Com linguagem mais leve e dinâmica nas redes, Manuela D’Ávila e Guilherme Boulos conseguiram diminuir rejeição e ampliar diálogo com eleitores. Crédito: Divulgação Equipe Manuela D’Ávila
Felipe Nunes acredita que Bolsonaro estará no segundo turno da eleição presidencial de 2022. Crédito: Divulgação

A oposição ao governo Bolsonaro tem o desafio de virar a pauta do debate público dos temas relacionados a valores e costumes para o da economia e como ela afeta diretamente a vida das pessoas. Não será uma tarefa fácil considerando que o presidente lidera o Índice de Popularidade Digital (IPD) entre os principais atores do mundo político no Brasil e rompeu o cartel de mediação tradicional da mídia com a população.

A análise é do cientista político Felipe Nunes, professor da UFMG e um dos fundadores da Quaest, consultoria que analisa o desempenho de figuras públicas nas redes sociais. Para ele, os desafios das oposições vão além da pauta e devem considerar a linguagem: é preciso produzir uma comunicação mais leve, que se assuma engraçada, polêmica, irônica, adotando características do mundo pop.

Como avalia o histórico de aprovação de Bolsonaro nos dois primeiros anos de gestão?

Bolsonaro é o presidente que mais rapidamente perde sua lua de mel com a população brasileira. Em menos de três meses de mandato ele cai de 41% de ótimo e bom para 30%.  Perde o apoio do eleitor que votou não a seu favor, mas só para o PT não ganhar. E aí cria-se essa ideia de que existe um terço do eleitorado brasileiro que seria sólido em torno do presidente. Isso porque ao longo de quase todo 2019 e o comecinho de 2020 há uma oscilação pequena e ele mantém uma média de 30% de apoio, composto por segmentos evangélicos, segmentos frustrados com a economia nos últimos anos, pessoas que realmente têm valores de direita, conservadores. O governo então se alimenta da ideia que vai ser capaz de manter esses 30% pelo menos como piso durante todo o mandato.

E isso não é real?

O que a série histórica de 2020 mostra é que isso é um mito, não é verdade. Bastou a pandemia da Covid-19 começar, e o governo tomar uma atitude que na avaliação das pessoas foi irresponsável, para vermos uma oscilação negativa. Ele sai desses 30% no começo de fevereiro para 24% no mês de junho de 2020. É uma queda significativa e ela está diretamente associada à avaliação negativa que as pessoas fizeram da maneira com que o presidente lidou com a crise.

Mas a queda poderia ter sido maior…

O auxílio emergencial foi muito importante para não deixar que a queda fosse mais acentuada, mas não foi suficiente para criar vínculos emocionais positivos da população com o presidente Bolsonaro. Ele recupera esses 30% e começa a oscilar de novo no fim do ano. Por que que eu acho que o apoio de 1/3 da população ao presidente é uma imaginação, uma construção política e não sociológica? Porque há uma correlação altíssima do resultado da economia brasileira com a aprovação. Em 2019, especialmente ali no meio do ano, o PIB ficou estável e a aprovação também com pequena oscilação, quando o PIB cai e temos os dois primeiros trimestres muito negativos, em 2020, esse apoio também cai. O desafio do presidente será grande nesse sentido, já que os indicadores econômicos não são favoráveis nesse momento.

Quem são esses que você chama de bolsonaristas raiz. A Quaest fez um levantamento comparando os eleitores de Fernando Haddad e Bolsonaro em 2018 com questões de Estado e de costumes. O que os diferencia?

Bolsonaro foi muito sábio em conseguir ocupar um lugar que era inexistente. Havia um hiato na direita real do Brasil. Muitas vezes se analisava a política na contraposição do PSDB com o PT achando que os dois partidos eram polos, quando, na verdade, o PSDB estava mais no centro do que na direita. Aí Bolsonaro vem justamente para ocupar esse lugar. A polarização do bolsonarista versus o não bolsonarista não se dá no papel do Estado, que era o tema principal do debate entre o PSDB e o PT. Bolsonaro entra no jogo político para romper essa lógica e trazer a dimensão dos costumes e valores. E aí é que a gente vê a polarização real. Quando comparamos a posição de bolsonaristas e anti-bolsonaristas no que diz respeito à redução da maioridade penal, da união civil de pessoas do mesmo sexo, da pena de morte, do porte de armas, vemos um distanciamento sociológico real. Enquanto que os temas do Estado aproximam esses dois grupos de eleitores.

Como você vê o desafio do campo progressista de falar em outros termos com o eleitor conservador?

