com vários painéis que exibem nomes de cursos e símbolos do campus da UFPE." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Amanda Paulino, 19 anos, de Jaguaribara (CE), é militante do Movimento dos Atingidos por Barragens
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>“Meu sentimento hoje aqui é de um pouco de orgulho também por ter conseguido e ter vencido todas essas etapas, inclusive os processos judiciais. Acho que o sentimento é também de tranquilidade porque eu sei que, de agora para frente, a gente vai conseguir vencer qualquer outra coisa que vier. Porque a gente já conseguiu botar o pé na universidade e, daqui, a gente só sai formados”, diz Maria Eduarda.</p>



<p>Para Amanda, se formar em medicina é “sobretudo uma forma de resistência e uma forma de construir a revolução, uma revolução construída por todos e todas”, porque, para ela, “também cabem, nesses espaços, termos médicos na construção desse projeto de sociedade que nós queremos e pelo qual tanto lutamos para ter”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>UFPE prepara curso de Enfermagem e Odontologia pelo Pronera</strong></h2>



<p>O evento de abertura contou com a presença do reitor da universidade, Alfredo Gomes, do vice-reitor, Moacyr Araújo, de representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Ministério da Educação, de movimentos e organizações sociais, da Prefeitura de Caruaru e da deputada estadual Rosa Amorim (PT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre outros nomes.</p>



<p>Emocionado, Gomes aproveitou a solenidade para anunciar que a instituição já está dando andamento a outros dois cursos na área de saúde pelo Pronera: Enfermagem e Odontologia. Num discurso com muitos agradecimentos, ele reiterou: “vai ter Medicina do Pronera na UFPE, sim”. No decorrer das ações judiciais, Gomes havia declarado que iria até as últimas instâncias em defesa do curso. As críticas e fake news da extrema direita foram quase todas direcionadas a pessoa dele.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960892725_4e45cf4096_c-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960892725_4e45cf4096_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960892725_4e45cf4096_c.jpg" alt="A foto mostra um homem sorrindo e aplaudindo, vestindo terno escuro, camisa branca e gravata vermelha. Ele está em um ambiente interno, acompanhado de outras pessoas ao lado." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Reitor da UFPE, Alfredo Gomes, recebeu os novos alunos no Centro Acadêmico do Agreste
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Em seu discurso, Rosa Amorim declarou: “àqueles que disseram que filho de agricultor e de empregada doméstica e gente pobre nesse Brasil não deveria nunca ocupar uma cadeira da universidade, nós estamos aqui para dizer que vamos ocupar esse lugar porque ele nos pertence e a gente vai contar uma nova história”.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><strong>“A terra dá sustento, mas é a educação que liberta”</strong></h2>



<p>A <strong>Marco Zero</strong> também conversou com a médica de família e comunidade Andreia Campigotto. Filha de assentados da reforma agrária no Rio Grande do Sul, ela é professora do curso de Medicina da UFPE, docente da turma do Pronera e mestra em Saúde Pública pela Fiocruz-PE. Andreia será docente da turma do Pronera.</p>



<p>Marco Zero<strong> &#8211; Qual a sua trajetória desde o assentamento até se tornar professora do curso de Medicina?</strong></p>



<p><strong>Andreia </strong>&#8211; Eu nasci e cresci em um assentamento da reforma agrária. Meus pais são assentados da reforma agrária desde o ano de 1983. Eles foram assentados meses antes do MST ser fundado, alguns meses depois, o meu pai estava no encontro onde foi fundado o MST. Então eu venho de uma geração do campo que cresceu sabendo que a terra dá sustento, mas a educação é que liberta. No assentamento onde eu nasci, onde meus pais conquistaram a terra, no início não foi nada simples.</p>



