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	<title>Arquivos MTST - Marco Zero Conteúdo</title>
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	<description>Jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Jun 2025 22:30:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos MTST - Marco Zero Conteúdo</title>
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		<title>MTST promove Mostra de Cinema Sem-Teto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 21:34:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[cinema sem-teto]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) promove neste sinal de semana a primeira mostra de Cinema Sem-Teto, com exibições abertas em espaços públicos e comunidades onde o movimento atua. A programação prevê cinco sessões na Ocupação 8 de Março, em Setúbal, na sede do Cariri Olindense, no Pátio de São Pedro e nos Cinema São [&#8230;]</p>
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<p>O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) promove neste sinal de semana a primeira mostra de Cinema Sem-Teto, com exibições abertas em espaços públicos e comunidades onde o movimento atua. A programação prevê cinco sessões na Ocupação 8 de Março, em Setúbal, na sede do Cariri Olindense, no Pátio de São Pedro e nos Cinema São Luiz e da Fundação Joaquim Nabuco, em Casa Forte.</p>



<p>Para viabilizar a Mostra, o MTST vai usar equipamentos para realizar exibições itinerantes em praças, ocupações, hortas urbanas e cozinhas solidárias, ou seja, locais onde as estruturas de cultura são escassas ou mesmo inexistentes. Os telões, projetores e caixas de som foram adquiridos por meio de uma campanha de financiamento coletivo que se encerra neste sábado, 28 de junho.</p>



<p>De acordo com Ingá Maria, curadora e articuladora do Cinema Sem-Teto, “a mostra promoverá o deslocamento de uma estrutura profissional de exibição de cinema em direção aos territórios periféricos, ruas, praças e ocupações da cidade do Recife. Ao mesmo tempo, partimos da constatação do esvaziamento das salas de cinema para propor também o caminho inverso. A ida das famílias moradoras das ocupações até as salas de cinema tradicionais. O cinema independente brasileiro é composto por uma riqueza estética e política que pode ser fortalecida no contato com os contextos de luta por moradia.”</p>





    <div class="lista mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #EBEB01;">
        <span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Programação</span>

                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>1. </span>Estamos todos aqui (de Chica Andrade e Rafael Mellim), 2017</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>2. </span>Brega Protesto &#8211; Caranguejo Tabaiares Resiste (Coque Vídeo), 2019</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>3. </span>Rua Dinorá (de Samuel Brasileiro e Natália Mais), 2021</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>4. </span>Salu e o Cavalo Marinho com Recurso de Acessibilidade (de Cecília da Fonte), 2013</p>
            </div>
                    <div class="lista__item">
                <p class="m-0"><span>5. </span>Sem Riscos (Lene Souza, Otto Henrique dos Santos e Rafael Bruno Favacho)</p>
            </div>
            </div>
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		<title>Iniciativa de combate ao analfabetismo abre inscrições em Pernambuco e outros oito estados</title>
		<link>https://marcozero.org/iniciativa-de-combate-ao-analfabetismo-abre-inscricoes-em-pernambuco-e-outros-oito-estados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 20:14:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[alfabetização]]></category>
		<category><![CDATA[analfabetismo]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil ainda enfrenta uma dura realidade quando o assunto é analfabetismo. Segundo dados do IBGE de 2023, mais de 9,3 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não sabem ler ou escrever. A situação é ainda mais grave no Nordeste, onde a taxa de analfabetismo é de 14%, mais que o dobro da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Brasil ainda enfrenta uma dura realidade quando o assunto é analfabetismo. Segundo dados do IBGE de 2023, mais de 9,3 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não sabem ler ou escrever. A situação é ainda mais grave no Nordeste, onde a taxa de analfabetismo é de 14%, mais que o dobro da média nacional. Para enfrentar esse desafio, o projeto Mãos Solidárias, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), lança a Jornada de Alfabetização de Jovens e Adultos nas Periferias, que tem como meta alfabetizar 18 mil pessoas em 2025.</p>



<p>A iniciativa faz parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos e será realizada no Nordeste, além de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. As turmas serão organizadas em comunidades periféricas, tanto urbanas quanto rurais, onde o Mãos Solidárias já atua promovendo educação e organização popular.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como participar</h2>



<p>A jornada é voltada para jovens e adultos a partir de 15 anos que não saibam ler ou escrever ou tenham dificuldades na leitura e na escrita. As aulas terão duração de cinco meses e utilizarão o método pedagógico &#8220;Sim, Eu Posso&#8221;, desenvolvido pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho (Iplac) e aplicado no Brasil desde 2006 pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST).</p>



<p>As inscrições já estão abertas e podem ser feitas diretamente com os organizadores em cada região. Em Pernambuco, haverá turmas no Recife, Região Metropolitana, Caruaru e Petrolina. Interessados podem entrar em contato pelo telefone (81) 98212-4730<em> </em>e falar com a responsável Lenice Moura.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/04/Foto-1-Credito-Rebeca-Martins-300x225.jpg">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2025/04/Foto-1-Credito-Rebeca-Martins-1024x768.jpg" alt="A imagem mostra um evento em um salão repleto de pessoas. Os participantes estão sentados em cadeiras, assistindo a uma mesa de palestrantes localizada na frente do salão. Essa mesa está coberta por uma toalha vermelha, e cinco pessoas estão sentadas atrás dela. Uma delas está em pé, falando ao microfone. No fundo, há um grande banner vermelho com a frase “Jornada de Alfabetização de Jovens e Adultos nas Periferias”. A decoração do salão inclui tecidos amarelos pendurados no teto e uma parede com desenhos coloridos de casas." class="w-100" loading="lazy" >
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	                                        <p class="m-0">Objetivo da Jornada é alfabetizar 18 mil adultos em 2025
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Rebeca Martins/Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h3 class="wp-block-heading">Impacto social</h3>



<p>A alfabetização vai muito além de aprender a ler e escrever. Trata-se de um direito fundamental que garante o acesso à cidadania e amplia oportunidades de vida. Como destacou o filósofo pernambucano Paulo Freire, &#8220;a leitura do mundo precede a leitura da palavra&#8221;. A iniciativa também visa reduzir as desigualdades raciais e regionais, já que a maior parte da população analfabeta no Brasil é negra e reside em áreas rurais do Nordeste.</p>



<p>A professora Orquídea Guimarães, do Centro de Educação da UFPE, ressalta a importância do projeto: &#8220;Superar o analfabetismo é parte de um projeto de sociedade mais justa. Essa jornada é fundamental para garantir direitos e promover a inclusão social de milhares de brasileiros&#8221;.</p>



<p>Com uma equipe composta por 1.300 profissionais, incluindo 1.250 alfabetizadores, o projeto conta com formação especializada, acompanhamento pedagógico e avaliação dos resultados ao fim do programa. A expectativa é que a iniciativa fortaleça a autonomia dos participantes e contribua para uma educação mais inclusiva no Brasil.</p>



<p>Para mais informações sobre o projeto e inscrições, acompanhe as redes sociais do <a href="https://www.instagram.com/maossolidarias.pe/">Mãos Solidárias</a> e da <a href="https://www.instagram.com/ufpe.oficial/">UFPE</a>.</p>


	<div class="informacao mx-md-5 px-5 py-4 my-5" style="--cat-color: #7BDDDD;">
		<span class="titulo text-uppercase mb-3 d-block">Lista de contatos para a inscrição no curso de alfabetização nos demais estados: </span>

