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	<title>Arquivos sem teto - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 29 Jan 2025 20:36:23 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos sem teto - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Vagas em habitacional causam racha entre os sem teto de ocupação do edifício do INSS, no centro do Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 20:35:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cehab]]></category>
		<category><![CDATA[movimento social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A disputa para receber um apartamento no edifício Segadas Viana, antigo prédio do INSS no centro do Recife, provocou um racha entre os sem teto da ocupação Leonardo Cisneiros. Exigindo imóveis no futuro habitacional para mais 30 famílias e a mediação do Governo do Estado para resolver o conflito, pelo menos 20 pessoas passaram mais [&#8230;]</p>
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<p>A disputa para receber um apartamento no edifício Segadas Viana, antigo prédio do INSS no centro do Recife, provocou um racha entre os sem teto da ocupação Leonardo Cisneiros. Exigindo imóveis no futuro habitacional para mais 30 famílias e a mediação do Governo do Estado para resolver o conflito, pelo menos 20 pessoas passaram mais 24 horas na sede da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab).</p>



<p>À frente do grupo estava Thais Maria da Silva, que alega que essas famílias não foram contempladas porque o coordenador do Movimento de Luta e Resistência pelo Teto (MLRT), Giancarlos Costa, teria agido de má fé. “A gente lutou por três anos no prédio do INSS. E ali o coordenador botou a gente para fora e essas famílias ficaram sem o direito, que era para ele ter dado o direito e ele não deu”, afirma Thais.</p>



<p>A ocupação no Edifício Segadas Viana começou em 2021 e, segundo Thais, as famílias teriam ficado no local até janeiro de 2024, quando houve uma investida da polícia para retirá-los. Após a saída de parte dos sem teto, o coordenador teria colocado outras famílias no lugar, que acabaram sendo completadas com a moradia. Ela diz acreditar que foi usada como laranja nas negociações do MLRT com as autoridades. </p>



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</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
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                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Outro lado: a versão do coordenador</h2>



<p>Procurado pela Marco Zero, Giancarlos apresenta uma outra versão: estaria sendo perseguido e difamado por Thais, sua ex-companheira.</p>



<p>Coordenador estadual do movimento desde 2004, ele afirma que as 60 famílias contempladas foram as que estavam na ocupação no momento em que a Cehab foi fazer o cadastro no edifício que será reformado e transformado em habitacional pelo pelo Governo do Estado por meio do programa Minha Casa Minha Vida.</p>



<p>Ele conta que retornou ao edifício depois da ação policial, mas explica que, depois que a governadora Raquel Lyra assinar um protocolo de intenções para desapropriar o prédio do INSS com a finalidade de criar um <em>retrofit</em>, a Justiça pediu o levantamento das pessoas que estavam no local. </p>


    <div class="box-explicacao mx-md-5 px-4 py-3 my-3" style="--cat-color: #1E69FA;">
        <span class="titulo"><+></span>

        <div class="int mx-auto">
	        <p><em>Retrofit</em> é o termo que se refere ao processo de modernização ou revitalização de estruturas antigas preservando a sua arquitetura original.</p>
        </div>
    </div>



<p>“Essas pessoas saíram do prédio, não voltaram mais, mas quando viram que a governadora publicou um decreto de intenção de desapropriação, aí quiseram voltar para o prédio. Só que o movimento defende que casa é para quem está na luta”, explica. Giancarlos ainda afirma que a ex-companheira foi uma das contempladas com um apartamento no habitacional Escorregou Tá Dentro, no bairro do Cordeiro. </p>



<p>Por sua vez, a mulher nega ter sido beneficiada com um imóvel, apesar de existir o termo provisório de recebimento do imóvel, e diz que foi utilizada como laranja. Hoje, ela mora com os filhos na casa de uma prima em São Lourenço da Mata.</p>



<p>Tanto Thais quanto Giancarlos garantem que vão tomar medidas judiciais contra as acusações feitas.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">O que diz a CEHAB?</span>

		<p>A Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) informa que representantes de um movimento de luta por moradia, que não integram nenhum movimento social registrado na Companhia, realizaram a ocupação do prédio da Cehab, na tarde desta terça (28).</p>
<p>As demandas do grupo envolvem o prédio do INSS, que vai ser doado para habitação de interesse social, e também demandas de competência da justiça federal, que vai além do âmbito da Cehab.</p>
<p>Inicialmente foram atendidos pela superintendente de programas habitacionais, que repassou as orientações quanto às pautas apresentadas. Insatisfeitos com o posicionamento, pernoitaram, e foram recebidos no início da manhã desta quarta-feira (29), pelo presidente da Companhia, Paulo Lira, que se reuniu com o grupo, abriu espaços para diáogo, esclareceu dúvidas e explicou o que faz parte da competência da Cehab, inclusive orientando sobre todas as linhas do Programa do Governo do Estado, o Morar Bem PE. Após a reunião, o grupo foi desmobilizado pacificamente.</p>
	</div>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/decisoes-da-justica-federal-suspendem-reintegracoes-de-posse-de-dois-predios-do-inss-no-recife/" class="titulo">Decisões da Justiça Federal suspendem reintegrações de posse de dois prédios do INSS no Recife</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/moradia/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Moradia</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

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			</item>
		<item>
		<title>População em situação de rua aumenta 50% no Brasil após pandemia</title>
		<link>https://marcozero.org/populacao-em-situacao-de-rua-aumenta-50-no-brasil-apos-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 15:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[moradia]]></category>
		<category><![CDATA[população de rua]]></category>
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		<category><![CDATA[situação de rua]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Arthur Falcão e Sabrina Lorenzi, da Agência Nossa O número de pessoas em situação de rua disparou 50% no Brasil em 2022, logo após a pandemia. De 2021 para 2022, a população sem lar passou de 158,06 mil para 236,40 mil, segundo o relatório População em situação de rua, que acaba de ser divulgado pelo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Arthur Falcão e Sabrina Lorenzi, da <a href="https://agencianossa.com/2023/09/22/total-de-pessoas-em-situacao-de-rua-dispara-50-no-brasil-apos-pandemia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Nossa</a></strong></p>



