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	<title>Arquivos eleições Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
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	<title>Arquivos eleições Pernambuco - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>É hora de redobrar as forças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 19:41:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
		<category><![CDATA[eleições Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Carmen Silva Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, como diria o poeta Fernando Pessoa. A questão é como não apequenar a alma numa batalha tão feroz como a que estamos vivendo neste segundo turno das eleições no Brasil. No plano federal, a semana foi marcada pela frase “pintou um clima” [&#8230;]</p>
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<p><strong>Por Carmen Silva</strong></p>



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<p>Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, como diria o poeta Fernando Pessoa. A questão é como não apequenar a alma numa batalha tão feroz como a que estamos vivendo neste segundo turno das eleições no Brasil. No plano federal, a semana foi marcada pela frase “pintou um clima” proferida pelo candidato a presidente Jair Bolsonaro. No estado, a marca foi a neutralidade da candidata ao Governo do Estado, Raquel Lyra. No domingo teve o debate na TV e a campanha seguindo nas ruas. Tudo isso causa impacto nas perspectivas eleitorais, que não se regem apenas por pesquisas de opinião.</p>



<p>A fala do presidente Jair Bolsonaro em um podcast ao vivo afirmando que “pintou um clima” entre ele e meninas venezuelanas refugiadas no Brasil causou muita indignação e mobilizou protestos nas redes sociais. Posteriormente, reportagens afirmaram que o passeio de moto que ele enalteceu, e que o teria levado a um lugar onde as “meninas de comunidade se arrumavam para ganhar a vida”, era na verdade uma visita presidencial a uma obra social. Ao invés de ser um atenuante, isso torna tudo mais grave. O candidato-presidente se gabou, em uma <em>live</em>, com frase com conotação sexual, revelando seus desejos mais sórdidos. Ao ver meninas que participavam de uma atividade de acolhimento à sua condição de vulnerabilidade, não imaginou o sofrimento delas e não teve compaixão, pelo contrário, projetou a ideia de entrar na casa delas para fins sexuais, com afirma sua expressão.</p>



<p>A explicação do fato, em sendo verdade, só o torna abjeto. Demonstra as intenções maléficas e a sordidez desta pessoa que ocupa o posto mais alto do país. Ademais, se ele fosse contrário à exploração sexual de crianças e adolescentes, aquilo que ele chama prostituição, tendo a autoridade que lhe foi constituída, deveria ter tomado providências em relação àquele crime. Nada fez, portanto, prevaricou. O que fez foi o contrário: guardou em suas lembranças toda a sua intencionalidade de usufruir dessa exploração e as vomitou na primeira oportunidade que teve para se vangloriar. Isso é que é terrível. Cai por terra qualquer filigrana de discurso em defesa de bons costumes moralistas. Nem pra isso esse presidente presta.</p>



<p>Em Pernambuco, vemos transcorrer a campanha de segundo turno com a disputa entre Marilia Arraes e Raquel Lyra reconfigurando os campos políticos no estado. Impactou negativamente o fato de Raquel Lyra estar se colocando como neutra em relação ao pleito presidencial. Não convém, politicamente, a alguém que disputa um cargo público de tanta responsabilidade política como é o Governo de Pernambuco tentar se colocar como neutra frente à disputa para Presidente da República.</p>



<p>Neutralidade só pode ser entendida, na melhor das hipóteses, como ela não dando importância às candidaturas que estão se confrontando no plano federal. Afirma que faz isso por se preocupar com Pernambuco. Porém, Pernambuco faz parte do Brasil. E Lula fez um governo aprovado por mais 80% dos brasileiros, tirou o país do mapa da fome e sempre se baseou nos preceitos democráticos do fortalecimento das instituições, o que gerou condições para que ele construísse a amplíssima Frente Democrática que o apoia. Enquanto Bolsonaro está jogando o país na miséria, crivando de ódio, facilitando a liberação de armas e ameaçando as institucionalidades democráticas com a implantação de uma ditadura que, a meu ver, é de cunhoMobilização popular fascista e fundamentalista. Se isso não tem nenhuma importância, a ponto de uma candidata ao governo de uma importante unidade federativa como Pernambuco, se colocar como neutra diante dessa disputa, o que mais terá importância neste país? Não é à toa que Raquel ganhou a adesão dos setores fundamentalistas religiosos que atuam na política pernambucana.</p>