		<p><strong>PARAÍBA</strong> (turmas em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux)<br />
Tessy Pavan &#8211; (83) 99833-5099</p>
<p><strong>RIO GRANDE DO NORTE</strong> (turmas em Natal, São Gonçalo do Amarante,<br />
Parnamirim e Mossoró)<br />
Erica Rodrigues &#8211; (84) 9 9933-0192</p>
<p><strong>ALAGOAS</strong> (turmas em todas as regiões de Maceió)<br />
Brian Falcão &#8211; (82) 99638-1626</p>
<p><strong>CEARÁ</strong> (turmas em todas as regiões de Fortaleza)<br />
Luz Helena &#8211; (88) 98148-0423</p>
<p><strong>MARANHÃO</strong> (turmas em todas as regiões de São Luiz)<br />
Rakell Rays &#8211; (98) 98480-0038</p>
<p><strong>SERGIPE</strong> (turmas em todas as regiões de Aracaju)<br />
João Cardoso Capelão &#8211; (79) 99956-3797</p>
<p><strong>MINAS GERAIS</strong> (turmas em Belo Horizonte, Região Metropolitana e<br />
Jequitinhonha)<br />
Larissa Rabelo &#8211; (31) 9 8021- 5934</p>
<p><strong>SÃO PAULO</strong> (turmas na São Paulo capital e Região Metropolitana)<br />
Maria Angélica &#8211; (21) 98170-8204</p>
	</div>
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		<title>Homens encapuzados destroem horta comunitária apoiada pela Prefeitura do Recife no Jiquiá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2024 18:35:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[horta comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[Jiquiá]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na madrugada desta sexta-feira, dia 5 de julho, um grupo de homens armados e encapuzados destruíram as cercas e quebraram telhas do espaço de uma horta comunitária que conta com apoio oficial da secretaria de Políticas Urbanas da Prefeitura do Recife. O ataque aconteceu na comunidade Aliança com Cristo, no bairro do Jiquiá, zona oeste [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na madrugada desta sexta-feira, dia 5 de julho, um grupo de homens armados e encapuzados destruíram as cercas e quebraram telhas do espaço de uma horta comunitária que conta com apoio oficial da secretaria de Políticas Urbanas da Prefeitura do Recife. O ataque aconteceu na comunidade Aliança com Cristo, no bairro do Jiquiá, zona oeste da capital pernambucana, onde as mulheres estão sendo capacitadas pela organização não governamental <a href="https://centrosabia.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro Sabiá </a>para se tornarem agricultoras urbanas.</p>



<p>Não é a primeira vez que a horta da rua Passo da Santa Cruz foi atacada. Em 2021, durante a pandemia, na primeira tentativa de se plantar verduras, legumes e frutas, dois policiais civis apareceram no local acompanhados de um homem que se dizia funcionário de um cartório. Eles intimidaram as donas de casa que pretendiam produzir alimentos no terreno baldio dizendo que a área tinha dono e que as elas teriam de sair dali.</p>



<p>Desta vez, a pressão começou há algumas semanas, quando os representantes do suposto proprietário do terreno, Delmiro Rodrigo Andrade da Cruz Gouveia, que é <a href="https://www.portodorecife.pe.gov.br/noticia-int.php?id=1683204214" target="_blank" rel="noreferrer noopener">presidente do Porto do Recife</a>, nomeado pela governadora Raquel Lyra, procuraram os gestores da prefeitura e apresentaram uma escritura e comprovantes de pagamento de IPTU que, em tese, comprovariam que a área teria sido arrematada em leilão por R$ 150 mil.</p>



<p>Os documentos surpreenderam a equipe da secretaria executiva de Agricultura Urbana. Durante vários meses, os técnicos da prefeitura fizeram um levantamento da situação fundiária do terreno e constataram que não havia de registro de propriedade no 7º Cartório de Imóveis, não havia cadastro no sistema do IPTU e também não foram encontrados registros do imóvel no Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Então, a secretaria decidiu apoiar a horta comunitária por entender que se tratava de área pública.</p>



<p>Desde então, o Centro Sabiá passou a ministrar cursos para as mulheres, enquanto outra respeitada organização, o <a href="https://serta.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta)</a>, pretendia trazer seus alunos de agroecologia para ajudar a preparar o terreno e iniciar as plantações. “Garantimos R$ 50 mil para comprar equipamentos ao ganhar um edital do <a href="https://casa.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundo Casa Ambiental</a>”, explicou a íder comunitária Elisângela de Jesus.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
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                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/Jiquia-1.jpg" alt="Grupo de 20 pessoas, a maioria delas mulheres vestindo camisetas verdes, posando para fotografia ao ar livre em um ambiente rural, com vegetaão densa ao fundo." class="w-100" loading="lazy" >
            </picture>

	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Mulheres da comunidade estão fazendo cursos de agroecologia
</p>
	                
                                            <span> Crédito: Divulgação</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<h2 class="wp-block-heading">Ataque anunciado</h2>



<p>Até terça-feira, as tratativas estavam acontecendo entre a gestão municipal e o suposto proprietário, mas tudo mudou quando um homem chamado Carlos e é pago para “vigiar” o terreno procurou Elisângela. “Ele bateu aqui na minha casa e avisou que a turma do dono do terreno iria vir na sexta-feira para tirar tudo de lá”, conta a moradora, que é mais conhecida como Janja e é ligada ao Movimentos Trabalhadores Sem Teto (MTST).</p>



<p>Janja havia mobilizado as mulheres da Aliança com Cristo para resistir à investida. Mas, horas antes, a quadrilha de encapuzados apareceu. “Vieram me acordar aqui em casa para avisar, eu corri pra lá com o celular já filmando, mas quando cheguei perto, um deles atirou e vieram pra cima de mim. Uma vizinha abriu a porta da casa e me botou pra dentro. Eles ficaram chutando o portão, me xingando e dizendo que iam apagar a filmagem”.</p>



<p>Janja conta que ficou na casa da vizinha até amanhecer, quando pediu ajuda à prefeitura e às organizações que compõem a Articulação de Agricultura Urbana, entre elas as ONGs Fase, as mulheres da horta Dandara, de Olinda, o Movimento Negro Unificado (MNU) e a ex-deputada estadual Jô Cavalcanti, coordenadora do MTST.</p>



<p>À Marco Zero, o “vigia” Carlos garantiu que não tem nada a ver com o ataque. “Até passei mal quando vi as cercas no chão”, disse. O presidente do Porto do Recife, Delmiro Gouveia informou por meio de sua assessoria que estava “surpreso com a notícia”. Ele rambém disse que “não tem conhecimento de nada e muito menos concorda com qualquer tipo de violência. Ele também desconhece quem teria interesse em destruir a horta”.</p>



<p>A secretária-executiva de Agricultura Urbana, Adriana Barata Figueira, não deu respondeu às tentativas da Marco Zero de fazer contato para que explicasse como a gestão municipal irá atuar.</p>



<p>O advogado do Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec), Luiz Emmanuel, foi à rua  Passo da Santa Cruz, na manhã de ontem, e se comprometeu a pesquisar todos os processos judiciários nos quais o terreno é mencionado para identificar qual a real condição fundiária do imóvel. &#8220;Uma coisa chama a atenção: se a SPU informou à prefeitura que não tem qualquer registro do terreno, porque a escritura apresentada pelo homem que alega ser o dono informa o pagamento de um laudêmio à própria SPU?&#8221;.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 ">
            <picture>
                <source media="(max-width: 799px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/Jiquia-3-cerca.jpg">
                <source media="(min-width: 800px)" srcset="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/Jiquia-3-cerca.jpg">
                <img decoding="async" src="https://marcozero.org/wp-content/uploads/2024/07/Jiquia-3-cerca.jpg" alt="A foto retrata uma cena ao ar livre de uma área inundada com água barrenta cobrindo o chão. Vários prédios estão dos dois lados da enchente, construídos com tijolos e outros materiais, indicando uma área residencial ou comercial. Uma tábua de madeira está colocada sobre o terreno enlameado, possivelmente servindo como uma passarela improvisada. No primeiro plano, uma cerca de metal com arame farpado está jogada no chão. Vegetação, incluindo capim alto e bananeiras, é visível no primeiro plano e no fundo, sugerindo que esta área pode ser propensa a inundações ou estar próxima de uma fonte de água. O céu está nublado, o que poderia implicar chuvas recentes ou iminentes." class="w-100" loading="lazy" >
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Cercas e equipamentos foram comprados com recursos do Fundo Casa
</p>
	                
                                            <span>Crédito: Arnaldo Sete/Marco Zero</span>
                                    </figcaption>
                    </figure>