<p>Acessei a escola do ensino fundamental no meu assentamento e depois tive que me deslocar para outras comunidades para poder continuar os estudos porque não existia transporte na época que pudesse transportar essas crianças para a escola. O assentamento era cerca de 14, 15 km de distância da cidade. Então acho que é toda uma geração que, na verdade, insistiu que estudar realmente é um ato de resistência e que realmente é uma herança coletiva deixada. A minha trajetória até a universidade nunca foi individual. Ela foi uma construção com muitas mãos. Desde o vizinho que ajudava a cuidar da filha até a professora que sempre acreditou em mim, até o assentamento todo que celebrava cada passo, cada vitória.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960891750_0e44264a47_c-300x200.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960891750_0e44264a47_c.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/12/54960891750_0e44264a47_c.jpg" alt="A foto mostra uma mulher branca de cabelos lisos em pé, ao ar livre, posando em frente a um prédio. Ela usa camiseta preta com estampa de um movimento de médicos populares e calça jeans, olhando para a câmera com expressão tranquila." class="" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Assentada da reforma agrária no RS, Andreia é professora de Medicina da UFPE há 11 anos
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Então cheguei na medicina carregada do cheiro da terra e de muitas vozes dizendo que realmente era essa a possibilidade do povo do campo acessar o ensino superior. Hoje, como professora universitária há 11 anos, para mim, realmente é uma reafirmação do compromisso político e afetivo de que realmente a educação é transformadora e realmente eu não estou aqui sozinha.</p>



<p>Eu estou aqui com aqueles que me empurraram para frente quando o mundo parecia distante demais e ser professora hoje é devolver ao povo o que o povo me deu. É transformar a universidade num espaço em que a filha de assentados não apenas entra, mas agora ela ensina, ela pesquisa, ela decide e ela sonha. Então a minha trajetória é pessoal, sim, mas eu acredito que, acima de tudo, ela é profundamente coletiva.</p>



<p><strong>Qual a importância do curso de Medicina pelo Pronera?</strong></p>



<p>Sobre a primeira turma de Medicina do Pronera, para mim, na prática, é ver o Estado brasileiro finalmente reconhecendo que o campo não produz só alimento, mas também produz ciência, produz cuidado e agora vai produzir profissionais de saúde. É a universidade pública realmente cumprindo seu papel social ao abrir as suas portas para quem historicamente ficou do lado de fora. É uma política pública que está sendo efetivada, neste momento, não em discurso, mas em prática concreta.</p>



<p>E, politicamente, é um gesto de reparação histórica. Formar médicas e médicos vindos do campo significa devolver dignidade a territórios que, por décadas, viveram com ausência de assistência e também com invisibilidade. O que a gente tem que fazer é fortalecer o SUS, desde a sua raiz. É dizer também, com clareza, que o Brasil que queremos só será possível quando a universidade pública realmente conversar com o povo e quando o povo realmente ocupar a universidade. Então acredito que esse momento é um momento histórico para a universidade pública brasileira.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/a-nova-cara-da-medicina-no-brasil/">A nova cara da medicina no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/a-nova-cara-da-medicina-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>UFPE tem nova vitória na Justiça Federal e retoma edital de Medicina do Pronera</title>
		<link>https://marcozero.org/ufpe-tem-nova-vitoria-na-justica-federal-e-retoma-edital-de-medicina-do-pronera/</link>
					<comments>https://marcozero.org/ufpe-tem-nova-vitoria-na-justica-federal-e-retoma-edital-de-medicina-do-pronera/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 16:42:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Pronera]]></category>
		<category><![CDATA[reforma agrária]]></category>
		<category><![CDATA[UFPE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=72777</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) obteve nova vitória na Justiça Federal e retomou, pela segunda vez, em menos de uma semana, o edital de seleção para o curso de Medicina exclusivo para assentados da reforma agrária e quilombolas numa parceria com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Parlamentares contra a iniciativa, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/ufpe-tem-nova-vitoria-na-justica-federal-e-retoma-edital-de-medicina-do-pronera/">UFPE tem nova vitória na Justiça Federal e retoma edital de Medicina do Pronera</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) obteve nova vitória na Justiça Federal e retomou, pela segunda vez, em menos de uma semana, o edital de seleção para o curso de Medicina exclusivo para assentados da reforma agrária e quilombolas numa parceria com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).</p>



<p>Parlamentares contra a iniciativa, com apoio de algumas entidades e associações médicas, têm travado uma <a href="https://marcozero.org/por-que-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas-virou-alvo-de-ataques-e-fake-news/">guerra judicial</a> nos últimos dias na tentativa de cancelar o curso. Há ainda uma terceira ação em curso contra a universidade na Justiça Federal de Pernambuco (JFPE), além de uma no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.</p>



<p>No recurso em que obteve a decisão favorável desta sexta (10), a que a Marco Zero teve acesso, os advogados da UFPE argumentaram que, ao conceder a mesma liminar em um processo posterior, a primeira instância desconsiderou a decisão proferida pelo tribunal, violando a hierarquia das decisões judiciais. Somente a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) pode se opor ao que já foi decidido.</p>



