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	<title>Arquivos eleição - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos eleição - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>Decisão judicial exclui advogada negra na disputa por vaga de desembargadora no TJPE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 20:19:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cota racial]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma decisão da 12ª Vara Federal de Pernambuco pode alterar a formação da lista sêxtupla da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) da eleição para o Quinto Constitucional. A eleição define os advogados e advogadas que disputarão uma vaga vitalícia de desembargador/a do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Em uma sessão plenária, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma decisão da 12ª Vara Federal de Pernambuco pode alterar a formação da lista sêxtupla da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) da eleição para o Quinto Constitucional. A eleição define os advogados e advogadas que disputarão uma vaga vitalícia de desembargador/a do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).</p>



<p>Em uma sessão plenária, realizada em outubro, o conselho da OAB-PE definiu que a lista deveria ser formada por três homens e três mulheres, destes, sendo um homem negro e uma mulher negra. No entanto, uma decisão liminar proferida pelo juíz Frederico Augusto Leopoldino Koehler no dia 06 de dezembro retira o nome da advogada Ana Paula da Silva Azevêdo da lista, a única candidata negra reconhecida pela banca de heteroidentificação da Universidade Federal de Pernambuco.</p>



<p>A decisão reintegra a advogada Taciana de Castro Gonçalo da Silva à lista sêxtupla e mantém a candidata Diana Patrícia Lopes Câmara do Espírito Santo na lista como ocupante da cota racial.</p>



<p>A candidata Diana Câmara se inscreveu para concorrer a vaga como cotista racial, mas teve sua autodeclaração rejeitada pela banca de heteroidentificação. A advogada recorreu ao Conselho Federal da OAB (CFOAB) e obteve uma liminar que lhe permitiu concorrer como cotista. Com isso, a eleição ocorreu com Diana Câmara concorrendo na cota racial.</p>



        <div class="leia-tambem d-flex flex-column py-2 my-4 my-md-5">
            <span class=" d-block mb-2">MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO:</span>

            <div class="d-flex flex-column">
                <a href="https://marcozero.org/seis-horas-de-debate-para-definir-as-candidaturas-negras-na-eleicao-da-oab-por-vaga-de-desembargador/" class="titulo">Seis horas de debate para definir as candidaturas negras na eleição da OAB para vaga de desembargador</a>
	                    <div class="tags d-flex mt-3 flex-wrap">
                            <a href="https://marcozero.org/formatos/reportagem/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Reportagem</a>
            
		                    <a href="https://marcozero.org/temas/raca/" class="btn text-uppercase me-2 mb-2">Raça</a>
			        </div>
	            </div>
        </div>

		


<p>Após a eleição, a OAB-PE solicitou a reconsideração da liminar ao CFOAB, argumentando que Diana Câmara, independentemente da cota, estaria na lista sêxtupla por ser a segunda mulher mais votada.</p>



<p>O CFOAB acatou a solicitação da OAB-PE e revogou a liminar, argumentando que a decisão da banca de heteroidentificação deveria ser mantida. Com a decisão, a OAB/PE retificou a lista sêxtupla, excluindo Taciana de Castro, a segunda colocada na lista geral, e incluindo Ana Paula Azevêdo, a segunda colocada na cota racial.</p>



<p>Diante da exclusão do seu nome, a advogada Taciana de Castro entrou com uma ação judicial na 12ª Vara Federal de Pernambuco e teve decisão liminar favorável.</p>



<p>Na decisão, o juiz afirmou que a alteração do critério de disputa após a eleição e divulgação do resultado configura uma mudança retroativa dos critérios de elegibilidade, o que não pode ser admitido. O juiz defendeu ainda a proteção da soberania do voto na composição da lista sêxtupla, assegurando que a vontade do eleitorado seja respeitada.</p>



<p>Com isso, o juíz determinou que o TJPE desconsidere a lista anteriormente enviada &#8211; com o nome de Ana Paula Azevêdo &#8211; pela OAB-PE e aguarde a lista retificada.</p>



<p>Diante do caso, diversos movimentos de luta pela inclusão racial na advocacia brasileira, como o Advocacia Negra e o Movimento Negro Unificado, prestaram solidariedade à candidata Ana Paula Azevêdo alegando que sua exclusão do processo aponta racismo institucional.</p>



<p>&#8220;Ana Paula demonstra um preparo técnico indiscutível. Sua trajetória profissional aliada à sua identidade como mulher negra, a torna uma candidata excepcional para ocupar uma vaga no TJPE e a presença de mulheres negras no Poder Judiciário é fundamental para garantir que as decisões judiciais reflitam a diversidade da sociedade brasileira e atendam às necessidades de grupos historicamente marginalizados&#8221;, afirmou o presidente Comissão de Igualdade Racial da OAB, Irapuã Santana.</p>



<p>Ainda cabem recursos da decisão proferida pela 12ª Vara Federal de Pernambuco. Em nota enviada à Marco Zero, a advogada Ana Paula Azevêdo afirmou que “todas as medidas judiciais cabíveis estão sendo adotadas”.</p>



<p>Por ordem do presidente do TJPE, o desembargador Ricardo Paes Barreto, diante do cenário de instabilidade, a votação para a formação da Lista Tríplice a ser encaminhada para escolha da governadora Raquel Lyra (PSDB), anteriormente prevista para acontecer no dia 09 de dezembro, segue suspensa.</p>



<p>A reportagem tentou contato com a OAB-PE para saber o posicionamento da instituição diante da decisão liminar, mas até o fechamento desta matéria não tivemos retorno. Assim que a nota for enviada esta matéria será atualizada. </p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Nota da advogada Ana Paula Azevêdo</span>

		<p><span style="font-weight: 400;">A advogada Ana Paula da Silva Azevêdo informa que todas as medidas judiciais cabíveis estão sendo adotadas e que entidades de movimentos negros locais e nacionais atuarão no caso devido a sua repercussão e seus impactos para a população negra no país. Reafirma sua confiança na justiça e na proteção das políticas de cotas, como extensão do princípio da dignidade humana na Constituição de 1988.</span></p>
	</div>
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		<title>Negócio de família: a herança coronelista na política pernambucana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 21:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[coronelismo]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[família Arraes]]></category>
		<category><![CDATA[família Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>* Por Bia Pankararu Estamos num momento social e político no país onde é preciso reafirmar um pacto com a democracia. Após 132 anos de Proclamação da República, entre república velha e a Constituição Federal de 1988, que rege nossa sociedade até os dias atuais, velhas práticas políticas continuam fortes no cenário como, por exemplo, [&#8230;]</p>
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<p><strong>* Por Bia Pankararu</strong></p>



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<p>Estamos num momento social e político no país onde é preciso reafirmar um pacto com a democracia. Após 132 anos de Proclamação da República, entre república velha e a Constituição Federal de 1988, que rege nossa sociedade até os dias atuais, velhas práticas políticas continuam fortes no cenário como, por exemplo, a principal delas: carreiras políticas hereditárias, de pai pra filho, pra neto, sobrinha e, assim, gerações de poder concentrado em pouquíssimas famílias, dificultando gravemente a diversidade de representação e de interesses reais do povo.</p>