	<p>O post <a href="https://marcozero.org/homens-encapuzados-destroem-horta-comunitaria-apoiada-pela-prefeitura-do-recife-no-jiquia/">Homens encapuzados destroem horta comunitária apoiada pela Prefeitura do Recife no Jiquiá</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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		<item>
		<title>MTST ocupa terreno da antena da Rádio Paulo Freire, que está fora do ar há 3 meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 19:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[direito à moradia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o dia 7 de outubro, o Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto do Brasil em Pernambuco (MTST-PE) ocupa um terreno da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) adjacente à reitoria, na zona oeste do Recife. A ocupação, que iniciou com 300 famílias, agora conta com um grupo expressivo de 500 famílias que reivindicam a utilização [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://marcozero.org/mtst-ocupa-terreno-da-antena-da-radio-paulo-freire-que-esta-fora-do-ar-ha-3-meses/">MTST ocupa terreno da antena da Rádio Paulo Freire, que está fora do ar há 3 meses</a> apareceu primeiro em <a href="https://marcozero.org">Marco Zero Conteúdo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde o dia 7 de outubro, o Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto do Brasil em Pernambuco (MTST-PE) ocupa um terreno da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) adjacente à reitoria, na zona oeste do Recife. A ocupação, que iniciou com 300 famílias, agora conta com um grupo expressivo de 500 famílias que reivindicam a utilização da área para a construção de moradias populares. A universidade pediu a reintegração de posse do terreno argumentando que o local possui um uso de bem público, pois comporta a antena de transmissão da Rádio Paulo Freire, o que inclui equipamentos de alta tensão. A emissora, aliás encontra-se fora do ar há aproximadamente três meses devido a um furto da fiação de cobre.</p>



<p>A UFPE teve o pedido de reintegração de posse favorável pela Justiça, cujo prazo para o cumprimento da solicitação encerrou na segunda-feira, 20 de novembro, mas a desocupação voluntária não aconteceu e as famílias permanecem no terreno. Agora, cabe à universidade notificar a Justiça e aguardar os próximos encaminhamentos. Enquanto isso, os integrantes do MTST seguem mobilizados para assegurar que as famílias permaneçam no terreno ou que outra solução, que garanta o acesso à moradia, seja apresentada pela UFPE. </p>



<p>“A gente tem um setor de arquitetura e urbanismo com pessoas que são técnicas e eles realizaram um estudo de viabilidade, porque não é interesse do movimento colocar as pessoas em risco, então a gente isolou as áreas mais próximas da antena porque esse é um terreno muito grande e, inclusive, há anos existe uma proposta de que nele seja construído uma extensão da Casa do Estudante. Por isso, nós acreditamos que essa narrativa que a reitoria da UFPE tenta emplacar de que é um terreno perigoso é uma justificativa inverídica até mesmo pelos estudos que nós realizamos de forma técnica”, afirmou a coordenadora nacional do MTST, Vitória Genuíno.</p>



<p>De acordo com a nota elaborada pelo MTST-PE junto com profissionais de arquitetura e urbanismo, o terreno possui uma área total de 23.346,10m² e a área de utilização da antena &#8211; contando com um afastamento de  cinco metros dos muros construídos em volta dela &#8211; é de apenas 440,47 m². </p>



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	                                        <p class="m-0">A ocupação Companheiro Lourenzon abriga aproximadamente 500 famílias. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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<h2 class="wp-block-heading">A Rádio Paulo Freire pode parar</h2>



<p>Vinculada à UFPE, a Rádio Universitária Paulo Freire é um órgão fundamental na formação de comunicadores e na democratização da comunicação em Pernambuco. Fundada em 1962 pelo educador e filósofo que é referência nacional, Paulo Freire, a rádio nasceu com a proposta de se tornar uma ferramenta de conhecimento popular. </p>



<p>Agora, no ano em que completa 60 anos de existência, a rádio pode parar de funcionar. A transmissão da rádio universitária está ameaçada porque, desde o furto dos fios de cobre da antena, que aconteceu há três meses, o sinal ficou fora do ar e a transmissão foi desligada. Devido ao decreto presidencial nº 8.139, todas as rádios locais de transmissão Amplitude Modulada (AM) devem migrar para Frequência Modulada (FM) até o dia 31 de dezembro deste ano, senão deixarão de existir. </p>



<p>De acordo com a Superintendência de Comunicação da UFPE, “para reativar a transmissão é preciso contratar uma empresa que faça o serviço de reposição das peças e ativação do sistema irradiante. No momento, o setor de orçamento da Superintendência de Comunicação está em pesquisa de empresas prestadoras deste tipo de serviço. Pela regra do serviço público, precisamos de três orçamentos para conseguir dar continuidade ao processo”. A assessoria da instituição federal solicitou que a reportagem divulgasse a demanda para que as empresas interessadas em realizar o serviço possam entrar em contato através do e-mail supercom@ufpe.br . </p>



<p>No entanto, mesmo com a reposição e reinstalação dos itens furtados, a UFPE alega que não seria possível religar a antena porque colocaria a vida das pessoas que integram a ocupação do MTST em risco. “Toda área é uma área de alta tensão”, declarou a instituição.</p>



<p>Segundo o MTST-PE, “a utilização do lote para abrigo da antena, representa uma subutilização da área [&#8230;] e da função social do terreno. Fato que fica claro a partir do levantamento proporcional que indica que a área correspondente a antena representa menos de 2% da área total. Tal indicativo de necessidade de utilização dos 98% restantes se expõe tanto pela realidade de insegurança e violência que essa subutilização proporciona, quanto pela própria indicação da UFPE que existem planos para uma melhor utilização do terreno. Planos estes que não indicam expressamente a prioridade de permanência ou retirada da antena, se não uma prioridade de melhor aproveitamento do lote”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Déficit habitacional que precisa ser solucionado</h3>



<p>“Estou aqui porque eu preciso da moradia, não tenho mais condições de pagar aluguel”. A situação de Rosana Xavier é semelhante à das centenas de famílias que integram a Ocupação Companheiro Lourenzon, no terreno da UFPE. </p>



<p>Mãe solo de três filhos, Rosana luta para conseguir sobreviver apenas com um salário mínimo: “a ocupação abraçou a mim e aos meus filhos, sou muito agradecida a Deus e a eles que me receberam de braços abertos. Eu tenho dois filhos especiais e recebo benefício de um deles, que tem microcefalia, e um salário é muito pouco para arcar com os custos de ter uma criança autista , então, ou eu como ou eu pago aluguel e não precisar mais pagar aluguel ajuda a desapertar o meu bolso e assim eu posso dar uma vida melhor pros meus filhos”.</p>



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	                                        <p class="m-0">Rosana Xavier e seus filhos na Ocupação Companheiro Lourenzo. Crédito: Arnaldo Sete/MZ Conteúdo</p>
	                
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<p>De acordo com o levantamento do Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) de 2018, o déficit habitacional da cidade do Recife é de mais de 70 mil habitações, enquanto o déficit habitacional de Pernambuco é de 326 mil moradias, podendo chegar a 597 mil até 2030.</p>



<p>Por isso,  o MTST viu no terreno da UFPE uma oportunidade de garantir um grande número de moradias para a população mais vulnerável e a escolha do local da ocupação se deu também para tentar sanar o problema de falta de segurança no bairro. “A inativação e a falta de uso desse espaço, em uma área praticamente residencial, se torna um problema de segurança pública. A ociosidade de um terreno que não cumpre a sua função social causa a perda da segurança natural que advém da unidade de vizinhança. Principalmente durante a noite, terrenos baldios acabam favorecendo crimes de violência contra a mulher, bem como assaltos e outros delitos. Dessa forma, sabido que o lote em questão foi cenário de crimes contra estudantes da UFPE, que muitas vezes têm aulas durante a noite e precisam percorrer os arredores do terreno sem nenhuma segurança sobre seu corpo”, declarou a organização em nota. </p>



<p>“Quando a gente ocupou o terreno estava cheio de mato, lixo, cobras, insetos, era um local que servia como ponto de roubo, estupros e uma parte da vizinhança gostou quando chegamos porque agora o terreno está ocupado. Limpamos o terreno, já montamos alguns barracos, fizemos uma horta e até agora a gente não encontramos nenhum fio, nós acreditamos que é seguro permanecer no terreno”, contou Maria dos Prazeres, coordenadora de ocupações do setor de organização do MTST.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Casa do Estudante junto da ocupação</h3>



<p>Em audiência para tentar viabilizar um acordo com a UFPE, representantes jurídicos e lideranças do MTST defenderam a criação de moradias populares no terreno. De acordo com os integrantes do movimento social, a instituição de ensino alegou que um dos projetos previstos para a utilização do terreno federal é a ampliação das dependências da Casa do Estudante para acomodar alunos e alunas da UFPE. Com isso, o MTST-PE apresentou como uma das soluções possíveis a destinação de parte das unidades para a Habitação de Interesse Social (HIS). </p>



