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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Marco Zero Conteúdo - Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</title>
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		<title>Conheça Micheli de Paula, a cinegrafista cega que quer fazer história no audiovisual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jul 2025 20:47:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>porElismarcia Tosta, Josyclaudia GomeseWander Vieira* Micheli de Paula Oliveira nasceu com aplasia do nervo óptico, uma condição congênita que compromete o desenvolvimento da visão. Ainda bebê, foi adotada por uma família amorosa que, desde o início, ofereceu a ela um lar seguro e acolhedor. Apesar das adversidades e dos desafios médicos, Micheli cresceu cercada de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por</strong><strong>Elismarcia Tosta, Josyclaudia Gomes</strong><strong>e</strong><strong>Wander Vieira</strong>*</p>



<p>Micheli de Paula Oliveira nasceu com aplasia do nervo óptico, uma condição congênita que compromete o desenvolvimento da visão. Ainda bebê, foi adotada por uma família amorosa que, desde o início, ofereceu a ela um lar seguro e acolhedor. Apesar das adversidades e dos desafios médicos, Micheli cresceu cercada de afeto e incentivo. Com o tempo, sua curiosidade e inteligência natural começaram a despontar.</p>



<p>Desde pequena, demonstrava interesse por sons e vozes. Era comum vê-la com um gravador de fita cassete, registrando falas e brincadeiras. Essa relação precoce com a comunicação seria a semente do que viria a florescer. A deficiência nunca foi um impedimento, mas um estímulo para olhar o mundo com outros sentidos.</p>



<p>Durante a infância, Micheli passou por diversas fases de adaptação e descobertas. Mesmo com as limitações visuais, foi incentivada a brincar, explorar o ambiente e desenvolver autonomia. Aprendeu a se movimentar com segurança, a usar a audição de forma aguçada e a perceber o espaço ao seu redor de maneira intuitiva. Ainda que algumas tarefas exigissem mais esforço, nunca lhe faltou criatividade para encontrar soluções. Os registros em áudio viraram uma prática cotidiana. Ela gravava não apenas para guardar memórias, mas para compreender melhor os sons, as vozes e os ambientes.</p>



<p>Esse olhar – ou escuta – diferenciado seria fundamental em sua trajetória profissional. O ambiente familiar, cheio de estímulo, foi essencial nesse processo.</p>



<p>Na adolescência, Micheli aprofundou o interesse por tecnologias de gravação. Ganhou um celular com câmera simples e passou a registrar imagens da filha. A maternidade precoce trouxe responsabilidades, mas também fortaleceu seu vínculo com a produção audiovisual. Ao perceber que conseguia editar vídeos, mesmo sem enxergar, nasceu a ideia de que poderia ir além. Criou um<em> videobook</em> com momentos especiais da filha, atualizando-o com carinho. Essa prática, antes pessoal, se transformaria em paixão profissional. Ela passou a experimentar formas de filmar que combinavam audição, percepção espacial e memória. Mesmo sem imagem, via com o corpo. Sua sensibilidade e precisão surpreendiam a todos ao seu redor.</p>





<p>Entre 1993 e 1997, Micheli estudou no <a href="https://padrechico.org.br/">Instituto de Cegos Padre Chico</a>, onde ampliou seus horizontes. Lá, teve contato com recursos adaptados e com outros estudantes com deficiência, o que fortaleceu sua identidade. A convivência naquele espaço a ajudou a consolidar a percepção de que ser cega não limitava suas possibilidades. Participou de atividades diversas, inclusive de uma reportagem para a revista Cláudia, onde teve contato com uma câmera profissional. Esse momento foi determinante: ali, percebeu que desejava trabalhar com comunicação. O encantamento pelas ferramentas audiovisuais e o desejo de contar histórias ganharam forma e objetivo. Foi a confirmação de uma vocação.</p>



<p>Ao concluir o ensino médio em 2007, Micheli iniciou um novo ciclo. Casada e com uma filha pequena, dividia seu tempo entre as tarefas domésticas e a paixão pela comunicação. Mesmo com poucos recursos, buscava formas de estudar, aprender e se aperfeiçoar. Fez cursos de informática, locução e edição de vídeo, sempre de forma autodidata ou com auxílio de amigos. Gravava áudios dentro de um guarda-roupa para melhorar a acústica. As gravações impressionavam pela clareza e qualidade. O improviso era sua marca, e a determinação, sua força motriz. Ela sabia que ainda tinha muito a conquistar, mas não esperava por ninguém. Ia em frente, movida pelo sonho.</p>



<p>O projeto Olhar Diferente nasceu como uma forma de dar visibilidade ao trabalho de Micheli. Mesmo sem contar com estrutura formal ou patrocínio, ela passou a produzir vídeos para eventos sociais, palestras e campanhas. Com uma câmera semi-profissional, registrava momentos com sensibilidade ímpar. Em 2014, adquiriu sua primeira câmera profissional e passou a postar no YouTube. A internet se tornou sua vitrine.</p>