<p>A nova decisão, proferida pelo desembargador Fernando Braga Damasceno, do TRF-5, derrubou a suspensão do edital concedida na quarta (8) pelo juiz Ubiratan de Couto Maurício, da 9ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco após denúncia do vereador de extrema direita do Recife Thiago Medina (PL) — Medina, aliás, tem propagado desinformação, ao dizer que o curso seria “exclusivo para o MST”, o que não é verdade.</p>



<p>Essa foi a segunda vez que a seleção foi suspensa e liberada logo em seguida. A primeira foi a partir de uma denúncia do também vereador do Recife Tadeu Calheiros (MDB). O juiz de primeira instância e o desembargador são os mesmos nos dois casos, Couto e Braga, respectivamente. Ambas as decisões de segunda instância ainda precisam passar pela 4ª Turma do TRF-5, sem data marcada.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/10/TRF5-Ubiratan-Couto-300x199.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/10/TRF5-Ubiratan-Couto.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/10/TRF5-Ubiratan-Couto.jpg" alt="O ChatGPT disse: A foto mostra um homem de meia-idade em pé, posando diante de um painel ilustrado com o nome “UNICAP” e um desenho em preto e branco dos prédios da Universidade Católica de Pernambuco. Ele tem cabelo curto e barba grisalha, veste terno cinza escuro com gravata e camisa clara, e está com os braços cruzados, olhando para a câmera com expressão serena. À direita do nome “UNICAP”, há o desenho estilizado de uma pomba, símbolo frequentemente associado à instituição. O fundo branco e o contraste do desenho preto dão destaque à figura do homem em primeiro plano." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Juiz Ubiratan Maurício concedeu duas liminares que foram suspensas pelo TRF-5
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Ascom Unicap/Reprodução site &#8220;Direto da Sacristia&#8221;</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>Mais uma vez, um dos argumentos centrais para a nova liberação do edital foi a autonomia da universidade e o Pronera como uma política pública de inclusão educacional já consolidada, com quase 30 anos de existência, com convênio previsto legalmente.</p>



<p>Em <a href="https://marcozero.org/reitor-da-ufpe-garante-que-vai-ate-as-ultimas-instancias-em-defesa-do-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas/">entrevista à MZ</a>, na quarta (8), o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, declarou: “Vamos às últimas instâncias para garantir a autonomia da universidade, de oferta de turma extra, no caso, para Medicina. Mas, se fosse de outros cursos, faríamos a mesma decisão. É uma decisão amadurecida, aprovada nas nossas instâncias dentro da universidade, então devemos seguir com ela até o fim”.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/o-campones-e-a-medicina/" class="titulo">O camponês e a medicina</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/opiniao/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Opinião</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Segundo Gomes, 1,2 mil pessoas se inscreveram na seleção, que será feita através de prova de redação e análise de currículo. Por conta da batalha judicial, o cronograma precisou ser alterado. A aplicação da redação acontecerá somente no dia 2 de novembro e o início das aulas, em 2 de dezembro.</p>



<p>Em suas redes sociais, na manhã desta sexta (10), o reitor disparou: “precisamos conversar seriamente sobre a postura de alguns políticos. Afinal, para onde foi o compromisso com as pessoas, o cuidado com quem mais precisa? Para onde foi a preocupação com as necessidades vitais da população? Essa gente só pensa em <em>likes</em>? São quase sempre políticos de extrema direita que, distorcendo a verdade, agiram contra a democratização da educação e contra o direito de gente simples ter acesso à formação em medicina. Difamaram, ameaçaram, judicializaram e tentaram impedir que essas pessoas pudessem ter a chance de mudar suas vidas, as vidas de suas famílias e de suas comunidades. Uma agressão desmedida contra a educação, contra a saúde e contra a justiça social. Chegamos ao limite da irresponsabilidade. Chegamos ao limite do cinismo, da manipulação maldosa da informação e da distorção da verdade. Não aceitamos o ataque à autonomia da universidade pública”.</p>



<p>O deputado federal Mendonça Filho (União-PE) é outro parlamentar que se apõe ao curso de Medicina pelo Pronera e tem proferido duras críticas à UFPE. Como lembrou o site <a href="https://politicacomopiniao.com/mendonca-que-e-contra-o-pronera-tambem-se-opos-ao-prouni-e-cotas-raciais/">Política com Opinião</a>, Mendoncinha, que foi ministro da Educação no governo Michel Temer, também se opôs ao ProUni e cotas raciais.</p>