<p>Em Pernambuco, clãs familiares ocupam gerações de domínio político, e o próximo governador, ou governadora, provavelmente terá um de seus sobrenomes. Os Arraes-Campos, que disputam entre si o poder político da capital, Recife, assim como do estado. O embate dos primos, Marília Arraes e João Campos, neta e bisneto de Miguel Arraes, nas últimas eleições municipais do Recife, ficou marcado na minha memória como a personificação da carreira política hereditária e de como o sobrenome carrega mais poder do que o projeto político.</p>



<p>Disputar uma eleição contra um Arraes ou um Campos em Pernambuco não é tarefa fácil. Existe uma narrativa profética, principalmente após a morte de Eduardo Campos, de como a família seria encarregada de dar continuidade eterna a seu legado. A família Campos apoia Danilo Cabral, PSB, para a disputa ao Governo. Filho do ex-deputado Adalberto Cabral, também um sobrenome de peso na política estadual. O PSB ocupa o Governo Estadual desde 2007, com dois mandatos de Eduardo Campos e dois mandatos de Paulo Câmara, fazendo assim, em janeiro de 2023, 16 anos de poder. Será que está dando certo? Pernambuco terminou 2021 com 44% da sua população na pobreza, maior índice dos últimos 10 anos, segundo o Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social. A família PSB se encontra muito bem no Governo e na Prefeitura do Recife.</p>



<p>Marília Arraes, do Solidariedade, deputada federal, está candidata ao Governo de Pernambuco e lidera as intenções de voto. Após divergências no PT, Marília filiou-se ao Solidariedade e lançou campanha para governar o estado. O PT apoia o candidato do PSB, Danilo Cabral. Mesmo assim, Marília tem recebido apoio, inclusive, de prefeitos do PSB e líderes do PT do estado, além de apoiar a candidatura à presidência de Lula. Marília Arraes é a principal concorrente dos Campos pelo trono político que Miguel Arraes iniciou em 1959.</p>



<p>No Vale do São Francisco, mais precisamente em Petrolina, o domínio político da família Coelho é datado desde 1800. O senador Fernando Bezerra Coelho, do MDB, tem em sua prole o ex-prefeito Miguel Coelho, que renunciou à prefeitura de Petrolina e é candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil. Além de Fernando Coelho Filho como deputado federal e Antônio Coelho como deputado Estadual. Ou seja, uma verdadeira instituição política de berço.</p>



<p>Já no Agreste do estado, a candidata ao Governo Raquel Lyra, também possui um sobrenome tradicional na política. Filha do ex-governador João Lyra Neto, que também foi vice de Eduardo Campos. Raquel deixou o PSB em 2016, pelo fato de o partido não apoiar sua candidatura à prefeitura de Caruaru, quando migrou para o PSDB e foi eleita.</p>



<p>É histórico como a política é feita por quem tem dinheiro e fortes aliados, como os coronéis que manipulavam os votos da população que era, em sua grande maioria, analfabeta, dependente de trabalho e facilmente controlada, vigiada e até punida. Conhecida como currais eleitorais, a prática de favores políticos àqueles coronéis que fizessem o seu reduto votar em determinado candidato, é a mesma prática que perdura quando uma prefeitura usa da máquina pública para colocar seus servidores nas campanhas políticas de seus aliados. Esse reduto onde quem exerce o poder municipal consegue manipular os espaços de campanha, principalmente perseguindo quem venha a participar de campanhas concorrentes, rompe com o que a própria democracia prega, a liberdade de manifestação e escolha política.</p>



<p>Por mais que haja o incentivo legal de candidaturas diversas em gênero e raça, a corrida eleitoral é muito desigual enquanto incentivo e prioridade. A prioridade sempre foi manter o poder girando entre esses clãs familiares e de aliados, aliados esses que financiam suas campanhas em troca, claro, de favorecimentos políticos, econômicos e fiscais, assim como nos tempos dos coronéis. Ter um sobrenome tradicional e aliados influentes, já é metade do caminho para se eleger, enquanto candidaturas populares sempre largam dois metros atrás da linha de partida.</p>



<p>É preciso um comprometimento real dos partidos políticos em diversificar e fortalecer não só as candidaturas, mas as condições de campanha para poder eleger novos nomes e, principalmente, nomes que sabem como é a realidade da população, pois veem e vivem essa realidade de perto. Enquanto os partidos lançarem candidaturas de mulheres, negros, indígenas e de movimentos sociais, mas não financiarem essas campanhas com equidade, é como oferecer uma oportunidade de emprego a uma pessoa que não poderá aceitar, nesse caso, sem estrutura suficiente para se eleger.</p>



<p>Quando juntamos as populações negra, indígena, mulher, LGBT e periférica, estamos falando da maioria populacional, mas seguimos elegendo a minoria que são os ricos, grandes empresários, famílias de renome, que são, quase que em regra, os herdeiros das capitanias, engenhos e dos coronéis. Do sertão à capital, as campanhas já estão acontecendo e espero ansiosa por novos sobrenomes sendo eleitos em todas as esferas de cargos. Só assim conseguiremos, de fato, ter a representatividade política que faça jus à diversidade de um país como o nosso país Pernambuco.</p>



<p>*<strong>Bia Pankararu tem 28 anos, é mulher indígena, sertaneja, mãe de Otto, LGBT+, técnica em enfermagem e produtora cultural e audiovisual. Ativista pelos direitos humanos e ambientais. Comunicadora da rede @povopankararu.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p><em>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado como esse da cobertura das Eleições 2022 é caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa</em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página de doação</a><em>ou, se preferir, usar nosso</em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em></p><cite><strong>Nessa eleição, apoie o jornalismo que está do seu lado.</strong></cite></blockquote>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Os partidos de esquerda precisam se responsabilizar pelas pedras que colocam no nosso caminho</title>
		<link>https://marcozero.org/os-partidos-de-esquerda-precisam-se-responsabilizar-pelas-pedras-que-colocam-no-nosso-caminho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 18:12:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[branquitude]]></category>
		<category><![CDATA[candidaturas]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[partidos políticos]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>* Por Myrella Santana Uma pesquisa realizada pela Alma Preta Jornalismo apontou que grande parte das parlamentares que se autodeclararam pardas em 2018 estão como brancas em 2022. Dizer que tudo é culpa do racismo estrutural e institucional é insuficiente. Precisamos culpabilizar e responsabilizar, principalmente, dando nome aos responsáveis. Hoje, quero falar diretamente para os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>* <strong>Por Myrella Santana</strong></p>



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<p>Uma pesquisa realizada pela Alma Preta Jornalismo apontou que grande parte das parlamentares que se autodeclararam pardas em 2018 estão como brancas em 2022. Dizer que tudo é culpa do racismo estrutural e institucional é insuficiente. Precisamos culpabilizar e responsabilizar, principalmente, dando nome aos responsáveis. Hoje, quero falar diretamente para os partidos.</p>



<p>Desde o meu primeiro artigo questiono os partidos de esquerda. Primeiro, porque os de direita e centro não interessam pra gente quando falamos da luta pelo enfrentamento ao racismo e tudo o que ele condiciona. Segundo, porque é inadmissível que partidos que se dizem antirracistas e progressistas não tenham o mínimo de respeito com a luta e a história das mulheres negras que se dispõem a construir esses espaços e colocar seus corpos na disputa eleitoral. Sueli Carneiro fala: entre esquerda e direita, eu continuo sendo uma mulher negra.</p>