<p>Apesar das dificuldades, Micheli nunca deixou de acreditar em seu potencial. Cada novo vídeo era um passo na construção de sua identidade profissional. Os elogios vinham de todos os lados, mas o que mais a motivava era saber que inspirava outras pessoas com deficiência.</p>



<p>O encontro com o fotógrafo Teco Barbero foi um divisor de águas. Ao pesquisar sobre profissionais com deficiência visual na comunicação, encontrou Teco, um fotógrafo com baixa visão. A conexão entre os dois foi imediata. Teco a convidou para uma palestra em Itu, onde Micheli seria uma das convidadas. Nervosa, mas determinada, aceitou o desafio. A palestra foi um sucesso, e a parceria entre eles cresceu. Juntos, participaram de diversos eventos e projetos, levando suas histórias e trabalhos para públicos diversos. Teco se tornou mentor e amigo. Suas orientações ajudaram Micheli a aprimorar sua técnica e a expandir sua rede de contatos.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/teco-barbero-o-fotografo-deficiente-visual-que-enxerga-o-mundo-com-os-olhos-da-alma/" class="titulo">Teco Barbero, o fotógrafo deficiente visual que &#8220;enxerga o mundo com os olhos da alma&#8221;</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/trabalho/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Trabalho</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Em 2016, Micheli realizou outro sonho: ser modelo fotográfica. Foi convidada para um catálogo de joias e participou de sessões fotográficas com direção de Teco. As imagens capturaram sua beleza, força e leveza. Mais do que estética, as fotos transmitiam a essência de quem ela é. O trabalho rendeu elogios e convites para outros ensaios. Mesmo que as oportunidades não tenham se multiplicado como esperava, Micheli se reconheceu como modelo. A experiência a marcou profundamente. Sentiu-se valorizada não apenas pela imagem, mas por tudo que representava: uma mulher com deficiência rompendo estereótipos. Era mais um passo na luta por inclusão.</p>



<p>Sua atuação como cinegrafista sempre foi marcada pela precisão e pela criatividade. Mesmo sem visão, Micheli sabe onde posicionar a câmera, como acompanhar movimentos e quais momentos merecem ser registrados. Usa o corpo como extensão do olhar. A audição e a percepção espacial são suas principais ferramentas. Domina os comandos, ajusta foco, enquadra pessoas e movimentos. Cada filmagem é uma construção sensível. Ela costuma dizer que não quer apenas ouvir – quer sentir e transformar isso em imagem. Sua técnica é única. E sua sensibilidade, admirada até por profissionais com formação tradicional. Micheli desafia as regras e mostra novas possibilidades.</p>


    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*Estudantes de Jornalismo, estagiárias do convênio entre a Marco Zero Conteúdo e a Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat).  O texto faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso dos estagiários, aprovado com nota 10. </strong></p>
    </div>
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		<title>A arte que transcende: resenha crítica da mostra &#8220;Lá vêm elas&#8221; feita por duas mulheres com deficiência visual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 17:31:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas com deficiencia]]></category>
		<category><![CDATA[Unemat]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Elismarcia Tosta e Josyclaudia Gomes* A exposição Lá vêm elas, em cartaz no Museu do Homem do Nordeste até o próximo domingo, dia 1º de junho, é um marco no reconhecimento da arte como um meio de empoderamento e expressão das mulheres com deficiência. A mostra revela a força criativa do audiovisual de oito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Elismarcia Tosta e Josyclaudia Gomes*</strong></p>



<p>A exposição <em>Lá vêm elas</em>, em cartaz no Museu do Homem do Nordeste até o próximo domingo, dia 1º de junho, é um marco no reconhecimento da arte como um meio de empoderamento e expressão das mulheres com deficiência. A mostra revela a força criativa do audiovisual de oito artistas brasileiras de diferentes estados: Amanda Lyra (SP), Ana do Vale (PB), Carolina Teixeira (RN), Daisy Souza (BA), Kilma Coutinho (PE), Moira Braga (RJ), Mona Rikumbi (SP) e Rayssa Tiger (PA). O conjunto de suas obras enfatiza a importância da arte na luta por direitos e visibilidade.</p>



<p>O título da exposição tem uma origem significativa, proveniente da experiência da jornalista e curadora Lucília Machado. A frase, utilizada de forma pejorativa por gestores ao se referirem a ela durante suas abordagens profissionais, é transformada em um símbolo de resistência e força. Essa escolha reforça a ideia de que a arte pode ser uma poderosa ferramenta de reivindicação, fazendo ecoar as vozes que muitas vezes são silenciadas.</p>



<p>Nos nove vídeos apresentados na exposição cada artista traz uma abordagem única, refletindo a diversidade de experiências e perspectivas. A combinação de elementos visuais e sonoros cria uma atmosfera envolvente, desafiando o espectador a repensar suas percepções sobre deficiência.</p>