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<p>O número de pessoas em situação de rua disparou 50% no Brasil em 2022, logo após a pandemia. De 2021 para 2022, a população sem lar passou de 158,06 mil para 236,40 mil, segundo o relatório <a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/populacao-em-situacao-de-rua/publicacoes/relatorio-201cpopulacao-em-situacao-de-rua-diagnostico-com-base-nos-dados-e-informacoes-disponiveis-em-registros-administrativos-e-sistemas-do-governo-federal201d" target="_blank" rel="noreferrer noopener">População em situação de rua</a>, que acaba de ser divulgado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).</p>



<p>O estudo foi realizado após o Superior Tribunal Federal determinar um plano de ação direcionado em políticas para a população em situação de rua.</p>



<p>Durante a pandemia, o crescimento foi da ordem de 63%. O pesquisador Marcelo Neri, chefe do FGV-Social, explica que&nbsp;houve diminuição de recursos no Suas para este grupo justamente quando a necessidade aumentou mais. Além disso, ele lembra da instabilidade de valor no Auxílio Brasil.&nbsp;</p>



<p>“O financiamento da moradia precisa de estabilidade”, afirmou à Agência Nossa. </p>



<p>Fatores como imigração de refugiados e baixa remuneração pelo trabalho de catar lixo também contribuíram para o aumento expressivo da população de rua. Os dados são mais uma triste fotografia do aumento da pobreza no período pós pandemia, juntamente com a volta do Brasil ao mapa da fome.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/brasil-nao-conhece-o-perfil-nem-o-tamanho-de-sua-populacao-de-rua-adverte-especialista-da-fiocruz/" class="titulo">Brasil não conhece o perfil nem o tamanho de sua população de rua, adverte especialista da Fiocruz</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/saude/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Saúde</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<h2 class="wp-block-heading">Bahia com maior crescimento</h2>



<p>A Bahia é o estado com a maior alta anual, com explosivos 90%&nbsp; em comparação ao ano anterior, seguido de Maranhão e outros estados da região Norte e Nordeste. Foram as regiões que viram a população de rua crescer mais após a pandemia.&nbsp;</p>



<p>O governo da Bahia não retornou aos questionamentos da Agência Nossa sobre razões ao crescimento extremo da população de rua no estado.</p>



<p>Em números totais, o Sudeste foi a região com maior quantidade de pessoas em situação de rua, sendo liderada por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, com 95,1 mil, 25.9 mil e 21 mil, respectivamente.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Ranking dos estados com maior crescimento da população em situação de rua</strong>:</li></ul>



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<p>Questionada sobre os números, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) ressaltou que “financia e cofinancia programas para os 645 municípios do estado de São Paulo, repassando, anualmente, mais de R$ 200 milhões para serviços socioassistenciais, como os Centro de Referência especializado para População em Situação de Rua (Centros Pop) e serviços de abordagem”.</p>



<p>O catador de materiais recicláveis Remilson da Conceição (45) já foi atendido pelo sistema de atendimento no Centro Pop. Mas não há vaga de abrigo suficiente em Niterói para as pessoas sem moradia, incluindo cerca 823 pessoas em situação de rua apontadas pelo relatório.</p>



<p>Dentre as pessoas em situação de rua cadastradas no país, a maior parte é homem (87%), adultos (55% têm entre 30 e 49 anos) e negras (68%, sendo 51% pardas e 17% pretas). Além de brasileiros, existem muitos imigrantes que também se encontram sem moradia no Brasil.</p>



<p>De acordo com o relatório, 4% das pessoas em situação de rua são imigrantes, entre eles 4,1 mil venezuelanos (43%), 2,2 mil angolanos (23%) e mil afegãos (11%). </p>



<p>Todos os dados do relatório foram obtidos a partir de informações disponíveis em programas sociais como o Cadastro Único (CadÚnico) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que atende inúmeras pessoas nessas situações.&nbsp;</p>



<p>Contudo, os números podem ser maiores, levando em consideração a dificuldade de se registrar e mapear as pessoas nessas condições, como aponta o relatório: dos 236,4 mil PSR, 138,9 mil vivem de um município diferente de onde nasceram.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Íntegra do relatório do MDHC: </strong></li></ul>



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https://www.slideshare.net/IncioFrana2/relatpopruadigitalpdf
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			</item>
		<item>
		<title>Com dívidas milionárias de IPTU, terreno no bairro de Setúbal é ocupado por 200 famílias do MTST</title>
		<link>https://marcozero.org/com-dividas-milionarias-de-iptu-terreno-no-bairro-de-setubal-e-ocupado-por-200-familias-do-mtst/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2021 18:28:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[déficit habitacional]]></category>
		<category><![CDATA[direito à moradia]]></category>
		<category><![CDATA[luta pela moradia]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[sem teto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos 200 famílias ligadas ao Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realizou uma nova ocupação, no bairro de Setúbal, na zona sul do Recife. O terreno ocupado no cruzamento das avenidas Barão de Souza Leão e Desembargador José Neves pertence a uma empresa que acumulou, segundo o Movimento, mais de R$ 500 mil em dívidas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pelo menos 200 famílias ligadas ao Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realizou uma nova ocupação, no bairro de Setúbal, na zona sul do Recife. O terreno ocupado no cruzamento das avenidas Barão de Souza Leão e Desembargador José Neves pertence a uma empresa que acumulou, segundo o Movimento, mais de R$ 500 mil em dívidas de IPTU e outros impostos ao município e à União e está com o patrimônio ameaçado de penhora pela Justiça.</p>



<p>O MTST reivindica que o imóvel seja desapropriado para fins sociais pela prefeitura do Recife ou pelo Governo do Estado. O nome escolhido para a nova ocupação &#8211; “8 de Março” – referência óbvia ao Dia Internacional da Mulher faz menção à “luta das mulheres, principalmente as mulheres negras, grupo social mais atingido e vulnerabilizado durante a pandemia de Covid-19, no Brasil”, conforme explicação dos articuladores da movimento.</p>



<p>&#8220;A pandemia escancarou e aprofundou as desigualdades da sociedade colocando milhares de trabalhadores e trabalhadoras em situação de maior vulnerabilidade. A Ocupação 8 de março existe a partir dessa realidade: para denunciar e cobrar do Estado brasileiro soluções para a população sem teto. E ela carrega esse nome para demarcar as pessoas mais afetadas pela crise &#8211; as mulheres&#8221;, explicou Vitória Genuíno, da coordenação nacional do MTST.</p>