<p>Ao longo dos três textos anteriores, destaquei coisas que valem a pena ser rememoradas. Primeiro, é inadmissível que nos condicionem sempre ao lugar de vice. Segundo, não queremos apenas mulheres negras nas Casas Legislativas e no Poder Executivo de todo o Brasil. Queremos mulheres negras comprometidas com a emancipação coletiva da população negra em diáspora. E, por último, se fosse apenas por vontade, o Brasil já teria uma mulher negra travesti presidenta do país. Precisamos de condições e compromissos coletivos para disputar.</p>



<p>No final da semana passada, foram feitos os registros das candidaturas no site do TSE. A partir daí, conseguimos ver foto de urna, CNPJ, grau de instrução, ocupação e autodeclaração racial de todos os candidatos de todos os partidos. Disse que estaríamos atentas e estamos. Aos partidos de esquerda do estado de Pernambuco: até quando vocês vão  deixar que mulheres brancas se autodeclarem pardas com a justificativa de tática eleitoral?</p>



<p>Ser antirracista é uma escolha, entre ser ou não ser, ponto. A partir do momento que você se diz antirracista, você não pode escolher qual situação é mais conveniente para que você coloque em prática. Isso não é antirracismo, é conveniência. Parem de achar que isso é um detalhe ou apenas um recorte. Raça é ponto de partida. Chamar isso de estratégia, é a materialização do racismo em uma de suas formas mais perversas e violentas. E aí eu pergunto, a esquerda está interessada em outra coisa, além de derrotar o governo Bolsonaro? </p>



<p>Essa democracia que precisa ser salva, resgatada, nunca existiu para a população negra. Mesmo quando o país estava em suas melhores condições, tinha gente na pior e essas pessoas SEMPRE tiveram cor. Não me interessa a unidade da esquerda, porque o combate ao racismo nunca foi prioridade pra vocês. Sempre temos que celebrar pequenos avanços, fruto de muita luta do movimento negro brasileiro. Sempre pequenos passos dado por nós. Não lembro em toda história um dia se quer que a esquerda esteve em unidade para combater o racismo. </p>



<p>Essa semana eu ouvi que é um absurdo que, nessa altura do campeonato, nós estejamos nos colocando uns contra os outros. A justificativa é que tudo pode ser resolvido no dia 1de janeiro quando o presidente Lula tomar posse, o que eu espero que aconteça. Mas que entendam que espero porque é o que temos e não porque é o ideal. Em todas as eleições temos urgências que a única possibilidade de resolução é a partir de uma pessoa branca. Até a terceira via é o nome de um homem branco que perde mais tempo preocupado com os outros candidatos do que em fazer a autocrítica de como o Brasil, um país que tem a maioria da sua população preta e parda, só pode ser salvo por um homem branco.</p>



<p>Nesses últimos quatro anos, vimos a intensificação gradativa de desigualdades, mas elas sempre existiram para a população negra. Como Mônica Oliveira, da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, falou na leitura da carta compromisso na última sexta-feira (12/08), no “<em>Encontro Mulheres Negras do Nordeste: Enegrecendo os Parlamentos</em>”: nós, mulheres negras, somos parte da solução. Esse encontro reafirmou que o meu compromisso é contribuir no combate ao racismo e lutar para que a população negra viva da melhor forma possível neste país. Dentro do movimento de mulheres negras, ao qual integro, aprendi que as lutas se interseccionam e que não lutamos por um mundo bom apenas para nós, mas para todas as pessoas.</p>



<p>Os partidos precisam se responsabilizar por todas as pedras que também colocam no nosso caminho. É preciso compromisso contínuo e se a branquitude não se constranger, estaremos aqui para dar nome a todas essas estratégias de distribuição do fundo partidário, prioridades, dentre tantas outras, à qual eu chamo de racismo. Desde 1.500 construímos ferramentas para nos mantermos vivas. O encontro de sexta-feira só reafirmou isso. Apesar da fraude autorizada nas cotas e autodeclarações raciais no registro das candidaturas, apesar de toda a violência nas estruturas do partido, apesar do abandono, vamos continuar caminhando. </p>



<p>Hoje começa o período eleitoral, e a certeza que eu tenho é que o movimento de mulheres negras do estado, no qual peço licença para citar a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, tem criado tecnologias e construído junto a mulheres negras não só de Pernambuco, mas de todo o Nordeste, caminhos de possibilidades. Subvertendo toda a ordem, temos várias candidaturas de mulheres negras que fizeram uma pré-campanha linda e farão nesses 45 dias um trabalho valoroso, porque é isso que viemos fazendo durante todos esses anos. Precisamos de mulheres negras nos espaços de poder, porque elas sabem construir e fazer política de forma possível e nunca antes vista. Gostaria de saudar iniciativas como a campanha <em>Eu Voto em Negra</em>, que fez um trabalho lindo e potente de formação e dando condições mínimas para que as candidatas negras do Nordeste pudessem disputar.</p>



<p>E aos partidos, não vamos mais admitir que vocês utilizem o corpo político, história e luta de tantas mulheres negras que estão aí construindo com vocês para falar que não são racistas. Todo mundo tem a sua tarefinha de casa pra fazer e nós estaremos de perto nos certificando que vocês estão fazendo a de vocês. E para todas as mulheres negras candidatas, saúdo a coragem e luta de todas vocês. Como diz Bell Puã: só tu sabe o corre, pretinha, então ouse. Ogunhê!</p>



<p>* <strong>Myrella Santana é graduanda em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco. Integra a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e a Articulação Negra de Pernambuco. É Diretora Operacional e pesquisadora na Rede Internacional de Jovens LBTQIA+.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado como esse da cobertura das Eleições 2022 é caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa<a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página de doação</a>ou, se preferir, usar nosso<strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong>.</p><p><strong>Nessa eleição, apoie o jornalismo que está do seu lado.</strong></p></blockquote>
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		<title>Economia e comunicação, os caminhos da oposição a Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 13:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[popularidade bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[popularidade digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A oposição ao governo Bolsonaro tem o desafio de virar a pauta do debate público dos temas relacionados a valores e costumes para o da economia e como ela afeta diretamente a vida das pessoas. Não será uma tarefa fácil considerando que o presidente lidera o Índice de Popularidade Digital (IPD) entre os principais atores [&#8230;]</p>
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	                                        <p class="m-0">Felipe Nunes acredita que Bolsonaro estará no segundo turno da eleição presidencial de 2022. Crédito: Divulgação</p>
	                
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<p>A oposição ao governo Bolsonaro tem o desafio de virar a pauta do debate público dos temas relacionados a valores e costumes para o da economia e como ela afeta diretamente a vida das pessoas. Não será uma tarefa fácil considerando que o presidente lidera o Índice de Popularidade Digital (IPD) entre os principais atores do mundo político no Brasil e rompeu o cartel de mediação tradicional da mídia com a população.</p>