Esse é um tema importantíssimo. Não há nada que separe o eleitor conservador de um voto pragmático. Eu continuo achando, por todos os estudos que conheço, que leio e produzo na área da ciência política, que a economia é o principal indicador para a definição do resultado eleitoral em eleições nacionais, até porque esse é o grande tema que geralmente se debate nesses pleitos. Veja o caso de Donald Trump nos Estados Unidos. No início de 2020, ele era favorito porque a economia americana estava voltando a andar bem, mas a pandemia e o comportamento de Trump no enfrentamento à Covid-19, que não é aprovado pela maioria, destrói tudo isso. Uma lição para nós brasileiros. O eleitor conservador vai pensar de maneira pragmática. Por isso, tanto a esquerda quanto o centro têm que ser capazes de trazer o debate pra vida real das pessoas. E, na vida real, as consequências econômicas dessa crise e a maneira com que o governo tem tido dificuldades de apresentar uma agenda de soluções terão consequências políticas lá na frente.

Como conduzir o debate?

Mais do que tentar chegar no eleitor conservador, eu acho que o papel da oposição, e aqui falo de oposição lato sensu, é pautar o debate naquilo que lhe é favorável. É claro que o governo vai tentar levar a conversa justamente pra essas pautas de costumes e valores, que lhe favorecem. O papel da oposição é pautar o debate em outro lugar, para qualidade de vida, a capacidade das pessoas de viverem uma vida digna. O desafio é justamente pautar o debate, ao invés de ficar distraído por essa artimanha do governo de criar crises o tempo inteiro. Se a oposição quiser fazer um debate de fato consistente em 2022, ela tem que se manter firme na agenda econômica.

Queria que você avaliasse o quanto o Índice de Popularidade Digital, de capacidade de mobilizar pela redes, tem impactado na política brasileira.

Bolsonaro é o primeiro presidente digital da história do Brasil. Ele não dá coletiva de imprensa, ele cria meme. Bolsonaro não solta nota na imprensa, ele cria uma hashtag. Ele opera numa outra lógica. Ele entendeu que para disputar o eleitorado que lhe era interessante, que estava disponível, ele precisava quebrar o cartel da mediação do debate, aquilo que sempre foi muito importante que é o fato de que os jornalistas traduziam a política para o público. Claro, faziam isso pelos seus olhos, por meio dos seus interesses. Nós sabemos disso. O que o Bolsonaro fez então? Ele fez uma escolha estratégica e apostou num vínculo direto com esse eleitorado e foi construindo isso ao longo de quatro anos, de 2014 até 2018.

O IPD é constituído a partir de um algoritmo de inteligência artificial que coleta dados do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube, Wikipedia e Google, considerando 152 variáveis divididas em seis dimensões: fama (seguidores, views, menções espontâneas…), engajamento (likes, comentários…), mobilização (compartilhamentos), valência (reações positivas ou negativas às postagens…), presença (número de redes ativadas) e interesse (número de buscas nas redes). A ponderação estatística de cada uma dessas dimensões cria uma escala de 0 a 100, em que 100 é o máximo de popularidade.

No ranking de dezembro de 2020, Bolsonaro lidera (83,30), seguido por Luciano Huck (66), Lula (29,8), Flávio Dino (28,3), Guilherme Boulos (21,1), Fernando Haddad (20,1), Ciro Gomes (19,40) e João Dória (19,10).

A metodologia do IPD é patenteada pela Quaest. Além de Felipe, são fundadores da consultoria os pesquisadores Nara Pavão (UFPE), Frederico Batista (Universidade da Carolina do Norte) e Natália Bueno (Universidade de Emory).

Como ele fez isso?

Foi incrementando o poder de sua rede, a construção e o volume de conteúdos, segmentando cada vez mais esse debate e provocando, com isso, o aparecimento de um outro grupo social, que estava escondido, mas que existia, e que, principalmente em momentos de crise econômica, tem incentivos psicológicos para apresentar esse comportamento mais tradicional. Muita gente se surpreendeu, mas nós que acompanhávamos esse trabalho das redes já sabíamos que ele era um competidor importante, depois a facada vem e isso acaba aumentando as suas chances porque ele sai do debate público e vira vítima de um processo.

Acaba a eleição e ele não desce do palanque.

Isso. Ele ganha a eleição e não sai da eleição. Ele é digital justamente por isso, continua em campanha, continua pautando as pessoas, continua usando esse mecanismo tão poderoso que a gente chama de redes sociais ampliadas, que é essa combinação dessa produção de conteúdo no youtube, com posicionamentos polêmicos feitos de maneira estratégica em diferentes momentos do dia, que vão pautando o dia a dia da política.

O que o IPD captou na eleição de 2020?