<p>A partir de agora, o MTST pretende mobilizar a militância de partidos de esquerda, instituições parceiras na sociedade civil e diversos atores e atrizes sociais para garantir a manutenção da ocupação com doações de alimentos, materiais de higiene e recursos financeiros, algo que vem fazendo em relação a outras ocupações desde o início da pandemia.</p>



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		<title>Pernambuco é o estado do Nordeste com  maior número de famílias sob ameaça de despejo</title>
		<link>https://marcozero.org/pernambuco-e-o-estado-do-nordeste-com-maior-numero-de-familias-sob-ameaca-de-despejo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kleber Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2021 20:40:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nadja Maria Barreto, morou por 21 do seus 48 anos com nove filhos em uma casa alugada, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes. A mudança forçada veio em 2017, quando o aluguel de R$ 510 se equiparou ao que a inquilina ganhava por mês trabalhando de maneira informal com serviços gerais.Entre comer e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nadja Maria Barreto, morou por 21 do seus 48 anos com nove filhos em uma casa alugada, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes. A mudança forçada veio em 2017, quando o aluguel de R$ 510 se equiparou ao que a inquilina ganhava por mês trabalhando de maneira informal com serviços gerais.<br><br>Entre comer e morar em um imóvel regularizado, Nadja escolheu fugir da fome e com o apoio do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocupou um terreno ocioso, no bairro Dom Hélder, também em Jaboatão. Ela conta que na Ocupação Selma Bandeira vivem 200 famílias sem saneamento básico, atendimento em saúde, assistência social ou qualquer ação de política pública.<br><br>“Convivemos com ratos, baratas, cobras e até jacarés. Não temos direito ao atendimento no posto de saúde próximo porque dizem que estamos em uma área que não tem cobertura. Com a pandemia a situação ficou ainda pior, tem muita gente passando fome”, conta Nadja.<br><br>Se o presente é dramático o suficiente para qualquer família, o futuro para quem vive em ocupações é ainda pior com o iminente risco de despejo. No caso de Nadja e seus vizinhos há uma decisão judicial, segundo ela, para que todos deixem a área até o próximo dia 8 de setembro.</p>



<p>Essa realidade não é exclusividade das pessoas que vivem na Ocupação Selma Bandeira. Na verdade, Pernambuco é líder no Nordeste e terceiro estado do Brasil onde existem mais famílias vivendo sob a ameaça de serem expulsas da casa onde moram. São 9.299 nessa situação aqui no estado, enquanto que em São Paulo são 26.993 e no Amazonas 19.173.</p>



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	                                        <p class="m-0">Duas mil famílias foram despejadas em Pernambuco na pandemia. Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>Os dados são do levantamento da Campanha Despejo Zero, articulação nacional que reúne mais de 140 organizações, entidades, movimentos sociais e coletivos. O estudo mostra ainda que, nos últimos 12 meses, pelo menos 2.000 famílias foram despejadas em Pernambuco.<br><br>A diretora executiva da Habitat Brasil, Socorro Leite, afirma que os números preocupantes mostram o reflexo do aumento da pobreza e da falta de prioridade dos governos em relação às políticas públicas voltadas para suprir o déficit habitacional.<br><br>“Se formarmos o perfil dos mais afetados com essa violação do direito à moradia teremos em sua maioria uma população feminina, negra e desempregada. É uma situação de vulnerabilidade preocupante que mostra que as políticas públicas, do jeito que estão, não conseguem dar conta”, avalia.<br><br>Aprovado no último dia 19, o Projeto de Lei 1010/2021, de autoria das Juntas Codeputadas, é a esperança para que pelo menos o sono das quase 10 mil famílias, que vivem sob o iminente risco de despejo, seja um pouco mais tranquilo. A matéria proíbe que sejam concedidas ordens de despejo durante a pandemia do coronavírus.<br><br>“É muito importante que o Governo de Pernambuco sancione o mais rápido possível esse projeto de lei aprovado pelos deputados. É preciso lembrar que também há ameaças de despejos feitas pelo estado”, destaca Socorro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Esta reportagem é uma produção do Programa de Diversidade nas Redações, realizado pela Énois – Laboratório de Jornalismo Representativo, com o apoio do Google News Initiative”.</em></p></blockquote>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong></em></p><p><em>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.</em></p><p><em>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.</em></p><p><em>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.</em></p><p><em>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.</em></p><p><em>É hora de assinar a Marco Zero</em></p><p><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para doar</strong></a></p></blockquote>
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		<title>Em pleno domingo, PM de Sergipe desocupa com violência imóvel da família da primeira-dama de Aracaju</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 May 2021 20:10:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>com informações de Paulo Victor Melo* Nas primeiras horas da manhã deste domingo, 23 de maio, a tranquilidade do final de semana das aproximadamente 70 pessoas da Ocupação João Mulungu, na avenida Ivo do Prado, centro de Aracaju, foi destruída por bombas de efeito moral e uma retroescavadeira. O trator derrubou o muro do prédio [&#8230;]</p>
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<p><strong>com informações de Paulo Victor Melo*</strong></p>



<p>Nas primeiras horas da manhã deste domingo, 23 de maio, a tranquilidade do final de semana das aproximadamente 70 pessoas da Ocupação João Mulungu, na avenida Ivo do Prado, centro de Aracaju, foi destruída por bombas de efeito moral e uma retroescavadeira. O trator derrubou o muro do prédio e permitiu a entrada de dezenas de policiais do Batalhão de Choque da PM sergipana.</p>



<p>A operação de reintegração de posse executada pela PM destruiu até mesmo uma biblioteca comunitária, construída pelos moradores e moradoras da João Mulungu. Livros infantis, revistas, jornais, CDs e carteiras escolares, que evidenciam a preocupação daquelas famílias com a educação, foram arremessados no terreno do prédio ou na calçada avenida.</p>



<p>Além da desocupação violenta, sete integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) foram algemados, detidos pela Polícia Militar e estão sendo acusados de diversos crimes.</p>