<p>A curadoria valoriza a diversidade e a interseccionalidade, apresentando artistas de diferentes estados e linguagens — dança, poesia, artes visuais e teatro. Essa variedade não apenas enriquece a experiência estética, mas também aborda as múltiplas dimensões da exclusão social enfrentadas pelas mulheres com deficiência. A proposta é transgressora e anticapacitista, usando a arte para expor suas realidades.</p>



<p>Continuando nessa proposta transgressora e anticapacitista, tivemos um desafio como pessoa com deficiência visual total quando fomos entrevistar umas das artistas, no caso a Kilma Coutinho que é uma pessoa com deficiência auditiva. Nos comunicamos mais por meio de áudios, por ser mais cômodo e prático, porém não tínhamos essa opção, outra coisa que fazemos é escrever muito, então tivemos que nos policiar para ser claras, objetivas e anticapacitistas em nossas falas. Foi uma experiência e aprendizado que levaremos conosco ao longo da carreira como jornalistas.</p>



<p>Outra experiência foi ouvir os nove vídeos que compõem a exposição, pois nos sentimos representadas e abraçadas, além de ter ficado admiradas com as diferentes formas de expressar a arte que essas artistas trouxeram. </p>



<p>Entretanto como uma pessoa com deficiência visual total, uma de nós, Elismarcia teve dificuldades em alguns vídeos, o que pode deixar o público com uma sensação de &#8220;desconexão&#8221;. Em algumas obras, a mensagem parece se perder em meio à estética exuberante, uma maior contextualização poderia ter enriquecido ainda mais a experiência do espectador, tornando a mostra mais acessível e compreensível para diferentes públicos.</p>



<p>Um aspecto louvável da exposição é seu compromisso genuíno com a inclusão. Recursos como audiodescrição, Libras e textos em braille garantem que todos tenham acesso à arte e às histórias contadas. <em>Lá vêm elas</em> se posiciona como um espaço acessível onde as vozes das mulheres com deficiência são não apenas ouvidas, mas celebradas.</p>



<p>“Para mim, o impacto positivo da exposição <em>Lá vêm elas</em> será profundo e transformador. Ela oferece uma oportunidade única de visibilidade para as mulheres com deficiência, mostrando suas experiências, suas lutas e, principalmente, suas potências criativas. A exposição pode ajudar a quebrar estigmas e preconceitos, promovendo uma maior compreensão sobre a diversidade e as várias formas de ser e viver no mundo”, declara Kilma Coutinho.</p>



<p>Em suma, <em>Lá vêm elas</em><strong> </strong>transcende o conceito de exposição, tornando-se um convite profundo à reflexão sobre as diversas facetas da vivência feminina com deficiência. Os nove vídeos apresentados não apenas destacam talentos artísticos excepcionais, mas também desafiam narrativas limitadoras e promovem uma discussão necessária sobre inclusão e representatividade no mundo da arte.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/a-experiencia-da-diversidade-o-jornalismo-feito-por-pessoas-com-deficiencia/" class="titulo">A experiência da diversidade: o jornalismo feito por pessoas com deficiência</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/educacao/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Educação</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		

    <div class="infos mx-md-5 px-5 py-4 my-5">
        <span class="titulo text-uppercase mb-2 d-block"></span>

	    <p><strong>*Estudantes de Jornalismo, estagiárias do convênio entre a Marco Zero Conteúdo e a Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat).</strong></p>
    </div>
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			</item>
		<item>
		<title>O exemplo de Rebecca, a única estudante de odontologia com nanismo do país</title>
		<link>https://marcozero.org/o-exemplo-de-rebecca-a-unica-estudante-de-odontologia-com-nanismo-do-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Oct 2023 20:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[educação especial]]></category>
		<category><![CDATA[ensino superior]]></category>
		<category><![CDATA[nanismo]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas com deficiencia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Nacional do Combate ao Preconceito à Pessoa com Nanismo, 25 de outubro, também é o Dia do Dentista. Para a estudante de Odontologia Rebecca Canuto, de 18 anos, a coincidência da data é simbólica do esforço para encontrar seu espaço no mundo e realizar seus sonhos profissionais. As dificuldade para quem tem nanismo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Dia Nacional do Combate ao Preconceito à Pessoa com Nanismo, 25 de outubro, também é o Dia do Dentista. Para a estudante de Odontologia Rebecca Canuto, de 18 anos, a coincidência da data é simbólica do esforço para encontrar seu espaço no mundo e realizar seus sonhos profissionais. As dificuldade para quem tem nanismo e 1,30m de altura, como Rebeca, são ainda maiores, a começar pela invisibilidade na sociedade, refletida na quase inexistência de dados sobre essa população. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, não tem dados exatos de quantos brasileiros possuem nanismo. </p>