<p>No domingo teve o debate entre os presidenciáveis. As pautas geradas pelas <em>fake news</em> difundidas pela campanha de Bolsonaro foram reiteradas por ele a cada fala. Lula trouxe pra TV em rede nacional as suas realizações de governo. Bolsonaro ficou parado como uma estátua, talvez para conseguir manter o controle, só caminhando um pouco no último bloco. Lula circulou pelo palco, sorriu, dirigiu-se à câmera, e desconcertou o adversário que ficou sem palavras em pelo menos uma ocasião. No final, Bolsonaro ganhou mais tempo de fala sozinho e jogou pra consolidar seu eleitorado. Lula ganhou direito de resposta e fechou falando com o público em geral.</p>



<p>Nas redes sociais e nas pesquisas qualitativas feitas com quem não votou em nenhum dos dois no primeiro turno, Lula saiu vitorioso. Isso é realmente o que interessa neste tipo de debate cuja metodologia impede uma verdadeira discussão programática dos caminhos para enfrentar os graves problemas do país. Falar com eleitores de outras candidaturas a presidente derrotadas no primeiro turno, com quem se absteve e com quem votou nulo ou branco é a grande tarefa destes últimos dias de campanha.</p>



<p>Apesar destes três elementos centrais na campanha eleitoral, esta semana eu gostaria de falar sobre um outro para encerrar alegrando os corações democratas. A passagem de Lula pelo Nordeste, nas várias capitais, e as multidões que foram mobilizadas, é a melhor resposta para a injúria bolsonarista contra o povo nordestino. Não podemos simplesmente não ter empolgação com mar vermelho nas ruas do nordeste e a festa da democracia que ele gerou. Mas, certamente, isso não é tudo. Faltam vários dias para as eleições e elas só são decididas nas urnas.</p>



<p>Neste fim de semana ocorreram diferentes momentos da campanha eleitoral, além da imensa manifestação no centro do Recife que culminou na praça do Carmo. Foram panfletagens de porta em porta em bairros populares, nos mercados públicos e na porta de estádio, carreatas em bairros populares, manifestações artísticas em bares e praças, reuniões pequenas, banquinhas com café e conversa, confecção de bandeiras, camisetas e panos de prato, e muitas outras. Em todas elas salta aos olhos o apoio das pessoas de classes populares, com grande destaque para as mulheres que acolhem de muito bom grado o material da campanha e reafirmam a sua decisão de votar em Lula.</p>



<p>Apesar dos problemas de carência de material e até uma certa descoordenação da campanha, na Região Metropolitana do Recife pipocam atividades organizadas por grupos de amigos, movimentos populares, entidades nos bairros, jovens e mulheres. Estes grupos se organizam, produzem material e vão às ruas conquistar votos. O descontrole da campanha de Lula é a sua força. Essa eleição será ganha pela capacidade de organização popular.</p>



<p>*<strong>Carmen Silva é socióloga, constrói o SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia, é militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político.</strong></p>



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		<title>No voto a voto poderemos ter a maior bancada negra em e por Pernambuco</title>
		<link>https://marcozero.org/no-voto-a-voto-poderemos-ter-a-maior-bancada-negra-em-e-por-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2022 18:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[bancada Alepe]]></category>
		<category><![CDATA[bancada negra]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Myrella Santana Nesses últimos quinze dias antes da eleição, uma das coisas que mais ouvi nas redes sociais foi: seu voto tem que ser útil. Eu sou parte do grupo que defende que não há espaço para terceira via na majoritária nacional. Não podemos arriscar ir para o segundo turno e Ciro Gomes (PDT), [&#8230;]</p>
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<p><strong>Por Myrella Santana</strong></p>



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<p>Nesses últimos quinze dias antes da eleição, uma das coisas que mais ouvi nas redes sociais foi: seu voto tem que ser útil. Eu sou parte do grupo que defende que não há espaço para terceira via na majoritária nacional. Não podemos arriscar ir para o segundo turno e Ciro Gomes (PDT), ao insistir na sua candidatura, só reafirma o seu não compromisso com um processo político que impacta diretamente na vida das mulheres, da população negra, indígena, LGBTQIA+ e da favela. No mínimo, isso mostra que ele não viveu o Brasil real nos últimos 4 anos, em que mais de 1,5 milhão de pessoas morreram de covid, de bala ou de fome.</p>