<p>Desde outubro do ano passado, quando ocuparam o prédio, as famílias da ocupação e o MLB deram início às tentativas de negociação com a prefeitura de Aracaju e o Governo de Sergipe sobre o direito à moradia e a possibilidade de garantir uma nova função ao prédio abandonado e com mais de R$ 12 milhões de dívidas junto ao poder público. O fato do edifício pertencer à construtora Cosil, de propriedade da família de Danusa Silva, esposa do prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), tornou o diálogo mais tenso. O nome original do imóvel, inclusive, é Edifício Danusa.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="ratio ratio-16x9"><iframe title="Reintegração de posse na Ocupação João Mulungu, em Aracaju" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/pE-awUR8B_s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Acordo violado</strong></h2>



<p>Há duas semanas, a situação parecia estar se encaminhando para um desfecho favorável às famílias da ocupação, pois o presidente da Câmara Municipal de Aracaju, <a href="https://www.destaquenoticias.com.br/policia-militar-desocupa-predio-no-centro-de-aracaju/">Nitinho Vitale (PSD), fez um acordo com o MLB e prometeu que iria lutar em favor da desapropriação do prédio</a>. Antes disso, a construtora Cosil e a prefeitura conseguiram na Justiça a reintegração de posse e, atropelando os esforços do vereador, conseguiram junto ao Governo de Sergipe que a operação acontecesse num domingo em plena pandemia.</p>



<p>Eleito pela quarta vez numa ampla coligação de partidos à esquerda e à direita no espectro político (PCdoB / PSD / PDT / MDB /PV / PP / PSC / Solidariedade / Republicanos), Edvaldo Nogueira tem no governador Belivaldo Chagas (PSD), o seu mais importante aliado político. A desocupação violenta, no entanto, provocou mal estar não apenas com o presidente da Câmara Municipal. </p>



<p>A vice-governadora Eliane Aquino (PT), reagiu publicamente: “Foi com extrema surpresa e indignação que recebi a notícia do despejo das famílias da ocupação João Mulungu, no Centro de Aracaju, na manhã deste domingo. Num momento tão grave de pandemia, uma ação dessas não deveria ocorrer, muito menos da maneira como ocorreu”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Foi com extrema surpresa e indignação que recebi a notícia do despejo das famílias da ocupação João Mulungu, no Centro de Aracaju, na manhã deste domingo. Num momento tão grave de pandemia, uma ação dessas não deveria ocorrer, muito menos da maneira como ocorreu.</p>&mdash; Eliane Aquino | PT <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2b50.png" alt="⭐" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> (@Eliane_Aquino) <a href="https://twitter.com/Eliane_Aquino/status/1396519195173609472?ref_src=twsrc%5Etfw">May 23, 2021</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p><strong>*Jornalista, professor universitário e integrante do conselho diretor do <a href="https://intervozes.org.br/quem-somos/">Coletivo Intervozes</a></strong></p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	<p>O post <a href="https://marcozero.org/em-pleno-domingo-pm-de-sergipe-desocupa-com-violencia-imovel-da-familia-da-primeira-dama-de-aracaju/">Em pleno domingo, PM de Sergipe desocupa com violência imóvel da família da primeira-dama de Aracaju</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Obra abandonada há uma década garantiria habitação para 448 famílias no Coque</title>
		<link>https://marcozero.org/habitacional-vila-brasil-448-familias-e-uma-decada-de-promessas-e-abandonos-no-centro-do-recife/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 10:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Coque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano era 2009. O então prefeito do Recife, João da Costa (PT), em seu primeiro ano de mandato, anunciou, com pompa e cenografia, que um investimento de aproximadamente R$ 15 milhões tiraria, já no final de 2010, 448 famílias de palafitas na área central da cidade para morarem no Conjunto Habitacional Vila Brasil I, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/habitacional-vila-brasil-448-familias-e-uma-decada-de-promessas-e-abandonos-no-centro-do-recife/">Obra abandonada há uma década garantiria habitação para 448 famílias no Coque</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[O ano era 2009. O então prefeito do Recife, João da Costa (PT), em seu primeiro ano de mandato, anunciou, com pompa e cenografia, que um <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=52&amp;aedicaano=2009&amp;ccadercodi=1&amp;csecaocodi=1&amp;cmatercodi=2&amp;QP=vila+brasil&amp;TP=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">investimento de aproximadamente R$ 15 milhões tiraria, já no final de 2010, 448 famílias de palafitas</a> na área central da cidade para morarem no Conjunto Habitacional Vila Brasil I, em Joana Bezerra, bem próximo ao Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano. Mas o sonho da moradia popular afundou na lama.

Mesmo a prefeitura tendo efetuado pagamentos às duas empresas licitadas, entre 2009 e 2013, no total de mais de R$ 4 milhões,  a obra, super atrasada, foi abandonada. Quase uma década depois, já no segundo mandato do atual prefeito Geraldo Julio (PSB), que assumiu em 2013, a construção constrange o poder público municipal.

O Vila Brasil II, que seria erguido na mesma área, sequer teve um tijolo assentado até hoje, mesmo a prefeitura tendo anunciado, no final de 2017, que havia garantido recursos junto ao governo federal. Na época, o <a href="http://www2.recife.pe.gov.br/noticias/08/11/2017/prefeitura-do-recife-garante-recursos-para-contratacao-de-996-novas-unidades" target="_blank" rel="noopener noreferrer">anúncio</a> falava em mais de R$ 80 milhões através do Ministério das Cidades para unidades habitacionais nos bairros do Recife, Bongi, Tejipió, Cordeiro e Joana Bezerra.

A demora é tanta que, em 2016, um grupo de 120 famílias de outros bairros, que não faziam parte do cadastro para o Vila Brasil, resolveram ocupar a obra para pressionar a prefeitura por uma solução habitacional. A ocupação recebeu o nome de Solange Souza, líder comunitária do Rosarinho, na Zona Norte.