<p>A proposta dos arquitetos e urbanistas voluntários do movimento parte do princípio que, diante do sucateamento das universidades federais e do déficit de recursos próprios, seria possível levantar recursos financeiros governamentais no âmbito do programa federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV).</p>



<p></p>



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	                                        <p class="m-0">Ilustração da proposta de desmembramento do lote para a a expansão da Casa do Estudante e da ocupação. Crédito: Divulgação MTST-PE</p>
	                
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<p>A proposta de desmembramento garantiria que a antena permaneça no lote proposto de que a ocupação permaneça onde já se consolidou. </p>



<p>À reportagem, a UFPE afirmou que não ter interesse em ceder o terreno ao MTST porque ele tem um uso estrutural fundamental para a universidade.A instituição declarou ainda que “esteve presente todas as vezes que solicitada pelos representantes da ocupação, desde o primeiro dia em que ela ocorreu, se colocando à disposição para diálogo. Todas as demandas solicitadas pela ocupação foram prontamente atendidas. Foi solicitado que a UFPE ajudasse na mediação de um encontro com o Superintendente de Patrimônio da União, Felipe Gondim, que aconteceu no mesmo dia. Todos os ocupantes do terreno foram cadastrados e incluídos no plano de habitação da cidade do Recife. Na ocasião, a PCR informou que não teria condições de fazer esse cadastro por falta de pessoal, então a UFPE disponibilizou uma equipe que fez o cadastro dentro dos parâmetros determinados e entregou toda documentação para a prefeitura do Recife”. </p>



<p>Em nota enviada à Marco Zero, a Prefeitura do Recife afirmou que “compreendendo a luta por moradia popular, a Prefeitura do Recife recebeu representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), nesta segunda-feira (20), e se colocou à disposição para mediar os interesses do movimento e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no sentido de garantir condições dignas às pessoas. Mesmo entendendo que a solicitação é de competência da UFPE, tendo em vista que o terreno ocupado pertence à União e é objeto de ação judicial de reintegração de posse, a gestão municipal &#8211; a pedido da instituição de ensino superior &#8211; elaborou um cadastro de 400 famílias que vivem no terreno e disponibilizou as informações à universidade para que possa providenciar soluções junto aos ocupantes. Além disso, a Prefeitura buscará sensibilizar a Justiça Federal, no sentido de prorrogar o prazo para desocupação e de convocar uma nova audiência, com a participação de demais entes públicos, para viabilizar alternativas aos ocupantes”.</p>



<p>Sem acordo com a reitoria da UFPE, os integrantes do MTST tentam diálogo com a Superintendência do Patrimônio da União (SPU).</p>



<p>“A superintendência pode trazer uma solução, mesmo que seja a desocupação deste terreno, mas com a realocação para um outro, porque a nossa prioridade é a garantia da moradia para essas pessoas. A universidade se prontificou de garantir esse diálogo, mas a gente ainda não conseguiu avançar nesse ponto e agora a UFPE se mostra mais fechada para um diálogo mais direto com a gente e se dedica unicamente a esse intermédio com a SPU”, afirmou Tomás Ribeiro, advogado representante do MTST. Ainda de acordo com o advogado, o Governo do Estado se nega a dialogar com o movimento social para apresentar soluções para as famílias desabrigadas que participam da ocupação e nem se quer mandou um representante para participar da audiência sobre o caso. </p>



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		<title>Coronel não vê adesão à golpe entre militares de sua geração e esquerda volta às ruas pela democracia</title>
		<link>https://marcozero.org/coronel-nao-ve-adesao-a-golpe-entre-militares-de-sua-geracao-e-esquerda-volta-as-ruas-pela-democracia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2022 14:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Arrumadinho]]></category>
		<category><![CDATA[Arrumadinho podcast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Não vai haver golpe. Não há apoio econômico, apoio da mídia, apoio internacional nem apoio das Forças Armadas. Minha geração de militares não é golpista como a geração do capitão Bolsonaro”, garante o coronel da reserva do Exército, Marcelo Pimentel Jorge, durante sua participação no primeiro episódio da temporada especial eleições 2022 do podcast Arrumadinho, [&#8230;]</p>
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<p>“Não vai haver golpe. Não há apoio econômico, apoio da mídia, apoio internacional nem apoio das Forças Armadas. Minha geração de militares não é golpista como a geração do capitão Bolsonaro”, garante o coronel da reserva do Exército, Marcelo Pimentel Jorge, durante sua participação no primeiro episódio da temporada especial eleições 2022 do podcast Arrumadinho, da Marco Zero Conteúdo, sobre <em>Como abortar o golpe?<br><br></em>Apesar das insistentes declarações de Bolsonaro e de seus ministros, incluindo o da Defesa, Pimentel Jorge é um dos que não acredita na possibilidade de uma articulação organizada para uma investida contra a democracia. Ele reconhece que o presidente “está tentando” desferir um golpe de Estado adaptando o “roteiro original” de Donald Trump no Capitólio, mas que não há clima entre os militares, pois a intenção dos generais era chegar ao poder e se manter através do voto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Povo na rua no Dia do Estudante</strong></h2>



<p>Para Victória Genuíno, coordenadora nacional do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) e integrante da Frente Povo Sem Medo, também entrevistada no primeiro episódio do Arrumadinho, a resistência ao golpe não se limitou às movimentações dos juristas, a adesão de milionários à carta pela democracia, às pressões dos Estados Unidos ou à suposta falta de apetite golpista da nova geração de generais.</p>



<p>Para ela, os primeiros protestos dos estudantes em 2019 e as sucessivas manifestações “Fora Bolsonaro” foram responsáveis por barrar outras investidas conservadoras e mais cortes de direitos que chegaram a ser anunciados. “A principal lição que tiramos nas manifestações do Fora Bolsonaro foi a unidade da esquerda nesse período eleitoral visando a vitória de Lula. e fica como recado, que precisamos nos unificar ainda mais”, afirmou.</p>



<p>Genuíno confirmou que, no dia 11 de agosto, os movimentos populares pretendem voltar às ruas. A data é a mesma em que a carta pela democracia será lida no Largo de São Francisco, endereço na Faculdade de Direito de São Paulo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><br>O podcast Arrumadinho pode ser ouvido na plataforma Spotify e, agora, disponível também em formato de videocast, no <a href="https://www.youtube.com/c/MarcoZeroConte%C3%BAdo">canal do Youtube</a> da Marco Zero Conteúdo. <br></strong></h4>
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		<title>Com dívidas milionárias de IPTU, terreno no bairro de Setúbal é ocupado por 200 famílias do MTST</title>
		<link>https://marcozero.org/com-dividas-milionarias-de-iptu-terreno-no-bairro-de-setubal-e-ocupado-por-200-familias-do-mtst/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2021 18:28:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[déficit habitacional]]></category>
		<category><![CDATA[direito à moradia]]></category>
		<category><![CDATA[luta pela moradia]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[sem teto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos 200 famílias ligadas ao Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realizou uma nova ocupação, no bairro de Setúbal, na zona sul do Recife. O terreno ocupado no cruzamento das avenidas Barão de Souza Leão e Desembargador José Neves pertence a uma empresa que acumulou, segundo o Movimento, mais de R$ 500 mil em dívidas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pelo menos 200 famílias ligadas ao Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realizou uma nova ocupação, no bairro de Setúbal, na zona sul do Recife. O terreno ocupado no cruzamento das avenidas Barão de Souza Leão e Desembargador José Neves pertence a uma empresa que acumulou, segundo o Movimento, mais de R$ 500 mil em dívidas de IPTU e outros impostos ao município e à União e está com o patrimônio ameaçado de penhora pela Justiça.</p>



<p>O MTST reivindica que o imóvel seja desapropriado para fins sociais pela prefeitura do Recife ou pelo Governo do Estado. O nome escolhido para a nova ocupação &#8211; “8 de Março” – referência óbvia ao Dia Internacional da Mulher faz menção à “luta das mulheres, principalmente as mulheres negras, grupo social mais atingido e vulnerabilizado durante a pandemia de Covid-19, no Brasil”, conforme explicação dos articuladores da movimento.</p>