<p>Eleger Lula no primeiro turno tem que ser prioridade, isso é um compromisso que temos que ter com todas as vidas perdidas por negligência do governo Bolsonaro e se quisermos derrotar o fascismo e o autoritarismo. Entretanto, me preocupa quando eu vejo esse discurso de voto útil ser trazido para Pernambuco, principalmente, para as chapas proporcionais. Esse tem sido um argumento recorrente para justificar o voto em pessoas que flertam com a direita fundamentalista, que apoiaram o golpe de 2016, racistas e que não têm compromisso nenhum com a garantia de direitos.</p>



<p>Um dos estados mais negros do Brasil, nunca teve uma mulher negra governadora e que tem uma das casas legislativas mais brancas do país: esse é Pernambuco. No meu último texto, há quinze dias, eu falei sobre <a href="https://marcozero.org/estetica-da-periferia-so-se-vier-acompanhada-pe-nosso-nome/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estética política</a>. É importante que a gente entenda que, antes de qualquer coisa, esse também é um processo cognitivo e psicológico que coloca no imaginário subconsciente das pessoas que só pode ganhar quem é, ou, no mínimo se parece, com um homem velho, branco, hétero e cis. E essa é a fotografia que se repete nas urnas, no site do TSE ao anunciar os eleitos e no dia da posse.</p>



<p>Desde o meu primeiro texto defendo o voto em mulheres negras abertamente. O antirracismo ele tem que ser uma prática cotidiana para além dos discursos bonitos, é sabido. Por isso, também tenho me dedicado diariamente a fazer campanha para mulheres negras, e quando chego na minha periferia para apresentar as candidaturas que escolhi, a primeira coisa que escuto é: ela tem chance de ganhar? Eu não vou tá perdendo meu voto não? E já discutimos bastante anteriormente, essas candidaturas enfrentam muito mais dificuldades.</p>



<p>Nunca foi e nunca será por competência ou qualquer coisa do tipo, mas por serem candidaturas que menos recebem recursos dos partidos, ou simplesmente não recebem. É uma realidade muito mais objetiva do que imaginamos. E por isso afirmo: não adianta ser um dos partidos que mais tem mulheres negras candidatas se essas candidaturas são as que menos recebem recursos. Apesar disso, ousamos cada vez mais.</p>



<p>Em 2018, tivemos Dani Portela candidata ao Governo do Estado com uma votação expressiva, junto à eleição das Juntas na Alepe. Em 2020, tivemos Dani Portela como a vereadora mais votada da cidade do Recife, Vinicius Castello eleito em Olinda e Flávia Hellen em Paulista. Meus colegas de curso consideram isso um fenômeno a parte e que não tem relevância prática para ser estudado. Eu afirmo que isso não é mais sonho, é uma realidade que será cada vez mais recorrente e que deixará de ser exceção, para ser regra.</p>



<p>A esquerda brasileira, de forma pragmática, é branca e racista. Pragmática porque estamos falando de quem tá nas presidências nacionais e estaduais decidindo quanto cada um vai ganhar, que tem visibilidade, é lido, escutado e referenciado. Que é a mesma esquerda que tá defendendo o voto em pessoas brancas porque, com exceção da majoritária, não tem segundo turno. Que repete e afirma cotidianamente quem tem mais ou menos chances de ganhar, e são exatamente as pessoas responsáveis por dar essas condições. Voto útil não é apenas sobre quem ganha ou quem perde, mas sobre mudar a vida das pessoas.</p>



<p>Pernambuco tá cada vez mais tendo a possibilidade de tornar realidade o sonho de ter uma governadora negra. De ter mulheres negras representando o estado no Congresso Nacional e uma Assembleia Legislativa com mais da metade das cadeiras composta por pessoas negras. Queremos bancadas do movimento negro em todas as casas legislativas deste país. O que alguns defendem ser um sonho distante, para mim, é tudo pra ontem, se ousarmos e formos antirracistas na prática. Dani Portela, as Juntas Codeputadas, Vinicius Castello e Flávia Hellen são a prova de que é possível sonhar com um projeto político radical para Pernambuco.</p>