<p>A análise é do cientista político <strong>Felipe Nunes, professor da UFMG e um dos fundadores da Quaest</strong>, consultoria que analisa o desempenho de figuras públicas nas redes sociais. Para ele, os desafios das oposições vão além da pauta e devem considerar a linguagem: é preciso produzir uma comunicação mais leve, que se assuma engraçada, polêmica, irônica, adotando características do mundo pop.</p>



<p><strong>Como avalia o histórico de aprovação de Bolsonaro nos dois primeiros anos de gestão?</strong></p>



<p>Bolsonaro é o presidente que mais rapidamente perde sua lua de mel com a população brasileira. Em menos de três meses de mandato ele cai de 41% de ótimo e bom para 30%. Perde o apoio do eleitor que votou não a seu favor, mas só para o PT não ganhar. E aí cria-se essa ideia de que existe um terço do eleitorado brasileiro que seria sólido em torno do presidente. Isso porque ao longo de quase todo 2019 e o comecinho de 2020 há uma oscilação pequena e ele mantém uma média de 30% de apoio, composto por segmentos evangélicos, segmentos frustrados com a economia nos últimos anos, pessoas que realmente têm valores de direita, conservadores. O governo então se alimenta da ideia que vai ser capaz de manter esses 30% pelo menos como piso durante todo o mandato.</p>



<p><strong>E isso não é real?</strong></p>



<p>O que a série histórica de 2020 mostra é que isso é um mito, não é verdade. Bastou a pandemia da Covid-19 começar, e o governo tomar uma atitude que na avaliação das pessoas foi irresponsável, para vermos uma oscilação negativa. Ele sai desses 30% no começo de fevereiro para 24% no mês de junho de 2020. É uma queda significativa e ela está diretamente associada à avaliação negativa que as pessoas fizeram da maneira com que o presidente lidou com a crise.</p>



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<p><strong>Mas a queda poderia ter sido maior&#8230;</strong></p>



<p>O auxílio emergencial foi muito importante para não deixar que a queda fosse mais acentuada, mas não foi suficiente para criar vínculos emocionais positivos da população com o presidente Bolsonaro. Ele recupera esses 30% e começa a oscilar de novo no fim do ano. Por que que eu acho que o apoio de 1/3 da população ao presidente é uma imaginação, uma construção política e não sociológica? Porque há uma correlação altíssima do resultado da economia brasileira com a aprovação. Em 2019, especialmente ali no meio do ano, o PIB ficou estável e a aprovação também com pequena oscilação, quando o PIB cai e temos os dois primeiros trimestres muito negativos, em 2020, esse apoio também cai. O desafio do presidente será grande nesse sentido, já que os indicadores econômicos não são favoráveis nesse momento.</p>



<p><strong>Quem são esses que você chama de bolsonaristas raiz. A Quaest fez um levantamento comparando os eleitores de Fernando Haddad e Bolsonaro em 2018 com questões de Estado e de costumes. O que os diferencia?</strong></p>



<p>Bolsonaro foi muito sábio em conseguir ocupar um lugar que era inexistente. Havia um hiato na direita real do Brasil. Muitas vezes se analisava a política na contraposição do PSDB com o PT achando que os dois partidos eram polos, quando, na verdade, o PSDB estava mais no centro do que na direita. Aí Bolsonaro vem justamente para ocupar esse lugar. A polarização do bolsonarista versus o não bolsonarista não se dá no papel do Estado, que era o tema principal do debate entre o PSDB e o PT. Bolsonaro entra no jogo político para romper essa lógica e trazer a dimensão dos costumes e valores. E aí é que a gente vê a polarização real. Quando comparamos a posição de bolsonaristas e anti-bolsonaristas no que diz respeito à redução da maioridade penal, da união civil de pessoas do mesmo sexo, da pena de morte, do porte de armas, vemos um distanciamento sociológico real. Enquanto que os temas do Estado aproximam esses dois grupos de eleitores.</p>



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<p><strong>Como você vê o desafio do campo progressista de falar em outros termos com o eleitor conservador?</strong></p>



<p>Esse é um tema importantíssimo. Não há nada que separe o eleitor conservador de um voto pragmático. Eu continuo achando, por todos os estudos que conheço, que leio e produzo na área da ciência política, que a economia é o principal indicador para a definição do resultado eleitoral em eleições nacionais, até porque esse é o grande tema que geralmente se debate nesses pleitos. Veja o caso de Donald Trump nos Estados Unidos. No início de 2020, ele era favorito porque a economia americana estava voltando a andar bem, mas a pandemia e o comportamento de Trump no enfrentamento à Covid-19, que não é aprovado pela maioria, destrói tudo isso. Uma lição para nós brasileiros. O eleitor conservador vai pensar de maneira pragmática. Por isso, tanto a esquerda quanto o centro têm que ser capazes de trazer o debate pra vida real das pessoas. E, na vida real, as consequências econômicas dessa crise e a maneira com que o governo tem tido dificuldades de apresentar uma agenda de soluções terão consequências políticas lá na frente.</p>



<p><strong>Como conduzir o debate?</strong></p>



<p>Mais do que tentar chegar no eleitor conservador, eu acho que o papel da oposição, e aqui falo de oposição <em>lato sensu</em>, é pautar o debate naquilo que lhe é favorável. É claro que o governo vai tentar levar a conversa justamente pra essas pautas de costumes e valores, que lhe favorecem. O papel da oposição é pautar o debate em outro lugar, para qualidade de vida, a capacidade das pessoas de viverem uma vida digna. O desafio é justamente pautar o debate, ao invés de ficar distraído por essa artimanha do governo de criar crises o tempo inteiro. Se a oposição quiser fazer um debate de fato consistente em 2022, ela tem que se manter firme na agenda econômica.</p>



<p><strong>Queria que você avaliasse o quanto o Índice de Popularidade Digital, de capacidade de mobilizar pela redes, tem impactado na política brasileira.</strong></p>



<p>Bolsonaro é o primeiro presidente digital da história do Brasil. Ele não dá coletiva de imprensa, ele cria meme. Bolsonaro não solta nota na imprensa, ele cria uma hashtag. Ele opera numa outra lógica. Ele entendeu que para disputar o eleitorado que lhe era interessante, que estava disponível, ele precisava quebrar o cartel da mediação do debate, aquilo que sempre foi muito importante que é o fato de que os jornalistas traduziam a política para o público. Claro, faziam isso pelos seus olhos, por meio dos seus interesses. Nós sabemos disso. O que o Bolsonaro fez então? Ele fez uma escolha estratégica e apostou num vínculo direto com esse eleitorado e foi construindo isso ao longo de quatro anos, de 2014 até 2018.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>O IPD é constituído a partir de um algoritmo de inteligência artificial que coleta dados do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube, Wikipedia e Google, considerando 152 variáveis divididas em seis dimensões: fama (seguidores, views, menções espontâneas&#8230;), engajamento (likes, comentários&#8230;), mobilização (compartilhamentos), valência (reações positivas ou negativas às postagens&#8230;), presença (número de redes ativadas) e interesse (número de buscas nas redes). A ponderação estatística de cada uma dessas dimensões cria uma escala de 0 a 100, em que 100 é o máximo de popularidade.</em></p><p><em>No ranking de dezembro de 2020, Bolsonaro lidera (83,30), seguido por Luciano Huck (66), Lula (29,8), Flávio Dino (28,3), Guilherme Boulos (21,1), Fernando Haddad (20,1), Ciro Gomes (19,40) e João Dória (19,10).</em></p><p><em>A metodologia do IPD é patenteada pela Quaest. Além de Felipe, são fundadores da consultoria os pesquisadores Nara Pavão (UFPE), Frederico Batista (Universidade da Carolina do Norte) e Natália Bueno (Universidade de Emory).</em></p></blockquote>