<p>&#8220;A pandemia escancarou e aprofundou as desigualdades da sociedade colocando milhares de trabalhadores e trabalhadoras em situação de maior vulnerabilidade. A Ocupação 8 de março existe a partir dessa realidade: para denunciar e cobrar do Estado brasileiro soluções para a população sem teto. E ela carrega esse nome para demarcar as pessoas mais afetadas pela crise &#8211; as mulheres&#8221;, explicou Vitória Genuíno, da coordenação nacional do MTST.</p>



<p>A partir de agora, o MTST pretende mobilizar a militância de partidos de esquerda, instituições parceiras na sociedade civil e diversos atores e atrizes sociais para garantir a manutenção da ocupação com doações de alimentos, materiais de higiene e recursos financeiros, algo que vem fazendo em relação a outras ocupações desde o início da pandemia.</p>



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		<item>
		<title>MTST ocupa terreno da prefeitura, na Torre, para criar cozinha solidária</title>
		<link>https://marcozero.org/mtst-ocupa-terreno-da-prefeitura-na-torre-para-criar-cozinha-solidaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Giovanna Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 May 2021 17:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha solidária]]></category>
		<category><![CDATA[moradia]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[ocupação]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Santa Luzia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite dessa segunda-feira, dia 17 de maio, 15 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam o antigo Núcleo de Triagem de Recicláveis, localizado na Vila Santa Luzia, no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife. O objetivo da ocupação é a construção de uma cozinha solidária capaz de ofertar 150 refeições [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na noite dessa segunda-feira, dia 17 de maio, 15 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam o antigo Núcleo de Triagem de Recicláveis, localizado na Vila Santa Luzia, no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife. O objetivo da ocupação é a construção de uma cozinha solidária capaz de ofertar 150 refeições diárias aos moradores da área em situação de vulnerabilidade social.</p>



<p>De acordo com Rud Rafael, da coordenação nacional do MTST, o imóvel pertencente à Prefeitura do Recife está em desuso há mais de dz anos e, por isso, o movimento tomou a iniciativa para devolver a função social do equipamento à população. “A nossa demanda é a instalação da cozinha solidária do MTST na comunidade de Santa Luzia, afinal o local já não funciona mais como centro de triagem. Estamos aguardando a resposta da Prefeitura para uma negociação”, afirmou o coordenador.</p>



<p>O projeto Cozinhas Solidárias tem o objetivo de oferecer pelo menos uma refeição por dia para os moradores das ocupações do movimento e outras famílias  que vivem em situação de vulnerabilidade social nos grandes centros urbanos. O também projeto promove cultivo de hortas urbanas comunitárias para abastecer as próprias cozinhas solidárias e garantir legumes e verduras saudáveis à comunidade do entorno. No imóvel ocupado desde a madrugada de segunda-feira, o movimento está instalando a nona Cozinha Solidária do MTST em todo país.</p>



<p>A inauguração oficial da Cozinha Solidária da Vila Santa Luzia está prevista para acontecer no dia 20 de maio, mas ainda há risco da ocupação ser interrompida pelas autoridades da Prefeitura do Recife.</p>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                                        <p class="m-0">Na manhã de terça-feira, a PM ameaçou usar a força para desocupar o imóvel. Crédito: MTST</p>
	                
                                    </figcaption>
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<p>De acordo com Rud Rafael, na manhã desta terça-feira, 18 de maio, integrantes de cinco viaturas policiais estiveram no local exigindo que o terreno fosse esvaziado e ameaçaram o uso de força caso os integrantes do movimento não colaborassem. Porém, a articulação do MTST, com o apoio dos parlamentares do PSOL, conseguiu manter a ocupação e logo técnicos da prefeitura chegaram ao local e ajudaram a desmobilizar a operação policial. Aproximadamente 60 pessoas continuam no local e a cozinha começou a funcionar, entregando as primeiras 150 refeições aos moradores das comunidades próximas. <a href="https://www.instagram.com/p/CPA_czmhdB7/?utm_medium=copy_link">Logo a notícia de distribuição das quentinhas se espalhou pela Vila Santa Luzia</a> e atraiu os moradores. </p>



<p>Lideranças do movimento se reuniram com representantes da Prefeitura do Recife para negociar a ocupação do imóvel. A gestão alegou que está em contato com as secretarias responsáveis pela administração do local e solicitou que a área fosse desocupada até o fechamento das negociações. O MTST se recusa a sair do local antes de ter ao menos um gesto ou resposta que comprove o interesse da PCR em fechar um acordo.</p>



<p>Leia a íntegra da nota enviada pela equipe da Prefeitura do Recife: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Governo e Participação Social, informa que esteve reunida, na manhã desta terça-feira (18), com os manifestantes que ocuparam um imóvel situado na Rua Eliéser Olímpio de Moura, no bairro da Torre. Contudo, durante as conversas, o movimento não apresentou reivindicações à gestão municipal. O governo municipal destaca que o referido imóvel pertence ao município e serviu de espaço para a realização de projetos sociais e cursos de qualificação profissional ao longo dos últimos anos. Entretanto, devido à pandemia do novo coronavírus, as atividades foram suspensas temporariamente, por gerar aglomerações de pessoas e a necessidade de respeitar os protocolos sanitários.</p></blockquote>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                </figure>

	


<p></p>
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		<title>Como, onde e para quem doar alimentos no Grande Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/como-onde-e-para-quem-doar-alimentos-no-grande-recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco Zero Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Apr 2021 10:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Armazém do Campo Recife]]></category>
		<category><![CDATA[crise econômica e pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[doação]]></category>
		<category><![CDATA[doações de alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura do Recife]]></category>
		<category><![CDATA[solidariedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Giovanna Carneiro Sem soluções à vista para a pandemia da covid-19 e para o desemprego gerado pelo seu agravamento, as articulações da sociedade civil, de empresas e as iniciativas coletivas de grupos de cidadãos parecem ser uma das poucas respostas para reduzir o sofrimento de 14,3 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>por Giovanna Carneiro</strong></p>



<p>Sem soluções à vista para a pandemia da covid-19 e para o desemprego gerado pelo seu agravamento, as articulações da sociedade civil, de empresas e as iniciativas coletivas de grupos de cidadãos parecem ser uma das poucas respostas para reduzir o sofrimento de 14,3 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).</p>



<p>As campanhas de arrecadação de alimentos e donativos se multiplicaram pela cidade do Recife e por todo o estado de Pernambuco, onde, apesar de não haver dados recentes, a pandemia dever ter multiplicado as 661 mil pessoas que, sempre segundo o IBGE, eram atingidas pela insegurança alimentar em 2018. Movimentos sociais, organizações não-governamentais (ONGs), empresas e até o poder público estão recorrendo à solidariedade na tentativa de garantir o direito mínimo à alimentação a outras necessidades básicas das populações mais vulneráveis.</p>



<p>Quem quiser ou puder doar, pode optar por uma dessas instituições ou iniciativas:</p>



<h4 class="wp-block-heading">Armazém do Campo do Recife (<a href="https://instagram.com/armazemdocamporecife?igshid=1nrgc2q3hfepj">@armazemdocamporecife</a>)</h4>



<p>Desde março de 2020, o Armazém do Campo do Recife, mantido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) iniciou a produção de marmitas solidárias na cozinha do estabelecimento para alimentar pessoas que vivem em situação de rua. A iniciativa já distribuiu mais de 500 mil marmitas e precisa de doações de alimentos e donativos para que siga realizando o trabalho. Carne, feijão, arroz e água são os itens mais carentes de doação, mas todos os alimentos não perecíveis são bem-vindos.</p>



<p>Devido à baixa no número de doações, o Armazém lançou a campanha “1 marmita custa R$ 5,28. Quantas você vai doar hoje?”, que incentiva o público a contribuir financeiramente com a ação. Qualquer valor pode ser doado através do pix 09.423.270/0001- 80.</p>



<p>As doações também podem ser feitas presencialmente, de segunda a sexta, das 9h às 17h, no Armazém do Campo Recife, localizado na Avenida Martins de Barros, 387. Para mais informações, entre em contato através do número: (81) 99855-3121.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Central Única das Favelas (<a href="https://instagram.com/cufape?igshid=1jctqha98sjb2">@cufape</a>)</h4>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Crédito: Divulgação</p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>A Central Única das Favelas (Cufa) promove ações de mobilização e apoio aos moradores de favelas de todo o Brasil. A organização atua em mais de 5 mil favelas do país e intensificou ainda mais o trabalho de doação de alimentos e donativos com a chegada da pandemia.</p>