<p>Gomes disse também que trata-se de “uma vitória importante da universidade pública, da autonomia, da justiça social”. “Vamos seguir, portanto, firmes nas nossas ações para concretizar as políticas da universidade e a política consolidada do Pronera”, declarou.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/10/TRF5-Juliana-Galvao-200x300.jpeg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/10/TRF5-Juliana-Galvao-683x1024.jpeg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/10/TRF5-Juliana-Galvao-683x1024.jpeg" alt="" class="" loading="lazy" width="549">
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Desembargador Fernando Braga Damasceno, do TRF-5
</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sobre o Pronera</strong></h2>



<p>Criado em 1998, no governo de Fernando Henrique Cardoso, o Pronera, realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), já formou quase 200 mil estudantes em 545 cursos em todos os estados brasileiros, da alfabetização à pós-graduação.</p>



<p>A seleção de Medicina prevê a oferta de 80 vagas extras, numa turma específica, no Centro Acadêmico do Agreste (CAA) da UFPE, no campus Caruaru, sendo 40 de ampla concorrência e outras 40 destinadas a cotas. A turma não irá tirar vagas do curso de Medicina da universidade, por ser a parte.</p>



<p>Estão aptos a se candidatarem assentados da reforma agrária e integrantes de famílias beneficiárias do crédito fundiário; educandos egressos de cursos de especialização promovidos pelo Incra; educadores que exerçam atividades voltadas às famílias beneficiárias; acampados cadastrados pelo instituto; e quilombolas.</p>



<p>Os dados da Demografia Médica do Brasil 2025 mostram que, dos 266 mil estudantes de medicina em 2023, apenas 9% entraram por programas de reserva de vagas. Quase 70% dos alunos de medicina no país são brancos e 66% são oriundos do ensino médio privado. Somente 34% são egressos da escola pública, muito abaixo da média nacional, de 65,7% dos estudantes quando comparados a todas as graduações.</p>



<p>A concentração das vagas em instituições privadas também chama a atenção, segundo o levantamento: 77,7% das matrículas em Medicina estão em faculdades particulares.</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/ufpe-tem-nova-vitoria-na-justica-federal-e-retoma-edital-de-medicina-do-pronera/">UFPE tem nova vitória na Justiça Federal e retoma edital de Medicina do Pronera</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/ufpe-tem-nova-vitoria-na-justica-federal-e-retoma-edital-de-medicina-do-pronera/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reitor da UFPE garante ir &#8220;até as últimas instâncias&#8221; em defesa do curso de Medicina para assentados e quilombolas</title>
		<link>https://marcozero.org/reitor-da-ufpe-garante-que-vai-ate-as-ultimas-instancias-em-defesa-do-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas/</link>
					<comments>https://marcozero.org/reitor-da-ufpe-garante-que-vai-ate-as-ultimas-instancias-em-defesa-do-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 21:58:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[UFPE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=72717</guid>

					<description><![CDATA[<p>Alvo de ataques e campanhas de desinformação, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) conseguiu, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), nesta terça-feira, 7 de outubro, a liberação do edital de seleção para o curso de Medicina com vagas exclusivas para assentados e quilombolas através do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/reitor-da-ufpe-garante-que-vai-ate-as-ultimas-instancias-em-defesa-do-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas/">Reitor da UFPE garante ir &#8220;até as últimas instâncias&#8221; em defesa do curso de Medicina para assentados e quilombolas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Alvo de <a href="https://marcozero.org/por-que-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas-virou-alvo-de-ataques-e-fake-news/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ataques e campanhas de desinformação</a>, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) conseguiu, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), nesta terça-feira, 7 de outubro, a liberação do edital de seleção para o curso de Medicina com vagas exclusivas para assentados e quilombolas através do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). No dia seguinte, nesta quarta (8), uma nova liminar da Justiça Federal de Pernambuco voltou a derrubar o processo seletivo. <br><br>A <strong>Marco Zero</strong> conversou com o reitor da universidade, Alfredo Gomes, para quem a decisão de segunda instância “ressalta a autonomia da universidade pública”. Para ele, existe um “preconceito ao olhar para o processo seletivo como se ele fosse o definidor do médico que será formado”.</p>