<p><strong>Como ele fez isso?</strong></p>



<p>Foi incrementando o poder de sua rede, a construção e o volume de conteúdos, segmentando cada vez mais esse debate e provocando, com isso, o aparecimento de um outro grupo social, que estava escondido, mas que existia, e que, principalmente em momentos de crise econômica, tem incentivos psicológicos para apresentar esse comportamento mais tradicional. Muita gente se surpreendeu, mas nós que acompanhávamos esse trabalho das redes já sabíamos que ele era um competidor importante, depois a facada vem e isso acaba aumentando as suas chances porque ele sai do debate público e vira vítima de um processo.</p>



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<p><strong>Acaba a eleição e ele não desce do palanque.</strong></p>



<p>Isso. Ele ganha a eleição e não sai da eleição. Ele é digital justamente por isso, continua em campanha, continua pautando as pessoas, continua usando esse mecanismo tão poderoso que a gente chama de redes sociais ampliadas, que é essa combinação dessa produção de conteúdo no youtube, com posicionamentos polêmicos feitos de maneira estratégica em diferentes momentos do dia, que vão pautando o dia a dia da política.</p>



<p><strong>O que o IPD captou na eleição de 2020?</strong></p>



<p>Primeiro, que a média de popularidade digital entre os candidatos que ganharam a eleição em 2020 é muito maior do que a dos candidatos que não ganharam a eleição. Ou seja, ter popularidade digital é uma condição necessária, embora não suficiente, neste mundo novo que a gente está vivendo na política. Acompanhar o IPD é uma maneira de antever quais são os candidatos que vão ter mais ou menos chances no pleito eleitoral. Mas mais importante do que isso é que quando a gente olha pro resultado das capitais brasileiras e a gente compara o número de IPD de um candidato com o número de votos que esse candidato teve na eleição observamos que há um nível de correlação entre a popularidade digital e o número de votos de um candidato em 80% dos casos. Ou seja, se a gente quiser disputar de fato a opinião publica, disputar de fato espaços políticos de poder visando o voto, temos que estar olhando o nosso nível no IPD. Nesse sentido, Bolsonaro, mesmo com todos os desgastes, todos os problemas, continua sendo um nome muito forte. Justamente por sua capacidade de dialogar por meio das redes sociais.</p>



<p><strong>Muitos analistas têm associado o avanço do autoritarismo no mundo à proliferação de fake news e desinformação. Para você o quanto as fake news têm sido decisivas no processo eleitoral?</strong></p>



<p>Os resultados de pesquisas que a gente tem são muito claros: as fake news e a desinformação como um todo servem muito mais para mobilizar os seus próprios eleitores do que persuadir eleitores diferentes em relação a uma determinada posição. Aquelas pessoas que já têm uma posição determinada em relação a um tema acabam encontrando conforto emocional quando estão diante de uma informação que elas acham que é verdadeira. É o que a gente chama na ciência política de ‘viés de confirmação’, as pessoas estão buscando confirmar muito mais posições que elas já têm do que, na verdade, usar informações novas para atualizar seus conceitos e opiniões sobre o mundo.</p>



<p><strong>Vocês desenvolveram um estudo recente em que grupos que tiveram acesso a mais informação jornalística mostraram maior capacidade de identificar fake news do que outros sem esse acesso.</strong></p>



<p>Lá em 2018 a gente já estava preocupado com fake news por conta da eleição do Trump em 2016. Tínhamos visto um fenômeno muito ruim e decidimos estudar. O que descobrimos é isso, que a fake news não mudava a opinião das pessoas, mas ela influenciava na mobilização. Agora, em 2020, a gente decidiu avançar esse estudo e ganhou um financiamento do próprio Facebookpara estudar fake news nas eleições brasileiras. E aí esse estudo que você mencionou tem mostrado os primeiros resultados. Que se a gente quiser vacinar as pessoas em relação a fake news, a gente precisa abrir os olhos delas e deixá-las o tempo inteiro atentas, ensinando formas de captar, de observar, de identificar elementos que parecem sugerir que aquela notícia na verdade está tentando te iludir ou te enganar. Esse é um caminho que a gente descobriu que é bem interessante.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>A pesquisa selecionou 500 eleitores da cidade de São Paulo e os dividiu em dois grupos. Um recebeu acesso gratuito aos conteúdos da Folha de S. Paulo e uma reportagem que explicava o processo de checagem de informações, enquanto o outro grupo não recebeu. Para os dois grupos foram encaminhadas informações falsas. No grupo que não recebeu acesso ao jornal e à reportagem sobre checagens, 65% dos entrevistados consideraram como verdadeiro pelo menos um dos textos falsos, enquanto que esse índice ficou em 46% para o outro grupo.</em></p></blockquote>



<p><strong>A campanha de Guilherme Boulos a prefeito de São Paulo trouxe uma perspectiva mais leve de apresentação do campo das esquerdas nas redes sociais. O quanto você acha que essa linguagem gera aproximação, empatia? Me parece que existe uma certa dificuldade da esquerda de fazer esse movimento nas redes, com influenceres e celebridades, como se estivéssemos maculando o espaço da política tradicional.</strong></p>



<p>Acho que esse tema se parece muito com aquela conversa que a música brasileira vivenciou de quem só ouvia bossa nova porque era a verdadeira música de qualidade, diziam que o samba é uma coisa piorzinha&#8230; Não adianta, a gente vive uma era do pop, queiramos ou não é Anitta que está ditando as regras do Réveillon de Nova Iorque. Anitta é, por excelência, uma artista pop, ela entende exatamente como falar com aquela média do popular. Que é da onde vem o pop. Outro exemplo é o Lulu Santos, que você pode ser velho, jovem e sempre escuta o Lulu Santos independentemente das posições que ele tem. Tudo isso é pra dizer que o desafio é justamente sair do quadrado, o discurso político tradicional que mobilizou tantas pessoas nas greve de 1970, que levou as pessoas pras ruas na Diretas Já, tudo isso está ficando obsoleto. O grande desafio da política moderna é que, segundo estudo recente do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o máximo que alguém consegue prestar atenção em alguma coisa é seis minutos. Poxa, tem gente fazendo discurso de 50 minutos. Eu só consigo ouvir os seus primeiros seis minutos, companheiro&#8230; Não é à toa que a ferramenta do <em>stories</em> no Instagram ficou popular. Você vai passando ali rapidinho e vai vendo a vida dos outros.</p>