<p>De acordo com o geneticista Wagner Baratela, em uma <a href="https://institutonacionaldenanismo.com.br/a-cada-10-mil-nascimentos-32-individuos-tem-nanismo-afirma-geneticista-wagner-baratela/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">palestra no 6º Encontro Nacional do Instituto Nacional de Nanismo (INN)</a>, são 3,2 pessoas com nanismo a cada 10 mil nascimentos no Brasil. Estudos indicam que 750 fatores genéticos podem ocasionar na alteração do crescimento dos ossos. Essa subnotificação também se estende ao mercado de trabalho. Pouco se vê profissionais com essa deficiência em cargos de relevância.  </p>



<p>Com o sonho de trabalhar na área de saúde, encontrou na odontologia o caminho para realizá-lo. A jovem faz parte de uma comunidade online do INN e, antes de escolher qual área cursar, fez uma busca por profissionais para trocar experiências. Para sua surpresa, sem sucesso. Em um grupo com mais de 20 mil pessoas com nanismo, nenhum atua na área de odontologia. &#8220;A profissão é muito bonita, você devolver o sorriso de uma pessoa é muito legal. E nunca tinha tinha escutado alguém com nanismo na área de odonto, achei muito legal ser a primeira ou uma das primeiras&#8221;, afirma.</p>



<p>Estudante do segundo período na <a href="https://www.instagram.com/p/Cy0kq8WuQr2/?igshid=MTc4MmM1YmI2Ng%3D%3D" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Faculdade de Odontologia do Recife (FOR)</a>, é considerada a única pessoa com nanismo a estudar odontologia no país no momento. &#8220;Eu me sinto feliz. E mais feliz ainda por incentivar outras pessoas, não só na odontologia, mas também para fazer qualquer coisa que você quiser. Inclusive, quando falei no grupo o pessoal ficou muito feliz&#8221;, afirma Rebecca.</p>



<p>&#8220;Rebecca é uma mulher que está quebrando barreiras e paradigmas&#8221;, reforça o professor Rodolfo Scavuzzi, que a acompanha desde o início do curso. Na instituição, os professores enxergam o potencial de Rebecca em ser uma endodontista de sucesso, por causa de suas mãos pequenas, capazes de alcançar locais da boca dos pacientes que uma mão de tamanho médio não alcançaria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Equipamentos estão sendo adaptados </h2>



<p>Com a chegada de jovem à instituição, o corpo docente percebeu a necessidade de adaptar o equipo odontológico, que é a estação de trabalho do dentista, às demandas da aluna e de outros profissionais com a mesma condição. Assim, um projeto passou a ser desenvolvido em parceria entre a FOR e o engenheiro mecânico, Eufrásio Neto. Todas as proporções e especificações estão sendo baseadas nas medidas de Rebecca. </p>



<p>A ideia é que equipamentos já existentes sejam adaptados para baratear o processo, sendo simples e funcional. As maiores alterações vão ser feitas no braço do refletor e no joystick que comanda as funcionalidades da cadeira, deixando-o na lateral para facilitar o acesso e o comando com os pés. A jovem inicia as aulas práticas a partir do quarto semestre, mas a previsão é que o equipamento já esteja pronto a partir do primeiro semestre de 2024. </p>



<p>O professor Rodolfo Scavuzzi, explica que esse projeto é está sendo pensando para proporcionar qualidade de vida para profissionais com nanismo. “É pensado para cuidar da ergonomia, pois a ergonomia vai dar longevidade à vida profissional dela. Por isso, o projeto precisa ser executado com cuidado”, reforça. Depois de pronto, a patente do projeto será liberada, ficando disponível para outros estudantes ou dentistas com nanismo.</p>



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	                                        <p class="m-0">Docentes acreditam que tamanho das mãos pode ser vantagem para Rebecca. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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			</item>
		<item>
		<title>As trilhas da memória de um ativista da luta pelos direitos das pessoas com deficiência</title>
		<link>https://marcozero.org/as-trilhas-da-memoria-de-um-ativista-da-luta-pelos-direitos-das-pessoas-com-deficiencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Jul 2023 22:32:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Rafael Negrão* A deficiência visual nunca foi um empecilho na vida de Geraldo Feitosa, 69 anos, professor aposentado, poeta, cordelista, músico, ex-esportista, e escritor que, na sexta-feira (30), lançou na Câmara de Vereadores do Cabo, o segundo volume do livro Das Tralhas às Trilhas, que é dividido em 30 capítulos explorando enredos peculiares, convidando [&#8230;]</p>
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<p><strong>por Rafael Negrão*</strong></p>



<p>A deficiência visual nunca foi um empecilho na vida de Geraldo Feitosa, 69 anos, professor aposentado, poeta, cordelista, músico, ex-esportista, e escritor que, na sexta-feira (30), lançou na Câmara de Vereadores do Cabo, o segundo volume do livro <em>Das Tralhas às Trilhas</em>, que é dividido em 30 capítulos explorando enredos peculiares, convidando o leitor a uma conversa tranquila numa varanda, ora para assistir aos folguedos de crianças travessas, para, logo depois, entregar-lhe a tensão de algum acontecimento dramático.&nbsp;</p>