[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;50&#8243; gal_title=&#8221;Habitacional Vila Brasil&#8221;]

A reportagem da <strong>Marco Zero Conteúdo</strong> esteve no Vila Brasil na primeira semana de dezembro. Os oito dos 14 blocos do projeto inicial que chegaram a ser erguidos, alguns já com cerâmica, mas atualmente em estado de degradação e com materiais de construção furtados, ficam num terreno tomado por mato alto e muita sujeira, próximo à ponte Joaquim Cardoso. Sem contar as cisternas abertas, potenciais focos de proliferação do mosquito <em>Aedes aegypti</em>.

Confira a apresentação do projeto original:

<iframe src="https://e.issuu.com/anonymous-embed.html?u=marcozeroconteudo&amp;d=apresentaovilabrasilecoelhos2009-09" width="944" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>

O projeto tornou-se um dos principais retratos da negligência e falta de vontade política em resolver o problema do déficit habitacional estimado em mais de 71 mil domicílios em 2017 na capital de Pernambuco. O número é do <a href="http://conselhodacidade.recife.pe.gov.br/sites/default/files/biblioteca/PLHIS%20-%20Produto%2003%20-%20AP%20CONCIDADE%2019-12-2017.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Plano Local de Habitação de Interesse Social</a>, com base nos dados do Censo Demográfico, da Fundação João Pinheiro e da Secretaria Executiva de Habitação e Urbanização Social.

O habitacional Vila Brasil I deveria ter campo de futebol, jardim, área de lazer, estacionamento e centro comunitário. Regina Célia, de 48 anos, é uma das 448 famílias cadastradas para receber um apartamento. Da casa onde mora com um quarto sem janela onde dorme com o neto, na Comunidade da Ponte Joaquim Cardoso, no Coque, ela olha todos os dias para o conjunto inacabado. A promessa de um apartamento com sala, dois quartos, cozinha, banheiro e área de serviço, numa área de 40,71 m², hoje é apenas um simples papel de cadastro com pouca informação.

<div id="attachment_12302" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/31337797577_f36a7074e2_o.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12302" class="wp-image-12302 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/31337797577_f36a7074e2_o.jpg" alt="Regina exibe o único documento que tem de comprovação de cadastro para o Habitacional Vila Brasil I (foto: Inês Campelo/Marco Zero Conteúdo)" width="1600" height="1067" /></a><p id="caption-attachment-12302" class="wp-caption-text">Regina exibe o único documento que tem de comprovação de cadastro para o Habitacional Vila Brasil I (foto: Inês Campelo/Marco Zero Conteúdo)</p></div>

Sem poder trabalhar, com o salário mínimo que recebe do Benefício de Prestação Continuada Regina também sustenta a filha, Beatriz de Santana, cujo marido está preso, e três netos pequenos. Diabética, já perdeu dois dedos dos pés, além de conviver com uma lista de problemas de coluna e ter passado por duas cirurgias, uma em cada perna, que lhe renderam grandes cicatrizes.

“Sabe esse cheiro ruim? É do chiqueiro que tem aqui atrás de casa”, explica, enquanto procura o papel de cadastro em meio a documentos desorganizados numa bolsa,  salvos de uma inundação recente, quando a casa ainda tinha coberta de tábua.

<div id="attachment_12303" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/31337797317_363d6e51c4_o.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12303" class="wp-image-12303 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/31337797317_363d6e51c4_o.jpg" alt="Regina vive numa pequena casa de quarto sem janela ao lado do terreno onde o Habitacional Vila Brasil foi abandonado (foto: Inês Campelo/Marco Zero Conteúdo)" width="1600" height="1067" /></a><p id="caption-attachment-12303" class="wp-caption-text">Regina vive numa pequena casa de quarto sem janela ao lado do terreno onde o Habitacional Vila Brasil foi abandonado (foto: Inês Campelo/Marco Zero Conteúdo)</p></div>

<strong>APENAS PROMESSAS</strong>

Em maio de 2009, João da Costa, acompanhado de secretários municipais e assessores, chegou a <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=53&amp;aedicaano=2009&amp;ccadercodi=1&amp;csecaocodi=1&amp;cmatercodi=1&amp;QP=vila+brasil&amp;TP=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">visitar a comunidade Vila Brasil</a> &#8211; definida como Zona Especial de Interesse Social (Zeis) em 2014 -, explicou aos moradores o andamentos dos trabalhos e declarou, na ocasião, que já tinha “assegurado o dinheiro para a realização das obras”. Logo depois, a licitação foi lançada. Em outubro, a <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=118&amp;aedicaano=2009&amp;ccadercodi=2&amp;csecaocodi=7&amp;cmatercodi=2&amp;QP=vila+brasil&amp;TP=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">vencedora para execução do projeto foi a Edificarte Construtora e Incorporadora</a>. Os recursos viriam do Ministério das Cidades, repassados pela Caixa, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em 2010, a <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=107&amp;aedicaano=2010&amp;ccadercodi=2&amp;csecaocodi=3&amp;cmatercodi=2&amp;QP=&amp;TP=edificarte" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Edificarte recebeu um aditivo do contrato</a>, de nº 125, de cerca de R$ 4 milhões, fazendo o valor do projeto crescer 21%, passando dos R$ 19,55 milhões, montante que aparece no <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=126&amp;aedicaano=2009&amp;ccadercodi=2&amp;csecaocodi=3&amp;cmatercodi=2&amp;QP=vila+brasil&amp;TP=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">extrato de contrato publicado no final do ano anterior</a>, para R$ 23,66 milhões. A justificativa? “Execução de serviços extras e excedentes”.

Detalhe: nesse mesmo ano, a Comunidade Vila Brasil sofreu um incêndio agravando ainda mais a situação de algumas famílias ribeirinhas, que então passaram a receber auxílio-moradia.

Tanto em <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=76&amp;aedicaano=2011&amp;ccadercodi=2&amp;csecaocodi=2&amp;cmatercodi=1&amp;QP=vila+brasil&amp;TP=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">2011</a> quanto em <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=79&amp;aedicaano=2012&amp;ccadercodi=2&amp;csecaocodi=49&amp;cmatercodi=1&amp;QP=vila+brasil&amp;TP=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">2012</a>, a construção do Conjunto Habitacional Vila Brasil I aparece na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na área que aborda planos para “melhorar as condições de habitabilidade e saneamento ambiental”.

A partir de 2019, João da Costa voltará à cena política. Ele ocupará uma das vagas de vereador do Recife abertas com a eleição do titular para a Assembleia Legislativa.