<p><strong>É preciso fazer uma comunicação mais leve?</strong></p>



<p>O desafio pra mim está nisso, avançar na direção de uma comunicação muito mais leve, que de fato se assuma engraçada, polêmica, irônica, que é todo esse arcabouço do mundo pop. E até, de certa maneira, agressiva no sentido de ultrapassar o limite daquilo que a gente chama de política institucional. Você vê que a presidência do Bolsonaro é completamente não-institucional. Precisamos incorporar esses novos elementos porque eles são mais ágeis, eles são mais fáceis, eles são mais simples e as pessoas precisam disso para poder se comunicar. Acho que Boulos e Manuela (Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB à Prefeitura de Porto Alegre) conseguiram em grande medida dialogar com a sociedade em geral, diminuir o nível de rejeição que eles traziam a <em>priori</em> e isso é importante para a disputa política que vai se colocar ao longo dos anos.</p>



<p><strong>Como você vê as perspectivas para 2022?</strong></p>



<p>O resultado da eleição municipal dá ainda mais força para a tese de que nós teremos um Congresso ainda mais conservador em 2022. Os prefeitos eleitos de matizes ideológicas de centro-direita vão ajudar a eleger deputados federais e deputados estaduais ainda mais do campo da direita. Isso é muito ruim porque ali se dá o que a gente chama na ciência política de <em>veto</em> <em>player</em>, o ator que tem possibilidades de vetar ações de abuso do presidente, e aí esse aumento do conservadorismo pode sugerir o que é que vem pela frente.</p>



<p><strong>E nas eleições presidenciais?</strong></p>



<p>Aí eu vejo uma alta fragmentação de candidaturas, muitos nomes vão tentar se lançar na tentativa de chegar como sendo o melhor segundo lugar pra tentar levar a disputa com Bolsonaro pro segundo turno. Digo isso porque acho que Bolsonaro estará no segundo turno. Esse percentual de aprovação, mesmo que menor do que outros presidentes tiveram, ainda é grande o suficiente. Mas também vejo oportunidades para a oposição se o governo não encontrar um caminho e a economia piorar, abrindo espaço para a discussão do tema econômico na eleição. Que foi um tema central em 2018, mas não foi tão explorado como deveria. Os valores e costumes, e a facada, acabaram ocupando esse espaço. O tema da corrupção acabou dominando o tema central da economia.</p>



<p><strong>Como Bolsonaro tem se preparado para chegar em 2022?</strong></p>



<p>Bolsonaro, que eu nunca considerei louco nem maluco, se blindou. Ele conquistou uma nova base parlamentar, com essa aproximação com o Centrão, fez um movimento importante em relação ao povão com a questão do auxílio. O nível de gasto público deu a ele um colchão importante porque os deputados do Centrão puderam investir dinheiro nos municípios. E ele está apostando em associar cada vez mais a sua comunicação digital a uma comunicação tradicional, ocupando novamente o espaço da propaganda política nos meios de comunicação tradicionais. Ele fez o dever de casa político e, com isso, acho que o debate de impeachment é completamente fora de tom. O que nós vamos ver de fato é uma disputa eleitoral em 2022 tendo Bolsonaro como o candidato que vai buscar a reeleição e vários outros nomes que vão tentar desafiar o presidente na busca de uma frente ampla que eu não sei se vai acontecer. No primeiro turno acho que é impossível que aconteça.</p>



<p><strong>O estudo sobre fake news que você citou tem o financiamento do Facebook. Qual a conta das big techs nesse processo de boom da desinformação no mundo? O que acha das iniciativas para regular sua atuação?</strong></p>



<p>Eu estou numa posição muito confortável porque, como sou financiado pelo Facebook para estudar fake news, minha posição é direta. Eles são responsáveis pelo que circula dentro dos canais onde eles ganham muito dinheiro. Acho que o mundo inteiro vai se beneficiar de um processo de regulação e de responsabilização dessas empresas. Elas têm, sim, que encontrar alternativa para evitar que o mau uso das plataformas destrua a democracia no mundo inteiro. E aí não é uma questão brasileira, os norte-americanos estão enfrentado de frente. Nós não podemos ficar pra trás nesse debate. Acho que, por exemplo, você não saber quem é o autor de um card ou de um texto no Whatsapp é um absurdo. As pessoas precisam ser responsáveis por aquilo que produzem, por aquilo que dizem, principalmente quando fazem de maneira criminosa. Acho a regulação importantíssima. Essas <em>big techs</em>, claro, vêm pra ficar, elas operam numa lógica de uma sociedade atomizada e, portanto, criam mecanismos de interação virtuais que hoje são indispensáveis, as pessoa não vão fugir disso, mas também têm um lado maléfico que precisa ser controlado pelo Estado. Isso é papel do Estado e esse debate precisa avançar aqui, no Brasil, na Índia, na Rússia, na Inglaterra, nos Estados Unidos. A desregulamentação total é a barbárie e as consequências são nefastas para a democracia.</p>



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			</item>
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		<title>Episódio #26: Trump ou Biden? E o que o resultado significa para o Brasil?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2020 20:20:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[eua]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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<iframe title="Spotify Embed: Trump ou Biden? E o que o resultado significa para o Brasil?" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/6IL5Om9JbIc5GYYHmxJ2Ey?si=f5WUoSQgTEWhhuQoU83aTg&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div><figcaption>Os americanos vão às urnas daqui a 12 dias para escolher seu próximo presidente em uma eleição que deve ter recorde de participação e ser acompanhada com tensão e expectativa em todo o mundo. O democrata Joe Biden lidera as pesquisas mas Donald Trump já avisou que não vai aceitar o resultado, se ele perder, claro. E agora? Quais as expectativas para a grande disputa e como o resultado pode impactar o governo de Bolsonaro, maior fã de Trump, a quem já se declarou com um constrangedor I Love You. Carol Monteiro, Laércio Portela e Inácio França comentam as eleições americanas, as repercussões por aqui e capricham na pronúncia para as dicas da quarentena.</figcaption></figure>
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		<title>Não é bem assim, Geraldo. Nota do Ideb não garante a Pernambuco &#8220;melhor educação pública do Brasil&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2016 22:12:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Médio Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Júlio]]></category>
		<category><![CDATA[Ideb Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ensino público do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Pela primeira vez na história, Pernambuco tem a melhor educação pública do Brasil, segundo o Ideb, e tem também o menor índice de abandono escolar”, Geraldo Julio em vídeo postado no Facebook no dia 6 de outubro. A manchete do dia 9 de setembro do Diario de Pernambuco (“Pernambuco: o melhor ensino público do país”) [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #111111;"><span style="font-weight: bold;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2629 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/08/naoebemassimSite.jpg" alt="naoebemassimSite" width="168" height="200"></a>“Pela primeira vez na história, Pernambuco tem a melhor educação pública do Brasil, segundo o Ideb, e tem também o menor índice de abandono escolar”, Geraldo Julio em vídeo postado no Facebook no dia 6 de outubro.</span></p>
<p style="color: #111111;">A manchete do dia 9 de setembro do Diario de Pernambuco (“Pernambuco: o melhor ensino público do país”) estrelou alguns dos programas eleitorais de TV de Geraldo Julio no primeiro turno e apareceu em destaque num dos primeiros vídeos postados no facebook do candidato neste segundo turno.</p>
<p style="color: #111111;">A imagem tem sido utilizada pelo prefeito como pano de fundo para comparar o desempenho da educação no plano estadual com o caminho que está sendo trilhado no Recife sob sua administração, no sentido de que o que deu certo em Pernambuco começa a dar certo agora na capital.</p>
<p style="color: #111111;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Facebook-de-Geraldo-Julio.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-3150 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/10/Facebook-de-Geraldo-Julio.png" alt="facebook-de-geraldo-julio" width="503" height="553"></a></p>

<div class="content">

O<span style="font-weight: bold;">Truco Eleições 2016</span>– projeto de fact-checking da<a style="color: #337ab7;" href="http://apublica.org/">Agência Pública</a>em parceria com a<a style="color: #337ab7;" href="http://marcozero.org/">Marco Zero Conteúdo</a>– checou a afirmação de Geraldo Julio e concluiu que os dados do Ideb não corroboram a tese de que Pernambuco possui o melhor ensino público do Brasil.