Primeiro, que a média de popularidade digital entre os candidatos que ganharam a eleição em 2020 é muito maior do que a dos candidatos que não ganharam a eleição. Ou seja, ter popularidade digital é uma condição necessária, embora não suficiente, neste mundo novo que a gente está vivendo na política. Acompanhar o IPD é uma maneira de antever quais são os candidatos que vão ter mais ou menos chances no pleito eleitoral. Mas mais importante do que isso é que quando a gente olha pro resultado das capitais brasileiras e a gente compara o número de IPD de um candidato com o número de votos que esse candidato teve na eleição observamos que há um nível de correlação entre a popularidade digital e o número de votos de um candidato em 80% dos casos. Ou seja, se a gente quiser disputar de fato a opinião publica, disputar de fato espaços políticos de poder visando o voto, temos que estar olhando o nosso nível no IPD. Nesse sentido, Bolsonaro, mesmo com todos os desgastes, todos os problemas, continua sendo um nome muito forte. Justamente por sua capacidade de dialogar por meio das redes sociais.

Muitos analistas têm associado o avanço do autoritarismo no mundo à proliferação de fake news e desinformação. Para você o quanto as fake news têm sido decisivas no processo eleitoral?

Os resultados de pesquisas que a gente tem são muito claros: as fake news e a desinformação como um todo servem muito mais para mobilizar os seus próprios eleitores do que persuadir eleitores diferentes em relação a uma determinada posição. Aquelas pessoas que já têm uma posição determinada em relação a um tema acabam encontrando conforto emocional quando estão diante de uma informação que elas acham que é verdadeira. É o que a gente chama na ciência política de ‘viés de confirmação’, as pessoas estão buscando confirmar muito mais posições que elas já têm do que, na verdade, usar informações novas para atualizar seus conceitos e opiniões sobre o mundo.

Vocês desenvolveram um estudo recente em que grupos que tiveram acesso a mais informação jornalística mostraram maior capacidade de identificar fake news do que outros sem esse acesso.

Lá em 2018 a gente já estava preocupado com fake news por conta da eleição do Trump em 2016. Tínhamos visto um fenômeno muito ruim e decidimos estudar. O que descobrimos é isso, que a fake news não mudava a opinião das pessoas, mas ela influenciava na mobilização.  Agora, em 2020, a gente decidiu avançar esse estudo e ganhou um financiamento do próprio Facebook para estudar fake news nas eleições brasileiras. E aí esse estudo que você mencionou tem mostrado os primeiros resultados. Que se a gente quiser vacinar as pessoas em relação a fake news, a gente precisa abrir os olhos delas e deixá-las o tempo inteiro atentas, ensinando formas de captar, de observar, de identificar elementos que parecem sugerir que aquela notícia na verdade está tentando te iludir ou te enganar. Esse é um caminho que a gente descobriu que é bem interessante.

A pesquisa selecionou 500 eleitores da cidade de São Paulo e os dividiu em dois grupos. Um recebeu acesso gratuito aos conteúdos da Folha de S. Paulo e uma reportagem que explicava o processo de checagem de informações, enquanto o outro grupo não recebeu. Para os dois grupos foram encaminhadas informações falsas. No grupo que não recebeu acesso ao jornal e à reportagem sobre checagens, 65% dos entrevistados consideraram como verdadeiro pelo menos um dos textos falsos, enquanto que esse índice ficou em 46% para o outro grupo.

A campanha de Guilherme Boulos a prefeito de São Paulo trouxe uma perspectiva mais leve de apresentação do campo das esquerdas nas redes sociais. O quanto você acha que essa linguagem gera aproximação, empatia? Me parece que existe uma certa dificuldade da esquerda de fazer esse movimento nas redes, com influenceres e celebridades, como se estivéssemos maculando o espaço da política tradicional.

Acho que esse tema se parece muito com aquela conversa que a música brasileira vivenciou de quem só ouvia bossa nova porque era a verdadeira música de qualidade, diziam que o samba é uma coisa piorzinha… Não adianta, a gente vive uma era do pop, queiramos ou não é Anitta que está ditando as regras do Réveillon de Nova Iorque. Anitta é, por excelência, uma artista pop, ela entende exatamente como falar com aquela média do popular. Que é da onde vem o pop. Outro exemplo é o Lulu Santos, que você pode ser velho, jovem e sempre escuta o Lulu Santos independentemente das posições que ele tem. Tudo isso é pra dizer que o desafio é justamente sair do quadrado, o discurso político tradicional que mobilizou tantas pessoas nas greve de 1970, que levou as pessoas pras ruas na Diretas Já, tudo isso está ficando obsoleto. O grande desafio da política moderna é que, segundo estudo recente do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o máximo que alguém consegue prestar atenção em alguma coisa é seis minutos. Poxa, tem gente fazendo discurso de 50 minutos. Eu só consigo ouvir os seus primeiros seis minutos, companheiro… Não é à toa que a ferramenta do stories no Instagram ficou popular. Você vai passando ali rapidinho e vai vendo a vida dos outros.