<strong>UMA PROMESSA AFUNDADA É POUCO&#8230;</strong>

Em 2013, quatros anos depois do primeiro anúncio, a promessa aparece novamente, desta vez atrelada a um outro projeto que igualmente afundou: a navegabilidade do Rio Capibaribe. Logo no início do primeiro ano da gestão do PSB, <a href="http://www2.recife.pe.gov.br/noticias/17/01/2013/pcr-construira-habitacionais-para-832-familias" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Geraldo Julio e o então governador Eduardo Campos assinaram um convênio</a>, durante a cerimônia que marcou o início da dragagem do rio, para construção de habitacionais que abrigariam, ao todo, 832 famílias. E lá estava ele de novo: o Vila Brasil e suas 448 famílias abandonadas voltavam a ser mencionadas numa cerimônia oficial.

<div id="attachment_12304" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/prefeituradorecife_govpernambuco_capibaribe.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12304" class="wp-image-12304 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/prefeituradorecife_govpernambuco_capibaribe.jpg" alt="O prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, assinam convênio, em 2013, para construção do Habitacional Vila Brasil I (foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)" width="680" height="340" /></a><p id="caption-attachment-12304" class="wp-caption-text">O prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, assinam convênio, em 2013, para construção do Habitacional Vila Brasil I (foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)</p></div>

O acordo previa que a PCR retirasse das margens do rio todas as palafitas e a população ribeirinha entre as pontes Velha e Joaquim Cardoso, nos bairros dos Coelhos e de São José. A medida permitiria ao Estado construir uma estação de navegabilidade próxima à Estação Ferroviária Central do Recife. O valor anunciado ainda era o mesmo de três anos antes, perto de R$ 24 milhões.

No segundo semestre, o poder público municipal abriu uma <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=91&amp;aedicaano=2013&amp;ccadercodi=2&amp;csecaocodi=7&amp;cmatercodi=1&amp;QP=vila+brasil&amp;TP=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">nova licitação para o Vila Brasil I</a>, desta vez para “execução dos serviços de conclusão da construção de 128 unidades habitacionais e sua infraestrutura interna dotada de abastecimento de água, esgotamento sanitário, rede elétrica, área de lazer e pavimentação interna”. A <a href="http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial-acervo/exibemateria.php?cedicacodi=139&amp;aedicaano=2013&amp;ccadercodi=2&amp;csecaocodi=65&amp;cmatercodi=1&amp;QP=vila+brasil&amp;TP=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">vencedora foi a DHF Engenharia</a>, com contrato de quase R$ 5 milhões e prazo de execução de nove meses.

Em 2014, começam os trâmites para licitação do Habitacional Vila Brasil II. A vencedora foi a HBR Engenharia. Mas, apesar de<a href="http://www2.recife.pe.gov.br/noticias/08/11/2017/prefeitura-do-recife-garante-recursos-para-contratacao-de-996-novas-unidades" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Geraldo Julio ter reafirmado, em 2017, que os recursos estavam garantidos juntos ao governo federal</a>, nada consta como pago à empresa no Portal da Transparência do Recife.

Levantamento do mandato do vereador Ivan Moraes (Psol) feito com dados do Portal da Transparência do Recife mostra que já foram efetivamente pagos pela prefeitura um total de R$ 4,18 milhões, sendo R$ 3,81 para a Edificarte e R$ 370 mil para a DHF.

<a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/vilabrasil_gastospcr.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12305" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/vilabrasil_gastospcr.png" alt="vilabrasil_gastospcr" width="569" height="412" /></a>

Nossa reportagem tentou contato com as três empresas envolvidas, mas não conseguiu contato através dos telefones que constam no cadastro da Receita Federal. Mas seguimos abertos para contatos que possam surgir depois da reportagem através do e-mail marcozero@marcozero.org.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Habitação do Recife foi contactada pela reportagem pela primeira vez na quinta, 13, para explicar o abandono o Vila Brasil e falar sobre a possibilidade de uma possível retomada. Até agora, mesmo após ligações e novos emails, a gestão municipal não se posicionou.

<strong>ABANDONO VIRA OCUPAÇÃO</strong>

<div id="attachment_12329" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/vilabrasil71.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12329" class="size-full wp-image-12329" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/vilabrasil71.jpg" alt="Frases pintadas nos muros do Habitacional Vila Brasil mostram a revolta popular (foto: Inês Campelo/Marco Zero Conteúdo)" width="1600" height="900" /></a><p id="caption-attachment-12329" class="wp-caption-text">Frases pintadas nos muros do Habitacional Vila Brasil mostram a revolta popular (foto: Inês Campelo/Marco Zero Conteúdo)</p></div>

Em 2016, como protesto por moradia digna, um grupo de 120 famílias ocupou a construção do Vila Brasil. A prefeitura na época, em troca de uma saída rápida e pacífica, realizou um cadastro e prometeu a construção de um outro habitacional, que também nunca saiu da promessa. Entre tantas artes que estampam as paredes do abandono no Vila Brasil, a frase “Casa sem gente, gente na rua”, no que seria o bloco D, também simboliza a luta da ocupação que se chamou Solange Souza, líder comunitária do bairro do Rosarinho, na Zona Norte.

Daise da Silva, 32 anos, é uma das recifenses que participaram da Ocupação Solange Souza e forma cadastradas pela prefeitura e aguardam até hoje uma solução para sair da casa onde mora no Coque.