<p>O desembargador Fernando Braga Damasceno, do TRF-5, suspendeu a liminar concedida na ação popular movida pelo vereador do Recife Tadeu Calheiros (MDB) contra a UFPE, restabelecendo a validade do edital. Nas palavras do desembargador, “o Pronera é uma política pública amparada por lei e decretos federais que permitem a parceria entre o Incra e universidades públicas para oferta de cursos voltados a assentados da reforma agrária”.</p>



<p>Para o reitor, a decisão “destaca o Pronera como uma política pública que existe há muito tempo” e comprova que a “legislação é muito clara sobre a autonomia das universidades”. Segundo Gomes, 1,2 mil pessoas se inscreveram na seleção, que será feita através de prova de redação e análise de currículo. Por conta da batalha judicial, o cronograma precisou ser alterado.</p>



<p>A decisão agora seguirá para análise e parecer da Quarta Turma do TRF-5, formada por três desembargadores. “Vamos às últimas instâncias para garantir a autonomia da universidade, de oferta de turma extra, no caso, para Medicina. Mas, se fosse de outros cursos, faríamos a mesma decisão. É uma decisão amadurecida, aprovada nas nossas instâncias dentro da universidade, então devemos seguir com ela até o fim”, declarou à reportagem em conversa por telefone.</p>



<p>Gomes definiu como “muito importante” a decisão do TRF-5. “Confirmou-se uma decisão histórica da universidade de fazer a oferta de forma pioneira dessa turma de Medicina”, disse. “Essa é uma política que vem sendo construída, nesse caso específico dessa turma, há mais de dois anos e meio, em conversas com o Incra e com o Pronera”, relembra.</p>



<p>A suspensão do edital, na quarta (8), é fruto de uma ação do vereador do Recife Thiago Medina (PL-PE). Outras ações movidas na Justiça contra a UFPE estão em curso, incluindo uma no Superior Tribunal Federal (STF). Há também um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para “apurar denúncia de oferta irregular de vagas de Medicina a integrantes do Movimento Sem Terra &#8211; MST”, instaurado a partir de uma denúncia de Medina (PL-PE).</p>



<p>Com quase três décadas de existência, o programa, realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), já formou quase 200 mil estudantes em 545 cursos em todos os estados brasileiros, da alfabetização à pós-graduação.</p>



<p>A seleção de Medicina prevê a oferta de 80 vagas extras, numa turma específica, no Centro Acadêmico do Agreste (CAA) da UFPE, no campus Caruaru, sendo 40 de ampla concorrência e outras 40 destinadas a cotas. A turma não irá tirar vagas do curso de Medicina da univeridade, por ser a parte. Estão aptos a se candidatarem assentados da reforma agrária e integrantes de famílias beneficiárias do crédito fundiário; educandos egressos de cursos de especialização promovidos pelo Incra; educadores que exerçam atividades voltadas às famílias beneficiárias; acampados cadastrados pelo instituto; e quilombolas.</p>



<p>O reitor enfatiza que há uma carência grande para formar quadros médicos para atuar nas zonas rurais. “E obviamente a Universidade Federal tem toda capacidade, toda condição de fazer a diferença em relação a essa iniciativa”, afirma.</p>



<p>Os dados da Demografia Médica do Brasil 2025 mostram que, dos 266 mil estudantes de medicina em 2023, apenas 9% entraram por programas de reserva de vagas. Quase 70% dos alunos de medicina no país são brancos e 66% são oriundos do ensino médio privado. Somente 34% são egressos da escola pública, muito abaixo da média nacional, de 65,7% dos estudantes quando comparados a todas as graduações.</p>



<p>A concentração das vagas em instituições privadas também chama a atenção, segundo o levantamento: 77,7% das matrículas em Medicina estão em faculdades particulares.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outros cursos já sofreram ataques</h2>



<p>O curso de Medicina pelo Pronera não é o primeiro a sofrer ataques. Formações como Engenharia, Direito e Medicina Veterinária também já foram alvo em outras universidades. A criação da primeira turma de Medicina pelo programa, desencadeou uma onda de críticas que misturam notícias falsas e revolta de conselhos e associações médicas.</p>



<p>Uma das <em>fake news</em> propagadas por políticos de extrema-direita é que o curso seria “exclusivo para o MST”, o que não é verdade. A reação não se limitou às redes sociais nem a parlamentares. Entidades como o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) também se manifestaram publicamente, alegando que a seleção específica “afronta os princípios da isonomia e do acesso universal”.</p>