<p>Não podemos mais achar que é estratégia política não falar sobre a descriminalização do aborto, quando todo dia mulheres negras morrem por conta do aborto clandestino, e tão pouco votar em candidaturas que não entende que isso é uma questão de saúde pública e não da igreja. Não podemos votar em candidaturas que não falam sobre descriminalização das drogas, quando a juventude negra está morrendo e sendo encarcerada por conta da guerra às drogas que sempre teve como alvo as periferias, ou que não fale abertamente que o Pacto pela Vida é um programa falido e racista. Não podemos votar em candidaturas que não falam em combate a LGBTQIA+fobia quando Pernambuco é um dos estados mais violentos pra pessoas trans e travestis viverem.</p>



<p>Não podemos mais aceitar que candidaturas se constranjam em falar de coisas que todo dia matam por ser desconfortável pra igreja. Por muito tempo estivemos alimentando o discurso que a alternativa era votar no menos pior, mas em 2022, se quisermos realmente fazer do nosso voto útil, temos que votar no melhor, dentre as opções apresentadas.</p>



<p>Estamos na última semana de campanha, nos últimos dias, e a maioria expressiva da população só decide em quem votar nas 48 horas que antecedem as eleições e por indicação de alguém que confia. Precisamos revisitar nossos contatos de WhatsApp, nosso círculo de amigos, família, vizinhos e pedir o voto dessas pessoas. É exatamente no miudinho, no voto a voto, no um a um, que poderemos ter a maior bancada negra em e por Pernambuco. Pra isso, não vote (em) branco, vote em mulheres negras!</p>



<p>*<strong>Myrella Santana é graduanda em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco. Integra a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e a Articulação Negra de Pernambuco. É Diretora Operacional e pesquisadora na Rede Internacional de Jovens LBTQIA+.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Uma questão importante!</strong></p><p><em>Colocar em prática um projeto jornalístico ousado como esse da cobertura das Eleições 2022 é caro. Precisamos do apoio das nossas leitoras e leitores para realizar tudo que planejamos com um mínimo de tranquilidade. Doe para a Marco Zero. É muito fácil. Você pode acessar nossa</em><a href="https://marcozero.org/assine/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página de doação</a><em>ou, se preferir, usar nosso</em><strong>PIX (CNPJ: 28.660.021/0001-52)</strong><em>.</em></p><p><strong>Nessa eleição, apoie o jornalismo que está do seu lado.</strong></p></blockquote>
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		<title>Em Pernambuco, maioria das candidaturas ao governo ignora LGBTI+ nos seus planos</title>
		<link>https://marcozero.org/em-pernambuco-maioria-das-candidaturas-ao-governo-ignora-lgbti-nos-seus-planos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 14:57:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[lgbtfobia]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTI+]]></category>
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		<category><![CDATA[políticas de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[travestis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Raíssa Ebrahim (Marco Zero) e Camilla Figueiredo (Agência Diadorim) Em Pernambuco, um dos estados brasileiros com maior índice de violência contra LGBTI+, sete dos 11 candidatos ao governo não citam propostas para essa população nos seus programas. É isso que aponta uma análise feita pela Agência Diadorim e a Marco Zero Conteúdo, com base [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Raíssa Ebrahim (Marco Zero) e Camilla Figueiredo</strong> (<strong><a href="https://www.adiadorim.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Diadorim</a></strong>)</p>



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<p>Em Pernambuco, um dos estados brasileiros com maior índice de violência contra LGBTI+, sete dos 11 candidatos ao governo não citam propostas para essa população nos seus programas. É isso que aponta uma análise feita pela Agência Diadorim e a Marco Zero Conteúdo, com base nos documentos protocolados por cada candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p>



<p>A pesquisa Ipec divulgada na última quarta-feira (21) para o governo estadual mostra que a candidata Marília Arraes (SD) segue na liderança, com 33% das intenções de voto, cinco pontos percentuais a menos do que no levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 6. Na segunda colocação, Danilo Cabral (PSB), Raquel Lyra (PSDB), Miguel Coelho (União Brasil) e Anderson Ferreira (PL) estão numericamente empatados, todos com 11%. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.</p>



<p>Na liderança da corrida eleitoral, Marília Arraes não cita uma só vez a sigla LGBTI+ em seu plano de governo. Ela deixou de fora esse grupo até mesmo no trecho em que afirma “combater as desigualdades, especialmente aquelas estruturadas pelo racismo, o machismo e a discriminação de classe.&#8221; &#8220;Nosso estado será de todas as cores, de todas as pessoas! Igualdade de gênero, raça, direito à diversidade de pensamento e crença, serão tratados como garantias constitucionais, conquistas do estado brasileiro”, diz o texto da candidata.</p>