<p>Em Pernambuco, a CUFA presta assistência a famílias que moram nas favelas da Região Metropolitana do Recife e que estão em situação de vulnerabilidade social. A maioria das famílias atendidas são compostas por pessoas que perderam o emprego durante a pandemia, pois trabalhavam informalmente, e não estão recebendo o auxílio emergencial do governo.</p>



<p>As doações para o projeto podem ser feitas presencialmente na sede da instituição, localizada na Avenida Norte, 5300. Podem ser doados: alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza, roupas, móveis, brinquedos e livros.</p>



<p>Para dar continuidade à iniciativa, a CUFA criou uma vaquinha solidária online. As doações podem ser feitas através do <a href="https://www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-maes-da-favela">site</a> ou do pix: cufape@hotmail.com. Para mais informações, entre em contato através do número: (81) 9 8355-5069.</p>



<h4 class="wp-block-heading">MTST (<a href="https://www.instagram.com/mtstpernambuco/?hl=pt-br">@mtstpernambuco</a>)</h4>



<p>O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, que atua em onze estados do Brasil, lançou o projeto “Cozinhas Solidárias”. A iniciativa tem como objetivo ofertar pelo menos uma refeição por dia para as famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social nos grandes centros urbanos do país e aos moradores das ocupações do movimento. As arrecadações são destinadas para a construção das cozinhas, para a manutenção dessas estruturas e para a compra de alimentos.</p>



<p>As doações para o projeto podem ser feitas através da <a href="https://apoia.se/cozinhasolidaria">vaquinha virtual</a>, ou do pix: 28.799.171/0001-41.<br>O MTST Pernambuco também aceita doações através do pix: <a href="mailto:mtst.br.pe@gmail.com">mtst.br.pe@gmail.com</a> e realiza campanhas pontuais de doações de donativos, que são divulgadas nas redes sociais do movimento.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sintraci (<a href="https://instagram.com/sintraci.sindicato?igshid=4hqg22gzq0cc">@sintraci.sindicato</a>)</strong></h4>



<p>O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal do Recife (Sintraci) está promovendo a doação de cestas básicas para camelôs e ambulantes da cidade. A iniciativa tenta amenizar os impactos causados pelas medidas de isolamento social, decretadas pelo Governo de Pernambuco, que, desacompanhadas de auxílio financeiro, colocam os trabalhadores em uma situação de vulnerabilidade social.</p>



<p>As doações de cestas básicas, alimentos não perecíveis e materiais de higiene pessoal, podem ser feitas presencialmente no Che Comedoria, localizado na Rua Princesa Isabel, 207, no bairro de Santo Amaro, das 12h às 20h. Também é possível doar qualquer valor através do Pix: f83d8c47-386f-4ff8-b717-dae9ce8fe18e, ou da <a href="https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoio-humanitario-para-acoes-de-combate-a-fome">vaquinha virtual.</a> . Para mais informações, entre em contato através do número: (81) 99806-4120.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Banho de Cidadania Recife (<a href="https://instagram.com/banhorecife?igshid=1ejdvsseci1t6">@banhorecife</a>)</strong></h4>



        <figure class="wp-block-image my-5 img-center text-center">
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	                        <figcaption class="legenda-credito mx-md-5">
	                                        <p class="m-0">Crédito: Banho Recife/Divulgação </p>
	                
                                    </figcaption>
                    </figure>

	


<p>O projeto social Banho de Cidadania Recife, que foi criado há dois anos, iniciou providenciando banho para pessoas que vivem em situação de rua. Porém, com a chegada da pandemia e o aumento do desemprego, a procura por alimentos aumentou e a responsáveis pela iniciativa precisaram adaptar-se ao novo contexto.</p>



<p>Além de percorrer as ruas do Recife uma vez por semana viabilizando banho e itens de higiene pessoal, os voluntários também doam cestas básicas aos moradores das comunidades que estão em situação de vulnerabilidade. As doações para o projeto podem ser feitas através do pix: 89813521453</p>



<h4 class="wp-block-heading">União Mães de Anjos (UMA) (<a href="https://instagram.com/uniaodemaesdeanjos?igshid=7re7eooxyr2x">@uniaodemaesdeanjos</a>)</h4>



<p>A União Mães de Anjo, criada há cinco anos para acolher mães crianças com microcefalia e suas mães, conta com 431 famílias e 14 pontos de apoio presentes em todas as regiões e microrregiões de Pernambuco. A instituição não governamental precisa de apoio financeiro constante, além da doação de materiais de higiene, como fraldas descartáveis juvenil ou P/M geriátrica, sabonete, lenço umedecido, pomada para assadura e também alimentos não perecíveis.</p>



<p>As doações podem ser feitas na sede da UMA, localizada na Rua André Dias Figueiredo, 152, Barro, Recife ouno <a href="https://www.uniaodemaesdeanjos.com.br/?fbclid=IwAR24dHAsP7nmx6ct1Bf4qLj0wYZ2L-dEE613e1a9tDDvxeLEnUe3jEu7Fl0">site da instituição</a>. Para mais informações, entre em contato através do número: (81) 98748-9065.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Prefeitura do Recife</h4>



<p>A prefeitura está recolhendo doações em diversos locais, porém empresas e instituições que desejarem doar em grandes quantidades devem entrar em contato com o Transforma Recife, através do número (81) 3355-3739. Esses são os locais de arrecadação:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Pontos de Vacinação Drive-Thru no Recife</strong>: Os pontos de vacinação da Prefeitura do Recife estão arrecadando alimentos não perecíveis para doar às famílias em situação de vulnerabilidade. É importante lembrar que a doação de alimentos não é uma condição para ser vacinado.</li></ul>