<p>Feitosa explica porque a deficiência visual nunca limitou a sua escrita: “a visão não está no olho, mesmo o olho sendo um excelente ponto de visão, mas a visão está no cérebro, então, se você gosta de escrever, sabe que isso não é um problema. Temos várias possibilidades de escrever, pois existem vários editores de texto. Outrora, a maior dificuldade da pessoa cega é escrever um livro em braile, porque é necessário ter muita paciência, porque se errar uma letra tem que se refazer todo o texto”, revelou o autor.&nbsp;</p>



<p>Presente no evento e companheiro dos diversos movimentos ligados à luta das pessoas com deficiência, Manoel Aguiar, administrador de empresas com mestrado em Gestão Pública, traduziu a importância da obra e representatividade do escritor. “Eu sou uma pessoa com deficiência visual que conheço Geraldo há muitos anos. Fiquei muito emocionado com mais essa obra, porque é a história de uma pessoa vitoriosa. O livro cativa o leitor, porque expõe a desigualdade social do cidadão comum. A publicação é um misto de emoção e realidade social”, afirmou Manoel, um dos fundadores da Associação Pernambucana de Cegos (APEC).</p>



<p>Quem também prestigiou o lançamento do livro foi a advogada Iane Kraucs, que reside no Rio de Janeiro, mas está de passagem na casa dos pais, em Maria Farinha, em Paulista, e veio junto com os familiares prestigiar esse importante momento do escritor. “Conheci Maria Farinha ainda mais com a leitura da obra de Geraldo, que é sem dúvida, um excelente escritor e um ser fantástico de muito talento”, afirmou a advogada. </p>



<p>O lançamento do livro foi acompanhado por amigos, amigas, ex-colegas de trabalho, familiares e a população que se fez presente para prestigiar o escritor que viveu dez anos no município do Cabo de Santo Agostinho. “Eu fiz muitos amigos aqui, porque morei na década de 1980, e é muito bom voltar a cidade, e notar que o Cabo cresceu e muita coisa mudou”, afirmou Geraldo, que revelou que os dois filhos nasceram na cidade.</p>



<p>Vale destacar, os dois volumes do livro <em>Das Tralhas às Trilhas</em> foram traduzidos para o braille, e na ocasião do lançamento, o escritor Geraldo entregou um exemplar para Arsérgila Neves da coordenação da Educação Inclusiva do Cabo de Santo Agostinho. O livro está disponível através deste link por R$ 60,00: <a href="https://shp.ee/nww4sw2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://shp.ee/nww4sw2</a>.</p>



<p>A obra faz arte de uma trilogia autobiográfica destacando a história do menino George, cego desde a sua primeira infância, que é o personagem central de toda a narrativa. É notório o crescimento do garoto e o despertar de uma inteligência vivaz, cultivada e estimulada pela própria mãe, sua primeira e maior educadora. Feitosa explica que a intenção é contar a história do que viveu porque “trilhas que são caminhos, pois eu espero através da minha escrita construir caminhos para outras pessoas enxergarem para além das limitações”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Feitosa entrega livro para a educadora Arsérgila Neves, Crédito: Rafael Negrão</p>
	                
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quem é Geraldo Feitosa</strong></h3>



<p>Feitosa é poeta cordelista, escritor, professor de Língua Portuguesa, professor de braille, analista de tecnologia da informação, mas se notabilizou como ativista das lutas pelos direitos das pessoas com deficiência, atuando em em várias organização não governamentais, conselhos e instituições públicas nessa área. Não bastasse, Feitosa é músico e compositor, tendo fundado o grupo Flor de Macambira, no qual atuou como produtor, coordenador, instrumentista e vocalista.</p>



<p>*&nbsp;<strong>Rafael Negrão é jornalista e comunicador social, atuando como assessor de comunicação do Centro das Mulheres do Cabo (CMC).</strong></p>
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		<title>&#8220;Ato lúdico&#8221; cobra atendimento para crianças com deficiência nas escolas de Paulista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 20:07:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Paulista (Sinprop) realizou um protesto diferente na praça da Educação, que fica no centro da cidade do Paulista. Para defender o cumprimento dos direitos garantidos na Constituição para as crianças, os sindicalistas deram o nome de Ato Lúdico á atividade que reuniu mães, pais e responsáveis de [&#8230;]</p>
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<p>O Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Paulista (Sinprop) realizou um protesto diferente na praça da Educação, que fica no centro da cidade do Paulista. Para defender o cumprimento dos direitos garantidos na Constituição para as crianças, os sindicalistas deram o nome de Ato Lúdico á atividade que reuniu mães, pais e responsáveis de crianças com necessidades especiais que lutam pelo Atendimento Educacional Especializado para seus filhos com necessidades especiais.</p>