<p>Danilo Cabral, por sua vez, apoiado pelo atual governador do estado, Paulo Câmara, incluiu em um eixo dedicado à “proteção e emancipação social, garantia de direitos e políticas específicas” um tópico em “defesa dos direitos, atenção específica e condições para inclusão socioeconômica da população LGBTQIA+&#8221;. A proposta, porém, é genérica e não explica quais serão as ações efetivas.</p>



<p>Já Raquel Lyra, ex-prefeita de Caruaru, no Agreste pernambucano, reconhece em seu programa de campanha que pessoas vítimas de preconceito “simplesmente por serem quem são” sofrem com “a exclusão social e o ultraje da violência”, mas não propõe qualquer projeto de reverter essa realidade.</p>



<p>Os candidatos Anderson Ferreira, correligionário do presidente Jair Bolsonaro, e Miguel Coelho, excluíram completamente LGBTI+ das suas propostas de gestão encaminhadas ao TSE.</p>



<p>Dos 11 postulantes ao cargo de chefe do Executivo de Pernambuco, seis não passaram de 1% na pesquisa do Ipec. Desses candidatos, três têm propostas diretas para a população LGBTI+ do estado: Claudia Ribeiro (PSTU), João Arnaldo (PSOL) e Jones Manoel (PCB), principalmente nas áreas de educação, saúde e segurança. Embora reconheça a necessidade de enfrentar “divisões” e “preonceito”, o pastor Wellington (PTB) não cita qualquer plano para isso. Jadilson Bombeiro (PMB) e Ubiracy Olímpio (PCO) ignoraram completamente a pauta.</p>



<p>Entre todas as candidaduras ao governo de Pernambuco, a campanha de Jones Manoel é a que mais tem propostas para lésbicas, gays, bissexuais, trans, travestis e intersexo: são quase oito páginas de programa dedicadas a essa população, no tópico intitulado “Programa LGBTQ+”.</p>



<p>Dentre as 19 propostas do representante do Partido Comunista Brasileiro, estão criar casa de atenção integral a travestis e pessoas trans, com espaços formativos para empregabilidade, seguindo modelo da carta-proposta da RATTs, com assistência financeira por tempo de atividade dentro da casa; aprovar lei de cota de trabalho trans e travesti no setor público; promover campanhas de conscientização e educação sexual; ampliar programas de saúde no SUS; criar conselho popular LGBTI+ dentro da Secretaria de Saúde, composto pela própria população, além de questões de acolhimento, atenção psicossocial, formação, geração de estatísticas, entre outras.</p>



<div class="flourish-embed flourish-cards" data-src="visualisation/11254347"><script src="https://public.flourish.studio/resources/embed.js"></script></div>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Precisamos de pertencimento”</strong></h2>



<p>“Estamos fartas de inclusão, precisamos de pertencimento”. A afirmação é de Caia Maria, conselheira estadual dos direitos da população LGBT em Pernambuco. “A grande diferença entre as duas coisas é que, no pertencimento, nós não somos apenas ouvidas. Nós queremos estabelecer um diálogo político, com resultado concreto das nossas falas, com respostas”, explica ela, que é articuladora política e vice-coordenadora da Nova Associação de Travestis e Pessoas Trans de Pernambuco (Natrape) e também faz parte da Rede Autônoma de Travestis e pessoas Trans de Pernambuco (RATTs-PE).</p>



<p>Caia concorda que a falta de aprofundamento das pautas LGBTI+ nos planos de governo tem a ver com o cenário político atual no Brasil, uma vez que candidatos e candidatas estão precisando conquistar votos de grupos mais conservadores. “Que concessões são necessárias fazer para o conservadorismo e para as igrejas evangélicas em nome de uma eleição?”, questiona.</p>