<p>Os pontos de Drive-Thru funcionam no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na Tamarineira; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Fórum Ministro Artur Marinho &#8211; Justiça Federal de Pernambuco (Avenida Recife), no Jiquiá; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; Juizados Especiais do Recife, na Imbiribeira; Parque da Macaxeira; Ginásio Geraldão, na Imbiribeira; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária; Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Bairro do Recife; Big Bompreço (unidades Casa Forte e Boa Viagem).</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Sede da Prefeitura do Recife</strong>: Localizada no Cais do Apolo, no Centro do Recife, a sede da Prefeitura está recebendo doações de alimentos não perecíveis, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h.</li><li><strong>Compaz Escritor Ariano Suassuna</strong>: Localizado no bairro do Cordeiro, a instituição está recebendo doações de alimentos não perecíveis, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h.</li><li><strong>Unidades do</strong> <strong>Big Bompreço</strong>: As 10 lojas da rede de supermercados localizadas no Recife estão recebendo doações de alimentos não perecíveis. Elas estão localizadas nos seguintes bairros: Casa Forte, Boa Viagem, Caxangá, Avenida Recife, Domingos Ferreira, Arruda, Aflitos, Benfica, Casa Amarela e Espinheiro.</li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>Seja mais que um leitor da Marco Zero</strong>…</p><cite>A Marco Zero acredita que compartilhar informações de qualidade tem o poder de transformar a vida das pessoas. Por isso, produzimos um conteúdo jornalístico de interesse público e comprometido com a defesa dos direitos humanos. Tudo feito de forma independente.<br><br>E para manter a nossa independência editorial, não recebemos dinheiro de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, dependemos de você, leitor e leitora, para continuar o nosso trabalho e torná-lo sustentável.<br><br>Ao contribuir com a Marco Zero, além de nos ajudar a produzir mais reportagens de qualidade, você estará possibilitando que outras pessoas tenham acesso gratuito ao nosso conteúdo.<br><br>Em uma época de tanta desinformação e ataques aos direitos humanos, nunca foi tão importante apoiar o jornalismo independente.<br><br>É hora de assinar a Marco Zero <a target="_blank" href="https://marcozero.org/assine/" rel="noreferrer noopener">https://marcozero.org/assine/</a></cite></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Voluntariado e solidariedade substituem barracos por casas na Carolina de Jesus</title>
		<link>https://marcozero.org/voluntariado-e-solidariedade-substituem-barracos-por-casas-na-carolina-de-jesus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Inácio França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2019 14:28:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[habitação]]></category>
		<category><![CDATA[moradia]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[Teto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando caibros e ripas de madeira começaram a tomar forma de casas, no início da tarde de domingo, lágrimas rolaram na ocupação Carolina de Jesus, ao lado da estação Barro do metrô. Maria dos Prazeres da Silva tinha motivos para chorar de felicidade: “Quando vi minha casinha, não aguentei, foi muita emoção”. Há pouco mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando caibros e ripas de madeira começaram a tomar forma de casas, no início da tarde de domingo, lágrimas rolaram na ocupação Carolina de Jesus, ao lado da estação Barro do metrô. Maria dos Prazeres da Silva tinha motivos para chorar de felicidade: “Quando vi minha casinha, não aguentei, foi muita emoção”.</p>
<p>Há pouco mais de um ano, o barraco onde Maria vivia pegou fogo. Seus dois filhos e uma filha escaparam graças aos vizinhos, pois, na hora do incêndio, ela estava ajudando outras mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na ocupação Marielle Franco, no centro do Recife. Tudo isso lhe passou pela cabeça enquanto as lágrimas misturavam-se ao suor e poeira que cobria seu rosto.</p>
<p>Maria, assim como as mulheres e homens de 12 famílias que, desde fevereiro de 2017, estão ocupando o terreno pertencente ao Governo do Estado, juntaram-se a 150 voluntários mobilizados pela <a href="https://www.techo.org/brasil/">organização não-governamental Teto</a> para desmontar os barracos anteriores, receber e guardar o material de construção e construir as casas desde os alicerces.</p>
<p>O trabalho braçal durou uma semana, mas, desde junho, a comunidade vinha se reunindo com as coordenadoras da Teto para definir quais famílias receberiam as 12 casas e como seria a divisão de tarefas.</p>
<p>Na manhâ de sexta-feira (20), os barracos de plástico e lona já estavam desmontados e seus moradores espalhavam-se pela comunidade ou na calçada da terminal de passageiros, dormindo três noites nas casas dos vizinhos. Uma intimidade nem sempre tranquila:</p>
<p>“É ruim dormir na casa dos outros, eu mesmo estou na casa de um vizinho implicante. Pode botar aí que ele é implicante, mas esquece que, quando chegar a vez dele receber a casa, vai precisar de abrigo”, queixa-se Diana Maria de Siqueira, de 34 anos, mãe de quatro filhos.</p>
<p><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/MARCO_ZERO_HORA_DE_ASSINAR_BANNER.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13037 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/01/MARCO_ZERO_HORA_DE_ASSINAR_BANNER.jpg" alt="MARCO_ZERO_HORA_DE_ASSINAR_BANNER" width="730" height="95"></a></p>
<h1>ONG mobiliza voluntários de classe média</h1>
<p><div id="attachment_19292" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/09/Carolina-de-Jesus-ação-da-TETO_1.jpeg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19292" class="size-full wp-image-19292" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/09/Carolina-de-Jesus-ação-da-TETO_1.jpeg" alt="Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="1600" height="900"></a><p id="caption-attachment-19292" class="wp-caption-text">Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p>Das 150 pessoas que, durante todo o final de semana, vestiram as camisetas brancas da Teto para dar duro na construção das casas de madeira, apenas duas eram funcionárias da ONG. Todas as demais estavam lá por solidariedade e pela “oportunidade de fazer alguma coisa, mais do que apenas doar dinheiro” nas palavras da médica Ana Beatriz Sacerdote.</p>
<p>Ana Beatriz, ou simplesmente Bia, como passou a ser chamada pelo pessoal da comunidade, desdobrou-se durante meses para, entre um plantão e outro nos hospitais Dom Hélder Câmara e Português, além dos atendimentos em seu consultório de gastroenterologia, coordenar o processo de seleção e mobilização das famílias.</p>
<p>No domingo, ela interrompeu a tarefa de cortar telhas de zinco para contar que ocupação Carolina de Jesus foi escolhida pela Teto por ter “uma liderança sólida e ser organizada, o que é fundamental para conseguirmos realizar as reuniões e discutirmos os critérios”.</p>
<p>Uma das funcionárias da Teto coordenando as atividades chama-se, por coincidência, Carolina Batista de Deus. Ela explicou que muitos dos voluntários veio de Salvador, muito pagaram a própria passagem, inclusive alguns que vieram do Rio de Janeiro e de Minas Gerais: “Estamos há pouco tempo em Pernambuco, a primeira ação foi a construção das sete primeiras casas aqui mesma na comunidade, em maio, por isso ainda não é possível mobilizar tantos recifenses”.</p>
<p>Fundada no Chile após um terremoto em 1997, a Teto constrói casas de madeira de até 18m<sup>2 </sup>seguindo o modelo de emergência da ONU, em 19 países da América Latina, onde, segundo os números do programa Habitat das Nações Unidas, 104 milhões de pessoas vivem em comunidades consideradas precárias.</p>
<p><div id="attachment_19290" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/09/Carolina-de-Jesus-ação-da-TETO.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19290" class="size-full wp-image-19290" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/09/Carolina-de-Jesus-ação-da-TETO.jpg" alt="Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="1600" height="448"></a><p id="caption-attachment-19290" class="wp-caption-text">Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p>Cada casa construída no Barro custou quase R$ 10 mil. O valor total da ação foi de R$ 153.000,00, custeados pela doação da construtora Haut Engenharia. “A empresa também mobilizou voluntários entre seus funcionários e assinou um convênio em que se compromete a custear uma casa para cada empreendimento que vender, num total de 30 casas aqui nessa comunidade”, detalhou Carolina de Deus.</p>
<p>A ocupação Carolina de Jesus existe desde fevereiro de 2017 e já chegou a ter mais de mil barracos. Hoje são 170 famílias coordenadas por um grupo de mulheres vinculadas ao MTST.</p>
<ul>
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<h3>Leia também:<a href="http://marcozero.org/a-vida-pulsa-no-carolina-de-jesus/"> A vida pulsa na Carolina de Jesus</a></h3>
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		<title>Moradores deixam Ocupação Marielle Franco, no Centro do Recife</title>
		<link>https://marcozero.org/moradores-deixam-ocupacao-marielle-franco-no-centro-do-recife/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Raíssa Ebrahim]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Apr 2019 00:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[centro]]></category>
		<category><![CDATA[iptu]]></category>
		<category><![CDATA[marielle franco]]></category>
		<category><![CDATA[MTST]]></category>
		<category><![CDATA[ocupação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com Maria Carolina Santos A Ocupação Marielle Franco, no Centro Recife, foi um marco na luta pela moradia popular no centro da cidade. Foi também simbólica na participação feminina à frente dos movimentos sociais e ajudou a mudar a percepção de grupos mais sensíveis da sociedade civil e de parte da mídia tradicional, sobre as ocupações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com Maria Carolina Santos</p>