<p>O presidente do sindicato, Gilberto Sabino, ressaltou que a ideia do ato lúdico foi “reforçar os direitos e conscientizar o poder público sobre a urgência da garantia de acessibilidade e educação inclusiva nas escolas públicas”. O sindicato informou que, pelo menos, 900 crianças necessitam de atendimento especializado, mas o município conta com apenas 22 profissionais especializados, “o que prejudica a aprendizagem e retira dezenas de crianças com deficiência das salas de aula”.</p>



<p>O problema, porém, não é apenas a falta de professores e professoras qualificadas. O poder público também não oferece estrutura para este tipo de atendimento. “Não há estrutura para receber essas crianças, não existe material adequado para o ensino. A falta de compromisso da prefeitura com essas crianças é gritante, precisamos do apoio de toda a comunidade escolar”, afirmou Sabino.<br><br>Pai de uma criança com dificuldade visual, Eduardo Melo participou do protesto e contou um episódio que ilustra a precariedade do Atendimento Especializado: “a última estagiária que mandaram, não sabia lidar com crianças, porque ela deixava a minha filha ir sozinha ao banheiro, sem orientar, sem ensinar. A criança precisa ser ensinada”.</p>



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		<title>Está quase pronto o primeiro filme 100% acessível para pessoas surdas produzido no Nordeste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 18:47:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>*por Ariel Sobral Na contramão da produção cinematográfica que não toma cuidados básicos para garantir o acesso de pessoas com deficiência auditiva, profissionais recém formados na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), estão finalizando o curta-metragem Nova Aurora, o primeiro filme totalmente em libras e acessível para pessoas surdas [&#8230;]</p>
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<p><strong>*por Ariel Sobral</strong></p>



<p>Na contramão da produção cinematográfica que não toma cuidados básicos para garantir o acesso de pessoas com deficiência auditiva, profissionais recém formados na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), estão finalizando o curta-metragem <em>Nova Aurora</em>, o primeiro filme totalmente em libras e acessível para pessoas surdas produzido no Nordeste.</p>



<p>O projeto teve início quando a equipe ainda cursava a graduação, a partir de um programa de extensão do curso de Design da UFPB, em 2019, juntamente com o curso de Cinema da UFPE. As turmas decidiram trazer para o debate público a pauta da acessibilidade e representatividade de pessoas surdas nas telonas, afinal, apesar da esquecida Instrução Normativa 128/2016 da Ancine, que prevê a obrigação de que 15% das salas de cinema dos maiores exibidores do país possuam os equipamentos que garantam acessibilidade visual e auditiva, o público surdo ainda encontra dificuldades nesses espaços.</p>



<p><em>Nova Aurora</em> foi gravado em uma escola municipal do Recife e animado em João Pessoa. O filme é protagonizado pela personagem Maria Rosa, interpretada pela atriz surda Taíse Colman, com enfoque nos desafios cotidianos compartilhados por jovens com essa condição no Brasil. Para tornar o curta-metragem uma realidade, participaram mais de 130 pessoas, 45 delas só na equipe de animação, além de um elenco composto por mais 20 artistas surdos.</p>



<p>A técnica escolhida para a transição do filme <em>live-action</em> para animação, foi a rotoscopia, que consiste em redesenhar os frames com o objetivo de transformá-los em pintura e juntá-los para formar uma animação. A técnica já foi usada no cinema em filmes como C<em>om Amor Van Gogh</em> (2017), <em>O Expresso Polar</em> (2004), <em>O Homem Duplo</em> (2006) e <em>Waking Life</em> (2001).</p>





<p>“O projeto se originou em uma conversa entre mim e Petra Renor (diretora de arte)  sobre uma vontade nossa de fazer um filme de animação, que, até então, nunca tinha sido feito no nosso curso. Soubemos da abertura para projetos de extensão e vimos a oportunidade de começar por ali. Então convidei Victor Jiménez para criarmos o projeto em conjunto em uma parceria com o curso de cinema da UFPE, com o intuito de fazer algo o mais bem feito e completo possível,” relatou Davide Casagrande, diretor de animação, animador e co-produtor.<br><br>A escolha da direção não foi por acaso. O universo de pessoas surdas não é novo para o diretor, roteirista, montador e co-produtor Victor Jiménez, que, em 2018, estreou seu primeiro filme <em>Auto Retrato</em>, com uma protagonista surda. Com o auxílio do pesquisador e intérprete de libras, Eduardo Calisto, a principal preocupação era a de evidenciar a cultura deste grupo, e a presença dele na vida da cidade. 7</p>



<p>Com o Recife como plano de fundo, o curta foi inspirado também pelas discussões políticas e sociais de transformação urbana que a cidade vem passando nos últimos anos. Episódios como o Ocupe Estelita e de mudanças no Recife Antigo trouxeram alguns dos elementos principais do roteiro, que estabelece um paralelo entre as transições que a protagonista e a cidade passam. “O filme em si tem uma relação intrínseca com o Recife, e enquanto eu refletia sobre isso, me veio à mente a rua da Aurora como um símbolo. Nesta rua, existe uma carga emocional de pertencimento muito grande no imaginário de cada recifense. Pensando nisso, e como poderia se relacionar com a história de Rosa, veio o Nova, de <em>Nova Aurora</em>. É como uma chamada, ou uma provocação, a pensarmos como queremos que essa cidade seja no futuro,” disse Victor.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As filmagens</strong></h2>