É verdade que o estado conquistou a melhor nota do Ideb para o ensino médio, ao lado de São Paulo, com 3,9 – um desempenho inédito – e possui de fato a menor taxa de abandono escolar também para o ensino médio (2,3%), mas as notas estaduais do Ideb para o 5oe o 9oanos e o desempenho das escolas públicas estaduais no Enem não referendam a declaração taxativa de que o ensino público de Pernambuco supera todos os demais estados. Por isso, Geraldo recebe a carta “Não é bem assim”.

O erro de Geraldo Julio é o mesmo da manchete do Diario de Pernambuco. Vender a parte pelo todo.

Criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2007, o Ideb funciona como um indicador da qualidade do ensino que toma como base dois conceitos: fluxo escolar (aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho nas provas de português e matemática. As avaliações são realizadas de dois em dois anos e usam notas de 0 a 10 para anunciar os resultados. Alunos de três séries passam pela análise: a última dos anos iniciais do ensino fundamental (5º ano), a última dos anos finais (9º ano) e a última do ensino médio (3ª série).

Se lidera o ranking do ensino médio, no Ideb do 5oano Pernambuco aparece na 18acolocação com nota de 4,7, logo atrás de Tocantins com nota 5,0. No Nordeste, Pernambuco é superado pelo Ceará que ocupa a sexta colocação com 5,8. As três primeiras colocações neste ranking pertencem a São Paulo (6,4), Minas Gerais (6,3) e Paraná (6,2). De 2007 para cá, Pernambuco bateu as metas das notas definidas pelo Ideb para o estado. Mas isso também aconteceu com outras 11 unidades da federação.

No Ideb do 9oano, Pernambuco está mais bem posicionado do que no do 5oano, porém ainda longe da primeira colocação que divide com São Paulo no Ideb do ensino médio. No 9oano, Pernambuco divide a 10acolocação com o Mato Grosso do Sul, com nota 4,1, com o mérito de ter sido o estado que mais melhorou a nota desde 2007. O primeiro lugar neste ranking é dividido por São Paulo, Goiás e Santa Catarina. Os três com nota 4,7. Além de Pernambuco, outros cinco estados vêm cumprindo as metas traçadas para esta faixa do ensino fundamental pelo Inep (São Paulo, Mato Grosso, Amazonas, Ceará e Piauí).

O professor do Departamento de Ciência Política da UFPE, Dalson Figueiredo, em conjunto com o professor do Colégio de Aplicação e também doutor em Ciência Política, Erinaldo Carmo, e o analista de planejamento e estatística do IBGE, Romero Maia, encaminharam ao Marco Zero Conteúdo uma análise crítica sobre a tese de que Pernambuco possui o melhor ensino público do país. Entre vários pontos levantados pelos pesquisadores chama a atenção o tratamento matemático da nota do Ideb do ensino médio, com o arredondamento interferindo diretamente na posição do ranking:

“Na questão do arredondamento, descobrimos que o indicador de rendimento médio de São Paulo e Pernambuco, informação que indica o progressivo fluxo escolar, foi exatamente o mesmo: 0,89. Todavia, a nota média padronizada de desempenho foi diferente. Enquanto São Paulo teve 4,41, Pernambuco obteve 4,35, o que torna o empate tecnicamente impossível. Ao ajustar os resultados a partir dos dados oficiais, tem-se São Paulo com IDEB de 3,92 e Pernambuco com 3,87, mais próximo de Goiás (3,83), que ficou na terceira posição. Dessa forma, é errado utilizar esse resultado para aclamar que a educação pública pernambucana é a campeã do Brasil”.

No caso do abandono escolar, a variação entre ensino fundamental e médio segue o mesmo caminho. Considerando o ensino médio, Pernambuco ocupa o primeiro lugar no ranking com a menor taxa (2,3%), seguido por São Paulo (3,2%) e Rio de Janeiro (3,6% ). No ensino médio não-seriado, cai para a 13aposição (5,5%). A pior colocação de Pernambuco se dá no ensino fundamental com a 14amaior taxa de abandono (2,2%) entre os estados. As menores taxas são registradas em Santa Catarina (0,5%), Mato Grosso (0,6%) e São Paulo (0,7%).

A avaliação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também coloca em xeque a declaração de Pernambuco como o estado com o “melhor ensino público do Brasil”. Pesquisa realizada pela Marco Zero na listagem completa com as notas das mais de 14 mil escolas cujos alunos foram avaliados em todo o Brasil, indica que só uma unidade de ensino público estadual de Pernambuco está posicionada entre as 2 mil escolas com as melhores notas do país: a Escola de Aplicação do Recife FCAP/UPE, com nota 639,66, na 250aposição. Segundo cálculo realizado pelo site do G1, das 100 melhores escolas de Pernambuco, apenas quatro são escolas públicas estaduais.

Os professores da UFPE, Dalson Figueiredo e Erinaldo Carmo, e o analista do IBGE, Romero Maia, calcularam a média das notas do Enem das escolas públicas estaduais de Pernambuco e compararam com as médias das escolas públicas estaduais dos demais estados. Neste ranking, Pernambuco ocupa a 9acolocação, atrás de São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