<div id="attachment_12306" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/31337797437_02e85f0e36_o.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12306" class="size-full wp-image-12306" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/12/31337797437_02e85f0e36_o.jpg" alt="Daise fez parte da Ocupação Solange Souza, foi cadastrada e aguarda desde 2016 por uma solução (foto: Inês Campelo/Marco Zero Conteúdo)" width="1600" height="1067" /></a><p id="caption-attachment-12306" class="wp-caption-text">Daise fez parte da Ocupação Solange Souza, foi cadastrada e aguarda desde 2016 por uma solução (foto: Inês Campelo/Marco Zero Conteúdo)</p></div>

No último dia 10, o Movimento Revolucionário Cidadão, do qual a ocupação faz parte, realizou um <a href="http://marcozero.org/movimento-fecha-a-av-norte-por-moradia-digna-chegou-nosso-dia-de-furia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">protesto na Av. Norte</a> contra o atraso do pagamento do auxílio-moradia referente a um habitacional no bairro do Jordão, que também não ficou pronto, e por uma solução em relação à promessa feita durante a ocupação do Vila Brasil em 2016.<p>O post <a href="https://marcozero.org/habitacional-vila-brasil-448-familias-e-uma-decada-de-promessas-e-abandonos-no-centro-do-recife/">Obra abandonada há uma década garantiria habitação para 448 famílias no Coque</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Entrevista &#124; Lídia Brunes (Pros): &#8220;Conheço cada dor dessa, isso é o que eu vivo”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 02:50:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Lídia Brunes]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Casa Minha Vida]]></category>
		<category><![CDATA[moradia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Helena Dias Aos 38 anos, a técnica de enfermagem e estudante de administração, Lídia Brunes, é candidata do PROS à segunda vaga de Pernambuco no Senado Federal. Para chegar nesta disputa, percorreu um longo trajeto fora da política partidária. Trabalhou como empregada doméstica até os 24 anos, enquanto estudava para ser técnica de enfermagem. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<strong>por Helena Dias</strong>
<p style="text-align: left;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-10049 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2018/08/adalgisasabertura.jpg" alt="adalgisasabertura" width="150" height="100"></a><span style="font-weight: 400;">Aos 38 anos, a técnica de enfermagem e estudante de administração, Lídia Brunes, é candidata do PROS à segunda vaga de Pernambuco no Senado Federal. Para chegar nesta disputa, percorreu um longo trajeto fora da política partidária. Trabalhou como empregada doméstica até os 24 anos, enquanto estudava para ser técnica de enfermagem. Período difícil, segundo ela, pois as contas fechavam sempre no vermelho tentando conciliar a mensalidade do curso com o aluguel de casa.</span></p>
<span style="font-weight: 400;">Nessa época, já fazia parte do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de Pernambuco (MTST-PE), entidade ligada ao reverendo Marcos Cosmo, sacerdote evangélico que é veterano da luta por moradia, e não ao candidato à presidência da República pelo PSOL, Guilhermes Boulos, coordenador do MTST. Assim, a candidata afirma o voto em Fernando Haddad do PT, e ressalta várias vezes o programa Minha Casa, Minha Vida instituído por Lula.</span>

<span style="font-weight: 400;">Nascida e criada no Alto José do Pinho, Zona Norte do Recife, Lídia hoje é uma das coordenadoras do MTST-PE e da União Nacional por Moradia Popular (UNMP), além de integrar também a Secretaria Latino-americana por Vivenda Popular (SELVIP). </span>

<span style="font-weight: 400;">No âmbito estadual, Brunes está na chapa majoritária encampada por Maurício Rands (PROS), ao lado do candidato à primeira vaga do senado Silvio Costa (Avante), apesar de ter sido filiada ao PT até o início deste ano. Lídia foi para o PROS como uma forma de viabilizar sua candidatura. No PT, de acordo com Lídia, não havia “diálogo nem espaço para que ela como representante de um movimento concorresse a um cargo nestas eleições”.</span>