<p>O trabalho de filmagem começou depois de um intenso&nbsp; trabalho de pesquisa de campo durante três meses em escolas bilíngues (português/libras) na Região Metropolitana do Recife. Nesse processo, foram entrevistados aproximadamente 100 alunos surdos que cursavam desde o ensino primário até o ensino médio, além de professores, pais e também pesquisadores da área. </p>



<p>A escola escolhida para a realização das filmagens foi a Escola Municipal Padre Antônio Henrique, localizada na rua Viscondessa do Livramento, no Derby. “Na escola, acompanhei uma turma que tinha a mesma faixa etária da personagem que eu estava escrevendo. Lá fui recebido com muita empolgação tanto pelo corpo docente quanto pelos alunos. Então aproveitei a receptividade e entrei de corpo e alma no dia a dia deles. Assisti várias aulas, presenciei como era a convivência entre jovens surdos, sobre seu aprendizado em sala de aula e sua convivência familiar,” contou o diretor.</p>



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	                                        <p class="m-0">Frame do curta metragem produzidos por estudantes da UFPE e UFPB. Crédito: Divulgação/Nova Aurora</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p><br>O elenco foi composto pelo corpo docente do colégio e os alunos, e contou com a consultoria de pesquisadores surdos em todas as etapas do filme. Durante as gravações, estiveram presentes Eduardo Calisto,intérprete de Libras, e Celina Vaz, assistente de direção e preparadora de elenco especializada em processos com público surdo em espetáculos de teatro e educação.&nbsp;</p>



<p>Além disso, jovens universitários surdos foram para avaliarem o andamento das filmagens em questão da condução e representação dos atores surdos. “Estamos agora no quarto ano consecutivo de trabalho, nossa estimativa de finalização é para o final de 2022, quando estarão completas a animação, efeitos especiais, trilha sonora original e legendas em português e inglês até o final de 2022,” disse Victor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A animação</strong></h3>



<p>A técnica da rotoscopia tem como base o filme inteiro com atores e locações reais. Para esse trabalho ser completamente autoral, o filme foi composto pelos departamentos de fotografia, som, acessibilidade, animação e efeitos especiais, cada um com uma diretoria e movimentações próprias. A equipe encarregada pela animação foi dividida em dois grupos, um responsável pelos traços e outra de pintura.<br><br>“Enquanto o filme em <em>live action</em> estava na etapa de pré-produção, nós da animação fizemos várias reuniões para definir identidade visual, layout, técnicas, linha de produção e treinamento. A rotoscopia exigiu entre oito a 12 quadros desenhados e pintados por segundo, e o filme tem aproximadamente 19 minutos de duração, logo, foi necessário uma equipe extensa, que, na época, nem existia no mercado Então nós, do núcleo fundador, fizemos recrutamento e treinamento dos alunos de Design da UFPB. Logo, por crescente notoriedade do projeto e de demanda de produção também, começamos a recrutar interessados da UFPE, depois da Unicamp, da AESO, da Escola SAGA e todos os demais que se mostraram interessados em aprender animação e trabalhar conosco no filme,” contou Davide Casagrande.<br></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Na pandemia</strong></h3>



<p>A produção do filme também foi afetada pela pandemia da Covid-19. O fechamento das universidades públicas e, consequentemente, o acesso aos equipamentos, como estúdios de gravação e mesas digitalizadoras, afetaram a equipe e o progresso do curta. O trabalho foi reduzido ao que pode ser feito via <em>home office</em>, com a direção e a produção reinventando a forma de conduzir as etapas.</p>



<p>&nbsp;“Foi necessário para o projeto continuar a viver. Também uma motivação por parte das lideranças, para mostrar que nosso trabalho, apesar de não podermos remunerar a equipe,, era um trabalho que valia a pena se fazer, por tudo o que ele representa, tnto por sua narrativa tão necessária no Brasil que vivemos hoje, quanto por mostrar o potencial de onde o trabalho universitário coletivo pode chegar quando todos nós nos juntamos em prol de um único objetivo. A cada dia foi necessário perseverar para mostrar o como Nova Aurora era, e é, uma luta que vale ser defendida,” afirmou Casagrande.</p>



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	                                        <p class="m-0">Técnicas de animação deram efeito de aquarela às filmagens com atores e atrizes reais. Crédito: Divulgação/Nova Aurora</p>
	                
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                    </figure>

	