<p>E mais: será que o <a href="https://marcozero.org/candidaturas-trans/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recorde de candidaturas de pessoas trans</a> nestas eleições acontece por causa do reacionarismo bolsonarista ou apesar dele?, provoca Caia novamente. Ela comenta que a resistência a Bolsonaro também acontece através de outras formas de organização política e que é preciso introjetar que as pessoas trans possam trabalhar politicamente sem esse cenário. “Qual é realmente o cenário estimulante para essas candidaturas? É o cenário conservador? Eu acredito que não, acredito que o cenário estimulante deve ser um menos conservador, com uma esquerda progressista e realmente aliada, que faça um debate qualificado. O que está acontecendo agora não é exatamente uma proliferação de candidaturas trans, é uma aposta radical na ocupação da institucionalidade”, reflete.</p>



<p>Na avaliação de Caia, há algum tempo, a esquerda cisgênera e alguns espaços de discussão, inclusive de parte do movimento LGBTI, se veem, de certa forma, “imunes a todas as críticas ao conservadorismo”. E isso, diz ela, repercute em candidaturas de um modo geral. Ao mesmo tempo em que a agenda política LGBTI tem se tornado um coletivo de pautas incontornáveis e isso tem levado candidaturas e as próprias pessoas que constroem internamente as candidaturas e os partidos a olhar para essas vidas, isso tem acontecido de uma maneira ainda muito pouco sofisticada. “É uma inclusão que acontece muito de uma maneira meramente formal”, define.</p>



<p>Nesse ponto, Caia toca na preocupação com a revisão do vocabulário político, da gramática política e das referências utilizadas, uma vez que isso significa um comprometimento com a qualidade do debate. Nestas e nas últimas eleições, observou-se uma “salada” de siglas. Muitas campanhas inserem a maior quantidade possível de letras como se isso fosse sinônimo de inclusão. Mas muita gente talvez nem saiba o significado de todas as letras. E pior: nem sempre as candidaturas têm propostas para as pessoas representadas pelas letras que usam.</p>



<p>“Algumas identidades estão sendo instrumentalizadas em nome de uma inclusão falsa, porque essa inclusão não aparece nos programas políticos”, reforça Caia, lembrando que, inclusive, não identidades estão sendo tratadas como identidades, como é o caso queer, que baseia a letra “Q” na sigla LGBTQI+. Além disso, pouco ou nada se fala sobre as pautas da transmasculinidade dentro das casas legislativas e dos executivos, incluindo os debates sobre aborto e a ocupação dos espaços de poder e decisão.</p>



<p>Em relação à sigla do movimento, Caia, que usa LGBTI (sem o mais), demonstra uma preocupação com a desorganização política e também a falta de conferências nacionais, que pactuam essa questão e tantas outras e funcionam como referenciais. As últimas conferências aconteceram em 2016, quando ficou definido o uso da sigla LGBTI. Desde então, não houve mais eventos. O último não aconteceu por causa da pandemia de covid-19. “Um novo governo Lula deve ter como demanda prioritária da população LGBTI a realização de uma nova conferência”, diz. Sobre o “+”, ela comenta que não gostaria de ser referenciada dessa forma, portanto o não utiliza.</p>



<p>Para o representante da ONG Leões do Norte Welington Medeiros, as pautas LGBTI+, quando tratadas nos planos de governo, apareceram de forma “muito genérica, sem intimidade nem profundidade”. “As pessoas parece que não sabem o que está acontecendo e as assessorias, que não se inteiram, não conhecem”, comenta.</p>



<p>“Talvez isso seja também porque os cargos que as pessoas ocupam na Prefeitura do Recife e no Governo do Estado não são militantes, não têm inserção na militância. É uma pauta que não tem muita mudança. Isso também se deve ao fato de não haver verba”, complementa, citando o caso do Centro de Referência LGBT, hoje Centro Estadual de Combate à Homofobia (CECH).</p>



<p>Na avaliação de Welington, é preciso ir além da questão do preconceito. Pautar, por exemplo, a descentralização dos serviços e das políticas públicas de olho no interior do Estado, a renda e empregabilidade &#8211; o que inclui dialogar com empresários e comerciantes, sobretudo para colocar as pessoas trans e travestis no mercado. Além disso, ele cita a violência, o atendimento à saúde, a qualificação do debate na mídia e como os temas são tratados nas escolas. “Há muitas especificidades que precisam ser discutidas”, reforça.</p>



<p>“Quantas vezes o governo estadual recebeu a população LGBTI+?, questiona Welington. “A pauta do segmento não pode servir para negociação com a ala conservadora política do Estado, não podemos ser essa moeda”, crava.</p>