<span style="font-weight: 400;">Se eleita, a candidata diz que irá legislar para além das questões de moradia. Garante que, mesmo sem muito conhecimento da função no Senado, terá uma boa equipe para apoiá-la. Logo de primeira, Lídia quer transformar o Minha Casa, Minha Vida em lei, o que daria segurança sobre os repasses de verbas para as moradias populares independente de governo, segundo ela. </span>
<h2>O trabalho legislativo</h2>
<span style="font-weight: 400;">“Estou saindo pela primeira vez como candidata ao Senado, vou precisar de pessoas boas pessoas ao meu redor que compreendam leis, que possam estar junto a mim realizando esse processo. Vou ser uma senadora de Pernambuco que não vou poder tratar apenas a pauta da moradia, vou precisar compreender e debater leis e defendê-las quando forem a favor dos pernambucanos e pernambucanas. Sendo eleita, eu vou me empoderar desse processo.”</span>
<h2>Propostas</h2>
<span style="font-weight: 400;">“Eu ando de ônibus, não tenho plano de saúde e moro de aluguel, sei o que é ser violentada. A maioria dos candidatos escuta, eu vivencio tudo isso. Agora, com o governo Temer, o Minha Casa, Minha Vida está ameaçado. É um programa que vem sendo muito discutido no Conselho Nacional das Cidades e, desde que Temer assumiu, este conselho não se reúne. Queremos propor que o programa deixe de ser governo e passe a ser de Estado. Também quero conseguir recursos para revitalizar nossos hospitais, fazer com que a gente consiga marcar consultas online de fato, porque nem todo mundo tem condição de fazer. Temos que olhar a saúde como um todo. Para educação, continuo querendo revitalizar as escolas principalmente dos municípios do interior. Precisamos de escolas perto de nossas casas para que as famílias coloquem as crianças na escola.”</span>
<h2>Ocupar, resistir e construir</h2>
<span style="font-weight: 400;">“Há muitos anos, os movimentos de moradia sempre ocuparam espaços ociosos e sempre resistiram, mas não construíam. O município ou o estado (governos) sempre faziam reintegração de posse e depois construíam moradia em um lugar diferente da ocupação. Só que nossa história mudou, a gente continua ocupando resistindo e construindo pelo programa MCMV, que foi o governo Lula que implementou. Quando mapeamos espaços ociosos em Pernambuco, a gente já ocupa aquela área com a perspectiva de ali também fazer um grande empreendimento para essas famílias. Atuamos hoje no agreste, temos obras em Caruaru, temos projetos a serem implementados em Santa Cruz do Capibaribe, temos obras em Igapó e em Tacaimbó.”</span>
<h2>Mídia e os sem-teto</h2>
<span style="font-weight: 400;">“Estamos construindo uma obra de 224 apartamentos, chamado Júlia Beatriz, em Rio Doce (Olinda). É um terreno que ocupamos há 10 anos atrás e estamos com 89% de obra concluída, logo entregaremos. Os movimentos sociais são muito marginalizados, sempre são vistos como quem queima pneu, quem paralisa rua e quem impede do trabalhador chegar ao trabalho. Queremos que a sociedade reconheça nossas conquistas, o valor que a gente tem. Por diversas vezes, por exemplo, a gente liga dizendo que vai fazer uma paralisação na avenida Conde da Boa Vista e vai queimar pneu, aí o que tem de imprensa para ver a gente apanhando de policial… é muita imprensa. Mas quando chamamos a mesma imprensa para ir para uma obra nossa, uma entrega de chaves, ninguém vai.”</span>
<h2>Marielle Franco</h2>
<span style="font-weight: 400;">“Me vejo como Marielle, eu acho a luta histórica dela, a luta com o povo de favela, é a minha luta. Eu vim de ocupação, eu vim de subúrbio. Sou negra como ela. A exclusão que mulheres como nós sofremos, não é?! Costumo dizer que terei dois caminhos: ou serei assassinada, ou farei uma boa política. Quero fazer a boa política e não ser assassinada, porque Marielle fez a boa política, foi verdadeira, trabalhou para o público. Eu vejo que vou fazer esse trabalho. Na verdade, já venho fazendo, já estou no movimento há quase 16 anos, trabalho com e para o povo.Eu me identifico muito com ela porque eu sei que ela fez esse trabalho para homens e mulheres, negros e negras e sei o preço que ela pagou por ser uma mulher que estava sempre dialogando com os direitos humanos”.</span>
<h2>#EleNão</h2>
<span style="font-weight: 400;">“A gente aderiu porque tem a certeza que é ele não mesmo. Bolsonaro vem pautando nas suas falas e ações o preconceito, o retrocesso. Para ele, temos que ter apenas mulheres no lar, é uma figura homofóbica e machista. Não poderíamos deixar de aderir a uma campanha que é nossa, que é dizer não ao retrocesso. Dizer não a uma figura extremamente preconceituosa e que vem mostrando que, se eleito, vai destruir nosso país. Essa é a verdade. No dia do ato (29 de setembro), nós tivemos uma grande agenda em Caruaru e Água Preta e eu não consegui ir, mas muita gente do movimento de moradia nos representou.”</span><p>O post <a href="https://marcozero.org/entrevista-lidia-brunes-pros-conheco-cada-dor-dessa-isso-e-o-que-eu-vivo/">Entrevista | Lídia Brunes (Pros): &#8220;Conheço cada dor dessa, isso é o que eu vivo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Por que ir ver um filósofo falar no domingo: Boulos no Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/por-que-ir-ver-um-filosofo-falar-no-domingo-boulos-no-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Carlos Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2015 20:51:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Boulos]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[filosófo]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Boulos]]></category>
		<category><![CDATA[habitação]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos novos líderes da esquerda brasileira estará no Recife neste Domingo para uma aula pública no Cais José Estelita. O filósofo Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de São Paulo, participará do evento Resistência Urbana e Memória na Construção de Cidades Democráticas e Populares. A aula acontecerá às 16 horas. Integrante da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
				<p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/06/Boulos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-649 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2015/06/Boulos.jpg" alt="Boulos" width="300" height="168" /></a></p>
Um dos novos líderes da esquerda brasileira estará no Recife neste Domingo para uma aula pública no Cais José Estelita. O filósofo <strong>Guilherme Boulos</strong>, coordenador do <a href="http://www.mtst.org">Movimento dos Trabalhadores Sem Teto</a> de São Paulo, participará do evento <em>Resistência Urbana e Memória na Construção de Cidades Democráticas e Populares</em>. A aula acontecerá às 16 horas.

Integrante da Frente de Resistência Urbana, Boulos discutirá em sua fala aspectos do desafio que tem sido a construção de cidades democráticas. Depois da aula pública acontecerá uma sessão de autógrafos do livro &#8220;De que lado você está&#8221;, de sua autoria, lançado recentemente pela Boitempo Editorial.

Por que ir ver Boulos falar? Primeiro, porque é um jovem (31 anos) herdeiro de uma tradição de pensar e fazer política de matriz emancipatória. Ou seja, Boulos é uma estrela (com as ressalvas que essa palavra requer, Boulos não é petista) ascendente da política nacional. Num cenário de esvaziamento dos sujeitos com essa perspectiva, vale à pena se inteirar de suas ideias também sobre o cenário (necessário) de reconstrução das esquerdas.

Uma outra razão é o conteúdo mesmo de sua aula pública. A cidade do Recife tem produzido importantes reflexões sobre as políticas para a cidade, mobilizadas por uma articulação perniciosa que se estabeleceu entre a elite política local e o setor da construção civil. A aula de Boulos, certamente muito baseada em sua própria experiência à frente do MTST, é um encontro com esse contexto.

Por fim outro motivo para assistir à exposição de Boulos no Recife é o fato de que ela é resultado de um esforço coletivo da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional &#8211; Fase; do Centro Popular de Direitos Humanos &#8211; CPDH, junto à Rede Coque Vive; do Movimento Ocupe Estelita e do grupo Direitos Urbanos. Ou seja, é um esforço da sociedade civil organizada em produzir conhecimento e socializar experiências a respeito da temática urbana, e isso interessa a todos porque sofremos, todos, os efeitos negativos da especulação imobilária e de outros problemas das grandes urbes.
<h2>Filme</h2>
O evento Resistência Urbana e Memória na Construção de Cidades Democráticas e Populares ainda contará com o lançamento e exibição de um filme realizado por jovens da comunidade do Coque dentro do Projeto Narramundo. O filme apresenta a memória como elemento fundamental das lutas sociais e rememora as desapropriações da Copa do Mundo de 2014 a partir das experiências dos moradores para as obras de extensão do Terminal Integrado Joana Bezerra.

<strong>Serviço
</strong>Resistência Urbana e Memória na Construção de Cidades Democráticas e Populares
Quando: 21 de junho de 2015
Onde: Em frente ao Cais José Estelita, embaixo do Viaduto Capitão Temudo
Horário: A partir das 16h		<p>O post <a href="https://marcozero.org/por-que-ir-ver-um-filosofo-falar-no-domingo-boulos-no-recife/">Por que ir ver um filósofo falar no domingo: Boulos no Recife</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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