<p>A Ocupação Marielle Franco, no Centro Recife, foi um marco na luta pela moradia popular no centro da cidade. Foi também simbólica na participação feminina à frente dos movimentos sociais e ajudou a mudar a percepção de grupos mais sensíveis da sociedade civil e de parte da mídia tradicional, sobre as ocupações populares (que já foram por muito tempo tratadas como invasões) e sobre as razões pelas quais famílias inteiras decidem enfrentar riscos como a ameaça das desocupações violentas e reações negativas de outros grupos sociais ao ato de &#8220;violar a propriedade privada&#8221;, mesmo em nome da justiça social.</p>
<p>Neste sábado (6), depois de 382 dias, ela chegou ao fim. Mas não foi por ordem judicial, pelo enfraquecimento da articulação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que coordenou a ocupação, ou por desistência por parte das mulheres que comandaram todo o processo. O imóvel, localizado no  número 91 da Praça da Independência, bem no Centro do Recife, abandonado há dez anos, deixou de oferecer condições dignas e seguras às famílias que resistiram no local por mais de um ano. &#8220;É muita tristeza, mas não perdemos a luta&#8221;, assegura Edilene Correia, de 45 anos, na ocupação desde o início.</p>
<p><div id="attachment_14862" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/Desocupação-da-Marielle-Franco_Branca_.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14862" class="wp-image-14862 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/Desocupação-da-Marielle-Franco_Branca_.jpg" alt="Edilene fixou na sua porta a placa de Marielle Franco. Ao lado, o caminhão com sua mudança pronto para seguir. Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="1600" height="530" /></a><p id="caption-attachment-14862" class="wp-caption-text">Edilene fixou na sua porta cartaz de Marielle Franco. Ao lado, o caminhão com sua mudança pronto para seguir. Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p>Na madrugada do dia 20 de março do ano passado, cerca de 200 famílias iniciaram a ocupação do antigo Edifício SulAmérica. Liderada por Mulheres do MTST, a ocupação ganhou o nome de Marielle Franco, em homenagem à vereadora que havia sido brutalmente assassinada uma semana antes. Na assembleia realizada na noite da última sexta (5), restavam apenas 30 famílias entre os atuais moradores e, conjuntamente com a direção do MTST, elas decidiram deixar o prédio.</p>
<p><div id="attachment_14858" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/Desocupação-da-Marielle-Franco_escadaria_.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14858" class="wp-image-14858 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/Desocupação-da-Marielle-Franco_escadaria_.jpg" alt="Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="1600" height="354" /></a><p id="caption-attachment-14858" class="wp-caption-text">Móveis dos andares altos desceram amarrados em corda, enquanto os ocupantes carregavam sacolas e objetos pequenos pela escadaria. Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p>A decisão não foi fácil. Por um ano, essas famílias puderam morar no centro da cidade, ter acesso a serviços e espaços restritos apenas a quem tem condições financeiras de morar em bairros centrais, mas viveram parte do tempo também sem água, sem esgoto, sem energia e, principalmente, sem esperança de uma solução por parte do poder público que ignora os imóveis abandonados e deteriorados no centro da cidade, mesmo com a legislação em vigor que determina a função social da propriedade. A sociedade civil, que inicialmente se mobilizou para defender a ocupação e viabilizar doações, passada a comoção, também se afastou do problema e as doações ficaram cada vez mais escassas.</p>
<blockquote><p><a href="http://marcozero.org/domingo-na-ocupacao-marielle-franco/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Domingo na Ocupação Marielle Franco</a></p></blockquote>
<p>A precariedade do edifício, abandonado desde 2008, se mostrou um grave risco à integridade dos ocupantes. Os problemas do sistema de água e esgoto, por exemplo, foram se agravando, e o custo para a manutenção ficou cada vez mais alto. Parte do primeiro andar, que abrigava o mobiliário doado para a creche, estava inundado por esgoto. O sistema de bombas, instalado por iniciativa da sociedade civil e responsável por puxar água do poço para as caixas d&#8217;água, queimava periodicamente. Sem abastecimento, as famílias precisavam carregar água para os seis andares e o projeto da cozinha comunitária ficou inviável.</p>
<p>Dez famílias seguiram para outra ocupação do MTST, a Carolina de Jesus, no Barro, Zona Oeste do Recife. Algumas foram para casa de familiares e outras continuam a busca por moradia digna por conta própria. O mobiliário doado ficará armazenado pelo movimento para ser utilizado posteriormente na Ocupação Carolina de Jesus. O edifício foi fechado e o portão soldado após a completa desocupação, finalizada neste sábado (6), por volta das 20h, . O clima de despedida na arrumação da mudança era de tristeza, mas também de firmeza. É necessário, se posicionaram as mulheres, honrar essa trajetória que durou pouco mais de um ano e transformou a vida e a luta por moradia.</p>
<p><div id="attachment_14857" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/Desocupação-da-Marielle-Franco_Rejane_.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14857" class="wp-image-14857 size-full" src="http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/04/Desocupação-da-Marielle-Franco_Rejane_.jpg" alt="Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo" width="1600" height="1158" /></a><p id="caption-attachment-14857" class="wp-caption-text">A vista preferida de Rejane e as paredes desenhadas pela filha de 11 anos. Crédito: Inês Campelo/MZ Conteúdo</p></div></p>
<p>&#8220;Aqui foi muito bom, mas agora é outro tempo. Estamos saindo com o coração despedaçado, mas sabendo que essa resistência mostrou a força da mulher. E é isso que o movimento representa: a luta, ensinando a gente a ser guerreira, a ter tranquilidade e a ser rude quando precisa. Eu me reconheci aqui, aos 45 anos de idade, e estou saindo de cabeça erguida&#8221;, diz Rejane Oliveira, esperando em meio aos sacos já fechados para descer com a mudança.</p>
<p>Em nota, o MTST enumera as dificuldades encontradas para a manutenção do prédio: &#8220;Dar vida a um patrimônio abandonado há tanto tempo tem seu preço. Nesse período, para manter a ocupação foram necessárias várias ações de reforma e manutenção no prédio, desde o conserto recorrente das bombas d’água, instalação de caixas d’água e um sistema de encanação por andar, reparos elétricos, recuperação da encanação dos banheiros, etc. Por um lado, essas ações acabaram sendo muito custosas, por outro, é necessário desenvolver reformas que sejam de caráter definitivo, para que se garanta moradia adequada para as famílias&#8221;.</p>
<blockquote><p><a href="http://marcozero.org/ocupacao-marielle-franco-completa-30-dias-de-resistencia-e-sonhos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ocupação Marielle Franco completa 30 dias de resistência e sonhos</a></p></blockquote>
<p>O fim da ocupação, no entanto, não representa o fim da luta por moradia digna para os moradores, tampouco significa que o MTST abre mão do prédio – que deve quase R$ 1,5 milhão em IPTU à Prefeitura do Recife. O Movimento quer que a prefeitura cumpra o decreto municipal 31.671/2018, que prevê a desapropriação de imóveis abandonados. Uma das exigências do decreto é justamente que o imóvel não esteja ocupado.</p>
<p>O MTST também vai solicitar que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) acompanhe o caso, já alvo de inquérito civil com o objetivo de garantir o direito à moradia digna das famílias da Ocupação Marielle Franco.</p>
<p><strong>Confira na íntegra a nota do MTST:</strong></p>
<p><em>QUE OS IMÓVEIS ABANDONADOS E DEVEDORES VIREM MORADIA E TRABALHO PRA O POVO!</em></p>
<p><em>Nota sobre a Ocupação Marielle Franco.</em></p>
<p><em>O MTST Brasil vem comunicar que, após um ano de muita luta, resistência e esperança, a Ocupação Marielle Franco seguirá a luta em outro formato.</em></p>
<p><em>Isso porque a continuidade desse processo, diante do completo descompromisso da gestão municipal em avançar num diálogo fundamental para a cidade, exige de nós bastante responsabilidade e outras garantias. Dar vida a um patrimônio abandonado há tanto tempo tem seu preço. Nesse período, para manter a ocupação foram necessárias várias ações de reforma e manutenção no prédio, desde o conserto recorrente das bombas d’água, instalação de caixas d’água e um sistema de encanação por andar, reparos elétricos, recuperação da encanação dos banheiros, etc. Por um lado, essas ações acabaram sendo muito custosas, por outro, é necessário desenvolver reformas que sejam de caráter definitivo, para que se garanta moradia adequada para as famílias.</em></p>
<p><em>Neste sentido, tomamos a iniciativa de desocupar o prédio para:</em></p>
<p><em>· Exigir da Prefeitura da Cidade do Recife o cumprimento do Decreto nº 31.671 de 2018, que prevê a desapropriação de imóveis abandonados, sendo uma de suas exigências que o imóvel não esteja ocupado;</em></p>
<p><em>· Finalizar os projetos de reforma hidráulica e elétrica, captar os recursos necessários e implementar os mesmos, sem que as famílias estejam expostas a uma situação de risco;</em></p>
<p><em>· Que os projeto de creche, cozinha produtiva para as mulheres e outras iniciativas sejam implementados para as famílias em outros locais viabilizados pelo movimento;</em></p>
<p><em>· Solicitar do Ministério Público o acompanhamento do caso, mediante Inquérito Civil já aberto com o objetivo de garantir o direito à moradia das famílias da Ocupação Marielle Franco, recomendando para isso que a Prefeitura da Cidade do Recife tome também as medidas cabíveis para que isso aconteça.</em></p>
<p><em>Agradecemos a todas e todos apoiadores que até aqui fortaleceram esse marco da resistência no Recife, afirmando que esse é mais um passo necessário para a conquista definitiva que atingiremos.</em></p>
<p><em>Fé na luta, venceremos!</em></p>
<p><em>MTST, a luta é pra valer!</em></p>
<p>[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;88&#8243; gal_title=&#8221;Desocupação da Marielle Franco&#8221;]</p>
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