<strong>(Laércio Portela · Thayná Campos)</strong>

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		<title>Edilson acerta: vice de João Paulo votou contra termo &#8220;identidade de gênero&#8221; no Plano Estadual de Educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2016 12:19:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
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		<category><![CDATA[Plano Estadual de Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Nós temos uma luta na educação contra o que eles chamam de ideologia de gênero. Eu ‘tô’ lutando muito contra isso na Assembleia. E o candidato a vice de João Paulo é um candidato que votou contra a colocação do termo ‘gênero’ no Plano Estadual de Educação.” – Edilson Silva (PSOL) em vídeo no debate [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #111111;"><span style="font-weight: bold;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/03_zap_cor_h-PEQ.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3021 alignleft" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/03_zap_cor_h-PEQ.jpg" alt="03_zap_cor_h-peq" width="168" height="200"></a>“Nós temos uma luta na educação contra o que eles chamam de ideologia de gênero. Eu ‘tô’ lutando muito contra isso na Assembleia. E o candidato a vice de João Paulo é um candidato que votou contra a colocação do termo ‘gênero’ no Plano Estadual de Educação.” – Edilson Silva (PSOL) em vídeo no debate organizado pelo Sindicato dos Profissionais da Educação da Rede Pública no Recife, postado em seu Facebook oficial no dia 23 de setembro</span></p>
<p style="color: #111111;">A equipe do<span style="font-weight: bold;">Truco Eleições 2016</span>– projeto de<i>fact-checking</i>da<a style="color: #337ab7;" href="http://apublica.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: bold;">Agência Pública</span></a>, feito em parceria com a<a style="color: #337ab7;" href="http://marcozero.org/">Marco Zero Conteúdo</a>no Recife – checou a declaração do candidato Edilson Silva (PSOL) e verificou que Sílvio Costa Filho (PRB), candidato a vice de João Paulo (PT), realmente votou a favor do Plano Estadual de Educação (PEE) com a Emenda Modificativa nº4, que previa a retirada do termo “gênero” do PEE. Por isso, Edilson Silva recebe a carta “Zap”.</p>
<p style="color: #111111;">O texto da Lei Ordinária nº 269/2015, que dispõe do Plano Estadual de Educação, foi votado com a Emenda Modificativa nº 2/2015, a Emenda Aditiva nº 3/2015 e a Emenda Modificativa nº 4/2015, em sessão na Assembleia Legislativa de Pernambuco no dia 15 de junho de 2015.</p>
<p style="color: #111111;">A Emenda Modificativa nº 4, que, entre outros pontos, prevê a retirada do termo “gênero” do Plano Estadual de Educação, foi aprovada com votos contrários dos deputados Claudiano Martins Filho (PP), Edilson Silva (PSOL), Lucas Ramos (PSB), Marcantônio Dourado (PSB), Priscila Krause (DEM), Rogério Leão (PR), Simone Santana (PSB), Socorro Pimentel (PSL), Teresa Leitão (PT), Tony Gel (PMDB) e Waldemar Borges (PSB).</p>
<p style="color: #111111;">O texto original no item 8.5 trazia a seguinte redação: “Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação racial, de orientação sexual ou à identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”.</p>
<p style="color: #111111;">O texto final, aprovado pela Assembléia, ficou assim no item 8.5: “Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceitos e discriminação,criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”.</p>
<p style="color: #111111;"><a style="color: #337ab7;" href="http://www.alepe.pe.gov.br/proposicao-texto-completo/?numero=269/2015&amp;docid">Aqui</a>é possível acessar o texto inicial do Plano Estadual de Educação.<a style="color: #337ab7;" href="http://legis.alepe.pe.gov.br/arquivoTexto.aspx?tiponorma=1&amp;numero=15533&amp;complemento=0&amp;ano=2015&amp;tipo">Aqui</a>é possível acessar a versão aprovada do PEE.</p>
<p style="color: #111111;">Segundo a ata da sessão, Sílvio Costa Filho informa que “é fundamental a aprovação do plano em questão na data de hoje, entretanto julga jamais ter havido ambiente de tanto constrangimento como o hoje experimentado, informa que esta Casa não pode se sujeitar à pressão de quem quer que seja e propõe que o plano seja aprovado, bem como que, posteriormente, a referida emenda seja analisada tópico por tópico.”</p>
<p style="color: #111111;"><strong>(Thayná Campos)</strong></p><p>O post <a href="https://marcozero.org/edilson-acerta-vice-de-joao-paulo-votou-contra-termo-identidade-de-genero-no-plano-estadual-de-educacao/">Edilson acerta: vice de João Paulo votou contra termo &#8220;identidade de gênero&#8221; no Plano Estadual de Educação</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<title>Edilson acerta ao apontar Recife como a &#8220;capital da desigualdade&#8221;. Mas é assim desde os anos 1990</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laércio Portela]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2016 00:26:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[candidato]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[Edilson Silva]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[índice de Gini]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Recife é a capital brasileira da desigualdade”, Edilson Silva em entrevista à Rádio Olinda no dia 21 de setembro, replicada no twitter oficial do candidato. A declaração de que o Recife é a capital da desigualdade tem sido utilizada nas entrevistas concedidas pelo candidato do Psol, Edilson Silva, para defender que a prefeitura invista mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #111111;"><span style="font-weight: bold;">“Recife é a capital brasileira da desigualdade”, Edilson Silva em entrevista à Rádio Olinda no dia 21 de setembro, replicada no twitter oficial do candidato.</span></p>
<p style="color: #111111;">A declaração de que o Recife é a capital da desigualdade tem sido utilizada nas entrevistas concedidas pelo candidato do Psol, Edilson Silva, para defender que a prefeitura invista mais recursos nas áreas sociais e em benefício das populações mais vulneráveis, como aquelas que ainda moram em palafitas.</p>
<p style="color: #111111;">A assessoria do candidato informou que a afirmação está baseada em dados do IBGE. O Truco Eleições 2016 – projeto de<em>fact-checking</em>da<a style="color: #337ab7;" href="http://apublica.org/">Agência Pública</a>em parceria com a<a style="color: #337ab7;" href="http://marcozero.org/">Marco Zero Conteúdo</a>em Recife – checoua declaração de Edilson e concluiu que ela é verdadeira, mas que o último levantamento do índice que melhor mede a concentração de renda nos municípios, o Gini, é de 2010. Portanto, a fala do candidato do Psol precisa ser contextualizada para evitar associar o quadro da desigualdade na capital pernambucana a algo novo, recente. Por isso, ele recebe a carta “Tá certo, mas peraí”.</p>
<p style="color: #111111;">O índice de Gini, criado pelo matemático italiano Conrado Gini, mede o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente varia de zero a um. O valor zero representa a situação de plena igualdade, onde todos recebem a mesma renda. O valor 1 está no extremo oposto, reflete a desigualdade plena, quando um grupo pequeno de pessoas detém toda a riqueza de uma comunidade.</p>
<p style="color: #111111;">No Brasil, o índice de Gini é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão investiga a distribuição de renda nos municípios durante os censos demográficos realizados a cada dez anos. O IBGE também realiza investigações sobre rendimentos anualmente, trimestralmente e mensalmente, por meio da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) e a PNAD Contínua, mas não divulga o índice de Gini a partir destes dados.</p>
<p style="color: #111111;">Os índices de Gini municipal mais recentes são relativos aos anos de 1991, 2000 e 2010. Nos três levantamentos, Recife ocupa o primeiro lugar em desigualdade. E o mais grave: a cada avaliação piora o índice aproximando-se do 1. Em 1991, 0,6739; em 2000, 0,6789. Subindo para 0,6894 em 2010. De todas as 27 capitais brasileiras, além do Recife, apenas Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA) registram pioras continuadas, a cada dez anos, na concentração de renda.</p>
<p style="color: #111111;">Os índices do Brasil variaram de 0,6366 em 1991, a 0,6060 em 2000 e 0,5670 em 2010. Sempre abaixo dos índices da capital pernambucana.</p>
<p style="color: #111111;"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/índice-de-gini.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2988" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2016/09/índice-de-gini.png" alt="indice-de-gini" width="610" height="655"></a></p><p>O post <a href="https://marcozero.org/edilson-acerta-ao-apontar-recife-como-a-capital-da-desigualdade-mas-e-assim-desde-os-anos-1990/">Edilson acerta ao apontar Recife como a &#8220;capital da desigualdade&#8221;. Mas é assim desde os anos 1990</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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