É preciso fazer uma comunicação mais leve?

O desafio pra mim está nisso, avançar na direção de uma comunicação muito mais leve, que de fato se assuma engraçada, polêmica, irônica, que é todo esse arcabouço do mundo pop. E até, de certa maneira, agressiva no sentido de ultrapassar o limite daquilo que a gente chama de política institucional. Você vê que a presidência do Bolsonaro é completamente não-institucional. Precisamos incorporar esses novos elementos porque eles são mais ágeis, eles são mais fáceis, eles são mais simples e as pessoas precisam disso para poder se comunicar. Acho que Boulos e Manuela (Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB à Prefeitura de Porto Alegre) conseguiram em grande medida dialogar com a sociedade em geral, diminuir o nível de rejeição que eles traziam a priori e isso é importante para a disputa política que vai se colocar ao longo dos anos.

Como você vê as perspectivas para 2022?

O resultado da eleição municipal dá ainda mais força para a tese de que nós teremos um Congresso ainda mais conservador em 2022. Os prefeitos eleitos de matizes ideológicas de centro-direita vão ajudar a eleger deputados federais e deputados estaduais ainda mais do campo da direita. Isso é muito ruim porque ali se dá o que a gente chama na ciência política de veto player, o ator que tem possibilidades de vetar ações de abuso do presidente, e aí esse aumento do conservadorismo pode sugerir o que é que vem pela frente.

E nas eleições presidenciais?

Aí eu vejo uma alta fragmentação de candidaturas, muitos nomes vão tentar se lançar na tentativa de chegar como sendo o melhor segundo lugar pra tentar levar a disputa com Bolsonaro pro segundo turno. Digo isso porque acho que Bolsonaro estará no segundo turno. Esse percentual de aprovação, mesmo que menor do que outros presidentes tiveram, ainda é grande o suficiente. Mas também vejo oportunidades para a oposição se o governo não encontrar um caminho e a economia piorar, abrindo espaço para a discussão do tema econômico na eleição. Que foi um tema central em 2018, mas não foi tão explorado como deveria. Os valores e costumes, e a facada, acabaram ocupando esse espaço. O tema da corrupção acabou dominando o tema central da economia.

Como Bolsonaro tem se preparado para chegar em 2022?

Bolsonaro, que eu nunca considerei louco nem maluco, se blindou. Ele conquistou uma nova base parlamentar, com essa aproximação com o Centrão, fez um movimento importante em relação ao povão com a questão do auxílio. O nível de gasto público deu a ele um colchão importante porque os deputados do Centrão puderam investir dinheiro nos municípios. E ele está apostando em associar cada vez mais a sua comunicação digital a uma comunicação tradicional, ocupando novamente o espaço da propaganda política nos meios de comunicação tradicionais. Ele fez o dever de casa político e, com isso, acho que o debate de impeachment é completamente fora de tom. O que nós vamos ver de fato é uma disputa eleitoral em 2022 tendo Bolsonaro como o candidato que vai buscar a reeleição e vários outros nomes que vão tentar desafiar o presidente na busca de uma frente ampla que eu não sei se vai acontecer. No primeiro turno acho que é impossível que aconteça.

O estudo sobre fake news que você citou tem o financiamento do Facebook. Qual a conta das big techs nesse processo de boom da desinformação no mundo? O que acha das iniciativas para regular sua atuação?

Eu estou numa posição muito confortável porque, como sou financiado pelo Facebook para estudar fake news, minha posição é direta. Eles são responsáveis pelo que circula dentro dos canais onde eles ganham muito dinheiro. Acho que o mundo inteiro vai se beneficiar de um processo de regulação e de responsabilização dessas empresas. Elas têm, sim, que encontrar alternativa para evitar que o mau uso das plataformas destrua a democracia no mundo inteiro. E aí não é uma questão brasileira, os norte-americanos estão enfrentado de frente. Nós não podemos ficar pra trás nesse debate. Acho que, por exemplo, você não saber quem é o autor de um card ou de um texto no Whatsapp é um absurdo. As pessoas precisam ser responsáveis por aquilo que produzem, por aquilo que dizem, principalmente quando fazem de maneira criminosa. Acho a regulação importantíssima. Essas big techs, claro, vêm pra ficar, elas operam numa lógica de uma sociedade atomizada e, portanto, criam mecanismos de interação virtuais que hoje são indispensáveis, as pessoa não vão fugir disso, mas também têm um lado maléfico que precisa ser controlado pelo Estado. Isso é papel do Estado e esse debate precisa avançar aqui, no Brasil, na Índia, na Rússia, na Inglaterra, nos Estados Unidos. A desregulamentação total é a barbárie e as consequências são nefastas para a democracia.

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