<p>Na semana passada, a ONG Leões do Norte cancelou o debate que faria com candidatos ao governo de Pernambuco, porque nenhum dos concorrentes convidados confirmou presença.</p>



<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/Cif5SmnJjri/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/Cif5SmnJjri/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank" rel="noopener"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; 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margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/Cif5SmnJjri/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação partilhada por Movimento LGBT Leões do Norte (@leoesdonortelgbt)</a></p></div></blockquote> <script async="" src="//www.instagram.com/embed.js"></script>



<p>Em 2021, Pernambuco teve 735 casos de violência contra LGBTI+, entre crimes de lesão corporal, homicídio e estupro, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram 131 registros a mais em comparação com 2020.</p>



<p>Em setembro do ano passado, a <strong>Diadorim</strong> e a <strong>Marco Zero</strong> revelaram que o estado <a href="https://adiadorim.org/especial/2021/09/com-politicas-publicas-esvaziadas-pernambuco-enfrenta-onda-de-ataques-transfobicos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vive um apagão nas políticas de combate à LGBTIfobia</a>. Com apoio metodológico da Plataforma Justa, a reportagem apurou que desde 2018 os orçamentos da gestão Paulo Câmara (PSB) destinados a essa população foram esvaziados ou contingenciados. Situação que, segundo especialistas, resultou em uma “onda de ataques transfóbicos”.</p>
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		<title>Estética da periferia só se vier acompanhada pelo nosso nome</title>
		<link>https://marcozero.org/estetica-da-periferia-so-se-vier-acompanhada-pe-nosso-nome/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2022 18:26:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[apropriação cultural]]></category>
		<category><![CDATA[bregafunk]]></category>
		<category><![CDATA[eleições Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[estética periférica]]></category>
		<category><![CDATA[Jeff Alan]]></category>
		<category><![CDATA[juventude periférica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Myrella Santana* Política sempre foi sobre estética. Se falamos de corpos que ocupam esses espaços, falamos de uma estética específica. Se falamos dos que ganham mais recursos dos partidos ou quando mencionamos a palavra “político”, e perguntamos: “qual a primeira imagem que vem na sua cabeça?” Estamos falando de um rosto específico. Um rosto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Myrella Santana</strong>*</p>



<p>Política sempre foi sobre estética. Se falamos de corpos que ocupam esses espaços, falamos de uma estética específica. Se falamos dos que ganham mais recursos dos partidos ou quando mencionamos a palavra “político”, e perguntamos: “qual a primeira imagem que vem na sua cabeça?” Estamos falando de um rosto específico. Um rosto que está predeterminado inclusive pelo TSE, quando coloca como única opção, por exemplo, DeputadO, no masculino, expondo os corpos que se espera nesses espaços.</p>



<p>Essa pergunta me leva a uma outra questão: qual relação estética e política têm? Desde o início do período eleitoral tenho observado várias campanhas, desde campanhas proporcionais às majoritárias. Uma coisa me intrigou em todas elas: os elementos utilizados e a forma como vão se modernizando. Por exemplo, quando olhamos para a região Nordeste, quase todos (acredito que até posso dizer todos) os candidatos à Presidência da República, não só nessa eleição, mas em todas as outras que a antecederam, têm uma foto com o chapéu de cangaceiro, símbolo histórico de luta da região. O que nunca considerei uma forma real de integração, pois quando olhamos os ministérios, comissionados e pessoas que vão estar construindo esses mandatos, são majoritariamente da região Sul e Sudeste do país.</p>



<p>Me incomoda absurdamente esse hábito colonial de colocar tudo o que vem da região Nordeste de forma folclórica. Apesar do chapéu ter se tornado um símbolo estético da região, o Nordeste não se resume a isso, tão pouco a cactos e a seca. Aqui em Pernambuco, os elementos que vêm sendo absurdamente apropriados, de forma violenta e grosseira, são os do bregafunk, que é a estética da periferia. Esses elementos são utilizados para, antes de qualquer coisa, uma tentativa de aproximação. Falar de representatividade é falar também sobre se enxergar no outro. Eu sou uma mulher negra bissexual, de 21 anos, moradora da periferia do Recife. Quando olho para a Câmara Municipal do Recife, para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, Câmara Federal, Senado ou os respectivos Executivos, quase não vejo pessoas parecidas comigo e as poucas que vejo, conto em uma única mão.</p>