<p>Em contraponto, diversas instituições e entidades médicas têm demonstrado apoio à formação médica pelo Pronera, como Fiocruz, Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares e Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.</p>



<p>“As duas entidades aqui do estado é que, infelizmente, não nos procuraram também para conversar e entraram diretamente na Justiça. Nós temos certeza que poderíamos ter conversado sobre isso, mas não foi possível em face do nível de judicialização”, explicou o reitor.</p>



<p>“Em outros cursos, de outras universidades não houve judicialização, quando se trata, por exemplo, da formação de professores, licenciatura em Geografia e História. Nos cursos mais privilegiados do ponto de vista econômico e da inserção no mundo do trabalho é que tem acontecido isso”, avaliou.</p>



<p>Com quase três décadas de existência, o programa, criado em 1998, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, é realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e já formou quase 200 mil estudantes em 545 cursos em todos os estados brasileiros, da alfabetização à pós-graduação.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Existe um preconceito ao olhar para o processo seletivo”</strong></h3>



<p>Sobre as críticas à seleção, que não envolve o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nem o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o reitor lembrou que esse não é o único curso com processo seletivo específico na UFPE, assim como em outras universidades. “Nós já fizemos aqui na universidade, e fazemos ainda, seleções específicas em face da população a que a gente está destinando o curso”, explicou, mostrando que a universidade tem autonomia para estabelecer os critério de seleção a partir do público-alvo dos cursos.</p>



<p>“Eu creio que existe um preconceito ao olhar para o processo seletivo como se ele fosse o definidor do médico que será formado. Na verdade, o médico que entra vai fazer mais de 8 mil horas de aula dentro da universidade, vai passar por todas as disciplinas, serão seis anos dedicados ao processo formativo, com internato, campo de prática e assim sucessivamente. Então essa pessoa vai, digamos assim, ser transformada, vai interiorizar e desenvolver as habilidades e competências e o hábito para atuar na área de Medicina”, enfatizou.</p>



<p>“Eu tenho absoluta segurança do papel transformador da universidade e do desenvolvimento das capacidades adequadas para o exercício da profissão”, frisou.</p>