<h4 class="wp-block-heading"><strong>O processo de pintura</strong></h4>



<p>E foi de maneira completamente remota que as etapas de pintura, animação e efeitos foram realizadas. Com demandas e entregas semanais, as equipes criaram um processo de trabalho baseado na separação dos frames, processando-os e juntando-os novamente para formar as cenas. Após isso, o vídeo renderizado (o mesmo que tornar permanente um trabalho de processamento digital em áudio ou imagem que, após as alterações editadas, resulta num arquivo final) recebia os efeitos e animações, sendo cada etapa realizada por uma equipe diferente.&nbsp;</p>



<p>A equipe está testando uma forma mais inovadora de processar todos os frames em três etapas de uma só vez, utilizando três ferramentas diferentes. As cores utilizadas também cumprem um papel importante. Pensadas de acordo com a psicologia das cores para retratar diferentes turnos do dia e estado emocional dos personagens, as paletas de cores são elementos fundamentais na construção narrativa da história.</p>



<p>“Dentre os efeitos especiais do filme, o mais importante artisticamente e narrativamente é o efeito da aquarela que se move enquanto a trama se desenvolve. Ele foi desenvolvido para dar a sensação de “tela viva”, que cria a sensação como se os personagens do filme estivessem sendo pintados quase que em tempo real em uma tela. Para isso, eu pinto cada frame chave com as manchas de aquarela distintas,” explicou a artista visual, desempenho a função de Co- designer de produção e chefe de efeitos especiais do curta, Ery Vieira.</p>



<p>Após ser finalizado, o curta será submetido a festivais para a sua estreia. Aos interessados em colaborar financeiramente ou de qualquer outra forma com o projeto, o contato pode ser feito através da conta do instagram: @novaauroraofficial.</p>



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		<title>Pessoas com deficiência vão às ruas cobrar cumprimento de políticas públicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2021 21:04:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[ato público]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje é celebrado no Brasil o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Para marcar a data, várias organizações fizeram uma tarde de sensibilização na Praça do Derby. Organizado pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Recife (Comud/Recife), o ato público entregou folhetos para quem passou pela praça, para [&#8230;]</p>
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<p>Hoje é celebrado no Brasil o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Para marcar a data, várias organizações fizeram uma tarde de sensibilização na Praça do Derby. Organizado pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Recife (Comud/Recife), o ato público entregou folhetos para quem passou pela praça, para reivindicar a efetivação de políticas públicas direcionadas às pessoas com deficiência.<br><br>Apesar do Brasil apresentar uma legislação avançada, principalmente com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, instituído pela lei federal nº 13.146, de 06 de julho de 2015 (Lei Brasileira de Inclusão – LBI), ainda há morosidade e falta de regulamentação para que muitas leis saiam do papel e sejam aplicadas.<br><br>Diretor da Associação Pernambucana de Cegos, Michell Platini diz que hoje uma das principais reivindicações é de que o Governo do Estado coloque em vigor um artigo da lei que prevê o transporte  intermunicipal gratuito para pessoas com deficiência. A lei também prevê gratuidade para um acompanhante.<br><br>&#8220;É um lei que foi aprovada, mas nunca foi normatizada. Assim, algumas empresas de ônibus oferecem a gratuidade, e outras não. Estamos hoje entregando uma carta aberta para a sociedade, para que haja um melhor entendimento dos direitos das pessoas com deficiência&#8221;, afirmou Michell.</p>



<p><br><br>Outra preocupação neste Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é com os retrocessos do Governo Bolsonaro. &#8220;É um desgoverno&#8221;, critica Michell. Ele cita uma fala recente do ministro da Educação, Milton Ribeiro, que foi capacitista, ou seja, discriminatória com pessoas com deficiência e neurodivergentes.<br><br>&#8220;Ele falou que pessoas com deficiência são um atrapalho em sala de aula. Isso não é algo isolado neste governo. Querem colocar as crianças com deficiência em uma espaço específico, separado, o que vai contra a Lei Brasileira de Inclusão&#8221;, critica. &#8220;O governo federal também quer retirar de si a gestão de como lidar com essa educação e passar a responsabilidade unicamente para os pais. As crianças podem, então, ser excluídas do convívio social. E não é isso que a LIB prevê. Queremos uma sociedade mais inclusiva. E esse governo só tem apresentado retrocessos&#8221;, lamenta Platini.<br><br>Além do Comud e da Associação Pernambucana de Cegos, participaram do ato público a Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência de Pernambuco (FCD/PE), Bloco Carnavalesco Me Segura Senão eu Caio, Aliança de Mães e Famílias Raras (Amar), Associação de Pais e Amigos do Centro de Reabilitação e Educação Especial (Apacree), Associação dos Usuários de Cateter Intermitente de Pernambuco (Aucipe), Associação de Famílias Para o Bem Estar e Tratamento da Pessoa com Autismo (Afeto), Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coned), o IncluiPE, Instituto Arthur Vinícius (IAV), Centro Evangélico de Reabilitação e Treinamento Ocupacional (Certo) e o Movimento de Mulheres com Deficiência de Pernambuco.</p>



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