<p>A coisa mais absurda e engraçada que eu vi nessa última semana foi o candidato a deputado federal Pedro Campos dançando passinho com um óculos <em>juliet</em> nas redes sociais. É engraçado porque, pra mim, isso é uma piada. É absurdo porque, uma pessoa branca, classe média alta, que nunca pisou em uma periferia, e não tem noção do que é estar em uma batalha de passinho e levar tapa na cara e spray de pimenta da Polícia Militar de Pernambuco, dançando passinho como uma forma de se promover politicamente, é no mínimo, violento.</p>



<p>Desde a campanha para prefeito, seu irmão João Campos, utiliza esses elementos. Até porque, o mesmo se dizia o “candidato da juventude”. Agora pasmem: corpos parecidos com o meu são maioria nesse país. Mas, em todos os espaços de poder, no setor público ou privado, os corpos que estão lá, são majoritariamente parecidos com os de Pedro e João Campos. A juventude brasileira é majoritariamente negra e de periferia. O rosto do Brasil é esse, e desde criança, ouvimos que a juventude é o futuro, mas pergunto a vocês, do futuro de que juventude estamos falando? Do menino Miguel que teve sua infância interrompida por uma assassina que o abandonou em um elevador sozinho? De Ágatha e João Pedro assassinados pela polícia?</p>



<p>Quando falo que isso é violento e trago os nomes de Miguel, Ágatha e João Pedro, eu tô falando de três crianças de periferia, um deles, daqui do Recife. Eles foram o futuro que não teve direito a um futuro. É da estética dessa juventude que eu falo. Que contou nos dedos os seus iguais que chegaram ao Congresso Nacional. Trago o exemplo da família Campos, porque o atual prefeito, que é do mesmo partido do governador do estado, PSB, nunca fez nada para acabar com as abordagens policiais e batidas violentas que acontecem semanalmente dentro da favela e matam a juventude negra diariamente. Há menos de um mês, meu irmão, jovem negro de 14 anos, sofreu uma abordagem policial super violenta quase na frente da minha casa. Meu irmão e os amigos dele adoram passinho, escutam e dançam. Mesmo super jovens, eles veem a abordagem como algo cotidiano. É essa juventude que Pedro Campos e João Campos representam? Ou apenas instrumentalizam a estética periférica para angariar votos na eleição?</p>



<p>Como já falei, utilizo os irmãos Campos como exemplo, mas essa é uma realidade das eleições 2022 em Pernambuco. Primeiro marginalizam o que vem da favela e do povo negro, depois instrumentalizam. Mudar a fotografia do poder pernambucano, não é pegar um homem branco classe média alta, colocar uma <em>juliet</em>, ensinar o passinho e gravar um vídeo dançando. É sobre colocar no Governo do Estado de Pernambuco alguém que é da periferia, que entende que o passinho não é só uma expressão musical, mas também uma tecnologia de resistência e sobrevivência política. A estética favelada sempre estará nas campanhas, mas nunca nos mandatos.</p>



<p>Não consigo falar sobre estética periférica sem falar do artista Jeff Alan, morador da comunidade do Barro, que fica ao lado da minha. Olhar suas obras expostas no Museu do Estado de Pernambuco, Engenho Massangana e na Casa Estação da Luz, é revolucionário. Fui estudante de escola pública a minha vida inteira e ver a obra de uma criança negra com a camisa da Prefeitura do Recife em um Museu… é emocionante. É Miguel, Ágatha e João Pedro que não puderam se ver nos Museus e não vão poder se ver no cenário político. Mas também são todas as crianças que se olham e se enxergam ali. Eu quero olhar pro Congresso Nacional e me emocionar vendo essa fotografia lá. A fotografia do Brasil real, da periferia. Colocar pessoas pretas e faveladas na política institucional é necessário, não apenas por querer mudar a estética de quem tem o poder, mas para dar poder pra quem sabe fazer política e já faz diariamente. Quem melhor do que uma mãe que sustenta seus filhos sozinha com um salário mínimo pra falar de economia? As campanhas têm que ter a nossa estética, mas somente se forem acompanhadas pelo nosso nome.</p>



<p>*<strong>Myrella Santana é graduanda em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco. Integra a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e a Articulação Negra de Pernambuco. É Diretora Operacional e pesquisadora na Rede Internacional de Jovens LBTQIA+.</strong></p>



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