<p><em>matéria atualizada em 8/10/2025, às 21h50</em></p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/reitor-da-ufpe-garante-que-vai-ate-as-ultimas-instancias-em-defesa-do-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas/">Reitor da UFPE garante ir &#8220;até as últimas instâncias&#8221; em defesa do curso de Medicina para assentados e quilombolas</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://marcozero.org/reitor-da-ufpe-garante-que-vai-ate-as-ultimas-instancias-em-defesa-do-curso-de-medicina-para-assentados-e-quilombolas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vacina para alunos de medicina do ciclo básico gera debate sobre fila de prioridades</title>
		<link>https://marcozero.org/vacina-para-alunos-de-medicina-do-ciclo-basico-gera-debate-sobre-fila-de-prioridades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Carolina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 20:49:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
		<category><![CDATA[PNI]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://marcozero.org/?p=35848</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8220;Nossos alunos da Fits serão vacinados nessa quarta, quinta e sexta. Eles vão estar com uma lista nominal dos alunos com nome, CPF e data de nascimento de todos os alunos regularmente matriculados&#8221;.Um áudio que começava com essa mensagem circulou por grupos de WhatsApp gerando críticas e espanto. Era a coordenação da Faculdade Integrada Tiradentes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/vacina-para-alunos-de-medicina-do-ciclo-basico-gera-debate-sobre-fila-de-prioridades/">Vacina para alunos de medicina do ciclo básico gera debate sobre fila de prioridades</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8220;<em>Nossos alunos da Fits serão vacinados nessa quarta, quinta e sexta. Eles vão estar com uma lista nominal dos alunos com nome, CPF e data de nascimento de todos os alunos regularmente matriculados&#8221;.</em><br><br>Um áudio que começava com essa mensagem circulou por grupos de WhatsApp gerando críticas e espanto. Era a coordenação da Faculdade Integrada Tiradentes (Fits), em Jaboatão dos Guararapes, convocando todos os alunos para serem vacinados contra a Covid-19 já nesta semana. Boa parte dos estudantes com menos de 20 anos. No calendário do município, a vacinação por idade está nos moradores com mais de 74 anos.<br><br>Depois que os áudios se espalharam pelas redes sociais, a Prefeitura de Jaboatão e a Fits emitiram notas para explicar a situação. A prefeitura afirmou que o áudio era equivocado. &#8220;Serão imunizados apenas os estudantes que estiverem cadastrados no município e atuando na linha de frente contra a pandemia no suporte aos usuários do sistema público de saúde do Jaboatão&#8221;, diz a nota.<br><br>A própria assessoria da prefeitura enviou para a Marco Zero o posicionamento da Fits, que, de certa forma, contraria a nota municipal. &#8220;A Faculdade Tiradentes em sua estrutura curricular possui componentes que direcionam a realização de práticas nos serviços de saúde desde o primeiro período do curso&#8221;, afirma, justificando a vacinação de todos os alunos.<br><br>Desde 2014, o currículo dos cursos de medicina prevê aulas práticas desde o primeiro período. Nos últimos dois anos de medicina, o estudante fica no regime de internato: ainda que não tenha diploma, já participa do atendimento de pacientes, com supervisão.<br><br>O Plano Nacional de Imunização (PNI) garante a vacinação de &#8220;acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio hospitalar, atenção básica, clínicas e laboratórios&#8221;.<br><br>A Fits é uma faculdade nova em Jaboatão dos Guararapes. Foi inaugurada em 2018 com a presença do prefeito Anderson Ferreira e do então ministro da Educação, José Mendonça Filho. Por isso, ainda não tem nenhuma turma no ciclo profissional. São todos do ciclo básico, onde, sim, acontecem aulas práticas em ambiente hospitalar. A parceria da Fits para essas aulas e internato é com a Secretaria de Saúde de Jaboatão dos Guararapes e o Hospital Memorial de Jaboatão. É a única faculdade de saúde com sede no município.<br><br>Nas redes sociais, alunos da Fits do segundo período comemoraram nessa semana que conseguiram ser vacinados. Não há ilegalidade se são mesmo considerados estagiários da Secretaria Municipal de Saúde &#8211; como afirma a nota da secretaria.<br><br>O que parece haver é mais uma questão de prioridade entre prioridades. Com uma população de mais de 706 mil pessoas, Jaboatão recebeu até agora apenas 44.286 doses de vacina contra a Covid-19 (32.836 doses da CoronaVac e 11.450 doses da Oxford/AstraZeneca). Alunos jovens, muitos de outras cidades, devem ter prioridade? Ou deve haver mais prioridades dentro das prioridades?</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/tudo-o-que-voce-queria-saber-sobre-vacinas-contra-a-covid-19-e-nao-tinha-a-quem-perguntar/" class="titulo">Tudo o que você queria saber sobre vacinas contra a covid-19 e não tinha a quem perguntar</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Disputando misérias</h2>



<p>Para um professor de medicina ouvido em reserva pela Marco Zero, estudantes que estão no internato devem ter tanta prioridade quanto os profissionais de saúde. Isso porque eles estão no dia a dia do hospital e fazem atendimento direto de pessoas doentes. Já os do ciclo básico ficam menos expostos, já que participam apenas de aulas práticas, que duram cerca de uma hora, por uma ou duas vezes na semana, em pequenos grupos.<br><br>Mas, em um mundo com mais vacinas, esses estudantes também deveriam ser incluídos. Afinal, também estão frequentando unidades de saúde, e isso no meio de uma pandemia de um vírus extremamente contagioso e grave. &#8220;O que acontece é que estamos disputando misérias. Eles deveriam sim ser vacinados. Mas e o senhor de 70 anos que está trabalhando com o público? Ele não seria de maior risco?&#8221;, questiona, lembrando também da responsabilidade do Governo do Estado em acompanhar e fiscalizar as prioridades estabelecidas pelos poderes municipais. A Marco Zero questionou o Governo do Estado sobre a vacinação de estudantes de medicina, mas não obteve resposta. <br><br>Uma estudante do ciclo profissional de medicina em uma universidade pública, que denunciou a vacinação da Fits e que também preferiu não se expor nesta reportagem, reclama que &#8220;são estudantes que poderiam estar realizando suas atividades à distância, mas estão sendo priorizados na vacinação&#8221;. O MEC não autorizou que o ciclo básico funcione apenas com aulas remotas. &#8220;Entendo e concordo com o prejuízo das atividades à distância, mas também entendo que o contexto é de prejuízo generalizado. O tipo de prejuízo que esses estudantes terão não chega nem perto daqueles que trabalhadores desprotegidos terão&#8221;, afirma.<br><br>&#8220;Acho que o momento de colapso do sistema pede que o investimento das imunizações deva ser direcionado para grupos de risco. Sobretudo para grupos que não conseguimos encontrar outras formas de proteger, a exemplo de funcionários de serviços essenciais que não conseguem ficar em casa por precisar manter seu sustento. Parece uma extrapolação absurda, mas colocar estudantes do ciclo básico para vacinar em detrimento de outros grupos, no momento de colapso, acaba sendo escolher quem vive e quem morre&#8221;, disse à Marco Zero. &#8220;Não consigo me conformar com a proteção de estudantes não essenciais, sobretudo quando me lembro dos pacientes que vi quando estava tendo meu rodízio de internato na UPA. Quantos de lá não teriam se livrado se tivessem tido acesso à vacinação?&#8221;, questiona. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Frente pela vacinação dos estudantes</h2>



<p>O que aconteceu com a Fits é um caso isolado. Estudantes que estão na linha de frente em hospitais encontram dificuldades para conseguir a imunização, mesmo estando incluídos no Plano de Imunização Nacional. Por isso, em fevereiro, diretórios acadêmicos de faculdades públicas e privadas de medicina criaram a Frente dos Estudantes de Medicina da Região Metropolitana do Recife pela Vacinação.<br><br>Em uma pesquisa com 3.938 estudantes de medicina de todas as Instituições de Ensino Superior da Região Metropolitana do Recife, de todos os períodos, a quase totalidade dos estudantes (95,86%) afirmou ainda não ter recebido nenhuma dose da vacina contra a Covid-19. Ao mesmo tempo em que 71,56% dos estudantes disseram já ter tido contato com casos suspeitos ou confirmados da Covid-19 durante estágios curriculares na rede de saúde. Para os alunos que estão no período de internato, o percentual de exposição à Covid-19 foi de 98,28%.</p>



<p>A pesquisa é divulgada aqui em na Marco Zero em primeiro mão, mas os dados são de fevereiro, quando foi realizada a coleta, e não inclui a vacinação desta semana. </p>





<p>Os dados servem para avaliar o panorama de vacinação dos estudantes de medicina. &#8220;Com esses dados, esperamos embasar melhor uma articulação com gestores de saúde e com a sociedade em geral. Afinal, não é só quem é formado que é exposto ao risco da doença. Não é só quem tem diploma. Nós que ainda não somos formados estamos nos mesmos ambientes que os formados estão. Apenas pelo fato de terem um diploma, um registro em conselho de saúde, eles tinham direito e a gente não estava tendo. Profissionais de emergência foram vacinados e estudantes no mesmo local, com o mesmo risco, não tiveram direito a imunização. Uma parte muito pequena dos estudantes conseguiu a vacinação. Isso contraria o princípio de equidade do SUS&#8221;, afirma Letícia Rodrigues, integrante da Frente dos Estudantes de Medicina da Região Metropolitana do Recife pela Vacinação.<br><br>Para a Frente, é necessário também ter prioridades entre os estudantes. &#8220;Na Covid-19 quem está mais exposto ou quem tem mais risco de complicar são os que devem ser priorizados. Defendemos sim que a equidade seja seguida, começando com quem tem mais risco e está mais exposto. Então, dentro do curso de medicina a gente defende que os estudantes que devem ser primeiramente vacinados são os estudantes em ambientes de maior exposição, como os que estão rodando nas emergências, principalmente os do internato. Deve começar por eles&#8221;, diz.<br><br>Letícia também reforça a necessidade de mais vacinas. &#8220;É muitíssimo importante lembrar sempre que, como sociedade, não podemos fechar os olhos para as irresponsabilidades do Governo Federal frente à pandemia. Precisamos cobrar a compra de mais vacinas, precisamos cobrar uma postura de respeito de quem governa o país. A atual situação nacional é precária, é uma imensa falta de responsabilidade que, cada vez mais, vem colaborando com a catástrofe humanitária que se tornou a pandemia no país&#8221;, diz.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/vacina-para-alunos-de-medicina-do-ciclo-basico-gera-debate-sobre-fila-de-prioridades/">Vacina para alunos de medicina do ciclo básico gera debate sobre fila de prioridades</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
